Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

"Amor"
Vejo amor como um monstro,
e eu sou apenas um soldado,
vice-versa a gente se encontra,
e nem sempre ele quer papo.

Lembro, que na nossa primeira luta,
sai derrotado.
Por ter sido desnorteado,
pensei que havia perdido.

Mas sempre que me recordava dessa batalha,
retia um sentimento contínuo.
Por mas que me sentisse indigno,
sabia que aquele final era incerto.

Voltei me encontrar com ele,
e dessa vez fiz certo,
apanhei feito bastardo.

Porém conquistei
o que tanto havia almejado.

A vida nos testa de formas que parecem insuportáveis,
mas o amor e o carinho acendem a luz do coração,
lembrando que mesmo nas sombras há calor e cuidado.
A fé nos sustenta quando tudo parece desmoronar,
e a resiliência emocional transforma cada queda em impulso,
cada desafio em aprendizado, cada dor em força silenciosa.
Caminhar assim é perceber que crescer não é evitar a tempestade,
mas aprender a dançar na chuva, com coragem e gratidão.”**

Minha dor me fere, mas minha decisão me move,
não deixo a sombra ditar quem eu sou.
Com fé, atravesso o que meus olhos não alcançam,
minha identidade se ergue mesmo entre escombros.
Cada queda revela minha resiliência, cada ferida, impulso.
Tudo em mim aponta para um propósito maior,
sou instrumento de força, mesmo quando sangro.


–Purificação

Minha dor grita, mas não me paralisa;
ela explode dentro de mim e me empurra por cima de limites que eu pensava impossíveis.
Cada ferida, cada queda, eu transformo em força bruta para levar a palavra,
porque eu não sou dono da minha dor — sou apenas o instrumento que ela escolheu.


–Purificação

Em ti, sou o explorador que chega a um novo continente, Onde cada paisagem desconhecida me atrai.
Não sei o nome das tuas montanhas, Nem o segredo dos teus rios.


Mas cada trilha que desvendo, Cada floresta que cruzo em teu ser, Revela uma nova cor, um novo som, E em cada passo, o amor floresce.


Ainda há tanto de ti a descobrir, Tantos mapas a desenhar. Mas não tenho pressa, Pois a beleza está na jornada, E o meu amor, em cada nova camada que encontro.

Vida...

Alguns morrem vivendo o extraordinário,
morrem vivendo mais que os que vivem o comum.
Confesso que os invejo:
arriscam suas vidas? Sim.
Mas fazem o que amam.

Queria ser vista e ouvida,
ser boa e suficiente.
Naquilo em que sou a melhor
não posso ser vista,
muito menos ouvida.
Confesso: meu coração se cerca
de dúvidas e incertezas.

Sinto que o inexplicável me vê,
mas quero senti-lo e mais, preciso e
quero ouvi-lo,
tê-lo em cada decisão da minha vida.

Vivo na espera do meu melhor,
na espera de que algum dia
serei realmente feliz,
feliz para sempre.

Tudo é temporário. Às vezes, a vida nos presenteia com pessoas que iluminam nossos dias, que trazem uma vibe boa e uma presença que anima. Uma voz agradável de ouvir, um olhar sincero e acolhedor... É como se o universo tivesse conspirado para nos aproximar delas.


Mas, por mais que a gente se conecte com essas pessoas, até mesmo se se conheceram a pouco tempo, por mais que a gente sinta que algo especial pode surgir, a vida tem seus próprios planos. E, de repente, essas pessoas podem se afastar, deixando um vazio que parece difícil de preencher.


Mas, talvez, o mais importante seja aproveitar o tempo que tivemos com elas, guardar as memórias e aprender com a experiência. Porque, mesmo que a pessoa não esteja mais presente, a conexão que tivemos pode continuar a inspirar e a influenciar nossas vidas de maneiras inesperadas.

Amizade verdadeira


Em ti reside um brilho que não finda,
Flor que o tempo cuida, amiga linda.
No teu olhar, há um mar de profundezas,
Onde a alma encontra as mais puras certezas.


