Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
A ausência ocupa espaço... Ocupa a cabeça e ocupa o coração muito mais do que imaginamos. A saudade é a palavra mais utilizada e menos absolvida que existe. As pessoas usam tão facilmente que esquecem do verdadeiro significado. Pois se soubessem, estariam numa cama desejando parar de respirar, como eu. Tentando se ferir simplesmente para conseguir acreditar que ainda está vivo. Que ainda consegue sentir. E tentar sorrir com os olhos cheios de lagrimas, por lembranças que nunca irão embora... E dói, dói, dói... Machuca da pior forma. É torturante e inconsequente. É extremamente desumano.
E quando a fraqueza toma conta do corpo que você - acha - que ainda possui, a única coisa que pode fazer é torcer... Desejar que as horas passem e que você continue intacto. Porque cada segundo que passa é uma batalha nova a ser vencida.
Como podem achar graça disso? Como podem conseguir rir de um ser humano acabado? São pessoas! São sentimentos... É a carne viva e o sangue pulsando... Sangue derramado! É o desespero profundo... Doentio.
Eu não tenho medo de morrer... Tenho medo é de viver o resto da minha vida sentindo falta de algo que nunca mais poderei ter. Tenho medo é de viver infeliz.
Tenho medo que minha morte traga prazer ao mundo.
Traga prazer a você.
Você vem e me vê, e sorri, e gesticula, e fala comigo, e argumenta, e sorri, e aconselha, e fica em silêncio, e pensa que eu estou aqui. Mas não estou aqui. Não estou nem aí. Eu estou em uma dimensão desconhecida do que significa essa vida. Guardo na boca o gosto intenso de um dia perfeito e meu pensamento está direcionado ao que chamam de "alguém especial". Mas não é alguém... É você, fantasma da minha vida. É você que está brincando com a ponta de meus dedos agora. E me acaricia. E sorri pra mim, de novo. E me faz suspirar, com essa cara de quem quer me ter por inteiro... E eu acabo acreditando nessa miragem. Eu me reviro por causa desse delírio. E estou agora, absolutamente, entregue a você. Com a certeza de que o mundo lá fora, pode não existir. Eu quero mais é ficar aqui, deitado nessa cama, te abraçando... Abraçando seu corpo invisível com tanta ternura, que eu sei que pode ser real... E é. Porque loucura é o que me resta, depois que você partiu. Loucura foi tudo que me sobrou...
Porque conseguir abrir os olhos para a realidade, seria tão irreversivelmente doloroso. Tão cruel, que a morte seria um sonho a ser realizado. Mesmo que a eternidade seja aguentar saber que nunca haverá a chance de um depois... Ainda que eu fique preso em um lugar escuro pelo pecado de tirar a vida...
Mas eu sei o quanto se tornou insuportável. E Deus também há de saber. Mas tudo ficará bem enquanto você tiver aqui comigo, beijando meu pescoço e meu braço e todo o corpo, que esse tempo todo, só soube ser seu.
E eu te vejo, e sorrio, e gesticulo e falo contigo, e argumento, e sorrio, e aconselho, e fico em silêncio, e penso que você está aqui. Mas você não está aqui.
Você não está nem aí...
ESTORINHAS COM GASPAR...
- Preciso dizer algo?
- Não.
- Eu estou com tanta vergonha... De todos.
- De mim.
- De você... Da vida. De todos que me cercam.
- Mais de mim.
- De você, porque deixei de acreditar...
- Então por que escreves?
- Não sei. Se verem isso irão rir de mim. Porque tudo que eu fiz esse tempo todo foi inventar...
- Foi?
- Não. Mas acreditam que sim.
- Você se importa?
- Sim.
- Eu sei. Que pena.
- Gaspar... Eu só queria poder me explicar a cada uma das pessoas que se viram contra mim. Explicar... e deixar esse ódio de lado.
- Irá. Na hora certa.
- Por que me odeiam?
- Porque não te amam.
- Nunca amaram?
