Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Quando o Coração Cansa, Mas a Fé Continua
Em Mateus 11:28-30 diz:
“Venham a mim, todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os reanimarei. Peguem o meu jugo e aprendam de mim, pois sou de temperamento brando e humilde de coração, e vocês acharão revigoramento para as suas almas. Pois o meu jugo é suave, e a minha carga é leve.”
Há dias em que a alma acorda cansada antes mesmo do corpo levantar.
A gente abre os olhos e já sente o peso do dia.
O coração parece não ter mais energia pra acreditar, pra tentar, pra insistir.
E, no entanto, a vida segue exigindo passos, decisões, coragem.
O corpo obedece, mas o coração fica pra trás — e é aí que nasce aquele cansaço que nenhum descanso físico resolve.
Tem horas em que a gente quer apenas parar um pouco de ser forte.
Parar de sorrir quando o peito grita.
Parar de parecer bem só pra não preocupar ninguém.
Esse tipo de cansaço é silencioso, mas profundo.
Ele não vem do que fazemos, vem do que sentimos — das decepções, das perdas, das orações que parecem não sair do chão.
E é nesse estado que as palavras de Jesus soam como um abraço:
“Venham a mim, todos vocês que estão cansados.”
Jesus aqui não convida os fortes. Convida os que tropeçam.
Ele não chama os perfeitos, mas os que se sentem quebrados.
Ele não pede que a gente chegue pronto — Ele pede que a gente venha como está.
Há um consolo enorme nisso.
Porque, no fundo, todos nós temos momentos em que a fé parece um fio tão fino que mal dá pra segurar.
A gente ora e o silêncio continua.
Espera, e nada muda.
E é aí que a fé deixa de ser emoção e passa a ser decisão.
Crer, mesmo sem sentir, é o maior gesto de confiança que alguém pode oferecer a Deus.
O mundo anda cansando as pessoas.
Tudo é urgente, tudo é cobrança.
O relógio virou tirano, e se descansamos um pouquinho mais começamos a nos sentir culpados. Como se isso fosse um erro.
Isso é o que o mundo acelerado está fazendo com a gente.
E, sem perceber, a alma vai se esvaziando.
Há um ponto em que o corpo continua, mas o interior está por um fio.
É quando o olhar perde o brilho, e o riso vem cansado.
É nesse ponto que Jesus entra e sussurra como lemos em Mateus 11:28: “Venham a mim.”
Jesus não promete ausência de peso.
Ele promete parceria.
Ele não promete retirar o fardo, mas ajudar a carregá-lo.
Quando Ele fala sobre o “jugo”, está falando de um instrumento que unia dois bois para dividirem o peso.
É isso que Ele faz: entra no caminho ao nosso lado, e o peso deixa de ser solitário.
O que antes esmagava passa a ser dividido.
Mas pra isso acontecer, é preciso aprender uma lição que o mundo desaprendeu: descansar em Deus.
Não é desistir, é confiar.
Não é deixar de lutar, é mudar o jeito de lutar.
A vida fica mais leve quando a gente entende que não é obrigado a controlar tudo.
Há coisas que só o tempo e Deus resolvem — e a nossa parte é não impedir isso.
A fé não é um sentimento constante.
Ela tem altos e baixos, dias de coragem e dias de escuridão.
E tudo bem.
Até Jesus se entristeceu.
Até Ele precisou se retirar para ficar a sós com o Pai.
Isso nos ensina que a fé não nos torna inatingíveis, nos torna sustentados.
Não evita o cansaço, mas o transforma em aprendizado.
Quantas vezes você tentou seguir firme e se sentiu culpado por estar cansado?
Como se ficar cansado significasse ser fraco.
Mas não é isso.
O cansaço é um aviso: “Você tem limites.”
E Deus não despreza limites.
Ele nos fez humanos justamente para que precisássemos Dele.
É por isso que o descanso também é espiritual.
Quando a alma respira, a fé floresce outra vez.