És sedutora no jeito e na presença,
Envolvente em cada gesto, em cada crença.
Com riso solto, cativante e forte,
Afastas toda a sombra e má sorte.


Sua amizade me inspira e anima
Tens um sorriso lindo que cativa.
És bela, és encanto, és preciosa
Tem no olhar uma paz gostosa.


Sei jeito simples de falar e ouvir
Traz segurança e calmaria
Seu olhar meigo, traz alegria
Faz pensar, sonhar e refletir.

No final ela não era perfeita e eu não era um monstro!
Éramos apenas jovens


No início, pintei-a com tintas de luz,
e a mim, com sombras pesadas demais.
Ela parecia intacta,
eu, sempre culpado.


Mas o tempo, paciente,
abriu meus olhos como quem abre feridas
para que enfim cicatrizem.
E vi que ela também errava,
quando se calava,
quando me deixava à espera,
quando tornava frio o que deveria ser abrigo.


Eu também tropeçava,
às vezes por amar demais,
ou por medo de perder.
E nesse jogo de silêncios e ansiedades,
não fomos vilões,
não fomos santos.


Éramos apenas jovens
tentando aprender o amor
com mãos trêmulas
e corações sem manual.


Hoje sei:
ela não era perfeita,
eu não era um monstro.
Éramos só dois seres
aprendendo a viver,
e na dor do fim
Deus escreveu em mim
a lição do perdão.

Um imenso caos me habita,

a inquietação devora,

quer destruir tudo,

rasgar os alicerces,

na esperança cega

de encontrar um amanhã melhor.



Mas como colher o novo,

se nem o presente sei tocar?

Se nem o que tenho

consigo verdadeiramente habitar?



Sou ruína e busca,

sou fome e vazio,

sou o impulso de quebrar o mundo

sem saber como reconstruí-lo

A borboleta e o lirio




O lírio ergue-se, altivo,
como templo branco no jardim das eras.
Enraizado no mistério,
não se curva ao vento,
não se rende ao efêmero.


A borboleta o busca,
peregrina das auroras,
traz no voo a lembrança dos mundos,
na cor das asas —
o sopro das almas que já se amaram.


Ela pousa,
e em silêncio o universo desperta:
pétala e asa não se tocam apenas,
se reconhecem.
É a paixão que não se mede em carne,
mas em eternidade.


O lírio permanece,
irredutível em sua pureza,
e a borboleta dança,
abandonando o tempo a cada batida de asa.
São diferentes como raiz e vento,
mas unidos como chama e oxigênio.


Na eternidade, não há fronteira.
O amor deles não é desta vida —
é um cântico gravado na alma do cosmos,
onde o lírio espera,
e a borboleta retorna,
sempre, sempre.

Correspondência Tardia

E se eu te disser que me viste?
Não com olhos, mas com alma —
Naquele instante em que o tempo
Fez de nós dois uma pausa calma.

E se eu te disser que me quiseste?
Não com gestos, mas com ausência,
Na troca muda de silêncios
Que só o amor em dor presencia.

O que são encontros para nós?
Acasos que o destino desenha,
Ou desencontros que a vida
Com precisão estranha empenha?

E se eu te disser que ainda espero?
Não por ti, mas pelo momento
Em que o mundo nos permita
Ser mais que sombra e pensamento.

Mas o tempo é um risco lento,
E o silêncio, um cárcere gentil.
Vivemos o que não vivemos,
E o que sentimos é sutil.

Se eu te disser que já é tarde,
Tu dirias que nunca foi cedo.
E se eu calar o que me arde,
Tu saberás — mesmo em segredo.




Jerónimo Cesarina

Nosso lar agora tem teu perfume,
Um ninho feito de carinho e lume.
Não são paredes, cimento ou tijolo,
É o amor que mora em nosso protocolo.


Acordar e ver teu rosto tão sereno,
Transforma o dia em algo pleno.
Dividir o pão, a conta, o sofá,
É a felicidade que não tem mais "já".


Cada objeto conta a nossa história,
Cada canto guarda a nossa glória.
Morar contigo é a paz que eu buscava,
A certeza de que a vida me amparava.


Este nosso canto, feito com fervor,
É o palco do nosso eterno amor.

MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA

Acordar.
Vestir o corpo como se fosse armadura.
Engolir o tempo com gosto de ferrugem.
Fingir que há sentido na estrutura.

Trabalhar.
Ser útil, mesmo sem querer.
Ser peça, mesmo sem encaixe.
Ser silêncio, mesmo ao sofrer.

Não pensar.
Pensar dói mais que o turno.
Pensar é lembrar que não há futuro.
Pensar é ver que tudo é muro.

Sobreviver.
Não por escolha, mas por falta de opção.
Não por sonho, mas por obrigação.
Não por vida, mas por função.




Jerónimo Cesarina

ÚLTIMO TURNO. 2

Cheguei cedo, saí tarde.
Fui sombra no chão da fábrica.
Fui número, fui carga, fui alarde
De um sistema que nunca abriga.

O último turno não tem luz,
Só o som da máquina que não dorme.
O suor que escorre e me conduz
A um fim que nunca se conforma.

Não há aplauso no meu adeus,
Nem lembrança no meu lugar.
Só o vazio que me fez
E outro corpo pra ocupar.

Mas sigo, porque parar é cair.
E cair é deixar de existir.




Jerónimo Cesarina

DESEJO DE RUPTURA

Queria quebrar o ciclo,
Romper o elo que me prende.
Ser mais que função, mais que artigo,
Mais que o tempo que me vende.

Queria não ser engrenagem,
Nem número em folha de ponto.
Queria rasgar a paisagem
E gritar no meio do conto.

Mas há contas, há fome, há prazos.
Há o medo de não ter chão.
Há o peso dos próprios passos
E o silêncio da obrigação.

Então sigo, mesmo querendo parar.
Porque querer não paga o jantar.




Jerónimo Cesarina

FUNÇÃO FINAL

No fim, não há prêmio, nem festa.
Só o cansaço que não se despe.
Só o corpo que ainda se presta
A fazer o que ninguém mais quer.

Sou o que cumpre, não o que sonha.
Sou o que segue, não o que escolhe.
Sou o que vive, mas sem vergonha
De saber que a vida me engole.

E quando tudo enfim cessar,
Não haverá quem vá lembrar.
Só o vazio que vai ocupar
O lugar que fui — sem durar.




Jerónimo Cesarina

SUBSTITUÍVEL

Sou o que serve até não servir.
Sou o que vale até não valer.
Sou o que fica até alguém vir
E mostrar como se deve fazer.

Não sou nome, sou número.
Não sou rosto, sou função.
Sou o espaço entre o lucro
E a próxima demissão.

Não há legado no que faço,
Nem lembrança no que fui.
Só há o rastro do fracasso
E o silêncio que me inclui.




Jerónimo Cesarina

Tempo..


O tempo é relativo e significativo, ele pode ser bom ou ruim. Tempo é algo que temos mas.. Não valorizamos e só pedimos por ele quando ja estamos na reta final, apesar de tudo, oque você passa eu deixa de passar, é tudo questão de tempo. Então saiba aproveitar o tempo que temos, viva, aproveite e o mais importante de todos AME.

OUTUBRO DE CONSCIENTIZAÇÃO


Mulheres não se descuidem


Toque em seu peito


O mês da luta contra o câncer


Merece o nosso respeito


Nosso corpo é sagrado


Esqueça qualquer preconceito.





Outubro rosa de luta


Merece ser lembrado


Quem se ama abraça a causa


Não se esquece no passado


A luta é tão presente


É preciso ter cuidado.





O câncer não escolhe vítimas


É preciso se cuidar


Muitas mulheres enfrentam


Com medo de falar


Lembre-se que tem tratamento


O melhor caminho se tratar.






O câncer de mama


Tenha bastante atenção


Ele não dói, é preciso apalpar


Se toque sem restrição


Conheça seu próprio corpo


Pode ter inchaço ou secreção.





Se o câncer for diagnosticado


Tome a melhor atitude


Siga as orientações do médico


Não desista, nem se descuide


Lembre-se que tem tratamento


Cuide bem da sua saúde.





Irá Rodrigues