- Há tantas definições do que seja o amor...
- Eu não consigo odiar.
- Eu sei.
- Eu deveria.
- Não... Isso mudaria a pessoa que você é.
- Eu devo ser um monstro. Porque o que me restou foi... nada.
- Você tem a mim, e podem achar loucura e rirem disso, não deve se importar. Uma pessoa que não tem fé é menos do que alguém que você precisa na sua vida.
- Queria conseguir dormir...
- Dorme, eu te cuido.
- Queria ouvir sua voz...
- Fecha os olhos, acredita com todo o coração. Os sonhos podem se tornar realidade.
- Não importa quantos anos eu terei, você será sempre o meu herói.
- E você, o meu pequeno.
- Te amo.
- Profundamente.
- Hoje vou levantar, Gaspar. E sei que a força que terei em tomar uma chicara de café, será seus braços - inexistentes - me guiando.
- Foi e será... todas as vezes!
Então vem e me derruba, e me detem, e me ultrapassa, e me destrói, e me refaz, e me experimenta, e me recompõe, e me entorpece, e me ame, e me odeie... Quantas vezes quiser. Porque eu sou esse monte de experimentos malucos que foi gerado por uma causa ainda não descoberta. E meu caminho é esse mesmo, torto e vazio... Como um gole de um café amargo. Noites de sexta feira nostalgicas. Uma solidão em uma casa enorme. Um passeio sozinho no parque. Um trago num cigarro profundo... Sentindo as bordas de seu pulmão se encherem do que parece mais ser a sua morte prolongada. E machuca... E chora... E chora tanto, que não se sabe chorar mais. E dói tanto, que de doer, já não dói mais... E você se torna aquilo feito de pedra, que parece ser tão forte... Mas é só vim de novo aquelas centenas de escavadeiras, que se desmonta em um monte de peças caidas... E carrega aquele coração feito de porcelana. O bem mais valioso do mundo, que já está tão coberto por reparos, que nem se pode bater mais. Mas bate. Pra que, em cada batida, se lembre do quão foi errado embarcar de novo na mesma viagem que o destruiu a pouco tempo.
Eu sou assim mesmo. Essa espécie de metamorfose dramática, que clama por algum tipo de socorro, sem nem se dar ao luxo de ser forte e superar...
Ah... Se eu pudesse sair desse corpo, e ver aquele ser deitado na cama. Gritando... Porque chorar só não resolve. Eu iria abraça-lo com tanta delicadeza. E trazer junto a mim seu rosto... Até que amenizasse. Depois eu diria o quanto o dia lá fora pode ser lindo se houver uma luta intensa, contra essa imensidão de mágoa que o cobre.
Ah... Se eu pudesse fazer o mundo inteiro entender... Que todas as vezes que aquele ser errou, foi tentando acertar... E caiu de novo. Sem nenhum perdão, sem nenhuma piedade... Caiu e irá continuar ali. Até que alguém - especial - venha conseguir tirar essa capa suja... Que está cobrindo, há tanto tempo, a melhor parte de mim.
Cansei, consegue entender o sentido dessa palavra? Consegue ver um corpo suado e ofegante em cima dela? Pois é. Todo ser humano, por mais otario que seja, cansa! E eu tô a ponto de explodir, e eu falo no sentido literal da palavra mesmo, como se eu carregasse duas bombas atômicas dentro do meu coração - que era - pra nesse instante estar sendo cuidado.
Mas que raios! Quando você aprende a ser um idiota que recebe ordens de todo mundo e tem que viver com um sorriso estampado na face, você acaba se acostumando a aguentar tudo isso, como se fosse obrigatório. E as pessoas vão se acomodando a abusar do quão - forte - você pode ser.
Então você pode ir procurar outras pessoas, outros caminhos, outros problemas. Porque cansei de ser amado só de vez em quando, de receber beijos somente enquanto a luz estiver apagada e de ser - minunciosamente - escondido para todo o mundo.
