Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
A espera de palavras
Hoje me foge sem lógica ou razão,
Minhas palavras não vêm mais em minha direção.
Elas voam sem saber onde pousar,
E eu fico por elas a esperar.
As palavras não habitam mais a minha mente,
Podem está escondidas no meu inconsciente.
Mas não sei como elas de lá tirar,
Ou outras tentar inventar.
Inventar palavras já existentes em mim,
Como? Se elas parecem está no fim.
Não saberei reinventar ou criar,
Mas para escrevê-las terei que resgatar.
Começo a escrever e me perco no vácuo,
Pareço está perdida em meu próprio espaço.
Perdi-me e não consigo me encontrar,
Mas sei que as palavras estão a me esperar.
Calmaria
As pernas trêmulas, o estômago revirado,
O coração apertado,
Os pensamentos perdidos ao longo do caminho
só de te enxergar a distância.
Tenho que admitir… É angustiante.
Mas eu até que gosto.
Soa como um masoquismo
Querer sofrer, querer sentir esse mal.
Mas eu até que gosto.
Depois do seu olhar profundo,
Vem o toque dos seus braços
Os seus braços envoltos na minha cintura.
Segurança.
E de repente, tudo muda.
Depois da tempestade, vem a calmaria.
E o seu coração mais próximo do meu.
Será que em algum momento do dia as pessoas param e refletem sua vida?.... acho que não .. ultimamente estamos tão ocupados com trabalho, besteiras, estudando ( sempre pensando no futuro). Esquecemos o Hoje o presente.. ou ficamos enroscados no passado, nos puxando para trás ou fazemos de tudo para garantir que o futuro sera PERFEITO.
Afinal de contas quem disse que ser perfeito é ter as melhores notas, tocar vários tipos de instrumentos.. Quem ditou todas essas baboseiras.. SER PERFEITO... A perfeição esta nos nossos defeitos.. eles são quem somos.. ter algum defeito é o que te deixa completo e real.. é o que te torna um Ser humano. !!
Nunca deixe que digam " Você jamais será perfeito(a)" Por que você éé.. de algum modo é.. Acredite DEUS não deixa falhas.! Todos os defeitos e imperfeições só reflete quem nos somos..
A mente humana é algo magnífico!
É como um jovem aventureiro, ansioso por viver.
Ele arruma sua mala, e sai em busca de algo para preencher seu vazio,velho amigo de todos nós.
Com o que se pode preencher o vazio que inquieta a alma da maioria das pessoas? O vazio tem forma?
Se o vazio possui alguma forma, podemos dizer que há em torno de sete bilhões dele.
Se o vazio não possui forma, nada nesse mundo, que é percebido pelas formas, pode preenchê-lo.
As perguntas somente movem o mundo porque o homem é sedento por respostas.
Se o nosso amigo antigo ficasse quietinho na dele, caçando e dormindo em cavernas, não teríamos um vazio para preencher, não é?
Ou será que foi justamente esse vazio que trouxe o homem até os dias de hoje.
As respostas estão no caminho entre as montanhas e mares do universo interior de cada um.
Basta colocarmos nossa mala nas costas, e sair juntando todas pelo caminho.
O caminho um dia acaba, mas as respostas não tem fim.
O vazio é a ânsia por respostas, portanto, é eterno.
Desconexos
Se murmuras, censuras,
A pedir-me canduras
Futuras, silábicos sussurros...
Amargos, cochichos, de tristes que estás!?
E eu, que não paro, não quero,
Deparo com teus lastimares
Enganos, enfados, nas naus deste cais
Principais e silentes
Envolventes, teus ais...
Revolto em teus dons
E outros tons
Sobrenaturais,
Retrocedo meus nãos
Todos vãos e retomo os anais...
Desiguais...!
