Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

O Vazio das Ruas


Você foi embora.
Disseram-me que estava fora,
Talvez no sítio, em São Bento,
Ou vendendo o apartamento que guardava o seu teto.
Se parti com você em lembrança,
Espero ter deixado algum bem na mudança.


Tive vinte mil projeções na mente,
Escrevendo sobre o autor do meu afeto.
E sou redundante, sim, propositalmente:
Te amo com o afinco dos poetas antigos,
Com a dor sagrada que as mães trazem consigo,
E a paixão urgente de uma menina.


Quem diria que, na minha idade,
Eu seria escrava dessa insanidade?
Um amor que pesa mais que o meu próprio corpo,
Que me carrega, me arrasta, me domina.
Uma loucura sã, impossível de esquecer,
De controlar ou de me perdoar por querer.


Por que, meu Deus, fui escolher você?


Você me bloqueou, me cancelou, seguiu o vento.
E agora as ruas estão vazias de você.
Choro lágrimas de ausência, mas celebro o teu momento.
Se um dia voltar para visitar o teu menino,
Venha conhecer o meu novo canto, o meu destino.


Uma semana antes de partir, te viram passar por aqui...
Achei que te veria caminhando, livre e renascido.
Hoje sinto falta de ouvir-te, do som que se perdeu.
Fracassada por não te esquecer? Talvez.
Mas convicta de que ninguém te amou como eu.

Com uns dez anos de idade eu morei em uma fazenda, em Mato Grosso do Sul, com minha irmã e meu cunhado.
Era uma fazenda enorme de criação de gado. Uma bela de uma sede,mas sem energia elétrica.
Meu cunhado vivia aprontando comigo. Como ele sabia que eu tinha medo de fantasmas, cada noite era uma coisa nova.
Na fazenda havia um cemitério bem antigo. Da época da guerra do Paraguai, dizia ele. Sempre que passávamos por perto ele inventava uma história nova para me assustar.
Como eu, mesmo com todas as histórias de terror, preferia ficar perto dele que da minha irmã. Onde ele estava, eu estava por perto. Uma noite ele resolveu caçar, logo próximo do velho cemitério, mas antes ele contou a seguinte história: Naquele cemitério morava um tatu gigante q comeu todos os defuntos que foram enterrados ali e com isso ele acostumou a comer carne humana. Deu moleza, o tatuzão ia lá e traçava. Mas, como eu disse; entre ficar com minha a irmã na sede da fazenda e ir caçar, optei por ir com ele.
No caminho, passamos por perto do cemitério. Dava para ver os túmulos. Dali e até chegar no local que íamos ficar esperando a caça, eu rezei tudo quanto era reza que eu sabia e inventei mais algumas. Proteção total.
Chegamos no local, era uma árvore, onde ele montou uma especie de plataforma, chamada de girau. Nos acomodamos e ficamos ali, esperando o bicho.
No passar das horas, me encostei num galho e acabei dormindo. E aí, aconteceu. Comecei a ouvir um voz estranha me chamando. Como eu estava meio dormindo a voz parecia vir de muito longe Era uma voz chorosa vindo do lado do cemitério. Assustado e meio confuso procurei pelo meu cunhado, mas nada, ele não estava mais do meu lado. Em seguida a voz gritou meu nome novamente misturada com uns grunhidos como se fosse um bicho., o tatu comedor de gente. Como eu desci da árvore não sei, mas em fração de segundos eu estava dentro do jeep, que havia ficado bem longe por causa do cheiro de gasolina q podia espantar a caça. Eu até acho que naquela noite eu voei, dado a minha rapidez.
Se já não bastasse todo o susto que passei . de repente o grito novamente, agora do meu lado, no escuro e lá estava ele: meu cunhado.
De volta para a sede eu tive que abrir as porteiras de arame que havia, e em todas ele me deixava pra trás e ficava gritando que o tatu estava vindo, me procurando.( I

