Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

HISTÓRIA DO GIRASSOL MORENO

Bem antes de eu te conhecer, você já era importante para Deus.
E eu era apenas um caule sempre verde, que apesar de não ter ainda brotado uma flor para eu ser classificado com o mesmo nome naquele pomar, mas tinha também o meu valor para Deus.

Eu consegui agregar inúmeras colegas, mas não tinha uma amizade, namorei a filha da Margarida, fiquei até noivo com Rosa, mas ainda não tinha uma amizade naquele pomar de Deus.

Do silêncio da manhã, até o final do crepúsculo vespertino, eu tinha a impressão de ser alvo de crítica por todos os pomares, por ser o único haste que nasceu a anos atrás, mas não tinha brotado nem sequer uma flor de espinho, para poder ter uma identidade de flor.

Mas o meu dia chegou, e recebi não só uma amiga, como também um nome que perdura, e sobressai entre as mais lindas e perfumadas rosas-vermelhas, e tenho nome e sobrenome, eu sou: O GIRASSOL MORENO.

"E Foi Assim Que Nasceu O Girassol Moreno"

Eu demorei para entender que minha fé não precisava de moldura. Não era sobre pertencer a um templo específico, repetir palavras decoradas ou provar algo para alguém. Um dia percebi, quase em silêncio, que Deus não estava distante nem escondido atrás de rituais; Ele morava em mim. E quando entendi isso, algo dentro de mim ficou tranquilo, como se finalmente eu tivesse chegado em casa.

Não depender de religião não significa desrespeitar quem encontra Deus nela. Pelo contrário, cada pessoa tem seu caminho, sua ponte, sua forma de conversar com o céu. A minha foi mais silenciosa, mais íntima. Foi no meio das minhas dúvidas, das quedas, das noites em que eu conversava sozinha com o teto, que comecei a sentir uma presença que não precisava de intermediários. Era uma fé simples, quase cotidiana, como respirar.

Eu descobri que Deus aparece quando eu cuido de alguém, quando eu escolho ser justa mesmo sem aplauso, quando eu perdoo, quando eu me levanto depois de um dia difícil. Ele está nos gestos pequenos, nos pensamentos que tentam ser melhores do que ontem. Mora nas decisões que tomo quando ninguém está olhando.

E isso muda tudo. Porque quando a gente acredita que Deus vive dentro da gente, a responsabilidade também muda. Eu passei a olhar mais para dentro, a vigiar minhas próprias atitudes, a tentar ser um lugar bom para Ele habitar. Não perfeito, porque ninguém é, mas verdadeiro.

Hoje eu caminho assim: sem precisar provar fé para ninguém, sem carregar rótulos pesados, mas com uma certeza calma de que não estou vazia por dentro. Há uma luz ali, discreta, constante, que me lembra todos os dias que Deus não está longe. Ele está aqui, comigo, vivendo cada passo da minha história.

Enquanto houver Dia, nunca faltará Riqueza. Pois o Sol, que espalha seus fúlgidos raios dourados, é o precioso Ouro Cósmico. Enquanto houver Noite, nunca faltará Glória e opulência! Pois a Lua, com seu irradiante brilho argênteo, é a valiosa Prata da abóbada Celeste, e as cintilantes Estrelas, os Diamantes que enriquecem todo o Universo.




Às 07:52 in 23.03.2026

QUINTANA E O AMOR

Muitas vezes nessa vida
Confesso que já chorei!
Já chorei por coisas bobas
Já chorei por quem amei
Lhes juro, a dor é grande
O tamanho eu não sei
Eu só sei que quem já amou
Sabe do que eu falei...

E quem não quiser chorar
Creia, eis a solução:
Não procures o amor
Endureça o coração
Tu só não vai experimentar
A mais linda emoção
O mais lindo sentimento
A incrível sensação
Vais parecer que flutuas
Na leveza da paixão.

E por falar em sentimento
Me lembro de um senhor
Que morou no meu Rio Grande
Da vida era doutor
Escreveu as coisas mais lindas
Soube a paixão expor
Mário de Miranda Quintana
O professor do amor...

Eu aprendi com o Quintana,
Exaltar o amor...
Pra meus filhos lembrarem
Quando eu me for
E vão tornar a falar
Assim como eu falei:
—Eu aprendi com papai,
Exaltar o amor...

