Textos de poema
Doce anseio...
Eu hoje senti anseio de escrever
Um poema que fale de ti...
de buscar teu abraço
Vontade de te falar de amor
Riscar uma multidão de gaivotas...olhar o mar verde...
e suas ondas quebrando na areia
Relembrar aquele sorriso breve...
Quando chegavas
... E nossos olhos se encontravam...
Acender na tua alma nossa doce
juventude faz tempo perdida!
Sou eu...quem te ama!
Tu és um poema magnifico escrito no silencio
Das minhas noites insones...
Um anjo que os meus olhos seduz
Meu mais belo sonho... Minha eterna espera...
A mais linda canção...
É qual o volitar de uma gaivota varrendo o horizonte
Em manhãs primaveris... E neste delírio constante em te ter
Anseio por ti... Amo-te
E te penso...e te tenho...
Sou eu quem te ama...
Nas minhas mais profundas fantasias...!
POEMA DO VITRAL
Acorrentado por entender e alimentar a escolha que um dia fiz, fiquei!
Ao compreender que a vida tem possibilidades diferentes, acalmei!
Meus olhos e meu coração iniciou o processo de reconciliar com os contrários.
E aí sim, vejo que estou novamente me reencontrando.
E me reencontrando, recolho os cacos.
E recolhendo os cacos, me transformo em um lindo vitral (CLARIANO DA SILVA, 2016).
Ser poeta, mas não o poema
Ser poeta é tecer versos com a alma,
É dar vida às palavras, à dor e à calma.
É pintar com tinta de sentimento,
E entregar ao mundo o fruto do pensamento.
Mas ser poeta é também caminhar na solidão,
Ouvir o eco dos versos sem encontrar a canção.
É ver as palavras voarem sem destino,
E sentir o silêncio onde deveria haver carinho.
Ser poeta é viver entre a luz e a sombra,
É desenhar sonhos em cada linha que assombra.
É ser o criador de mundos que ninguém vê,
E encontrar beleza onde ninguém quer crer.
Assim, ser poeta é ser o guardião da emoção,
Mesmo que os poemas se percam na escuridão.
É continuar a escrever, mesmo sem plateia,
Pois ser poeta é viver a arte, mesmo sem plateia.
LETRAS MUSICAIS
A vida é uma poesia,
Viver é um poema com muitos momentos
Que serão lidos,Relidos, apagados, arquivados ou esquecidos.
Mas quando existe um soneto,
Cantado a dois,
Os versos inspiram Romantismo,
Vira Música,
Vira Paixão.
Viver é cantar mesmo que esteja sozinho,
Mesmo que esteja na multidão.
Se esqueçer a letra da música
Cante com o coração,
Se a voz não sair,
Feche o olhos e sinta aEmoção.
Cantado a dois,
Os versos inspiram Romantismo,
Vira Música,
Vira Paixão.
Aceitarás o amor como eu o encaro?
Adaptação do poema de Mario de Andrade, por José Adriano de Medeiros
...Alvo e bem leve, lindo, suavemente como sua pele
Tudo o que há de melhor e de mais raro
"Vivo" em teu corpo nu de ardente
Meu olhar preso ao teu perdidamente.
Não me exijas mais nada, além do desejo
A realidade é simples, e isto apenas.
Também mais nada te exijo, só teu beijo
TU SABES QUEM ÉS!!!
És dança, és musica, és musa
És poema, és verso, és estro
És oxigénio, és vida, és festa
És bebida, és vinho, és suco
És bonita, és linda, és estilo de vida
És auto-estima, és calor
És brisa, és fulgor
És flor, és cor
És multicolor
És paisagem, és brilho, és miragem
És jardim, és canto, és encanto
És aninho, és ninho
És perfume, és fruta, és deleite
És delicia, és alegria, és presença
És pita, és preta, és real, és leal
És mel, és intensa, és demais
És ouro, és tesouro, És mina
És minha, és …, és …
És quem és …
Tu sabes quem és!!!
Ligue a navalha !
Tenho 66 anos,
meu primeiro poema,
eu nunca esqueci.
Tinha 9 anos, quando
o escrevi.
Ligue a navalha,
que eu paro de bater,
se não ligar, eu bato
até morrer.
