Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Noite Chuvosa
Triste noite
Fria e chuvosa
Quantas lágrimas caídas
Parecidas com a chuva fina
Quantos gritos calados na noite
O sangue em minha ferida dilacerada,
Escorre por entre as mãos
O futuro incerto
O erro, não se sabe de quem
A dor de acusar alguém
Por muitas vezes inocente.
Dói ver meu triste destino,
Perdido em noites não dormidas
Pensando em como resolver
Os problemas que a vida me põe
Procuro constantemente a morte
Mas ela não me leva
Não entendo o motivo
Meu coração oprimido sai em busca
de esperança, que nele se perdeu
Naquele olhar de menina,
Buscando seus sonhos
E hoje, se tornando quase mulher
Em busca do nada...
Solidão
Um meio de sentir dor
Calada, em um canto escuro
Uma lágrima que cai
Um sonho que desmorona
A busca pela vida
Á muito foi perdida
Se perdeu no tempo
No curto espaço
Da correria do dia-a-dia
As pessoas passam
Indiferentes
Pisando, humilhando
O coração dilacerado
Não aguenta mais
É sofrido, partido
Deita no leito
Busca o canto mais escuro
Onde ninguém veja
Aquela trsite face
Nem a própria sombra
O dia nasce, lindo dia
Mas que para aquela alma
Não adianta mais nada
A vida se perdeu
O brilho... tudo se apagou
Somente o sentimento ficou.
Sem você
Momentos perfeitos nós tivemos,
Abraços,beijos,conversas
Etapas,situações adversas
Das quais jamais esqueceremos.
Como um amor à primeira vista,
Você me apareceu.
E há quem duvide que isso exista.
Assim como um dia fiz eu.
Quando vi seu sorriso,
Meu coração de felicidade clamou.
Foi um tiro de amor preciso,
Naquele que por tempos chorou.
Hoje,momentos distintos vivemos,
Por uma situação diferente.
Ficar juntos não podemos.
Devido ao oculto dentro da gente.
Como tudo que é lindo,
sua presença me faz bem.
Embora ver você partindo
Me faz sem coração,nada além...
Estável
Passava muitas noites a caçar
Os motivos que me faziam chorar
Queria muito deixar a vida me levar
Então passei dias e noites a pensar
A vida não cansa de me oferecer
Oportunidades que eu deixo morrer
Às vezes tenho tudo e não quero nada
Às vezes digo tudo e não faço nada
Entre o que posso crer e entender
Está a simplicidade que não posso ver
São os detalhes que me tiram da dança
Até que os aprenda esta mente não descansa
Na primeira barreira pensava em desistir
Mas nunca desisti da minha forma de sorrir
É o simples, o lindo, o estranho e o amável
Que estão me mantendo em estado estável
A liberdade e as possibilidades de quem está sozinho são tentadoras, decidir por si próprio o que fazer é muito bom, noites em baladas regadas a bebida, gente bonita e pegação pode ser legal durante um certo tempo... você sai, se diverte, bebe, dança, joga conversa fora... as vezes precisamos disso mesmo, quando na presença de amigos melhor ainda.
Mas na minha opinião nenhum amor, nenhuma família, nenhum futuro, planos ou sonhos em comum merecem ser trocados por prazeres passageiros e superficiais. Pois chega um momento em que essa vida agitada perde um pouco o deslumbre e você passa a sair e voltar pra casa com o mesmo vazio de antes.
Só que dessa vez sem ninguém pra te entender e te fazer companhia nos momentos difíceis. Pois enquanto somos novos, bonitos e sarados todos querem. Até chegar uma fase em que resta apenas o que você é por dentro e as pessoas que você cultivou durante a vida. Aquelas que não vão deixar de te amar quando você não for mais uma bela moldura.
Feliz quem reconhece que precisa de uma base e sentimentos reais e duradouros, com pessoas pra uma vida ao invés de pessoas pra um momento!
Não há inocentes. Só há bandidos porque não existem mais mocinhos.
