Textos de Mar

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⁠O mar secará um dia
toda a sua sede.
O mar perderá todo o sal
num longo dia azul.

Sem sabor e sem ímpeto
o mar de ondas molengas
ficará desativado
de qualquer romantismo.

Plebeu e plausível
descortinará outro infinito
que não este gelatinoso
mistério-matriz.

Á força da metamorfose
o mar se desmarinhará
desmaiando aos poucos
sobre si mesmo.

Não perca:
Grande Teatro de marionetes!
Amanhã. Na orla da praia.

⁠Eu sou trabalhador do Maranhão
Luto todo dia
Com meu coração
Na roça ou no mar
Não importa a missão
Com meu suor
Forjo minha luta


O sol queima forte
Na terra batida
Trabalho pesado
Não importa a medida
Sou filho da lida
Da vida sofrida
Mas o orgulho eu levo
Na minha partida


Minhas mãos calejadas
Mostram meu valor
Na pesca ou na enxada
É o meu suor
Trabalhador guerreiro
De fibra e de cor
Maranhão é meu berço
É o meu tremor

⁠"Olhar em teus olhos é como encarar o mar e sua infinidade...
O gelo do mar... O gelo do teu coração.
O arrepio frio que eu sinto quando o mar sopra,
O arrepio frio que eu sinto toda vez que você me direciona uma única sílaba.
O mar, que nem consciência tem:
Uns se afogam nele, e ele nem remorso sente.
Eu me afogo em você, e é como se fosse a primeira vez: uma sensação única, boa, prazerosa e viciante...
Te amar é como amar o mar...
Saber que ele está sempre mudando.
Uma hora frio, outra quente, mexido, com enormes ondas.
Mas me afogar em você é um prazer.
Colore minha vida com caos e problemas.
Inunda-me com suas marés, seus sete mares e toda sua ventania, com sua fauna e flora.
Que sensação maravilhosa é te amar."

⁠Ciclos à Beira-Mar (poema)

Assim como o mar é salgado,
Nossas lágrimas também são.
Perto da praia, sinto-me em paz,
Ondas fortes não me abalam mais.
A água calma acalma minha alma,
E na praia cheia ou vazia, encontro um caminho.

Nossa vida é como a praia, cheia de emoção,
Com altos e baixos, mas sempre em movimento.

Assim como na areia deixo minhas pegadas,
Um carimbo no chão molhado, um sinal deixado.
O vento brinca com meus cabelos
E me deixa mais despreocupado, sossegado.

Assim como a paisagem
Numa 7 da tarde,
O sol se despede
Enquanto cores se formam.
Vermelho, laranja, roxo, azul,
Entre tantas cores que se formam e brilham,
Uma obra de arte viva e pulsante.
No horizonte, o espetáculo nos acalma,
E a natureza nos presenteia com seu encanto radiante.

Assim como no fim do dia
As estrelas já subiram,
Mostrando o céu escuro mas cheio de histórias.
O mesmo vento bate em meu rosto,
Mas agora, meu rosto está cansado, cheio de rugas,
Mas sempre despreocupado.

Assim como as ondas que vêm e vão,
A vida segue passageira.
Por que não apreciar a natureza
Enquanto se vive com clareza?

⁠NOVA ESTRELA
Você, nova estrela do céu infinito.... Você, gota pura do nosso mar azul....
Você, mamãe luz das noites escuras.... Porto seguro de jovens medos...
Você, Presente, Constante.... Conhecida....
Caro Perfume de Amor e de Abrigo.... Grande certeza do bem mais sincero....
Segura como casa na pedra Sincera como água cristalina....
A Primeira Rainha do meu Coração.... Tenho nos olhos o olhar do seu Amor.... Levo no rosto os traços do seu rosto... Quando me olho, revejo o seu Esplendor....
...........Mamãe............
Você, imagem perfeita do Amor.....
Quando lembro de você.... Mamãe Douçura ....... Tenho vontade de Gritar a minha Dor.......

⁠Frankenstein: Combustão da Alma

Na solidão que em mim atinge, ecoa,
Um ser melancólico, um mar em mim que entoa.
Frankenstein, meu nome, carrego com pesar,
Aberração ou não, quem pode julgar?

Uma mistura de emoções a escrever,
Palavras entrelaçadas, meu ser a se perder.
Orgulho, meu tormento, que queima e fere,
Mas é também a chama que em mim persiste, austero.

Quero ser o melhor, mas o preço é alto,
Uma batalha constante, um caminho exaltado.
Desistir, às vezes, parece tentador,
Mas meu orgulho é forte, um leão em meu interior.

A combustão do orgulho me faz sentir vivo,
Uma labareda ardente, um fogo que incentiva.
Dor de ser queimado vivo, consome-me devagar,
Espelho, espelho meu, quem mais pode igualar?

Nessa busca por sentido, na trama da existência,
A dualidade persiste, uma eterna resistência.
Entre a melancolia e a busca pela excelência,
Teço versos de uma vida, de uma essência.

