Textos de Mar
A vida é como um mar, nem sempre é calmaria. Muitas vezes, são fortes ventos e temporais. Mas, sempre estou com as mãos firmes no leme. É assim que atravesso as grandes ondas que as vezes querem me deixar à deriva. Focado em minha bússola interior, a qual me mostra quando é hora de mudar e seguir em outra direção...!
Somos como as nuvens que navegam no mar do céu. Nos despedaçamos, nos unimos, nos tocamos. Dançamos, sacudimos, nos chocamos. Ficamos cheios de mágoas e depois choramos. Como os trovões gritamos e como os raios, ferimos. Como as tempestades, nos revoltamos. Passada a tormenta, nos entregamos a este azul infinito, indecifrável, irredutível, que é o oceano da vida. Somos empurrados pelo vento, o destino que não controlamos. Reféns do tempo nos desmanchamos. Para o nada, para o temido nada, simplesmente ao nada, retornamos.
A vida é assim, nem todo o dia é um mar de rosas, sempre há um obstáculo aqui, outro ali, mas o que importa mesmo é não perder a esperança, é andar sempre em busca do melhor... o melhor em mim, o melhor nos outros, um sorriso aqui, um gesto de carinho ali, enfim, cada dia é um aprendizado. Ainda que não se tenha o conhecimento do todo, que possamos sempre confiar no poder do universo que nos guia, que nos protege e nos leva sempre pelo melhor caminho...
Agora que o mar está calmo e as estrelas escurecem a noite, como o fogo que queima a terra e jorram labaredas, os olhos estão ternos ao esquentar a pele e se esquece do ser que foi ontem, pois que tardam todos os horizontes e a mágoa passada já não ressoa na madrugada. Tudo é esquecimento e dormir é um ensaio da morte, mas distante se faz quando se procura um norte, um objetivo de vida mais altivo e sereno a perdoar a chuva quando molha o corpo. O amor não sabe morrer, mesmo que tente insistente. O amor é insolente e faz da alma bruta uma matéria prima resistente. E a face volta no mundo com suas rotas. O ódio é o amor ao inverso, pois que a indiferença é quando o amor se torna anônimo e se esconde em qualquer face da multidão, e a singularidade se desfaz calada, haja visto que tudo se assemelha e o amor tem pressa, tem presa, encontros e desalentos. Minha face ambígua se faz entre corente e ausente, mas não se cala no nada. E lembro sem precisar de fotografia, pois a mente configura a imagem e mente quando diz que já vai tarde. A noite escura me faz ficar sensível como o diabo, como já se dizia. E todos os poetas que me acompanham me pedem que dê outra chance ao abstrato sentimento que só existe nas palavras e em memórias vagas. E se me escondo e me perco, muito mais habito o endereço do amor e suas mil formas de continuar. Pois que minha mente conhece lembranças profundas que se não se esvaem no passar dos minutos. Mas sei também deixar passar se tudo é distância e liberto quem livre não precisa de minha absolvição. Não amo o que se persegue e mais invasivo se faz quanto mais fala. E procuro um equilíbrio em amar tranquila na poltrona de minha sala e apenas ser abrigo quando minha voz é desejada. Quando a indesejada da gente chegar, vai me encontrar tentando tecer um poema e partirei embriagada pelo versos que nunca enviei. Não quero um verso calculado, quero a fluidez de um abraço que comunica duas humanidades que ficam porque querem, porque precisam, se ao outro se inclina e aquece a mão fria. É o que os poetas diriam.
Se o vento soprar quero estar no mar, se a chuva cair não quero do canto sair, se o sol chegar quero minha pele queimar, se o mundo girar quero o horizonte florir e não me preocupo se o ponteiro do relógio não para. Sou de ficar onde meu coração se acalma. Eu sou alma lavada com água doce e salgada.
No impossível mais azul do nada, onde o abstrato se desfaz em si mesmo sem eco ou sombra, o mar engole o tempo como um pássaro que não voa, mas devora horizontes inteiros. Ondas de eternidade se entrelaçam em penas de relógio derretido, e o agora se afoga em plumas salgadas, levando embora os venenos da alma humana; invejas que se evaporam em espuma quântica, ódios que viram conchas vazias girando no vórtice do nunca. Pássaros sem corpo, feitos de minutos partidos, alçam os males do mundo em asas de esquecimento: guerras que pesam como nuvens de sal, tristezas que caem como gotas de ontem, tudo arrastado para o abismo onde o mar e o tempo se beijam em silêncio impossível. Ali, no núcleo do intangível, o mal se desfaz em nada, e o mundo renasce leve, como um voo que nunca pousa.
