Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Monstros
Sinto um nó na minha garganta, minha voz falha ao sair
Tudo abaixo do céu é perigoso, turbulento
por mais que eu tenha fogo no olhar
nem sempre é o suficiente pra vencer o tormento
Eu não tenho amigos, todos são monstros
eu não tenho com quem contar
não tenho namorada
muito menos família
então entenda, mesmo que eu pareça uma ilha
focado no meu próprio mundinho
eu ainda tento amar
por que meu coração é puro
puro sofrimento, pura solidão.
Estou morrendo
meu mundo está perdendo a cor
minha vida já não tem sabor
apenas… apenas dor
eu não sei o que fazer
nem ao menos dizer
o que está acontecendo comigo
de 2024 pra cá, apenas angústia, tristeza e…
solidão
sinto meu ser derreter dentro de mim
nada é permanente, tudo passa, tudo se perde
eu perco tudo, todos… o tempo todo
já não sei mais como lidar
só me resta chorar e esperar
esperar tudo isso acabar e a felicidade finalmente me reencontrar
Eu só queria ser amado
Eles me deixaram sozinho
eles me abandonaram
eles não ligam pra mim
eu agora aprendi a andar só
caminhar com as próprias pernas
chorar com meus próprios olhos
mas afinal, quem me deixou sozinho?
a vida e todas as pessoas
minha ex, minha mãe, meus irmãos…
nem falarei dos amigos, esses me esqueceram
Eu só queria alguém que lembrasse de mim
queria alguém que sentisse a minha falta
queria alguém que perguntasse a Deus todos os dias porque eu fui embora
Eu só queria ser amado.
Ele vem
Ele vem, feroz como um lobo
ágil como um falcão
cinza como um duro coração
morto com um zumbi
animado como um depressivo
lúcido como um esquizofrênico
quem está a caminho, afinal?
bem, é uma questão trivial
esse sou eu, prazer, abismal
aqui jaz o pior já visto
mas visto que existem melhores
não seria melhor me calar de uma vez?
eu não sei, sinceramente não sei o que estou fazendo
nem tão pouco o que está havendo
mas de uma coisa eu entendo
tem gente me querendo morta
cá pra nós
ele me olha no espelho toda noite.
A primeira vez
eu queria ser a primeira vez de alguém
em alguma coisa, podia ser até uma briga
eu queria ser o primeiro, o precursor
mas ultimamente tenho sido último, doador
por que não posso ser feliz? o que de tão errado eu fiz?
não sei, sinceramente não sei, meu coração está em pedaços
eu sinto vazio, existe, no meu coração, muito espaço
mas no fundo, no fundo de verdade, eu preciso de espaço
mas que espaço é esse que tanto ocupa minha mente?
não sei, apenas sou conivente, convenientemente
se eu te amo e tu me amas
por que meu coração está em chamas?
não sei se defino ou definho na minha situação
sinto que perdi minhas escamas, minha pele, minha proteção
estou só, vulnerável, ao dispor, à livre mão
enfim, já aceitei que não sou sua primeira vez
mas pela primeira vez, me ame como se amasse pela última vez.
Trincheira
Demétrio Sena - Magé
Sou apenas um tolo; que não sabe
desejar o pior pro ser humano;
que não cabe na bolha ressentida
onde o plano é viver pra se vingar...
Tenho raivas, mas nunca pretensão
de forjar a pureza que não tenho,
pois o meu coração se reconstrói
por engenho da própria humanidade...
Mostro dentes, preciso de trincheira,
cerro punhos, é só sobrevivência,
quando a beira do abismo faz careta...
Sei apenas que nunca fui de nada;
minha estrada se fez de pura sorte;
falso forte por força da fraqueza...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Sigo aqui…
Inteira nos meus pensamentos, num sábado qualquer que carrega mais verdade do que muita gente por aí.
Abril passa, o tempo passa e eu?
Eu fico mais afiada, mais consciente, mais dona de mim.
Quanto mais eu envelheço, menos tolerância eu tenho pra drama barato.
Minha cota acabou e sem chance de reposição.
Hoje eu não discuto, não explico, não insisto.
Eu simplesmente me retiro.
Em silêncio, com classe, porque quem complica o simples não merece nem o meu cansaço.
Tô numa fase perigosa pra quem não soma. Seletiva, tranquila e completamente em paz com minhas escolhas.
Prefiro meu canto, minha taça de vinho e gente leve porque problema a vida já serve.
E eu não repito prato sigo nos pensamentos soltos.
Anacrônico
Carregar ideias anacrônicas
é como vestir roupas que já não cabem,
forçar o passo em sapatos gastos,
tentar reviver um tempo que já partiu.
