Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Um Anjo para Você
Para iluminar seu caminho,
para colocar ordem na sua vida,
para você ter sempre a certeza,
de que ele está ao seu lado,
em todos os momentos.
Em qualquer situação,
na sua tristeza e na sua alegria.
E mesmo que você se esqueça dele as vezes,
ele estará sempre do seu lado,
lhe ajudando, lhe dando conselhos,
lhe conduzindo na sua estrada,
as vezes triste, as vezes alegre.
Ele sempre vai dar o melhor de si,
para lhe ajudar, e em troca disso,
ele só quer que você saiba dele,
que acredite nele.
Não precisa saber o nome do seu anjo,
basta lembrar dele como uma luz,
a iluminar o seu caminho.
E você pode ter certeza de que ele é assim,
uma imensa luz, que não se apaga nunca,
que não fica fraca,
que jamais perde sua força e seu brilho.
Um lindo anjo para você...
Que você possa contar com ele,
Sempre, sempre.
Seja idealista nos seus sonhos, busque o que realmente lhe faça feliz.
Seja luz pela brisa em dia sereno ou, seja infinito no amanhecer em um dia especial.
Tenha paz em sentimentos na plenitude que honre a razão.
Tenha certeza da vida como uma louca paixão, pois o amor é luz que ilumina meu coração.
Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que agora se dedicava a ensinar o zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante.
O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo, e aumentar sua fama. Todos os estudantes se manifestaram contra a ideia, mas o velho aceitou o desafio.
Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendendo inclusive seus familiares. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.
Desapontados pelo fato de o mestre aceitar tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram:
- “Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?”
- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente? - perguntou o Samurai.
- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos - disse o mestre e continuou – “quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.”
Uma das causas mais influentes da infelicidade é a inveja. Falar de inveja é falar de comparação. Quando uma pessoa se compara a outra e se sente inferior em algum aspecto, está com inveja. A inveja é a vivência de um sentimento interior sob a forma de frustração, de tristeza, de mal-estar, por nos sentirmos menos do que outros, por não sermos o que os outros são. É o desequilibro íntimo oriundo de um sentimento de inferioridade, fruto da comparação que se faz em relação à outra pessoa em algum aspecto específico.
Quanto maior for o complexo de inferioridade de uma pessoa mais combustível é liberado para aumentar a chama da inveja, naturalmente, para àquelas pessoas que são fracas. A verdade é que muitas pessoas não estão preparadas para administrar suas próprias frustrações e ficam absortas pela fúria quando as coisas não saem como planejaram.
“Desde os confins da terra clamo por ti, no abatimento do meu coração. Leva-me para a rocha que é alta demais para mim” Salmos 61:2
Muitos de nós sabemos o que significa estar abatido de coração. As descobertas de nossa corrupção nos colocarão neste estado, se o Senhor permitir que as águas profundas de nossa natureza pecaminosa se agitem e lancem de si lama e imundícies. Mágoas e desapontamentos nos tornarão abatidos de coração, quando uma onda após outra rola sobre nós e nos tornamos como uma concha arremessada por elas. Bendito seja Deus, porque em tais ocasiões não estamos sem uma consolação todo-suficiente. Nosso Deus é o porto para os navios batidos pelas intempéries, o abrigo para o peregrino solitário. Ele é mais elevado do que nós. Sua misericórdia é maior do que os nossos pecados; e seu amor, mais sublime do que os nossos pensamentos.
É doloroso ver homens colocarem sua confiança em algo menor do que eles mesmos. Nossa confiança está colocada em nosso sublime e glorioso Senhor. Ele é uma Rocha, visto que nunca muda; Ele é uma Rocha alta, visto que as tempestades que nos abatem destroem-se aos pés deles. Se nos refugiarmos no abrigo dessa Rocha elevada, podemos enfrentar o furacão, pois tudo é calma sob a proteção da Rocha elevada. A confusão da mente atribulada frequentemente é tão severa, que precisamos de um guia celestial para esse abrigo divino. Ó Senhor, por meio do teu Santo Espírito, ensina-nos o caminho da fé e guia-nos ao teu descanso. O vento nos empurra para o mar, e o leme não responde à nossa mão enfraquecida. Somente Tu podes conduzir-me entre as rochas submersas e levar-nos com segurança ao porto formoso. Quando dependemos de que Tu nos guie com sabedoria e nos conduza à segurança e paz!
Ah! vem, alma sombria que pranteias.
