Textos de Loucura
Me cubra com o teu melhor olhar
Para curar-me da minha loucura
Que não há cura alguma...
Venha me decifrar
Ou me compactar
Para que minha restauração
Seja concluída;
Verifique o meu sistema
E entenda o código do meu coração...
Minhas necessidades requerem mais
Memória para amar...
Derramarei tinta vermelha para que pense que és o meu sangue
Que pareça que a minha loucura tenho retirado minha vida
Ou que chame a sua atenção e te faça se importar comigo...
Por que não me enxerga? Por que não imagina
Tenho tanto para te completar em uma simples palavra
Que aguça a minha curiosidade e tenho certeza que a sua também...
Que se a oportunidade vier para sempre irei te amar;
A minha loucura nunca foi tão lúcida às margens do meu inconsciente;
E a minha inquietaçao norteou a tirania do conformismo débil;
Pois a minha fragilidade não é simplesmente controlável pelo querer do auto-suficiente;
Então o nascer do meu sentimento é impossível extinguir-se pelo querer!
Portanto fui infectado e entorpecimento pelo amor em questão;
E essa loucura de te amar? Não pode ser explicado. É quase sem sentido... Como pode caber tanta verdade de sentimento em uma pessoa tão errada? Um amor desafiador, que faz a perna tremer, as mãos gelar, a voz não sair com um simples: Eu te amo.
Realmente, é estranho, é amor, e ele não pode ser entendido nem explicado, o que nos cabe é viver esse doce e louco sentimento.
Creio que me seja preferível
Viver de saudade, talvez até
de insanidade, uma curta loucura de mentira
À viver as verdades que amanhecem com os dias
Eu acho que esse quotidiano mundano
É horrível demais, para vivê-lo assim
da maneira que ele me vem
Prefiro conversar com as almas do além
A gente vai falando sobre as coisas
que nos eram costumeiras
lealdade, coragem, galhardia e outras besteiras
bobagens que não fazem mais
parte deste infame dia a dia
em que impera a covardia
na triste realidade
Que os modernos amanheceres nos apresentam
Calço meus chinelos e vou ao quintal
até os voos mais inocentes
das transeuntes borboletas soam falsos
Elas dão-me a impressão
Que se esqueceram como se voa
e voam à toa um voo desajeitado
De inseto que não poliniza nada
Voa um voo meio que andando
de vez em quando vêm-me a impressão
Que ela está a ponto de pedir minha ajuda
A vantagem que vejo no inseto
é que ele voa mal, mas voa quieto
seu voo suicida de quem se autoatropela
Deus fez muito bem
Em fazer da borboleta
Uma criatura muda e bela
A cada vez que teu coração
se deixa dominar
Por um momento qualquer
de loucura ou demência
E você age
sem pensar nas consequências
Por estar enxergando miragens
Aguarde o Mar voltar
E nessa volta não haverá de vir nada
Além de uma indomável
Enxurrada de razão
Que há de lhe jogar ao chão
Ou quem sabe até
Num precipício
de onde eu te garanto
Vai ser muito difícil voltar
Portanto
Procure sempre refletir um pouco
Um segundo antes
de agir feito um louco.
Amanhece o dia
A loucura, sorridente e imperativa
Tenta um dedo de prosa
A mostrar-se combalida
Procura fingir-se amiga
Loucura que me engana
no final da noite
Besta-fera que me espera
Me acorda de voz suave
Não concordo
Há grave briga
Me abandona de madrugada
Loucura falsa e verdadeira
Com sua face fingida
E tua urgência imperiosa
Inadiável, quando é tua
Se pudesse, eu te curava
Mas creio ser
Da tua natureza
Esse poder
De apodrecer a tudo que toca
Loucura louca
Que me faz só e com medo
Chorar em segredo
Imerso em solidão
Entardece agora
Daqui a pouco, noite escura
Penso em você como outro louco
Sempre odiando mais um pouco
Loucura verdadeira, voz fingida
Eu só queria compreender
Tamanho mal que fiz pra Deus
Te colocar na minha vida.
Edson Ricardo Paiva
*A LOUCURA DA PAZ* (Victor Antunes)
Tantas mortes, tantas guerras, tanta ambição e pose... Tudo passa, tudo acaba... tudo será sempre, soterrado, pelo cruel tempo...
E tudo que o homem busca é a paz; não sabe como, nem quando, nem porquê, mas almeja, a paz.
Nessa saga milenar, sempre conquistou uma... para descobri-la efêmera depressa..., porque fundada nos caprichos e desejos egoistas; hedonistas, mesquinhos...