⁠Não queira me entender, na maioria das vezes nem eu consigo.
Me perco nas justificativas, nas buscas, nas fantasias. Às vezes confundo fantasias com realidades. Me fiz por mim mesma. Muitos dos acontecimentos da minha vida: desejos, sonhos, amores, etc, foram deixados de lado para que outros realizassem os deles. Não recebi palavras bonitas nem carinho, mas criei as minhas para poder me comunicar. acariciei e as amei do modo que eu achava certo. Com o amor tenho dificuldades;, reconheço, mas eu sempre dou o melhor de mim, é assim que sou e é assim que consigo me expressar. Minha pele é uma couraça de dentro para fora, eu sei, mas eu nem sempre consigo muda-la. Sempre, depois do ocorrido, eu sofro em silêncio pelos bloqueios que fazem parte de mim. Mudar agora, depois de tantos anos, descaracterizar uma vida, seria quase impossível, difícil, não saberia nem tenho tempo para mudanças. Não sei pedir desculpas, mas me desculpem, por favor. Eu amo todos que me amam, mesmo sendo do meu jeito. Para irmã Benedita de Mattos. Feliz aniversário de noventa anos. Te amo.

⁠Receio ou medo?
Ao toque das mãos, se comprime, se esconde.
No olhar a aprovação do nada que fez.
Às vezes se pega desprotegida e fica natural, fica cândida, simplesmente uma menina.
Sem perceber, busca nos alheios um abraço, um carinho, talvez .Mais; busca, ainda, um colo, quem sabe perdido na infância.
Se soltasse as amarras, se o sorriso florescesse naturalmente, mais bela ficaria, se possível fosse ficar. Ivo Terra Mattos

⁠Te amo, menino.
Botou a mala nas costas e se foi
Nos bolsos, somente os bolsos
Na mente os planos valentes
Medo? Quantos!
Ficar seria concordar
Se acovardar, teria sido a morte
Misturei as lágrimas, me soltei dos meus abraços, abri as asas e saltei.
Não sei por quanto tempo
Nem sei por onde andei, de tanto que andei
Me ajudei e ajudei desconhecidos.
Apaguei as memórias e arrebentei os conceitos do poder das indiferenças nas diferenças
Onde e quando cheguei nem importa.
as cicatrizes se moldaram na pele e as rudezas das palavras arrancaram pedaços, mas não detiveram a restauração do meu destino. Ivo Terra Mattos

SÓ QUEM ENTROU LÁ

Um som indigente
Fez-me o espio.
Resquício afluente.
Na cena, o frio:
Trovoada.
A janela estilhaçada.
O vento na cortina
Debatendo-se no teto.
Respingada.
Cortina enroscada.
No ventilador
De madeira
Inquieto.
Como fechar
A janela
Estraçalhada?
Como findar
Balbúrdia?
Como cessar
O giro
A cerrada?
Com cacos
Nessa estapafúrdia?
O linho prestes
A ser desfeito
Temo que
Nem pausa
Possa dar jeito.
Vou de fininho.
Dedo-Interruptor.
A madeira no chão
Foi-se ventila(dor).
E ao encarar todo
Aquele estrago
O sol invade.
Um caco no pé
E também um afago
Que muito me arde.
Ao menos a obra
De arte solta
Não foi levada
Junto.
Ao menos a chuva
Inda que revolta
Não poderia
Alcançar o
Conjunto.
Ao menos, oras,
A carta do vô
Repousada na escrivaninha
Nada nunca nem triscou
Porque é trancada na outra
Salinha.
A água abafada pode até ferir
O vidro, sacada, o sofá do repouso
Só que a raiz, espalhada em jardim
Não voa com vento nem mesmo teimoso.
E pela janela nem mesmo sol sabe
Coisa que só onde des(pensa) vive
Semente rara, caso tudo desabe
Ela faria o que se revive.
Um som indigente
Fez-me o espio
Levanto crente
Desse desvio.
E quando levo corpo à checagem
Janela intacta, cortina a dormir.
No ventilador, apenas bobagem
Quebrado, caído, me ponho a sorrir.
Um pingo de raio se coloca pela fresta
E vejo a verdade do sonho horroroso.
Barulho parece pior, se infesta.
Esquecer do resto da casa é que é
Perigoso.