Por quem choras? Por mim?
Em vez de prantos
Deixa-me suspirar a teus joelhos.
Tu sim és pura. Os anjos da inocência
Poderiam amar sobre teu seio.
Aperta minha mão! Senta-te um pouco
Bem unida a minha alma em meus joelhos,
Assim parece que um abraço aperta
Nossas almas que sofrem. Revivamos!
O passado é um sonh, o mundo é largo,
Fugiremos à pátria. Iremos longe
Habitar num deserto. No meu peito
Eu tenho amores para encher de encantos
Uma alma de mulher
Por que sorriste?
Sou um louco. Maldita a folha negra
Em que Deus escreveu a minha sina
Maldita minha mãe, que entre os joelhos
Não soubeste apertar, quando eu nascia,
O meu corpo infantil! Maldita!
TRIDADE
A vida é uma planta misteriosa
Cheia d’espinhos, negra de amarguras,
Onde só abrem duas flores puras
Poesia e amor...
E a mulher... é a nota suspirosa
Que treme d’alma a corda estremecida,
É fada que nos leva além da vida
Pálidos de langor!
A poesia é a luz da mocidade,
O amor é o poema dos sentidos,
A febre dos momentos não dormidos
E o sonhar da ventura...
Voltai, sonhos de amor e de saudade!
Quero ainda sentir arder-me o sangue,
Os olhos turvos, o meu peito langue...
E morrer de ternura!
Meu coração é como se... meu peito mal pudesse contê-lo.
É como se ele não pertencesse mais a mim, mas pertencesse a você.
E se você quisesse, eu não iria te pedir nada em troca.
Nem presentes, nem beijos, nem demonstrações de devoção. Nada.
Nada além de saber que me ama também.
Só o seu coração em troca do meu.
Tem males que vêm para o bem e coisas que pensamos que é bem, porém é mau.
Nem tudo que reluz é ouro dizia minha avó.
Se hoje lágrimas estão a derramar é porque é fase e elas irão te ajudar...
Ajudar-te transformando em um alguém melhor, forte capaz de aconselhar a quem está na pior.
A vida não é fácil, e quem diria que seria?
Deus não prometeu lágrimas sem dor, nem ao menos dias sem sofrimento.
Aprendizagem agente encontra em todo lugar, tanto na rua, como dentro de casa...
Aprendizagem pode-se encontrar também na vida de outras vidas.
Sonhos apenas são sonhos, mas cada um pode transformar o sonho em realidade...
Só basta querer, só basta correr atrás, só basta acreditar que és capaz de chegar ao céu!
Vou definir o homem bom e o homem mau.
O homem bom acredita no invisível. O homem mau não acredita no invisível. Quem acredita no invisível, acredita na existência de Deus; em outros termos, é espiritualista. Quem não acredita no invisível, é materialista e ateu.
Quando um homem pratica o Bem, seus pensamentos emanam do amor, da misericórdia, da justiça social e, em sentido amplo, do amor à humanidade. Há homens que praticam o Bem por acreditarem na lei do karma. Ajudam os outros por compaixão, imbuídos do pensamento budista de retribuição das quatro obrigações.
Não desperdiçar as coisas, agir com simplicidade e frugalidade – são algumas das manifestações do Bem. O homem de fé sente-se grato a Deus. A atitude de agradecimento, o esforço para submeter-se à vontade de Deus – estão entre as principais manifestações do Bem.
Vejamos agora a psicologia do homem mau. Quem pratica maus atos não acredita absolutamente na existência de Deus. Essas pessoas pensam que podem praticar qualquer maldade para se beneficiarem, desde que consigam fazê-lo às escondida. Têm pensamentos niilistas, iludem os outros como se tratasse da coisa mais comum, prejudicam o próximo sem pensar nas perturbações que causam aos homens e à sociedade. Em casos extremos chegam até a perpetrar assassínios. A guerra é um assassínio grupal. Os heróis da antiguidade provocavam grandes guerras para alimentar o seu desejo ilimitado de poder e procediam de acordo com o lema segundo o qual " a razão está com quem detém o poder".
Mas há um velho ditado que diz: " Enquanto os ventos lhes são favoráveis, o homem vence até o céu; quando o céu decide, entretanto, o homem é subjugado". O homem mau pode prosperar durante algum tempo, mas o seu fim será sempre um destino trágico. Isto é claramente demonstrado pela História. O motivo de sua ruína, naturalmente, foi o mal que praticou.
