Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
O Amor
O amor é a força poderosa que existe,
É um sentimento por demais complexo,
Que nos leva a desejar o bem que resiste,
E ilumina a alma com terno reflexo.
O amor é algo que não se explica:
Demonstra-se com gestos e atitudes.
Não força a barra nem se justifica,
Trazendo consigo apenas virtudes.
O amor é emoção que cria vínculos,
É uma decisão diária e doação.
São elos que unem os nossos círculos,
Trazendo o amor de dois ao coração.
O amor é também resposta inconsciente
Que ativa áreas do cérebro em recompensa,
Ao prazer e vínculos afetivos permanentes.
É o motivo de manter sempre a presença.
O amor é o motivo por trás da sensação
Da euforia no início de uma paixão.
Desperta aos poucos essa motivação
Até vincular os laços do coração.
O amor vai também muito além da paixão,
Exige empatia, cuidado e cumplicidade
São bases fundamentais na relação,
E que levam o casal à maior intimidade.
O amor é também paciente,
É bondoso e não egoísta
Escolhe ser sempre altruísta
Apoiador, perdoador e realista.
O amor é mais forte que a morte,
Embora a morte seja o fim narural;
O afeto e a ligação transpassam o norte,
Superando esse limite terreno e final.
O amor vai além da paixão passageira,
Até mesmo de um estado emocional.
Na verdade, ele traduz, de maneira inteira,
Uma escolha diária incondicional.
O amor é um comprometimento ativo.
Envolve respeito, cuidado, e estar presente,
Ainda que a rotina saia do controle cativo
E as emoções se esfriem na mente.
O amor se sustenta na parceria,
E também no propósito da partilha.
Enquanto os sentimentos buscam harmonia,
Tentando pôr o amor na sua trilha.
Finalmente, no sentido espiritual,
O amor é o pilar de toda crença,
Da filosofia humanista e real,
Que o ser humano eleva a presença,
E o mantém na postura ideal.
Raimundo Nonato Ferreira
Maio/2026
Arames Farpados
No mundo das ilusoes eu estava
Partindo de um sistema frustrado
Nessa caminhada tive que vencer
No beco da emoção eu tive eu crescer
Cercada de arames farpados
Me protegendo dos ventos
Frios, sem coberta, sem alentos
O sol me aquecia no mundo que eu não existia
Em contos de fadas lindos e poéticos
Meu corpo não acha se quer um afago, um afeto
Olhares de sentir
Sentir-se pena, dó, nojo, medo, repudia
Tive que ser, antes mesmo de crescer
Eu vou sem medo, com força
Ditando quem eu sou
Eu vou voando nos sonhos de ser
Encontrando quem sou no meu viver
“No Véu da Meia-Noite”
Na torre sombria, o tempo se desfaz,
Relógios choram horas em lamentos voraz.
A lua sangra sobre o mármore frio,
Ecos de almas dançam no vazio.
Rosas negras brotam do chão esquecido,
Perfume de morte, encanto proibido.
Velas tremem com o sopro do além,
Sussurros antigos chamam por alguém.
Vestes de sombra, olhos de tormento,
Caminho entre ruínas e esquecimento.
O amor perdido jaz em sepultura,
Beijo de espectro, dor que perdura.
No véu da meia-noite, tudo é verdade:
A beleza se veste de mortalidade.
“A Catedral dos Lamentos”
Sob arcos quebrados, o céu se cala,
A névoa dança onde o tempo embala.
Catedrais choram com vitrais partidos,
Guardam segredos, amores esquecidos.
Anjos caídos vigiam em pedra,
Olhos vazios, memória que medra.
O sino ecoa em tom de agonia,
Marcando o fim da última alegria.
Nos corredores, passos sem dono,
Sombras deslizam em eterno abandono.
Um véu de pranto cobre o altar,
Onde promessas vieram a se quebrar.
E ali, entre ruínas e dor silente,
O amor renasce… sombrio e ardente.
