Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Quantas pessoas você queria bem e, por lógica, achava que também te queriam bem?
Mas descobriu que não existe lógica nos sentimentos das pessoas, em um mundo onde a inveja faz morada e expulsa o amor.
Se dizem querer o seu bem, desde que você não esteja melhor do que elas; quando te desejam tudo de bom, desde que não seja nada que elas não tenham, pois o orgulho ali domina.
Lembre-se de que o amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. O amor é sofredor, é benigno. (Coríntios 13:4).
Vinicius de Moraes disse: “E em louvor hei de espalhar meu canto, e rir meu riso e derramar meu pranto ao seu pesar ou seu contento. (Soneto de Fidelidade)
Quem realmente te ama aceita seu riso, suas vitórias e também seu pesar, suas derrotas.
O grande desafio é saber quem é quem quando seu sucesso incomoda quem você achou que sorriria com você e te menospreza no seu fracasso, quando você esperava que chorasse com você.
Aí, de um jeito doloroso, mas único, você irá aprender.

Se você tem dinheiro,
tenha cuidado com quem se aproxima.
Há quem confunda afeto
com oportunidade.
Porque quando alguém
precisa mais do seu dinheiro
do que de você,
pode até dizer que ama…
mas ama primeiro o que você tem.
Quem troca facilmente
a própria história,
quem abandona quem dizia amar
por vantagem ou conforto,
não aprendeu o valor do vínculo —
apenas o valor do benefício.
E a lógica da vida é simples:
quem chega por interesse
permanece apenas enquanto ele existe.
Por isso, observe.
Quem ama de verdade
não mede o outro pelo que possui,
nem troca pessoas por vantagens.
Porque o amor que é real
fica mesmo quando nada sobra.
Já o interesse…
vai embora assim que encontra
um lugar mais lucrativo para ficar.

O rio segue seu curso.
O rio leva, consigo, seus peixes.
Leva-os para cada vez mais fundo.
Há rios em desuso.
Há outros que atravessam o mundo.
Vi e vivi muitas vezes.

Par Deus, que água gelada!
É quente, mas também fria.
Que peixes lindos!
De onde são vindos?
Cadê a dama que, nos meus dias de glória, para mim sorria?
A água está gelada, muito gelada.

O Sol aquece o rio;
O rio esquenta.
Por que não aparenta?
O que ocorreu para haver o desvio?

Os outros reclamam da água quente.
Afirmar-lhes-ia que está gelada.
Engraçado o que cada um sente.
Está gelada.
Para mim, já se manifesta congelada.

Meu Monstro Interior vive adormecido


Mudo, calado, quase sempre entorpecido


Observando e absorvendo as lutas diárias


Não querendo alimentar-se de raiva, ódio e carne em muitas navalhas.


Lutar é sempre preciso... e eu sei não há abrigo... no peito do meu inimigo.


Saído do conto de um livro de terror não posso libertar meu Monstro Interior...

Abençoado Sábado!
Que no dia de hoje você só receba notícias abençoadas. Que o Senhor Jesus, abençoe todos os seus planos e projetos para este sábado. Que em tuas necessidades, Deus te supra, Deus te faça prosperar. Que em todas as batalhas, Deus te dê vitórias. Deus te dê direção. Que Deus nos cuide, nos proteja e nos abençoe para todo sempre Amém.

Eu sou o espaço, a imensidão que sustenta o que aconteceu, e ele é o impacto que mudou tudo de lugar. A colisão só acontece porque a dimensão permitiu, mas, depois do choque, a dimensão nunca mais volta a ser a mesma — ela fica marcada pelo rastro do que passou.




"Eu sou a dimensão imensa,
Ele, a colisão que me invade.
No rastro dessa entrega intensa,
O que era fogo... hoje é saudade."