Estive lendo tardiamente uma crônica do REINALDO AZEVEDO,
“Por que o brasileiro não se indigna e não vai à praça protestar contra a corrupção?”
É para ser lido por quem tem capacidade para ler, entender um texto e ter vontade de saber a resposta.
Tenho 3.813 mil “amigos” aqui no meu Facebook e nem 13 costumam ler as minhas postagens de indignação com a corrupção no Guarujá.
Mas eu continuo perdendo a voz, algum tempo e muitos “amigos”, mas não perderei jamais a indignação de ver o meu dinheiro dos impostos nas fogueiras e nos fogos de São João e nos shows caríssimos que resultam nessa “anestesia geral” dada no povão.
O povo não se indigna e vai à praça protestar porque não existe e nunca existiu movimento espontâneo do povo.
O povo vai à rua mobilizado por alguém. No caso, o povo está indo às praças para ver os shows ditos juninos, levado pela atual administração, com a finalidade claramente eleitoreira de reeleição.
De tudo isso, não há o que se esperar do povo, pouco de mim e dos meus 13 amigos e nada dessa massa ignara de guarujaenses que reclamam uns para os outros quando dá, que jamais iriam às praças, porque não se sentem povo, não pagam impostos ou fazem parte dos cerca de 6.000 indivíduos que recebem salários e ou propinas para ficarem calados.
É por esse e muitos outros motivos que eu apoio o Manoel Vergara pra vereador. Não sei se ele é mocinho, vai virar bandido ou vai levar uns tiros.
Uma coisa é certa, não vai ficar exatamente como está e não me diga você que pode ficar pior, isso nós temos que ver.
As vezes me sinto culpado por saber aproveitar tudo que Deus disponibiliza para todos nós!!! Cada raio de Sol, brisa soprando, estrelas, ondas, família.....coisas que estão ao alcance de quase todos, e são preteridas por valores materiais,ambição desmedida, corrida excessiva atrás do dinheiro e outras bobeiras que nos cegam.
Mas depois percebo que a vida é feita de escolhas, e eu não tenho que me culpar de nada, se alguns amigos e parentes não conseguem enxergar o maravilhoso tesouro que nos é disponibilizado sem custo algum.
Cada um....cada um!!!!
Canetas de aluguel
Não há crime em alugar uma caneta, como se diz vulgarmente quando um político contrata um jornalista, assim como não existe crime em alugar uma casa para um escritório político.O crime está em alugar uma casa para pessoas que se reúnem para perpetrar crimes, para tramar contra a liberdade, para montar estratagemas de obtenção ilegal de fundos para campanhas.
O crime não está em contratar o jornalista e sim na produção e divulgação de textos preconceituosos, que contenham dados inverídicos, no todo ou em parte, com a finalidade de induzir as pessoas em erro.
O jornalista profissional que sabidamente veicula textos preconceituosos, que encobrem a verdade e publica notícias inverídicas, no todo ou em parte, é tão criminoso como o que aperta um gatilho.
O assassino tira a vida de uma pessoa, os que enganam o povo torcendo a verdade, encobrindo falcatruas e induzindo o povo a votar nos criminosos com ficha suja, acabam com a vida de uma comunidade e até com uma geração de indivíduos.
Hoje acordei com vontade de chorar…
E por que choro?
por que chorar?
Chorar por tudo que sinto,
por tudo que dói,
por tudo…
E o que sinto?
por que sentir?
Sentir o que dói,
o que não tenho,
o que perdi…
E o que perdi?
por que perder?
Perder o que foi sonho,
o que não existiu,
o que se imaginou…
E o que sonhei?
por que sonhar?
Sonhar o que é viver,
o que é felicidade,
o que é amor…
E o que é o amor?
por que amar?
Amar porque se vive,
porque se sonha, porque…
E o que é sofrer?
por que sofrer?
Sofrer porque é preciso,
porque eu preciso,
porque o mundo precisa…
E o que é viver?
por que viver?
