Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
O criador sabe o que faz!
Nós é que somos pequenos para compreender sua luz e sua vida.
Se ele colocou-me nesta situação, cabe a mim servi-lo dentro do universo em que ele me inseriu.
Eu sou um servidor do Criador!
Ele sabe melhor do que nós onde seremos mais úteis, pois possuímos a visão embaçada pela limitação da vida deste mundo em que vivemos.
Nossa alma é um espelho que reflete onde mora o nosso coração.
Lembrem-se das palavras de Jesus:
"Não devemos guardar tesouros onde a traça rói e a ferrugem consome".
Devemos, sim, guardar tesouros no coração, onde poderemos levá-los por toda a eternidade.
Nestas palavras Jesus demonstra a sua profunda sabedoria, alertando a humanidade sobre o risco do apego aos bens materiais em detrimento dos bens espirituais.
Adverte-nos o Senhor da Terra quanto ao verdadeiro patrimônio!
As riquezas da alma são imperecíveis, meu querido irmão!
Só reconhecemos o verdadeiro caráter de alguém quando lhe é retirado tudo o que mais deseja.
Sim, o apego, algo que transforma as almas, revelando o seu verdadeiro temperamento.
Por esse motivo, somente espíritos que são livres e amam de forma desprendida tornam-se verdadeiramente felizes.
Quem precisa da posse para amar geralmente se desilude e perde o rumo de sua caminhada em direção à luz de Deus.
A nossa evolução espiritual pode seguir por dois caminhos:
O do amor e da sabedoria ou o da dor e do sofrimento.
O Divino Mestre ensina-nos a tolerar as ofensas, trabalhar honestamente, viver honradamente, buscarmos a paz em todos os momentos, sermos brandos de coração, justos para com aqueles que nos cruzam o caminho.
Somente aquele que procura enxergar mais além transforma o mundo, porque vê o que os outros não conseguem vislumbrar.
Aquele que almeja a sabedoria, deve ser humilde para compreender que ainda nada sabe, tal a grandeza do Universo criado por Deus, mas ao mesmo tempo deve estar em constante busca, sem limitações, abrindo os seus olhos para enxergar além da terceira dimensão.
Sabe, amor, eu sei que o tempo amarrotou seus sentimentos por mim e eu já não sou mais prioridade em sua vida.
Confesso que dói, que machuca horrores e que vira e mexe me nocauteia de tristeza...Mas ainda assim, eu gostaria que você não jogasse fora a nossa história...Nem que seja até eu me convencer de que posso viver sem você, e reaprender a sair inteira de um amor que só sobrou pedaços!
Então é assim, seu gostoso?
Usou e abusou de mim 365 dias e depois vai embora, como quem não teve nada a ver com isso?
Com esta cara lavada, de quem apronta por puro prazer, só pra poder se divertir e me jogar na cara o tão famoso "Eu te avisei!"?
Vai mesmo me deixar aqui, abandonada a própria sorte, depois de tantos planos que fizemos juntos, de tantas coisas que dividimos em segredo e tantas vitórias?
Tá...eu até sei que você nunca me prometeu amor eterno,mas sei lá, logo agora que já estávamos íntimos o bastante, você vai?
Tudo bem...se não tem jeito, vai...Vai que por aqui eu fico, com esta saudades que há de me trazer algum conforto.
Vai ,Ano Velho, seu safadinho, mas saiba: tua malandragem me deixou bem mais bandida, e eu -por desforra ou pura sacanagem - vou receber o Ano Novo do mesmo jeito que te recebi...Escandalosamente feliz!
É sempre assim: todo ano tem que ir pra outro chegar.
Na vida não é muito diferente: a gente tem que se desapegar do que não vale mais à pena pra poder ocupar seu lugar com coisas melhores...
Me refiro à tudo: objetos, pessoas, lugares, ideias...
Hoje acordei com a ideia do desapego: pretendo me livrar de coisas que não me servem mais, como por exemplo, esta mania de achar que a vida vai me levar à lugares melhores sem eu me esforçar muito pra isso.
Hoje eu abdico do conformismo pra poder ter os braços abertos para receber a heroína que vive dentro de mim mas nunca teve um papel principal.
Uma heroína que nos meus scripts era somente figuração...