(Vanessa Brunt)

Monólogo do amor com *"M"*

Madrugada morna, meu motivo, murmuro melodias macias.
Manhã majestosa, maravilha minha, meu mundo.
Miras-me, magnetizas, meu mel, minha musa.
Meu menino, minha menina, maravilho-me: moves montanhas, modificas marés.
Momentos mornos, maroto mistério, mantém-me.
Mordoce mensageiro, madrugaste minh'alma, mergulhei-me.
Marulhar manso, manto morno, me embalas.
Menciono mil milagres: minh’alma memoriza, memoriza.
Murmúrio materno, melodia manifesta, marcha mansa.
Meu mimo, meu mito, minha morada, me amas?
Manhã, me abraça, me ampara, me alegra, me ama.
Mereço maravilhar-me: mereces meu mundo.
Meu madrigal matinal, minha magia, meu momento.
Minh’alma, meu murmúrio: manhã magnífica, meu amor.

"Yeeeê viva. Meu Deus. O meu
Nome. É. Mizunga poeta. Rimador do. Rap tem. Músicas que. É. Bom .para. todos os. Capoeirista ela. Chama. Se
TEM GENTE NEGANDO. Á. NATUREZA.."a.arvoré. tem..Vida. por. Que. O. Machado é. De. Madeira. Não. Pode. Cortar..observa. com.tristeza"

⁠Mãezinha
Me lembro sempre do seu sorriso
Ao ensinar as coisas simples da vida
Orientando sempre a seguir o caminho certo.

Infelizmente pra contrariar quem vc amava
Segui o caminho inverso.
Entre linhas e escritas,
As lembranças surgem nos meus versos.

Ao som de Paulo Sérgio, vc sempre me disse.
"QUERO VER VOCÊ FELIZ !!!"

Sim!!!
Você sempre fez de tudo pra que isso fosse possível.

Apesar das desventuras e desgostos que a vida nos ofereceu.
Seguiu sempre com a cabeça erguida
Em companhia de sua fé
E sua esperança inabalável.

Recordações de nossas danças ouvindo "RadioGaga" e "Crazy Little Thing Called Love" do QUEEN.
(Minha mãe amava o Freedie Mercury)

Mesmo sem saber a letra, cantávamos limpando a casa se divertindo, todos domingos antes do pai chegar.

Quando ele chegava, ia assistir o futebol e dormir no sofá.
A Rô sempre trazia alguma novidade e historias divertidas, as vezes trazia um álbum de música pra gente ouvir ou comprinhas que ela fazia.

(Eu e você adoravamos quando ela trazia Donut's rsrsrs).

Geralmente no final da tarde íamos pro quarto rir e se divertir assistindo Silvio Santos.
E ficar esperando os números da Tele Sena
Na esperança de ganharmos um casa e mudar o rumo da nossa história.

Foi a melhor fase das nossas vidas .

Te amo tanto minha mãe. !!!

Vou seguir sempre seus os ensinamentos para uma vida próspera e ser feliz.

Se pudesse voltar ao passado
Sabendo o que seria do futuro
Teria te incentivado a ser mais livre

Tenho certeza que seu sorriso lindo seria marca estampada sobre as tristezas

Vc que sempre sonhou em viagens e festas
Conhecer Paris, viajar de avião, morar em uma casa maravilhosa em algum paraiso desse mundão.

Me lembro do seu chaveiro com a torre Eifel que a senhora vislumbrava em pura emoção.

Que pena, minha mãe...
Essa vida foi muito injusta com você.
Você tinha tantos sonhos ainda para viver.

Me arrependo de ter vencido alguns conflitos
Que me levaram a me perder nas luxurias do mundo
Perdi feio a batalha
E você sempre venceu a guerra por mim.

Carrego sempre uma medalha de honra em meu peito.
O orgulho de ser filho de
Maria de Fátima Lima Pinheiro.