Viver porque a vida é transformação a todo instante.
Bom dia.
Troque o S2 por um abraço apertado e gostoso.
Negocie o eu te amo falso online por um eu te quero bem verdadeiro e presencial,
para de se preocupar em adicionar amigos virtuais em suas redes online e ADD amigos
neste seu coração, pois tenho certeza, que nele nunca lhe faltara terabyte para o amor.Real...
Você me daria um emprego? E sem sentir medo?
A minha mão novamente
está estendida a implorar...
Eu envergonho-me deste gesto,
meu Deus venha me ajudar!
Só que hoje eu senti uma fome absurda,
que doía e parecia que ia me matar
Numa atitude de desespero eu voltei a mendigar
E como resposta,
muitos me olham com o desprezo no olhar!
E dizem:
- Porque este homem não vai trabalhar?
-Eu não tenho sapatos,
só esta roupa suja e rasgada a me agasalhar!
-Não tenho nem mesmo um centavo,
nem documentos que possam me identificar!
-Será que alguém me daria um emprego,
e sem sentir medo?
-Se por acaso você conhece alguém assim,
por favor...
me dê o endereço!
“É mais fácil criticar,
é mais cômodo achar um defeito,
do que estender a mão e ajudar!”
Tão amável avó Maria...
Meu nome é Maria como tantas outras Marias
Antes só alegria; hoje só melancolia
Viúva muito cedo com minha filha eu sempre morei
Então ela se casou e com ela na luta eu continuei
Lembro-me do nascimento do meu primeiro netinho
Emocionei-me muito quando coloquei
em meus braços aquele anjinho
Todo mundo sabe que pelos netos
as avós sentem o dobro de carinho
Eu só tive uma filha, feliz eu fiquei de ver nascer dela
aquele frágil homenzinho
Ele chorava de noite e logo diziam:
- Chamem a vovó Maria!
Eu chegava com meu amor de avó
e transformava o choro em calmaria
Enquanto a minha filha trabalhava,
todos os dias do meu neto eu cuidava
Fui a muitos passeios com eles
e sempre nos meus braços ele estava
Então o menino cresceu
e da vovó Maria ele já não mais precisava
Comecei a sentir uma estranha mudança,
antes eu era importante naquele lar
Já não me levavam aos passeios,
a razão era porque andava muito devagar
Na sala eu me sentia isolada,
ninguém do meu lado queria sentar
Até nas conversas não tinham paciência de ouvir
o que eu tinha para falar
Diziam: -Deixe a avô Maria maluca para lá,
já está caduca ou vai caducar!
Eles não entendiam que o que eu mais queria
era um pouco de atenção
Eu queria dar para eles o meu amor de avó
e de mãe que eu carregava no fundo meu coração!
Eu nunca deixei eles verem as minhas lágrimas,
eles nunca me viram chorar
Ingratidão de neto e de filha é muito triste,
não queiram imaginar
Num dia bem cedinho pegaram a minhas coisas
e levaram para um quartinho
Quarto que se guardam tranqueiras,
meu coração ficou triste e apertadinho
Não me deram se quer uma única explicação,
para eles a minha solidão seria a solução!
Foi á noite mais triste da minha vida,
doeu muito àquela separação!
Não tinha acesso mais a cozinha
e nem podia ir á sala ver televisão
Estava no quarto das tranqueiras,
das coisas velhas curtindo a minha aflição
Um dia criei coragem e do meu sofrer
para minha filha eu fui falar
Então no meu rosto ela me deu um tapa,
vi naquela hora o meu mundo desabar
Depois deste dia era normal a minha filha me agredir
Muitas vezes sentindo muito medo eu pensei até em fugir
Mas seria loucura eu não tinha para onde ir!
O meu quarto sempre foi solitário e úmido, tive então como
resultado um reumatismo que passou a me consumir
Era só o começo do pesadelo que estava por vir
A doença me jogou numa cama,
então contrataram uma mulher para cuidar da avó Maria!