Catedral da Noite
Na abadia do crepúsculo, sombria e ancestral,
Onde teias pratejam o mármore funeral,
As estátuas choram lágrimas de pó e solidão,
Guardando um segredo morto em cada coração.
A lua, farol pálido de um destino amaldiçoado,
Beija os vitrais quebrados do tempo condenado.
Sombras se arrastam lentas,em dança sem perdão,
Vestidas de nevoeiro e eterna desilusão.
Os corvos são os monges deste claustro sem fé,
Gravando em suas asas o eco de um réquiem.
O vento sussurra salmos de um hymno funeral,
Enquanto a podridão exala seu perfume eternal.
E na nave do abismo, onde o tempo desmorona,
Uma alma ainda vaga,pálida e abandonada.
Ela busca um reflexo na fonte do esquecimento,
Preso no laço eterno de um frio tormento.
O órgão toca uma fuga de notas de agonia,
É a música das almas que a luz já não guia.
E cada gota que cai da umidade sem fim,
É um verso da poesia que a morte escreve aqui.
Assim, na catedral que o musgo vai coroar,
O gótico se ergue,sem fim para findar.
Onde a beleza mora na mais profunda dor,
E o silêncio é o verso mais puro do terror.
Me olhou um gatinho com seus olhinhos cor de mel
Por meio de um miado manhoso me chamou
Com sua patinha me cutucou e disse:
Hora de levantar, gatinha manhosa
O dia amanheceu e frio está
Está na hora de levantar
Pegue sua coragem
E não se esqueça da sua bagagem:
Seu gloss, seus óculos
E um chinelo para descansar os pés
De novo, um novo dia
Um looping em harmonia.
HÁ DOIS MIL ANOS ATRÁS
Poeta Brithowisckys
Há dois mil anos atrás
Nas portas de Jerusalém
Uma multidão aclamava
O Rei nascido em Belém
Que trouxe uma nova Mensagem
Pro povo sedento e faminto
Mas Ele foi rejeitado
Julgado e condenado.
Estr. : ô ô ô ô
Há dois mil anos atrás
Nas ruas de Jerusalém
Uma multidão condenava
O Rei nascido em Belém
Ninguém aceitou sua mensagem
De paz para um mundo sem luz
Pregaram o Rei do universo
Nos braços de uma Cruz
Há dois mil anos atrás
Num morro em Jerusalém
Uma multidão assistia
A agonia do Rei de Belém
A Terra cobriu-se de trevas
O sol se negou a brilhar
Um gritou ecoou no universo
CONSUMADO TUDO ESTÁ!
Há dois mil anos atrás
Bem perto de Jerusalém
Puseram num túmulo sem vida
O corpo do Rei de Belém
A morte não pode vencer
O Rei que foi morto na cruz
Pois Ele ressuscitou:
Ele é Deus, Seu nome é Jesus
Há dois mil anos atras
Bem perto de Jerusalém
O Filho de Deus conquistava
O nosso lar no Além
Subiu às alturas dos céus,
E em breve há de voltar
Prepare o seu coração
Pois Cristo vem nos buscar!
TENHO SAUDADES DE TI MEU QUERIDO PORTUGAL
Poeta Brithowisckys
De heroicos patrícios o berço de bravos mares,
Terra de sonhos, do fandango, de luzes e fados,
Entre vinhedos de Dionísio e versos singulares,
Ecos de glórias ainda ecoam em tempo passado.
Camões encantou-se e cantou-te em épicas rimas,
Navegadores destemidos desbravaram o além-mar,
Fernando, com alma não tão pequena, te fez em acima,
Poema e amor à pátria portuguesa no verso que tem.
Lusitanos raiz, teus vinhos são sangue da terra antiga,
Mistério adocicado de almas em taças de cristais vertidas,
A cada gole, a história simbiótica que a vida longa abriga
O gosto eterno das mãos amigas sempre estendidas.
Ó velha Portugal, de brisas suaves, do Rio Douro na foz do Porto
Onde o sol parece beijar o mar no belo e encantador entardecer
Onde o Tejo murmura canções antigas e o Algarve incorporou
Que a alma lusitana jamais se acabe nem aqui nem além-mares
Bate no peito heroico de mil gerações o orgulho das naus de Cabral.