Não estamos, nem somos,
Opomo-nos, tão sentimentais,
Um doce e tão seco,
Contrários demais
O seco que é doce,
Ama intensamente,
O mel de lirismo, já bem reticente
Nem sente o que o outro
Mendiga o seu ser
Padecer, desiguais
Imortais... Nada mais!
Tanto faz.
A vida não é perfeita…tem dias “maus”, dias “menos bons”… onde todo parece “escuro”…mas o “milagre” de um sorriso “simples”, “fofinho”… te faz lembrar que vale a pena sorrir…que vale pena ser feliz…
Vai atrás do que te faz feliz …não deixe que “esses momentos” escondam esse teu sorriso…”ama-te” (dg)
• “Vivemos” …sem nos apercebermos que vivemos…. fazemos dela uma procura frenética para atingir a estabilidade… esquecendo que devíamos aproveita-la para simplesmente viver...
Sonhamos em sermos “felizes”…desperdiçando-a com “pormenores” fúteis …pois “ela” está nas coisas simples e quase sempre debaixo dos nossos olhos…(dg)
(Entardecer)
Esbugalhei meus olhos através da vidraça
que aberta para a varanda,
e na varanda um pisar impaciente
a olhar o balanço das bandeiras
que num chacoalhar do vento
pareciam se arrancar
as estrelas formavam se um eló
o mar se encolhia no entardecer
o sol se abria de entre as nuvens escuras
que se afastavam para deixar o brilho do sol cair nas águas
( Entardecer)
A manhã ainda não era sol
quando pisei no calçadão a beira mar
em curtos passos,eu pensava em ti
olhei a imensidão do oceano comparei a ele, esse louco sentimento
o mar caía em uma pequena ladeira,formada por pedras
e là finquei meus pés nús
deslizei pouco a pouco até chagar as àguas
não vi ninguém, apenas um pescador,que a rede soítava sobre as àguas,e nada era mais que silencio,
o mar se afastava como se querendo me agradar
me deixando pisar sobre seu incanto, as ondas labiam meus pés como se me amasse, as carincias faziam-me lembrar de ti
mas me lembrar de ti sem saber como era està contigo
e dar-lhe as mãos ao invisivel,e na loucura de pensar que contigo estaria andando sobre a areia molhada,
as risadas soltas em uma historía engraçada
e sermos felizes antes da morte chegar
eu queria te ver,te dizer o quanto eu te quero
mas tu nunca poderia estar ali
então onde poderias?
o sol despotava demancinho,mostrando sua elegancia de chegar num calor que acarinciava minha alma
pensei por que havia de te amar diante do sol?
eu queria que me escutasses
eu queria que me sentisses naquele momento só pensei que cem anos era tão pouco para ser feliz
Saudade
Meu olhar tristonho passeia pelos céus da vida,
Na lembrança que ficou na mente.
Nem sei se já fui querida,
Mas, penso no que foi,
diariamente,
No que poderia ter sido,
Se talvez eu tivesse,
Dado ao outro o que me foi pedido.
Eu sei que meu coração poderia,
Ter sido mais amável do que foi,
Mas, nem sempre fazemos o certo,
Quando alguém está por perto.
Sinto falta do que tive um dia.
(Inconsciência humana)
Como não consegues ver a criação de Deus então irás sofrer
irás se amargar como um fel descendo na garganta de um inimigo
então irás chorar a raiva
a raiva de não ser amado
culparás o mundo por suas desgraças
buscastes o ódio
e teu irmão assassinou
e agora quer o perdão
o perdão que tu não darás a ninguém
porque não sabes amar, e não sabendo amar não aprenderá a perdoar porque o perdão é a capacidade de amar
e tudo que veres será infelicidade
mas se não consegues enxergar a beleza do criador
então se perderá do caminho dos justos
se racharás em uma angústia à busca do nada
irás vagar sobre as correntes do mau
sem ter visto o presente que Deus lhe deu
o presente mais caro
o valor maior
de todos os valores
universais
e o valor maior é sua própria vida
LEITE DE ROSAS
Seu cheiro escorrendo de mim
Cada vez que abrem-se as fendas,
Fundas e quase sem fim.