Eu sou assim, um alguém a olhar o mar, mais querer contemplar que tentar entender, eu sou assim, um alguém a olhar o mar, mais solitude que solidão; a verdade é que eu tento entender o que eu sou ou não sou, o que penso que sei, e a verdade do que sou ou do que sei ou do que penso, as respostas pra tudo isso são de nenhuma significância, nenhuma relevância, todas as conjecturas compõem esta existência, esta vida. Eu olho o mar a engolir todas as minhas ansiedades; e a cuspir a minha arrogância, zombando dos meus marasmos com toda essa imensidão profícua e infinita generosidade divina, que acolhe a minúscula jangada e sopra sua vela com a suavidade de sua brisa propondo retorno e reencontros... os pescadores catam seus apetrechos com a satisfação de amplos sorrisos por pesca satisfatória; são nobres dentro de suas roupas rotas, consumidas pelo sol e pelo sal. Retorno à minha introspecção sob a poeira da estrada e as cores fubentas de um final de tarde gris; ao longe a cerca de marmelo que delimita o meu mundo, uma meia-água que guarda a minha verdade e "mofo" o jumento, a zurrar a monotonia e "quebra-queixo" a alarmar suas infinitas suspeitas fiel e leal com seu latir e ganir. Zuíla é silenciosa, mas eu sei que tem todas as respostas para as minhas introspecções, abraços para as minhas ansiedades, tem o mar nos olhos com a mesma imensidão do atlântico, que acolhe a jangada e gratifica os pescadores; e tem uma barriga proeminente que cresce a cada dia, onde germina a promessa de novas introspecções, outras conjecturas oceanos e imensidões para este meu espirito de pescador.
"A consciência tornou-se uma arte rara, um farol solitário em um mar de mentes anestesiadas. Triste é o tempo em que o homem escolhe vegetar em cativeiro, entregando o leme da própria alma a um comando digital. Vivem aprisionados no horizonte estreito de um cercadinho ilusório, onde a verdade foi achatada e o mundo deixou de girar."
Olha para Pedro... ele não afundou porque o mar era violento, nem porque a tempestade era forte. Ele começou a submergir exatamente no instante em que o medo roubou o foco dos olhos dele e ele parou de fitar a Cristo. A nossa queda nunca é culpa do caos ao redor, mas do nosso coração quando deixa de contemplar Aquele que venceu o mundo.
Tantas vezes eu fui o mar , em calmaria... hoje não sou mais .. sou mar revolto , ressaca , vendaval de pensamentos , sentimentos , caos interior. Tantas vezes eu fui teu mar , amar .. Tantas vezes fui teu porto seguro . Hoje sou apenas solidão do porto vazio .. mar quebrando na praia , em choro .. desaguando .. solidão em prosa e rima , poesia , poema triste , vida vazia ...
Eu a amo, daria minha vida por ela. Poderia ser por velas queimadas, queria me mergulhar naquele mar flamejante... Aqueles olhos que me seguram, assim como um guindaste prestes a se arrancar. Poderia correr atrás dela por quilômetros, queria ter sido aquela flecha que acertou teu coração. Mas não escolho teu anjo caído, meu escolhido era o morto. Meus ossos te mostram meu coração ainda batendo, se eu pudesse me levantar...
Enquanto caminhava feliz a beira mar, num barco sem fundo, tropecei na perna de um velho cego, sentado em pé num dos cantos de uma parede oval que filosofava sobre a vida, lendo um grosso livro de Matemática de apenas uma capa que dizia: a terra é redonda como uma bola Triangular que gira parado no sentido anti-horário, e... terminando a sua longa leitura, o velho cego e mudo, fechou o grosso livro e dormiu caminhando numa cama feita de madeira de pedra e disse: - Sou um pobre sonhador.