A Paraibana mais linda que eu já vi
Aquela que me apaixonei ao abrir meus olhos a primeira vez
Quem me chamou de filho e me ensinou tudo o que sei.
Ela, que lutou bravamente como uma guerreira pra que não faltasse o pão na mesa ao amanhecer.

Que desafiava os brutamontes no metrô lotado, quando me carregava recém nascido em seu colo pra disputar uma vaga de assento adequado.

E foi assim até o fim da minha infância.
Ela sempre acertando meu despertador, e preparando meu café, pra eu não perder a hora da escola e não ficar com fome durante o dia.

A pessoa que escondia moedinhas na minha mochila pra eu sempre ter um trocado.

Ela que mesmo não sabendo o conteúdo da matéria, estudava pra me ajudar a tirar notas boas.
Quem me incentivava nos meus sonhos mesmo sendo contra alguns deles.
Que me presenteava aleatoriamente sem datas especiais.

Porque para ela, o importante era ser feliz.

Lembro que vivia dizendo:
"Não me apareça com criança em casa, que nem quero ver nem pintada de ouro!!!"
Mas tratou todos os netos como seu legítimo tesouro.

Sinto tanta falta das broncas sem sentido que você me dava.
As vezes brigava comigo, só pq tinha imaginado que eu poderia fazer algo errado.
E ficava brava demais quando eu não me alimentava.

Ah minha mãe!!!
Quanto orgulho tenho de você.
Só você, sabe o quão duro foi suas batalhas.
E o tanto que lutou para vencer.

Obrigado, por todo amor que compartilhou.
Saudades véinha... beijos do seu filho, com muito amor.

Thibor

Vestígios

Às vezes, vejo você em rostos desconhecidos,
em palavras soltas de frases que um dia foram nossas.

Já a encontrei em abraços de despedida,
em beijos de chegada,
até no perfume que o vento traz sem avisar.

Já acariciei rostos que guardavam seus traços,
olhei dentro de olhos parecidos com os seus,
mas nada era você.

Ninguém mais foi você.

Ivo Terra Mattos

Que Importância Tem Isso Agora?

Hoje já não tem mais importância, não é mesmo?
Já não há mais volta.

São outros tempos.
Tempos estranhos, mas que não apagaram o que foi vivido.

Distâncias enormes, carregadas de sentimentos enclausurados.
Mãos que se tocam, cheias de velhas lembranças.
Olhos que se fecham na busca do início.

Saudades... muitas saudades.

Mas... que importância tem isso agora?

Ou talvez tenha.

Talvez more justamente aí, nas lembranças que resistem ao tempo,
nos sentimentos que se recusam a partir,
nas marcas invisíveis que carregamos pela vida.

Porque algumas histórias terminam,
mas nunca deixam de existir.

Ivo Terra Mattos

Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.

Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.

1 Timóteo 6:9, 10

⁠*A Ruína do Ego e a Urgência da Reflexão*
Na trajetória da vida, as escolhas moldam o destino de cada indivíduo. Quando se decide priorizar o reconhecimento alheio em detrimento dos laços familiares, abre-se espaço para uma inversão de valores que, gradativamente, corrói a essência humana. A valorização exacerbada dos bens materiais em oposição aos sentimentos e às relações interpessoais demonstra um desvio de prioridades que conduz à frieza emocional e ao isolamento.
Além disso, a crença inabalável na própria infalibilidade torna o indivíduo resistente à correção e à autocrítica, fazendo com que a arrogância se torne um pilar de sua personalidade. Esse comportamento não apenas afasta aqueles que poderiam auxiliá-lo em sua jornada, mas também o impede de evoluir, pois já não há espaço para a resiliência e a humildade. Dominado pela ambição e pela vaidade, ele passa a alimentar um egocentrismo destrutivo, tornando-se refém de suas próprias convicções.
Diante dessa realidade, é imperativo interromper essa trajetória e refletir sobre o caminho percorrido. A busca pelo equilíbrio interior e pela reconstrução dos valores essenciais deve ser uma prioridade, pois, caso contrário, o colapso pessoal torna-se inevitável. A degradação espiritual, quando ignorada, avança silenciosamente e conduz o indivíduo ao abismo, privando-o da possibilidade de uma vida plena e significativa.
É certo que todos possuem fragilidades, sejam emocionais, espirituais ou psicológicas. No entanto, reconhecer tais vulnerabilidades é o primeiro passo para evitar a própria ruína. A negação dos próprios conflitos e a recusa em buscar ajuda apenas aceleram um processo de decadência que, sem o devido controle, pode resultar na perda total de si mesmo.
Portanto, a reflexão deve ser constante, e o autoconhecimento, um compromisso inadiável. A verdadeira força não reside na ilusão da perfeição, mas na capacidade de reconhecer as próprias falhas e trabalhar para superá-las. Apenas assim será possível evitar o declínio e trilhar um caminho de crescimento genuíno, onde a essência humana prevaleça sobre a vaidade e a ambição desmedida.
H.A.A