Thiago Rosa Cézar

⁠AOS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO


No vai e vem desta vida

Devemos raciocinar

E prestar justa homenagem

A quem vive a nos ensinar

Embora não cobrem nada

Tampouco sabem assinar

Mas creiam, são professores

Quando o assunto é amar.



Eu falo dos animais

Bichos de estimação

Cachorro, gato e roedores

Tem até quem tem leitão

Coelho, mico e iguana

Nos amam de coração

É só ver os seus semblantes

Nos olham com devoção.



O primeiro dessa lista

Com certeza é o cão

Cachorro, cadela e filhotes

Não importa a condição

Nos ensinam muitas coisas

Por nós, tem adoração

E não pedem nada em troca

Só um pouquinho de atenção.



Outro animal querido

Esperto e inteligente

Às vezes é preguiçoso

Outras vezes impaciente

Por ser muito mimoso

Até dorme com a gente

Eu falo do amigo gato

Que vive sempre contente.



Agora é a vez dos roedores

Lampeiros e peludinhos

Tem todo tipo de raça

Gerbil, hamster e porquinho

Porém são muito sensíveis

Pequenos e dentucinhos

Embora serem tão pequenos

São gigantes no carinho.



Como disse o poeta

Não importa o bichinho

Iguana, leitão e mico

Coelho e cordeirinho

Tem gente que tem um pato

Outros tem o seu peixinho

Bichos de toda espécie

Que não nos deixam sozinhos.



Mas nem tudo é amor

O que se vê nos caminhos

Eu jamais ia esquecer

Dos mais lindos passarinhos

E da maldade do homem

Que prende os pobrezinhos.



Bichinhos que vivem livres

Felizes sempre a cantar

A ninguém fazem maldade

Felizes pra lá e pra cá

Cantam e nos alegram

Vivem a se doar

Tomara que o homem aprenda

Ao bichinho respeitar

Que joguem fora as gaiolas

E deixem eles voar.



É como diz o começo

Da nossa reflexão

No vai e vem dessa vida

Escutem a petição:

"Cuidem de todo bicho

Selvagem ou de estimação

E lembrem de São Francisco

E tratem-no como irmão..."



Nó do lenço

Em Veneza, o amor era um porto,
Onde o Mouro, de guerras cansado,
No olhar de Desdêmona,enfim, achou conforto,
Um reino de paz, por ela outorgado.

Mas a sombra do lago, em silêncio, tecia
A teia de aranha que o peito consome.
A dúvida, o verme que a alma vicia, Sussurrava mentiras em volta de um nome.

O lenço caído, bordado em morangos,
Tornou-se a prova de um crime inexistente.
Otelo, perdido em sombrios fandangos, Cegou para a luz da amada inocente.

Onde havia ternura, nasceu o tormento,
O ciúme é o monstro que a si próprio devora.
Um travesseiro abafa o último alento,
E a verdade só chega na última hora.

Ó, General, que venceu mil batalhas,
Mas caiu diante de um falso confidente!
No quarto de Chipre, entre mortalhas,
Dorme o amor que foi morto injustamente.

Quem viu a VIDA?
Quem pode dizer que entendeu o porquê das lágrimas que caem sem aviso…
ou dos sorrisos que surgem do nada?
A vida não se explica.
Ela se sente.
Ela chega leve como um abraço de mãe…
e, às vezes, pesa como um adeus que não estávamos prontos para dar.
A vida é feita de encontros…
mas também de despedidas que nos ensinam a valorizar o que ficou.
É no silêncio que ela fala mais alto.
É na dor que ela ensina.
E é no amor que ela faz tudo valer a pena.
Quem viu a vida…
não foi quem teve tudo.
Foi quem sentiu tudo.

Relacionamento 3+1


Se você não entender isso sobre relacionamentos… você vai se frustrar.


Não é falta de amor que acaba com a maioria das relações.


É a incapacidade de lidar com a vida adulta.


As pessoas entram achando que química resolve tudo.
Que vontade sustenta rotina.


Mas não sustenta.


Relacionamento no mundo real exige estrutura.


E existe uma regra simples:
3 + 1.


Primeiro: compatibilidade intelectual.


Se vocês não conseguem se entender no básico, toda conversa vira desgaste.
E onde não há comunicação… o respeito morre.