Orixá é dentro, Não é fora... Orixá sou eu, é você, é a folha, é o rio, é o mar... Orixá é o planeta. O planeta é um Orixá, ...O planeta é um ser vivo! Orixá é a nossa cabeça tranquila, Orixá são as nossas mãos limpas! (Orixá é o pensamento-vontade do Criador que fica vivo pra sempre!)
minha vida hoje parece ser um barco no meio do mar após uma terrível tempestade que passou, e nessa metáfora estou seguro dentro do barco após a calmaria, mas o fato de ainda esta no meio do mar me assustar, pois olho para o horizonte e só vejo as expansões das águas e me pergunto será que vou conseguir enxergar terra firme? Nessa situação de sobrevivência às vezes o mais fácil parece ser pular do barco e me afundar nas águas até meu fim, mas isso significaria desistir da minha vida meus projetos e fé, pois ainda tem a terra firme para chegar eu só não a vejo ainda
E se viver muito não for viver que nem o profundo do mar? De que vale sorrir todos os dias, se o teu sorriso jamais encontrou a verdade? Há vidas longas que nunca despertam, e momentos breves que desafiam a eternidade. Talvez o tempo não peça pressa, mas sim sentido; não na quantidade de dias, mas na coragem de encarar as próprias sombras
No que amo! Eu amo da terra as estrelas que me cobrem,Amo a montanha que se assanha ao ver o mar que em teus pés dorme,Amo a beleza que vejo na flor,Amo o néctar que ela produz,Amo a abelha que suavemente chega de repente,E rouba o doce que ela induz,Eu amo o amor do dia a dia,Para realizar o que assedia numa proposta de luz,Mas eu amo também amo as artes humanas, que por muitos são soberanas,No teatro da vida que se faz jus, Amo o toque suave e alegre do vento nos cabelos,Que dançam sem ninguém dete-los,Contudo ainda eu amo o amor que me vem da vida,na chegada ou na partida,Mas o que importa é firmar os passos,E ir viajar nos espaços,Que à mão é prometida,Tocar os cabelos de JESUS,E por ESTE MESTRE eu amo tudo,O que Ele me tira o que Ele me dá,Sei que por muitas vezes sem merecer,Mas eu amo sem reclamar,Porque não posso descer,Quando estou a voar,E entre todas as coisas perfeitas,Que pelas Mãos Sagradas são feitas,E delas não posso me furtar,Eu amo reconhecer nos religiosos ou nos ateus,Quando sinto e comprovo,Na energia em que me renovo, Na constante Presença de DEUS!
Esses dias, eu fui ao trapiche da beira-mar despachar um adoçamento que fiz para você e, assim que vi o papel desaparecer e afundar no mar, senti paz. Foi como se, simbolicamente, tivesse jogado suas cinzas ao mar. Não entenda mal, eu não quero que você morra, mas, simbolicamente, estou te matando no meu coração. Eu enterro vivo esse amor, tranco-o numa caixa escura e o deixo morrer de fome, sede e falta de luz solar.
Quer saber? Há sempre um mar diferente para nadar, uma comida diferente para experimentar, uma vodka para provar. Há sempre um por do sol mais lindo para ser visto, pessoas para conhecer, momentos para rir e uma infinidade de oportunidade que vão se escancarar na sua frente. Então não lamente sobre pequenas quedas, falhas, problemas, a vida não é ruim, a vida é maravilhosa e o futuro é uma semente levada pelo vento; a gente nunca sabe onde vai parar.
Ele beijava minha boca, meu corpo e entardecia lá fora. O sol beijava o mar, eu não conseguia tirar minhas mãos dele e pensei em como não havia outro lugar no mundo onde eu quisesse estar. Naquele momento não havia concursos, processos urgentes, telefones tocando, dramas familiares ou ansiedade. Só havia nós. O mundo todas desaparecia enquanto eu o abraçava e eu pensava que não queria soltá-lo nunca mais.
Entre vocês, há um amor fraterno de muita notoriedade como um mar imenso de uma rica vitalidade, onde os sentimentos são sinceros, abundantes, profusamente recíprocos, daquele que deixas saudades, entretanto, ainda pode ser e fazer sentido, o passar do tempo só o deixa mais forte como um fogo inextinguível, portanto, não importa se agora estão distantes, ele continuará vivo até que vocês se encontrem e o deixem ainda mais fortalecido
