Textos de Lua

Cerca de 4008 textos de Lua

⁠"Se um amor, só se cura com outro amor, por quê meus amores, não me curou do seu?
Talvez, o amor não seja uma doença, talvez uma maldição, criada por Deus.
Uma espécie de penitência, purgatório, pra quem em outras vidas, o pecado da indiferença, cometeu.
Dos prazeres da vida, amar você, foi o que mais doeu.
As mazelas de nós dois, faz com que, acerca do deus amor, eu me torne ateu.
Te vejo, te sinto, me torno outra pessoa, me perco em seus olhos, já não sei mais, quem sou eu.
Meu caminho, só se ilumina em sua presença; em sua ausência, é só breu.
Faço uma pergunta, pra uma fria Lua, que nem mesmo o Criador, respondeu.
Se um amor, só se cura com outro amor, então, por quê meus amores, não me curou do seu?" - EDSON, Wikney

Inserida por wikney

⁠"Hoje, ela apareceu do nada.
Veio me pedir perdão, com palavras ensaiadas.
De olhos lacrimejados e voz embargada.
Frases mal ditas, coisas não ditas, ideias entrecortadas.
Do que me dissera, não pude crer em nada.
Só acreditei no beijo repentino, na nudez e na pele suada.
Acreditei em cada suspiro e após cada gemido, ela dizendo que me amava.
Acreditei quando sobre meu peito, caiu uma lágrima.
Da boca dela, não acreditei no perdão em palavra.
Acreditei no desespero em cada beijo, parecia, que em meus lábios, se afogava.
Fui capaz de crer, quando despida, à luz da Lua, sua pele brilhava.
Refleti só, enquanto ela adormecia, por toda a madrugada.
Eu até queria, mas não poderei perdoá-la.
Não posso correr o risco e perdê-la de vista, espero que amanhã, ela apareça aqui, do nada..."

Inserida por wikney

⁠O propósito coletivo do homem é a evolução?

Somos humanos, inquestionavelmente soberanos? Ou do sistema que criamos nos enganamos?

Fantasiados de crenças, adoecidos pelo ego; Subjetivamos, ferimos, matamos...

Tudo perdeu a graça, fomos a lua, mas enfraquecemos nossa raça?

Por que nos escravizamos pelo valor inventado em um papel? Se na morte não levamos nada, nem nosso anel...

Racionalidade é ser mais forte do que falácias subjetivas, se unir por um propósito, não fazer reverência a quem não se inclina.

Inserida por Diogovianaloureiro

⁠Chá com os Poetas e a Moça Bonita
Quando ainda não vinha a noite,
Camões adentrou sobressaltado.
Tinha visto na Caravela,
O mar inteiro lamuriar-se.
Deixavam, pois, como aferira,
restos de tudo a enturvar as águas.
Logo em frente estava Quintana,
vindo de longe no vagão de um trem,
a confabular com uma andorinha,
que em frase pausada silabava:
- No ar há tanta fumaça,
que nem se pode mais voar sozinha.
Enquanto se aguardava o Mia
a descrever Um Rio Chamado Tempo,
perceberam Shakespeare acomodar-se,
frente ao sol que já não se via,
proclamando sem muito assombro:
- Falta humano no divino, mais virtude no humano.
O saber não deve destruir a vida,
feito punhal a ferir o coração dos homens.
Escutaram-se ruídos vários, ao ouvir-se o abrir de portas.
Era Pessoa com Ricardo junto com os demais heterônimos.
Todos apóstolos frente ao pão, resolveram recitar Drummond,
que bem se diga, já havia previamente antecipado:
- Saí cedo de Itabira, vou embora para Pasárgada.
Quem sabe acho Bandeira, coberto num trono de palavras.
Neste instante chegou Vinícius e sua elegante diplomacia.
Asseverou solenemente. Trouxe-lhes taças e o vinho.
Não lhes privei do chá inglês, mas devem considerar com atenção.
Melhor é sorver o sentir com um espumante entre as mãos.
Já não se sabia mais as horas. O ar estava em cantoria.
A moça junto à janela que as primeiras letras fazia,
das palavras guardava afeto para se doar em cada livro.
Foi dela a sugestão que cada um deixasse de si, apenas um verso transcrito.
Eu, mero assistente, por obra de atrevimento, também fiz provocação.
Por que não escrever os poemas em simples folhas de pipas.
Soltaríamos as Pandorgas em cada um dos cantos do mundo.
E poderiam as mesmas se irem a procurar um novo dia.
Prontamente Camões assinalou:
"...Da alma e de quanto tiver,
quero que me despojeis,
contanto que me deixeis,
os olhos para vos ver.."
Em seguida chegou-se Mia a sentenciar num repente:
"... Deixo a paciência dos rios,
mas não levo,
mapa nem bússola,
porque andei sempre,
sobre meus pés,
e doeu-me às vezes viver.
Hei de inventar,
um verso que vos faça justiça".
Quintana com seu sotaque ergueu-se com voz doce e macia, a reverberar clarividente:
" ... Porque o tempo é uma invenção da morte:
Não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia,
para nos dar a eternidade inteira..."
Vinicius após servir o vinho, pediu um aparte.
Moça com perfume de flor, por favor, escreva para mim:
"... A coisa mais bonita,
que há no mundo,
é viver cada segundo,
como se não fosse o fim..."
Alberto, ao lado de Pessoa, também se pronunciou:
"...Mesmo que o pão seja caro
e a liberdade pequena,
sei que a vida vale a pena,
quando a alma não é pequena.."
Já se adentrava a noite alta e as pandorgas versos partiam.
Foi quando fitei a moça que de olhos gris se vestia.
Então clamei a ela, antes que também se retirasse:
Agora que a lua cheia chegou,
como teus olhos em ternura,
borda-me entre o céu e a tua boca,
numa indelével tecitura.
A moça nada me disse, repousou na minha face.
Por ali ficamos embebidos de poetamento,
como se por um breve instante,
tivéssemos tocado o infinito.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas Para Crianças Crescidas