Tenho saudade de ti, da Torre de Belém, meu querido Portugal
SOU GOTA PERDIDA NO OCEANO CÓSMICO
Poeta Brithowisckys
Sou gota perdida no oceano cósmico,
navegante de estrelas, errante de mim.
O silêncio do espaço me envolve,
como mar profundo sem começo nem fim.
Nebulosas guardam segredos em véus de luz,
pulsar distante marca o ritmo do invisível.
Buracos negros devoram memórias do tempo,
aglomerados de estrelas dançam em espirais.
Galáxias orbitam um universo pulsante,
onde cada sombra é também claridade.
Sou eco de um mistério sem nome,
fragmento errante na eternidade.
constelações dançam em marés de luz.
Nesta viagem imaginária e abismal eu viajo
Guiado pelo farol intergalático de um pulsar
No relógio cósmico eu marco meu tempo finito
Sou barco de carne em águas de infinito,
meu leme é o tempo, meu porto é o azul.
No abismo celeste, encontro meu eco,
sou poeira estelar em viagens sem cais.
E no mistério que o universo guarda,
descubro que o cosmos também é meu lar.
Já parou pra pensar e reparou que a saudade é a necessidade de algo ou de alguém que um dia nos fez bem ou feliz, entretanto se não lembramos, se não vemos, acabamos não sentindo falta, com tudo não sentimos saudades nem muito menos necessidade, reviva, relembre, reveja, lugares,pessoas,viagens, paisagens, mesmo estando distante ou sem acesso assim por um momento serás feliz e darás um espanto naquilo que quando lembra faz o peito apertar ou faz com venha a se animar, sua energia te apresenta antes mesmo que venha a dar uma só palavra em algum lugar...
-Por João Elivaldo-
" Eu vejo gente morta
Não no corpo que se perde
Eu vejo gente morta
Na alma que perece
Eu vejo gente morta
Não na falta de pulsar
Eu vejo gente morta
Na ausência do pensar
Eu vejo gente morta
Não na falta de respirar
Eu vejo gente morta
Quando esta deixa de amar"
E se o amor e a morte se encontrassem
Em um abraço infinito .
O amor morre
Ou a morte se apaixona
Talvez a morte , acabava com o amor
Ou o amor amaria até a morte ?
E se o amor e a morte se encontrassem
Lado a lado andariam ?
Ou logo com um beijo
Essa união selaria .
Talvez , só talvez ...
Findo o enlace
Findo a agonia.
Todos os dias somos nutridos de muitos sentimentos
Sejam bons ou ruins
Todos os dias alimentamos alguém da mesma forma
Você nutre ou é nutrido ?
Deposita nela o que deseja receber
Ou só o mínimo para manter ?
Transborda sinceridade
E exonera a falsidade
Ou não existe reciprocidade ?
Você nutre ou é nutrido ?
Transborda ou carece ?
No fim, tudo é o que parece
Alimentamos um sentimento
Bom ou ruim ele floresce
Nos consome , amadurece
E um dia simplesmente ...
Espera que ele cesse.
Durma , isso não é nada
Durma isso logo passa
Durma, que tudo é só ilusão
Se alguém achou a sua estrada,
Achou-a em confusão,
Não se culpe por isso
Sua alma foi enganada.
Não há lugar nem dia
Para quem quer procurar
Nem paz nem alegria
Para quem, por amar,
Se entrega e confia.
Melhor ser realista a
Fingir dócil , sem o ser
Ficar como ficamos,
Sem pensar nem querer,
Dando o que esgotamos
Amar sem nada receber .
Sempre que tento ser breve
Sinto que falta algo
Não sei ser leve quando falo
Não sei o que existe entre o amparo e o estrago
Intensa
Extensa
Não sei ser breve, nem pouco
quando escrevo, faço barulho
Não sei ser calma, ir sem alma
Se vou, é com tudo o que tenho
Do contrário, eu nem venho.