Há momentos em que Deus não quer que você faça mais nada — quer apenas que confie.
Que aceite ser cuidado.
Ele sabe o quanto você se esforçou.
Sabe o quanto orou, o quanto insistiu, o quanto esperou.
E agora Ele quer apenas que você descanse no colo Dele, como uma criança que não precisa entender, só sentir que está segura.
A dor nos amadurece.
O cansaço depura a alma.
As pausas da vida não são castigos, são convites.
Convites para olhar pra dentro de nós mesmos, reorganizar sentimentos, descobrir de novo o que realmente importa.
Às vezes é preciso parar pra reencontrar a direção.
E é nesse parar que Deus fala mais claramente.
Ele fala nas pausas.
Fala quando tudo desacelera.
Fala no silêncio do fim de tarde, quando o coração já não quer brigar, só entender.
Fala na hora em que você suspira e pensa: “Não dá mais.”
É aí que Ele responde: “Eu sei filho. Por isso estou aqui.”
Quando o coração cansa, a fé continua — mas de um jeito mais maduro.
Ela já não se alimenta de emoção, se alimenta de convicção.
É a fé que aprendeu a esperar sem pressa, a confiar sem provas, a amar sem recompensa.
É a fé que não precisa sentir para saber que Deus está presente.
E quando essa fé nasce, a vida muda de tom.
A dor continua existindo, mas deixa de ser o centro.
O sofrimento ainda vem, mas já não manda mais em você.
O coração continua sensível, mas não vive ferido.
Porque agora ele entende que tudo o que acontece — até o que fere — pode servir pra aproximar mais de Deus.
Há algo bonito na vulnerabilidade.
Quem nunca se sentiu exausto não aprendeu o que é depender.
Quem nunca se sentiu fraco não entendeu o que é ser sustentado.
O coração que já cansou aprende a ouvir melhor, a julgar menos, a abraçar mais.
Aprende a perceber que a fé não é uma fuga da dor, é a coragem de atravessá-la com Deus.
Deus nunca pediu perfeição, sempre pediu sinceridade.
Ele não quer uma alma performática, quer uma alma verdadeira.
E quando a alma é verdadeira, até o choro vira oração.
Até o desabafo vira fé.
Até o silêncio tem sentido.
Talvez você esteja num tempo assim. 😓
Um tempo em que o coração está sem força, a mente cansada, e tudo parece pesado demais.
Então ouça o que Jesus diz em Mateus 11:28 que lemos no inicio: “Venham a mim.”
Sim! Não há outro caminho.
O descanso que a alma precisa não está em férias, em fuga ou em distração.
Está em Jesus Cristo. Ele nos convida a descansar nele.
Ele é o descanso que nenhuma noite de sono consegue dar.
A paz que ele oferece é diferente da do mundo.
O mundo dá paz quando tudo está resolvido.
Jesus dá paz mesmo quando nada está.
É essa paz que você precisa buscar — não a que depende das circunstâncias, mas a que vem da presença de Deus e seu filho Cristo.
E um dia, quando você olhar pra trás, vai perceber que não foi o sucesso que te manteve, foi a graça.
Que não foi a força que te salvou, foi a misericórdia.
Que não foi o entendimento que te sustentou, foi o amor.
Por isso, se o coração cansou, não se culpe.
Isso não é falta de fé — é sinal de humanidade.
E Deus nunca exigiu que você deixasse de ser humano pra ser espiritual.
Ele te fez assim mesmo: capaz de chorar e de crer, de cair e de levantar, de sentir dor e continuar amando.
Então, respire fundo.
Entregue o peso.
Fale com Ele do jeito que você sabe.
E quando as palavras faltarem, deixe que o silêncio fale por você.
Ele entende.
Ele te conhece.
Ele te sustenta.
O coração pode cansar, mas a fé — quando é verdadeira — não se apaga.
Ela só muda de forma.
Às vezes, vira um suspiro.
Às vezes, uma lágrima.
Às vezes, um simples “estou aqui, Senhor”.
