Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

⁠O amor é como o mar, imenso e profundo,
Com ondas que nos envolvem sem aviso,
E nos levam em direção a um mundo
De sensações incríveis, sonhos e sorrisos.
O amor é como o sol, quente e brilhante,
Que nos aquece mesmo nos dias frios,
E ilumina nosso caminho adiante
Com uma luz que vem do coração.
O amor é como a flor, delicada e bela,
Que nasce em meio às pedras do caminho,
E perfuma a vida de quem dela cuida
Com um aroma doce e suave como mel.
O amor é a força que nos move e inspira,
Que nos faz sentir vivos e mais humanos,
E que nos une numa só harmonia
Com tudo o que há de bom nesse enorme universo.
Por isso, que o amor seja sempre celebrado,
Em todos os cantos e recantos da vida,
Como uma luz que jamais se apaga,
E uma fonte de esperança renovada

O Messias

E o Senhor me disse: O espírito do Senhor está sobre mim, desde a eternidade, Desde o princípio, antes da eternidade "Eu sou"! Eu sou a Palavra, que originou tudo o que foi feito! Eu sou a sabedoria! Sem mim nada do que foi feito se fez! Eu que criei os céus e a terra, sou o mesmo que o Senhor ungiu, com a verdade. Verdade para dar aos pobres de espírito, aos mansos da terra! A todos os que jazem nas trevas, eu o Senhor quero vivificar. Porque o Senhor, me chamou seu amigo; Me chamou porque eu era, seu companheiro desde sempre; me chamou para ser sua justiça, a todo o que estava cativo, a todos os que estavam presos e invocaram o meu nome. Eu o Senhor lhes dei liberdade! Lhes dei da minha justiça. Eu mesmo digo: "Este é o ano aceitável do Senhor! Vós feras da terra vinde à salvação"!

E sereis chamados "Árvores de justiça do nosso Deus"! Nunca mais tereis fome, nem sede! Vós das nações, que estais longe! E vós filhos de Sião, comei boa comida, sem dinheiro, sem preço. Porque eu vim a consolar, todos os tristes. Aos que estão longe e aos que estão perto!

Todos vós sereis chamados de "sacerdotes do Senhor"! Para que vos consoleis em paz uns anos que outros, com a minha santa paz! Eu o Senhor o disse e o farei. Eu farei uma nova Aliança convosco. Que durará eternamente! Comereis da abundância da paz! Sim vós filhos de Israel e vós filhos das nações! Ambos reinarão juntos na Jerusalém celestial! Eu o Senhor o digo! Amém

⁠EM MIM

Só agora, no fim, serei
O ser que não fui,
Porque errei no escolher
Da sorte, por não saber
Que ela só flui
A quem tem a coragem
De viver,
Sem querer entender
Se a vida é quadrada
Ou redonda
Como o mundo
Profundo
Entre a areia dourada,
A terra e o mar
E aquela onda malvada
Que nos arrebatou
E na tragédia nos levou,
Para um poço sem fundo.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 15-10-2023)

⁠SE

Se todos gostassem da minha poesia,
Jamais haveria
Paz no mundo.

O mar e as fontes secariam,
Os rios ao contrário correriam,
O ovo não teria gema
Nem o ovário
Seria berçário
De hormonas,
Neste meu mundo de sintomas
Da falta de teorema.

Seria o caos completo,
Tudo morreria
O absoluto e o obsoleto.

Por favor:
Para que haja paz no mundo,
Nunca leiam a minha poesia;
Podem até falecer de ironia,
Ou então ficar moribundo.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 12-11-2023)

O PAI E A SAUDADE


Meu pai, foi-se cedo.
Fugiu.
Meu Deus, credo
Que meu pai partiu
Cansado,
Martirizado,
De tanto me ouvir,
Insistir,
Perguntar:
Porque me construíste, pai!?...
A mim, um vivo-morto
Cada vez mais vivo na morte
Que se fosse de outra sorte
Eu sentiria conforto
Se te tivesse comigo
Como aquele amigo
Que além disso é pai
E a gente pensa
Mesmo na descrença
Que ele, nunca, mas nunca se vai.


(Carlos De Castro, in Há um Livro Muito Triste Por Escrever, em 23-10-2025)

POESIA EM MEMÓRIA ÚLTIMA
(para ti, Avelino Fernando do Couto Ribeiro)
Rezaram-te a missa,
O solista cantou,
O órgão tocou,
Em premissa.
Eu assisti e rezei
Diferente, por razão
De fé ao Corpo
Do Homem morto
E Crucificado que eu sei.
Tanta gente caminhando
Em passo quase de tropa
Rumo ao campo sagrado
E eu atrás de todos pensando
Se a morte é vida ou pecado
Por ter a coragem de morrer
Antes do prazo aprazado.
Deus - que fria é a morte
Criada de nascente
A poente,
Sem norte.
Dois barrotes de madeira
Duas cordas na horizontal,
Uma cova funda na vertical,
Um caixão que desce anormal
De cabeça para baixo,
Abismal,
Um corpo quase vivo
Afinal,
Que se não fosse a terra
Que mais aterra e pesa
Na sua função de singeleza
Entre a definição da morte,
Quiçá, quando for da nossa sorte
Entremos de pés ao baixo
E de cabeça ao alto,
Sem sobressalto,
Ou suspiros,
Não vá, mesmo lá dentro
Do ataúde fatal,
Vomitarmos os diospiros
Ingeridos há tempo que tal.