Data 13/03/26

"A saudade virou poesia; deixou de ser ausência física para tornar-se presença escrita! É como se esse papel fosse um ponto de encontro: você num quarto de motel, nossos corpos a suar, suas mãos a deslizar no meu corpo inteiro, sua boca em cada canto da minha pele. Eu, querendo você por inteiro, rezando para a hora não passar e o nosso momento mágico não acabar. Mal sabia que a hora passou, e tudo acabou! E agora estou aqui, contando essa saudade de amor.
Essa lembrança é de algo que ainda queima como fogo, uma daquelas saudades que a gente guarda no peito como um segredo. É o tipo de saudade mais perigosa e, ao mesmo tempo, a mais viva. Aquela que não precisa de ninguém por perto para incendiar o pensamento; basta fechar os olhos e o calor volta exatamente onde parou.
Manter esse fogo aceso ajuda a aliviar o peito ou só faz a vontade de reviver o momento aumentar ainda mais? Não sei, só sei que hoje está doendo; a saudade está maltratando demais da conta.
'Podemos não ter nosso final feliz', mas 'o nosso amor é eterno', independentemente de onde cada um esteja ou com quem esteja; uma dimensão onde nós seremos sempre um do outro."
Autora: Alessandra Santiago
Data: 13/03/26

⁠MAR DE MARIA

A Maria Bethânia...


Se não posso dar-te, o verde mar...
E não posso dar-te, a luz do dia
Dar-te-ei portanto, o que nos versos há
De mim e do meu mar de simbologia...

Mar de Deus...
Mar que é seu
Mar que vislumbro...

Mar de Zeus...
Mar de breu
Mar de gira-mundo...

É o mesmo mar que se recosta...
O mesmo mar que vem e volta
O mesmo que minh'alma conforta...

Mar de todos os santos...
Mar de portos, tantos!
Mar de cantos e prosas...

Mar da grandiosa Baía...
Mar da luminosa rainha
Mar de coroas e rosas...

Mar de verde água luzidia...
Mar que não é o de Sophia
Mar que é só... Mar de Maria!
(MAR DE MARIA - Edilon Moreira, Maio/2015)

Às vezes a vida parece pesada, mas nunca se esqueça: dentro de você existe uma força silenciosa que já superou dias difíceis antes.


Respire fundo, levante a cabeça e continue caminhando, porque cada passo, mesmo pequeno, te aproxima de uma nova história, mais leve, mais forte e cheia de possibilidades.


Acredite em si mesma, confie no seu valor e lembre-se de que nenhum momento difícil é maior do que a coragem que vive dentro de você. ✨💛

Por um Segundo, Tive-te Eternamente

O tempo muda, o tempo todo.
Em um piscar de olhos, tudo se desfaz e se refaz.
A brisa leve desliza sobre o meu rosto,
como se carregasse vestígios teus.
No suspirar do vento, eu te sinto.
Em pensamento,
navego pelo contorno do teu corpo,
como quem atravessa um sonho
que não deseja terminar.
E, naquele instante silencioso,
o eterno se curvou ao agora.
Por um segundo…
você foi meu,
inteiramente meu.
Meu maior sonho,
lindo —
vivendo onde o tempo não alcança.

Entre Vinho e Mar

Começou com um encontro,
um jantar de olhares demorados
e taças de vinho
que refletiam o brilho da expectativa.


A música nos chamou.
No tango,
nossos corpos aprenderam
a linguagem do silêncio:
peito contra peito,
respiração misturada,
passos que se reconheciam
como se já se soubessem de cor.


A noite nos levou até o mar.
Tirei meus saltos,
e a areia fria recebeu nossos pés descalços.
Caminhamos devagar,
de mãos dadas,
rindo como dois cúmplices
que descobriram um segredo.


O vento brincava com meus cabelos,
e eu sentia seu olhar
percorrendo cada gesto meu
com uma ternura inquieta.


Voltamos para o hotel
com o sal do mar ainda na pele
e um desejo tranquilo
crescendo entre nós.


No seu quarto,
a madrugada se abriu
em abraços demorados
e promessas murmuradas entre beijos.


Amamos a noite inteira —
como se o tempo tivesse parado
só para ouvir
nossos corpos conversando.


Depois, no silêncio suave da madrugada,
eu te observei.
O teu sorriso…
aquele sorriso de quem ama
e encontra paz
só por me ter ao lado.


O teu cheiro ainda me envolve,
quente, familiar.


E aquela camisa azul-bebê
sobre a tua pele
parecia feita de céu,
iluminando você
como se a noite inteira
tivesse sido desenhada
apenas para nos encontrar.

⁠O sapato amarelo

Eu planejei comprar um sapato amarelo amanhã,
mas hoje ganhei um vermelho.

Recebo o carinho de quem me deu o vermelho,
e não comprarei mais o amarelo,
pois agora já tenho um sapato novo.

Pra quê ter tantos pares se só tenho dois pés?