Agora sim ficou muito pior,
de dia eu apanho da mulher e a noite da minha filha!
Estou num desespero, esperando a morte me levar
Mataram em mim todos os sonhos
até o direito de existir e amar!
Sou tranqueira jogada num canto,
a minha vida hoje é tão triste e vazia
Mais durmo do que acordo,
eu me entreguei a este ambiente de melancolia...
Às vezes na minha insanidade
surgem imagens antigas,
me fazendo lembrar
que um dia
eu fui para eles...
à tão amável avó Maria
"Tomara que este post não seja uma lição para você!"
No decorrer de alguns anos eu comecei a apreciar a sua ausência...
Estava longe de mim todo este tormento, toda esta dor que me causou
Mas você voltou, sombra obscura!
Voltaram todas as lembranças das suas mãos sujas em mim!
Te ver me deu uma vontade de sentir o meu sofrimento na sua pele
A minha dor no seu coração e todas as lágrimas que você me fez chorar, gostaria de vê-las brotarem todas de uma vez só na sua face, que você acordasse todos os dias assim, num choro sem fim!
Senti uma imensa vontade de que você nunca mais sentisse sono, que ficasse prisioneiro para sempre no desconforto de uma inacabável inquietude, sem uma pausa sequer para descansar!
Isto por todas as noites que você tão insensível não me deixou dormir, me assediou e por todo este pranto que você me viu derramar
Nasceu uma vontade de vê-lo mudo para sempre se engasgando com sua própria voz!
Por todas as vezes que você me calou com sua opressão e me encarceirou numa quietude forçada,quando o que eu mais queria era gritar!
Queria vê-lo coberto de hematomas doloridos, estes por todo o seu corpo e eternos!
Isto por todas as sequelas que vejo em meu corpo, que você deixou para eu sempre me lembrar!
Queria vê-l0 querendo o carinho das pessoas do mundo inteiro e elas lhe devolvendo o ódio, lhe massacrando, lhe bulinando, até você enlouquecido clamar por socorro!
Isto tudo por todas as vezes que eu te implorei, que eu te pedi o seu amor e você me deu em troca todo este ódio, me espancou, me fez chorar, me incomodou, me humilhou... me deixou marcas para que eu sempre com amargura, possa me lembrar, que quem fez tudo isto foi você...
meu PAI!
Mãos certas
Hoje a poesia escapou da minha mão
Eu tentei buscá-la dentro do meu coração,
mas foi em vão
Ficou em minha mente vagueando
e não se concretizou
É trágico porque nesta manhã,
eu não sei dizer nem quem eu sou!
Onde foram as palavras
que de tão belas fazem rima?
Fugiram,foram embora morro acima?
Foram passear na mão de um outro poeta?
Então elas foram parar nas mãos da pessoa certa!
Porém eu não me entristeço, porque eu reconheço...
Amanhã eu bem sei que será o meu dia
de escrever novamente
o amor, a dor e a alegria,
em forma de poesia!
Pensamento de um passarinho
Deram-me a liberdade, abriram à gaiola!
Eu nem pude acreditar!
Olhei desconfiado e pensei...
-Eu não sei voar!
Acostumado com os limites de espaço,
lembrei-me de todas as vezes que eu tentei fugir
e fui vencido pelo cansaço!
Eu sempre via os meus amigos
fazendo voos rasantes pelo céu, porém eu só via
Pássaro de gaiola não voa,
de tão triste nem canta, só assovia!
Com receio e isolado do mundo eu pensei...
- A porta está aberta, será uma armadilha?
-Se eu sair o que irão fazer comigo, eu não sei!
Eu sou pássaro de gaiola
condicionado a viver uma vida sem horizontes,
eu sou desconfiado!
Gaiola aberta para mim não quer dizer nada
As horas são iguais, tanto faz ser dia ou madrugada!
