Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Eu me perdi num sonho
Sonhando com você
Eu descobri na vida
Alguns momentos de prazer
Senti falta desse amor
Quando você daqui partiu
Senti na pele a dor
Daquele amor que existiu
Você saiu da minha vida
Num piscar de olhos, num segundo
Senti amargura na despedida
E até hoje não retornei ao mundo
Ah chorei, quando você se foi
Ah amei, lembranças de nós dois
No céu eu vejo as estrelas
Brilhando forte no horizonte
Na terra busco a beleza
Em águas pura de uma fonte
Lembranças que matam aos poucos
Sem saber aonde estás
Não me controlo eu fico louco
Pois o que eu quero é te amar.
. Sozinha me reconheço mais .
às vezes as respostas que procuramos , está no silêncio que não fazemos .
Alguns acham que a solidão é inimiga , mas eles não sabem que é nossa melhor amiga, sozinhos revemos conceitos , pensamos e deixamos de lado a opnião alheia .
E sem duvidas a nossa felicidade depende disso , não de estar só , mas de ficar sozinho para assim escolher melhor quem futuramente estara ao seu lado .
- Amor e dor ;*
Mais uma vez ontem o teu arrependimento tárdio, mais uma vez um EU TE AMO convicente, e pela a primeira vez um adeus verdadeiro ;*
Custa pra você acreditar que as pessoas e os sentimentos mudam ? Acho que sim , pois por vezes aceitei os seus erros e convivi com eles pois acreditava que o amor tudo supera, mais se tem uma coisa que aprendi com o amor foi a nunca esquecer do meu amor próprio. Foi intenso , verdadeiro até inesquecivel porém cheio de mágoas e receios , uma pergunta que nao obtive respostas ! Até que ponto o Amor suporta a Dor?
Não sei , pois nao falo em difinitivo, sei apenas que hoje o meu maior desejo é esquecer um pouco de te amar e não me deixar convencer por mais um eu te amo que tua boca exaltar , as coisas mudam e as pessoas , OBG você me mudou ;*
"Bom" Zaratrusta começou "O que vocês chamariam de multiverso, nós chamamos de universo, o que é, para vocês, o universo, nós chamamos de realidade."
"Interessante, mas ainda não sei a razão de vocês lutarem pelo controle das realidades. Quero dizer, há espaço o suficiente pros dois lados, não?"
Zaratrusta sorriu de forma triste e ficou de pé, saindo de cima da minha pia, onde estava sentado. Estava vestido com uma camisa de um roxo escuro e calças jeans. Era negro, alto, forte e com o cabelo raspado baixinho. Ele veio andando até mim e sentou-se ao meu lado na mesa onde eu comia pão com mortadela.
"Havia mais do que espaço necessário para capitalistas e comunistas no mundo, não? Bom... não, mas deixa pra lá. A coisa é que precisamos fazer isso, nós estendemos proteção junto com a nossa influência. Se alguns milhões morrem no processo para salvar trilhões, todos consideram um preço justo. A metáfora da guerra fria que eu tentei fazer ainda a pouco..." ele parou, se pôs para trás na cadeira e me avaliou. Zaratrusta inspirou fundo e com bastante pesar na voz, voltou a falar. Ainda mais devagar do que o normal. "Bom, digamos que nós e nossos rivais discordamos do que fazer com as sociedades sob nosso controle. Como travar uma guerra está fora de cogitação porque destruiria o que queremos proteger, nós lutamos através de vocês."
Aquilo ainda não fazia sentido. Eles tratavam uma guerra como se fosse um jogo. Zaratrusta havia tentado explicar sobre as tradições e que esse era o jeito que imortais lutavam, mas ainda assim era difícil para mim de engolir isso. Levantei-me e fui beber uma água. Fiz isso mais para conseguir tempo para clarear a cabeça do que por uma sede real. O sistema de guerra deles era espalhar pilares pelo mundo e lutar para roubar todos os do adversário enquanto mantem os seus.
