Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Aqueles que acreditam que um deus tem razões para tirar a vida de crianças nos mitos bíblicos, e que acreditam poder ser perdoados por qualquer coisa, não importa o quão terrível seja o que fizerem, e nem o quão irreversível a outras pessoas seja, não teriam como não ser os mais perigosos e perversos. Os crimes mais terríveis da história humana sempre foram cometidos por aqueles que acreditavam estar fazendo "a vontade de Deus".
Além disso, se tudo é perdoado, tudo é liberado. Se não há limites para o perdão, não há limites para os atos, muito menos responsabilização real pelas próprias ações. Quando se tem um deus que permite e regulamenta a escravidão, faz vista grossa pra abuso, ordena e causa a morte de crianças, animais, bebês de colo, mulheres grávidas e nações inteiras simplesmente pelas mesmas não o seguirem ou não se sujeitarem ao seu suposto povo... Não há limites para a maldade, não apenas do suposto deus, mas também daqueles que o seguem.
Por isso, todos os dias, o "povo de Deus", os líderes religiosos desse mesmo ser, aparecem em noticiários pelos crimes mais perversos, covardes e hediondos que se pode cometer. Tenham cuidado com aqueles que se dizem "homens e mulheres de Deus". Eles podem tirar a sua vida, rasgar a sua alma, destruir a infância dos seus filhos, e ainda assim acreditar que vão pro céu, já que o deus deles aceita tudo, basta que o culpado o idolatre e aceite. O ego do deus judaico-cristão é mais importante pra ele do que a justiça, e convenhamos: justo esse pseudo deus nunca foi, segundo a própria mitologia dele, assim como a história do cristianismo e do mundo supostamente criado por ele. Não há nada mais mortal, perverso e perigoso do que o "amor cristão".
- Marcela Lobato
CRÔNICA: Será inconformismo generalizado, ou corrupção sintomática?
Sempre foi assim, no que tange a torcida brasileira em copas do mundo! Vive- se um anacronismo existencial reverenciando sempre os jogadores do passado. O engraçado, é que mesmo nas campanhas vitoriosas, como em 1994, os jogadores das copas de 1982 e 1986, eram citados constantemente nas rodas de conversas e por comentaristas durante as partidas. A principal crítica da época era o pragmatismo da seleção brasileira. Futebol que priorizava a tática e a solidez defensiva, em detrimento do futebol arte visto doutrora. Especialmente sob a regência do rei Pelé, e com os craques da geração de 1982 e 1986.
Mesmo com toda a crítica exercida sobre a seleção brasileira de 1994, a mesma sagrou- se campeã. O povo comemorou, mas almejava- se para o futuro, uma seleção que jogasse com classe igual as do passado. Em 1998, a seleção brasileira empolgou mais do que na copa anterior. Porém não obteve êxito. Mas o anacronismo existencial reinava. Jogadores que estiveram na copa anterior, mas que não estavam presentes, eram rotineiramente reverenciados.
Aí veio 2002, seleção que fora pentacampeã, e empolgava com o seu trio de ouro. Ronaldo fenômeno, Rivaldo, e o bruxo Ronaldinho gaúcho. No entanto, era comumente contestada pela ausência do Romário. Como sempre, presos ao passado. Agora já são 24 anos sem comemorações, e na alma, aquele sentimento incrustado, pressentido, e a confirmação das decepções. Futebol é assim mesmo, não importa o número de competidores, só um ganhará a glória eterna. Logo, viva o presente. Desprender-se do passado, é um passo fundamental, rumo à aceitação, e a paz de espírito. Em suma, a busca constante pela felicidade.
050726
Macarronada
É domingo, na panela água quente
cheiro de molho, fervente
Joga a massa, deixa cozinhar
Ao dente!
Tem afeto familiar. Tente!
Vai gostar.
Sente o paladar criando memória...
A vida contando história
E a macarronada a poetizar
A toda gente, bom paladar!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Domingo, julho/2026.
Botou o Brasil pra Navegar
Verso 1
Entrou em campo sem medo de lutar,
Mostrou a força, fez o povo comentar.
Cada jogada era de arrepiar,
A Noruega botou o Brasil pra navegar.
Refrão
Botou o Brasil pra navegar,
No mar da pressão, sem deixar respirar.
Futebol é assim, tem dia de ganhar,
Hoje foi a Noruega que fez a festa cantar.
Verso 2
A bola ensina quem sabe esperar,
Vitória e derrota fazem parte do jogar.
Amanhã a história pode até mudar,
Mas hoje a Noruega fez o mundo olhar.
