Se me perguntassem sobre ela Se me... Jefferson Freitas.
Se me perguntassem sobre ela
Se me perguntassem sobre ela, diria que ela não foi feita para ser metade; precisava de uma soma e não de uma complementação. Era intensa. Tinha uma grande sensibilidade e nela havia uma ambiguidade de insegurança e determinação, de um comportamento solitário e melancólico e outro amoroso e solidário.
Vivia continuamente com essa espécie de equilíbrio necessário que muitos não chegaram a conhecer, mas que, para ela, fazia bastante sentido, um dos diferenciais que a mantinham de pé, enfrentando adversidades externas e conflitos internos, sendo um exemplo de mulher, a expressão física do amor divino.
Era nítido que era apaixonada pela arte e por algumas de suas variações que conversavam diretamente com a sua alma. Nem sempre era através de palavras: bastava um pouco de tinta ou uma melodia breve e profunda, qualquer variação artística, onde a vida pudesse ser expressada de uma maneira realista e lúdica.
Ainda pintava com riqueza de detalhes a sua realidade, com simplicidade e elegância; abraçava o romantismo e a modernidade; defendia valores antigos e tinha sonhos desprovidos de ingenuidade. Deus esteve fortalecendo o seu corpo e o seu espírito e, assim, as suas falhas não conduziram o seu destino.
Seria muita prepotência da minha parte se eu dissesse que eu a compreendia plenamente, seria uma falácia; porém, tenho certeza que eu pude compreender pelo menos um fragmento da sua complexidade, o que já foi muito, considerando, que um dos seus maiores desejos era ser compreendida como um bom livro, desde o começo.