Depois de beber minha água, virei para encarar Zaratrusta e perguntei as duas coisas que mais me interessavam no momento. "Por que envolver-nos e por que eu tenho que me meter nisso?"
"Sua realidade, criatura. Se nós fossemos você, nos sentiriamos honrados em ter participação em um evento tão importante. Escolhemos você a esmo e ao acaso, assim como todos os outros..." Os olhos dele brilharam como alguém que tem um súbito entendimento e ele soltou uma gargalhada "Você achou que fosse algum tipo de escolhido? Um semi-deus ou coisa parecida? Ai, Deus... sempre assim. Não importa a realidade, esse clichezinho de 'O Escolhido' está sempre presente na humanidade!" Ele ainda estava tentando controlar o riso quando eu perguntei
"Tá, mas você ainda não respondeu por que incluir a gente e não simplesmente lutam vocês."
"Nós não lutamos, vocês lutam com nossas armas, nós simplesmente julgamos e avaliamos a luta. Se a maioria lutar por nós, o outro time manda soldados de outra realidade. Se a maioria lutar por eles, retiramos os que nos querem dessa realidade e enviamos soldados-tributo de outras realidades para essa. Vocês lutam, como já falei, porque não podemos lutar aqui, e porque isso conta como treinamento para uma guerra ainda maior que estamos lutando no momento e na qual talvez venhamos a precisar de vocês"
"O quê?"
"Se preocupe com a sua realidade, primeiro. A Guerra Ominosa está bem longe daqui, agradeça a nós por isso. Se preocupe em ganhar para nós e manter sua cultura do jeito que está."
"Não posso lutar pelo outro lado, já que tenho que lutar?"
Zaratrusta sorriu. Ficou de pé, colocou o braço nos meus ombros, como um meio abraço e falou com um toque pequeno de orgulho na voz. "Sabiamos que escolhemos certo. Você pode lutar por nós, pelos Celestiais ou mesmo não lutar. Esse é o livre arbítrio, cara!"
"Outra coisa que não entendi. Se vocês são os bons, por que se chamam de Anátemas e a eles de Celestiais?"
"Ah, isso? Isso é porque nós nos separamos das regras originais por causa de vocês, nós achamos que vocês tem que manter a própria cultura e nos pagar apenas com um sexto da população para exército e armas a cada 150 anos. Os Celestiais querem todos vocês como escravos e soldados. Coisa boba, nós sabemos. Não importará depois da Grande Reunião, mas até lá, achamos que vocês não vão gostar muito."
"Como eles convencem outros a lutarem por eles? Eles estão convencendo pessoas a lutar pela própria escravidão?"
Nesse ponto, Zaratrusta tirou o braço de mim e voltou ao lugar, parecia pensativo. Sentou na cadeira e olhou no fundo dos meus olhos.
"Eles simplesmente prometem uma posição de poder durante o governo Celestial, além de imortalidade como a nossa. Eles condenam trilhões e trilhões de vidas a uma condição miserável, não por um objetivo nobre, mas pelo conforto... pelo próprio conforto! Sempre houve e sempre haverá indivíduos assim. Isso nos dá nojo" Ele quase cuspira as últimas palavras, tamanha era sua raiva
Zaratrusta estava me enviando para matar gente e começar uma guerra em escala mundial, acabou de falar que queria, a cada 150 anos, no mínimo 1 bilhão de pessoas para morrer em uma guerra que não era exatamente nossa que será lutada através do universo e falava com bastante naturalidade sobre matar bilhões ou deixar que bilhões morressem, mas parecia sinceramente ofendido, chocado e até surpreso por achar que alguém seria capaz de quase tudo para poder subir na vida.
