Textos de Paciência

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A PACIÊNCIA...

A paciência para os ultrajes é como a roupa para os que sentem frio: à medida que o frio aumenta, cobre-te com mais roupas, e não sentirás frio.

Assim também, no momento dos grandes ultrajes, aumenta a tua paciência, e a ofensa não chegará a tua alma.

Autoria:"Leonardo da Vinci"

Já não tenho paciência para algumas coisas, não porque me tenha tornado arrogante, mas simplesmente porque cheguei a um ponto da minha vida em que não me apetece perder mais tempo com aquilo que me desagrada ou fere. Já não tenho pachorra para cinismo, críticas em excesso e exigências de qualquer natureza. Perdi a vontade de agradar a quem não agrado, de amar quem não me ama, de sorrir para quem quer retirar-me o sorriso. Já não dedico um minuto que seja a quem mente ou quer manipular. Decidi não conviver mais com pretensiosismo, hipocrisia, desonestidade e elogios baratos. Já não consigo tolerar eruditismo seletivo e altivez acadêmica. Não compactuo mais com bairrismo ou coscuvilhice. Não suporto conflitos e comparações. Acredito num mundo de opostos e por isso evito pessoas de caráter rígido e inflexível. Na amizade desagrada-me a falta de lealdade e a traição. Não lido nada bem com quem não sabe elogiar ou incentivar. Os exageros aborrecem-me e tenho dificuldade em aceitar quem não gosta de animais. E acima de tudo já não tenho paciência nenhuma para quem não merece a minha paciência.

José Micard Teixeira

Nota: A autoria do pensamento tem vindo a ser erroneamente atribuída a Meryl Streep.

Três Lindos Casos:

1. TENHA PACIÊNCIA, MEU FILHO

Quando Dona Maria João do Deus desencarnou, em 29 de setembro do 1915, Chico Xavier, um de seus nove filhos, foi entregue aos cuidados de Dona Rita do Cássia, velha amiga e madrinha da criança.

Dona Rita, porém, era obsidiada e, por qualquer bagatela, se destemperava, irritadiça.

Assim é que o Chico passou a suportar, por dia, várias surras de vara de marmeleiro, recebendo, ainda, a penetração de pontas de garfos no ventre, porque a neurastênica e perversa senhora inventara êsse estranho processo do torturar.

O garôto chorava muito, permanecendo, horas e horas, com os garfos dependurados na carne sanguinolenta e corria para o quintal, a fim de desabafar-se, porque a madrinha repetia, nervosa:

- Êste menino tem a diabo no corpo.

Um dia, lembrou-se a criança de que sua Mãezinha orava sempre, todos os dias, ensinando-o a elevar o pensamento a Jesus e sentiu falta da prece que não encontrava em seu nôvo lar.

Ajoelhou-se sob velhas bananeiras e pronunciou as palavras do Pai Nosso que aprendera dos lábios maternais.

Quando terminou, oh! maravilha!

Sua progenitora, Dona Maria João de Deus, estava perfeitamente viva ao seu lado.

Chico, que ainda não lidara con as negações e dúvidas dos homens, nem por um instante pensou que a Mãezinha tivesse partido para as sombras da morte.

Abraçou-a, feliz; e gritou:

- Mamãe, não me deixe aqui... Carregue-me com a senhora...

- Não posso, - disse a entidade, triste.

- Estou apanhando muito, mamãe!

Dona Maria acariciou-o e explicou:

- Tenha paciência, meu filho. Você precisa crescer mais forte para o trabalho. E quem não sofre não aprende a lutar.

- Mas, - tornou a criança - minha madrinha diz que eu estou com o diabo no corpo...

- Que tem isso? Não se incomode. Tudo passa e se você não mais reclamar, se você tiver paciência, Jesus ajudará para que estejamos sempre juntos.

Em seguida, desapareceu.

O pequeno, aflito, chamou-a em vão.

Desde desse dia, no entanto, passou a receber o contacto de varas e garfos sem revolta e sem lágrimas.

- Chico é tão cínico - dizia Dona Rita, exasperada, que não chora, nem mesmo a pescoção.

