Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

(Des)conhecido

Há pessoas que só conhecemos realmente
Quando paramos de conviver com elas
E deixamos de ser importantes a elas
De modo que sejamos substituíveis

O amigo de outrora agora já não é mais
Tornou-se vagamente outro conhecido
Na falta de classificação adequada
Para preencher um espaço vazio

Quando os sentimentos não vêm à mente
Notamos que não adiantam chorumelas
E é natural que a vida feche janelas
Ainda que existam seres incríveis

Se tratando de tempo, pouco vira demais
Basta pensarmos em um mal-entendido
Que sem possuir uma decisão acertada
Tem a sua conclusão de um jeito frio.

Desfilando na chuva

Certa vez, um aventureiro saiu a caminhar
Estava chovendo e ele permitiu se molhar
Sem apressar o passo, optou pela sensação
Enquanto todos corriam, ele era a exceção

Sabiamente, refletiu acerca da fuga alheia
Era como se cada um quisesse a sua aldeia
Muito calor no verão, muito frio no inverno
Sempre há o que reclamar, um ciclo eterno

Imaginou o que eles imaginaram ao vê-lo
Sozinho, encharcado, em total desmazelo
Sequer possuía um guarda-chuva: coitado!
Já que é tão comum se prevenir um bocado

A sua intenção era lógica: sentir a chuva
Ao mesmo tempo que tinha gente de luva
Que pecado! Que blasfêmia! Que heresia!
Não ser mais um desesperado em demasia

Ele poderia ter ficado gripado e não ficou
Ter optado por chegar antes, mas desfilou
Parecia insana a curtição naquele cenário
Mas a felicidade não tem prévio horário.

Sobre a admiração

Você conhece alguém bacana
Que em outro município reside
Acha aquela presença incrível
Mas a localização não coincide

Então troca ideia com a pessoa
Por tempo suficiente a admirá-la
Porque é quase desconhecida
E você não tem por que criticá-la

Valorizam o momento partilhado
Até cada um seguir sua direção
E com certeza você irá recordar
Aquela companheira de ocasião

Assim declarou Millôr Fernandes
À principal revista que a Abril tem
Como são admiráveis as pessoas
Que nós não conhecemos bem.

Saudação aos camaradas

Esqueça os artigos luxuosos
Dispense relações efêmeras
Estas não lhe agregam tanto
Como amizades verdadeiras

Quem tem um amigo é rico
Nos valores não-monetários
Porque uma grande sintonia
Vai além dos meros contatos

Um amigo já foi só conhecido
E nunca mais tornará a sê-lo
A menos que seja embusteiro
Vindo a atuar com desmazelo

Amizade mesmo é pra sempre
Venha a tempestade que vier
Em uma afeição diferenciada
De ninguém meter sua colher

Os companheiros de jornada
Têm toda a nossa admiração
Por isso não devemos hesitar
Em fazê-los uma bela menção

Saúdo aqui meus camaradas
Que são irmãos acima da lei
Desejando um futuro próspero
No qual eles eu reencontrarei.

Combate ao debate

Até para pedir intervenção militar
É preciso liberdade de expressão
E há quem queira nova ditadura
O que escancara falta de noção

Um saudosista do que não viveu
Prega justiça nas mídias sociais
Vai insultando a torto e a direito
Espalhando o ódio sempre mais

Não existe debate, mas combate
Os "cidadãos de bem" são maus
Implacáveis com seus opositores
Seja em Porto Alegre ou Manaus

Desconhecem a discussão sadia
Desrespeitam outro ponto de vista
Fuzilam sem arma (por enquanto)
Mesmo quem está na zona mista

Tem pássaros voando pra gaiola
E o pior: não sou um comediante
Mas deixo escritos alguns versos
Afinal poderão me proibir adiante.

Para poder entender Belchior

A distância que me massacra
Talvez prenuncie algo melhor
Eu anseio por um só encontro
Para poder entender Belchior

Se for errado, me condenem
Se for certo, que seja bonito
Parar não é mais uma opção
Ela percebeu que não minto

Um comentário foi suficiente
Para a conexão ser iniciada
Desconheço se existe limite
Pensando na causa amada

Sou evidentemente sofredor
Encarcerado, não quero sair
Deve ter quem compreenda
E consiga apostar no porvir

Foi culpa de tanta formosura
Maldita seja toda a erudição
Inebriado, desisti de evitá-la
Quando ouço nossa canção

Educado a reprimir o desejo
Arremessei tudo para o alto
Bom se fosse apenas lance
Mas nós sentimos, é de fato.

