Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Guarde isto:


Distração com a família tem valor,
mas não quebra cadeias espirituais.


Quem está ao teu lado não precisa só de carinho.
Precisa de cura espiritual.


Remédio: Jejum. Palavra. Oração.


Aqui estão as armas de Deus
para vencer no campo de batalha espiritual.


Ef 6:12

ISAÍAS:
"Farei de ti um martelo de julgamento."


JEREMIAS:
"Farei de ti uma coluna de ferro."


EZEQUIEL:
"Dar-te-ei uma mente inquebrável
e uma testa mais dura que o diamante."


Deus não chama os capacitados.
Ele capacita os que chama.


#UngidoParaResistir

"Um Alerta Profético de Domingo a Segunda*


1. *VIGIE EM ORAÇÃO.*
Sua primeira arma é o joelho dobrado.
Não pise na rua sem buscar a Deus primeiro.


2. *GUARDE SEU CORAÇÃO.*
Olho, mente e alma não são brinquedo.
Não flerte, não dê brecha, não dê motivo para o inimigo.


3. *SEJA RADICAL CONTRA O PECADO.*
Santidade não negocia.
O que é pouco hoje, te derruba amanhã.


4. *ALIMENTE-SE DA PALAVRA.*
A Bíblia é o seu pão diário.
Quem não come da Palavra, vive fraco e faminto.


5. *CONSAGRE SEU LAR A DEUS.*
Entregue sua casa, sua família e até o seu sono.
Deus guarda o que você coloca nas mãos Dele.



#FiqueVigilante #UmAlertaDeus

A Cor da Pele


A cor da pele nunca foi destino,
apenas o primeiro verso do caminho.
Há quem enxergue fronteiras na superfície,
enquanto a alma desconhece esse artifício.


Minha pele guarda sol, vento e memória,
traz cicatrizes que também contam história.
Não mede caráter, coragem ou fé,
nem diz por onde um coração ficou de pé.


Quem aprende a olhar além da aparência
descobre no outro a própria essência.
Porque o corpo é só o lugar onde a vida mora,
mas o amor é a cor que nunca vai embora.


Lucci Santz

Lutar dói, e às vezes parece até inútil…Mas saber que há uma força maior me dizendo "confia em Mim", me faz andar e acreditar um pouco mais. Me faz Acreditar que, no fim, tudo vai ficar bem.E que, o fim, é só o começo de um novo capítulo.


Com Deus a caminhada é melhor, e feito com propósito.

Eu me sinto como
um tempo chuvoso
com tempestades e trovões
que escondem a luz do sol.

Eu me sinto como
uma pintura
borrada e fora do lugar
de um arista perfeccionista.

Eu me sinto como
um corpo
funcionando sem o coração
com as veias entupidas de sangue frio.

Eu me sinto como
o planeta Plutão
que não é mais planeta.

Eu me sinto como
um vaso
importante que o dono deixou cair.

É assim que eu me sinto.

Ecos do Passado

Na mocidade, eu amei correndo,

como quem teme a perda.

Agora amo em silêncio...

como quem entende a eternidade.




O tempo passou, e me deixou vazia de palavras, mas cheia de histórias.

O que foi desejo, agora é gratidão...

o que foi silêncio, agora é palavra.




Havia poesia nos meus silêncios, versos não escritos, noites desperdiçadas...

agora, a caneta se ergue, tardia, mas cada palavra é um eco do que fui.




Não procuro os fantasmas do ontem...

nem lamento as perdas que me moldaram,

não é saudade nem lembrança...

é algo maior, silencioso e real.




O que sinto hoje é amor pela vida...

amor pelas mãos que me seguram...

pelo instante que pulsa entre meu peito, e o mundo que ainda me espera.

Além do Visível

Na travessia da vida, encontrei olhares que valorizavam aparências... mãos que mediam valores na superfície breve das coisas.

Mas meu coração, abrigo sem grades nem vitrines, anseia por aqueles que sabem ver aquilo que a pele não revela... aquilo que não cabe em molduras.

Desejo os que tocam a essência, os que valorizam a vida... os que enxergam o invisível, como quem vislumbra horizontes no brilho de um olhar.

Que se aproximem de mim, não os que julgam vitrines, mas os que conseguem transformar pequenos instantes em grandes momentos.

Porque a essência não se mede em molduras, mas na coragem de despir-se das aparências, reconhecendo que viver é o maior tesouro... livre como verdades que não precisam de vitrines.

