Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

⁠AUTOPSICOGRAFIA:

Entre o ser e o ter... Eu não sei!
Qual a dor e a que não foi
Quem sou não sou nem serei
Pois ambas as dores me dói
Quão a dor de se ser rei...

Ansiei ser tudo que se há
Ninguém a mim pôde ver
Se viu não há de encontrar
Senti o meu ser escorrer
Da vida que não me está

⁠⁠POEMA DO ABSTRATO
O poeta não se alveja...
Pega-se ou se tem
- É um misto de beleza
E tudo que não convêm.
A histeria dos loucos...
- A insensatez dos príncipes
A fobia dos eunucos
O esmolar dos pedintes.
- Na mão do tacanha do grão.
À beleza que se mistura
Verte o riso dos pagãos
-- Junto à alma em ternura
Aufere sal da terra ao pão.

LAÇO:
O silêncio é gritante
E o tempo vil.
As horas são infindas
Como infinito é o mar.
Todos que me rodeiam
Não são meus
E os meus
Não me dizem seus.
E em meio a todo esse
Paradoxo de emoções
O tempo esquiva-se
A dizer quem sou eu
Apraz-me o relógio
Com o tempo seu.
Aflige-me o tempo seu
Que segrega o meu.

A urgência pelo sucesso para uns e para outros pela sobrevivência; o tempo cada vez mais em competição olímpica; solidão na multidão e, pior, em família; a avalanche digital da informação que nos tira o filtro que separa a verdade da mentira; o engessamento da empatia, sensibilidade e da intuição; um único momento de reflexão pela leitura, não de um livro, mas por uma simples frase, pode despertar a reprogramação de uma vida.
Portanto, quem puder se doe com a palavra, compartilhe sua experiência com o positivismo e a luz. Pode ser sim de grande ajuda.

o despertador tocou,
alguém chamou:
ponho-me de pé.
como será o meu dia?
corrido? calmo? rotineiro?
um curso ordinário
— sem tempo para divagações —
visto-me,
alimento-me,
faço outras e diversas preparações.
saio, caminho: caminhante e passageiro.
passos, pessoas,
passam...
cada coisa em seu devido lugar?
cada coisa só no lugar que está.
passaram, espaços, pessoas e então chego,
ponto.
posso?
agora recomeço:
estou sentado — poderia estar de pé —
há uma música,
há uma voz e
as ouço!
mas compreendo?
sem olhar o outro me preencho com vazio:
este é o meu momento (eu só me pertenço),
sem outros e
sem teorias,
nem sei se tenho pensamentos.
pronto!
que se faz dos meus cabelos?
se os toco,
parece-me que só assim os percebo.
e dos olhos? fechados: parados ou em movimento?
lábios cerrados.
não há palavras:
viva o momento!
ouvidos aguçados, atentos!
agora sou capaz de me sentir por inteiro:
qual o limite do meu corpo?
possuo forma além do conteúdo.
quando me fere, dói,
mas quando me curo não percebo.
— quanta ingratidão!
prossigo...
... para além dos limites do meu corpo.
como estou?
sou eu neste espaço-tempo.
e sei que sou bem vindo ao agora.
(PRIparação — poema musicado com three visions: II, summerland por william grant still e jeneba kanneh-maron).

Não precisamos de muitos recursos para viver momentos prazerosos.
Todo instante, em qualquer tempo ou lugar, já é e pode ser eterno. São as boas memórias, imagens inesquecíveis, experiências realmente vividas, histórias de um livro, relatos de um amigo, o riso dos filhos e a companhia de quem amamos.
A verdadeira plenitude está em contemplar o infinito com sabedoria, com a paz de Deus e com a paz que nasce do simples.
Isso é um eterno momento feliz.
Rosinei Nascimento Alves.
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!

por denotação sou atalentoso
de privação ou negaçao
mas a quem Deus não negou talentos?
isto não é todo malgrado
é bem pro comum
de comunidade e
em comunhão.
a me preparar para os amanhãs
que seguirão de muitos aprendizados:
posso dizer que, de conotação, sou destalentoso
e não me preocupo em aparentar
pois minha expressão caminhante será ensinável.
(eu queria ser manuel de barros).

Entendo que a vida
Escapa entre os dedos
Como água, bebo
Como carne, sangro
Em ciclo me concebo
Elétricamente autônomo
Geneticamente indivíduo
Lá se vai mais uma parte
Parte pra longe vida de
Sóis que brilham distante
Brilham ambos de vididos
Mesmo sol será
Na será denovo
Talvez gema de âmbar
Talvez gema de ovo...