Cansei de dar tudo de mim enquanto vou recebendo parcelas de coisas que eu nem sequer pedi, e de todo meu esforço ser sempre em vão.
Tenho que aprender é que o mundo não acaba em uma determinada pessoa. Existe um leque de possibilidades diferentes para ser feliz, lógico que a maioria delas vai apenas insistir em que eu tome - lá naquele lugar. Mas faz mal não. Já vou estar pronto para a próxima.
Só que agora, lamentavelmente e com toda razão que cabe dentro de uma certeza, eu cansei.
Capiche?
"Sou um menino das trevas, aquele a qual todos devem temer. Tenho uma espada de aço titânio e consigo decaptar 200 gargantas de uma só vez..." - É assim que eu gostaria que me vissem, pra que não tivessem a audácia de pensar em me fazer mal. Mas quem é que eu estou enganando? No final do dia eu fico aqui, sozinho, lutando pelos meus medos infantis... Medo de desaparecer, de ficar sozinho, de nada nessa vida, enfim, valer a pena...
Mas que danada essa vida, huh? Achei que fosse ser um herói capacitado a salvar vidas, e não passo de alguém que é empurrado pelo amor. Amor este, que me direciona sempre aos mais duvidosos caminhos.
Segurança pra quê? Quando se tem o colo mais doce do mundo para se deitar... Deitar até amanhecer.
E o mundo que se exploda! Quero mais desses doces que estão selados em seus lábios grandiosamente lindos. Mas que fazer? Lutar contra a vida? Nem penso... Sou apenas um pequeno urso que ainda não aprendeu a se amamentar sozinho.
E quando o sono desaparece? (...) Há diversos suspiros ao terminar essa frase e nenhum, nenhum entusiasmo. Quase todos os sintomas disso, se resume a um só fator: a falta que você me faz. E acho que está aí, no meio dessa frase, dessa perda de sono, desse embrulho no estômago, a crueldade da vida... Não ter o que mais queremos.
Mas fomos feitos para sobreviver, essa é a única regra do jogo. Somos mobilizados a fazer a coisa certa pra continuar enchendo o pulmão de ar, e não há nenhuma ajuda de outro mundo, pra que nos acostumemos com isso, a não ser o tempo.
Ah... o tempo. Tanta gente falando sobre ele, pedindo que ele passe rápido e resolva todos os problemas... Juro, que se ele tivesse 2 pernas e um coração, seria o ser que eu mais sentiria pena.
A verdade é que, por mais que eu seja uma pessoa, sem modéstia, culta, eu também passo por isso. Acima de qualquer cultura, há um coração bombando sangue pelo meu corpo, que mais serve pra sentir uma dorzinha vezenquando, que é traduzida na mais linda saudade.
Saudade de você, muita saudade. Volta logo pra mim.
ico pensando aqui, o que será que você está fazendo enquanto conto todos os milésimos de segundos em que penso em você. Penso se seu sorriso ainda continua o mesmo, e se seu olhar ainda está direcionado a mim. Penso em tudo, em todos os detalhes do comportamento que eu conhecia bem há uns dias atrás. Mas e se as coisas tiverem mudado? Como é que eu posso saber?
Reticências... É esse o silêncio que escuto todas as vezes que espero por alguma notícia. Me sinto irritavelmente fraco por sentir essa saudade absurda, que mal cabe dentro de mim. Mas fazer o que? Tenho que aceitar a pessoa que sou, e que me tornei depois de ter te conhecido.
A droga mais viciante e poderosa. Cansei de lutar contra isso, vou abrir os braços pra que me atinja por inteiro.
Droga... perdi a conta.
Então venha cá, não fuja não. Me ensina a amar desse jeito que você e o resto do mundo sabe, e o sabe muito bem. Me mostre como é sentir saudade apenas as vezes, ligar quando dá na telha e colocar quinhentas desculpas e impecilhos no meio do caminho. Me ensina, que aí eu aprendo e vamos nos dar muito bem. Esquecendo um pouco do compromisso e vivendo mais nossas vidas, ou melhor, vida minha e vida sua, sem misturar tanto.