Batia em uma lata,
para minha vizinha ligar
a navalha, pra que o rádio,
eu pudesse excultar.
Me lembro como hoje,
a sua mãe ordenado,
ligue essa navalha,
pra esse garoto,
parar de ficar batucando.
Poema de devaneios
Eu reluto em aceitar
Eu não quero sequer acreditar...
Mas é na sua preguiça que eu quero descansar
É na sua calma que eu preciso me acalmar
É no seu sossego que eu quero sossegar
É no seu jeito sério que eu preciso me equilibrar
É nas nossas diferenças que eu tento me encaixar
É no nosso oposto que você vem para me completar
Por mais que eu tente resistir...
Reconheço em ti a paz que eu preciso para existir...
Meu conflito constante entre a emoção e a razão
Esses devaneios que a minha mente vem a perturbar...afff
POEMA PARA UM IRMÃO QUE NUNCA TIVE
Nasci só para ser só!
Tão só
Que quando nasci
E a luz vi
Disse a minha mãe:
Vê se me trazes um irmão,
Para podermos jogar ao pião...
E os partos dolorosos
Sulfurosos
De minha mãe, continuaram...
Nove anos, após o primeiro passaram
Depois do pedido feito
A minha mãe,
Agora no Além
Mas sem efeito
A súplica minha,
Talvez mesquinha.
E então, cá fiquei até agora
Sem aurora
Neste inverno da vida
Que nunca foi vida, não,
Sem ti, meu imaginado irmão!
Que triste é morrer
Sem ter
A costela de um irmão
Encostada à minha que vive
À espera desse irmão
Que nunca tive.
(Carlos De Castro, in Poesia de Mim Só, em 26-07-2022)
POEMA DE FATO
Um dia, vesti o meu poema
De fraque e gravata
E lantejoulas,
Como num dia de ir à missa.
Depois, tive pena
Desta cena
E até me deu um baque
Numa bravata
De ceroulas,
Em noite de derriça.
E os deuses da poesia
Me apareceram a talho
E aconselharam:
Um poema, mesmo de elegia,
Não precisa de fato de companhia,
Basta-lhe a roupa de trabalho.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 03-11-2022)
POEMA LAMENTO
Um mau poema
Sem tema
Alcance ou lema,
É tudo o que te posso dar.
Não sei mais.
Ela não quer nada comigo
E como castigo...
Também não quero ir mais longe
Não quero levar vida de monge
Porque monge
Sem capuz,
Já o sou nesta minha cruz.
Não pretendo nome
Ou cognome,
Estejam descansados
Para vosso bem.
Se o quisesse, alcançaria
Mesmo da noite para o dia!
Um bom poema
Para minha pena
Mas sem vontade de chorar,
É coisa que não te posso dar.
Lamento!
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 22-04-2023)
O HOMEM DO POEMA
Sempre que escrevia, agoirava:
Não vale nada!
Que poesia mais chanfrada!...
Talvez namoro ou derriço,
Ou grito agudo de lamento
Daqueles que a alma vomita
Numa sensata heresia,
Enquanto lhe resta tempo?...
Mas quando o poema nascia
Na transpiração suarenta
Do corte da placenta
Do filho que foi dado à luz,
Entre coxas de sofridão,
Na mais completa escuridão
Onde só se via a cruz,
O homem chorava então,
Já não agoirava e dizia:
Eis a minha poesia
Tão modesta, tão pequena,
Saída da minha pena...
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 11-10-2023)
TALVEZ UM POEMA MEU DOS MAIS CURTOS
Para mim, não há ano novo
Civil, religioso ou profano,
Quando a fome ataca o povo
No pântano em que me movo,
Neste mundo demais insano.
Quem elaborou o plano
Das horas e do calendário
Que rege o mundo, afinal?
Dizem que foi um mortal
Quiçá um gregoriano,
Papa, de certeza com papa
Garantida todo o ano.
Vieram os contadores dos tempos
Em épocas bem mais remotas,
Babilónias, Egípcias e Chinesas
E para maiores certezas
Perguntem lá ao Hiparco,
O grego que não Aristarco,
Nas matemáticas catedrático,
Se há justiça no relógio
Que marca sem sortilégio
Eu ter de me levantar,
Às três e meia da matina
Há trinta anos volvidos,
Matadores dos meus sentidos
Feita já minha doutrina.