Essas pessoas, porém, crêem que obter vantagens à custas dos outros é até uma prova de esperteza e por isso praticam o maior número possível de atos malignos, para poderem levar uma vida faustosa. Elas também pensam que não existe vida no mundo espiritual e que o ser humano, após a morte, fica reduzido a zero. É através desses pensamentos que surge o Mal.
No entanto, ainda que esses indivíduos tenham sorte, o seu sucesso é apenas temporário. Se as observarmos com uma visão ampla, vemos que um dia acabam sendo infalivelmente destruídas.
Quem erra praticando o mal, vive sempre intranqüilo, no terror de ser descoberto e preso a qualquer momento. E torturado pelo peso da consciência, terá de se arrepender fatalmente.
Muitas vezes, uma pessoa que cometeu um delito acaba por denunciar-se a si própria. E não raro, ao ver-se presa e condenada, fica até contente, sentindo-se aliviada. Isto acontece porque a alma, dada por Deus, foi repreendida por Deus. Porque a alma se comunica com a divindade através do fio espiritual. Portanto, quando um homem pratica o mal, mesmo que iluda perfeitamente os olhos dos outros, não consegue iludir-se a si mesmo. Através do fio espiritual que liga o homem à divindade, Deus conhece detalhadamente todos os atos do ser humano. Todas as coisas que o homem pratica ficam registradas no Livro de Yama ( O Senhor de Hades, o Rei do Inferno).
O instante
Onde estarão os séculos, o sonho
de espadas, o que os tártaros sonharam,
onde os sólidos muros que aplanaram,
onde a árvore de Adão e o outro Lenho?
O presente está só. Mas a memória
erige o tempo. Sucessão e engano,
esta é a rotina do relógio. O ano
jamais é menos vão que a vã história.
Entre a alba e a noite há um abismo
de agonias, de luzes, de cuidados;
o rosto que se vê nos desgastados
e noturnos espelhos não é o mesmo.
O hoje fugaz é tênue e é eterno;
nem outro Céu nem outro Inferno esperes.
Tolerância Zero
Cena 1: Sujeito entrando em uma agropecuária.
- Tem veneno pra rato?
- Tem!, Vai levar? - Pergunta o balconista.
- Não, vou trazer os ratos pra comer aqui!
Cena 2: No caixa do banco, o sujeito vai descontar um cheque.
A pergunta: Vai levar em dinheiro???
- Não! Me dá em clips e borrachinhas!
Cena 3: Casal abraçadinho, entrando no barzinho romântico.
A pergunta: Mesa para dois?
- Não, mesa para quatro, duas são pra colocar os pés.
Cena 4: O sujeito apanhando o talão de cheques e uma caneta.
A pergunta: Vai pagar com cheque?
- Não, vou fazer um poema pra você nesta folhinha
Cena 5: Sujeito no elevador (no subsolo-garagem).
A pergunta: Sobe?
- Não, esse elevador anda de lado.
Cena 6: Sujeito na praia, fumando um cigarro.
A pergunta: Ora, ora! Mas você fuma?
- Não eu gosto de bronzear os pulmões também.
Cena 7: Sujeito voltando do píer com um balde cheio de peixes.
A pergunta: Você pescou todos?
- Não, alguns são peixes suicidas e se atiraram no meu balde.
Cena 8: Homem com vara de pescar na mão, linha na água, sentado.
A pergunta: Aqui dá peixe?
- Não, dá tatú, quatí, camundongo.... Peixe costuma dar lá no mato...
Cena 9: Edifício pegando fogo, funcionários saindo correndo.
A pergunta: É incêndio?
- Não, é uma pegadinha do Silvio Santos!
Cena 10: Sujeito no caixa do cinema.
A pergunta: Quer uma entrada?
- Não, é que eu vi essa fila imensa e queria saber onde ia chegar.
Quando você está dormindo e alguém pergunta:
Você está dormindo?
E você diz: Não, estou treinando para morrer...
Quando você leva um aparelho eletrônico para a manutenção!
O técnico pergunta:
Tá com defeito?
E você responde: Não, é que ele estava cansado de ficar em casa e eu o trouxe para passear...
E quando seu amigo pergunta!
Vai sair nessa chuva?
E você diz: Não, eu vou na próxima...
E quando você acaba de levantar, vem 1 idiota e pergunta:
Acordou?!
E você diz: Não, sou sonâmbulo...