E neste ritual do desapego, eu sei que vai ter momentos difíceis, de dúvidas, inseguranças...mas eu vou, pois só assim que se aprende: resistindo e conquistando!
ADEUS 2012!
Adeus 2012,
vim aqui lhe agradecer!
Dedicaste-me todo o seu tempo
pra eu contemplar meu viver!
O ar que encheu-me os pulmões
foi contigo compartilhado!
Fez parte de minha história
e será pra sempre lembrado!
De braços dados contigo
enfrentamos juntos as batalhas...
Ensinou-me que pra vitória é preciso
às vezes jogar a toalha!
Que errar não é pecado
e pra todo pecado há perdão...
Que grandes derrotas são revertidas
com as armas do coração!
Ensinou-me sabiamente
que ser perfeito é um engano!
Que ter medo às vezes é normal
e ter fraquezas é humano!
Mostrou-me com grandes exemplos
que a vida nem sempre são flores...
Que as maiores lições que aprendemos
são nos momentos de dores!
Que a verdade é sempre maior
que qualquer mentira inventada...
Que aceitar-se é o maior trunfo
de toda essa nossa jornada!
Abriu-me os olhos e mostrou-me
que acreditar é essencial...
Que a fé só tem valor
se for verdadeiramente real.
Ensinou-me a desculpar-me
e o valor da humildade!
Que chorar não é fraqueza
quando a dor for de verdade!
E agora eu me despeço
de quem tanto me ensinou...
Levarei de ti as lições
que meu destino mudou!
Não ficarás enterrado
num passado sem memória!
Falarei de ti orgulhosa
ao descrever minha história!
E sentirei de ti saudades
pois nada vivido foi em vão!
E comigo estarás pra sempre
nos arquivos do coração!
ADEUS ANO VELHO!
Adeus Ano Velho!
Obrigado por sua companhia!
Compartilhaste comigo
momentos de dores e alegria!
Deu-me tempo além das horas
para aprender e corrigir.
Ensinou-me nas desgraças
do fundo do poço emergir...
Apresentou-me o infortúnio
mas também contei com a sorte...
De braços dados com a vida
afastou de mim a morte!
Ensinou-me lições novas e
relembrou-me as antigas!
Mostrou-me que nas derrotas
sempre há outras saídas.
Fez-me forte e guerreira
às vezes frágil e indecisa...
Não apressaste seus passos
para curar-me as feridas!
Fomos grandes e bons amigos
e de ti terei saudades.
Pra sempre levarei as lembranças
desta fiel amizade.
Mas agora é chegada a hora
de repousar no passado.
Entrega ao futuro suas obras
que o trabalho é terminado.
E leva contigo as páginas
que escreveste de minha história.
Precisarei relembrá-las sempre
que me escaparem à memória.
Vá com Deus, que eu fico aqui!
De ti nunca irei esquecer
e lembrarei-me de ti chorosa
ao ver o Ano Novo nascer!
DOCE ILUSÃO
Nós sonhamos demais
Nós fomos longe demais
Pensamos que o mundo
Era perfeito
Que o nosso conto de fadas
Seria eterno
E você perfeccionista em tudo dizia;
Tudo vai dar certo meu amor
Tudo vai dar certo.
Você se enganou
Eu me deixei enganar por esse amor
Logo eu que sempre dizia;
Isso tem tudo para dar errado meu amor
Só que o doce dessa ilusão era bem mais gostoso
Do que o azedo e amargo dessa realidade
De puro preconceito.
FRENTE E VERSO
Sidney Santos
Paz da minh’alma
Luz do meu caminho
Água límpida e calma
Fonte pura de carinho
Vontade de fortes emoções
Presença no abraçar
União de corações
Pulsando o verbo amar
Sentença mais do que certa
Escrita no verso e frente
É como janela aberta
Tendo a brisa presente
'''Poesia''
''olha oque é um amigo, o amigo é o tempo, nos ajuda a crescer, o som nos embala e faz dançar tanto para o bem quanto para o pecado, é o abraço, é a unica coisa que queremos ver antes do fim, o amigo é amor, que não roubamos,mais lutamos e temos com agente, as vezes mesmo sem palavras é cara louco a menina baixinha, as as mentes grandiosas... o amigo é a certeza do amanhã''...