Resolvi ir até ele e sentar-me. Cruzei os braços apoiando o cotovelo na mesa e abaixei minha cabeça, pensando na estranha criatura ao meu lado, na mesa. Ele tinha uma mente um tanto estranha para um humano, o que ele justificara dizendo que não era humano, simplesmente estava tentando imitar nosso comportamento. Distraía-se facilmente; olhava fixamente para coisas brilhantes, como lâmpadas, fogo do fogão ou para o sol, para depois olhar para baixo rindo enquanto a imagem queimada em sua retina sumia e parecia achar estranho a posição de seus membros, esbarrando em alguns lugares com os braços, calculando mal a distância entre ele e o que quer que ele quisesse pegar e as vezes simplesmente parando e olhando fixamente para a pessoa antes de falar o que quer que fosse. E seu irritante habito de se referir na primeira pessoa do plural, o que confundia bastante se ele estava se referindo a si como indivíduo ou a sua espécie.
Zaratrusta,a tal da Guerra Ominosa, a Luta pela Realidade, o Grande Jogo, que era como ele chamava a guerra pelo universo... tudo isso fora entregue para mim de uma vez só. Era difícil de engolir. O fato que lutaríamos em escala global com armas de seres de além do universo pelo direito de sermos livres, o fato que eu fui escolhido como um dos líderes apesar de não ter peso político nenhum, o fato de que, após essa guerra, ainda lutaríamos outra, que seria travada através do universo... tudo isso me fez sentir a pequenez de uma formiga ante uma montanha.
Levantei a cabeça e vi os olhos de Zaratrusta olhando para mim. Dessa vez não havia traço de seu sorriso no rosto e ele parecia bastante assustador, com seu olhar fixo e sua boca grossa e pequena se apertando. Permaneceu me fitando durante quase um minuto antes de falar.
"Amanhã nós apareceremos para líderes deste mundo por todo o globo. Daremos a eles nossas condições e, a partir daí, eles terão um mês para decidir se lutarão por nós ou contra nós no Grande Jogo. Se você lutar por nós e seu mundo contra nós, te evacuaremos, caso contrário, você ficará e lutará pela sua realidade e por nós"
Ele se reclinou em minha direção, seu rosto bem perto do meu. Ele não respirava. Congelou nessa posição por mais um bom tempo me olhando nos olhos antes de falar.
"Conosco ou contra nós?"
Eu não me mexia, não havia nada me impedindo, não havia nada que segurasse meu olhar nos olhos dele, mas eu não conseguia desviar. Eu ainda fitava aqueles olhos negros, profundos. Os olhos dele eram como duas bolas negras de vidro. Como brilhavam!
"Eu lutarei por vocês... eu lutarei por vocês"
Zaratrusta sorriu, pôs as mãos em minhas bochechas e gargalhou alto. Ele tirou as mãos de mim, se levantou e se afastou, falando rapidamente e com bastante energia e alegria.
"Sabíamos que era uma boa escolha, disseram para nós: 'Não sabeis escolher, Guanapará. A vossa criatura é pequena e magra demais.' 'Sim', nós retrucamos, 'mas não se ganha o Grande Jogo com força bruta. é necessário convicção para jogar'. Você tem convicção, criatura! Ligue sua televisão amanhã e veja como todo o seu mundo vai mudar, não com um estrondo e sim com um sussurro."
"Zaratrusta, o que é um Guanapará?"
"Ah, nosso nome... bom, é o mais próximo que uma boca humana vai conseguir chegar dele. Preferimos Zaratrusta. É um nome importante na história de vocês. Por um descuido de um de nós, esse homem viu uma realidade onde o Jogo era jogado. Pensamos ser... achamos que a palavra é poético, que esse seja o nome pelo qual atendamos enquanto somos um dos Valetes desse Jogo."
Fiz um som de concordância e o segui para minha sala. Ele ia em direção a porta, ainda falava alegremente.
"Então, criatura, veja-nos amanhã em nosso grande dia. Veja-nos ao lado de um dos celestiais. Seremos os responsáveis por tentar pedir auxílio ao seu país. Depois disso, virão buscar-te aqui por um pedido nosso. Não saia de casa, sim?"