Deus sempre tão perto

Procurei Deus nos templos altos,

nas palavras rebuscadas,

nos caminhos pavimentados

de promessas e milagres.




Mas ele me esperava

no silêncio do meu quarto

no gesto simples de quem

me estende um sorriso.




Fui atrás da felicidade

como quem caça um mapa

desenhei rotas, tracei metas,

fiz planos e apostas.




E ela estava ali...

no cheiro do café

no abraço da manhã

no instante que eu ignorava.




Enfim, aprendi que Deus não se esconde.

A felicidade não foge...

nós e que fechamos os olhos

para o que já temos nas mãos.

A Enfermagem é o coração do SUS...
e o coração está cansado.
E quando o tempo cobrar a fatura, seremos nós...as mesmas que ignoram...quem estarão ali, trocando sus fraldas, curando suas feridas e mostrando mais uma vez que aprendemos a curar mesmo sem remédios.
Somos a base silenciosa que o sistema esqueceu de valorizar.

Enfermagem, cuidar sem aplausos, viver sem aumento




A enfermagem grita, mas o eco têm sido o silêncio.


Fomos a linha da frente quando todos recuaram...


E agora, somos a última linha na folha de proventos.


Estamos adoecendo não de vírus, mas de esquecimento.


Cuidamos dos corpos que governam...


Somos as mãos que amparam a vida e acalmam a partida.


Aquelas que trocam fraldas, limpam feridas, e ainda assim


recebem proventos que doem mais doque qualquer ferida.


Enquanto o pais dorme, estamos cuidando dos que respiram


com a ajuda das nossas mãos...


Enquanto as autoridades discursam, estamos trocando curativos,


enxugando lágrimas e sustentando a vida.


Quando a velhice bater á porta dos poderosos...


e a soberba já não servir de abrigo, serão as mãos da enfermagem


que cuidarão das suas feridas, trocarão as suas fraldas frias...


Talvez descubram nesse momento o valor de ser cuidado.


E quando o tempo cobrar a fatura, seremos nós... as mesmas que ignoram...


quem estarão ali, trocando suas fraldas, curando suas feridas...


e mostrando mais uma vez que aprendemos a curar mesmo sem remédios.


Apesar do cansaço, continuamos firmes, mesmo diante de tantas promessas vazias.

Amor não se embrulha




Neste final de ano,
muitos pais abriram caixas,
laços bem feitos,
sorrisos ensaiados.


Ganharam o que brilha,
o que se compra,
o que se exibe,
o que termina no uso.


Mas o que muitos desejam
não vem com etiqueta...
querem ternura sem data,
abraço que não tenha pressa.


Querem cuidado cotidiano,
presença que não negocia,
escuta que não se ausenta,
amor que não pede ocasião.


Um dia, quem hoje presenteia
também sentirá o peso do tempo,
e aprenderá, tarde ou cedo...
Que carinho verdadeiro não se embrulha.

Alô Madagascar!!!


Madagascar por quê estou aqui?
Acordei agora neste lugar.
Olha! Que lindos baobás.
Contem-me suas histórias a respeito do que já viram e ouviram por aqui.


Nossa! Aqueles lêmures parecem assombrações caminhando sendo visto a distância, que sinistro!


Caramba são tantas espécies de camaleões aqui entre as rochas que parecem um arco íris em movimento rastejante.


Me perdoem, mas esse sonho tá muito confuso vou cair no mar entre as tartarugas gigantes para ver se consigo acordar, até logo Madagascar.

Primeiro Amor

É o olhar que se esconde,
o sorriso que vem sem querer,
um calor leve no peito
que a gente não sabe explicar.

São passos hesitantes,
palavras que ficam presas,
um segredo guardado
como flor que acaba de abrir.

Não há cobrança, nem peso,
apenas o encanto de existir:
o primeiro amor é puro,
inocente, inteiro —
um raio de sol
que marca a alma
para nunca mais sair.

POEMA: NADAR — inspirado em SWIM do BTS

Deixar a terra firme, o mundo que cansa,
mergulhar fundo, sem medo da dança.
A água salgada leva o peso da estrada,
renova a alma, acalma a jornada.

Não correr, apenas seguir a corrente,
manter a cabeça erguida, firme e consciente.
Sem pressa, sem tempo a controlar,
nadar é viver, é simplesmente continuar .

Ondas vêm, mas não fazem parar —
é no movimento que se encontra o lugar.
Água escorrendo, limpando a dor,
nadar é coragem, é liberdade, é amor .