Capricho


Talvez eu não passe de um capricho seu
Que você lembra só de vez em quando
Quando os compromissos ficam de lado
E não tem ninguém para você obedecer


Talvez você nunca tenha sonhado comigo
Da mesma forma que eu sonho contigo
Como dois estranhos que vivem juntos
Como colegas de uma empresa caótica


Ou talvez você pense mais do que deveria
Imagine uma história que não é realidade
Deixando de lado o que poderíamos ser
Evitando conversas que poderíamos ter


Eu sei que deveria gostar de outra guria
Já tentei, mas não consigo virar a página
Eu sei que poderia me declarar de uma vez
Só que seria como me lançar em um abismo


Pode ser que esse capricho não passe disso
Pode ser que esse capricho me deixe louco
Apesar de tudo, agradeço por te conhecer
E enxergar fantasia em meio a uma ruína.

Das brincadeiras que adoro
Perco a conta em contar
São tantas que tanto amo
São tantas que gosto de brincar.


Das brincadeiras que adoro
Brincando a hora voa
São tantas que tanto brinco
Na terra da garoa.


Das brincadeiras que eu amo
Doralice também adora
São tantas que brincamos juntos
São tantas que a gente explora.


Das brincadeiras que adoro
Perco a conta em contar
São tantas que tanto amo
São tantas que gosto de brincar.


Autor: Poeta Fuzzil

Você está sempre tentando ser “forte”, para que não vejam o quanto está mal!
Mas por quê? Por que não podemos fraquejar? Por que não podemos errar? Por que a sociedade cobra tanto assim da gente?

E é sempre bom que citar para nós mesmos, o verso de uma musica incrível da Cássia Eller, “quem sabe eu ainda sou uma garotinha”! E está tudo bem, você as vezes se sentir apenas uma garotinha, perdida e confusa!
Mas não se prive, não se esconda!
Sinta que você pode sim errar!
Seja livre para chorar, sem se sentir fraca!
Seja livre para deitar no colo de quem mais ama e contar o que se passa na sua cabeça!
Seja você mesma!!!
Seja livre para pedir ajuda!
Sim, peça ajuda! Mas não por outras pessoas, e sim por você mesma!
E por mais egoísta que essa frase possa parecer, VOCÊ É A SUA PRIORIDADE E você precisa saber disso!

E apesar de toda a sua infância, de toda a sua dor, a sua confusão mental no momento, nada disso te faz fraca e nem pior que o outro! Acredite que sim, sempre haverá uma luz no fim do túnel!
Busque a ajuda de um profissional!
Não se perca nesse período difícil da sua vida!
E antes que eu termine, queria aproveitar a oportunidade para te falar, você é extremamente incrível e foda pra caralh#!
Acredite em si mesma! ❤️‍🩹

Eu sempre sonhei com seu amor...
Mas estou cansada disso,
Dessa mudança repentina...
Você já não parece mais o mesmo,
Está distante...
Já não tem mais o mesmo sentido,
Seria melhor esquecer isso?


Prefiro te esquecer do que me apaixonar de novo...
Seria perda de tempo,
Me preocupar com algo tão fútil...


Seus olhos já não encontram os meus como antes...
Como posso ter certeza de algo que eu muito menos sei?


Seria melhor desistir?
Seria melhor desistir?


Seria melhor erguer a bandeira da derrota?
Como símbolo de desistência desse amor que pode não ser real?


Muitos já demonstraram seu amor a suas amadas,
Por que você seria diferente?
Queria que você respondesse a esse amor, mas pelo visto a resposta que tanto espero...ficará no aguardo


Seria melhor desistir?
Seria melhor desistir?


Desistir desse peso?
Isso já não me pertence mais,
A aurora de algo (amor) incerto
Anoitecerá essa noite,
os sinos ressoarão os hinos de desistência,
Marcando o fim de meus singelos sentimentos perante você,
Para que eu não precise mais me importar com essa coisa esdrúxula...


Você teve sua chance,
Mas não a usou...

A Máscara de Narciso

Esconde-se no manto da arrogância,
senhor de uma razão que o cega e conduz.
Ergue muros de ferro em sua própria estância,
onde a sombra se veste com restos de luz.

Disfarça a vilania na pose devota,
temente a Deus diante do olhar alheio.
Mas a hipocrisia é sua única rota,
e o vazio do peito, o seu maior freio.

Captura a vida em lentes mentirosas,
simula a doçura de quem sabe sentir.
Mas sob as imagens, outrora viçosas,
revela o veneno de quem quer ferir.

No espelho de si, mergulha e se perde,
refém de um medo que não quer nomear.
Faz do outro o louco, a alma que morde,
pois morre de susto se ousam o amar.