Me fala tudo, porque eu tenho ignorância em amar só pela metade. Em fazer o que é certo e em viver sempre sorrindo. Sou assim mesmo, um amotoado de erros vestido em uma pessoa só.
Só sei amar assim... Compulsivo, intenso, perdido pelos ares.
E assim não funciona, assim ninguém mais quer.
Me ensina a ser livre e a aceitar que uma carreira e uma amizade é mais importante, muito mais importante que um amor pra vida inteira. Na prática, na teoria, de qualquer jeito... me ensina.
Porque eu não consigo mais carregar dentro de mim o amor do mundo inteiro... sem ter um ombro pra me apoiar.
Passei um tempo olhando pro céu, e talvez mais tempo do que eu deveria... Da noite ao nascer do dia. E percebi o quão lindo são o Sol e a Lua... O quanto eles carregam um mistério dentro de si, que na correria do dia-a-dia... ninguém percebe. Exceto eu, eu reparei em suas extremidades... E me dei ao luxo de imaginar uma fábula entre eles... Onde ambos se apaixonam. A Lua o vê tão grandioso, tão lindo... Mas percebe que aquele amor é impossível. Porque por mais que suas cores combinassem, ou dessem um jeito de se encontrarem mais cedo... Não se encaixavam.
Sabe quando simplesmente... não dá? Por mais coisas em comum que eles tivessem, por mais que sua vontade fosse maior que a de todo o mundo, não foram feitos pra se unir... A luz com o escuro, o fogo com o gelo. Eles nasceram pra serem os opostos, e é assim que tem que ser, sem resposta premeditada. Ainda que doa muito mais do que um deles conseguirão superar.
Infelizmente, sem entender muito bem, eles se esforçam pra aceitar, buscando uma pitada de esperança, que demonstre ao mundo que essa teoria está errada.
E como algum texto ruim, essa fábula não tem nenhuma moral, a não ser: continuar.
Passei mais uma noite grudado no celular, isso poderia ser bonito se não houvesse um mal estar que se aprofundou dentro de mim, misturado com um gosto de bebida qualquer e uma ponta de raiva. Raiva por terem realizado meu sonho e não ter significado nada pra eles. Raiva por terem tocado, abraçado o meu mundo, enquanto não davam a mínima pra isso.
É uma dor silênciosa, quase que imperceptivel... mas ela tá ali, cravada no lado esquerdo. Vontade de apagar tudo que aconteceu num fechar de olhos. Eu te dei os meus olhos, a minha vida, os meus pensamentos... o meu sono! E em uma semana, tudo isso foi apagado.
Mas não há drama dentro disso, sua e minha vida continuarão. Tens meu número, meu endereço, e sem nenhum obstáculo, o meu coração. Sabe todas as formas de me encontrar. Se achar que valho a pena, apesar desse monte de erros que vive dentro de mim, não perca tempo não... venha.
Porque o futuro é muito mais valioso e significativo, do que erros na adolescência. E eu serei a pessoa que conquistarei o oceano, salvarei vidas. Não tenho um corpo espetacular, uma fala grossa, nem um sorriso encantador. Mas o que tem dentro de mim, guria... eles e muitos outros invejarão.
Eu só queria ter o poder de um gênio, e com um passe de mágica consertar todas as falhas que estão em nossas vidas. Você não percebe, ou finge que não vê, que tudo que eu fiz até hoje foi te amar mais a cada segundo. E carregar em minhas costas todo o peso de um relacionamento complicado. Mas a magia não existe, embora eu queira acreditar muito nisso, tenho que me esforçar a entender que dessa vez eu não posso simplesmente apagar tudo com uma borracha transparente e voltar ao normal.
Mas eu queria, queria mesmo voltar ao princípio, ao que éramos, ao que fomos e deixamos de ser. Tirar tudo dessa gaveta apertada que foi acumulada por erros irreversíveis. Porque nós somos tão fortes, e tão bonitos e tão únicos juntos...