Sua vida esvaindo-se assim...
Por entre as mãos,
Num caminho, progresso enfim.
Sua noite, brincadeira gostosa!
Seu dia, espera fogosa!
Sua pele, leite...leite de rosa!
Seu sabor de mulher
Mulher gostosa, fogosa,
Abrindo-se em rosa.
BARAÚNA, Jôsi - MARIPOSAS MIGRATÓRIAS
NO PIO DA NOITE
Estava a coruja a cantar
Seu canto que não encanta.
Na noite escura, mata adentro.
Estiava a chuva
Sob o pio.
Sobre o pinheiro,
Olhos negros e atentos
Observadores dos andares.
Coruja a corujar
Pois só faz sozinha.
Coruja a corujar
E costurar penas perdidas.
O canto da noite
Sob o pio da viúva.
E sobre o pinheiro
Estiava a chuva.
BARAÚNA, Jôsi - MARIPOSAS MIGRATÓRIAS
(Crença perdida)
Não sejas idiota
não sejas tolo
você diz que sabe tudo mas chutou a maior conquista
que deveria ser a mais bela conquista de todas as conquistas
você fala que o mundo é feito do maú e que o mundo é feio
mas você estar nele,e com ele faz um eló
você não compreende o que é amor porque cuspiu no prato que ontem comeu
viu a tempestade cair sobre seu telhado,e guardou na memôria esse dia de horror
o sol nasceu denovo em um brilho profundo
o diluvél é preciso para depois brotar a flor
você não viu a primavera
porque só pensava nas nuvens carregadas
não pediu a Deus para te guiar
porque não acreditava nas forças do bem
não quis tentar
e abandonou a si mesmo sem berceber a razão porque estava aqui
NASCE, CRESCE, FILHO DA RUA
Desde o ventre da minha mãe que conheço as ruas. Minha mãe é zungueira de profissão, já desde o ventre que tenho acompanhando-lha nas suas zungas. Presenciou as caminhadas que ela faz para nos sustentar, as muitas corridas que faz e sofre dos fiscais e os senhores policiais para não perder o negócio que nos é rentável. Outras vezes ela não escapa e é nos cassumbulado o negócio, fonte do nosso sustento. Muitas vezes chicoteada por reivindicar que até sinto a dor da chicotada.
Fui gerado na rua porque até aos nove meses a minha mãe zungava a necessidade é enorme, para completar o enxovalhe e a panela em casa não entrar em greve. Esqueceu-se do dia, mês, hora que vinha ao mundo, acabei por ser gerado na rua e assim me familiarizei com a rua.
Três, quatro mês depois comecei a gatinhar minha mãe decidiu que já era o momento oportuno de acompanhar-lha na zunga, não há dinheiro para mim, ir a creche e ela não pode ficar parada ou seja ficar em casa. Apesar de requerer ainda muitos cuidados materno, porque se não morremos de fome.
Passo toda a minha infância na rua ao lado da minha mãe, sem crianças a minha volta porque as deixei todas no bairro em que vivemos e assim vou crescendo.
Sou da rua, alimentam-me, tomo banho, vestido na rua ao céu aberto ou seja ar livre.
Deste modo vou familiarizando com a rua, conhecendo-as do musseque à cidade. Quando completo os meus 5, 6 anos. Já sei fazer o mesmo trajecto me é familiar. Conheço-o tão bem que perco o medo de andar sozinho, criança que só. Esquecendo que as ruas são tão violentas e perigosas, criança e inocente. Mas como posso ter medo se presenciei as mesmas muito antes de andar nelas, sozinho.
Com os meus 10, 12 anos as ruas adoptam-me e passo a vida a lavar carros. Os grandes jipes, carros que só via nos filmes. Hoje tenho o prazer de os lavar e ver o seu interior fico fascinado com o que vejo, lavo para ganhar algum trocado.