Nada mais pesado que carregar pensamentos anacrônicos em tempos de mudança.
Pensar com ideias anacrônicas é viver preso ao passado.
A vida não espera relógios parados,
ela pede olhos que vejam o agora,
corações que se abram ao presente,
coragens que caminhem adiante.
O passado é raiz, não prisão.
O futuro é semente, não ilusão.
E o presente — esse instante vivo —
é o único solo fértil
onde floresce a transformação.
🛡️A melhor defesa, sempre será a defesa🛡️
⚔️O melhor ataque, sempre será o ataque⚔️
"Por isso, quem discerne com sabedoria o que é certo e o que não é certo, sempre si defenderá sem atacar e sempre atacará sem si defender, pois a vida é muito mais do que ganhar ou perder uma batalha, nem sempre ter a razão será a melhor estratégia para a vitória, todavia a humildade em reconhecer que não sei tudo, mas que posso aprender algo novo a cada dia, sendo um eterno aprendiz nesse vasto universo de conhecimento, paz, fé e Amor, este ato em si, de humildade e reconhecimento do "eu" não total de conhecimento, torna-se mais que uma chave mestra para abertura de várias portas do conhecimento e sim um portal codificado para adentrarmos multiversos de conhecimentos ainda ocultos a toda existência humana." (autor: Sidney S.C.P. Albuquerque)
A Dialética do Despojamento: O Belo e o Real
Na redução fenomenológica do espaço e do traço,
a alma repousa naquilo que o pouco revela;
é a beleza do silêncio que rompe o cansaço,
o mundo despido, sem a moldura da cela.
Nesta busca, a imanência se faz clara e contida,
onde o ser se encontra com sua forma mais rara,
longe do ruído que a abundância, em sua lida,
para o consumo da imagem, tão cedo prepara.
Contudo, a simplicidade não é apenas repouso;
é o reflexo da materialidade que a vida impõe;
atrás do pão rústico, há o esforço penoso,
a mão que a estrutura social logo expõe.
O que o olhar esteta consome como harmonia,
é, no solo, o habitus da privação e do rigor;
a existência se molda na escassa e fria geometria,
onde a beleza é o subproduto de um longo labor.
Assim, o simples é um equilíbrio de tensão ontológica,
um palco onde o belo e o trágico dançam no rés;
não há pureza que escape à força da lógica,
que sustenta o encanto, mas fere através dos pés.
A dignidade do nada é o triunfo do espírito humano
frente à violência sistêmica que a carne consome;
a simplicidade é a glória do mais fundo cotidiano,
mas é também o eco da sede e o rastro da fome.
A TERRA É FOGO QUE ARDE E QUE SE VÊ
A Terra é fogo que arde e que se vê,
É grito surdo e alto contra o lucro.
É um recado ao homem — bicho xucro —
É dor que não querem resolver.
Não é mais aceitável o “— E daí?”
É limitada a Terra, mãe da gente,
Nossa única morada, um presente,
Como avisam Krenak e Raoni.
Defende-se com enchentes, vendavais
E ribomba seus trovões, — despertadores —
Para negacionistas imorais.
A Terra evapora, seca e arde
E não perdoará os predadores:
— São os humanos — a calamidade.
Eu não sou do tipo que, diante de uma ferida, coloca apenas um curativo por cima e finge que está tudo bem, dizendo que ela vai sarar sozinha ou que não houve culpa nenhuma no corte que a causou.
Sou do tipo que limpa a ferida, aperta para o pus sair e trata a infeção pela raiz, para que não se espalhe pelo pé inteiro. Vai doer? Vai, sim. Mas é necessário, e é para o teu bem.
Caminho e o mundo abre como casa sem portas,
entro como quem não recebeu convite e saio como parte da rua.
Degusto uma saudade na esquina, como quem abraça pela primeira vez,
e guardo em meu bolso está parte de quem sou
Volto a caminhar e observo o céu como quem olha teus pulsos, pisando no chão como se este tivesse culpa.
Sou amargo com quem tenta adoçar minha vida "não tenho dinheiro, obrigado".
Agora, vejo as vias correndo e zango-me quando elas param.
Anseio pelo tempo como quem possui encontro marcado .
Retorno e deito-me
Caminho e o mundo abre como casa sem portas (...)
DESENVOLVIMENTO DO ESTADO ANSIOSO OU SERENO NO ORGANISMO HUMANO
O estado emocional de um organismo humano depende essencialmente da forma como o Sujeito do organismo se relaciona com os seus Pensamentos!
Se o Sujeito realizar diariamente o acto de Pensar amoldando-se aos seus Pensamentos, então desenvolverá o estado ansioso no seu organismo!