Meu boné me deixa bonito e combinaria muito com o sapato amarelo,
mas não com o vermelho.

Boné e sapato vermelho, nada a ver.

Visto o vermelho e mostro que respeito o carinho de quem me presenteou.
Mostro, mostro e me mostro.
Ponho na gaveta o boné,
abandono o sonho do sapato amarelo,
e assim deixo de lado o desejo de construir a mim mesmo.

Uma das diferenças entre os humanos e a IA, é que a IA nunca conseguirá ser "marcada pelo esquecimento".

A IA sabe ou não sabe.
Os humanos não sabem ou sabem,
esquecem mas não esquecem.

Aliás, este pensamento nem é meu, é de um autor que nunca vi chamado Jean-Pierre Changeux... ou seria a Anny Cordié?

Enfim, o que ele escreveu, eu esqueci,
pois quando o li,
meu pensamento estava em outro lugar.

Cetemque é palavra de vocabulário degradativo.


Meio que um pronome-verbo-impositivo.


Quando usado, só tem a 1ª pessoa:
eu, eu, eu.


Mas é um EU diferente.
Um tipo de acusativo mal conjugado.


Eu cetemqueio não existe.
Nós cetemqueamos é um coach triste
Seu cetemqueado, dá até pra xingar.


O infinitivo, sem sentido, seria cetemquear...
mas não há.


Em 2ª pessoa fica redundante.
É obvio que o cetemque é só pra tu.
É obvio que o cetemque é só pra você!



E em 3ª pessoa? Ele, ela...?
Ah, nesse caso a mudança seria toda radical:


Eletemque toma forma fofocal


e hiperboliza o lexical.

Em todos os casamentos que fui,
vejo um fantasiado levantar os braços
e bobeirar que sabe o mundo.


De jeito nenhum,


nunca me caberia casar assim,
com um tolo me culpando pelos próprios fracassos.


Nem por decreto,


nem a pau me calaria diante de um mascarado imundo
falando que minha mulher é inferior a mim.

Pergunta o meu nome querendo dizer Pedro.
A data do meu aniversãrio pedindo presente.
Qual a minha opinião sobre patos, bigodes, bolsas e crentes?


A rachadura na parede ouve,
nitidamente, seu quack-quack, nãoseioquelá, deuses.


E Pedro pedreiro, muito penseiro


só matraqueando seu trem
que só vai
que só vai
que só vai


E eu aqui,
já desisti de me empolgar
esperando, esperando, esperando,
só vejo um bife desfocado a tagarelar

Há sentimentos que não nascem no mundo — nascem dentro da alma.
Alguns chegam silenciosamente, ocupam espaços profundos do coração e permanecem ali, mesmo quando a vida segue outros caminhos.
Estes poemas é feito desses sentimentos.
De amores que talvez nunca tenham sido vividos, mas que ainda assim foram profundamente sentidos.
De saudades que nasceram antes mesmo de existir uma história.
De silêncios que carregam mais verdade do que muitas palavras.
Cada poema aqui é um fragmento daquilo que a alma guarda quando o coração aprende a sentir mais do que explicar.
Talvez você se encontre em algum desses versos.
Talvez reconheça um sentimento que também vive dentro de você.
Porque algumas emoções não pertencem apenas a quem escreve — pertencem a todos que já sentiram demais.
E, no fundo, todos nós carregamos dentro de nós algo que nunca foi dito…
mas que sempre existiu.

Heroica Desistência

Demétrio Sena - Magé

Algumas vezes não luto. Cedo e me acomodo bravamente. Foi o que fiz há mais de vinte anos, com a implosão do meu organismo, em razão da ausência do sistema linfatico, ao ser conduzido a um hospital, quase na certeza de morrer: tinha desenvolvido uma septicemia. Septicemia é quase sentença de morte. Lembro-me do meu coma semiconsciente, quando só eu sabia que estava semiconsciente: não orei, não recorri a nenhuma fé, não pensei nas pregações religiosas que sempre ouvi, e sequer passou pela minha cabeça qualquer temor do suposto inferno, profano que sou. Só me deixei. A minha condição de saúde lutando contra mim, sem ter a menor das resistências, de minha parte.