Ele já tinha aberto minha porta quando finalmente calara a boca. Olhou para mim como se não tivesse certeza de como se despedir ou do que fazer no momento seguinte. Ainda me olhando nos olhos, fez um gesto como quem diz "e agora?"
"Zara, posso te pedir um favor? Não me chama de criatura, tenho nome"
"Ah, sim... sentimos desculpas." Ele disse sem parecer se importar nem um pouco. "Quer que usemos teu nome, sim?"
"Sim, por favor. Não se importa se eu te chamar de Zara, né? É menos formal que Zaratrusta... e já que você escolheu ser o meu... aaarrnh... valete? Valete o nome?"
"Sim, valete. Ajudante, guia, auxiliar. Valete" ele falou isso rapidamente sem pontos ou vírgulas.
"Ok... já que você vai ser meu valete, acho que é bom sermos um pouco informal um com outro, há algum problema nisso?"
"Não. Pode me chamar de Zara se quiser, Talisa" Ele disse, andando rapidamente pelo corredor do prédio e virando na escada para cima. Resolvi que era loucura demais para um dia e fui para meu quarto tentar dormir ainda com toda aquela muvuca de informações gritando na minha cabeça.
Meus amigos são os melhores.
Aqueles da vida toda, aqueles que eu já não vejo, aqueles de agora...
Se choram, me dá vontade de pegar no colo.
Se ficam tristes, quero fazer rir.
Se sonham com coisas, eu quero dar de presente.
Se estão pertinho, eu quero abraçar e beijar.
Queria sempre ter energia pra "contaminá-los" com sorrisos, luz, alegria e sorte.
Ilumina eu, papai do céu.
Mais uma vez...
Está chegando a hora da virada de nosso calendário.
Hora também de fechar o livro de 2012.
O NOVO ANO nos será entregue em branco...
Caberá a nós fazer desse presente de Deus, algo novo, uma história diferente...
A tarefa não será nada fácil e a responsabilidade é de cada um de nós.
É hora de criarmos um novo ciclo e você é quem deve dar o primeiro passo.
Não tenha medo da felicidade, porque por mais difícil que seja, só você poderá conquistá-la...
Deixe para trás as coisas que não foram úteis em 2012 (mágoas, ressentimentos, angústia, depressão...) continuar com os erros desse ano que está terminando será quase impossível fazer um livro novo de vitórias.
A responsabilidade de fazer o 2013 dar certo é inteiramente sua.
Portanto... ANIME-SE!
O melhor de sua vida está logo adiante...
Acredite em tudo de melhor que existe dentro de você, dentro de cada um de nós, sem esquecer o quanto pode usar os erros de 2012 em acertos para 2013.
Pense, o ano termina e o que você fez? O que pode fazer?
Faremos tudo diferente?
Sejamos apenas felizes... Feliz ano Novo a Todos!
Autos Juninos, o meio.
Como cruzar Palavras dos meus caminhos com textos e explicações, sentimentos, percepções.
Sigo montando quebra-cabeças com honra e determinação.
Abraçar pela manhã minhas tentativas de enterrar com palavras o meu passado.
Noite passada eu tive um sonho: Vi o meu presente.
Estava deitada em minha cama a observar meu corpo.
Cada detalhe, cada movimento. Que cena torpe.
Meu sopro quase morto de mim. Um semblante adormecido, contrito.
Um corpo cansado, diferente, sem vida, asfixiado pelo tempo.
Acordei de sobre salto afogada em lembranças.
Sinto nesta manhã que poderei ser eu sem futuro. Poderei ter um dia de cada vez, sem reprises, somente com uma atriz e vários atores.
Ontem eu tive um sonho.
Sonhei comigo deitada ao meu lado, abracei o meu passado e aprecie o meu presente.
Ví:
A Autoajuda de necessária tornar-se moda no modo de ganhar dinheiro dos desesperados por si.
O Autodidata que aprendeu sozinho transformar-se num artigo de prateleira. Mera auto-classe sem vapor.