E vivendo a loucura pura da guerra renitentemente busca conquistá-la, a paz... mas a vê algures distante... Tolo: não a viu nunca, nem a vê, porque ela está aqui, em cada palavra, em cada tom, cor, luz e desejo... Dentro de cada um, que plenamente a ama, a deseja, a propõe e cria...
Paz, hoje, amanhã, sempre, para sempre... Por que não agora, já, nesse instante, agora?!...
E assim, amando, perdoando, reconstruindo, criando, a ver chegar... Suave, plena, constante, dia-apos-dia, em cada manhã, em cada estação, em cada canto e flor, em cada por e levante, em todos os sóis... a paz...
A doce, serena e interna paz...
***
Da minha curvatura
No teu hemisfério,
De toda a loucura
No teu mistério,
És meu império...
Do meu ministério
No teu paraíso,
Do avanço firme
No teu saltério,
És meu desidério!
De todo o beatério:
Na verdade prefiro
De vagar em vagar,
No teu corpo chegar
És nascido para amar...
Do meu alucinante olhar
No teu brilho a desnudar,
Do teu invadir discreto
No meu corpo a revelar,
És meu caminho sem reverso.
És a minha loucura,
És a minha sanidade,
És a minha ternura,
És a minha saudade,
És tudo o que me livra,
És toda a minha vida.
Você chega com a noite,
E também com a manhã.
És o meu Sol,
És a minha Lua,
És o meu sal,
És o meu mel,
És o meu céu,
És a minha doçura.
Você chega com a brisa,
E nunca vai embora.
És a minha batalha,
És a minha unção,
És a minha glória,
És a minha preferência,
És a minha história,
És a minha paixão.
Você nunca chega,
É porque nunca foste.
És a minha poesia,
És o meu verso,
És a minha prosa,
És o meu poema,
És a minha biografia,
És a minha trova.
Você sempre dentro,
da minha pele e do sentimento.
És o meu tudo,
És o meu nada,
És o meu recato,
És o meu tempo,
És o meu corpo,
És a minha vontade depravada.
Amar-te com as tuas mãos ao redor da
minha cintura, não é vã loucura;
é querer matar a sede contigo
no ribeirão da ternura.
Amar-te gravitando ao redor de mim,
farejando como animal selvagem
o teu cheiro não é um pecado inteiro;
é ser argila nas mãos do oleiro.
Amar-te é deixar você me modelar
ao teu jeito, não que eu não tenha jeito;
é querer estar a cada dia mais próxima
do que é o amor perfeito, e bem feito.
Amar-te nas nossas danças de corpos,
na comunhão de sonhos,
na conjugação de gostos,
não será doçura ao léu;
é um convite para tocarmos o céu.
Poesia da loucura de amor
represada que todos os dias
têm feito a sua alma cativada,
e a cada dia a minha capturada
por tuas virtudes heróicas
capazes de reunir e unir
em festa o Ocidente e o Oriente
com invencibilidade e paixão
que iluminam a escuridão
convertendo a numa constelação.
Quanto mais caminhamos pelos devaneio da loucura a busca da verdade, mas vejo o quanto fomos e somos cegos, permitindo-nos ser levados por falsas verdade, "verdades prontas", somos levados pelos vacilo de nossas paixões, desviando do foco dos nossos objetivos, e quando cavamos nas trevas do esquecimento, encontramos mentes brilhantes sendo afogadas pela amargura da solidão, afinal será que ainda não estamos pronto para verdade ?
Seremos eternamente crianças imatura sendo levadas a pulsos e impulsos de seus desejos primitivos?
Acredito eu em meus pensamentos, ainda que em universo distante, chegara a hora de despertar, levantar-se e não aceitar mais matéria podre como alimento!
Acredito eu, que em minhas vagas memorias, esquecemos de continuar o processo natural da vida, a evolução, que para o homem, se dá através do intelecto.
Caminho em um túnel, sem rumo e sem rota, apenas cavando para continuar a sobreviver, mas será que deveria ser assim?
Afinal a que ponto chega a obstrução do seu diafragma, será apena reflexos de uma luz desfoque, ou apenas mais um grito acalentado pela vastidão do deserto ?
Há quem diga a si mesmo, sou como animal, um rebanho sem líder apenas agindo e reagindo aos meios que nos cerca!
Não quero leva-lo a aprofundar-se em suas imperfeições, nem em suas falhas, mas quero ajudá-lo a retomar o controle e o domínio de seus instintos.
Até quando então continuaremos a devanear em excrementos, produzidos pela ausência do pensamento singular?