E é o suficiente.
Porque no fim das contas, o que mantém a alma de pé não é a ausência de dor, é a certeza de que Deus não desistiu de você.
Reflita nisso hoje, que Deus te abençoe!
✍️Gilson Castilho Reflexões
©Todos os Direitos Reservados
Mais um dia amanheceu.
Um presente discreto, embrulhado em luz e possibilidade.
Deus, em Sua delicadeza, nos concede outra chance
de recomeçar o que ficou pela metade,
de fazer o bem que ontem faltou tempo,
de ser mais paz, mais fé, mais amor.
Nem sempre o novo dia vem com calmaria,
mas sempre traz uma mão invisível
nos guiando pra mais perto do que é essencial.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Minha vida começou como um pássaro cantando,
mas hoje estou vegetando
num caminho de dor sem cor,
com pedras afiadas
e asas atrofiadas.
Tudo começou com a partida
que me desadoçou.
Com muita dor, virei delinquente,
com uma mente inconsequente.
Após o bullying,
a dor pegou forte.
Mas hoje não vivo só de dor —
vivo de luta e vitória.
A cada passo, me reergo
com a poesia e a literatura,
desbravando mundos
e vencendo,
cada vez mais,
o meu passado.
Metáfora da Aprendizagem
Cada aluno tem o seu tempo para romper a casca.
Alguns aprendem rápido; outros amadurecem em silêncio.
O importante não é chegar primeiro, mas nunca desistir de chegar.
Todo ovo, um dia, transforma-se em voo.
Por isso, no fundo, é tudo uma questão de perspetivas.
© 11 nov.2025 | Luís Filipe Ribães Monteiro
Quando Deus Me Fez Olhar
por Purificação
Eu disse em voz baixa, cansado de tudo:
Senhor, eu não quero mais continuar.
Eu aceito parar. Eu aceito entregar.
Mas Ele não me respondeu com palavras.
Ele me mostrou.
De repente, foi como se o chão abrisse a alma.
E eu vi —
não com os olhos,
mas com algo que doía por dentro.
Havia um homem.
O corpo arqueado,
os ombros feridos,
as mãos tremendo de tanto carregar.
Não falava nada,
mas cada passo parecia uma prece sem som.
E a Voz me perguntou:
“O que vês?”
Eu disse:
“Vejo um homem sendo conduzido…
e alguém atrás dele, com algo nas mãos…
um chicote talvez…
e cada golpe parece rasgar o céu.”
“Fala mais.”
Vejo poeira, vejo sangue
e vejo gente que não entende o que está vendo.
O homem cai,
os joelhos abrem,
o chão se mistura com o sangue,
mas ele tenta se levantar.”
“E o que mais vês?”
Eu respirei fundo, e disse:
“Vejo dor…
mas vejo amor no meio da dor.”
E então a Voz falou, calma, firme, real:
“Não estás vendo outro homem.
Estás vendo o que Eu quis construir dentro de ti.”
“A cruz não é sinal de fim,
é símbolo de processo.
O peso que te dobra é o mesmo que te molda.”
E naquele instante eu entendi.
O madeiro que ele carregava não era de madeira —
era propósito.
O sangue não era castigo —
era entrega.
A dor não era derrota —
era lapidação.
E o chicote?
Era o som da alma sendo forjada.
“Purificação,” — disse Ele —
“quando pensares em parar, lembra:
a fé não anda em linha reta,
ela rasteja, tropeça, cai,
e mesmo sangrando, continua crendo.”
Eu chorei.
Não porque doía —
mas porque entendi o que o amor de Deus faz com quem não desiste.
O silêncio Dele não era ausência.
Era treinamento.
E ali, no meio daquela visão,
com o chão molhado de lágrima e luz,
eu disse:
“Senhor, se for pra seguir,
que cada ferida vire testemunho,
e cada queda ensine alguém a se levantar.”
E o céu se abriu.
E o peso virou presença.
E eu me levantei.
Porque agora eu sabia —
não era o fim do ministério.