Segundo: compatibilidade emocional.


É maturidade pra aguentar pressão sem descontar no outro.
Porque ninguém foi feito pra ser depósito de frustração.


Terceiro: compatibilidade sexual.


Desejo. Conexão. Entrega.


Sem isso, vocês são só dois amigos dividindo contas.


Só que a vida não é perfeita.


Esses três pilares nunca vão estar fortes ao mesmo tempo.


Vai ter fase com muito desejo e pouco diálogo.
Fase com parceria, mas sem química.


E é aí que muita gente desiste…


Quando na verdade deveria entender:
os pilares fortes sustentam a relação até os outros se alinharem.


Mas tem um quarto fator.


O mais importante de todos.


Alinhamento de rota.


Porque não adianta se gostar…
se um quer crescer e o outro quer parar.


Se o futuro não é o mesmo, o relacionamento vira peso.


E mais cedo ou mais tarde…


alguém afunda.


Isso não é sobre romance.


É sobre realidade.

Você, homem ou mulher, foi ensinado a temer o fim do mundo como se ele fosse um evento externo, espetacular, definitivo. Um clarão no céu, uma guerra final, um colapso irreversível. Desde cedo, você aprende a olhar para fora em busca de sinais de destruição, enquanto ignora o desgaste silencioso que acontece dentro. Toda vez que crises se acumulam, que conflitos armados explodem, que economias entram em colapso, alguém repete o mesmo anúncio antigo: agora é o fim. E você quase acredita, porque essa narrativa poupa você de olhar para a parte mais incômoda da verdade.



O mundo não está acabando. O que está em curso é outra coisa, mais lenta, menos cinematográfica e muito mais íntima. É a progressiva desconexão do ser humano consigo mesmo. É a normalização da indiferença, a substituição do pensamento pela reação automática, o abandono da responsabilidade pessoal em nome de sistemas, ideologias ou sobrevivência imediata. Você chama isso de caos global, mas o nome mais preciso é erosão interna.



A Terra permanece. Ela sempre permaneceu. Antes de você existir, ela já assistia a civilizações inteiras nascerem, prosperarem e desaparecerem. Ela viu impérios que se diziam eternos virarem ruínas turísticas. Ela testemunhou religiões dominantes se tornarem notas de rodapé na história. Nada disso a abalou. O planeta não depende da sua organização social, da sua moeda ou da sua narrativa de progresso. Quem depende é você.



Quando você diz que o mundo está acabando, você está falando, sem perceber, da falência de um modo de viver que já não se sustenta. Você está falando da exaustão de um modelo que exige produtividade sem sentido, relações descartáveis, competição constante e anestesia emocional. Você sente o peso disso no corpo, mesmo que não saiba nomear. Sente no cansaço crônico, na ansiedade difusa, na sensação de estar sempre correndo atrás de algo que nunca chega.



O anúncio do fim do mundo se repete porque ele funciona como uma válvula de escape psicológica. Se tudo vai acabar, então nada precisa ser profundamente revisto. Se o colapso é inevitável, você se isenta de responsabilidade. Você pode continuar vivendo no automático, repetindo padrões herdados, adiando escolhas difíceis. O apocalipse vira uma desculpa elegante para a inércia.



Mas observe com atenção. Geração vai, geração vem. Sempre houve guerras. Sempre houve fome. Sempre houve injustiça. O que muda não é a existência do conflito, mas a forma como você se relaciona com ele. Hoje, você consome o sofrimento como conteúdo. Você assiste à destruição em tempo real, entre um vídeo curto e outro, sem metabolizar nada. A dor vira ruído. A tragédia vira estatística. E você segue, cada vez mais distante da própria sensibilidade.



Esse distanciamento não acontece de uma vez. Ele é construído em pequenas concessões diárias. Você aceita um trabalho que te esvazia porque precisa pagar contas. Depois aceita silenciar valores para manter estabilidade. Em seguida, normaliza relações rasas porque não tem energia para profundidade. Quando percebe, você não sabe mais o que sente, apenas reage. Não é o mundo que está em ruínas. É o seu contato consigo.