Mas, se o Sujeito realizar diariamente o acto de Atenção observando os seus Pensamentos, então desenvolverá o estado sereno no seu organismo!
Eu na madruga
daquilo que não passou, o que fica?
A saudade tem várias facetas. Às vezes várias faces.
Minha maior saudade é daquilo que não vivenciei, por mais paradoxal que isso soe.
Aquilo que fica guardado na memória pode ser resgatado, digamos que revivido com uma intensidade menor do que a vivência original.
Mas e aquilo que não foi registrado, que não foi vivido? E que não tem possibilidade alguma de se efetivar? Sim, estou pensando em quem partiu sem um adeus, sem despedida, sem um tchauzinho.
A morte é mesmo um mistério. Assim como a vida também o é.
As lágrimas vêm para purificar a alma, para abrir espaço para a leveza, para fazer vir a tona aquelas boas lembranças que estão nos detalhes mínimos, em algumas circunstâncias, nas cores, nos cheiros, nas semelhanças ou nos contrastes, enfim em quase tudo tem um pouco daquilo que ficou para trás. Essa sensação é indescritível. É um misto de valeu a pena com gostinho de quero mais.
Mas a interrupção sem aviso prévio deixou irrealizável o que estava por vir. E, novamente, a saudade não é do que ficou para trás, mas daquilo que não aconteceu.
A saudade também tem nome. E endereço fixo: coração e alma de quem a sente.
E a vida vai passando. O tempo não poupa nada, nem ninguém.
Tem gente guardando emoções para sabe-se lá quando sem perceber que esse tempo pode não chegar.
Fazer agora o que poderia ser feito depois não é burrice. Num piscar de olhos tudo pode se transformar em saudade. E aí, meus caros... ah aí a saudade do que não aconteceu pode vir e a gente só vai poder ficar com a clássica pergunta "como teria sido se?".
Mar branco
Em tempos difíceis, cada irmão é um alento...
Naufragamos, fomos dragados ao inferno;
Nunca sozinhos! pois não há mal eterno
capaz de apagar o legado que ostento.
A paixão não nos cega ao discernimento,
nem o novo apaga o que é eterno;
a indignação do tempo moderno,
é não denegrir o clássico em movimento.
Assim que nos vemos, cada qual um irmão!
Emergindo juntos das profundezas,
buscando retomar nossa real vocação
de embalar façanhas, conquistas e proezas...
A esperança deixa de ser um surrado jargão,
e a lágrima da vitória reflete em branco sua beleza.
NAS PASSAGENS
Você saberia hora de retornar se todo mundo for pr'outro lugar?
Quando todos olham, refutam a visão, você saberia manter posição?
Na cartada da manga, no pé do assoalho, você saberia o que faz agasalho?
Talvez não seja nem a hora de voltar.
Você saberia passar frio para passar?
Você saberia antes de saber?
Nem todo mundo sabe.
Pode ser?
Ao escovar a trança do autoconhecimento, seja dor ou seja cura, mas nunca contentamento.
Veja a hora, seja dura, só assim que há cimento.
Veja agora o que perdura e não é coisa de momento.
Porque você sabe quando já é hora.
Você não sorriria quando a bochecha cora?
E no dia de ir, no tanto que se esquece, você sabe agradecer (somente) a quem permanece?
Na constância, (r)exista.
O contrário não existe.
Ser feliz é ser verdade antes de ser alegre ou triste.
VANESSA BRUNT
Privilégio Inevitável
Te amar não é sorte — é privilégio.
_Escassez_: porque nenhuma outra alma no mundo cabe no espaço que você ocupa em mim.
Ver você todos os dias é imensurável.
Não é hábito, é necessidade.
_Autoridade do sentimento_: meu coração bate doutorado em você, e não aceita outra tese.
Saiba: meu maior plano não tem plano B.
_Compromisso e consistência_: é ter você ao meu lado até os meus últimos dias.
Sem você, o futuro vira rascunho. Com você, vira legado.
_Prova social_: pergunta pra quem nos vê — a gente junto vira verbo, vira exemplo.
_Aversão à perda_: só de imaginar um dia sem teu “bom dia”, meu peito já protesta.
_Futuro contínuo_: eu já te escolhi amanhã, depois, e no daqui a 50 anos.
Envelhecer contigo é o único luxo que não sai de moda.
_Exclusividade_: de todos os caminhos possíveis, só um me interessa — o que leva pra tua porta.
E se o tempo tentar, a gente vence no detalhe: sua risada, meu refúgio.
Então fica. Porque te amar é privilégio raro.