A incerteza paira, até quando suportarei?
Como um poeta perdido, meu destino desvendarei.
No espelho, busco respostas, um reflexo de verdade,
Na dança das sombras, descubro a minha própria realidade.

⁠LUA DO MEU MAR
... queria me perder na luz do seu clarão.... (Lua)...
... queria me dissolver no azul do seu fundo... (Mar)....
E quantas vezes me questionava onde eu estava.... E quantas vezes me fechava no meu mundo.....
É este o Ar que respiro e respirava....
Este é o Azul... do seu eterno encanto.........
Deste canto do mundo sou escravo..... Deste lugar mágico dependo...
Eu que o meu coração “ livre “ procurava.... ..... o reencontrava.. Aqui....
Quando eu voltava! ....

⁠Afoga(não)mento
Afoga.
Estou-me a afogar,
No mar, de pensamentos
De conhecimentos aos quais
Nada percebo, e pouco entendo .
Não mento.
Não mento quando digo não,
Não saber o pouco que sei
E precisar, de pensar
até me aborrecer. Aí sim,
Sem ninguém perceber
A dor interior irá desaparecer
E aí sim, afoga.

Desvendando a Facilidade de Lidar com Problemas
⁠"Em um mar de problemas, a leveza da solução está em nossa capacidade de enxergar além das adversidades. Quando encaramos os desafios como oportunidades de crescimento e aprendizado, percebemos que lidar com eles pode ser mais fácil do que imaginávamos. A chave está em manter a calma, acreditar na nossa resiliência e buscar soluções criativas. Os problemas podem até nos desafiar, mas também nos fortalecem e nos mostram o quão capazes somos de superar qualquer obstáculo. Quando nos permitimos enfrentá-los de frente, descobrimos que a simplicidade de lidar com problemas reside em nossa própria determinação."

O mar me fascina
O mar me assusta
Água assassina
De minha loucura e angústia
....
Alma mergulhando
Pés fincados na seca areia
Ideias boiando
Sangue salgado na veia
...
O mar me fascina e assusta
Sua imensidão me encolhe
Sua profundidade me engole
Na pequenez da minha busca
.....
Arrasta com sua correnteza
Com sua ousada beleza
Como a tríade da dor:
A Morte, a dúvida e o amor.

⁠Sonhos

Desse mundo
Quero o mar e a flor
O mar para mergulhar intensamente
A flor para perfumar constantemente

Quero ser a inspiração de alguém
Que me tem nas mãos, sem que eu me perca
Quero ser a canção do vento
Anunciando que o melhor sempre chega

Quero ser o sonho e a própria poesia
Oferecer o sol, mesmo no mundo cinza
Quero ser paciente tal qual uma simples lagarta;
Que de repente cria asas e se transforma na mais bela borboleta

Não quero muito, quero apenas ser de bem com a vida
Superar a mim mesma
Ser uma boa companhia
E mesmo quando sozinha,
perceber que às vezes o silêncio nos dá asas
Entender que nunca importa o trajeto , mas sim quem escolhe andar na mesma sintonia
Poema autoria #Andrea_Domingues ©️

Todos os direitos autorais reservados 28/01/2021 às 00:30 hrs

Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues

Mesmo sendo o mesmo mar que vi antes, hoje ele é novo para mim.
Mesmo as coisas que eu conheço, mesmo as coisas que eu já fiz, num dado momento, com certa pessoa, é a primeira vez.
(...)
O que acontecer depois desse momento, não é culpa de ninguém, as coisas só acontecem assim.
Do mesmo jeito que algumas ondas se desfazem e outras quebram.
Acontece.
Por isso, você não deveria se preocupar tanto.
Só porque você viveu ontem, não significa que saiba tudo sobre hoje.

Todos nós somos sobreviventes
dessa mar imenso
chamado Vida !
Todos nós já sofremos com
ausência de amor ou pela
dor da partida
Todos nós já derramamos rios de
lágrimas e já sentimos na pele
a dor da ferida
Todos nós já fomos reféns
de alguma intempérie
que fosse amarga e
tão sofrida .
Mas ai é que entra a nossa
força ... A nossa Sabedoria!
De remarmos contra correntes
de desespero e
tempestades
Nadarmos contra a tristeza e
calamidades
Pedirmos aos céus
proteção e luz no final
de cada dia
Até chegarmos sãs e salvos
num porto seguro
chamado de :
Calmaria .

Peixe fora d’água


Sou peixe fora d’água, sem mar, sem ar,
tentando respirar num mundo que não é meu.
A brisa que procuro não vem me tocar,
e o céu que imagino… já escureceu.


Lutei sozinha, por dois, por nada,
amei demais onde não havia chão.
Carrego um cansaço na alma calada,
com o peito pesado, ferido em vão.


Queria alguém que me visse, inteira,
que fosse abrigo e não tempestade.
Mas tenho apenas presença passageira,
que chama de amor o que é só metade.