E quando você liga da sua casa para um amigo, ele vê no celular e pergunta: Onde você está?
E você diz: No Pólo Norte. Um furacão levou a minha casa pra lá...
E quando você acaba de sair do banho, vem um besta e pergunta: Tomou banho?!
E você diz: Não, eu dei um mergulho no vaso sanitário...
Muitas vezes a nossa vida se compara a de uma árvore. Assim como a árvore, nós também vivemos diferentes estações. Não há como fugir delas. O inverno talvez seja a estação mais triste. As folhas começam a murchar até caírem completamente. As folhas já não existem mais, os frutos desaparecem. O que resta, para quem observa a pobre árvore, são os galhos retorcidos que, uma vez expostos, revelam as imperfeições antes escondidas pela beleza superficial. Mas não devemos nos enganar: aquilo que parece estar matando a árvore na verdade é essencial para a sua sobrevivência. Ainda que o inverno esteja rigoroso, seco, sem cor ou perfume, a árvore não está morta. A vida ainda está dentro dela. As forças, antes usadas para embelezar a árvore, agora são gastas para fazê-la crescer, onde ninguém vê, aprofundando as suas raízes. Dizem ainda que em muitos lugares onde não há inverno as árvores não produzem frutos.
E assim também acontece conosco. Muitas vezes Deus nos guia até o deserto para ali nos revelar o nosso próprio coração (Dt 8.2). Toda a beleza superficial desaparece e passamos a enxergar as nossas próprias falhas e limitações. Nossa justiça própria se revela como um trapo de imundície (Is 64.6) e nós murchamos como folhas de uma árvore que seca. As circunstancias que não podemos que não podemos mudar e os sonhos que parecem não se realizar nos levam a um estado de desconsolo e desesperança semelhante ao de uma árvore no inverno, adoecendo o nosso coração (pv.13.12).
Muitos se perdem exatamente ai, no inverno de suas vidas. Mas, em vez disso, podemos nos render ao processo divino de fazer morrer o que é superficial e ganhar vida no interior. São mudanças de valores que fazem parte do nosso crescimento espiritual. O inverno é uma oportunidade de conhecermos a nós mesmos e de sermos transformados à medida que conhecemos a Deus intimamente. É no inverno da alma que podemos aprender a dependência total para com o Senhor e a desfrutar o descanso em sua soberana vontade. E na morte do EU que renascemos para uma nova vida: aquela que Deus tem para nós. É na falência de nossas próprias tentativas que passamos a experimentar o braço do Senhor agindo em nosso lugar. É quando não podemos mais seguir adiante que Deus nos carrega em Seu colo paterno e, então podemos chegar onde devemos ir. É na nossa limitação que experimentamos o poder de Deus se aperfeiçoando em nossa fraqueza. É assim que trocamos os trapos da nossa justiça própria pela obra perfeita e graciosa de Cristo na cruz.
Durante o inverno, podemos simplesmente nos render e adorar. É verdade que as vezes nos debatemos, mas quando enfim nos rendemos como em um estado de hibernação, onde “dormimos” interiormente. Nossos sonhos, projetos, as promessas de Deus para nós parecem estar em um “estado de espera”. E realmente estão elas não morreram. As palavras de vida, proclamadas por Deus a nosso respeito, estão dentro de nós, aguardando o tempo oportuno. São promessas do Senhor para o nosso casamento, para nossos filhos, para nossos ministérios. E enquanto descansamos no Senhor, Ele trabalha para cumprir cada uma de suas palavras.
Durante o inverno tudo que podemos fazer é esperar; é ter a esperança da próxima estação. E quando a primavera chegar, aquela pobre e sofrida árvore sofrerá uma maior transformação! As águas irão regá-la novamente ela voltará a dar flores, frutos e suas folhas verdes serão mais bonitas do que nunca! Creia: comerá os frutos e viverá o cumprimento das promessas! Assim como a noite escura passa e a alegria vem com o amanhecer em breve a luz do Senhor vai acender o seu coração.
O SILÊNCIO DA BATUTA DO MAESTRO
Morreu Artur da Távola. Calou-se para sempre sua voz tão cheia de sensibilidade que, em seus escritos ou apresentações televisivas, nos tocava, ensinava e encantava. Aquela que traduzia o clássico em linguagem popular.
No seu último programa “Quem tem medo de música clássica?”, olhei triste seu rosto abatido e, temerosa de que a morte se avizinhasse, fui tomada de emoção, pois não conseguia imaginar o momento de não tê-lo mais entre nós. Era uma premonição ou constatação, não sei...
