Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
É curioso como o todo se dissolve
e se transforma em um tudo incerto.
Peço uma pausa —
a cabeça gira,
e o medo encontra morada.
O amor, outrora suave,
capaz de embalar o coração,
até aquele que nos lança
à vertigem do “te amo”,
perdeu o encanto
e virou eco vazio no mundo.
Antes, era açúcar cobrindo a alma;
hoje, carrega um amargor silencioso,
que caminha junto
ou nos espera,
paciente,
em algum ponto do tempo.
Menino… bom menino.
Você foi usado, humilhado, machucado, abusado, quebrado e, por fim, descartado.
Que Deus, em Sua infinita misericórdia, cubra você com luz dourada.
Que o amor eterno e a felicidade plena sejam agora o seu lar.
A saudade permanece.
Mas o seu nome, em alto e firme tom, clamamos por justiça.
E esse clamor continuará ecoando, provando o quanto você foi — e é — grande.
Milhões o viram nas telas.
Sob o seu brilho, não apenas na China, mas de norte a sul do mundo, você apareceu, foi conhecido e permanece vivo na memória de todos.
O mundo ainda o vê, ainda aprecia a sua voz, ainda admira a sua atuação.
Isso não morrerá.
Justiça. Sim, justiça.
Sinto que todos nós — aqueles que te amam — negligenciamos os sinais.
Eles estavam ali, explícitos.
E, mais uma vez, perdemos um ser de coração puro.
Perdemos para vermes, escrotos, monstros sem alma.
Deixamos passar.
Não percebemos, mesmo quando os pedidos de socorro estavam ali, expostos ao vivo para o mundo, nas suas próprias mãos.
Você estava nas mãos de monstros.
Perdoe-nos pela nossa negligência.
Mas a justiça será feita.
Justiça para o menino-homem.
Justiça para Yu Menglong.
O meu eu revolto
Desde quando amor dá um tempo?
Amor conta o tempo.
Para ficar junto,
para beijar na boca,
para correr juntos e abraçar gostoso,
para acariciar intimamente
e dar gargalhadas sincronizadas.
Sempre juntos.
Desde quando amor dá um tempo?
Amor conta o tempo!
Quanto tempo é preciso
para entender o óbvio?
Senti o efeito passar por mim.
Não é literal; é fato.
Estou me quebrando aos poucos.
Ossos puídos não param de surgir — é certo. Segundo a minha ciência, não há o que fazer.
Rio aqui, pois há coisas que, lá atrás, jamais imaginei existir. Ainda assim, concluí em meu TCC, na Universidade da Vida, que verdades também são cruéis.
Aprendi que o super-homem também envelhece, também sente cansaço, reflete muito e morre.
O ser humano me lê como uma pessoa quase normal, mas nem tanto forte.
Uma leitura didática, porém analógica.
No entanto, se mergulharem em mim, descobrirão o quanto de poder tento esconder, o quanto de filtros utilizo para não me reconhecer por completo.
Faço isso para me proteger, até porque a exposição trinca e dizima o ser humano.
É um vírus letal — mortal e imoral.
Imperfeitos
Nós, seres humanos, somos todos imperfeitos e cheios de anomalias.
A falta de regularidade não significa que fomos malfeitos; somos apenas seres que se tornaram defeituosos ao longo da vida.
Ser imperfeito é um fato e, imagino eu, a razão pela qual estamos aqui é para descobrir como nos aprimorar e nos aperfeiçoar, a fim de mostrar ao Criador que fizemos o nosso melhor.
Saudade da 88
Um suspiro, e a lembrança da goiabeira — aquela cujas folhas secas forravam o chão do quintal, enquanto apenas o brilho da lua e das estrelas testemunhava a magia do amor. Lentamente, em esteira, a mente do ontem e as lembranças invadem, sem pedir licença, o meu hoje. Saudade da 88!
TU: Ano xv
Estou condenada a ouvir o seu nome,
mas estou feliz — por favor.
Você precisa me dizer
se o inferno está cheio de mentiras e dores.
Reflito muito e concluo:
você tem que estar aqui,
no conforto dos meus braços.