⁠UM MINUTO DE REFLEXÃO
Assumir os próprios erros e buscar corrigi-los é uma atitude que muitas vezes se mostra difícil para pessoas que não têm caráter e integridade. No entanto, achar que os outros são obrigados a perdoá-lo apenas por laços familiares ou por você precisar manter o emprego é algo absurdo.
Antes de, de forma consciente e voluntária, cometer atitudes erradas e arriscadas, é preciso refletir sobre os princípios divinos e os valores fundamentais que, certamente, seus pais lhe ensinaram. Pensar que tudo vai dar certo, mesmo quando se atua de forma irresponsável, é se iludir.
Assuma as consequências dos seus atos — o seu chamado “B.O.” — sem tentar culpar os outros por sua ignorância, arrogância e egocentrismo.
Em primeiro lugar, aprenda a valorizar a si mesmo de forma autêntica, sem esperar que as pessoas sejam obrigadas a mostrar piedade ou compaixão. O respeito e a consideração devem vir de atitudes éticas e conscientes, e não de simples exigências baseadas em interesses pessoais.
Além disso, se aqueles que poderiam corrigi-lo de forma justa e objetiva optam por não fazê-lo — seja por compaixão ou conveniência — você acaba recebendo uma reprovação equivalente à sua própria falta. Quem realmente se importa repreende e não incentiva o erro. Dizer “Ah, mas se eu fizer isso, ele vai se prejudicar” é um engano, pois o problema já começou quando se escolheu agir errado em vez do certo. Toda ação gera uma reação; e quem sabe o que planta, não teme a colheita.
Portanto, é fundamental entender que o processo de autocrítica e de corrigir os próprios erros não só está de acordo com os princípios da ética e da responsabilidade, mas também é indispensável para o verdadeiro aprimoramento pessoal e social.
H.A.A
DEUS no comando sempre!

“A prosperidade não é só riqueza”.

A riqueza, em sua natureza intrínseca, constitui dom especialíssimo,
atributo que dimana do Altíssimo, conferido a alguns segundo Sua soberana vontade;
talento e recurso que, embora legítimos, não asseguram por si só a eternidade,
pois se limitam ao campo material e transitório da existência terrena.

Diversamente, a prosperidade se reveste da condição de verdadeira bênção,
porque se estende a todos quantos depositam sua confiança no Deus vivo.
Não se restringe a cifras, patrimônios ou títulos de crédito,
mas se manifesta em paz de espírito, em saúde preservada,
em família edificada com dignidade e em fé que sustenta a jornada diária.

Cumpre reconhecer que o homem rico, ainda que cercado de tesouros,
pode revelar-se pobre de sentido, carente de substância na alma,
enquanto o próspero, mesmo em meio às adversidades, floresce e subsiste,
porque amparado está na força que do Alto provém,
e sua vida se firma perenemente na graça divina.