E aí eu me pergunto se continuarei sendo forte, bonito e único sem você ao meu lado. Não me vem respostas. Porque estou muito ocupado pensando em todas as possibilidades de arrumar isso. Porque eu sou assim... não consigo ver algo defeituoso e não dar - tudo de mim - para consertar. E como todos os teimosos eu sofro e não canso de bater minha cabeça na parede, enquanto nosso relacionamento se afunda no mar abaixo...
Que pena.
Pois bem, crianças são como animais, quando vocês judiam bastante, a gente acaba acreditando que somos realmente culpados por aquilo. A isso eu me comparo, e assim me punirei, assumindo uma culpa que - não sei se sei - é minha. Vejo pessoas saindo para festejar, tão deslumbrantes, que me dá uma pontada de inveja automática, pois não consigo ser assim. Não consigo ver o - bonito - nisso. O bonito em tirar a camisa no meio de uma festa, pra mostrar a todas o quanto ele teve que malhar. O bonito em mulheres de roupas curtas descendo até o chão e rindo da cara daqueles lobos famintos por carne grossa. O bonito em beijar um aqui, outro ali, e alguns no meio termo, só pra não ficar entediante. Isso pra mim, chega a ser até feio demais. Essa frieza em que o mundo vem se tornado, e parece que aonde eu vou, estou andando sob os IceBergs - ainda não explorados - do Polo Sul. Porque não consigo mais sentir a chama viva do sentimento. Pessoas traindo, mentindo, humilhando... tão cruéis que chegam a achar graça disso. E aí eu me pergunto: Qual a beleza dentro desse corpo cheio de curvas, se a mente está completamente vazia? Pessoas que nunca leram Quintana, que nunca suspiraram com Caio F. Abreu, que nem imaginam a história de Lispector, inventam de dizer o nome deles porque "ouviu falar por aí".
Me culpo por ser completamente diferente, por ter que escolher dentre me modelar pelo que a sociedade quer ou ser excluído, reprimido, criticado. Que se exploda essa minha culpa desenvolvida por essas tais regras. Fisionomia acaba, físico sarado acaba, dinheiro, meu amor, ainda que muito... acaba. Eu quero mais é continuar amando a beleza que eu vejo em um sorriso sincero, em cabelos naturais e em corpos macios. Nada duro, nada estéticamente planejado. Quero o natural, quero o interior, quero mais desse cheiro que tem as ruas quando chove. Mais desse choro infantil do primeiro amor, mais dessas lembranças gostosas que nos fazem rir até doer a barriga.
E agora, sem mais delongas, me perdoem os homens que lerem este texto. Pra que dar atenção ao meu pseudo-pensamento insano? Sou apenas um garoto...
(Minha parte masculina - Senhorita Gobeth)
Um corpo caído... Sem marcas de violência, sem documentos, sem nenhuma prova sobre o que aconteceu.
Um corpo caído... No meio de uma calçada onde as pessoas vem-e-vão e nunca ficam.
"Mas que bizarro! É exatamente assim na vida real, não? Onde todos vem até você, sugam tudo que tens e partem sem dar sequer uma explicação. Sentimentalismo, droga! Estou farto disso.
E o que vão dizer sobre mim é que fumei até ir pro buraco. Não dirão sobre minha bela amada... Tão bela, que nunca consegui ser o único a possui-la. Tão bela em todos os angulos e formas e sentidos, que cobiçaram até conseguirem. Não dirão nada sobre o quanto ela me maltratou... Porque ela estará triste em meu enterro. Levará rosas brancas e usará um lindo vestido preto. Mais lindo que a roupa em que ela usava quando permitiu que outro a tocasse profundamente, modelando suas curvas tão cuidadosamente, como se pertencessem a ele.