VAZIO ESTRANHO
Outra vez pensando apenas em caminhar
Me encontro confrontada
Com dúvidas sobre onde essa estrada
Vai me levar
Talvez haja pedras nesse caminho
E talvez eu caia
antes de entender por quê


Não chore
Ainda não é o fim do mundo
Se perder no meio do caminho
Encontrará a saída antes que o sol se vá
Todos nós em algum momento
Nos perdemos
E agora o que nos resta
Um vazio
Um vácuo
De quem ainda finge saber andar

Não se prenda a definições.
Perceba a existência como uma energia que se expressa no universo por meio de leis naturais.


A compreensão nasce daquilo que se observa, se sente e se vivencia.
É na experiência direta que o sentido se revela, além de conceitos prontos.


A espiritualidade está nesse encontro silencioso com o que é —
simples, presente e em constante movimento.

E lá se foram quase 30 anos desde que cheguei aqui.
Conheci lugares, pessoas.
Amei e fui amado rsrs.
Mas às vezes temos de tomar decisões difíceis. Nem sempre é fácil reconhecer e ter coragem de percorrer a estrada a que estamos destinados. Eu sei que não vai ser fácil, mas chegou a hora da nossa despedida.
Levo em meu coração todos aqueles que, por todos estes anos, fizeram parte da minha vida.
Adquiri experiência que levarei para toda a vida.
Recomeçar nem sempre é fácil, mas às vezes é preciso.


Curitiba, que tanto amo
Talvez não seja um adeus, mas quem sabe um até logo 🥹🥺☹️😩

Subserviente paixão, aludo-me ao desejo sobejo que foi logrado após açambarcar o seu amor. A concupiscência de atrelar nossas almas adveio de sonhos priscos que hoje atinam à cândida vida conjugal.
Exacerbado sentimento de perda é atroz aos pensamentos que transigem em contrições ascéticas.
Ao seu lado, o profundo torpor requer o preceito de coadunar nossos corpos e pensamentos para que se anelem em um só ser, de modo que a ambivalência e as nuanças de nossas almas se tornem a predileção inexorável de um amor inevitável e incondicional.

Às vezes, a gente aprende no silêncio do que não aconteceu.
No intervalo entre o querer e o desistir, mora um tipo de verdade que ninguém ensina,
só se sente.


Tem coisas que não florescem, não por falta de cuidado,
mas porque não eram raízes para o nosso chão.


E tudo bem.


Nem tudo que chega é para ficar,
e nem tudo que vai leva embora o que fomos.
Há partidas que devolvem a gente para si.


No fim, a vida não é sobre segurar tudo,
mas sobre reconhecer o que merece ser permanência dentro da gente.

Perfeito para mim
Como uma noite de inverno
Aquecida em meus lençóis
Como chuva no rosto
Numa noite de verão
Como um beijo sedento
Que nunca recebi
Perfeito para mim...
Dançando na noite escura
Com velas incandescentes
Perfeito para mim...
Lua cheia na noite escura
Onda do mar nos pés da menina
Uma flor solitária na campina
Perfeito para mim!
Uma bela canção
Que acelera o coração
Perfeito para mim...
Pedra rara,
Incrustrada na rocha bruta
Alma solitária que não desiste da luta
Perfeito para mim
Sempre, somente,
Perfeito para mim!

Além do Que se Vê


Nos olhos de muitos, ela pode não ser bonita,
mas nos meus olhos, é a mais bela que já vi.
Ela não está comigo pelo que posso oferecer,
mas por tudo aquilo que consigo sentir e dividir.


Não vou abandonar-te,
pois, no momento difícil, ela não me abandonou.
Esteve ao meu lado quando eu não tinha nada,
nos dias cinzentos, foi ela quem ficou.


Quando o mundo parecia pesar mais que eu podia suportar,
foi na presença dela que encontrei abrigo e calma,
como se, em silêncio, ela soubesse me salvar
sem dizer nada, apenas tocando minha alma.


E é por isso que, entre todas as certezas que a vida não dá,
uma coisa em mim permanece firme e segura:
se um dia tudo faltar, ainda vou te amar,
porque o que construímos vai além da aparência — é alma pura.

Nunca desanime
Meu amigo, seja forte!
A luz que sai de ti
Ilumina a noite escura
Sempre siga firme,
Nunca desanime
Seja um raio
Destemido e iluminado
Busque sempre a liberdade
Por toda vida
Alguém te impulsiona...
Seja como um anjo
Seja um raio de esperança...
Abra seus olhos,
Não se esconda
O dia já raia
As ruas ainda estão escuras
Mas você brilha!
E sua luz chega até às estrelas
Não pare, somente
Não pare!
Meu amigo...