A ideia de que o mundo vai acabar também carrega um desejo oculto. O desejo de que algo externo resolva o que você não quer enfrentar. Um colapso total dispensaria decisões individuais. Não seria mais preciso escolher com consciência, sustentar limites, rever prioridades. Tudo seria varrido de uma vez. Esse desejo não é consciente, mas ele existe. Ele nasce do cansaço de viver sem sentido.



Só que o mundo não colabora com essa fantasia. Ele continua girando, indiferente às suas previsões apocalípticas. Enquanto você espera o fim, a vida segue exigindo presença. O tempo continua passando. O corpo continua envelhecendo. As escolhas continuam acumulando consequências. Não há pausa cósmica para quem está confuso.



O que realmente está em crise é a forma como você foi ensinado a existir. Uma forma baseada em comparação constante, medo de ficar para trás e uma busca incessante por validação externa. Você mede valor por desempenho, sucesso por visibilidade, felicidade por aparência. Esse modelo adoece porque ignora algo básico: você não é uma máquina de produzir resultados. Você é um ser humano que precisa de coerência interna.



Quando essa coerência se rompe, tudo parece um fim. Relações desmoronam. Profissões perdem sentido. Crenças se mostram frágeis. Você chama isso de colapso civilizacional, mas é também um colapso de identidade. Quem sou eu sem os papéis que desempenho? Quem sou eu sem as promessas que me venderam? Essas perguntas assustam mais do que qualquer guerra distante.



O discurso do fim do mundo também mascara uma recusa em amadurecer. Enquanto você acredita que tudo está prestes a acabar, você se mantém numa posição infantil diante da existência. Espera que algo maior decida por você. Espera que líderes, sistemas ou catástrofes definam o rumo. A maturidade começa quando você aceita que não haverá resgate coletivo. Haverá apenas escolhas individuais feitas em contextos imperfeitos.



Isso não significa negar a gravidade dos problemas reais. Guerras matam. Crises econômicas destroem vidas. Sistemas são injustos. Tudo isso é concreto. Mas nada disso elimina a sua responsabilidade sobre como você vive, pensa e se relaciona. Você pode estar em um mundo caótico e ainda assim escolher lucidez em vez de anestesia. Pode escolher consciência em vez de cinismo.



A Terra não pede que você a salve. Ela não depende da sua angústia. Quem precisa de cuidado é você. Cuidado no sentido mais radical da palavra. Atenção honesta aos seus padrões. Às narrativas que você repete sem questionar. Às crenças que te mantêm pequeno enquanto fingem te proteger.



O verdadeiro apocalipse não vem com sirenes. Ele acontece quando você abandona a capacidade de sentir, refletir e agir com integridade. Quando você terceiriza sua consciência. Quando você se convence de que não há alternativa, mesmo sem ter explorado nenhuma profundamente. Esse fim não vira manchete, mas ele molda uma vida inteira.



Você não precisa esperar que o mundo melhore para começar a se reorganizar internamente. Essa espera é outra armadilha. A história mostra que o mundo raramente oferece condições ideais. Mesmo assim, pessoas lúcidas existiram em todas as épocas. Não porque eram otimistas, mas porque eram responsáveis por si.



Geração vai, geração vem, e a Terra permanece. O que muda é o nível de presença com que cada ser humano atravessa seu tempo. Você pode atravessar este momento repetindo o coro do fim, ou pode atravessá-lo como alguém que decidiu parar de fugir de si. Não é uma decisão confortável, mas é uma decisão adulta.



Este texto não existe para te acalmar. Existe para te lembrar de algo que você já sabe, mas evita encarar. O mundo não vai acabar para te poupar do trabalho interno. Ele vai continuar, exigente, indiferente, fértil. E você terá que escolher se vai seguir se perdendo em narrativas de desastre ou se vai recuperar o fio da própria consciência.



Não há promessa de redenção coletiva. Não há final épico. Há apenas a possibilidade diária de alinhar pensamento, ação e responsabilidade. Isso não salva o mundo. Mas impede que você desapareça de si mesmo enquanto ele segue existindo.



E talvez seja isso o que realmente importa.

Algumas pessoas não querem somar na sua vida, querem apenas o controle sobre ela. Elas destroem a sua paz e te prendem em explicações sem fim, só para testar até onde vai a sua 'coleira'.


Maturidade é entender que quem não tem futuro para oferecer, oferece caos. Quando as atitudes são instáveis e as desculpas são vazias, afastar-se não é orgulho. É a única resposta lógica.