E te perder não é opção no meu vocabulário.
A publicação de um livro é sempre um marco, mas quando nasce de uma experiência concreta de fé, ela se torna também um instrumento de missão.
É com essa consciência que apresento AMAR COMO JESUS AMOU, uma obra profundamente inspirada pela vivência na Renovação Carismática Católica e pelo chamado a testemunhar o amor de Cristo no mundo atual.
Este livro surge em um contexto muito específico: o nosso tempo. Um tempo em que as redes sociais moldam comportamentos, em que a política influencia diretamente os valores da sociedade e em que o verdadeiro sentido do amor muitas vezes é distorcido ou reduzido.
Diante disso, a proposta da obra é clara: resgatar o amor autêntico, aquele que tem como referência o próprio Jesus.
Escrito a partir de vivências, reflexões e experiências concretas, inclusive no cotidiano de Itapetininga, o livro convida o leitor a compreender que amar como Jesus amou não é uma ideia abstrata, mas uma prática exigente, que deve se manifestar nas relações pessoais, na vida comunitária e também no posicionamento diante do mundo.
Ao longo das páginas, o leitor encontrará uma abordagem direta sobre temas essenciais da fé cristã, sempre à luz da espiritualidade da Renovação Carismática Católica, com uma linguagem acessível, mas sem perder a profundidade. O objetivo não é apenas informar, mas provocar transformação — interior e prática.
AMAR COMO JESUS AMOU é, portanto, mais do que um livro: é um convite. Um chamado para viver o amor em sua forma mais radical e verdadeira, inclusive nos ambientes onde ele é mais desafiado — como na política e nas interações das redes sociais.
Se você busca uma fé mais autêntica e um amor mais coerente com o Evangelho, esta leitura é para você.
Quem é ele?
Diziam que Víctor tinha hábitos estranhos, que colecionava livros de ocultismo, artefatos antigos e totens indígenas. Uns falavam que ele era um bruxo; outros, um sádico terrorista. Havia até quem afirmasse ser ele um alienígena. Tinha noites em que se podia ouvi-lo murmurar palavras indecifráveis que mais pareciam grunhidos a evocar entidades. Um amigo meu me disse certa vez que um terceiro lhe havia dito que alguém teria visto Víctor conversar com estatuetas de cobre enquanto fazia gestos esquisitos com um punhal de prata. Segundo ele, esse alguém teria sido vizinho de Victor. Relatou-me que esse tal vizinho teria visto a cena por meio de um binóculo, espionando através da janela da casa onde Victor morava. Nunca acreditei integralmente em tudo isso. Mas a presença dele realmente incomodava. Talvez por conta das histórias, não sei. De fato, ele era muito obscuro. Victor parecia não ter sentimentos, falava só o necessário, apenas respondia pausadamente, com voz baixa e grave, a quem ousava dirigir-lhe a palavra. Não sei por que nem para que tinha vindo a nossa cidade. Ele pouco saia. Na verdade, Víctor só podia ser visto em público depois que o sol se punha; ou melhor, quando o sol não se fazia presente. Aliás, isso o tornava ainda mais misterioso. Seria ele um vampiro? Se eu acreditasse que vampiros existissem, ele seria a pessoa mais suspeita do mundo. Confesso que o vi pouquíssimas vezes. Talvez umas quatro ou cinco. Ainda assim, não o vi direito... quero dizer: não vi detalhes de sua aparência, por causa do capuz. Só dava para perceber que ele tinha uma pele muito branca, rosto alongado, nariz comprido e fino. Mesmo seus olhos sempre pareciam fechados, na penumbra do capuz, voltados para baixo. Figura sinistra, sem dúvidas. Era bem alto, um tanto quanto corcunda, não se misturava. Dentre outras coisas bizarras, criou-se uma espécie de lenda em que se dizia que Victor não olhava para as pessoas porque, ao olhar, poderia capturar os pensamentos e até mesmo a alma delas. E isso seria um fardo para ele. Por conta dessas histórias, todos desviavam os olhares de Víctor, embora se sentissem misteriosamente atraídos por aquela pobre criatura. Quando o vi pela primeira vez, senti como que se ele pudesse me observar mesmo sem olhar para mim. Sentia também que ele podia ver a tudo e a todos mesmo sem usar os seus olhos. Sempre que um fato inusitado ocorria na cidade, desconfiava-se dele, como que se ele pudesse interferir inclusive na natureza do mundo. Sinceramente, eu tinha muita pena daquele homem, tanto que por não poucas vezes expulsei meninos que atiravam pedras na casa dele para depois darem no pé sem olhar para trás, com medo de se transformar em estatuetas de cobre.
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