Não me empenho .
Não sei ser calma na cama
Lá só com chamas...
Se me entrego ,
Recebe no mar profundo ,
Pois não mergulho em mar raso .
Se me entrego , recebe
Só não faça descaso .
Não sei ser breve , nem pouco
quanto eu sinto
Isso é imensidão, nunca minto
Sempre que tento ser breve ...
Carta ao meu amor
Você chegou quando o céu ainda estava escuro dentro de mim.
Chegou no fim de uma tempestade que parecia não ter fim.
Quando eu já não sabia mais se ainda existia luz, então você veio.
Como arco-íris depois do caos. Como sol atravessando as frestas da minha alma, acalmando meu anseio.
Como amanhecer depois de uma noite escura.
Você me devolveu motivos para crer, mesmo parecendo loucura.
Chegou sem prometer eternidade, ou jurar permanência, tampouco a tal felicidade; somente com sua insistência.
Mas, mesmo sem promessas, você ficou onde mais importava: dentro de mim.
Trouxe a paz de um amor seguro, calmo e bonito.
Um amor que não gritava, mas acolhia. Que não prendia, mas cuidava.
Que não exigia, mas permanecia.
Quando eu tive medo, você segurou minhas mãos como quem segura um mundo prestes a desabar.
Quando eu senti dor, você não fugiu. Você ficou. E, ficando, fez meu coração aflorar.
Você me ensinou a olhar para a vida com mais delicadeza. Me mostrou que até os dias difíceis carregam alguma lição, algum sentido, alguma pequena luz escondida no meio da dor.
Eu ainda me lembro da sua mão pegando na minha, meio tímida, mas quente. Da sua voz sussurrando no meu ouvido e cantarolando nossas canções.
Você chegou me mostrando que o mundo podia ser mais bonito do que eu imaginava. Me ensinou o valor da empatia, do respeito, do cuidado e da presença. Tocou minhas feridas sem me machucar. Suavizou minhas cicatrizes sem tentar apagá-las. E acreditou que eu ainda podia amar, mesmo quando eu já não acreditava mais no amor.
Você encontrou meus pedaços espalhados e não teve medo da bagunça. Não tentou me consertar à força. Apenas me amou com tanta calma que, aos poucos, eu fui lembrando quem eu era.
Você é mais do que a palavra amor; você é a certeza do meu amar.
ESPLENDOR DOS IPÊS
Meus olhos lacrimejam pó
Minha garganta seca dá dó
Minhas pernas trêmulas dão nó
No horizonte tênue, cinza e pó
Estamos em agosto, que desgosto!
Estação seca das arvores tortas
Das flores e folhas mortas!
Do céu sem nuvens, descem vendavais
Formam redemoinhos de poeiras infernais
Estalos de galhos soltos criam asas latentes
Balanceiam como peraltas ambulantes
A mercê das correntes constantes...
Olho a imensidão dos eixos Sul e Norte,
Que unem as extremidades das asas do Plano Piloto
Onde carros apressados passam sem perceber
Do seu interior a beleza efêmera e tênue dos Ipês!
O roxo e o rosa enchem as retinas, bonito de se ver,
O amarelo é ouro e atraí abelhas e beija-flores
O branco é o símbolo da paz, que colosso!
A natureza nos brinda com esplendor
O destaque denso e um colorido revelado
Que se escondem na noite de um céu estrelado
E na manhã seguinte, o espetáculo bonito de se ver,
As explosões coloridas dos exuberantes Ipês!
A ESSÊNCIA DA ELEGÂNCIA FEMININA
Poeta Brithowisckys
Quem é ela que até dos marmanjos arranca suspiros?
E quando passa fluindo, não passa desapercebida.
E quando ela chega, todo o ambiente se emudece,
como se o tempo a sua volta desacelerasse por completo,
só para os transeuntes, contemplarem a tua presença.
Ah! Mulher astutamente arredia e fogosa!
Todos notaram teu sorriso opaco, cativante e sereno
Que tem o poder de acalmar tempestades
Nas tardes quentes de esperado verão,
e iluminando os cantos mais escuros da alma.