(Carlos De Castro in Há Um Livro Muito Triste Por Escrever, em 06-04-2026)

[Fissão Nuclear]


Ela acelerou
na minha direção,
Uma força motriz
despreocupada.


Meteorito carregado
de intenção,
Liquefazendo rocha
petrificada.


O que será de mim ?
Um mero átomo isolado,
Absorvido enfim,
por teu calor descontrolado.


Não vou retroceder
ou abortar a missão,
minha espera descabida,
meu intuito a colisão.


18/06/23
Michel F.M.

POEMA PARA TI
AVELINO FERNANDO DO COUTO RIBEIRO
(ou quando a morte fardada de roupagens negras se transforma em cristais de lágrimas puras que nem o sol consegue secar. © Carlos De Castro)
Há poucas horas te via
Na madrugada passar,
À minha porta.
Ias cedo, para o pão ganhar
Cedo ou tarde não importa
Quando o coração tem vida
Na noite que vai parir o dia.
E sou eu nesta elegia,
Neste paradoxo sem fim
Que afirmo com precisão
Que a morte é tão cobarde,
Se não,
Era fogo que não arde
E levava-me só a mim.
Assim, fico sem tino
Sem vontade de seguir
Esta vida, Avelino.
Pode ser que ao Divino,
Já no Reino do Eterno,
Possas rogar meu menino
Para que eu amado primo,
Jamais desça ao tal inferno.


(Carlos De Castro, in Há Um Livro Muito Trista Por Escrever, em 06-04-2026)

Trégua armada

Não é pela data, não pelo brilho vazio,
nem pelo símbolo, o engano ou o ritual.
É só por ser o dia em que é feriado,
o único em que cabem todos, afinal.

Reúno a mesa, o vinho, o gesto lento,
a carne assada e o doce já sem cor.
Mas vejo nos olhares o alinhamento
de uma guerra antiga, de uma antiga dor.

Sempre respiga algo. Um riso que se quebra,
uma pergunta acesa, um tom a mais.
A mãe que chora o filho que não volta,
o irmão que bebe o vinho dos sinais.

E o brinde soa oco como um sino
rachado no rigor do tempo morto.
Natal é o ensaio do sepulcro em família,
Páscoa é a traição de um beijo torto.
Ano novo passa a ferro as cicatrizes,
aniversário é a idade do desgosto.

Eu queria apenas juntar mãos e restos,
mas a união já vem com seu escombro.
E o que deveria ser festa é trégua armada,
onde o amor respira o mesmo ar do monstro.

Então celebra o rito, o calendário,
a desculpa maior que o sentimento.
E se outra família diz que é diferente,
mais verdadeira em cada acontecimento,
não mintas: isso é a farsa transparente.
No fundo, toda família é o mesmo vento.

Como voar para longe
De onde o coração quer estar perto
A distância é dolorida
O apego segura as suas asas
Você oferece muito e está disposto a tudo
Mas eis aí o que te fere o coração
A indiferença e desprezo de quem o tem em suas mãos
Esse investimento não vale a pena
Embarcar em um voo, sabendo da sua queda
É um caso a se pensar, ou melhor a se deixar.
-
Leonardo Procópio, Pindamonhangaba

Memórias


Eu me sujo com meu sangue
A nostalgia é como uma faca
O desejo de nunca esquecer-te é mais forte
Mais forte que toda a dor que sinto


O sangue faz tudo parecer mais vivo
Me trás de volta ao que me trouxe alegria
Você era meu conforto
Minha melhor amiga, agora sem vida


Faço meu sangue jorrar na busca pela nostalgia
Quero você, mas nunca mais posso tê-la
Minha mãe está sem vida, minha mãe se foi
Ela nunca mais vai voltar, minha alegria


Se eu não sentir a dor da lâmina
Sinto que vou esquecer você cada vez mais
Sua voz está desvanecendo nas minhas lembranças
Estou perdendo a vida junto com elas


O mundo me trás novas perspectivas
Mas a lembrança do seu abraço me assombra
Não tenho colo, não tenho mais você
Tudo que me resta são memórias frágeis


Preciso encontrar uma nova alegria
Mas só me restou melancolia
Vejo os outros seguindo em frente
Mas sempre estou aqui para todos


Não estou sozinha, me sinto sozinha
Busco na dor te reviver
Quero me sentir mais próxima do que me trazia alegria
Mas realmente de fato, você está morta.