Assim, proclama-se: a riqueza é dom, privilégio que pode converter-se em vaidade;
já a prosperidade é bênção inalienável, direção segura
e fundamento espiritual da existência.
Se o dom é recurso eventual, que Deus soberanamente reparte,
a bênção é graça contínua, que jamais permite faltar
o necessário à vida, ao coração e à eternidade.

Ambos procedem de Deus, o que ratifica a existência de realidades diversas:
há o rico pobre e o pobre rico, assim como há o rico verdadeiramente rico
e o pobre que permanece pobre.
O que, em essência, distingue cada um não é a soma dos bens,
mas o caráter, a fé e a dignidade que sustentam a alma diante de Deus.

H.A.A

(Estrofe 1)
Quero sair pelas ruas do mundo
Sem colocar hora pra voltar
Deixar o tempo falar mais profundo
E o meu peito aprender a escutar

Ver a beleza escondida nas folhas
Ouvir o vento contando quem sou
Cada caminho guarda memórias
Que o coração nunca abandonou

(Pré-Refrão)
E quando a noite me beija devagar
Um novo sonho começa a acordar

(Refrão)
Eu vou flutuar no escuro
Onde a luz me encontra e diz quem eu sou
Sentir a brisa da noite no rosto
E viajar na vida que o tempo deixou
Eu vou, eu vou…
Entre a noite e o infinito, eu vou

(Estrofe 2)
Quero tocar o silêncio das águas
E me banhar de sentido e razão
Ver as estrelas pintando estradas
Que só se enxergam com o coração

Cada paisagem me chama pra dança
Cada sorriso me pede canção
Viajar é renovar a esperança
Que nasce forte dentro da mão

(Pré-Refrão)
E quando o dia vier me encontrar
Eu sei que a noite vai me acompanhar

(Refrão)
Eu vou flutuar no escuro
Onde a luz me encontra e diz quem eu sou
Sentir a brisa da noite no rosto
E viajar na vida que o tempo deixou
Eu vou, eu vou…
Entre a noite e o infinito, eu vou

(Ponte – mais suave, estilo MPB intimista)
E se um dia eu perder o caminho
Eu me encontro no som do luar
Pois a vida é só um passarinho
Aprendendo a voar

(Refrão Final – crescendo emocional)
Eu vou flutuar no escuro
Onde a luz me encontra e diz quem eu sou
Sentir a brisa da noite no rosto
E viajar na vida que o tempo deixou
Eu vou, eu vou…
Entre a noite e o infinito, eu vou
Eu vou…

Ó Deus de Abraão, Isaac e Jacó,
Perdoa os meus erros, me livra do pó.
Enche-me, Senhor, com Teu Santo Espírito,
Faz de mim Teu vaso, Teu templo bendito.
Usa minha vida pra Te glorificar,
Que a Tua presença venha me guiar.
Criador da terra, do céu e do mar,
Teu Nome é Santo, digno de exaltar!

(Coro)
Deus Poderoso, sempre fiel,
Tua voz ressoa do céu ao cordel.
Tua presença é tudo que eu sou,
Teu amor eterno foi quem me salvou!
Liberta minha alma daquilo que passa,
Me dá Tua benção, me cobre com Tua graça.
O Teu caminho é estreito, eu sei,
Mas é seguro, e eu sigo Tua Lei!

(2ª Estrofe)
Nas horas difíceis, vem me guardar,
Livra-me, ó Pai, do que quer me parar.
Das coisas do mundo que o tempo destrói,
Me dá Tua unção que tudo constrói.
Ensina-me a andar com firmeza e fé,
Mesmo se a vida me levar ao pé.
Que eu não desista, que eu não pare não,
Pois sei que Teu amor é direção!

(Coro)
Deus Poderoso, sempre fiel,
Tua voz ressoa do céu ao cordel.
Tua presença é tudo que eu sou,
Teu amor eterno foi quem me salvou!
Discernimento e sabedoria, Senhor,
Pra caminhar nos Teus passos de amor.
Do ontem, do hoje, do sempre serás,
Meu Deus eterno, que nunca me deixará!