Porque a criança explicasse ter a alegria de ver sua mãe, sempre que recebia as surras, sem chorar, o pessoal doméstico passou a dizer que ele era um "menino aluado".

E, diariamente, à tarde, com os vergões na pele e com o sangue a correr-lhe em pequeninos filêtes do ventre o pequeno seguia, de olhos enxutos e brilhantes, para o quintal!, a fim de reencontrar a mãezinha querida, sob as velha árvores, vendo-a e ouvindo-a, depois da oração.

Assim começou a luta espiritual do médium extraordinário que conhecemos.

2. O VALOR DA ORAÇÃO

A madrinha do Chico, por vêzes, passava tempos entregue a obsessão.

Assim é que, nessas fases, e exasperação dela era mais forte.

Em algumas ocasiões, por isso, condenava o menino a vários dias de fome.

Certa feita, já fazia três dias que a criança permanecia em completo jejum.

À tarde, na hora da prece, encontrou a mãezinha desencarnada que lhe perguntou o motivo da tristeza com a qual se apresentava.

- Então, a senhora não sabe, - explicou o Chico - tenho passado muita fome...

- Ora, você está reclamando muito, meu filho! - disse Dona Maria João de Deus - menino guloso tem sempre indigestão.

- Mas hoje bem que eu queria comer alguma coisa...

A mãezinha abraçou-o e recomendou:

- Continue no oração e espere um pouco.

O menino ficou repetindo as palavras do Pai Nosso e daí a instantes um grande cão da rua penetrou o quintal.

Aproximou-se dêle e deixou cair da bocarra um objeto escuro.

Era um jatobá saboroso...

Chico recolheu, alegre, o pesado fruto, ao mesmo tempo que reviu a mãezinha no seu lado, acrescentando.

- Misture o jatobá com água e você terá um bom alimento.

E, despedindo-se da criança, acentuou:

- Como você observa, meu fiiho, quando oramos com fé viva até um cão pode nos ajudar, em nome do Jesus.

3. O ANJO BOM

Dois anos do surras incessantes.

Dois anos vivera o Chico junto da madrinha.

Numa tarde muito fria, quando entrou em colóquio com Dona Maria João de Deus, Chico implorou:

- Mamãe, se a senhora vem nos ver, porque não me retira daqui?

o Espírito carinhoso afagou-o e perguntou:

Por que está você tão aflito? Tudo, no mundo, obedece a vontade de Deus...

- Mas a senhora sabe que nos faz muita falta...

A Mãezinha consolou-o e explicou:

- Não perca a paciência. Pedi a Jesus para enviar um anjo bom que tome conta de vocês todos.

E sempre que revia a progenitora, o menino indagava:

- Mamãe, quando é que a anjo chegará?

- Espere, meu filho! - era a resposta de sempre.

Decorridos dois meses, a Sr. João Cândido Xavier resolveu casar-se em segundas núpcias.

E Dona Cidália Batista, a segunda espôsa, reclamou os filhos de Dona Maria João de Deus, que se achavam espalhados em casas diversas.

Foi assim que a nobre senhora mandou buscar também o Chico.

Quando a criança voltou ao antigo lar contemplou a madrasta que lhe estendia as mãos...

Dona Cidália abraçou-o e beijou-o com ternura a perguntou:

- Meu Deus, onde estava êste menino com a barriga deste jeito?

Chico, encorajado com a carinho dela, abraçou-a também, como o pássaro que sentia saudades do ninho perdido.

A madrasta bondosa fitou-o bem nos olhos e indagou:

- Você sabe quem sou, meu filho?

- Sei sim. A senhora é o anjo bom de que minha mãe já falou...

E, desde então, entre as dois, brilhou a amor puro com que o Chico seguiu a segunda mãe, até a morte.

Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro – e também certa não fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco. É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto, e só lembrar disso no momento de, por exemplo, assinar um cheque e precisar da data. Então dizer mentalmente ah!, escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir em frente. Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente.

Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir, dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: se bons, deixam a vontade impossível de morar neles, se maus, fica a suspeita de sinistros angúrios, premonições. Armazenar víveres, como às vésperas de um furacão anunciado, mas víveres espirituais, intelectuais, e sem muito critério de qualidade.

Caio Fernando Abreu
Pequenas epifanias. Rio de Janeiro: Agir, 2006.

Nota: Trecho da crônica Sugestões para atravessar agosto, publicada originalmente no jornal "O Estado de S. Paulo", em 6 de agosto de 1999.

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Inserida por tainabernardes

A resposta que Deus me deu quando pedi algumas respostas?

"Tudo isso tem uma razão de ser e, na hora certa, você entenderá o meu agir. Hoje, preocupe-se apenas em plantar o que lhe cabe e em cumprir os meus mandamentos.
Me busque, caminhe comigo e dedique mais do seu tempo ao próximo, doando amor e fazendo por ele o que você gostaria que fizessem contigo e com os seus.
No mais, apenas descanse! Quando menos esperar, tudo o que sonha já lhe terá sido acrescentado por mim e todas as suas indagações de hoje, já estarão respondidas.
E esteja certa que o meu tempo é perfeito, que eu não tardo e que eu te surpreenderei!"

Que não nos faltem bons sentimentos. Que nos falte egoísmo. Que nos sobre paciência. Que sejamos capazes de enxergar algo de bom em cada momento ruim que nos acontecer. Que não nos falte esperança. Que novos amigos cheguem. Que antigos sejam reencontrados. Que cada caminho escolhido nos reserve boas surpresas. Que a cada sorriso que uma criança der nos faça ter um bom dia e enxergar uma nova esperança. Que cada um de nós saiba ouvir cada conselho dado por uma pessoa mais velha. Que não nos falte vontade de sorrir. Que sejamos leves. Que sejamos livres de preconceitos. Que nenhum de nós se esqueça da força que possui. Que não nos falte fé e amor.

A gente vive perdendo coisa. Perde a paciência, perde o ânimo, perde as chaves, perde cabelo, perde o sono, perde o emprego, perde amigo, perde saúde, perde memória, perde festa, perde a novela, perde brinco, perde ônibus, perde sangue, perde dinheiro, perde oportunidade, perde a hora, e até rim. Depois de perder tanta coisa, a gente já não devia ter aprendido a perder? Vou fazer com homem, a mesma coisa que faço com os ônibus, com a certeza de que daqui 20 minutos aparece outro, com a esperança de que seja mais bonito, mais confortável, e me leve até onde eu quero.

As pessoas não têm paciência para relacionamentos. Se está ruim elas simplesmente trocam. Não tentam, não se empenham, não lutam para dar certo. Não acho que a gente tem que aceitar tudo que o outro nos dá. Não acho que temos que cruzar os braços para o que está errado. Mas o amor exige uma dose de sacrifício. O amor não é descartável. O amor não pode ser jogado fora. Não dá pra fazer uma lipo no amor. A gente tem é que lutar por ele. Diariamente.

Simplicidade, paciência e compaixão. Estes são os três maiores tesouros que você pode ter. Com simplicidade em suas ações e pensamentos, você retorna ao núcleo de sua essência. Com paciência, tanto com os amigos quanto com os inimigos, você vive em harmonia com o universo. Com compaixão a si mesmo, você reconcilia todos os seres do mundo.

PACIÊNCIA — por Jorgeane Borges


Às vezes eu sinto que o mundo corre rápido demais para mim.
Como se tudo pedisse pressa respostas, decisões, coragem
enquanto eu mal consigo acompanhar o ritmo da própria respiração.


Dizem para ter paciência.
E eu tento.
Juro que tento.
Mas há dias em que a paciência pesa mais do que o cansaço,
e tudo que eu queria era um lugar onde o tempo parasse,
onde eu pudesse me recolher sem culpa,
onde ninguém exigisse que eu fosse forte só porque já aguentei demais.


A verdade é que eu tenho carregado um silêncio enorme.
Um silêncio cheio de medos, de urgências internas,
de vontades que eu nem sei se são minhas ou do mundo.
E mesmo assim, continuo esperando
por um alívio, por um respiro,
por um pouco de luz que me lembre que ainda vale a pena.