As Autobiografias de histórias de alguém mudar-se para status de celebridades vis, não mais escritas por uma, mas duas ou três mãos com bolsos furados de tantos vinténs.
A Autodeterminação que até bem pouco tempo era um direito de um país decidir o próprio destino político, vender por barganhas de poder suas nações, como bônus, como prêmio, os seus cidadãos perdidos e sem direção e escravizados.
A interferência externa é uma constante, silenciosa, por vezes desavergonhadamente gritante, belicosa e travestida de ilusão.
Os países revelarem-se o desenho da Autolotação compromissados com um propósito, uma direção: o de encurtar distâncias usando levianamente o nome globalização.
Resultados mórbidos danificam equações, alucinam sonhos que desconstroem com acordos bilaterais de meia dúzia de famintos por posições, projeções entre bajulações, contas em paraísos fiscais em um automatismo desnecessário. Retrato fiel da automatização.
Definitivamente substituíram as formigas humanas, operários dos sonhos, por máquinas que lhes imitem os movimentos seculares.
Autoestima? Conta bancária!
Na esquina? Nada!
Em casa? Adentra pela TV, a “Autoescola da corrupção”.
O sonhador Autônomo que antes era governado por leis próprias, livre, trabalhador sagas, hoje é o empreendedor continuamente assaltado pela Pátria vendida e despatriada.
Quero pedir uma Autopsia.
Vamos examinar esse cadáver.
O “cadáver” o inventor, do causador, o Autor.
Quero autuar também, os Legisladores infratores, sonegadores, opositores do meu progresso.
Quero me autuar por cegueira.
Estou cansada desse Autorama.
Dessa infame pista automobilística em miniatura.
Não quero mais ser carrinho de brinquedo que disputa corridas em espaços limitados.
Dê-me de volta a minha Autoria, quero de volta a minha qualidade ou condição de autora.
Eu sim sou Autoridade, eu tenho o poder, domínio, prestígio, sobre o sonho que sonhei na noite passada.
Posso me abraçar de novo.
Autoritários de plantão, sem escrúpulos, déspotas, inúteis. Eu sou uma sonhadora que decidiu acordar para a minha nação.
Estão nos autos.
Seja o da compadecida ou não paixão pela vida.
Serei eu, mais uma escolhida e acolhida por mim.
Ontem à noite tive um sonho.
Sonhei que retornei à Terra.
Minha herança de mim.
CAMINHADA LENTA
A caminhada quando inicia de forma lenta
Se dá em metamorfose em desfechos bruscos e tenebrosos!
Consolidados na tragédia de membros e na forma de pensar sufocada pela ingratidão do tempo, que não espera decisões tardias.
No tempo, os ventos sopram de forma gélida, saídos de nuvens negras e pesadas de negatividade, que agridem histórias e histórias.
Reagentes, pesticidas
Bactérias, homicidas
Vírus, suicidas.
As mesmas formas, que um dia são diferentes, tornam-se iguais as formas iniciais.
O que um dia mostrou-se findar tragicamente e funestamente
Sucumbe a insignificância de uma esperança ao deparar-se com a lentidão de leitos úmidos sobrecarregados de lágrimas.
Agora paradas leves para brisas leves.
Nuvens espessas e rostos distantes e sem emoção perdidos no vazio do nada e sem recordação.
Aqui jaz um sentido.
Que outrora houve melancólica vida
Somente o nada sem fim, e não mais o cárcere frio da solidão.
Aqui jaz um eu, um seu, um meu
Aqui jaz uma ilusão.
O Carteiro
Toc, toc.
O Carteiro chegou.
E com ele, nova correspondência.
Uma palavra, uma frase, uma cabeça erguida com um olhar distante e a pensar, um pequeno movimento e quando menos esperamos, aconteceu.
Não veio com manual (nunca tem).
O remetente, um enviado do Além?
Do mar?
Da terra?
Do fogo?
Da água?
Do ar?
Das estrelas?
De mim?
Soube.