Mesmo confuso, mesmo sem saber,
basta seguir: só nadar, só viver.
Esse é o caminho que o mar nos ensina:
quando continuamos, a alma se ilumina .

⁠Beleza Natural

Cada um tem sua beleza própria
Cada um tem seu próprio estilo
Cada um se expressa como se sente
Todos nós somos perfeitos mesmo sendo estranhos para outros
Não nascemos para ser iguais
Uns nascem com a beleza externa
Outros têm beleza interior
E outros têm seu brilho próprio
Não necessitam de outros para brilhar

A beleza natural é a mais pura
A beleza natural é a mais rara
A beleza natural é a mais bela
A beleza natural é a mais sincera
Não se esconde atrás de máscaras
Não se deixa levar por padrões
Não se preocupa com julgamentos
Não se limita por medos

A beleza natural é a que vem de dentro
A beleza natural é a que transborda
A beleza natural é a que contagia
A beleza natural é a que ilumina
Seja você mesmo e mostre a sua
Seja você mesmo e valorize a sua
Seja você mesmo e celebre a sua
Seja você mesmo e espalhe a sua

⁠Eu te amo sem fim
Sem me cansar de te querer
Sem me esquecer de te cuidar
Sem me arrepender de te escolher

Eu te amo com paixão
Com o fogo da emoção
Com a chama da atração
Com a luz da admiração

Eu te amo com carinho
Com o abraço aconchegante
Com o beijo delicado
Com o olhar radiante

Eu te amo com respeito
Com a minha lealdade
Com a minha honestidade
Com a minha cumplicidade

Eu te amo sem fim
Pois você é o meu amor
O meu amor
O meu amor

As flores tem vida


Na primavera abençoada,
Letras de amor foram ditas,
As rosas se emocionaram com a voz soltando sinfonias,


O sol deu sua luz, mas a importância está em como se recebe tal energia,
As margaridas dançam de acordo com o sabor dos ventos,
As violetas choram ao perceber a euforia do destino,


Um caminhão de flores é derrubado na estrada e formam um belo tapete colorido apenas para ela passar,
A tua pele se mistura e exala o cheiro das rosas,
Os teus sorrisos e o teu charme ao caminhar na minha direção mudam completamente o meu jeito de respirar, de enxergar o mundo a minha volta, eu sinto que já nasci com o DNA de te amar.

⁠Celebrar este mundo adivinhando
a incurável leveza, a inabalável
certeza do esplendor interminável
da luz de Deus, aurora ruminando

para sempre a quietude do imutável.
Somos reflexos dessa luz, um bando
de flamingos ardendo, misturando-se
ao sol nascente, ao inimaginável

incêndio indescritível, todo asas,
todo luz… Somos feitos como brasas
abrindo o voo, somos como o voo

dos flamingos em brasa ao oriente…
E nunca há de apagar-se aquele ardente
sol perfeito que neles se espelhou.

⁠AO DIVINO ASSASSINO

Uma litania ante o Sagrado Coração
concebida em Paray-le-Maulnier, tempos
depois do acidente fatal de Anecy Rocha

Senhor, Senhor, o Teu anjo terrível
é sempre assim? Não tensumrefratário
à hora do massacre–ummais sensível

que atrasasse o relógio, o calendário?
Ao que parece a todos tanto faz
por quem o sino dói no campanário.

Começa a amanhecer e uma vez mais
rebelo-me, mas sei que a minha vida
não tem como ou por que voltar atrás.

Aceito que a mais dura despedida
é bem mais que metáfora do nada
a que se inclina o chão; que uma ferida

e a papoula sangrenta da alvorada
pertencem ao mundo sobrenatural
tanto quanto uma lágrima enxugada

à beira de um caixão. Mas afinal,
Senhor, amas ou não a humanidade?
Não fui ao escandaloso funeral

e imaginá-la em Tua eternidade
dói demais! Vou passar mais este teste,
sim, mas protesto contra a insanidade

com que arrancas à muque o que nos deste!
Tu sabes que a soberba da família
era maior que a dela e eu tinha a peste–

pai e mãe apartavam-me da filha
e o irmãozão nem falar… E hoje, coitados,
como hão de estar? Aqui é a maravilha,

as genuflexões… Os potentados
e os humildes, a nata da esperança,
todos chegam por cá meio esfolados,

sangrando como a luz. Não só da França,
toda a Europa rasteja até aqui
esfolando os joelhos, não se cansa

de ensangüentar-se até chegar a Ti
e ao menos a um pixote do Além Tejo
restituíste a vista; eu quando o vi

solucei– mas que o cego e o paraplégico
saiam aos pinotes, que o Teu coração
se escancare e esparrame um privilégio

aqui e outro acolá na multidão,
só me faz perguntar: E ela? E ela…?
Não consigo entender que a um aleijão

concedas tanto enquanto a uma camélia
Tu deixas despencar… Por que, Senhor?
Olho tudo do vão de uma janela,

mas vejo a porta de um elevador
escancarar-se sobre um outro vão,
um vão sem chão… E a seja lá quem for

aqui absurdamente dás a mão!
Me pões trêmulo, gago, estupefato,
pasmo, Senhor– mas consolado não.