Você tem que dizer.
Por favor, transforme-me.
Consolo-me nessa transformação profunda.
Vamos ser felizes.
Ouça-me.
Estou condenada a ouvir o seu nome.
Sinto saudades do seu eu,
meu menino do sorriso largo.
O ano 15 está chegando.
Tudo passou tão rápido,
num piscar de olhos.
Minhas lembranças estão tão nítidas
que posso até tocá-las.
Será que esse amor se tornou obsoleto?
Não importa —
porque, para mim, ele continuará sendo atual.
O sol continua quente.
A metáfora sou eu em você.
Tudo é riquíssimo, mas o tom é triste.
O lobo agora está na matilha.
Salve-me, até porque quero a luz.
A flor de lótus não trouxe a felicidade prometida.
E você, Lobo, olhando para o infinito…
Isso me fere, pois seus olhos estão frios,
o sorriso morre em sua boca,
e você não está em mim.
Com a mão direita, eu peço a paz.
Queria ter o poder de gerar calmaria em um mundo caótico. Penso no renascer. Sim, às vezes o ato de renascer vem e me assusta, porque sinto que é como olhar para trás e dar adeus a algo que, em algum momento, foi bom, foi conforto, foi amor.
Às vezes tenho a sensação de estar em dívida com o mundo, mas, ao mesmo tempo, sinto raiva do destino. Afinal, ele dá rasteiras na vida, e a queda dói, maltrata, podendo até matar. E não há o que fazer, pois são coisas do bad boy chamado destino.
Medo da profecia!
Fico pensando como seria o remake da vida, se isso fosse possível.
Seria opcional?
Seria racional?
Há dias em que acordo vestida de cinza, com a garganta presa. Nesses dias, não quero comparecer a lugar nenhum, não quero ver olhos nem bocas. Quero apenas brincar de escrever, onde sou sorriso e felicidade.
Nós
A gente se vê e não se incomoda com a linguagem das palavras, nem com a dos corpos.
Na minha visão, somente a sua voz é o meu foco.
Nossos sinais não precisam de explicação: são feitos pela energia, pela telepatia — como o cheiro de doce sob uma lua vermelha, intensa em seu vermelho de magia constante.
Nesse momento, a felicidade torna-se intrigante, e a gente vê e respira poesia em tudo.
Um salve silencioso, cheio de surpresas é transmitido, como energias gritantes, que gritam sem som.
Então, eu acredito na felicidade —
e Deus me livre sair dessa sintonia.
Mas pensamentos pairam como nuvens de chuva e tempestade:
histórias escondem felicidades e tristezas, assim como a vida esconde aquilo que não se pode ver, amar, nem tocar.
O amor também pode ser o pedreiro da vida.
Ele constrói barreiras para proteger ou barreiras para afastar — e, assim, transforma vidas.
Para muitos, essa frase pode soar como um clichê.
Mas feche os olhos e sinta o ar entrando em seus pulmões. Ouça a respiração do ser amado em você. A transformação no ar é evidente.
Amo o som das letras dessa frase: elas dançam, espalhando cores que não consigo reconhecer, imagens e sons que me fascinam. O amor transforma rostos feridos em sorrisos brilhantes e os conduz a um simples, porém poderoso:
“Por que não?”
O Mar Está Ali
O mar está ali.
E hoje, Marli, é você quem parte.
Suas malas estão prontas,
e o caminho se abre à sua frente.
Ao atravessar o jardim,
não olhe para trás.
Sorria.
Você sempre foi do bem,
sempre amiga,
sempre luz.
Lembramos dos seus cabelos vermelhos,
da sua ousadia serena,
da sua marca única,
gravada em nós.
O mar está ali.
E nele deixo, por ora, o meu adeus.
Que a luz divina te cubra por inteiro,
que a paz te envolva,
e que o amor te conduza.
O mar estava ali.
Agora, ele vive em outro lugar —
dentro de nós.
Meu adeus a você, Marli.
Com amor,
com saudade,
com gratidão.
Minha amiga, te amo.
Que Deus, em Sua infinita misericórdia,
esteja com você.