Já que os técnicos e jogadores que atuam no futebol brasileiro são estrangeiros, a seleção brasileira ideal deveria ser formada por: Rossi, Andrés Gómez, Gustavo Gómez, Cuesta, Piquerez, Arrascaeta, Carrascal, Jhon Arias, Borré, Flaco López,
Carbonero. Sem xenofobismo.



Benê Morais.

A vocês que fazem esta página um lugar vivo...


A vocês que nunca passam em silêncio,
que deixam palavras, carinho e presença, e compartilham minhas palavras, minha gratidão por tornarem
esta página um lugar vivo.
Gratidão por caminharem comigo.


Josy Maria 23/03/2026


Frases, textos e citações by Josy Maria

Você entra nesse mundo sem manual impresso na mão, mas logo descobre que existe um livro que atravessou milênios tentando cumprir exatamente esse papel. A Bíblia não se apresenta como um guia simples, direto, técnico. Ela se apresenta como um enigma vivo. Um texto que respira conforme quem o lê. Um espelho que nunca reflete duas consciências da mesma forma. E talvez esse seja o ponto que você evita encarar com profundidade. A Bíblia não foi feita para ser decorada, foi feita para ser atravessada. E atravessar algo é sempre diferente de possuir.


Você pode ler os mesmos trechos dezenas de vezes. Pode sublinhar, anotar, marcar páginas. Ainda assim, nunca será a mesma leitura. Porque quem muda não é o texto. É você. O que se transforma é o ponto de consciência que você ocupa no instante da leitura. E isso revela algo desconfortável para quem busca controle absoluto. Não existe interpretação final. Não existe leitura definitiva. Existe encontro. E todo encontro depende de quem chega.

A Bíblia não se oferece como um livro morto. Ela se comporta como um organismo simbólico. Suas histórias parecem simples à primeira vista, mas operam em camadas. Narrativas de pastores, reis, guerras, quedas, promessas, traições e redenções. Mas por trás da superfície histórica existe uma arquitetura psicológica e espiritual que continua se repetindo dentro de você e dentro de mim. Porque o jogo humano não mudou tanto quanto você gosta de imaginar. Mudaram as roupas, as ferramentas, os nomes. A estrutura interna permanece.


Quando você lê sobre o deserto, você não está lendo apenas sobre areia e calor. Você está lendo sobre períodos de escassez interna, sobre travessias sem garantias, sobre caminhar sem saber exatamente onde vai chegar. Quando você lê sobre o dilúvio, não é apenas água. É excesso. É saturação. É o colapso de um sistema interno que não se sustenta mais. Quando você lê sobre a cruz, não é só dor física. É confronto com limites, com escolhas irreversíveis, com o custo real de sustentar uma verdade até o fim.


E é aqui que o enigma começa a se aprofundar. Duas pessoas leem o mesmo trecho. Uma sente consolo. A outra sente confronto. Uma encontra esperança. A outra encontra acusação. Isso não acontece porque o texto é confuso no sentido vulgar da palavra. Acontece porque o texto funciona como um campo simbólico que ativa conteúdos internos diferentes em cada leitor e leitora. Ele não entrega respostas prontas. Ele provoca perguntas certas. E perguntas certas quase sempre incomodam mais do que respostas fáceis.

Até hoje, pouquíssimos foram imortalizados. Pouquíssimos atravessaram séculos sendo lembrados, estudados, discutidos. Reis, filósofos, conquistadores, líderes espirituais. E mesmo esses são lembrados de forma fragmentada, distorcida, reinterpretada. A imortalidade histórica não preserva a pessoa, preserva um símbolo. Um recorte. Uma narrativa útil para algum tempo posterior.




Dentro desse cenário, Jesus Cristo se destaca de forma desconfortável. Não porque tenha sido o único a influenciar milhões, mas porque sua influência não dependeu de poder político, força militar ou herança genética. Ele não deixou filhos biológicos, não escreveu livros, não fundou exércitos. Ainda assim, seu nome atravessou dois milênios sem perder centralidade. Não existe outro ser humano que ocupe esse lugar simbólico com tamanha persistência.