Foge do afeto, do toque, do abraço,
despede-se aos poucos até se anular.
Ocupa o mundo em um enorme espaço,
mas não sobra ninguém para o habitar.

Poesia de Islene Souza

O Transbordo

O amor é luz que a alma rejuvenesce,
vulnerável aos olhos de quem desama.
É batida latente, urgência que aquece,
e assusta o rastro de quem não inflama.

Rico em cuidado, ele peca pelo excesso,
mas jamais se cala no vácuo do mundo.
É o pão que sacia, o cais, o regresso,
o farol que resgata o mar mais profundo.

É a mão que levanta no meio do caos,
o chão que sustenta o passo incerto.
Pois longe dos medos e dos termos maus,
feliz é quem ama de peito aberto.

Transborda o homem que faz do afeto
sua maior herança e seu único teto.

Poesia de Islene Souza

​Se, quando olho à noite, lembro-me de você, então a quantidade de estrelas é minha vontade de a ter; se, quando amanhece, as estrelas vão embora, então minha vontade representa os raio de sol, agora.

​O que eu quero dizer para você, é que meu amor por você não irá morrer; se um dia isso acontecer, na mesma hora ele irá renascer.

Sem padrinhos.
Sem investidores.
Sem herança pronta.


Só eu… e a responsabilidade de acreditar.


É difícil caminhar sozinho quando até ideias concretas são ignoradas.
Quando números não impressionam sem um sobrenome forte por trás.
Quando portas só se abrem para quem já está dentro.


Mas o que eu carrego não é só um produto.
É um propósito.


Eu não penso em enriquecer rápido.
Penso em deixar um legado.
Não para mim mas para elas.
Para a próxima geração.
Para que um dia olhem para trás e entendam que alguém decidiu começar do zero.


Uma ideia, quando nasce com verdade, pode atravessar escassez.
Pode atravessar rejeição.
Pode atravessar silêncio.


Uma ideia pode mudar uma geração.


Eu acredito nisso.
Mesmo quando a conta tem algumas frações mínima de dinheiro
Mesmo quando ninguém vê.
Mesmo quando tudo parece improvável.


Porque legado não começa com dinheiro.
Começa com decisão.


E a minha já foi tomada.

O Preço do Amanhã
O preço do amanhã… quem pode pagar? Quem garante que ele vem? Talvez teu coração esteja cansado de fingir força o tempo inteiro sorriso no rosto, e a alma pedindo socorro em silêncio. Porque sorrir não é ausência de dor, é só o disfarce de quem aprendeu a sofrer calado. A vida é uma parede branca sensível, marcada. Tudo que você lança contra ela fica. Pode ser lama, pode tentar limpar depois… o tempo até seca a sujeira, mas não apaga a marca. O arrependimento, por mais sincero, não volta no tempo, não desfaz o impacto, não cura certas feridas. Tem coisas que o tempo não devolve. E há dores que pesam mais as que não têm volta. Quando alguém parte e não retorna,o silêncio responde o que o coração não aceita. Eu nunca aprendi a dizer adeus… mas aprendi a soltar, mesmo com os olhos cheios d’água, quando o tempo me mostrou que tudo é sopro. Por isso, ame hoje. Ame sem economia, sem atraso, sem medo de parecer demais. Como se o sol não fosse nascer outra vez. Porque o amanhã não é promessa é privilégio. E o que hoje parece pouco pra você, pra alguém pode ser o último capítulo.

AS PESSOAS DEVEM SER RESPEITADAS, SUAS OPINIÕES NEM SEMPRE!

Respeito seu direito de opinar, não respeito a sua opinião.

Um discurso que sempre me incomodou foi o de que "todas opiniões devem ser respeitadas" Será que toda opinião mesmo que estapafúrdia deve ser respeitada?

Se uma pessoa acredita que 2 mais 2 são cinco, devemos respeitar sua opinião?

Adolf Hitler tinha a opinião de que a raça branca ariana era superior as demais raças existentes, com isso devíamos respeitar sua opinião?

A melhor forma de respeitar as opiniões é discuti-las, e ver se essas opiniões tem raízes fortes na realidade, ou se é algo superficial.

Fortaleza: 300 de Resistência.


E aqui na periferia de Fortaleza: há um povo que padece e sobrevive de prece.
Em meio a belas praças e áreas nobres, há um canto, e ha um povo de luta, bravos e fortes.


Proclama o Hino: "um filho teu não foge a luta", seguindo em labuta, passando descaso em meio a tanta opressão e disputa.


Todos juntos mais uma vez, por mais dignidade, voz e vez!


Pedro Magalhães, Agente de Cidadania.