Pobre o povo que continua
Sem ver o sol nem a lua,
Em dias e noites sem nevoeiro.
Não há cesto sem cesteiro,
Um dia, irá ser o primeiro
Da revolta
Presa ou solta,
Do teu ano, por inteiro.
Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 30-12-2023)
Aos que se importam
Agradeço a esses poucos
Que fazem a diferença
Por lerem esse poema
E pela vossa presença
Alguns dos quais em mim acreditam
Mesmo quando eu mesma, já não acreditava.
Aos que permaneceram comigo
Mesmo quando não me compreendiam
Aos que apontaram meu erro
Para meu próprio bem
Aqueles que não se afastaram
Mesmo quando eu errei
Aos que depois da tempestade
Consolaram-me
E os que se alegraram
Com a minha recuperação
Que torcem pela minha felicidade
A esses poucos que se importam
Posso chamar de amigos
São os que me consolam
E saibam, eu me importo!
Mesmo que o tempo e a distancia
Afaste-nos fisicamente,
Estarás em meu coração
E em minhas orações.
poema novo!
Um dia frio estranho e chuvoso, lagrimas rolando no meu rosto. E eu aqui parado na janela olhando para o nada. talvez vendo as gotas de chuva na calçada.
Pensamentos que me levam pra longe... Me perco no horizonte.
Lembro da minha infância. Eu parado do mesmo jeito que estou agora, vendo minha mãe chegando em casa... cansada, molhada, carregando sacola pesada. minha mãe é uma guerreira de fé... um exemplo de mulher.
Poema: Quando Minha Irmã Morreu
Quando minha irmã morreu,
o tempo não avisou que seguiria em frente.
A vida lá fora pulsava,
mas aqui dentro, o relógio parou.
Quando minha irmã morreu,
aprendi a andar de novo,
mas tropecei tantas vezes na ausência
que ainda sinto as cicatrizes.
Guardei a dor no bolso,
engoli o choro em meio aos abraços,
porque o mundo não espera
e a vida cobra sorrisos.
Quando minha irmã morreu,
o silêncio dela gritou no meu peito,
suas coisas fofas pesaram nos meus braços,
e o vazio ocupou cada canto da casa.
O tempo diz que já passou,
mas ele não sabe de nada.
Aqui dentro,
ela ainda mora no quarto ao lado.
Borboleta
(Poema de Bruna Wotkosky)
Eu era como uma borboleta recém-saída do casulo,
mas sem forças próprias.
E sem forças, o sangue não corre pelas asas,
e as asas não têm poder para voar.
Eu caminhava errante,
presa ao chão que não era o meu lugar.
Mas em algum momento, o Senhor me levou de volta ao casulo.
E lá, precisei lutar para sair outra vez.
Foi um esforço imenso.
Mas essa luta renovou o fluxo da vida em minhas asas,
e me deu força para voar.
Hoje, ainda lembro do tempo em que andava mais abaixo.
Mas ao lembrar, vejo também a força que precisei para renascer.
E agora, conheço a beleza de voar.
SONHE PARA QUE O POEMA ACONTEÇA...
Esse ser estranho, estranhíssimo...
Senhor de um breve Nada filosófico: o homem
Executor de uma equação sinistra
Qual será seu destino?...
O homem vive in-ventando querer ser Deus...
Mas não pode sê-lo...
Do verso que vive em sua cabeça
Dorme... dorme... dorme...
Inventando, criando, fantasiando...
O homem é um im-prudente menino
Versos em sua cabeça, em sua atmosfera...
Dorme... dorme... dorme...
Sonha... sonha... sonha...
Para que o poema aconteça...
VERSOS DE OBITUÁRIO
Nos versos de um poema
Que não nasceu
Um obituário se faz
Pra morrer outras vezes
Se viver a morte
Num verso controverso
Num pensar disperso
Nos versos feito a corte
Já morri muitas vezes
Parece até controverso
Que não sei dizer
Foi a morte o derradeiro verso
Foi a morte o primeiro verso...