Inserida por carlosdanieldojja

⁠O MAR ENLUARADO

Contam que as ondas do mar queriam esvoaçar,
Por isso chamaram o vento para lhe moldar gotas de ar.

O mar também pretendeu se alargar,
Ir-se mais além do seu findar,

Então se fez água pela terra, a se adentrar.
Foi quando o mar se encantou com um luar,

E banhou as estrelas para poder lhe alumiar.
O mar desse encanto almejou ser maior,

Que a onda que lhe faz voejar.
O mar, desejoso de ser, quis fazer-se amar.

Inserida por carlosdanieldojja

⁠"...Já se adentrava a noite alta e as pandorgas versos partiam.
Foi quando fitei a moça que de olhos gris se vestia.

Então clamei a ela, antes que também se retirasse:

Agora que a lua cheia chegou,
Como teus olhos em ternura,
Borda-me entre o céu e a tua boca,
Numa indelével tecitura.

A moça nada me disse, tão só repousou em minha face.
Por ali ficamos embebidos de um ser poetamento,
Como se por um breve instante,
Tivéssemos tocado uma fração do infinito..."

In Fragmento Poema Chá com os Poetas e a Moça Bonita

Inserida por carlosdanieldojja

Estrela

Ah,
como são belos esses fragmentos de luz própria
que insistem em brilhar mesmo já findos há muito.

Estrela,
enganas o tempo,
este que a tudo destrói menos teu brilho.

Tu,
luzeiro meu,
tal qual tapete celeste,
és aquilo que termina, mas em mim nunca acaba.

Inserida por Epifaniasurbanas

Olhar sincero

Daqui de cima, vejo a grandeza do pico de outras montanhas,
Daqui de cima, enxergo o poder do brilho da Lua sobre a natureza, sobre as casas fincadas na montanha,
Daqui de cima, como num piscar de olhos, vejo as nuvens cobrindo todo o cenário e depois desaparecendo na velocidade da luz,
Daqui de cima, vejo um grupo de pássaros chegando, vejo a Lua se guardando e o Sol saindo timidamente por detrás das montanhas para o começo de um novo dia, para o começo de uma nova história.

Inserida por Ricardossouza

Palavras tem poder...

⁠As palavras fazem tremer.
Por entre as arvores grandes na calada da noite a lua se esconde dos olhares necessitados de respostas,
A vontade de receber um beijo doce e quente a beira da fogueira é interrompida pela agitação breve de belos macacos,
O mundo se fecha, ao mesmo tempo tudo se abre densamente, a adrenalina do momento enaltece a vontade de dois corações,
Muita respiração, muitos sorrisos profundos, no emocional uma bagunça gostosa,
Aqui dentro da cabana no meio da floresta tudo acontece do mesmo jeito que dias atrás gritei pedindo para o universo todo ouvir.