Era o começo da missão.
✍️ Purificação
Quando Deus Me Fez Parar
Purificação
Eu disse:
— Jesus... eu não aguento mais.
Se for pra parar, eu paro.
Se for pra entregar o ministério, eu entrego.
Mas me mostra... me mostra o porquê.
E o céu silenciou.
Por um instante, achei que Ele não fosse responder.
Mas então... Ele abriu uma visão diante de mim.
E perguntou:
— O que você vê?
Eu respondi, com a voz tremendo:
— Eu vejo... um homem de pé.
Ele disse:
— Fala mais.
— Eu vejo alguém com um chicote na mão...
batendo.
E vejo o homem... sangrando.
Sangrando muito.
— Fala mais — Ele insistiu.
E eu disse:
— Eu vejo esse homem carregando um madeiro nos ombros.
Pesado.
A rua é estreita... o chão fere os pés...
Há pedras pontiagudas... e ele cai.
Ele cai.
E quando ele cai...
dá pra ver a carne se abrir no joelho.
Dá pra ver a rótula se mover.
E mesmo assim...
ele tenta se levantar.
E o Senhor me perguntou:
— Sabe quem é esse homem?
Eu não consegui responder.
Só chorei.
E Ele disse:
— É você.
Toda vez que quis parar...
Toda vez que sangrou e continuou...
Toda vez que caiu e se levantou...
Sou Eu em você.
E naquele instante,
o chão deixou de ser pedra.
Virou altar.
Porque às vezes...
Deus não te pede pra continuar por força.
Ele te pede pra continuar por fé.
E quando você entende isso...
até o sangue vira luz.
✍️ Purificação
escrever sem pressão
entre pausas
surge uma lembrança na memória
entre respiros
um suspiro
e uma nova forma de me reconectar comigo
diferente
única
e acolhedora
eu gosto de escrever
isso me liberta
me traz de volta
para as melhores partes de mim
De quem sou
do que gosto
e o novo eu descubro,
de mim.
e me liberto
das correntes
que me aprisionam
uma nova versão renasce
como se ela estivesse adormecida
esquecida
empoeirada
guardada dentro de um baú
para ninguém ver como brilha
como inspira
Como é possível?
Ficar tão escondida!
agora sua luz ilumina o caminho
consigo ver a direção que eu devo tomar
e que a luz me leva
enxergo o céu sobre a minha cabeça
sinto os pés no chão
e o cheiro das flores por onde passo
o mundo do qual sempre fiz parte
é estranho como havia caminhos nebulosos
dentro de mim
mas como é bom estar de volta
para quem sempre fui.
Rosa Branca
Como uma linda rosa-branca você exala a calmaria. Tudo em você remete à brandura, delicadeza, ternura e, as vezes, momentos de euforia.
Com uma rosa, devemos ter afeição. Devemos preservá-la, respeitá-la, para não causar nela um arranhão.
A rosa-branca é charmosa, de maneira sútil, ela lhe deixa deslumbrado com a sua aparência meticulosa.
Gostaria que todos compreendesse sua exatidão. Sendo meiga, você consegue o apreço do mais belo coração.
Não deixe ceifar-te. Tu és uma linda rosa-branca, lembre-se da sua ternura e, principalmente, da esperança.
— Lorenzo Almeida (2024).
Como Uma Rosa
Como uma rosa, ela tem suas camadas
Das mais puras, às mais perigosas
Tem seu lado sensível, seu lado obscuro e,
tem seu lado irresistível.
Como uma rosa, você deve cuida-lá
amá-la, servi-lá.
Como uma rosa, ela tem seu lado obscuro;
pode sangrar-te, perfurar-te.
Assim como uma flecha em seu coração.
Como uma rosa, todos a notam, mas, nem todos
a tocam como notas de um piano.
Como uma rosa, ela tem suas profundidades,
nem todos alcançam esta preciosidade.
Como uma rosa, ela marca-te, na pele, no cheiro,
na memória, marca-te tua alma.