Mas paciência não é só esperar.
É sobreviver ao intervalo.
É suportar o próprio peso sem desabar de vez.
É acordar mesmo sem querer,
levantar mesmo sem força,
e acreditar que talvez, só talvez,
o amanhã não doa tanto quanto hoje.


E enquanto eu não encontro todas as respostas,
eu sigo no meu tempo.
No meu ritmo.
Nas minhas pausas.
Tentando não me cobrar por não ser mais rápida,
por não ser mais forte,
por não ser aquilo que esperam
quando a única coisa que eu consigo ser agora
é alguém que luta em silêncio para não desistir de si.


E se paciência é isso,
então eu estou aprendendo.
Devagar, no passo que dá,
no passo que eu posso.


E talvez seja assim mesmo:
algumas coisas não chegam quando a gente quer,
mas quando a gente enfim consegue respirar.

Uma oração para meu amor!

Que Deus nos dê paciência para fazermos o que for necessário.
Que o tempo que ainda não estamos juntos passe tão rápido como a velocidade dos nossos pensamentos ...
(unidade de medida essa que é a mais veloz que conheço)
Porque é esse o tamanho da minha ansiedade.
Que Deus olhe por nossas metades.
Que derrame sobre nós suas bênçãos.
Que esteja presente em nosso encontro e depois dele... por todo o sempre.
Que tenha piedade da nossa ansiedade e nos faça juntos novamente.
Que Deus tenha amor maior por nossas realizações conjuntas... de devoção a Ele e de ajuda a quem necessitar de nosso amor.
Que Deus nos ame com a mesma intensidade que nos amamos.
Para que possamos realizar juntos nosso sonhos.
Para que estejamos juntos nesta e na próxima vida e por todo resto da eternidade.
Para que não precisemos mais estar separados por conceitos, preconceitos, distâncias ou por diferenças de linguagens
Para que nasçamos um para o outro em todas as vidas que tivermos.
Para que possamos, juntos, evoluirmos e fazer com que outras almas evoluam também.
Para que possamos ser exemplo para outras almas que ainda não encontraram sua metade.
Para que inteiros sejamos um na unidade proposta por Ele.

Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro – e também certa não fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco. É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto, e só lembrar disso no momento de, por exemplo, assinar um cheque e precisar da data. Então dizer mentalmente ah!, escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir em frente. Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente.

Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir, dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: se bons, deixam a vontade impossível de morar neles, se maus, fica a suspeita de sinistros angúrios, premonições. Armazenar víveres, como às vésperas de um furacão anunciado, mas víveres espirituais, intelectuais, e sem muito critério de qualidade. Muitos vídeos de chanchadas da Atlântida a Bergman; muitos CDs, de Mozart a Sula Miranda; muitos livros, de Nietzche a Sidney Sheldon. Controle remoto na mão e dezenas de canais a cabo ajudam bem: qualquer problema, real ou não, dê um zap na telinha e filosoficamente considere, vagamente onipotente, que isso também passará. Zaps mentais, emocionais, psicológicos, não só eletrônicos, são fundamentais para atravessar agostos.

Claro que falo em agostos burgueses, de médio ou alto poder aquisitivo. Não me critiquem por isso, angústias agostianas são mesmo coisa de gente assim, meio fresca que nem nós. Para quem toma trem de subúrbio às cinco da manhã todo dia, pouca diferença faz abril, dezembro ou, justamente, agosto. Angústia agostiana é coisa cultural, sim. E econômica. Mas pobres ou ricos, há conselhos – ou precauções — úteis a todos. O mais difícil: evitar a cara de Fernando Henrique Cardoso em foto ou vídeo, sobretudo se estiver se pavoneando com um daqueles chapéus de desfile a fantasia categoria originalidade… Esquecê-lo tão completamente quanto possível (santo ZAP!): FHC agrava agosto, e isso é tão grave que vou mudar de assunto já.

Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu – sem o menor pudor, invente um. Pode ser Natália Lage, Antônio Banderas, Sharon Stone, Robocop, o carteiro, a caixa do banco, o seu dentista. Remoto ou acessível, que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún ou Miami, ao gosto do freguês. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.

Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se, e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques — tudo isso ajuda a atravessar agosto. Controlar o excesso de informações para que as desgraças sociais ou pessoais não dêem a impressão de serem maiores do que são. Esquecer o Zaire, a ex-Iugoslávia, passar por cima das páginas policiais. Aprender decoração, jardinagem, ikebana, a arte das bandejas de asas de borboletas – coisas assim são eficientíssimas, pouco me importa ser acusado de alienação. É isso mesmo, evasão, escapismos, explícitos.

Mas para atravessar agosto, pensei agora, é preciso principalmente não se deter de mais no tema. Mudar de assunto, digitar rápido o ponto final, sinto muito perdoe o mau jeito, assim, veja, bruto e seco.

Caio Fernando Abreu
Pequenas epifanias. Rio de Janeiro: Agir, 2006.

Nota: Crônica Sugestões para atravessar agosto, publicada originalmente no jornal "O Estado de S. Paulo", em 6 de agosto de 1999.

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Tento pelo menos ter mais paciência comigo, mais tolerância, e também ter com as pessoas, mesmo sabendo que o maior desafio é superar a mim mesma.
Tento, todos os dias, ter comigo a consideração que muitos não têm. Mesmo me entristecendo com as atitudes humanas, percebi que não devo tentar entender, e sim deixar de lado.
Mas preciso entender a mim mesma, ser o melhor pra mim e lutar. Porque, se eu não fizer isso, nunca superarei a mim. Posso ser alguém melhor sempre, mas desafiar os desafios do que me enfrenta, mesmo que seja eu, é uma conquista diária.

Determinadas pessoas gostam de levar a paciência dos outros ao limite, reproduzindo-se no tempo, e por isso deixam de ser desejadas. Uma coisa é não ligar uma ou outra vez, mas quando a insensibilidade começa a roçar a falta de consideração e a avolumar-se como uma teimosia monótona e exaustiva, torna-se veemente a nossa responsabilidade na colocação de um ponto final às situações em que nos expuseram sem o pedirmos.
A paciência deve voltar-se para aquilo que não depende de nós e para aquilo que merecemos, e não para o silêncio eternamente complacente objectivando a ausência de conflitos. Não devemos ser cúmplices das atitudes que nos causam desconforto. Há um “chega”. E existe um “basta”. Guardemo-la como um bom comportamento decisório para mudarmos o que nos afeta e como uma sabedoria interior para a leitura das pessoas que a colocam à prova de forma apenas ingénua ou informal.

Amigo É Casa

Amigo é feito casa que se faz aos poucos
e com paciência pra durar pra sempre
Mas é preciso ter muito tijolo e terra
preparar reboco, construir tramelas
Usar a sapiência de um João-de-barro
que constrói com arte a sua residência
há que o alicerce seja muito resistente
que às chuvas e aos ventos possa então a proteger
E há que fincar muito jequitibá
e vigas de jatobá
e adubar o jardim e plantar muita flor toiceiras de resedás
não falte um caramanchão pros tempos idos lembrar
que os cabelos brancos vão surgindo
Que nem mato na roceira
que mal dá pra capinar
e há que ver os pés de manacá
cheínhos de sabiás
sabendo que os rouxinóis vão trazer arrebóis
choro de imaginar!
pra festa da cumieira não faltem os violões!
muito milho ardendo na fogueira
e quentão farto em gengibre
aquecendo os corações
A casa é amizade construída aos poucos
e que a gente quer com beira e tribeira
Com gelosia feita de matéria rara
e altas platibandas, com portão bem largo
que é pra se entrar sorrindo
nas horas incertas
sem fazer alarde, sem causar transtorno
Amigo que é amigo quando quer estar presente
faz-se quase transparente sem deixar-se perceber
Amigo é pra ficar, se chegar, se achegar,
se abraçar, se beijar, se louvar, bendizer
Amigo a gente acolhe, recolhe e agasalha
e oferece lugar pra dormir e comer
Amigo que é amigo não puxa tapete
oferece pra gente o melhor que tem e o que nem tem
quando não tem, finge que tem,
faz o que pode e o seu coração reparte que nem pão

Talvez o amadurecimento esteja chegando ou, talvez, minha paciência não seja a mesma de antes. Só sei que o meu presente seletivo causa repulsa e produz rancor naqueles que não se encaixam nos meus padrões.