Final (Cântico de oração)
Em nome de Jesus, eu venho clamar,
Que Tua misericórdia venha me alcançar.
Não só hoje, mas por toda a vida,
És meu Pastor, minha rocha erguida,
O rei da minha vida,
Senhor Jesus tú és a luz que me conduz

A RETÓRICA

(Verso 1)
Na Grécia antiga começou a articulação,
Palavra era arma, argumento munição,
Córax na missão, método na construção,
Convencer na lógica, firme na razão.

Tísias lado a lado, técnica em evolução,
Discurso estruturado, prova na exposição,
Não era emoção, era precisão,
Fundaram a base da argumentação.

(Verso 2)
Górgias surgiu, mestre da persuasão,
Palavra como feitiço, mexe com a emoção,
Encanta multidão, molda percepção,
Mostrou que o discurso move a decisão.

Não é só o fato, é como conduz,
A mente se inclina quando a fala seduz,
Verdade ou ilusão? Quem é que traduz?
Se a forma convence, até mentira reluz.

(Verso 3)
Platão observou, postura crítica na missão,
Disse: sem verdade, é manipulação,
Contra o discurso vazio, contra a ilusão,
Defendia a essência, não a encenação.

Queria o justo, o bem na direção,
Conhecimento puro, fora da distorção,
Alerta pra palavra usada sem razão,
Filosofia acima da argumentação.

(Verso 4)
Sócrates na base, método aplicado,
Pergunta e resposta, saber lapidado,
Maiêutica em ação, pensamento elevado,
Não entrega resposta, deixa preparado.

Quebra a falsa certeza, instiga a visão,
Faz o ignorante buscar compreensão,
A verdade não grita, nasce na reflexão,
Consciência é fruto da indagação.

(Verso 5 – História)
Começa pequeno, ninguém dá atenção,
Um ato simples vira reação em reação,
Só soltaram o cavalo, olha a dimensão,
Do erro mínimo nasce a destruição.

Entrou na plantação, virou confusão,
Um puxou o gatilho, outro buscou vingança,
E o ciclo se fechou na ignorância,
Ninguém pensou, só seguiu na impulsão.

Sangue chama sangue, ódio puxa mais,
Quando a mente apaga, o instinto é que faz,
Ninguém parou pra pensar, só quis responder,
E cada resposta fez o caos crescer.

No fim perguntaram: quem causou isso aqui?
A resposta foi fria, difícil de engolir:
Eu só soltei o cavalo… e saí dali,
O resto foi vocês que escolheram seguir.

(Verso 6)
Aristóteles veio, trouxe definição,
Equilibrou a arte da argumentação,
Não é só falar, tem fundamentação,
Retórica é técnica com direção.

Logos na lógica, base da razão,
Ethos no caráter, gera conexão,
Pathos na emoção, toca o coração,
Os três alinhados moldam a decisão.

(Refrão)
Logos, Ethos e Pathos
A base do discurso que quebra o caos
Logos, Ethos e Pathos
Fala com verdade ou tudo é falso

Logos, Ethos e Pathos
Se não tiver os três, não alcança o alvo
Logos, Ethos e Pathos
Na mente e no coração, esse é o impacto

(Ponte)
Pense antes de agir, vigia o que diz,
A língua constrói ou destrói por um triz,
Entre razão e emoção existe um limite,
Quem não se controla é refém do próprio instinto.

(Refrão final)
Logos, Ethos e Pathos
A base do discurso que quebra o caos
Logos, Ethos e Pathos
Fala com verdade ou tudo é falso

Em Tudo Te Dou Graças

Verso 1
Quando o sol nasce e ilumina o meu caminho,
É Tua mão, Senhor, guiando o meu destino.
No respirar da vida, no pulsar do coração,
Eu vejo o Teu cuidado, sinto a Tua proteção.

Pela família que me deste, pelos amigos ao redor,
Pelo trabalho, pelas lutas, por me fazer sempre melhor.
Até nas dores que enfrento, eu consigo compreender,
Que em cada prova da vida, Tu estás a me fortalecer.