A mesma mão que fez gato e sapato
da minha doce Musa, cura e guia,
cancela as entrelinhas do contrato,

Dominus dixit… Mas quem merecia
mais do que uma açucena matinal
um manso desfolhar-se ao fim do dia,

quem mais do que uma flor, Senhor? Igual
nunca viram os mais alvos crisantemos,
tinha direito a um fim mais natural,

à morte numa cama, em casa ao menos…
Mas não– tinha que ser total o escândalo!
Por que, se nem nos circos mais extremos

Teus mártires andaram despencando
sobre os leões, se nem o lixo cai
de oito andares aos trancos, Santo Vândalo?

Não vim denunciar o Filho ao Pai
ou o Pai ao Filho, não vim dar razão
aos que recusam e usam cada ai

contra a humildade; vim porque a Paixão
me chamou pelo nome e a alma obedece
e aceita suar sangue– como não?

Mas não sei mais unir o rogo à prece
do que a elegia ao hino de louvor,
não sei amar-Te assim… Caso o soubesse

teria que ficar aqui, Senhor,
aqui, arrebentando-me os joelhos,
esfolando-me todo ante um amor

que vai tornando sempre mais vermelhos,
mais duros os degraus do Teu altar.
Tu, que tudo consertas, dos artelhos

que desentortas e repões a andar
até às pupilas mortas de um garoto,
do cachoupinho que me fez chorar;

Tu, que a este lhe dás a flor no broto
e àquele o lírio pútrido do pus;
Tu, que passas por um de quatro e a um outro

pegas no colo e entregas a Jesus;
Tu que fazes jorrar da rocha fria;
Tu que metaforizas Tua luz

ao ponto de fazer de uma agonia
um puro horror ou a morna mansuetude–
que hás de fazer, Senhor, comigo um dia?

Quando eu agonizar, boiar no açude
das lágrimas sem fundo… Quando a fonte
cessar de soluçar e uma altitude

imerecida me enxugar a fronte…
Como há de ser, Senhor? Oxalá queiras
que a mim me embale a barca de Caronte

como o fazia a velha Cantareira,
o azul da travessia… A Irrecorrível
arrasta a cada um de uma maneira

e a quem quer que se abeire ao invisível
recordas a promessa: aquele a escuta
e este a recusa porque a dor é horrível,

mas, se a todos a última permuta
terá sempre o sabor da anulação,
o travo lacrimoso da cicuta,

a ela Tu negaste o próprio chão,
deixaste-a abrir a porta sem querer!
Nunca falou na morte, e com razão,

intuía, quem sabe, o que ia ver…
Sentença Tua? Em nome da promessa
não há negar Teu duro amanhecer–

mas quando arrancas mais uma cabeça
como saber que és Tu, que não mentia
O que ressuscitou? Talvez na pressa,

no pânico de Pedro, eu negue um dia
e trate de escapar, mas hoje não;
hoje sofro com fé e, sem poesia,

metrifico uma dor sem solução,
mas não vim negar nada! Faz efeito
essa dor: faz sangrar, mas faz questão

de defender-me como um parapeito
contra a queda e a revolta… Um Botticelli
despedaçou-se todo, mas que jeito,

se por Lear enforcam uma Cordélia
e encarceram a Ariel por Calibã…?
Alvorece, a manhã beata velha

enfia agulhas no Teu céu de lã,
tricoteia Paray-le-Maulnier *
e eu penso: ela morreu… Hoje, amanhã,

enquanto Te aprouver e até que dê
a palma ao prego e o último verso à traça,
vai doer– mas Amém! Não há por que

amar a morte, mas que venha a Taça,
aceito suar sangue até ao final,
como não… Tudo dói, menos a graça,

mata, Senhor, que a morte não faz mal!

Da Festa do Sagrado Coração em Julho de 1979 até aos
26 de Outubro de 1997.