Poderia dizer "sinto muito", mas não sinto nada disso. Sinto-me, tão somente, protegida dessa quantidade que não tem a qualidade que eu necessito para ser alguém melhor.

Boa noite, vida. 😊
Não sei se já dormiu, mas preciso falar algo. Com muita paciência e carinho, vim lhe trazer esse textinho. Leia sorrindo, pois seu sorriso é lindo, o mais lindo. 😘
Foi pensando em você que quero te dizer:
Deus nos deu mais um belo dia, que o amanhã seja melhor, repleto de amor, felicidade, harmonia, alegria, saúde. Quero que saiba que o seu sorriso é mais bonito que o Sol e as estrelas.
Seu perfume é mais cheiroso do que todas as flores.
Seu abraço é melhor do que tudo, apesar de eu não ter o sentido ainda.
Sua boca é atraente e irresistível. Já o beijo, não sei, afinal, nunca experimentei.
Mas, ainda assim, te gosto muito. Quero te descobrir, te quero pra mim. E lhe desejo uma noite maravilhosa de descanso. Durma com os anjos e sonhe comigo. Ou, se preferir, durma comigo e sonhe com os anjos. Fica com Deus, te quero muito, te quero bem. Se cuida. Beijos, crush!

Fé e Paciência
Saber esperar não é fácil. Compreender que tudo tem o seu tempo determinado é um Dom. Muitas vezes somos imediatistas, queremos tudo no agora, e nao conseguimos ver, que para a construção de grandes objetivos se leva tempo, e esquecemos de aceitar que esperar não é perda de tempo, mas um intervalo de lapidação e preparação de nossas vidas para alto vôos. Tenha fé e paciência, pois uma borboleta para alçar seu vôo, um dia rastejou em seu estágio de lagarta.

Hoje eu decidi sacodir a poeira. Vou olhar pra vida com mais amor, com mais paciência, com mais entusiasmo. Alguém me fez sofrer, me magoou ou se esqueceu de mim? Definitivamente não conheço motivos melhores do que esses pra excluir alguém da minha vida. Chega de dar oportunidades pra quem não as merece. Chega de fingir que está tudo bem. O passo é simplesmente excluir e pronto.

Vamos deletar tudo de ruim que nos atormenta: amizades, rancores, amores, desejos que não podem se concretizar. Vamos viver o possível, o bom, o que o mundo nos oferece. Vamos encerrar ciclos com o que não nos faz bem. Vamos dar um basta ao que não nos faz pessoas melhores. Vamos encarar a vida com mais jovialidade, com menos insegurança e com mais bom humor. Vamos parar de esperar que coisas boas aconteçam e começar a correr atrás delas. Vamos parar de reclamar e agir.

É hora de recomeçar, seguir um rumo, abrir portas. As coisas boas só acontecem pra quem está preparado pra lidar com a chegada de coisas novas, pra quem sabe lidar com imprevistos, pra quem não tem medo de arriscar. Não tenha medo de viver, de se entregar, de dizer que sim... se alguma coisa der errado é só ter calma, levantar a cabeça, sacudir a poeira mais uma vez e não ter medo de recomeçar!

E de recomeço em recomeço, a gente sempre se torna um pouquinho melhor!

Dê valor a quem quis ficar e esperar pelo seu tempo de despertar...
Paciência, tolerância, cumplicidade, compreensão e braço forte são coisas raras de se ter...
Devolva em reciprocidade esta devoção no melhor que puder, mesmo que por gratidão, admiração ou respeito.
Porque isso é amor demais... e amor sempre merece resposta.