Refrão Final
Botou o Brasil pra navegar,
Mas o futebol sempre vai nos surpreender.
Quem cai hoje amanhã pode levantar,
Porque o sonho nunca deixa de brilhar.
Minha querida Carla,
Hoje o silêncio pesa mais que o normal e a caneta parece não querer deslizar. Você sabe que eu enfrentaria galáxias por você, mas às vezes o maior desafio não é o que está lá fora, mas o que acontece aqui dentro, no medo de falhar com a gente.
Dói pensar que, por mais que eu queira te proteger de tudo, eu não consigo proteger nosso amor das interferências do mundo e das pessoas que não entendem o que temos. Meu maior medo não é a distância ou o tempo, mas o receio de que um dia o peso das dificuldades canse os seus passos. Caminhar juntos é a nossa promessa, mas na angústia o coração aperta: e se eu não for o porto seguro que você merece hoje? E se os tropeços que demos pelo caminho deixarem marcas que o meu carinho não consiga apagar?
Sinto uma dor aguda quando percebo que, às vezes, as palavras negativas de outros tentam apagar o brilho do que vivemos em Itaipuaçu ou nas nossas trilhas. Tenho medo da nossa, fase ruim demorar a passar, e de que o cansaço roube de nós aquela leveza de adolescentes que sentimos quando estamos só nós dois, longe de tudo.
Mas mesmo na dor, eu escolho você. Escrevo para expulsar esse medo, para te dizer que, se eu enlouqueço nas palavras, é porque o amor que sinto é maior que a minha capacidade de lidar com ele. Minha maior dor seria te ver desistir de nós, porque sem você, os planos de Marte, as viagens e a nossa casa perdem o endereço.
Caminha comigo, mesmo quando o chão parecer incerto. Eu ainda estou aqui, com o peito pronto para ser seu abrigo e a alma pronta para lutar por cada segundo ao seu lado.
Te amo infinitamente,
DeBrunoParaCarla
Carla,
Volto ao papel porque o silêncio é uma cela que eu mesmo não consigo mais mobiliar. Escrever para você sempre foi meu jeito de não esquecer quem eu sou, mesmo quando eu dizia que já não me reconhecia ao seu lado.
Nós fomos arquitetos de um plano que o chão não sustenta. Construímos em Itaipuaçu um altar de estrelas, mas esquecemos que os pés ainda tocam a areia fria e que a vida exige o peso do crachá, a chave no bolso e a dureza dos dias comuns. Minha alma tem estrias porque ela esticou demais tentando alcançar o infinito que eu te prometi.
Eu te dei o cosmos, mas no caminho, que talvez seja apenas o meu medo de te perder apagou as luzes do meu farol. Hoje, não te escrevo como o homem que sabe os segredos de Deus, mas como o homem que aprendeu que o amor também é feito de barro, erro e cansaço.
Não quero mais ser o seu anjo sentinela, nem que você seja minha carcereira. Quero apenas que a gente consiga caminhar sem o peso das projeções que criamos um do outro. Que a gente possa ser apenas Bruno e Carla, dois sobreviventes de uma poesia que quase nos devorou.
Ainda sinto seu cheiro nos vãos da minha solidão. A porta pode estar quebrada, mas o horizonte de Itaipuaçu ainda guarda o nosso nome. Se o amor é uma sanfona, que a gente aprenda a tocar a música do recomeço, sem medo do hospício, mas com a coragem de quem sabe que, no fim, só o que é real permanece.
Sigo aqui, tentando encontrar a chave que abre o peito, e não apenas a porta.
DeBrunoParaCarla
Minha casa virou o museu de uma poesia que não mora mais aqui.
A solidão é o único móvel que não consigo tirar do lugar,
uma dor sólida, que tem quinas e me corta no escuro.
Entre o crachá esquecido e a saudade de Itaipuaçu,
descobri que o invasor, trancou a porta por dentro...
E eu tive que quebrá-la. O barulho da madeira partindo
foi o som do meu último refúgio desmoronando.
Agora, nem trancar eu posso mais estou exposto ao mundo,
com as mãos feridas e a alma do avesso.
Lembre de levar seus pertences, Carla.
Eu perdi a chave, a porta e, por um instante, a mim mesmo.