Pré-Refrão
Se estou sorrindo, Te adoro.
Se estou chorando, Te busco.
Na abundância ou na escassez,
Teu amor me sustenta, meu Deus.

Refrão
Em tudo Te dou graças, Senhor,
Pois sem Ti nada sou.
Tu és meu refúgio e fortaleza,
Minha rocha, meu libertador.

Eu levanto minhas mãos aos céus,
E declaro com fé e amor:
Em nome de Jesus, para sempre cantarei,
Tu és o Grande EU SOU.

Verso 2
Quando me faltam forças, Tua presença me levanta,
Quando a alma se entristece, Tua voz me acalanta.
Se o mundo me abandona, Tua graça me conduz,
E no caminho da vida, eu sigo olhando pra cruz.

Os que me amam, os que me ferem, entrego tudo em Tuas mãos,
Pois aprendi que até as lutas cumprem Tua direção.
Nada foge do Teu plano, nada escapa do Teu olhar,
E enquanto eu tiver vida, Teu nome vou exaltar.

Ponte
Santo, Santo, poderoso Deus,
Criador de tudo, Rei dos céus.
Meu começo, meu sustento, meu final,
Teu amor por mim é sobrenatural.

Refrão Final
Em tudo Te dou graças, Senhor,
Pois sem Ti nada sou.
Tu és meu refúgio e fortaleza,
Minha rocha, meu libertador.

Com meu coração rendido a Ti,
Hoje e para sempre eu direi:
Te amo, meu Deus, meu Pai, meu Rei…
Em nome de Jesus, amém.

Título: O Código de Milênios

(Intro - Batida pesada, clima de mistério)

Não é só um número, não é só uma conta,
É a história do mundo que a gente te conta.
Esquece o desenho por um segundo agora,
Vem viajar na linha da história!

(Verso 1: O Berço na Areia)

Lá na Babilônia, dois mil anos antes de Cristo,
O povo já queria resolver tudo isso.
Precisavam de terra, precisavam de chão,
Medir o quadrado era a grande missão.
Sem letras, sem regras, só na base do olhar,
A semente da álgebra começou a brotar!

(Verso 2: A Sabedoria da Índia)

O tempo voou e o Oriente brilhou,
Brahmagupta na Índia o caminho traçou.
Mas tem um tal de Bhaskara, no século doze,
Um mestre indiano que manteve a pose.
Ele não fez sozinho, ele não foi o primeiro,
Mas explicou tão bem que ganhou o mundo inteiro!

(Refrão - Bem melódico)

Quem criou? Foi a história, foi a evolução,
De povo em povo, de mão em mão.
Bhaskara é o nome, o Brasil que escolheu,
Uma homenagem a quem a mente nos deu.
É a força do tempo, a ciência que para,
No ritmo do mestre, o mestre Bhaskara!

(Verso 3: A Rota dos Árabes e o Toque Francês)

Aí veio Al-Khwarizmi, o gênio persa sagaz,
Deu ordem ao caos, trouxe o método e a paz.
O termo "Álgebra" foi ele quem batizou,
E a lógica do cálculo ele estruturou.
Depois veio Viète, lá no chão da França,
Trocou frases por letras, trouxe a esperança.
O "a", o "b" e o "c" ele foi apresentando,
Pra gente não ter que ficar só desenhando!

(Ponte: O Mistério do Nome)

Mas escuta esse segredo que eu vou te contar,
No resto do planeta outro nome vão dar.
Lá fora é "Quadrática", o nome real,
Mas aqui no Brasil o apelido é fatal.
Nos livros de sessenta o nome pegou,
E o "Bhaskara" no quadro pra sempre ficou!

(Outro - Desaparecendo aos poucos)

É agrimensura, é astronomia...
É a mente humana em pura harmonia.
Agora você sabe de onde ela vem,
Não trava a cabeça, vai muito além!

Fórmula de Bhaskara…

Xis é igual a: menos B, mais ou menos a raiz quadrada de B ao quadrado, menos quatro AC, tudo isso dividido por duas vezes o A.

H.A.A….