-Entenda meu corpo
meu olhar
minha expressão
Me ajude a procurar
a encontrar
buscar me entender
Sozinho é foda
sem você é foda
Freud explique isso
Entenda guria
tu não me entende
eu não me entendo
Mas tentando nós podemos me encontrar
em algumas destas esquinas
nas voltas que essa vida dá
A ondas que vem do mar
do mar que me dirijo
mareado por estar longe
longe desse mar onde nunca estive.
-Esqueça meu corpo
meu olhar
minha expressão
Desista de sua busca
não vais me encontrar
muito menos entender
A solidão é o paraíso
sem alguém do meu lado
Freud te explique isto
Entendas por favor
Tu não me entendes
eu não me entendo
Se continuares nada vai encontrar
a não ser tua própria solidão
acompanhando-te pelas curvas desta vida
As ondas que vem do mar
do mar onde estive surfando
tu viste? Estou mareada disto
longe deste mar eu não sinto o cheiro do sal.
-Mal vejo seu corpo
nossos olhares não se cruzam
tua expressão é fria
Me ajude a encontrar-te
sei que estás aqui
vamos nos entender
Contigo é bom
poderíamos nos dar bem
Freud que se foda
Entenda guria
é você que me entende
me faça entender-me
Eu tento, mas não lembro dos nossos encontros
nos encontramos as vezes, não?
nessas distorções de lucidez que a vida tem
As ondas que trazem estes fragmentos
do mar que me dirijo
mareado por estar longe
longe desse mar onde nunca estive.
-Entendo teu corpo
teu olhar
e qualquer expressão
Não te ajudo a procurar-me
pois sofri para nascer
sofri para poder entender
Contigo estou
sempre estivemos juntos
apenas evito o contato direto
Sozinhos nos entendemos
contigo é sempre bom
não precisamos de Freud
Entenda guri
tenho terríveis defeitos
que desconheço
Mas tentando podemos tentar sair ganhando
pelos destinos que se cruzam a gente costura
na volta olhamos de cima
As ondas que vão à praia
vão com fragmentos daquilo que jogamos aqui de cima
mareados por estarmos em paz
longe da praia onde sempre estivemos.
Eu me perdi num sonho
Sonhando com você
Eu descobri na vida
Alguns momentos de prazer
Senti falta desse amor
Quando você daqui partiu
Senti na pele a dor
Daquele amor que existiu
Você saiu da minha vida
Num piscar de olhos, num segundo
Senti amargura na despedida
E até hoje não retornei ao mundo
Ah chorei, quando você se foi
Ah amei, lembranças de nós dois
No céu eu vejo as estrelas
Brilhando forte no horizonte
Na terra busco a beleza
Em águas pura de uma fonte
Lembranças que matam aos poucos
Sem saber aonde estás
Não me controlo eu fico louco
Pois o que eu quero é te amar.
. Sozinha me reconheço mais .
às vezes as respostas que procuramos , está no silêncio que não fazemos .
Alguns acham que a solidão é inimiga , mas eles não sabem que é nossa melhor amiga, sozinhos revemos conceitos , pensamos e deixamos de lado a opnião alheia .
E sem duvidas a nossa felicidade depende disso , não de estar só , mas de ficar sozinho para assim escolher melhor quem futuramente estara ao seu lado .
- Amor e dor ;*
Mais uma vez ontem o teu arrependimento tárdio, mais uma vez um EU TE AMO convicente, e pela a primeira vez um adeus verdadeiro ;*
Custa pra você acreditar que as pessoas e os sentimentos mudam ? Acho que sim , pois por vezes aceitei os seus erros e convivi com eles pois acreditava que o amor tudo supera, mais se tem uma coisa que aprendi com o amor foi a nunca esquecer do meu amor próprio. Foi intenso , verdadeiro até inesquecivel porém cheio de mágoas e receios , uma pergunta que nao obtive respostas ! Até que ponto o Amor suporta a Dor?
Não sei , pois nao falo em difinitivo, sei apenas que hoje o meu maior desejo é esquecer um pouco de te amar e não me deixar convencer por mais um eu te amo que tua boca exaltar , as coisas mudam e as pessoas , OBG você me mudou ;*
"Bom" Zaratrusta começou "O que vocês chamariam de multiverso, nós chamamos de universo, o que é, para vocês, o universo, nós chamamos de realidade."