Venceremos então a carne, sujeitando-se a si mesmo a obra,
ou continuaremos a caminha sobre uma cultura fétida, mórbida e pútrida.
então PRECISAMOS de alguns "inimigos" ...
quanto maior são os inimigos maiores será sua vitoria
os amigos te consola
os inimigos te forçam a ficar mais forte
os amigos divide as coisas com você
os inimigos te cola em lugares de prestígios
os amigos esquecem de você
os inimigos tornam seu nome Eterno
mais entenda que nossa Luta não é contra homens e contra carne
são batalhas interiores campos de concentração ligados a nossa alma a uma eterna batalha entre o teu espirito eterno e tua alma
é um campo de batalha altamente em ambientes altamente hostil e feroz e acontece dentro da sua mente.
O homem criou o ego e o ego criou o inimigo, para poder pôr a culpa no outro ...
Você tem duas escolhas ser a imagem a semelhança do sucesso
ou ser a imagem e a semelhança da derrota ...
todo homem nasce para vencer , mais um escolhe nunca lutar e morreram derrotados, outros desistiram no meio da jornada e morrem com seus sonhos no bolso, e uns lutam sem medir força pelos seus objetivos.
Não adianta conhecer de ouvir falar , tem que andar junto todos os dias, sentar na mesa para jantar , passar por horas conversando
assim é a intimidade.
Um dia decidir, assumi as consequência e aceitei os riscos , sendo PROTAGONISTA da minha própria História ...
A maior mentira que você pode contar contra você mesmo e que a culpa é toda do outro, então para de ser vítima de suas escolhas e escolha protagonizar sua Historia são com Tapas da verdade que sabemos quem são os verdadeiros.
Entrai pela porta estreita pois larga e a porta e largo o caminho que te leva a perdição , e estreito é o caminho que te leva a VIDA
Quer receber o milagre? ESVAZIE-SE De tudo que tem , e se preencha do RENOVO do ESPIRITO .
A maior riqueza para seu espirito é o desapego !
Sim , é preciso aprender a desapegar, para solucionar o problema de maneira superior, deixar o velho passar e o novo agir, é preciso aprender que as perdas sempre serão pequenas, comparado com as experiências elas lhe permitirá viver.
Então nos deparamos com a maior dificuldade, abandonar as velhas crenças, nosso modo de pensar, nossas convicções !
Assim e só assim será capas de conhecer o novo, é um processo cognitivo indireto e subjetivo da vida !
Aprender a viver a mudança...
Veja os anos aceleram potencialmente as mudanças que ocorre no mundo... você faz parte desta transformação !
LIBERTE seu Espirito, e DESAPEGUE-SE do que já foi !
Esvazie-se !
Para uns pode parecer
loucura não sei
o porquê ainda quero
saber quem é você.
Não avento que não
venha me querer
e mesmo assim quero
saber quem é você.
No Perú sob uma Quina
em nós o tempo embala
em silêncio toda a poesia.
Veremos chover estrelas
nesta Pátria Grande
porque em nós há o romance.
- Acho, senhora, que pela primeira vez na vida Artur foi golpeado por uma loucura que ele não pode contrololar.
- O Amor?
Olhei-a e disse a mim mesmo que não estava apaixonado por ela, e que seu broche era um talismã apanhado aleatoriamente. Disse a mim mesmo que ela era uma princesa e eu no filho de uma escrava.
- Sim, senhora.
- Você entende essa loucura?
Eu não tinha consciência de coisa alguma na sala, exceto Ceinwyn. A princesa Helledd, o príncipe adormecido, Galahad, as tias, a harpista, nenhum deles existia pra mim, assim como os tecidos pendurados nas paredes ou os suportes de bronze das lamparinas. Só tinha consciência dos olhos grandes e tristes de Ceinwyn e de meu coração batendo.
- Entendo que é possível olhar nos olhos de alguém - ouvi-me dizer - e de súbito saber que a vida será impossível sem eles. Saber que a voz dessa pessoa pode fazer seu coração falhar e que a compania dela é tudo que sua felicidade pode desejar, e que a ausência dela deixará seua alma solitária, desolada e perdida.
[...]
- Isso já lhe aconteceu, Lorde Derfel?
(As Crônicas de Artur)
►Quarta-feira Imprevista
Eu não estava preparado para quarta-feira
De manhã eu perdi a confiança para com um amigo
E a tarde, junto a uma garota, fiz besteiras
Logo cedo eu fui agressivamente traído
Ao entardecer, eu tive um momento íntimo
É difícil explicar, tanto que fiquei deslocado
Ao nascer do sol fui atacado, à tarde, provocado
A história por si só é impossível, inacreditável
Mas irei tentar desenhar tal cenário inimaginável.