O maior milagre

O maior milagre não está apenas no extraordinário, mas no que pulsa silenciosamente dentro de nós a cada instante.
Há uma ingratidão sutil — não contra Deus, mas contra nós mesmos — quando esquecemos que nossa existência é fruto de uma longa tessitura entre o tempo, a matéria e o sopro do eterno. A ciência descreve esse processo como evolução: do pó das estrelas à complexidade do corpo humano, da simplicidade das primeiras formas de vida à consciência que hoje reflete sobre si mesma. Já a teologia, com linguagem mais profunda que literal, declara: “formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida” (Gênesis 2:7). Não são discursos opostos, mas perspectivas distintas do mesmo mistério.
O homem, portanto, é simultaneamente barro e transcendência. Carrega em si a memória do universo e o sopro do divino. Aquilo que a ciência chama de organização biológica extraordinária, a fé reconhece como imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26). Somos, por assim dizer, máquinas vivas — mas não apenas máquinas: somos consciência, vontade, espírito.
Ao longo dos séculos, evoluímos. Dominamos o fogo, inventamos a roda, desvendamos leis físicas, químicas e matemáticas. Expandimos nosso domínio sobre a matéria, mas, paradoxalmente, nos tornamos vulneráveis àquilo que não se mede: a ética, a compaixão, o sentido. Crescemos em conhecimento, mas muitas vezes nos perdemos em sabedoria. Pois o avanço técnico não garante a elevação moral.
E é nesse ponto que a teologia confronta a ciência não para negá-la, mas para completá-la: o problema humano não é apenas biológico ou social, mas espiritual. Como diz o texto sagrado, “o coração do homem é enganoso” (Jeremias 17:9). Assim, aquele que foi criado para refletir o divino torna-se refém do egoísmo, da ganância e da ilusão do “ter” sobre o “ser”.
Entretanto, há um limite que nenhuma evolução conseguiu ultrapassar: a morte.
A ciência a estuda, a adia, a compreende parcialmente — mas não a elimina. E talvez isso não seja uma falha, mas um sinal. Um lembrete inscrito na própria estrutura da existência de que o homem não é absoluto. Como afirma o sábio: “tu és pó, e ao pó tornarás” (Gênesis 3:19).
A morte, longe de ser apenas o fim, é também uma linguagem. Ela fala da transitoriedade, da dependência, da finitude. E, paradoxalmente, aponta para o que transcende. Se tudo em nós fosse apenas matéria, a morte seria apenas um desligamento. Mas o homem a teme, a questiona, a transcende em pensamento — porque há nele algo que não se conforma ao fim.
Assim, a morte se torna um dos maiores sinais da nossa própria dimensão divina: ela nos limita, para que não nos iludamos como deuses; e, ao mesmo tempo, nos provoca a buscar o Eterno.
E então compreendemos: o maior milagre não é apenas a criação do homem do pó ou da costela, nem apenas sua evolução ao longo dos milênios. O maior milagre é este instante — o agora — em que respiramos, pensamos, sentimos.
A chama da vida que arde dentro de nós não é explicada plenamente nem pela ciência nem pela teologia isoladamente, mas pela convergência de ambas. Cada batida do coração é um fenômeno biológico; cada consciência desse batimento é um mistério espiritual.
Viver, portanto, é o milagre contínuo.
E enquanto há fôlego, há a presença invisível daquele que, segundo as Escrituras, “nele vivemos, nos movemos e existimos” (Atos 17:28).
Por isso, despertar para a própria existência é, talvez, o ato mais próximo de tocar o divino.

Atila Negri

Pra mim?
Mistérios e segredos de sua matéria perfeita.
Ao olhar suas lembranças, as costas em suas reentrâncias provocam um alienado de prazer.

Em sua carne, sem muito alarde, o entrelaçar da magia com a ousadia da gata de meiguice angorá.

Remete a uma fusão de sentidos, onde o corpo tem cor, as costas tem cheiro e som traz a nota da libido.

Querer encostar, recostar, queres costas no mar.

Nadando solta,
olhando para o infinito e dando as costas para o mundo.
Assim você plaina sobre o azul profundo, ganhando vida sem preocupação.

Suas costas estão desnudas..
fique assim, nessa mágica curva poética.
Sem mover sequer um dedo, é o seu segredo que provoca nessas linhas infinita imaginação.

O contato com a natureza
e a solitudine
são as minhas melhores
formas de prevenção
contra o contágio
dessa sociedade
louca e agoniada.


Manter uma certa distância,
uma margem de segurança,
desses humanos desumanizados
é, sem sombra de dúvida,
uma medicina alternativa
para manter-me
em equilíbrio.
✍@MiriamDaCosta