E o que vão dizer é que eu devo ter entrado em um coma alcoolico, não dirão nada sobre meu chefe, porque ele irá visitar minha casa - pela primeira vez - e olhará pra minha família com um rosto abatido, lembrando do quanto eu fui bom pra aquela empresa - que só me regeitou - e dirá que o que precisarem, ele estará a disposição, sem lembrar do quanto precisei e pedi, e ele nunca deu atenção.
E o que vão dizer é que fui fraco o suficiente pra desistir, não vão falar sobre meus amigos e familiares que me deixaram de lado, não se permitindo ver as mudanças que cresciam e se entrelaçavam nas raízes do meu ser. Porque todos cantarão a música de Legião enquanto o padre lerá um versículo da bíblia que fará com que eu descanse em paz - ao menos é o que acham.
O que eu queria que soubessem, é que não foi o cigarro, a bebida ou a fraqueza que me matou. Foi esse acúmulo de decepções que foi depositada em uma bagagem tão grande, que acabei não suportando carregá-la. E aí resolvi parar ali, no meio daquela calçada"
Um corpo caído... E as pessoas correndo pra não se atrasarem para mais um dia de trabalho.
Sem que ninguém visse, sem que ninguém se importasse... Um corpo caído.
Sem que ninguém conhecesse.
Gosto de reparar no detalhe das coisas, por vezes fui visto como um louco varrido, perdido e sozinho. Mas eu continuava a observar... Uma árvore, uma pétala de rosa, o cheiro da chuva, uma gota d'água balançando de lá pra cá (...) É com isso que me identifico, com as coisas simples que me mostram que ainda que as vezes doa, vale a pena sim. Há sempre um outro campo para deitar na grama verde até o dia amanhecer, e ver o nascer do sol, e desejar coisas impossíveis e viver sempre nesse constante recomeço. Vale a pena sim. Há sempre uma outra paisagem, e uma outra música, outras companhias e outros sorrisos. As pessoas não são más, apenas a maioria é. E é nisso que eu me apego. Essa esperança de me fechar em um mundo imaginário apenas com as pessoas que sentem como eu. Desse jeito infantil, sem querer crescer nunca.
Uma vez achei que havia avistado uma fada, talvez fosse o brilho de algum carro passando no escuro, não sei. Mas eu a senti ali, e é nisso que eu acredito. Não importa o quão ferido ou despedaçado eu esteja, continuarei sempre com o mesmo olhar, ainda que haja lágrimas nele...
Gosto de ver as coisas assim. Loucuras benéficas, me atraem.
Olho pro céu esperançoso e no meio deste pensamento, rezo. Magia e bondade, quero mais.
E eu me perco e me mordo e me detenho, querendo não explodir, segurando o grito. Porque você me aborrece e me faz suar frio com essa discordância em que nos metemos. Mas aí eu respiro, conto até meio milésimo e já volto a te amar muito mais que antes, muito mais que um dia pensei amar. Já começo a te querer por inteira junto a mim novamente, e me dá vontade de pedir desculpas também pelos seus erros... Porque me sinto culpado em você ter que errar comigo... Mas me prendo, me amarro nessa inconstante situação e falo baixinho que te amo, pra desabafar e jogar boca a fora um pouco desse sentimento que me intimida e me faz enlouquecer.
Você tem o poder sobre mim muito maior que qualquer droga já descoberta... É o melhor vício que alguém poderia sonhar em ter.
Então deixa eu falar mais uma vez, se ainda consegue duvidar... Não há fim pra o que foi decretado ser eterno. Eu sou maluco por você em todas as estações, humores e sentidos... Não existe vida se não houver sua respiração quente tocando gentilmente meu rosto frio.
Então faça comigo tudo que quer fazer. Me bata, me comova, me acuse... Mas jamais, nem por meio segundo, pense em me deixar. Porque meus órgãos só conseguem atender ao comando doce da sua voz.