E, no dia nove de Maio, seu espírito deixou seu corpo, enquanto dormia.
Costumo dizer que poucas pessoas merecem morrer dormindo. E, com certeza, ele era uma destas. Exemplo de ser humano, de cidadão, de político correto, em um tempo em que os indivíduos de caráter parecem ser uma rara exceção.
Sempre haverei de lembrar-me dele ao ouvir os clássicos. As palavras ária, sonata, piano, pianíssimo, allegro, cantante, e outras tantas do ramo haverão de remeter-me às suas belas lições, às suas análises criteriosas das músicas, que tanto mexiam com a sua e a nossa emoção.
Eu o admirava muito como jornalista, cronista, político e, ultimamente, como apresentador e analista musical. Aprendi muito com ele e as palavras com que terminava sempre o seu programa estarão caladas dentro de mim: “Música é vida interior e quem tem vida interior jamais padece ou padecerá de solidão.”
Recebendo pela televisão a notícia de sua partida, repeti o que costumo dizer quando morre alguém extraordinário: “Existem homens que jamais deveriam morrer.” Mas, pensando bem, qual o grande homem que morre, realmente? Todos eles deixam rastros de luz em nossos caminhos e, assim, vivem para sempre.
Acho que meu comentário usual deveria mudar para a constatação de que certos homens não morrem nunca. O certo, provavelmente, é dizer como o nosso grande autor do sertão, Guimarães Rosa: não morrem, “ficam encantados”. Assim, posso dizer que Artur da Távola “ficou encantado”. Em outras paragens, ele estará, decerto, despertando a sensibilidade daqueles que partiram sem alcançar a plenitude de sua humanidade.
Ah, meu prezado maestro, sentirei muito sua falta, mas pode ter certeza que, também, por ter lido seus livros, seus artigos, ouvido seus belíssimos comentários sobre Beethoven, Mozart e outros tantos, tornei-me uma pessoa melhor e cresci muito como ser humano. Você, em sua simplicidade, provavelmente, nem sabia que iluminava a vida de tantos.
Também porque o conheci e, junto com você, continuando as lições que recebi de meu saudoso pai, aprendi, mais e mais, a amar a música e sei que, desta forma, jamais haverei de padecer de solidão.
Enquanto existir a música, as auroras e crepúsculos, os amores e desamores, encontros e desencontros e meu coração continuar batendo, com a emoção tomando conta de meu ser, serei muito rica de vida interior. Poderei, inclusive, ouvir as músicas das esferas celestiais e, até nos meus silêncios, estarei ouvindo os sons da Divindade.
Sabe, grande maestro, repetindo palavras suas, citando não me lembro quem, devo dizer-lhe: “A dor da gente não sai no jornal”. E a minha dor pelo silêncio de sua batuta não pode ser traduzida em pobres palavras de jornal. Mas ficam aqui registradas.
E, como diz o Pe. Fábio de Melo, brincando com o poema de Drummond: “A festa acabou, a luz apagou e, agora, é você e Deus”. E Deus, certamente, gostará de ter em seu regaço um grande homem, um filho muito amado, que soube perseguir a Sua Luz e dignificar a arte e a política.
Parceria é provocação.
De um modo geral desde cedo buscamos parceiros, nas amizades, nos grupos, nos amores, mas também nos negócios.
É claro que encontramos diversos modelos de parcerias que nos servem em situações e momentos diferentes. E sim, podemos trocar estas parcerias ao longo da jornada.
Mas uma parceria produtiva envolve a busca pela reciprocidade, reconhecimento, e provocação. - Reciprocidade para que as doações e o envolvimento seja de ambas as partes e não sobrecarregue nenhum lado;
- Reconhecimento para que seja estimulante e prazeroso a realização lado a lado;
- Provocação para que as ideias sejam debatidas, com discordâncias e acordos, para a produção de um planejamento que leve a ação.
Assim, precisamos verificar o que esta parceria pede de nós e o que elas nos oferece, quais os objetivos que nós temos e quais os objetivos do outro e o quanto de dedicação precisaremos para que seja produtivo.
No campo profissional, parcerias em sua maioria são boas, se forem bem acordadas e claras. E para profissionais autônomos, como Psicólogos, é muito importante que esta parceria respeite a sua história e o seu nome.