Para sempre ao teu lado
Dia a dia...passo a passo
Eu posso sentir tua presença
Estreitando o nosso laço
Laço feito de infinito,
Mas que sentimento bonito!
Pai, tua presença é força que impulsiona
Para a vida me direciona
Que Deus sempre o fortaleça e
De mim nunca se esqueça...
Que pela estrada da vida
E por toda a eternidade
Sua mão entrelaçada a minha
Seja a minha estrela- guia
E no barco desta vida
Para sempre me conduza...

*Um pouco de maldade para um bem maior*
Às vezes o remédio amarga.
Às vezes o corte precisa doer pra salvar o corpo inteiro.
Falar o “não” que magoa hoje, pra não ver o outro se perder amanhã.
Puxar o tapete agora, pra ensinar a pessoa a se levantar sozinha.
Ser duro no conselho, pra ser mole no enterro.
Não é crueldade. É cálculo de amor.
É escolher a cicatriz no lugar da ferida aberta.
O mundo romantiza o bonzinho.
Mas tem hora que ser bom é ter coragem de ser o vilão da história de alguém, só pra história dela não acabar mal.
Um pouco de maldade, quando é pra salvar, vira virtude disfarçada.
By: Waltemir Carvalho!

Na noite tensa de um passo incerto,
ergue-se o medo, denso e desperto.
No peito, o pulso corre ligeiro,
entre o instinto e o mundo inteiro.
Não busca a guerra quem quer viver,
nem deseja ferir, nem quer sofrer.
Mas há momentos — duros, fatais —
em que a paz se desfaz nos vendavais.
É quando a vida, em risco iminente,
clama por força, firme e urgente.
E a mão que treme, sem desejar,
torna-se escudo para se guardar.
Não é vingança, nem ódio cego,
é o direito de não ser entregue
à sombra fria da injusta mão
que ameaça o corpo e o coração.
Legítima defesa — nome austero,
carrega o peso de um ato sincero:
proteger o sopro que insiste em ficar,
quando tudo parece desabar.
E após o eco do gesto tomado,
fica o silêncio, denso, marcado.
Pois mesmo justo, o ato em si
deixa cicatrizes dentro de quem o ouviu e o fez ali.

O luto me deixou marcas muito profundas…

Depois que a gente perde a primeira pessoa que ama de verdade, algo muda para sempre.
É como se a vida passasse a ser vivida com um alerta constante:
“e se hoje for o último dia?”

E, junto com isso, vem o medo.

Se você tem filhos, a mente vai longe…
Você começa a imaginar o impensável.
E se eu perder um deles?
Eu suportaria?
E os outros… como ficariam sem mim, se eu não aguentasse a dor?

Hoje faltam poucos dias para completar 4 anos que minha irmã partiu…
E, ainda assim, eu sinto ela perto.
Às vezes, parece que está a uma risada de distância.

O tempo não apaga.
O tempo não cura da forma que dizem.
Ele mascara.
Ele confunde.
Mas ele não apaga o amor, nem a saudade, nem o desejo de ter aquela pessoa por perto.

Pouco se fala sobre o momento de fechar um caixão…
Sobre entender, de forma definitiva, que você nunca mais vai ver aquela pessoa.

Nunca mais.

Todos os planos… ficam só na memória.

E o que mais dói…
É perceber o que não foi dito.

Eu nunca disse à minha irmã o quanto ela era importante pra mim.
E isso me atravessa até hoje.

Fugi de abraços que hoje dariam tudo para sentir de novo.
Abraços quentes, sinceros… cheios de um amor que eu nunca mais encontrei.

Quatro anos se passaram.
E não existe um dia em que eu não pense nela.

Se ela sentiu dor…
Se ela sabia que estava partindo…

E então vêm as perguntas que não têm resposta:
E se…

E se eu tivesse amado mais?
E se eu tivesse ouvido mais?
E se eu tivesse feito diferente?

“E se…”

Duas palavras simples.
Mas juntas, elas têm o poder de assombrar uma vida inteira.

Eu enterrei minha irmã, meu irmão e meu pai em 8 meses.
E isso não tem explicação.
Não cabe em palavras.
Não cabe em texto.
É um vazio que permanece.

Porque agora?
Porque tão de repente?
Porque comigo?

O luto dói.

E o tempo… não muda isso.
O que muda é a força.
É a graça que Deus vai dando pra gente continuar.

A gente aprende a dizer que está bem…
Vai ao banheiro, chora em silêncio…
E volta pra mesa com um sorriso no rosto,
carregando uma dor que ninguém vê.

E talvez seja por isso que hoje eu só consiga te dizer uma coisa:

Viva o hoje.
Ame hoje.
Fale hoje.

Porque o amanhã…
não é uma promessa.


Bruna Wotkosky - O luto é pessimo…