Inserida por Ricardossouza

Da sacada do nono andar

⁠Da sacada do nono andar, vi as enormes torres, acompanhei as pessoas em formato minúsculo indo e vindo, observei o trânsito distorcendo o que é belo,

Da sacada do nono andar, os ventos poluídos surram os enormes corredores da cidade, a percepção dos gritos da metrópole são notados, o Sol tem visto tudo lá de cima e manda seu recado caloroso sempre que possível através das janelas dos prédios imponentes,

Da sacada do nono andar, vejo a noite crescer, vejo o show de luzes acontecer embelezados pelo lustre central, a Lua!

A metrópole silencia por poucas horas, mas os sonhos e os medos, as dores e os desejos, o certo e o duvidoso, não dão folga para os amantes que buscam uma nova conquista a cada amanhecer.

Inserida por Ricardossouza

Experiência na remada

⁠Numa jangada mar a dentro sigo firme em direção ao pôr do sol,
O continente tá ficando distante, mas um novo porto seguro eu tinha que buscar,
Depois de cada onda vencida conquistei um aprendizado novo, em cada remada entendi o valor do esforço e me dediquei a alcançar o meu objetivo,
Entre o Sol e a Lua de dias na solidão estávamos eu e o infinito mar,
Não consigo descrever a emoção que senti ao enxergar aquele pedaço de mundo crescendo a minha frente do outro lado do horizonte com a aparência de uma miragem,
Agora continuo olhando todos os dias o pôr do sol com o ar de agradecimento pelas aventuras vivenciadas e pelas conquistas realizadas, sabendo sobre muitas que hão de vir.

Inserida por Ricardossouza

O simples


⁠Na pequena casa de madeira as velas acesas iluminam a escuridão,
a janela aberta permite o cheiro do mato entrar,
os cavalos descansam, os cachorros estão com seus olhares hipnotizados pela beleza da lua e das estrelas,
o sereno aqui e a cerração acolá são as companhias de cada gole dado na boa cachaça,
o silêncio da noite calma as vezes é interrompido pelo rastejo no mato,
sentado na cadeira de balanço observo a paisagem sem celular, sem televisão, sem carro e me emociono ao perceber o quanto è bom poder desfrutar da simplicidade.

Inserida por Ricardossouza

⁠Rompimento


Mais uma vez o sol rompe o atraso de uma noite,

Mergulhado em questionamentos a paixão ressurgi cheia de esperanças como no nascimento de um bebê,

Na invasão dos sonhos pobre é o coração que clama por mais um tempo,

Um desafio fascinante é jogado a mesa e no limite do antagonismo a lua pisca pela ultima vez revelando a sua fraqueza.

Inserida por Ricardossouza

Sensatez




⁠Olhar antes fora da caixa é um movimento que pode definir se sua tentativa de escolha foi vitoriosa ou será um erro continuado,

Tentar viver as próprias fantasias no mundo da realidade é um ato de coragem ou uma fraqueza protegida pela soberba,

Uma erupção sanguínea acontece a cada vez que eu penso em você e as flores, o campo, as montanhas e a noite profunda são testemunhas de uma única vítima,

Da lua nova a lua crescente minguante o mais sensato a dizer é que eu continuo observando você.

Inserida por Ricardossouza

Totalmente... Estranhamente...

Estou mais fraco e totalmente sem sal
Estou mais triste e totalmente sem sol.
Estou mais solitário e totalmente sem lua
Estou na minha e totalmente na sua.

Estou sem sono e estranhamente hibernando
Estou desperto e estranhamente sonhando
Estou tão triste e estranhamente chorando
Estou tão chateado e estranhamente amando.

Inserida por ProfessorEdson

Estávamos a sós
Eu contemplava sua companhia
Ela me contava como amava o "Sol"
E eu contava a ela o quanto admirava você
Ela era de fases , Eu era de gêmeos
E enquanto ela esperava outro eclipse
Eu esperava por você.⁠
Então naquele ponto, descobrimos que tínhamos algo em comum...
Nós esperávamos pelos "Eclipse" que o mundo dá."