Dá vontade de sair e enfrentar o meu medo
Arriscar a minha vida,
melhor do que a triste sina de viver preso
Porém encolho-me num cantinho,
como quem fica esperando a morte
Desacreditando de tudo,
até da minha própria sorte!
Hoje eu quero abraçar o mundo...
Ontem eu era um homem bonito, rico e inteligente,
achava-me melhor do que tanta gente!
As Mulheres que eu tinha eu não amava de coração
Eu possuía muitas e exibia para todos a minha coleção
Cresci no meio da riqueza, tive tudo na minha infância
Não me assentava com os pobres deles eu queria distancia
Carros eu trocava como quem troca de roupa todo dia
Não dava carona para ninguém, nem que fosse por cortesia
Ao passar por lagoas e ver crianças
a se divertir um nojo eu sentia
Para mim só a minha piscina aquecida, fugia de água suja e fria!
Pensava... como pode este povo comer em lanchonete?
Lanches quase sem recheio, disfarçado com vinagrete!
Adorava que me vissem saindo de um restaurante grã-fino
Pagava um absurdo, aprendi a me exibir
isto eu sempre fiz desde menino!
Estudei nas melhores escolas
e depois num empresário eu me transformei
Atrás de uma mesa tratava os subordinados
do jeito que eu sempre sonhei
O tratamento era diferenciado
os de pouco estudo eu sempre menosprezei
Mas a vida veio me cobrar por ter tanta petulância
Depois de um dia de trabalho do nada desmaiei,
então chamaram a ambulância
Nos exames algo trágico... um câncer cerebral,
e ali morreu toda a minha arrogância
Perguntei então curioso
-Quando eu caí, quem me socorreu?
-Foi um peão e o nome não sabemos,
mas com certeza um subordinado seu!
Localizei o empregado, o abracei agradecido
e o transformei no melhor amigo meu
Eu que sempre quis dividir hoje estou tão adoecido
Entre convulsões e horas lúcidas, me sinto enfraquecido
O meu orgulho exagerado...eu já não carrego mais comigo
Quem me dera voltar atrás e desfazer a minha história
Dividir este mesmo espaço neste mundo
para nós já é a maior glória
Somos carne e osso, sentimos dor e fome,
a soberba é uma causa ilusória!
Ah se hoje eu pudesse, se fosse me dado uma nova chance
Tomaria um banho de lagoa e depois comeria um lanche
Arranjaria um amor de verdade,
viveria então o mais lindo e longo romance
Coisas tão simples e de valor
que sempre temos ao nosso alcance!
Hoje eu quero abraçar o mundo, qualquer um,
nem que seja por um só instante
A flor nasceu!
O universo está encantado
Nesta manhã tudo está transformado
Eu nem consigo acreditar
Há um brilho novo em meu olhar
Hoje eu olho o espelho de cara lavada
Abriu-se um novo caminho, uma nova estrada
Eu que sempre ocultei o melhor de mim
Hoje eu posso ser flor no jardim
Ser alguém pelo menos para mim
Eu posso viver, eu posso crer
Fazer e acontecer
Apreciar a vida de frente
Eis que a flor nasceu da semente!
Lá adiante está você!
Correndo, subindo e descendo
Estou vendo o seu astral crescendo
Brilho de sol no seu olhar
A vontade de amar
Sim, a vida é uma festa
Não deixe a felicidade passar
A oportunidade é esta!
É só você a abraçar
Não vê? Lá adiante está você!
É só imaginar
A vida fluindo, indo
Só basta acreditar
Inventaram a tristeza só para infernizar
Esqueça, vamos rir até desmaiar
É assim que eu quero te ver
Que eu quero estar
Feliz da vida
Nós dois, o mundo, eu e você
E que se explodam os problemas!
Lá na frente está você! Não vê?
Brinque com os que não querem brincar
Sorria para os que lhe fazem chorar
Não importa, para o mal feche a porta
E depois deixe a felicidade entrar!
Eterno Amor
Eu penso...
Tu existes ou é uma invenção da minha imaginação?
