Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
A força que não se vê
Nem sempre vencer é subir.
Às vezes, é continuar de pé quando tudo te empurra pro chão.
É não revidar quando seria fácil ferir.
É escolher o certo mesmo quando o errado parece mais leve.
A verdadeira vitória é silenciosa.
Ela acontece dentro — quando você vence o cansaço, o medo e a pressa.
Quando você se olha no espelho e sabe:
“Hoje eu fui melhor que ontem, mesmo sem aplausos.”
Porque o caráter é isso — fazer o bem sem plateia.
E a fé é continuar, mesmo sem entender o porquê.
—Purificação
Sabe por que eu gosto da Lua?
Porque ela existe por si só.
Ela não precisa fazer nada
para ser reconhecida.
O mundo não precisa te conhecer
para você ser reconhecida.
E mesmo quando ninguém olha,
a Lua continua lá —
firme, silenciosa, inteira.
Eu também mudo de fase,
às vezes me escondo,
às vezes brilho demais.
Mas mesmo nas noites em que tudo desaba,
eu ainda sou eu.
Carrego sonhos que não são só meus,
e mesmo cansada, continuo existindo,
como quem promete luz
mesmo com o coração em sombras.
Porque, como a Lua,
eu também não deixo de ser luz
só porque o céu está nublado.
(esse foi meu primeiro poema e talvez último, não costumo escrever, mas eu achei necessário nesse momento, por que expressa bem o que sinto) .
Setembro
Em um dia frio e chuvoso, o calendário marcava o início de setembro com várias flores pelo chão, quando o amor florescia com uma imensa paixão.
Uma leve garoa caía, cobrindo o mundo como um véu, mas não ousava apagar a chama daquele sentimento que iria se firmar.
Junto à beira do lago, sob o céu cinzento e vasto, a natureza era cúmplice, silenciosa daquele momento.
Ali, o amor florescia com uma força sem par, de tal magnitude que o tempo não poderia apagar.
Com o coração inundado de uma promessa sincera e calma, ele entregou a ela uma singela rosa, para a sua alma.
E o pedido ali selou, mais forte que a chuva que caía, a promessa de um laço que transcende todo dia.
Ali, naquele lago sob a garoa e o céu de setembro a chorar, o futuro se fez presente, eternamente a celebrar.
Beatriz D’ Aquino
Solilóquio
“Aceitar o tempo é conversar com o próprio destino.”
Sou lento, sou devagar,
se não me procuras, não vou te buscar.
Sou calmo, sou observador,
não tenho tanta pressa pro amor.
Assim, às vezes, chances deixo escapar...
isso não chega a te incomodar?
Aborrecido eu estaria
se me perdesse por simpatia,
pois curar o que isso causa
é dor que consome e arrasa.
E de onde vem tanto receio?
Das duras lições do meio,
das relações sem freio,
que deixaram em mim um velho anseio.
E quanto aos teus devaneios,
teus desejos, tua solidão?
Como disse o grande mestre:
“Basta a cada dia a sua agonia”,
então sei que esses momentos logo passarão.
Nem todo cabelo precisa estar solto pra ser bonito.
Bonito é quando ele é livre pra ser o que quiser — crespo, cacheado, trançado, preso ou livre no vento.
O que me faz linda não é o formato do fio, é a história que ele carrega.
Cada volta, cada curva, cada cacho meu é resistência, é raiz, é identidade.
Solto ou não, o meu cabelo é minha coroa — e eu uso do jeito que me faz sentir bem.
—Purificação
Necessito estar exausta, para ser pobremente útil
Ferida para ser finalmente forte
Estar apaixonada, para não me sentir desamparada
Ser autodestrutiva, para conhecer um tanto da bondade em meu coração
Jejuar, para perceber o quão meu corpo pode ser belo
Me sinto tão vazia que preciso do meu próprio veneno para ser a boa parte que habita em mim.
Texto autoral
Quando aprendemos a nos reconquistar, a reconhecer nossas qualidades e a nos fortalecer, ficamos prontos para viver algo genuíno, sem medo, sem carência, apenas com vontade de compartilhar o melhor de nós.
Não se perca tentando manter o que não cresce... Ame-se, cuide-se, respeite-se.
O amor que realmente vale a pena começa com você.
Bom dia, você que está caminhando na mesma estrada que eu,
Olha só como é lindo pensar assim:
Somos como uma caravana de romeiros, que percorre junto essa estrada rumo ao encontro da nossa divindade. Vamos chamá-la de nossa catedral espiritual. Entende?
Uns caminham agrupados em grupos de quatro, cinco ou mais pessoas, enquanto outros que fazem parte da mesma romaria, seguem um pouco mais à frente ou mais atrás. E tem até aqueles que já chegaram ao destino e já estão sentados nos bancos da catedral, só nos esperando, não é mesmo?
Todos somos parte dessa mesma romaria, que um dia planejaram fazer juntos fazer a mesma romaria. Decidimos caminhar assim para termos tempo de conversar, rir, nos emocionar, de vez em quando parar para descansar e recuperar o fôlego, antes de seguir adiante.