Eu quis tanto te ligar e falar que continuo te amando, que sem você nada é igual, que sinto falta e queria que voltassemos ao início, quando nossas mãos se encaixavam e nossos braços criavam asas pra sairmos voando por aí. Eu queria tanto, mas não o fiz. Porque eu simplesmente não consegui. Não consegui encarar o presente sem você, não consegui seguir em frente e esquecer do que fomos um dia, e não consegui assumir que tudo isso ficou pra trás...
Sinto saudade de você me ordenando a ir pelo caminho certo e brigando comigo pelas minhas falhas, ou as vezes só me escutando e me abraçando, até que a dor passe... Sinto falta dos risos de madrugada, das brincadeiras e até das discussões. Porque apesar de termos sido pessoas tão diferentes todo o tempo, o meu eu se encaixava no seu você. E isso é uma marca maior do que o tempo pode apagar. Então sim, eu sinto sua falta todos os dias da minha vida, e provavelmente sentirei até o fim dela, mas é preciso deixar o passado pra trás... viajar sem bagagem, sabe? Como você sempre me ensinou. Só não sabia que estava me preparando pra que eu ficasse sem você...
E todo o drama, todos os choros, toda tristeza que eu senti não fez você perceber que fazia parte de mim, como qualquer outro membro necessário pra eu conseguir caminhar, e a perda disso impossibilita o meu futuro sonhado.
Como eu queria estar presente nas suas grandes realizações, porque mais do que minha melhor amiga, você foi minha irmã, minha mãe, e me dou ao luxo de dizer que as vezes foi até minha filha, o ser que eu protegi e pedi muito pra que os anjos cuidassem; e cuidam! E cuidarão!
Apesar de não podermos mais caminhar lado a lado, eu sei que minha estrada ainda vai cruzar a sua e vou poder abrir aquele sorriso sem graça, meio como - não saber o que dizer - só pra tentar transmitir a enorme falta que me fez.
Você vale mais do que mil seres humanos, é a heroina que eu sempre quis ter... a mulher do qual eu tanto me orgulho.
Desculpa não ter te dito isso sempre, mas... eu te amo, e é verdadeiramente de coração.
Eu quis tanto te ligar e falar que continuo te amando, que sem você nada é igual, que sinto falta e queria que voltássemos ao início... mas hesitei, e resolvi escrever um texto que jamais irá ler, gritando, pra que sinta... mesmo distante, você continua em mim.
Uma melhor amiga, só se faz uma vez na vida.
"Ingratidão" um nome tão assustador e com tantos significados. Do mais leve ao mais pesado... E transmite um medo em suas extremidades, que me faz engulir seco só em pronunciar. Creio que seja uma das piores coisas do mundo. Quando você dá tudo o que tem, e o que não tem, pra que algo funcione... Quando deseja, infinitamente, que algum retorno aconteça, ou qualquer espécie de agradecimento da vida, é aí que fica mais dolorido ler essa palavra. Porque as pessoas não estão nem aí pra o que você fez. Qualquer grandiosa atitude é apagada num piscar de olhos por um erro bobo. E então eu olho pra cima, pra montanha que eu tenho que escalar, ou sem fantasias, pra um caminho difícil.
É como um fumante subindo uma escada grande em um dia ensolarado... No começo parece simples, depois de alguns degraus as pernas já começam a cansar, o pulmão pede insistentemente por ar e você sente que não vai conseguir. Olha pra cima e vê tudo que ainda tem que subir. Pensa por diversas vezes que não consegue, e ninguém sabe o quão difícil é subir, porque não está em ninguém a falta de ar, a garganta fechada e ardente. Está apenas em você. Mas com dificuldade você consegue subir mais alguns degraus, e ao olhar pra trás vê todo o caminho que já conseguiu traçar. E sente, em alguma parte do ser, que não pode parar. Porque parar no meio do caminho seria muito pior do que nem ter começado a andar. Porque parar seria algo fácil demais pra se fazer... e hoje em dia, só acontecem coisas difíceis. Então puxa um ar, que não sabe de onde vem, e com toda dedicação que cabe em um corpo, você termina de subir.