O Carteiro chegou com a correspondência.
A brisa que soprou em meu rosto ironizou a minha reação. Ela percebeu a emoção contida com a chegada do Carteiro.
A fina chuva que me acaricia agora, sempre revelou segredos.
Parece lambidas de felinos e cães suavemente a contar os detalhes.
A luz tênue que envolve tudo... Será um complô a seu favor?
A favor do que recebi do Carteiro?
Acabaram de avisar que não aceitam devoluções.
Lí.
Rasguei. Mas a palavra ficou.
Lembranças...são as palavras em ação no meu cérebro.
Se corrosivas ou não O Carteiro não aceita devolução.
Cada uma delas desceu como um belo vinho de açaí.
Manchando boca, enegrecendo minha língua sofrega quando escorreu o líquido gelado e revigorante do gosto de terra adoçado.
Terra que caminho, terra que sustenta o peso dos meus anos.
Ninguém é perfeito de perto. O Carteiro sabe.
Todo louco é normal a um palmo do rosto. O Carteiro viu.
O Carteiro sempre carrega consigo a correspondência que precisamos. Todas repletas de oportunidades.
São as cartas.
O Carteiro partiu.
Viciados.
O que será isso?
Quando ele tenta sair, cada vez mais é sugado por sua mente
Cada volta que quer dar longe de sí, retorna sugado e para dentro.
Entregou-se subitamente aos seus pensares viciado e não quis as doses de medicações de cura para vícios.
Adicto da dor.
Adicto do sofrer.
Viciado da irritação.
Covardia impaciente.
O que te deixa mais apto em viver é a esquizofrenia do sofrer.
Sua música se resume em lágrimas.
Encharcando-se Sr Alopático de prateleiras de saberes caros e transformando-os em textos pobres e verbos curtos.
Covarde.
Covarde para vida.
Covarde para a morte.
Dependência desmedida.
Quando quer fazer e fazê-lo não se esconda em desmazelos, pobre hospede da carne.
Adora provocações e desafios em palavras, mas a vida de carne te acovarda.
Desta somente interessa-lhe a ausência da vida diária.
O vício é o da mente doente e incerta.
Pulga de pensares.
Piolho de cabeças pensantes.
Sugador de mente vivaz e eficaz.
Parasita de textos.
O que tu tão bem e merecidamente receberá é, tão somente, a guilhotina presente.
A mente doente que mente descaradamente para si.
A acusação sentenciada por um rábula qualquer.
Aprisionando-o no medo dos cárceres viciados em pretextos para adiar a partida do morto em vida que não se designou sequer outra saída.
Simplesmente Eu
A palavra Te Amo só é dita quando se tem apenas coração.
Pois o coração é um órgão misterioso que age por conta própria.
O amor é uma eternidade em apenas um instante.
Uma crença em que se vale à pena morrer.
Uma fuga eterna, de que não pode se esconder.
Um coração ferido é como ter o mundo nas mãos e não ter nada.
É ser amado por todos e viver no mundo da solidão.
É tentar ser feliz com as lágrimas nos olhos.
É também ser imortal e possuir medo.
O amor é tudo contrário ao que se é visto quando não se é amado.
É sentir inveja dos mortos.
É acreditar que vale à pena passar meses em sono profundo.
Não dar atenção à quem sempre está ao seu lado.
Seja sincero com seu coração que ele fala por você.
Não tenha medo de dar chances, pois em uma delas pode estar oque procura.
Pense no que uma boa amizade pode se transformar.
Pois no mundo dos mortais não é preciso de muito pra conquistar bum coração perdido.
É preciso apenas de um instante, quando o coração acelera pra falar por conta própria.
Olhe bem nos olhos da pessoa amada e diga com toda sinceridade:
Eu Te Amo
AOS AMIGOS DE CIMA PARA BAIXO E INIMIGOS DE BAIXO PARA CIMA ( leia-se)
Vocês me deram a oportunidade de mostrar quem eu sou:
Quando me difamaram.