As sete da manhã eu estava ocupado
O tal "melhor amigo" conversa comigo
E, lavando o carro, estávamos batendo papo
Melhor do que lavá-lo sozinho
Claro, nada havia sido planejado
Em um certo momento, fui apunhalado
Melhor dizendo, agarrado, enforcado
Brincadeiras à parte, eu fiquei extremamente chocado
Chateado, desconfiado... acabado.
Entristecido e aos prantos, eu saí, descontrolado
Os óculos que deveriam me proteger contra o sol,
Escondia os meus olhos avermelhados
Eu estava desmotivado, cansado
Queria apenas dormir, deitar tudo no passado
Isso para evitar o terrível fato,
Que, sem dúvida, me assombrará.
Depois de algumas horas, voltei para casa
Deprimido, resolvi deitar e tentar apaziguar minha alma
Pensei até em chorar sobre o travesseiro, mas dei um jeito
E, assim que fechei meus olhos, acalmei meus nervos
Meu medo foi passando, um passo por vez
A verdade era que eu queria dormir até as seis da tarde
Mas tinha que ir à praça, encontrar um compadre.
Ao chegar lá, vi ele e uma possível amiga
Conversámos, e depois de uma caminhada tranquila,
Resolvi voltar para a minha casa, ele foi também, com ela
E, em um momento imperceptível, eu e ela ficámos atraídos
Quando me dei conta, a vergonha estava fixada sobre o rosto do amigo.
Tudo o que estava acontecendo estava me assustando
Como não estava previsto, fiquei sem qualquer plano
Mas, o que posso assegurar é que,
O fim daquele dia foi especial, agradável
Por conta disso, dito isso, agradeço ao amigo, Otávio
Obrigado, jovem, muito obrigado
Não há palavra que descreva melhor
Obrigado, usando apenas uma palavra, e logo após
Estarei te agradecendo pessoalmente
Obrigado novamente, por me ajudar em um momento extremo
Momento que imaginei que enfrentaria sozinho
Perdi a confiança, mas garanto ter aprendido
Por tanto, obrigado, aqui sou eu que vos fala
Jamais esqueça dessas minhas palavras.
Hoje amanheci assim
Eu queria hoje habitar na avenida principal, colocar uma pesa e dar expediente, falar do meu pranto profundo, ainda que não se importe o mundo, um café forte, acho que faltaria o pão, no intervalo um belo cochilo no tapete de papelão, ouviria ruídos e burburinhos e eu continuaria tentando ouvir os passarinhos, ou melhor o barulho dos carros e motos, de repente alguém tirando fotos, o coitado caiu na net, ato que se repete no meu Brasil, cheio de malucos febril, é que na verdade a covardia não deixa desprender, mas o alívio estaria nesse enredo, é um segredo, nas telas da internet, do meu lado a garrafa com água, aquela pet, bebida não mais, talvez embriagaria na bíblia pequenininha dos Gideões, contraditório essa esperança, me leva pra dança e quer resgatar, meu sonho vivo, que existe e tudo que sei, que muito errei e o julgamento é longo, porque o pensamento vive no escombro, eu tento, lamento e busco, mas o destino insiste com o não e não vejo a mudança, a transformação, ou sou eu cego então.
Giovane Silva Santos
Procuro seu amor possível,
Onde o único momento que me perco minha paz,
E no desespero de encontrar sua boca.
O único momento que perco meu juízo,
É nas palavras que te digo, procurando te provocar,
para que me pegue, me segure forte,
E mostre que pertenço a ti...
Sim, te desafio.
Preciso de você assim !!!
Preciso me doar a este amor possível.
Sou teus versos imperfeitos
Sem rimas, sem prosas...
Sou veneno na tua boca
Louca
Faltam poesias
Sou abraços de quem não ama
Brincadeira sem graça
Riso sem tom
Sem paixão
Música não tocada
Beijos sem batom !
Sou mentira nas tuas verdades...
Louca, perdida...
Sou teu mar sem ondas, sem rios...
Tua flor sem cheiro
Pétalas amassadas
Águas derramadas
Sou o que não quer
Não tem...
Sou tua loucura curada
marcas cicatrizadas
Fera domada
Não amada
Sou tua...
Lembrança esquecida
Saudade não doída
Passada...passei !
A insegurança me domina
A ideia de perder-te, me abomina.
Seu sorriso, me fascina.
Seu cheiro, predomina.
Seu jeito, contamina.
A abstinência do seu corpo, tortura.
Vejo-me a beira da loucura.
Sua ausência, só seu ser cura.
Minha mente, a sua voz procura.
Sem ti a vida se mantem obscura.