DeBrunoParaCarla
eu me sinto como um pássaro que não só teve as asas cortadas… mas como se tivessem arrancado pela raiz, deixando feridas abertas que nunca cicatrizam, como se cada batida do coração fosse um lembrete de que algo essencial foi perdido, algo que nunca deveria ter sido tirado e isso dói de um jeito que não cabe em palavras, dói como se o ar pesasse, como se respirar fosse um esforço, como se existir tivesse se tornado um castigo lento, porque não é só sobre não poder mais voar é sobre olhar pro céu e sentir ele distante, frio, inalcançável, é sobre lembrar, e ao mesmo tempo começar a esquecer, como era ser livre, como era sentir o vento, como era subir cada vez mais alto sem medo, sem limites, sem essa dor cravada no peito e o pior… o pior é sentir que isso está escapando, que aos poucos a memória vai se apagando, que um dia talvez eu nem lembre mais como era voar
e então nem a dor vai fazer sentido, só vai sobrar esse vazio estranho, esse silêncio pesado, essa existência quebrada, é como se eu estivesse preso em um corpo que ainda vive, mas tudo que fazia ele ter sentido já não está mais aqui, e agora não resta escolha eu preciso aprender a viver assim com essa dor que não grita, mas corrói, que não sangra por fora, mas dilacera por dentro, que maltrata, desgasta, consome… devagar, todos os dias, como um pássaro que ainda olha pro céu…mesmo sabendo que nunca mais vai voltar pra lá.
Entre caminhos que a vida desenhou,
Procuro entender o que ficou.
Cada escolha muda a direção,
Mas não apaga a voz do coração.
O tempo leva, o tempo traz,
Ensina a perder e a encontrar a paz.
Mesmo distante do que sonhei,
Ainda acredito no amor que plantei.
Se houver coragem pra recomeçar,
Nenhuma barreira vai nos separar.
Quando a esperança teima em permanecer,
Sempre existe um motivo pra viver.
Nem toda resposta chega na hora,
Às vezes a vida pede calma agora.
Cada momento tem seu próprio valor,
Até os erros nos ensinam o amor.
As cicatrizes vêm nos fortalecer,
Quem escolhe amar de coração aberto
Nunca deixa de de fato crer,
E sabe que o caminho certo é estar perto.
Se o amanhã vier, eu vou sorrir,
Se ele demorar, eu vou esperar.
Pois quem guarda a verdade em si
Sempre encontra um jeito de continuar.
A vida é feita de escolhas e cor,
E cada instante tem o seu valor.
No fim de toda essa caminhada,
Só permanece a alma lavada.
Mesmo quando o tempo mudar,
Minha esperança vai permanecer.
Porque o maior dilema do existir
É deixar de amar e não viver.
A vida guarda sua maior beleza nas coisas que quase passam despercebidas.
É nos pequenos gestos, nos afetos sinceros e nas delicadezas que Deus espalha pelos dias que o coração encontra motivos para permanecer leve.
Talvez seja isso o que torna uma vida verdadeiramente inesquecível.
Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Traços
Indômita é minh'alma nesta vida,
não segue o coração a fria razão;
prezo o afeto, o carinho e a emoção,
fazendo do amor minha guarida.
Se a face se apresenta endurecida,
não muda a gentileza a direção;
não me calo ao falar de paz e união,
nem deixo a esperança adormecida.
Meu destino eu mesmo vou traçando,
crendo no amanhã que sempre vem;
de ninguém tenho o gosto de desfazer.
De gente alegre sigo me cercando,
pois sei que o amor nos faz o bem,
e às paixões dou espaço para viver.
Frangriot
(Cultivador das Miudezas Poéticas)
2021
Me guieꫂ ၴႅၴ
ㅤ𔒝
Me guie.Daqui a um certo tempo.Nada mais sobrará.
Do rio que escorria ao mar.Por incontáveis dias.Num tempo que não tem volta.
E nem faz sentido lembrar...
Águas passadas.
Já se é quase verão outra vezChegando ao fim, o cansaço das palavras que não foram ditas.Das letras que foram escritasDas músicas que não foram ouvidasOlhares distantes.Lágrimas contidas no silêncio.Da dorDa cicatriz que ficou...O rio não continuará passando.Pelos mesmos lugares.Seguindo novos caminhos.Me faz andar.Sobre as águas decifrandoMinha canção que é minha força, minha confiança.A salvação queMe guie.Pelos olhos do meu coração...ꫂ❁°❀.ೃ࿔*
“Altrove” - Um Lugar Que Abriga O Essencial, Onde Até A Alma Se Sente Bem-vinda
“Altrove”. Felizmente, eu descobri há pouco a existência dessa palavra, de origem italiana, que significa “em outro lugar”. Mas o que mais conseguiu chamar a minha atenção de poeta foi a interpretação poética e profunda que pode cair sobre ela: a idealização pessoal a respeito de algo utópico ou possível, para não ser alguém estagnado; que supra, de alguma forma, a necessidade de ir para lugares reais ou fictícios, que tragam a vitalidade que causa um efeito contínuo em cima da normalidade.