Me mostraram que não sou covarde:
Quando me ameaçaram.
Me ensinaram o valor da palavra dignidade:
Quando me humilharam.
Me mostraram que não sou delatora:
Quando tiveram medo de MIM.
Me acompanharam quando meus amigos me faltaram:
Quando seguiram meus passos.
Me ensinaram a me expressar através da escrita:
Quando usaram a caneta para criarem falsas histórias.
Me fizeram ver que o que é realmente valioso ninguém nos tira:
Quando me roubaram.
Encontrei a FELICIDADE ela me disse que para ser feliz , tem que ter esperança, pensamentos positivos, ter paciência porque a vida por mais que tarde sempre te trará coisas boas. Que quanto mais você respeite a natureza (a você e todos os seres vivos) mais respeito terá e mais tempo de vida ganhará.
É aceitar com um sorriso a vida que tem, agradecer todos os dias e se quer ter mais corra atrás, mas sempre com alegria.
Ela disse que sempre passa por todas as pessoas, mas algumas pensam que ela é rica, linda e perfeita e na verdade ela é simples, simpática e muito educada. Se você não quer, ela passa sem ser notada.
Agradeci sua visita, foi muito bem vinda e pedi a ela para levar a vocês muita saúde!
Pra mim ela tem a "cara" do AMOR PURO!
Feliz ANO NOVO!!!
Além dos seus olhos posso enxergar
posso sentir as batidas do seu coração
se estou com você nada mais importa
vivo cada segundo como se fosse o último
amando-te intensamente
assim vivo a minha vida
A cada respiração,mil palavras
a cada sorriso um fôlego perdido
em cada abraço uma nova paixão
ti desejando a cada dia
assim vivo a minha vida
Nenhuma estrada é longa
não há jornada que seja difícil
latitude e longitude viram meros detalhes
se todos os caminhos me levam até você
superando dificuldades,rompendo barreiras
vencendo tudo e todos por você
assim vivo a minha vida
Estar com você me faz feliz
me sinto vivo,tudo se torna perfeito
não me imagino longe de ti
não sei o que faria,perderia o rumo
a vida nao teria mais sentido
e assim não há motivos
Pois so aprendi a viver com você
"Para pessoas sem o perdão no coração ...
Viver e um castigo pior do que a morte...
Nao morremos quando deixamos de viver...
Morremos quando deixamos de sentir..
Quando deixamos de nos importar com a vida..
E nesta morte..a pior pena e sempre aquela que...
Nos condenamos a viver eternamente em nossa própria companhia !!!
AGOSTINHO E O TEMPO
Em Agostinho, a alma é a sede das capacidades humanas de compreensão, percepção, raciocínio, sentimento, em suma, de todas as potencialidades do espírito. Da mesma forma, o filósofo afirmou que a sede do tempo está na alma. Para entender isso é preciso ter em mente a idéia de que o tempo faz parte da criação: o tempo é criatura. Fora da criação existe somente a eternidade de Deus, que consiste na imutabilidade, na ausência de tempo. A eternidade, assim, não é tempo infinitamente prolongado, mas uma existência sem nenhum limite, ao contrário de, por exemplo, a existência humana que é uma distensão, cujas fronteiras são o nascimento e a morte. “É impróprio afirmar que os tempos são três: pretérito, presente e futuro. Mas talvez fosse próprio dizer que os tempos são três: presente das coisas passadas, presente das presentes, presente das futuras. Existem, pois, estes três tempos na minha mente que não vejo em outra parte: lembrança presente das coisas passadas, visão presente das coisas presentes e esperança presente das coisas futuras.”
AGOSTINHO - PODEMOS MEDIR O TEMPO?