Hoje, começamos mais um dia para percorrer mais alguns quilômetros. Não importa se vamos mais devagar ou mais rápidos, o que vale é que estamos indo em direção à nossa catedral, onde, juntos, assistiremos a uma bela explicação sobre 'o' tudo que é a vida.
Para você, que faz parte da minha romaria, desejo uma ótima quarta-feira. Descanse se precisar, mas não desista.
Paz, bem e luz,
Por Zé Domingos
29/10/2025
Intuído e escrito agora para você, meu irmão amado.
Se Deus tem algo a falar conosco? Minha resposta é sim.
Nada se desdobra sem o dom divino, nada acontece sem o dom divino.
Nada fazemos sem o dom divino da paz.
Me ajoelho e me humilho ao Pai Celestial — meu Senhor, que reina sobre tudo e todos.
Governa minha alma e alimenta meu caráter.
E mesmo que, neste mundo, eu sofra para sempre, ainda assim louvarei ao Senhor com toda honra e toda glória.
Porque Tu, Senhor, alimenta o pouco que conheço em relação ao mundo.
E quando me senti desamparado, através de livros e bons “amigos”, Tu me trouxeste lucidez.
Fortalece-me para continuar perpetuamente justo,
e torna-me nobre para erradicar a injustiça.
Ainda sobre o fatídico dia 28/10/25, no RJ.
Me impressiona alguém que, tendo filhos e netos, consequentemente nos sugere que saiba da importância afetiva deles na vida dos seus pais e de todos aqueles que os amam, apesar dos seus defeitos, e que se diz cristão, não hesita em comemorar a morte do filho de outro alguém.
Ninguém precisa ficar triste com a morte de bandido. Porém, ficar feliz me parece não ser o exemplo deixado, segundo a Bíblia, por Jesus.
Como reflexão, fica mais essa suspeita que esta figura divina chamada Jesus, no fundo, não tem potencial suficiente para ensinar aos seus "fiéis".
O triste é quando vem a vida e ensina.
CAMINHAR O BOM CAMINHO
É preciso sapiência para caminhar o bom caminho,
Ter a paciência de um pássaro na construção de seu ninho.
Semear, em terra fértil, a boa semente,
Saber que a vida tem passado, futuro, mas é presente...
Antes de diminuir é preciso aprender somar,
Antes de dividir é preciso multiplicar,
A dor é mestra a nos ensinar;
Só o tempo pode fazer um coração se acalmar...
Alegrias e tristezas são passageiras,
Como tudo, tem seu jeito e sua maneira.
Caminha seguro quem tem projeto e determinação,
Corre mais riscos quem anda na contramão...
As alegrias precisam de escolta,
A inveja faz cara feia e se revolta.
Quem sabe aonde quer chegar,
Não precisa de ninguém para dirigir o seu caminhar.
A tristeza no Divã às vezes se aporta.
O uso do cachimbo é que faz a boca torta.
A construção do amanhã deve ter início no agora,
A colheita que se faz hoje, veio do árduo plantio de outrora.
Élcio José Martins
Alma perdida
Às vezes sinto-me tão vazia
Como se nada mais pudesse sair de mim
Eu abro e fecho portas
Acendo e apago cigarros
Abro e fecho as mãos
Acendo e apago desejos
Nada mais sai de mim
Nem mesmo essas palavras
Elas saem do vazio
Que tomou posse do que fui
E quando é assim e nada sai de mim
Não vejo o início, não vejo o meio
E isso me acende o desejo do fim
Talvez eu tenha saído ou sido retirada
Por isso nada mais sai de mim
Seria um anjo caído?
Um andarilho sem rumo na estrada?
Alguém viu minha alma?
Acho que ela foi roubada
Quero senti-la de novo
Mesmo se estiver quebrada
Dúvidas, perguntas e possibilidades ecoam na mente.
Entre tantas opções e caminhos, vivemos apenas um: a realidade.
Por mais aterrorizante que seja, não há como fugir dela.
Um turbilhão de sentimentos e sensações me atravessa,
o pior não aconteceu, mas o melhor também não.
Resta-me orar:
pelo jovem,
pelos que foram insensíveis,
pelos que presenciaram,
e por quem, um dia, possa ser capaz de perceber, agir e evitar antes que seja tarde.
"Vivemos dias em que o relógio parece ditar o compasso da alma. As horas nos empurram, os compromissos nos cercam, e a vida sem que percebamos, se torna uma sucessão de urgências. Poucos lembram que o tempo não se mede apenas em minutos, mas em presença e que há instantes que valem bem mais que uma eternidade distraída.
Há um momento em que é preciso silenciar o mundo e escutar o murmúrio do eterno. Passar um tempo com o dono do tempo é redescobrir o sentido de existir, ou seja, é deixar que o silêncio cure a pressa, que o olhar repouse no invisível e que o coração aprenda a respirar com mais calma.
O tempo é um dom que se consome à medida que o vivemos. Por isso, é preciso gastá-lo com o que permanece, como é a fé, o amor, o encontro, o bem que se faz a alguém sem esperar retorno ou reconhecimento. O tempo sem Deus é apenas contagem, mas com Ele, é eternidade em movimento.