"Interessante, mas ainda não sei a razão de vocês lutarem pelo controle das realidades. Quero dizer, há espaço o suficiente pros dois lados, não?"
Zaratrusta sorriu de forma triste e ficou de pé, saindo de cima da minha pia, onde estava sentado. Estava vestido com uma camisa de um roxo escuro e calças jeans. Era negro, alto, forte e com o cabelo raspado baixinho. Ele veio andando até mim e sentou-se ao meu lado na mesa onde eu comia pão com mortadela.
"Havia mais do que espaço necessário para capitalistas e comunistas no mundo, não? Bom... não, mas deixa pra lá. A coisa é que precisamos fazer isso, nós estendemos proteção junto com a nossa influência. Se alguns milhões morrem no processo para salvar trilhões, todos consideram um preço justo. A metáfora da guerra fria que eu tentei fazer ainda a pouco..." ele parou, se pôs para trás na cadeira e me avaliou. Zaratrusta inspirou fundo e com bastante pesar na voz, voltou a falar. Ainda mais devagar do que o normal. "Bom, digamos que nós e nossos rivais discordamos do que fazer com as sociedades sob nosso controle. Como travar uma guerra está fora de cogitação porque destruiria o que queremos proteger, nós lutamos através de vocês."
Aquilo ainda não fazia sentido. Eles tratavam uma guerra como se fosse um jogo. Zaratrusta havia tentado explicar sobre as tradições e que esse era o jeito que imortais lutavam, mas ainda assim era difícil para mim de engolir isso. Levantei-me e fui beber uma água. Fiz isso mais para conseguir tempo para clarear a cabeça do que por uma sede real. O sistema de guerra deles era espalhar pilares pelo mundo e lutar para roubar todos os do adversário enquanto mantem os seus.
Depois de beber minha água, virei para encarar Zaratrusta e perguntei as duas coisas que mais me interessavam no momento. "Por que envolver-nos e por que eu tenho que me meter nisso?"
"Sua realidade, criatura. Se nós fossemos você, nos sentiriamos honrados em ter participação em um evento tão importante. Escolhemos você a esmo e ao acaso, assim como todos os outros..." Os olhos dele brilharam como alguém que tem um súbito entendimento e ele soltou uma gargalhada "Você achou que fosse algum tipo de escolhido? Um semi-deus ou coisa parecida? Ai, Deus... sempre assim. Não importa a realidade, esse clichezinho de 'O Escolhido' está sempre presente na humanidade!" Ele ainda estava tentando controlar o riso quando eu perguntei
"Tá, mas você ainda não respondeu por que incluir a gente e não simplesmente lutam vocês."
"Nós não lutamos, vocês lutam com nossas armas, nós simplesmente julgamos e avaliamos a luta. Se a maioria lutar por nós, o outro time manda soldados de outra realidade. Se a maioria lutar por eles, retiramos os que nos querem dessa realidade e enviamos soldados-tributo de outras realidades para essa. Vocês lutam, como já falei, porque não podemos lutar aqui, e porque isso conta como treinamento para uma guerra ainda maior que estamos lutando no momento e na qual talvez venhamos a precisar de vocês"
"O quê?"
"Se preocupe com a sua realidade, primeiro. A Guerra Ominosa está bem longe daqui, agradeça a nós por isso. Se preocupe em ganhar para nós e manter sua cultura do jeito que está."
"Não posso lutar pelo outro lado, já que tenho que lutar?"
Zaratrusta sorriu. Ficou de pé, colocou o braço nos meus ombros, como um meio abraço e falou com um toque pequeno de orgulho na voz. "Sabiamos que escolhemos certo. Você pode lutar por nós, pelos Celestiais ou mesmo não lutar. Esse é o livre arbítrio, cara!"
"Outra coisa que não entendi. Se vocês são os bons, por que se chamam de Anátemas e a eles de Celestiais?"