Ah! Mulher astutamente arredia e fogosa!
Com teu olhar profundo e penetrante,
revela uma sabedoria e inteligência emocional
que não se aprende nos bancos da escola e nos livros,
mas num sussurro interno ouvindo voz da consciência,
em sintonia com o instinto de sobrevivência.
AH! Mulher astutamente arredia e fogosa!
Você conquistou o mundo errando, vivendo e aprendendo
com muita imaginação, coragem e sensibilidade.
Virou atração da elegância e sutileza feminina
Ela é a tradução de leveza, sentimentalismo e precisão
não apenas na forma como se veste ou caminha,
mas na maneira gentil como trata os outros,
como é ávida em escutar seus interlocutores,
e como se posiciona com a postura de uma Lady.
Ah! Mulher astutamente arredia e fogosa!
Tem conhecimentos e firmeza no que fala,
É graciosa, imponente sem ser arrogante.
Não precisa levantar a voz para ser ouvida,
porque sua impactante presença fala por si.
Há beleza, realeza em cada traço teu,
mas é sua verdadeira essência que encanta
com a tua força imutável, gentileza convicta,
tem a feminilidade que não se curva.
Quando confrontada, se ergue com dignidade.
Não se cala diante de inquisições descabidas,
Ela é fonte de inspiração, transpiração afrodisíaca.
É mulher instintivamente madura que honra o feminino
com classe, elegância transforma o insosso cotidiano
em poesia, e que nos lembra, com cada gesto que a
verdadeira mulher astutamente arredia e fogosa,
que a sua beleza acessível mora no coração da alma.
MULHER DE ALMA GUERREIRA
Poeta Brithowisckys
Ela não veste de pesadas armaduras,
mas carrega no peito a indomável
coragem de séculos antepassados.
Não precisa de aplausos de plateias compradas,
porque seu valor ecoa no silêncio dos seus atos.
Simples e imprescindível como o nascer do sol,
mas intensa como o fogo que não se apaga.
Ela enfrenta o mundo com o rosto cansado,
Às vezes desfigurado pela amargura da dor
mas não se deixa abater, porque sua força
não mora na aparência física frágil,
mas na essência da alma que não se rende.
Ferida sim, pode estar, mas derrotada, jamais!
Cada cicatriz em seu lindo rosto é uma marca,
de um belo verso da sua nobre história!
Cada queda é um degrau para o pódio dos seus sonhos.
Por ser guerreira de nata de excelência,
ela sonha com os pés no chão de pedregulhos,
mas o coração firmado no ninho das estrelas.
Ela tem amor-próprio e desconhece o impossível,
Esbraveja, cerra os punhos com dentes de tigresa.
Ela sorrir mesmo chorando, respira fundo e faz acontecer.
Essa mulher é uma poesia viva, tempestades que rega esperanças,
é raiz que sustenta o imaginário do impossível.
Ela é tudo e mais um pouco que o mundo precisa,
e mais um pouco do que ele ainda não entende.
É uma deusa guerreira, indomável com feições de mulher
Fogo que Arde sem se Ver
Amor é fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói, e não se sente...
É um contentamento descontente,
É dor que desatina... sem doer
É um não querer mais que bem querer,
Um andar solitário entre a gente.
É nunca contentar-se de contente,
É um cuidar que ganha em se perder...
Mas como entender esse nó no peito?
Se o amor é avesso, se não tem direito?
É querer estar preso por vontade,
É ter com quem nos mata... lealdade.
Ah, esse amor... que é tão contrário a si.
É servir a quem vence, o vencedor,
Se entregar sem medo de cair.
É buscar o abrigo nessa dor,
E achar o caminho pra sorrir.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade?
Se ele muda as regras do valor,
E nos rouba toda a gravidade...
Pois querer estar preso por vontade,
É ter com quem nos mata, lealdade.
Como causar pode o seu favor...
Se tão contrário a si... é o mesmo Amor.
----------= Eliana Angel Wolf
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