Como uma rosa, ela é a mais bela de todas as outras, sendo ela, a mais formosa.
— Lorenzo Almeida.
Anestesia
Ao sentir o sabor, as partículas, o vinho como um todo, sinto-me relaxado, sensação de anestesia e rebeldia.
Dez horas da manhã e já sinto-me levemente alterado. É, sensação de anestesia.
Cigaretto;
Vinho;
Sedativo;
Música.
O ‘quarteto fantástico’ que asfixia minha disforia, minha angústia e minha melancolia.
Ao colocar uma dessas coisas para dentro, todos os problemas se vão.
— Lorenzo Almeida. (25.10.24).
Reflexão
Será que um dia as pessoas vão reconhecer minhas frases?
Será que um dia elas vão ler e dizer: esse cara é surreal.
Será que um dia alguém vai olhar para minhas palavras e perceber que cada linha minha carrega um pedaço da minha alma?
Às vezes eu me pergunto se o mundo está pronto para tudo aquilo que escrevo.
Se um dia vão ler e dizer:
Esse pensador chamado Jalison Santos… é um dos mais profundos que já encontrei.
Eu não escrevo para aparecer.
Escrevo porque a vida me marcou, e minhas marcas se transformaram em palavras.
Mas, no silêncio do meu coração, existe uma esperança…
A esperança de que alguém leia o que eu escrevo
e sinta que minhas frases nasceram de verdade, dor, fé e amor.
Talvez um dia reconheçam.
Talvez quando meus textos tocarem o coração certo.
Talvez quando alguém ler e sentir exatamente aquilo que eu senti ao escrever.
Até lá, sigo.
Porque um pensador não escreve para ser grande.
Escreve para ser eterno.
O Que Fica do Que Fomos
William Contraponto
Se um dia eu cruzar a noite inteira
e o corpo cansar do próprio som,
não esperarei por luz ou fronteira;
apenas o rastro do que ainda sou.
Porque além da morte não há segredo,
não há espírito buscando um lar.
Há só memória vencendo o medo
e o que deixamos no fundo do olhar.
O que fica do que fomos é o gesto,
é o nome lançado ao vento incerto.
Não é alma pairando em algum lugar,
é a lembrança que insiste em continuar.
E se eu não voltar, que seja assim:
no que construí, no que vive em ti.
Quando a última porta se fechar,
não haverá juízo nem muralha.
A vida é um barco que aprende a passar,
e cada travessia ensina – e falha.
O que chamam alma, eu chamo história:
a voz simples do que se amou.
É a cicatriz guardando a memória
de cada luta que alguém lutou.
O que fica do que fomos é o gesto,
é o nome lançado ao vento incerto.
Não é alma pairando em algum lugar,
é a lembrança que insiste em continuar.
E se eu não voltar, que seja assim:
no que construí, no que vive em ti.
Se deixo um verso solto pela rua,
que seja luz pra quem quiser seguir.
Não há mistério entre sombra e lua:
há só a marca do que se quis sentir.
E quem nos guarda não é o além,
é quem repousa o nosso bem.
No silêncio que sucede o último passo,
ninguém nos chama para salvação.
O tempo recolhe o nosso espaço
e entrega aos outros a continuação.
Se algo vive depois do adeus,
não são anjos nem eternidade:
é o que plantamos no chão dos seus,
a parte nossa que vira verdade.
O que fica do que fomos é o gesto,
é o nome lançado ao vento incerto.
Não é alma pairando em algum lugar,
é a lembrança que insiste em continuar.
E se eu não voltar, que seja assim:
no que construí,
no que vive em ti,
no que chamam fim
e que eu chamo de existir.
A Força Que Ninguém Vê
Todos nós enfrentamos batalhas silenciosas.
Cada pessoa carrega preocupações, pressões e desafios que muitas vezes o mundo não enxerga. Ainda assim, seguimos. Caímos, levantamos e continuamos tentando — e é exatamente isso que transforma pessoas comuns em exemplos de força.