Adeus, Marli.
Dúvidas
Às vezes, construímos muros e esquecemos por onde sair — ou talvez não queiramos lembrar.
Nessas horas, chuvas de dúvidas persistem e trazem pensamentos tempestuosos.
São esses pensamentos que oscilam a paz do ser humano.
A cada esquina, ruas se formam, e nós continuamos aqui, vivos, em nuvens de interrogações que cobrem a nossa mente.
Máscara
Disfarça e segue, até porque a neve não está caindo.
A inexistência de frio é marcante; apenas o seu coração permanece gelado.
A minha vontade é vê-lo puxar a janela do seu âmago e atirar ao chão a sua máscara, para que, lá embaixo, eu enxergue os seus olhos frios. Mas, ao me levantar e encarar a sua face, percebo que tudo não passa de uma farsa libidinosa para me atrair — um anjo sem escrúpulos.
É isso que séculos de escuridão fazem: transformam uma chuva de verão em tempestade fria. Vou dar um tempo, até que a brisa quente chegue. Temo, às vezes, que ao dormir eu escute o barulho da chuva cair em flocos, que a tempestade gélida retorne e o tremor me atinja.
Refúgio
Aqui, nas montanhas, em um refúgio no alto — bem no alto — cravado no lugar que amo profundamente, vivi dias maravilhosos.
Caminhos de vegetação densa se fecham como um abraço afetuoso, exalando a fragrância da mata que me envolve e me conduz a um torpor doce, quase sagrado.
O sol se recolheu por instantes, mas a brisa permaneceu amiga. O vento corre em direção às nuvens num vai e vem constante, como uma brincadeira antiga de pega-pega. Após dias intensos, elas choram, inundando os verdes, as estradas e os chalés, lavando tudo ao redor e deixando o mundo mais colorido, mais puro, com aquele cheirinho íntimo de casa limpa.
Agora, observo o sol infinito, que parece querer sorrir e revelar seu brilho, embora as nuvens insistam em ocultá-lo. Dentro de mim, a saudade já se anuncia, mesmo antes da partida. Talvez porque, aqui, minha mente vagueie livre entre o real e o místico, lembrando-me de que, muitas vezes, aquilo que vemos não é exatamente o que parece.
A desordem dos sentimentos
A paixão deixa a alma bagunçada, o amor agitado e o corpo em ebulição.
Dá vontade de pegar toda essa comoção, embrulhar e dar de presente.
Mas… para quem?
Para os ignorantes, incrédulos, mal-amados e infelizes.
Para provar que os sentimentos mudam a estrutura física e biológica do ser humano.
Então penso: e o controle?
Na verdade, até existe um controle, mas, na maioria das vezes, ele é desgovernado — sem rumo, perdido por aí.
A promessa, a verdade e o tempo
Você precisa me dizer se o seu coração está bem.
Agora tudo é mistério, e ainda assim, tudo faz sentido.
Agora eu entendo aquela promessa dita: um mundo cor-de-rosa.
Você prometeu um mundo onde não cabiam tristezas nem mentiras.
Você não mentiu…
O tempo é que não foi verdadeiro.
O peso e a beleza de amar
Acredito tanto no amor que acho que ele virou convicção, mas nunca obsessão.
Ou será que isso mostra que vivo uma espécie de escravidão?
Há horas em que o amor nos faz recuar, porque sentimos medo de amar novamente.
O amor é algo que, por mais que tentemos explicar, nada consegue definir por completo.
Até porque, no amor, a gente pensa, sente falta e sente medo de perder.
A crueldade que se diz humana
A maldade humana me faz pensar e repensar que existem certos seres — que se dizem humanos — mas que parecem ter sido criados por erro, e não por amor.
Dói-me pensar assim.
Que Deus me perdoe por esses pensamentos e que abençoe todos aqueles que respeitam e cuidam dos seres indefesos.
Quanto aos vermes da crueldade e aos demônios existentes, está mais do que na hora de leis mais severas. Vocês não acham?
Não há como esconder: grande parte dos problemas do planeta está relacionada aos próprios seres que se dizem humanos.
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