"Ah, isso? Isso é porque nós nos separamos das regras originais por causa de vocês, nós achamos que vocês tem que manter a própria cultura e nos pagar apenas com um sexto da população para exército e armas a cada 150 anos. Os Celestiais querem todos vocês como escravos e soldados. Coisa boba, nós sabemos. Não importará depois da Grande Reunião, mas até lá, achamos que vocês não vão gostar muito."
"Como eles convencem outros a lutarem por eles? Eles estão convencendo pessoas a lutar pela própria escravidão?"
Nesse ponto, Zaratrusta tirou o braço de mim e voltou ao lugar, parecia pensativo. Sentou na cadeira e olhou no fundo dos meus olhos.
"Eles simplesmente prometem uma posição de poder durante o governo Celestial, além de imortalidade como a nossa. Eles condenam trilhões e trilhões de vidas a uma condição miserável, não por um objetivo nobre, mas pelo conforto... pelo próprio conforto! Sempre houve e sempre haverá indivíduos assim. Isso nos dá nojo" Ele quase cuspira as últimas palavras, tamanha era sua raiva
Zaratrusta estava me enviando para matar gente e começar uma guerra em escala mundial, acabou de falar que queria, a cada 150 anos, no mínimo 1 bilhão de pessoas para morrer em uma guerra que não era exatamente nossa que será lutada através do universo e falava com bastante naturalidade sobre matar bilhões ou deixar que bilhões morressem, mas parecia sinceramente ofendido, chocado e até surpreso por achar que alguém seria capaz de quase tudo para poder subir na vida.
Resolvi ir até ele e sentar-me. Cruzei os braços apoiando o cotovelo na mesa e abaixei minha cabeça, pensando na estranha criatura ao meu lado, na mesa. Ele tinha uma mente um tanto estranha para um humano, o que ele justificara dizendo que não era humano, simplesmente estava tentando imitar nosso comportamento. Distraía-se facilmente; olhava fixamente para coisas brilhantes, como lâmpadas, fogo do fogão ou para o sol, para depois olhar para baixo rindo enquanto a imagem queimada em sua retina sumia e parecia achar estranho a posição de seus membros, esbarrando em alguns lugares com os braços, calculando mal a distância entre ele e o que quer que ele quisesse pegar e as vezes simplesmente parando e olhando fixamente para a pessoa antes de falar o que quer que fosse. E seu irritante habito de se referir na primeira pessoa do plural, o que confundia bastante se ele estava se referindo a si como indivíduo ou a sua espécie.
Zaratrusta,a tal da Guerra Ominosa, a Luta pela Realidade, o Grande Jogo, que era como ele chamava a guerra pelo universo... tudo isso fora entregue para mim de uma vez só. Era difícil de engolir. O fato que lutaríamos em escala global com armas de seres de além do universo pelo direito de sermos livres, o fato que eu fui escolhido como um dos líderes apesar de não ter peso político nenhum, o fato de que, após essa guerra, ainda lutaríamos outra, que seria travada através do universo... tudo isso me fez sentir a pequenez de uma formiga ante uma montanha.
Levantei a cabeça e vi os olhos de Zaratrusta olhando para mim. Dessa vez não havia traço de seu sorriso no rosto e ele parecia bastante assustador, com seu olhar fixo e sua boca grossa e pequena se apertando. Permaneceu me fitando durante quase um minuto antes de falar.
"Amanhã nós apareceremos para líderes deste mundo por todo o globo. Daremos a eles nossas condições e, a partir daí, eles terão um mês para decidir se lutarão por nós ou contra nós no Grande Jogo. Se você lutar por nós e seu mundo contra nós, te evacuaremos, caso contrário, você ficará e lutará pela sua realidade e por nós"
Ele se reclinou em minha direção, seu rosto bem perto do meu. Ele não respirava. Congelou nessa posição por mais um bom tempo me olhando nos olhos antes de falar.
"Conosco ou contra nós?"
Eu não me mexia, não havia nada me impedindo, não havia nada que segurasse meu olhar nos olhos dele, mas eu não conseguia desviar. Eu ainda fitava aqueles olhos negros, profundos. Os olhos dele eram como duas bolas negras de vidro. Como brilhavam!
"Eu lutarei por vocês... eu lutarei por vocês"
Zaratrusta sorriu, pôs as mãos em minhas bochechas e gargalhou alto. Ele tirou as mãos de mim, se levantou e se afastou, falando rapidamente e com bastante energia e alegria.