Se puder depois vou para à escola aprender alguma coisa, de momento aprendo mesmo aqui, na rua mal ou bem. Essa é a vida que levo, prioridade para mim, agora é mesmo kumbo. Porque tenho que ajudar a velha com as despesas no cúbico.
Tenho os meus irmãos, mas novinhos que precisam encontrar outro cenário, talvez estudem para saberem alguma coisa para contornarem o caminho que segui. Terem um futuro, destino diferente do meu. Porque se tivesse escolha talvez não é esse o destino que queria para mim.
SURFAR
E agora, José. José para onde?
Antes de tudo ouvir o tango Argentino de Bandeira.
Depois retirar a pedra do caminho.
Brincar um pouco com as andorinhas de fio do Quintana
Fazer Mestrado e Doutorado... Nunca serei nada.
Só não quero passar pela agonia do parque de João e do outro José.
Entender... Que te amo por não amar bastante ou demais a mim.
Entender... Ainda, que é necessário Amar!Amar!E não amar ninguém.
Queria voltar a fumar.
Tragar como Augusto e pensar nas bocas que gostaria de escarrar.
Entender que viver é ser o outro.
Entender como Manoel que a maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Por fim quero fugir
Ser qualquer.
Entender, que eu sou o que no mundo anda perdido,
Entender, que eu sou o que na vida não tem norte.
Em fim. para onde? Surfar.
..
Verdade absoluta.
Construída de tripas e vísceras.
Escondida em mim.
Silenciando a língua e maltratando o coração.
Exposta, permanente, no meu ser.
Oculta do outro, não vista, nem ouvida.
È dor de alma e encanto de paz..
Corre seguindo o fluxo do sangue.
É um vai e vem sem fim.
Busca permanente de coerência.
Na sua construção participam órgãos
Fígado, coração, rim, testículos, braços e pernas.
O corpo é mente? Meu corpo?
A verdade, que cedo, é relativa.
É a verdade social.
É medida do convívio.
Limite de relacionamento pleno.
Buscar a verdade absoluta é a inversão do ser.
Verdade absoluta é caminho a ser trilhado por poucos.
Construo com o silencio da boca
E se mata sempre com o ouvido alheio.
Falta-me respeito impor a alguém.
Minha verdade social é relativa.
Cedo como pão a alimentar a relação
É medida justa.
A verdade integralizada
Sabida, tudo escapa.
Inclusive minhas mentiras
Pois é da mente que se tira.
A que permito dizer é relativa
Digna de bons relacionamentos.
E de medida coletiva com dimensão
Da possibilidade da escuta do outro.
Viver como se não existisse a morte
Sentir para descobrir a dor
Chorar para se livrar do falso riso
Sonhar para tolerar o pesadelo
Procurar para ter direito de si perder
Gritar para não ser ouvido
Silenciar para simplesmente escutar
Conscientizar para perder a inconsciência
Dividir para somar
Exclusivo
Não colhida.
Flor fresca no jardim.
Não pegada.
Acolhida pelo desejo.
Rastreou...
O lençol avermelhado.
Exclusividade de um silêncio que berra
Não mas sentirei ciúme de quem não manchou
De sangue meu lençol
Dentro de mim ficará inteira
O sangue diz mais que os outros olhares e rostos.
Conjunto de qualidade que se brinda com o instinto
Ultrapassa a idéia do outro em mim
Tornou-se sempre um fim e um sim.
Morreu em mim
O olhar não se basta
....Pra quer a verdade?
Donde vem a necessidade de ver além
...Por que ser refém do desejo?
Olhar o não visto
...Por que se inquietar?
O invisível
...Deixa a cargo da ingênua ciencia.
Mesmo que se veja
...Quem verá?
Ninguem conseguira ver
...O quê?
Triste andarilho
...Olha o interior
No teu enxergar ve apenas solidão.
...Olha o exterior.
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