Demore horas, dias ou anos... A caminhada nunca é decretada em um tempo certo. Independe de qualquer determinação... É o destino que faz juz ao quanto você merece, e as vezes, sinto lhe dizer... quase sempre, ele lhe prega o pior dos defeitos já inventados... a ingratidão.
Tanto esforço pra levantar um castelo de areia na medida certa, calculando cada detalhe pra que fique estável e seguro, mas com a força da natureza e a maré alta tudo acabou em um instante... Levando embora todos os sonhos que planejei realizar.
Eu me pergunto que roupa ela estava vestindo quando me disse aquelas palavras das quais cabia tanta certeza em uma só frase. Me pergunto se ela fez aquela cara de indecisão e olhou pra baixo, mordendo o lábio inferior. Ou se não pensou em nada, só disse, os olhos firmes e atenciosos...
Me pergunto o que passou em sua cabeça, o que sentiu naquele exato momento decretado pra finalizar.
Me pergunto tantas inúmeras coisas, mas não me vem resposta alguma, além do embrulho no estômago. Porque se sabe, ao menos - eu sei - que um processo é pior quando se está ao meio... planejado, modelado, pronto pra virar algo grandioso e indestrutível. Melhor é deixar só na cabeça, imaginando o que poderia ter sido, sem "colocar a mão na massa". Porque depois que você sabe que daria sim pra ter um "felizes para sempre", não fosse a falta de esforço, de vontade, o excesso de fumaça que cobria a verdadeira chama, machuca muito mais.
Eu só sei que essa história se repete por tantas vezes que eu - devia - ter me acostumado, mas acabo aqui, da mesma forma, repetindo a continuação da cena sem querer que o filme acabe, que o livro se feche e que a peça se despeça...
Teria te amado pra sempre, eu sei, você sabe, ruim foi o destino ter duvidado... ou não compreender. Minha alma foi feita pra unir-se a sua, pena a reciprocidade não ser verdadeira.
le está marcado por sombras do passado que cravou uma farpa em seu coração de forma que bate e sangra, pulsa e sangra, e insiste em sangrar até quando não percebe. E ele sorri porque acha que deve pensar positivo, esconde a dor e carrega olhos baixos, se confortando, tentando se entender. Cruzando suas mãos e abraçando seu próprio corpo.
E diz: "Eu queria tanto que ela aparecesse. Sabe? Essa pessoa que vai fazer tudo por mim, tudo que deixaram de fazer, tudo que se negaram a tentar. Eu quero que ela chegue, com qualquer roupa, qualquer jeito, qualquer sorriso, mas que chegue. Vou levá-la em festas country no interior onde a única coisa interessante são as cervejas baratas, música ao vivo e aquelas danças esquisitas. Vou levá-la num parque de diversões pequeno, pra atirarmos em latinhas e sorrirmos ao sentir o friozinho na barriga descendo de uma montanha russa. E vou fazer isso, porque são esses pequenos detalhes que cercam o amor. É disso que sempre vamos lembrar. Mas ela não chega, não vem me fazer acreditar de novo em tudo isso. Que existe alguém destinado pra mim. Que irá me abraçar no meio duma chuva, festa, cama solitária que carregará dois corpos que, de fato, se amam. Um épico momento, onde nada mais importa além de mim e ela... E no meio duma praia deserta, quando o vento está tão frio que nossa pele aumenta e os pêlos se enrijecem, eu vou abraça-la e agradecer aos céus por estar vivo, e por tê-la encontrado."
E apesar dos murros que a vida lhe dá, ele não desiste, volta a desejar o encontro tão esperado. Mas não sabe, que é naquele dia em que ele estiver completamente desarrumado, desajustado e moribundo, é que o amor o encontrará... Sem data marcada. E enquanto isso, torço pra que ele consiga passar os dias, se divertindo com pessoas erradas, enquanto a certa tarda...
Mas por favor, que não falhe!
É apenas tudo que ele sempre quis.
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