Dias após, ocorre o que chamariam de milagre, se eu fosse um "homem de Deus", ou de "Deus, pátria e família", e minha família tivesse reunido "oradores" ao meu redor. Naqueles anos, ainda era permitido que grupos religiosos fossem aos hospitais oprimir doentes, ameaçar com o inferno, caso morressem "sem salvação". Abusar da fragilidade e da "paciência" do paciente, para impor-lhe uma fé cristã. Cruzadas hospitalares do medo e das "ameaças santas".

Depois de muito não lutar e assim mesmo voltar para casa, percebi que os medicamentos tratavam minha patologia, mas me deixavam inerte, sem força e ânimo. Mais uma vez resolvi deixar estar e abrir mão dos medicamentos, mesmo crendo na ciência e na medicina, porque afinal, não sou bolsonarista. Só tomei a decisão de arriscar viver menos, com mais qualidade de vida. Não "preguei" minha decisão que parecia negacionismo. Só fiz uma escolha perigosa, em situação única; muito pessoal. Sem influenciar um possivel coletivo com teorias maciças da conspiração.

Como a perna esquerda parecesse representar perigo a todo o organismo, logo veio a tentativa do médico, de cortá-la, porque com ela, eu morreria em seis meses. Tudo havia implodido entre ela e a virilha, onde ainda está minha bomba-relógio. Demorada bomba-relógio, que não decide o que fazer. Como estava consciente, não permiti. O médico não mentiu; apenas calculou mal: por pouco a minha "brava desistência" não "me levou", mas algo se acomodou dentro de mim, tanto quanto eu. Ainda estou vivo. "Ainda estou aqui". Caminho longas distâncias, pedalo e ainda faço uma ginástica mequetréfi diária, não por músculos (realmente não os tenho), mas por manutenção.

Vivo como se a vida fosse companheira fiel; não a coisa traiçoeira que me deixa solto em um labirinto. E nesta vida, faço tudo sem disputa: sou um escritor que não busca fama e troféus; trabalhador que não deseja ser destaque; cidadão que já rejeitou comenda municipal (título de cidadania), porque nada disso me completa. Só me completa o fazer. A chance de levar meus feitos aos olhos de quem aprecia. Quem aprecia de verdade; não finge uma vez a cada quatro anos. Ombradas e rasteiras? Exclusões? Enfrento muitas e nada faço; sigo meu caminho, bravamente acomodado com o que sou, quem sou, e com o que acredito. Minha fé é na vida e nos seres humanos que restam da maioria. Tem muita gente boa no mundo.

Perfeito? Longe de ser perfeito.Tenho fama de mau, esquisitices que ninguém intui, como acho inteiramente normais, práticas que o moralismo abomina. Mas tudo isso de mim para mim mesmo. Zero maldade contra o próximo. Zero trama para "me dar bem" às custas do outro. Zero preconceito, zero separarismo, vingança e qualquer farsa para me mostrar melhor do que sou. Se você não acredita, zero preocupação. Desisto heroicamente. De você.
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Leveza é encontrar-se com a morte e viver


Porque adeus,
se até logo já bastaria,
quando nada acaba,
estando triste.


Uma jornada é uma jornada.
Um dia de tristeza é um dia a menos.
É a solidão de um mar,
um dia ensolarado parcialmente encoberto.


Felicidade acabada,
o sustento da dor,
tendo a alma atravessada,
bem devagarinho.


Morrer aos poucos,
lenta e dolorosamente,
é a vida quem nos impõe
diante do medo.


Levanto-me da minha lama existencial,
chorando qual uma criança recém-nascida,
cego por tanta luminosidade,
tentando simplesmente me ambientar.


Uns dias depois do meu novo nascimento,
busco encontrar forças para me sustentar,
para seguir onde quer que seja,
com um sorriso em meu rosto.


Carlos de Campos

Sem amor nada faz sentido


Me sufoca o ar raro efeito.
Não consigo respirar.
Aqui é frio.
Onde posso me esconder?


O poder do amor soterra,
maltrata o amante,
mata quem é amado.
O que me faz amar, além da morte?


O meu corpo não pensa.
Meu destino é segredo.
No incêndio da mente,
o poder é destrutivo.


Ruas destruídas,
estradas sem saídas,
queimadas por todos os lados.
Falta água.


Nos últimos dias,
tudo se dispersou,
se alinhou
e seguiu.


Vejo o amor despido,
enlouquecido,
nos seus delírios,
se entregando.


Carlos de Campos