Finalmente, o véu do impossível será afastado e o bom senso do Autocuidado será usufruído de um jeito mágico, capaz de transformar o vazio em quietude, um caminho de aparente solidão em uma oportunidade de desfrutar da própria solitude e qualquer outra transformação que for sensata; seguindo com passos, imaginação, sonhos e sentimentos nostálgicos — cada meio estará voltado para uma direção necessária que deixará o coração avivado, em um breve equilíbrio, onde a realidade e o imaginário se abraçam.
Faz chegar até um portal que pode levar para o desconhecido, que exige o ímpeto de se aventurar, de enxergar além de um olhar superficial, percebendo os sentidos, aquilo que é essencial, nada previsível; uma rota de fuga da mesmice do cotidiano; um destino para a alma descansar; um momento acolhedor e seguro como um abrigo; mais do que satisfazer uma grande vontade de viajar; que ultrapassa os limites de um espaço físico — “em outro lugar”. Que aquela “Altrove” permaneça existindo, inclusive na cena que uma foto consegue registrar.
TRAÇOS
As rugas que hoje trago
são marcas do tempo vivido.
Não vejo nelas o fim,
mas um caminho percorrido.
O tempo voa ligeiro,
não para um só momento.
E cada ruga que nasce
é um capítulo do tempo.
São marcas de experiência,
de coragem e superação.
Cada uma guarda lembranças
gravadas no coração.
Não escondo minhas rugas,
nem desejo apagá-las.
Elas são minhas medalhas,
meu orgulho, minha canção.
Quero ter muitas marcas,
sem medo do que virá.
Pois cada ruga que chega
é uma nova experiência
Cada uma conta uma história,
nenhuma é igual à outra.
São versos escritos pelo tempo
na beleza de uma longa jornada.
Ela, sempre ela. Sempre tratada como nada, menosprezada, subjugada. Ela que ri e que chora. Já foi queimada, pisoteada, diversas vezes maltratada. Ela que trabalha à noite para sobreviver a mais um dia. Alimenta João Pedro e Joana. Guarda cinco reais para comprar um sorvete para João Pedro; Joana prefere jujubas. Ela que frequenta a igreja e chora, implora, pede ajuda. Diversas vezes bateu de porta em porta — sempre fechada.
Nunca foi amada como deveria. Na infância, apanhava do pai; na mocidade, do marido. Agora está sozinha. Não procura mais amor, nem calor, nem alguém que faça promessas. Vive, apenas. Erra. Enfrenta desafios. Dá a cara a tapa.
Ela atravessa a rua e sente os olhares pesarem mais que a própria bolsa. Ela que sempre é apontada, alvo de olhares desprezíveis, vítima de pessoas insensíveis. Chamam-na de vagabunda. Nunca perguntaram como era sua graça. Luta todos os dias. Já passou pelo vício, enfrentou o alcoolismo, superou as drogas.
Ela que não encontra trabalho digno, que sonha, lá no fundo, debaixo de toda a tristeza e mágoa. Encara desafios que ninguém conhece. Finge sorrir, canta para disfarçar. Às vezes, olha o pôr do sol por alguns segundos antes de voltar para a realidade. Dizem que lhe falta vergonha, caráter. Oportunidades, infelizmente, nunca lhe ofereceram.
Ela é só mais uma. Ela não sabe como será o amanhã, mas todos os dias acorda cedo e, mesmo com medo, faz suas coisas, cuida das crianças, vai para a rua. Entre vielas, barracos e lugares estranhos, conversa, joga um pouco de charme, finge que ainda é bela.
Ela, sempre ela. Quem é ela? Por que a vida foi tão covarde? Que diabos haveria feito em outras vidas? Quando acabaria a sua tragédia? Quem a espera na esquina?
Ela é Maria, mas não imaculada. Embora siga em constante padecer, atravesse tamanha dor e enxugue tantas lágrimas, continua de pé. Talvez você a veja todos os dias. Talvez não a perceba. Talvez nem ligue.
Ela é só mais uma marginalizada. Como se ela tivesse escolha. Como se tivesse buscado a forma mais fácil. Como se...
Mas por que isso importa, se nem a vida dela significa algo para você?
Ela. Sempre ela. E, ainda assim, ninguém a vê.