Inserida por Lefralpgeminiano1

Estávamos sozinhos
Eu contemplaria sua companhia
Ela me disse o quanto amava o "Sol"
E eu diria a ela o quanto te admirava
Ela era de fases, eu era de gêmeos
E enquanto ela esperava por outro eclipse
Eu estava esperando por você.
Então, nessa altura, descobrimos que tínhamos algo em comum...
Estávamos esperando pelo eclipse que o mundo dá. "

Inserida por Lefralpgeminiano1

Menino do Mar

Na vasta areia, sereno e sujo, juntando as pedrinhas que vinha do mar, o jovem garoto olhava o horizonte, seus olhos brilhavam e encantava o lugar. Contava ao vento os seus pensamentos, criando histórias com a imaginação, enquanto escrevia em um pequeno papel, palavras importantes, refrão por refrão. - Porque está sozinho pequeno garoto? ''Será que uma criança vai saber falar''. - Não sei o motivo de estar sozinho, quero achar um jeito de poder voar. ''Não entendi nada, senti sua inocência e rapidamente ele perguntou''. - Se eu sentar nas nuvens posso ver de perto brilhantes estrelas que pro céu voou? - Talvez se você pedir ajuda a lua, descubra um jeito de como alcançar, quem sabe por escadas, até uma corda, um trem flutuante, com balões de ar. A simples criança me olhou confiante, talvez minhas palavras pudessem ajudar, pegou sua caneta e escreveu no papel e disse que um dia iria tentar. - Você deixaria ver o que escreve? - Você me ajudou então posso deixar. Peguei a cartinha e li bem baixinho os versos daquela criança do mar.

''Mamã e Papá, esto a pocura di achar um jeto di podê voá, a vovó me dise qe viraram estelas, colado no céu voces sempe vão ta, eu amo voces e esperem qe um dia eu vou achar um jeto dai alcançar, vo faze uma lista e achá um jeto, me esperem qe chego, ta.
- pulando
- agarrando no pasarinho
- pedindo as asa pa meu anjinho potetor
- subi na avore
- pedi ajuda a lua
- escada
- ou coda
- balao de a
- trem voador''

A vó do garoto chamava-o de longe, pegou sua cartinha e ali partiu, de costas corria feliz, não sabia, que dura escolha você decidiu, achar um motivo ingênuo, difícil, sua pura inocência iria o guiar, nada eu falei, nem mesmo tentei, a única coisa que fiz foi chorar.

Inserida por AlanRodrigo2

Suas Asas

O cheiro do mar me abraça
E o silêncio canta melodias
O vento colore os pássaros
Que no ar escrevem poesias
As árvores se unem as estrelas
E juntas começam dançar
Parece que o mundo inteiro se uniu em meus olhos querendo brilhar
As flores voaram pro alto
E as folhas um caminho formou
A chuva que cai me arrasta
Meu frio já até sente calor
Eu sinto minha alma em meu peito
Vejo o amor cristalizar
Formando uma joia de sonhos
Que vivos querem despertar

Me empreste suas asas meu anjo
A lua preciso alcançar
Vou pedir que conte uma história
Ouvindo o universo cantar
Me empreste suas asas meu anjo
Foi a lua que me chamou
Preciso chorar em seu colo
Ouvindo ela falar de amor.

Inserida por AlanRodrigo2

Ela e Ele

Ela te ama
na lama
na cama
na fama
Ele desama
ama
não ama
na sala
na rede
na mesa
Ela sente e chama
Ele blasfema
Ele reclama
Ela é gentil
Ele é feroz
Ela deseja
Ele pragueja
Ele já foi
Ela ficou
Ela tentou
Ele falhou
Ela implorou
Ele bloqueou
Ela desistiu
Ele não viu
Ela foi
Ele voltou
Ela é forte
Ele é mais
Ela desafiou
Ele não pagou
Ela não cobrou
Ele não deu
Ela não quis
Ele perdeu
Ela ganhou
Ele viveu
Ela também
Ele calou
Ela amou
Ele traiu
Ela não
Ela fugiu
Ele decidiu
Ela somou
Ele dividiu
Ela venceu
Ele esqueceu
Ela leu
Ele escreveu
Ela disse
Ele gravou
Ela apagou
Ele contou
Ele roubou
Ele printou
Ela sorriu
Ela chorou
Ela é triste
Ele quem diz
Ela é estrela pobre rica atriz
Ele é poeta poeta infeliz
de olho em seu nariz

Lua Cheia em Escorpião⁠

Inserida por JeyneStakflett