"Sabíamos que era uma boa escolha, disseram para nós: 'Não sabeis escolher, Guanapará. A vossa criatura é pequena e magra demais.' 'Sim', nós retrucamos, 'mas não se ganha o Grande Jogo com força bruta. é necessário convicção para jogar'. Você tem convicção, criatura! Ligue sua televisão amanhã e veja como todo o seu mundo vai mudar, não com um estrondo e sim com um sussurro."
"Zaratrusta, o que é um Guanapará?"
"Ah, nosso nome... bom, é o mais próximo que uma boca humana vai conseguir chegar dele. Preferimos Zaratrusta. É um nome importante na história de vocês. Por um descuido de um de nós, esse homem viu uma realidade onde o Jogo era jogado. Pensamos ser... achamos que a palavra é poético, que esse seja o nome pelo qual atendamos enquanto somos um dos Valetes desse Jogo."
Fiz um som de concordância e o segui para minha sala. Ele ia em direção a porta, ainda falava alegremente.
"Então, criatura, veja-nos amanhã em nosso grande dia. Veja-nos ao lado de um dos celestiais. Seremos os responsáveis por tentar pedir auxílio ao seu país. Depois disso, virão buscar-te aqui por um pedido nosso. Não saia de casa, sim?"
Ele já tinha aberto minha porta quando finalmente calara a boca. Olhou para mim como se não tivesse certeza de como se despedir ou do que fazer no momento seguinte. Ainda me olhando nos olhos, fez um gesto como quem diz "e agora?"
"Zara, posso te pedir um favor? Não me chama de criatura, tenho nome"
"Ah, sim... sentimos desculpas." Ele disse sem parecer se importar nem um pouco. "Quer que usemos teu nome, sim?"
"Sim, por favor. Não se importa se eu te chamar de Zara, né? É menos formal que Zaratrusta... e já que você escolheu ser o meu... aaarrnh... valete? Valete o nome?"
"Sim, valete. Ajudante, guia, auxiliar. Valete" ele falou isso rapidamente sem pontos ou vírgulas.
"Ok... já que você vai ser meu valete, acho que é bom sermos um pouco informal um com outro, há algum problema nisso?"
"Não. Pode me chamar de Zara se quiser, Talisa" Ele disse, andando rapidamente pelo corredor do prédio e virando na escada para cima. Resolvi que era loucura demais para um dia e fui para meu quarto tentar dormir ainda com toda aquela muvuca de informações gritando na minha cabeça.
Meus amigos são os melhores.
Aqueles da vida toda, aqueles que eu já não vejo, aqueles de agora...
Se choram, me dá vontade de pegar no colo.
Se ficam tristes, quero fazer rir.
Se sonham com coisas, eu quero dar de presente.
Se estão pertinho, eu quero abraçar e beijar.
Queria sempre ter energia pra "contaminá-los" com sorrisos, luz, alegria e sorte.
Ilumina eu, papai do céu.
Mais uma vez...
Está chegando a hora da virada de nosso calendário.
Hora também de fechar o livro de 2012.
O NOVO ANO nos será entregue em branco...
Caberá a nós fazer desse presente de Deus, algo novo, uma história diferente...
A tarefa não será nada fácil e a responsabilidade é de cada um de nós.
É hora de criarmos um novo ciclo e você é quem deve dar o primeiro passo.
Não tenha medo da felicidade, porque por mais difícil que seja, só você poderá conquistá-la...
Deixe para trás as coisas que não foram úteis em 2012 (mágoas, ressentimentos, angústia, depressão...) continuar com os erros desse ano que está terminando será quase impossível fazer um livro novo de vitórias.
A responsabilidade de fazer o 2013 dar certo é inteiramente sua.
Portanto... ANIME-SE!
O melhor de sua vida está logo adiante...
Acredite em tudo de melhor que existe dentro de você, dentro de cada um de nós, sem esquecer o quanto pode usar os erros de 2012 em acertos para 2013.
Pense, o ano termina e o que você fez? O que pode fazer?
Faremos tudo diferente?
Sejamos apenas felizes... Feliz ano Novo a Todos!