Ele é apresentado como perfeito. Sem defeitos. Não no sentido ingênuo de alguém sem conflitos, mas no sentido de alguém que viveu alinhado entre discurso e ação. E mesmo assim, teve um final. Um final público, doloroso, definitivo do ponto de vista do corpo. Isso por si só já desmonta uma fantasia comum. A de que viver corretamente garante imunidade contra o sofrimento ou contra a morte. Não garante. Nunca garantiu.




A fé cristã afirma que ele vive. Não como corpo, mas como espírito. Afirma que ele é Deus. Que Deus criou a Terra. E que a Terra não é um teste improvisado, mas um jogo com regras. Um jogo duro, desigual, cheio de ruído, mas ainda assim um jogo estruturado. Se você aceita essa premissa, então nada aqui é aleatório. Nem o nascer, nem o morrer.

Pensa assim: às vezes, tem pessoas que são demais, cheias de qualidades boas, sabe? Mas aí, elas têm um "negocinho" — um defeito que pegou forte, um hábito que virou vício, ou uma característica que é legal, mas passa da conta e meio que "buga" o sistema. E esse "negocinho" é tão evidente, tão "na cara", que acaba ofuscando tudo de bom. É como se o mundo só visse aquela manchinha e ignorasse a pintura inteira, por mais bonita que ela seja. É triste, mas acontece: um único defeito pode manchar a reputação de alguém, mesmo que essa pessoa seja um anjo em todo o resto.
Rosinei Nascimento Alves⁠

"Quando um palhaço entra em um palácio, ele não se torna um rei; o palácio torna-se um circo".


Não são as roupas, o estudo, os títulos, bens materiais que nos tornam reis(Sãos), mas a capacidade de superarmos o mal que habita em nós.


Ser palhaço é cultivar a mágoa, a culpa, os traumas, procrastinar, o orgulho, egoísmo... Ser palhaço é ser decrépito na alma, é jazer no erro, na birra, na imaturidade.
Ser palhaço é não respeitar a dor do outro.

O palhaço ri de si mesmo, usa uma máscara; e aí está a patologia: a incapacidade de autosuperação. E é exatamente isso que o impede de ser rei.

Sabia que ninguém é de ninguém?


A gente tem essa forma errada de achar que tudo é para a vida toda.


Mas, até nas ruas, está cheio do sexo oposto, podemos sempre nos apaixonar por outros, sem nunca tocar naquela pessoa.


Por já ter um compromisso.


Mas, nós humanos somos movidos por isso.

O mundo já chorou por amor. Eu disse todo o mundo! Todos à sua volta! E também já choraram porque perderam alguém, porque perderam uma chance, perderam um objeto, perderam a vez. E choraram ao serem excluídos, por serem menores, por serem inferiores, e serem piores. Choraram porque alguém não veio, alguém não trouxe, alguém não deu, alguém não reconheceu. E também há choros porque o que temos não superou nossas expectativas, não era o que queríamos, nem o que sonhamos. O choro vem! Ele reina nas nossas angústias, nas nossas dores. O choro faz parte do nosso ser. Nunca teremos o tudo. E nem nunca teremos o suficiente....sempre faltará algo, e estaremos buscando mais e mais. Isso é do ser humano, e à essa insatisfação, à essa falta, damos lugar aos prantos. E ele é nosso! Quem tem depressão chora, quem não tem chora também. Quem está triste chora, mas quem está feliz, chora também! Então, se não conseguimos nos livrar dele, nem das nossas decepções, das querências inúteis, e insatisfações cotidianas....choremos! Lembrando que Ele dura só uma noite. Porque nada dura para sempre. O sol sempre vem, traz luz, soluções, brilho. O problema se resolve e o choro se vai...até q outra luta apareça, outra dor, outra desilusão, outra perda. Vida que segue!
"O choro dura uma noite, porque a alegria vem pela manhã"

⁠O povo ri porque cristão tem um reino invisível, um rei que ninguém nunca viu, um mundo espiritual que se move e se espelha no mundo terreno, né? Mas vivem um multiverso de êxtase, mentiras, prazeres efêmeros. Vivem numa Matrix inventada por poderosos, uma mídia que decide o que mostra ou não, e agora vão comprar terras virtuais, ambientes virtuais, e seus avatares comandarão suas vidas no metaverso de Zuck.
Eu conto, vocês contam?¿?¿
G.M.