As sombras refletidas nas paredes das cavernas não ofereciam a nitidez que a ilusão das telas mostram em detalhes.
O exibicionismo no entorno da fogueira; cantos, danças, histórias, contos...
Por vezes interrompidos pela dor da ruptura do dente do siso, é o mesmo. Excessão às ferramentas, tanto para combater a dor, quanto para se exibir, muito mais potentes. Muitos dados coletados para comprovar que não damos conta de cuidar nem do mundo ou do outro, sem antes alimentar o faminto ego.

Prisão do amor
O poeta conversa com o papel
Nos versos entre tintas e lágrimas é capaz de colocar a emoção em cada refrão
Fazendo da imaginação a sua prisão,
Sendo liberto ao partilhar das dores que sofre ou imagina,
Afinal essa é sua sina, transbordar a emoção até os confins da sua imaginação
Transportando todos os seus sentimentos a quem está lendo, para lhe falar o quanto é árduo amar por apenas um breve momento.
Quem experimenta do amor, que não lhe pertence.
Será minha a culpa de nascer na era errada?
Quero de volta o amor da folha parda.
Não quero migalhas virtuais, do tipo curtiu algo, vê tudo o que posto.
Quero bilhetes e anotações para nutrir de Fernando a Camões, os desejos de se expressar o coração com as mãos no lápis.
-
Leonardo Procopio
15 de Julho de 2024

A prisão dos apaixonados
É a indiferença, dentro dela eles correm por todos os lados.
Não querem incomodar,
Não querem ser emocionados
E o tempo a esses é como um fardo,
Invisível para aqueles que são indiferentes, pensam apenas em si mesmos
Seja no passado, presente ou futuro.
Aos que carregam esse fardo, nele irão encontrar a sua libertação.
Pois o tempo dirá o que há de ir, o que há de ficar.
E liberto do peso e com as chaves a mão,
Meu conselho é guardem seu coração (Pv 4:23)
Não comprem ilusões, as ações falam a todo momento,
Saiba as ouvir e tenha a coragem de ir.
-
Leonardo Procópio
Pindamonhangaba, 6 de Dezembro de 2024.

Quem treina sabe
Músculo tem memória
E se voltar a treinar
Logo ele volta a crescer,
E como posso esconder
Se o coração é um músculo que faz parte do meu ser,
Ele pede pela sua volta para voltar a viver.
O corpo sem treinar definha,
O coração sem amar,
Faz dos olhos um mar
Cheio de água salgada,
Esperando pela embarcação
Que um dia fez morada naquele coração.
-
Leonardo Procópio, Pindamonhangaba.

Platão tratou o amor como um banquete
Você me mostrou ele como migalhas
Ao te oferecer presentes, mostrou que tem preço.
Ao te oferecer palavras de afirmação, seu ego entrou em ação.
Ao te oferecer tempo de qualidade, mostrou que só se importa de verdade com coisas que enaltecem sua vaidade.
Ao te oferecer toque físico, optou pelo distanciamento.
Ao te oferecer atos de serviço, quis ser auto suficiente.

Até que chegue o dia
Que minha reserva de amor fique vazia
Com você eu gastaria
Todas as minhas reservas de amar
Sei que esse dia nunca existirá
Pois não importa qual seja o lugar
Minhas reservas se enchem
Ora com seu olhar,
Ora com seu abraçar,
Ora com seu falar,
E isso faz de mim a pessoa mais rica a te amar.
-
Leonardo Procópio
27 de Novembro de 2024

Vi-te de longe,

e já eras poema,
mas faltava vida no papel.


Porque você não gosta realmente de algo só por olhar,
senão por experimentá-lo,
e eu só te entendi
no toque,
no cheiro,
no silêncio tímido
entre as tuas palavras.


O amor não é pintura,
é gesto;
Não é quadro,
é colo.


Se eu te amei,
foi porque me debrucei
sobre a tua alma
e mergulhei sem medo.


O olhar encantou,
mas foi o sentir que me prendeu.

Adore
Não na residência do alto,
mas na essência do magno,
Até sentir o resplendor
num tom suave,
o aroma que arrepia,
suado e prostrado
diante do arauto.


Sinto falta desses dias
em que me arrebatava
sem pesos,
só eu e o Eu Sou,
dançando, às vezes cantando,
às vezes escrevendo,
às vezes recitando as cantigas
que as nuvens me segredavam.


E eu parecia louco
corria sem rumo
e só parava
quando era tempo
de cair de joelhos.


Mas um dia,
desliguei o discernimento
e segui a vaidade.
Desde então,
nunca mais me vi.
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"Escrevo para lembrar que senti."
✒︎ Poetapegasus
© 2025

Livre solidão
Tudo que eu quero é a solidão
Permanecer em minha própria companhia
E nela refletir das benesses que com você posso dividir
E dos sacrifícios que para tal se vai exigir.
Quem derá houvesse uma fórmula mágica.
Ou um elixir, que ao beber venha o desfrute da paz e da serenidade,
Que mora junto as almas ligadas em eterna lealdade.
-
Leonardo Procópio
8 de Novembro de 2023