Muitas vezes, a vida exige mais do que imaginávamos suportar: responsabilidades que chegam antes da hora, cuidados com quem amamos, projetos que dependem apenas do nosso esforço, problemas que tentam nos derrubar, cansaços que parecem não ter fim.
E quando parece que não temos mais energia… é o amor que nos puxa de volta.
O amor aparece em formas simples:
no olhar de quem precisa de nós,
no abraço que acalma,
nas palavras ditas no momento certo,
na vontade de proteger,
na força que descobrimos quando alguém depende da gente.
A verdadeira motivação não nasce quando tudo está bem.
Ela nasce quando tudo está difícil, e mesmo assim escolhemos continuar — por nós e por aqueles que amamos.
Cada passo que damos apesar da dor se transforma em inspiração para alguém que observa em silêncio.
Cada sonho que insistimos em construir mostra que impossíveis podem ser quebrados.
Cada responsabilidade que abraçamos mostra que coragem não é ausência de medo…
é seguir em frente por amor.
A vida nunca será simples.
Mas dentro de cada pessoa existe uma força que o mundo não vê — e essa força cresce quando é guiada pelo amor.
Ela aparece quando ajudamos alguém mesmo quando estamos sobrecarregados.
Quando cuidamos de quem precisa, mesmo sem saber se damos conta.
Quando buscamos aprender, crescer e melhorar, mesmo com o tempo apertado e a mente cheia.
Essa força existe em você.
Existe em todos nós.
E quando alguém encontra essa força dentro de si e a compartilha com amor, inspira milhares ao redor.
Lembre-se disso:
não é o tamanho do seu problema que define quem você é — é o tamanho do seu amor diante dele.
E, às vezes, a maior prova de carinho e coragem é simplesmente continuar.
Porque, se o impossível é só um ponto de vista, talvez a perfeição esteja apenas esperando quem tenha coragem — e amor suficiente — para buscá-la.
Há quantas quadras já andei?
Entre todas ruas e calçadas
Todos os rostos, perdidos e tentando se encontrar
Os encontrados tentando se perder
Há quantas esquinas já esbarrei?
Dentre aquelas mais distintas, há de ter a mais bela história.
Há quanto tempo estou andando?
O tempo veio chegando, parece até que ja se foi.
Há mais tempo a passar ou tem passado muito tempo?
Há quanto tempo estou pensando?
Dentro desse tempo sempre há os tempos que passamos
E a quem damos, o bendito do tempo
E se é pra falar em se doar,
Eu me doou aqui e acolá sem saber há quanto tempo estou me dando
Há tempo me doando sem saber de onde vem
Essa vontade de ser alguém
Há quanto tempo estou procurando?
Eu não sei...
Há quantas quadras eu já andei?
Sergio Vinicius de Moraes.
Parasita
Essa história é uma que não começa: ela já está no meio. É como uma ampulheta que girou e parou na metade do tempo. Certa vez, uma menina descobriu três coisas: um parasita, uma amizade e uma cobra. Os três estavam dentro dela.
A amizade respondeu para ela da seguinte maneira:
"O parasita que está com você é mais leve que o meu."
A amizade guiou a menina até a suposta cura, em um rio, e disse:
"Esse rio é o fluxo da vida. Se há cura para um parasita, está nele."
O amigo evaporou, deixando-a sozinha. Ela entrou no rio, onde foi puxada. O parasita estava no coração da menina — e era mortal. Ele puxou o coração da garota e emergiu como uma cobra.
Depois dessa descoberta, a história voltou ao início, e ela fez sua última descoberta: aquele parasita só consumia meninas cuja história não tinha início — apenas meio e fim.
Ellen De 🌷
Quando o passado se apaga e o presente te recebe, o que resta é o vazio moldado pelo caos, e um destino que se oculta em seus próprios enigmas.