Se existe é algo inatingível
Eu te comparo com o sol atrás das nuvens,
que é tão almejado nos dias de frio!
Com miragem no deserto,
não é uma joia de vitrine; não pode ser vendida é uma relíquia!
Se eu o criei na minha cabeça, isto é complicado,
como conviver com o invisível?
É uma luta todo dia,
porque eu penso sempre no impossível!
Eu poderia ter desviado de tantos caminhos, tantas ruas
Mas andei por elas a tua procura
Errei muitas das vezes pensando ter te encontrado
E a cada passo que eu dei,
fui descobrindo que a tua distancia não se pode alcançar
Estás tão longe, mas porque eu insisto em te procurar?
Já andei por ruas iluminadas, ruas no breu
Nada disto me importa, o importante é encontrar os olhos teus!
Por tua causa eu conheci o céu;
e às vezes sem querer no desespero eu viajei para o inferno!
E não me arrependo de nada, tudo isto me fez poderosa!
Como lutar contra o que é eterno?
A casa dos sonhos?
Eu encontrei a casa dos meus sonhos
e para lá eu fui de mudança
E naquele quintal imenso
eu plantei as flores da esperança
O meu sonho mais sonhado,
finalmente eu havia encontrado
O meu lar com muito amor eu comecei a enfeitar
Os três primeiros anos foram de muita alegria
A minha casa estava finalmente do jeito que eu queria
O jardim enfeitado com flores de todas as cores;
era lindo de se olhar!
Não faltava mais nada para a felicidade me abraçar
Mas o tempo passou e algo mudou
Eu sentia, eu percebia; mas não queria enxergar
Ouvia, mas não queria escutar
Sons e ruídos que vinham do lado de lá
E aquele pequeno transtorno, eu decidi ignorar
Quem sabe esquecendo, aquilo tudo iria passar?
E tudo o que eu mais temia me acompanhava,
e apavorada eu fugia
Só que de ruídos então passaram
a ser estrondos e isto era todo dia
As paredes falavam, porém eu fingia não escutar
Um barulho que me tirava o sono
e não me deixava pensar.
Eram as vozes do ódio com ferros e pregos a se misturar!
E para me acalmar nas claras manhãs,
só os comprimidos eram bem vindos!
E o meu pavor foi crescendo, sem dimensão
O ponteiro do relógio não andava,
aumentando a minha depressão
Quanto eu mais rezava,
aquele fantasma vinha me assombrar
E eu já não mais existia,
eu era o próprio medo a me arrastar
Nas paredes do corredor
haviam mãos que estavam prontas para me puxar
À noite pesadelos estranhos;
uma criatura agarrada no teto a me fitar
Então um dia eu decidi,
ir para rua para esquecer um pouco o tormento
Porém quando eu voltei,
a casa parecia que ia cair a qualquer momento
Tremia, ruía, balançava
e tudo naquele ambiente parecia querer me expulsar
E o susto foi tão grande que eu me ajoelhei e cheguei a vomitar!
Ali eu já não me sentia sozinha,
sombras obscuras me acompanhavam em todo o lugar
E dentro de casa com muito medo, eu andava devagar
No quintal eu ouvia as vozes dos homens
que estavam na fábrica a trabalhar
Barulho de ferros, brocas e metal;
muitas risadas e todas elas eram para me assombrar!
E enlouquecida eu havia me tornado,
em uma mulher sem nenhum horizonte
Suja, triste, sem esperança e sem fome
Pelos móveis da casa
se espalhavam os meus comprimidos
E assim se passaram sete anos,
entre prensa, martelos e ruídos
E as vozes e as risadas se transformaram em gritos!
A casa dos meus sonhos tinha se transformado no inferno
Morreram as flores, e o meu jardim com cores obscuras
só conhecia o inverno!
Como eu sobrevivi?
Hoje eu estou viva e posso lhe contar!
Eu fugi!
E a fábrica se encontra no mesmo lugar!
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