- Franckles Werivan
Ainda não me acostumei a ter sentimentos ruins por você.
É uma sensação estranha, quase injusta, perceber que algo que um dia me trouxe tanta paz e confiança hoje carrega um peso que eu não sei nomear.
É como se o que antes era abrigo tivesse se tornado território desconhecido: familiar o suficiente para doer, distante o bastante para não acolher.
É estranho quando um sonho bom se transforma em parte de um pesadelo.
A lembrança do que fomos insiste em coexistir com o que nos tornamos, e essa mistura confunde o coração.
Sinto falta da leveza dos dias em que bastava pensar em você para que tudo parecesse possível.
Agora, pensar em você é, ao mesmo tempo, lembrar e tentar esquecer.
O valor de uma mulher de princípios, leal e fiel é incalculável
Ela é firme no caráter, constante no amor e clara nas escolhas.
Não se guia por conveniências, mas por valores.
Sua palavra tem peso, sua presença traz paz, e sua lealdade constrói segurança.
Uma mulher assim não é comum —
ela edifica lares, fortalece o homem ao seu lado e deixa marcas de honra por onde passa.
Em tempos de vínculos frágeis, ela é raridade.
Em tempos de dúvida, ela é certeza.
Quem encontra uma mulher de princípios não encontra apenas amor,
encontra parceria, respeito e dignidade
algo que dinheiro nenhum compra e o tempo só valoriza.
Você se sente amada
quando o silêncio não pesa e a presença fala mais alto que promessas?
Você se sente protegida quando o mundo endurece e há um peito firme onde o medo some e você pode descansar?
Você se sente cuidada
nos detalhes invisíveis,
no olhar atento, na palavra que conforta, nos braços que acolhem e na mão que permanece mesmo cansada?
Amor não é só intensidade, é constância.
Não é só desejo, é abrigo.
Amor é ficar quando seria mais fácil desistir.
É escolher todos os dias, mesmo conhecendo falhas, limites e cicatrizes.
Porque quem ama de verdade não apenas diz: "eu te amo"
prova, sustenta e nunca solta a mão.
Eu achava que tinha conquistado tudo.
Não porque tudo estava perfeito, mas porque eu ainda acreditava.
E acreditar, pra mim, sempre foi metade do caminho.
Havia planos que eu já chamava de vida,
sonhos que eu defendia como verdades, um futuro que eu protegia
como quem protege um lar.
Até que um dia
eu percebi.
Não foi de repente.
Foi um entendimento lento, cruel,
que foi se impondo:
nunca mais será a mesma coisa.
E essa frase pesa mais
quando não vem do medo, mas da lucidez.
Doeu aceitar.
Doeu soltar.
Doeu admitir que, mesmo dando tudo,
não foi o suficiente.
Eu não perdi apenas uma conquista,
perdi a versão de mim
que acordava acreditando.
Que insistia.
Que esperava sinais.
Passei a conviver com um vazio estranho:
Derrota,
Encerramento,
Frustração
E o mais difícil
não foi ver o sonho morrer, foi continuar vivendo
sem ele me guiando.
Hoje eu caminho diferente.
Com menos ilusão.
Com menos pressa.
Mas com uma verdade nova:
Algumas coisas que se quebram te quebra junto.
Algumas coisas se tornaram impossíveis e preciso parar
de perder tempo tentando salvá-las.
E talvez
isso também seja
uma forma silenciosa
de sobrevivência
Comecei a sentir algo que eu jurava não morar em mim.
A inveja chegou mansa, sem barulho,
mas fez morada no peito.
Não é do riso fácil dos casais de agora,
nem das fotos prontas, nem do amor que parece simples.
É da história.
Do caminho inteiro.
Do que foi construído com o tempo
e não apesar dele.
Invejo mulheres que ficaram.
Que olharam as falhas de perto, os defeitos sem filtro, as limitações nuas
e mesmo assim permaneceram.
Mulheres que escolheram ficar
quando ir embora parecia mais fácil.
Que lutaram não por perfeição, mas por compromisso.
Que amaram não o homem ideal, mas o homem real.
Isso me toca fundo.
Porque revela um amor raro, o amor que decide.
Que não romantiza,
não foge,
não solta a mão quando pesa.
Essa inveja não quer o que é do outro.
Ela chora o que faltou em mim.
É a vontade de ter sido escolhido nos dias bons e principalmente,
nos dias difíceis.
No fim, não é sobre eles.
É sobre a ausência que ficou.
Sobre a falta que insiste.
Sobre o valor imenso
de quem permanece, de quem luta e não desiste na adversidade.
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