Enquanto há tempo, volte-se ao essencial, como é o amor, a paz, porque a verdadeira presença não se mede pelo relógio, mas pela alma desperta...
Nem todo dia é cheio de fé.
Alguns são só o esforço silencioso de continuar acreditando que Deus ainda está aqui.
A vida com Jesus não é feita só de milagres visíveis, mas também de dias comuns, onde nada parece mudar, as o céu ainda está se movendo.
Não é o brilho do momento que te transforma,
é o tempo que você escolhe permanecer,
mesmo quando não sente nada.
Então descansa.
Nem sempre é o tempo de vencer.
Às vezes, é só o tempo de confiar.
AMADA, EU SOU PRETA!
Ainda outro dia…
Uma pessoa me perguntou:
— Eli, onde ficam escondidos esses pretos e pretas tão bonitos (de ver, claro — mas eu não me vestiria assim, nem colocaria meu cabelo desse jeito!) que desfilam no Ilê Aiyê?
Não os vejo no nosso dia a dia!
Respondi:
— Estão aí, amada, no seu pré-conceito.
É nele que se escondem os pretos que você não vê.
Precisa rever seus conceitos, só então os verá.
Os pretos estão nas ruas da sua cidade natal,
que transpira ancestralidade africana,
mas você não reconhece.
Eles estão no reflexo do seu espelho,
porque se não conhece sua história,
não sabe quem é.
Estão na forma como você me olha
porque entre “amigos” o preconceito é disfarçado,
mas a verdade sempre escapa.
Os pretos estão nas crianças que brincam na rua,
(os “pivetes” do seu bairro periférico);
nos homens que chegam cansados do trabalho
(os “peões”, “marmiteiros”);
nas mulheres que fazem milagre no mercado
(a guerreira que compra o que dá, com o pouco que tem);
nas mães solo e seus filhos
(os “moleques” que o mundo já julga).
Estão nos jovens da periferia, mortos a todo instante
trabalhando ou não, sempre rotulados como marginais.
Nos moradores de rua, sem assistência, sem resistência.
Nos trabalhadores, explorados pelo capital.
Nos estudantes que enfrentam um sistema educacional desigual,
lutando pelo direito de aprender
e pela reparação que vem em forma de cotas.
Estão também nos empresários e nos esportistas
que abriram brechas nas muralhas do racismo,
que resistem e existem.
Somos todos nós, brasileiros e brasileiras
nascidos dessa diáspora afrodescendente.
Mas muitos ainda escolhem negar,
se escondendo atrás de conceitos limitados,
sem consciência da própria história,
sem saber quem são.
Hoje, essa pessoa me evita…
Mas eu sigo.
Pretamente.
Felizmente.
No meu caminho de preta.
O Gato da Rua 15
Na calçada fria, número quinze, Mora um ser de pelo, com manhas e guinze. Não tem pedigree, nem lar aconchegante, É o Gato da Rua 15, o andarilho elegante.
Seus olhos de esmeralda, atentos e sagazes, Viram noites de estrelas, manhãs vorazes. Conhece cada fresta, cada portão fechado, Onde um afago, às vezes, é-lhe dado.
Esguio e ligeiro, em busca de um petisco, Desvia de carros, corre sem risco. Salta muros altos, some entre os quintais, Dono do seu tempo, livre de rituais.
Às vezes, um miado, manhoso e sutil, Pede por carinho, um gesto gentil. Mas logo se afasta, volta à sua postura, Um felino independente, de alma pura.
Testemunha silenciosa do ir e vir da gente, Seu reino é o asfalto, seu teto o crescente. O Gato da Rua 15, figura marcante, Um mistério felino, sempre errante.
A fé é esse sopro invisível que nos faz enxergar além do que os olhos alcançam.
É o fio que liga a gente a algo maior; uma presença serena,
que orienta, acolhe e conduz, mesmo quando o caminho parece incerto.
Ter fé é abrir espaço dentro do peito para o mistério
e permitir que o divino se revele nos detalhes.
Porque, quando o coração confia,
a vida encontra um jeito bonito de abençoar.
— Edna de Andrade
Ninguém ama ninguém incondicionalmente.
O que chamamos de amor é a atualização de um padrão afetivo moldado pelo passado e condicionado pela presença viva do outro.
O amor verdadeiro, portanto, não é aquele que ignora as condições — é o que as reconhece e, mesmo assim, escolhe permanecer.
CLASSIFICAÇÃO DE PESSOA, PÁSSARO, PEIXE E MINHOCA QUANTO AO AMBIENTE E LOCOMOÇÃO
Uma Pessoa é um Animal Aéreo quanto ao Ambiente e é um Animal Marchador quanto à Locomoção.
Um Pássaro é um Animal Aéreo quanto ao Ambiente e é um Animal Voador quanto à Locomoção.
Um Peixe é um Animal Aquático quanto ao Ambiente e é um Animal Nadador quanto à Locomoção.
Uma Minhoca é um Animal Solúmeo ou Solúmico quanto ao Ambiente e é um Animal Rastejante quanto à Locomoção.
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