O passado, que se curvou ao tempo e era presente, cheio de idas e vindas, esvaiu-se como cinzas. E as cinzas voaram, encontrando o vento, que naquele momento era um futuro sussurrante, sem saber se traria palavras de verdades carrascas, cruéis e indecifráveis, ou presentes e bênçãos do imperador imprevisível, ditador e amargo: o tempo.
Ellen De 🌷
A grandiosidade da alma
A alma doce e pequena
É sempre forte, mas serena.
Alma de amor,
Alma de dor,
Alma de horror,
Alma de calor.
Uma vida,
Um respiro,
Um sofoco,
Um respiro.
Contos e bagagens,
Horas e viagens,
Acalmando o eu,
Caminho que sofreu.
Contos e ferrolhos,
Choro e escolhas,
Alma sofrida,
Alma querida.
Há gente que nunca precisamos chamar de nada,
Há gente que se tornou muito especial em nossas vidas,
Há gente que, nem a distância, nem a poeira do tempo é capaz de afastá-la de dentro da gente,
Há gente que se faz presente sempre,
Há gente que sabe que a amizade vai muito além de qualquer barreira ou preconceito,
Há gente que faz nossos dias valerem à pena,
Há gente que caminha ao nosso lado, em cada trilha que caminhamos,
Há gente que dá saudades,
Há gente que a gente percebe, que sabe amar como a gente,
Há gente igualzinha a você !
LOBO FERIDO 18-09-2025 (12h50 – 13h09)
Na história de um zé ninguém,
Uma cena grotesca se repete,
Traição vinda de alguém,
Pune um lobo da estepe,
Lobos são fieis e leais,
Humanos, tolos, lançam a própria história fora por cinco minutos de prazer,
Se desvencilham de seus ideais, reais, incondicionais,
E se esquecem da promessa sincera, de não fazer o seu amor sofrer,
Sou lobo, sou fogo, sou fantasia de amores perdidos,
Num mundo de caçadores, predadores sexuais, seres fingidos,
Levam a caça, abatem o caráter, violam a silhueta do corpo,
Sujam, destroem, destroçam até não restar nenhum osso,
Quem é a fera afinal de contas?
Quem pode maltratar um animal, um animal humano?
Merece perdão? Merece conhecer as verdes ondas?
Em um mar de selva, um campo de flores profano,
Se o teu corpo fosse meu, seu eu fosse esse monstro ditador,
Não me permitiria usufruir da sua presença por mais nem um segundo,
Pois o lobo em mim, é livre, e reconhece a liberdade de um trovador,
Eu já não considero o seu corpo, o mais profundo,
Lobos se sujam, se sujam de sangue, de lama, de mel,
Lobos morrem ao ficarem solitários, desistem, caminham para o precipício,
Homens se sujam de vaidade, de orgulho, de fel,
Homens destroem a sua história, apagam toda a beleza do início,
Se eu for homem, esquecerei que um dia eu amei,
Se eu for lobo, irei ferir quem eu amei,
Não quero ser lobo, não quero ser homem,
Quero a paz dos animais que dormem.
🌿 Poema 🌿
Não te chamo só de avó,
porque foste casa antes de eu saber
o que era abrigo.
Tuas mãos — costura do tempo —
eram mapas que ensinavam caminhos
mesmo quando o chão parecia sumir.
O silêncio da tua ausência
tem um peso de lençol dobrado,
daqueles que ainda guardam
o cheiro do sabão caseiro.
Às vezes, passo por uma rua
e juro ouvir teu chamado,
um eco que não se cansa
de procurar meu nome no vento.
Se a vida fosse justa,
terias ficado para ver
as flores que plantei do teu jeito:
enterrando a semente
como quem faz oração.
Mas agora as rego sozinha,
e cada gota que cai
é lágrima disfarçada de chuva.
Avó-mãe,
és raiz que não morre.
Tua falta não é vazio,
é presença espalhada —
no café que esfria devagar,
na cadeira que range sem peso,
no abraço que invento
quando fecho os olhos.
E se a eternidade existe,
sei que está nas tuas histórias
que se recusam a acabar.
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