E sigo sem saber se é amor ou prisão,
se é laço ou rotina, se é real ou ilusão.
Mas sei que meu limite grita em silêncio,
e o que era flor, virou contradição.
Autora:Lindalva Machado

Dentre tantas estrelas no céu;
E grãos de areia no fundo do mar, todas parecem ser iguais;
Assim como os corações neste vasto mundo, e imensa galáxia somos o único dos planetas que abriga a vida;
Todas as pessoas parecem iguais perante a grande orquestra do ciclo sem fim;
No entanto, um dia você conhece alguém e tudo muda;
A estrela antes igual, agora é única;
a areia da praia se torna uma joia rara, e o coração amável e confortável;
o sorriso tornou-se mágico, e um simples abraço transformou se um sonho ao qual não queremos mais acordar,
Diante de tudo isso, vem o amor;
Uma mistura de sentimentos tão antigos e, ao mesmo tempo novos;
Ahhhhhh o amor como anseio por lhe encontrar;
Te encontrarei numa galáxia distante ou talvez você esteja num simples esbarrar em uma esquina vazia.

Eu vejo um mar de névoas pela frente
Peço a Deus pra que me acompanhe
Nessa travessia em busca do seu sorriso
Ver-te sorrir é o meu paraíso
E assim que você me toca, eu fecho os olhos...
Eu fecho os olhos com força, com medo
Medo de te ver indo embora... mais uma vez...
Eu tenho morrido todos os dias te vendo ir embora
Eu perdí a minha paz

Mas sei, que você nunca mais fechou os olhos da mesma maneira
Meu rosto aparece em seus sonhos
Nos teus maiores desejos, eu estou lá
Na sua ansiedade, na sua vaidade
Na noite que chega com a manhã que se vai
Então pára de besteira e vem pra mim
Vem, porque sem você eu já não sei mais
Vem logo e diz que dessa vez não vai embora
Que sem mim sua vida perde a paz.

De nada vale o céu, o mar, as estrelas, nenhum deles espelha minha dor, minha angústia de não ter você por perto.
De todos os males, escolho a solidão, uma rosa cheia de espinhos, que me faz sangrar a cada passo que dou em sua direção, me
deixando louco para sentir suas pétalas, seu cheiro, e ao mesmo tempo me machuca profundamente, ao imaginar
se um dia esta dor irá passar ou me fará ter certeza que ela é parte de mim.

Se eu pudesse...
Sentaria de frente para o mar nessa noite de lua para ficar desfrutando somente da minha companhia...
Passaria minhas mãos sobre a areia, sentiria sua textura, o cheiro, e sua umidade em meus dedos,
Aspiraria profundamente a brisa marítima, enchendo meus pulmões de ar, de vida,
Deixaria minhas lágrimas rolarem por meu rosto, livremente, assim como as ondas que molham as pontas dos meus pés...
Livre para ser...sentir... Sem me preocupar em disfarçar o choro, tendo como consolo os braços de Gaia, que com sua majestosa força,
me abraça, me fortalece e me conduz,
para superar-me e seguir novos estágios de vida
ah se eu pudesse...
Eu estaria nesta praia, agora, nesta noite...

O amor não tem fronteira
O ar não tem fronteira.
O rio não tem fronteira.
O mar não tem fronteira.
O cosmo não tem fronteira.
O sonho não tem fronteira.

De que valem estes marcos de pedra
Se muito além destas montanhas,
Do ritmo destas vagas,
Das copas desta selva,
Deste rio já correm estas águas?
E nele percorrem livres tantos peixes,
Tanta vida, tanta vida...
Que representam estes limites,
Se do ar que respiro,
Transforma-o em novo
A pródiga natureza;
E meu corpo alimenta sua vida,
E sem ele inevitável sucumbe,
E toda vida na terra expira,
E é o mesmo para todos?

Apenas é relevante ou existe,
O que já existia.
O que não foi imposto
Pela ganância ou pelo temor.
Por que para muitos é invisível,
Se alguns já vislumbraram?
“You may say,
I’m a dreamer,
But I’m not the only one”.*
A única fronteira é o limite
Entre a sanidade e a loucura;
Entre o milagre da vida
E o vazio da morte.
Esta angústia desfar-se-á em abraços,
Quando velas brancas, coloridas,
Sinceros sorrisos e esperança,
Dos lugares mais longínquos
Apontarem de todos os lados
Ao horizonte desta utopia perseguida:
O amor não tem fronteira!

John Lennon

Nota: Autoria não confirmada

Ao mar

Coloquei seu nome em uma garrafa de vidro
E a joguei ao mar, com um pedido feito pelo coração.
Acompanhei atentamente as ondas do mar
Levando o seu nome.
Eu tinha esperança que as ondas mudassem o sentido
E ela voltasse para mim.
Mas no fundo eu já sabia
Que quando jogasse a garrafa ao mar
Ela não retornaria.
E o meu pedido antes de jogar a garrafa ao mar
Não era que ela voltasse.
Mas sim que as ondas a levasse
E um dia ela possa encontrar terra firme.
Na qual não teria mais o seu caminho decidido
Pelo simples ondular das ondas.