A nossa percepção do tempo permite dividi-lo em três partes: passado, presente e futuro. A partir de nossa experiência, sabemos que esses três tempos são bastante distintos entre si. O passado é o tempo que se afasta de nós, de nossa consciência, de nossa percepção; é tudo que já não é mais palpável, simplesmente porque já se foi. Chamamos de presente o “agora”, o tempo em que nossas experiências acontecem, no momento em que ocorrem. E o futuro, por sua vez, corresponde ao conjunto de todos os eventos que se concretizam na medida em que o tempo passa. Em outras palavras, o futuro é como o lugar onde estão prontos todos os fatos que presenciamos quando determinado período de tempo vier a transcorrer, por menos ou por mais extenso que seja.
De acordo com nossa percepção, dividimos o tempo em três partes distintas: o presente, o passado e o futuro. Seria necessário, neste momento, lançar mão à seguinte questão levantada por Agostinho: É possível medir o tempo? “E, contudo, Senhor, percebemos os intervalos dos tempos, comparamo-los entre si e dizemos uns são mais longos e outros mais breves. Medimos também quando esse tempo é mais comprido ou mais curto do que o outro, e respondemos também que um é duplo ou triplo, ou que a relação entre eles é simples, ou que este é tão grande como aqueles. as não medimos os tempos que passam, quando os medimos pela sensibilidade. Quem pode medir os tempos passados que já não existem ou os futuros que ainda não chegaram? Só se alguém se atrever a dizer que pode medir o que não existe! Quando está decorrendo o tempo, pode percebê-lo e medi-lo. Quando, porém, já tiver decorrido, não o pode perceber nem medir, porque esse tempo já não existe”³
Desta forma, não conseguimos medir o tempo. O presente porque não tem nenhum espaço; o futuro porque ainda não veio e o passado porque já não existe mais. Podemos perceber e medi-lo apenas no momento em que está decorrendo.
O Amor sem dúvida nenhuma é uma escolha;
Você escolhe estar com esta pessoa;
Você aceita os erros e falhas;
Mas o que mantem o AMOR, é admiração por está pessoa;
Admiração é quase tão forte quanto o amor;
Talvez admiração possa ser o primeiro passo ao amor;
Mas sem dúvida nenhuma, admiração completa o amor;
Não se pode permanecer com alguém que você não admire;
Me engana que eu gosto.
Há muitas maneiras de enganar a fome e algumas de tornar palatável o dia a dia das pessoas.
Nem todas as verdades podem ser ditas, algumas devem ser esquecidas num canto da memória bem difícil de ser acessado.
Os defeitos das pessoas que para uns são insuportáveis, para outros passam despercebidos e a convivência harmônica e pacífica exige que nós nos enganemos um pouco.
O que importa se o vizinho não é um bom pai ou se a mulher dele tem pouca cultura e nenhuma educação?
Nada... nada...
A regra me afasta das pessoas que não comungam com meus ideais, ideias, e que aceitam um pouco de desonestidade nas suas relações de convivência.
Isso é tudo.
Essa história de que as pessoas gostam de ser enganadas é um engano.
Ano Novo, Vida Nova.
Mentira.
Você não vai perder 5kg. Não vai tratar as pessoas com mais carinho. Não vai se dedicar mais aos estudos. Não vai ver menos TV e ler mais livros. Não vai demorar menos tempo para se arrumar. Não vai apagar as luzes ao sair ou fechar as torneiras enquanto escova os dentes. Não vai parar de fumar. Não vai escalar o Everest. Não vai malhar 4x por semana. Não vai ser mais prático. Não vai pagar suas contas antes do vencimento. Não vai usar filtro solar. Não vai poupar mais. Não vai aceitar seus cabelos. Não vai dormir mais cedo. Não vai comprar menos sapatos. Não vai ser mais paciente. Não vai responder aos e-mails com maior presteza. Não vai conhecer o mundo. Não vai pagar a vista. Não vai beber menos. Não vai encontrar seu grande amor. Não vai telefonar ao amigo em seu aniversário. Não vai se organizar. Não vai dizer "eu te amo" para seus pais. Não vai, definitivamente, não vai ser mais feliz.
A não ser que você queira.
(Queira!)
Feliz Ano Novo!