LIBERE A CRIANÇA QUE EXISTE EM VOCÊ!
NÃO IMPORTA A IDADE, MANTENHA A CRIANÇA QUE EXISTE EM VOCÊ LIVRE.
SÓ ELA TE LEVARÁ A CAMINHOS ESQUECIDOS NO TEMPO, LUGARES ONDE AINDA EXISTE ALEGRIA.
LIBERE A CRIANÇA QUE EXISTE EM VOCÊ!
Vamos comparar a diferença das atitudes entre crianças e adultos?
O adulto diz: - Não coma chocolate na cama, você vai acabar dormindo sem escovar os dentes!
Você já experimentou, sem sentir culpa, comer uma barra do seu chocolate ou doce preferido na cama e dormir em seguida? Porque será que vem um soninho tão bom?
O adulto diz: - Entre em casa! Está começando a chover, você vai ficar resfriado e depois eu é que vou passar a noite cuidando de você!
PRIMEIRO: Você já tomou um banho de chuva inesperado?
Sabe aquela pancada que vem de surpresa e você não chega a um lugar coberto a tempo?
Percebeu que depois de alguns segundos vem uma sensação que lava não só o corpo, mas a alma também? E você se entrega...
Nunca???? EXPERIMENTE! É indescritível...
SEGUNDO: Ao dizer ao seu filho “a chantagem”, se é assim que podemos chamar, de que vai ter que passar a noite acordada cuidando dele se ele se resfriar... Peraí!!! Percebeu que além de transformar algo prazeroso em culposo, você ainda acrescentou até um certo remorso nele? Tudo bem que tem horas, momentos, etc... que um banho de chuva seria fora de propósito, mas generalizar, fazer de tudo que foge dos padrões uma neura, transformar as belas e gratuitas sensações que a vida nos presenteia em temores, medos e culpas. Peraí!!!
A criança, sorri de uma bola de chiclete que estoura e gruda no rosto, cabelo, etc...
Sorri ao ver seu cãozinho arrastar e esconder o sapato preferido de sua mãe.
Sorri livre e espontaneamente ao encontrar seus amiguinhos ou até para um estranho que o olhe com bondade e faça uma graça. Sabe por quê? Porque ser criança é enxergar com olhos de amor, de bondade, inocência, de vontade de estar alegre.
A gente sorri assim ao encontrar as pessoas?
Ou primeiro observa rapidamente como se videntes fossemos e nos seguramos para soltar aquele “OLÁ! COMO VAI VOCÊ, A FAMÍLIA, O CACHORRO?”
E o receio de receber um:
“-Bem." meio sem graça e indiferente...
Sabe, eu já me peguei em situações assim, e afirmo que minha consciência do momento e das pessoas, me fez enxergar que arriscar um “OLÁ! COMO VAI? ou um “BOM DIA! BOA TARDE! UMA ÓTIMA NOITE PARA VOCÊ! É muito compensador.
Quebra o “clima”, abre portas e janelas de comunicação e na pior das hipóteses, você vai perceber que o receptor não está em sintonia com a vida naquele dia, se mostrando indiferente, mas aí, isso já não é problema seu.
Nós podemos influenciar as pessoas, não determinar que elas sintam o que sentimos.
Podemos e devemos determinar que as pessoas não nos façam sentir o mal que elas sentem, isso sim! Só depende de nós.
Nossos sentimentos e emoções regem nossa vida e nós temos que comandá-los, não nos deixar dominar pelo meio em que estamos ou passamos.
Quando o meio é favorável, ótimo! Mas se não, você comanda sua vida, você decide o que quer sentir e como.
Por isso muitas vezes eu insisto em ser criança, não quero dizer com isso que sou irresponsável ou inconseqüente.
Mas como é bom enxergar com olhos de inocência. Mesmo sendo adulta, não absorver certas coisas que prejudicam minha visão interior, que embotam as avenidas da minha alma, que eu tanto luto para preservar belas.
INOCÊNCIA, palavra linda!
A vida nos tira a inocência a cada ano de nossa existência. Mas a generosidade, a bondade, o amor, o acreditar que todo ser humano tem seu lado bom, a vida não tira.
Nós é que deixamos de lado, substituindo por sentimentos que nos levam a ser descrentes da vida e a acordar acreditando que temos que “MATAR UM LOBO POR DIA”, sendo que os lobos e monstros, são na maioria das vezes nós mesmos quem criamos, alimentamos e os deixamos do tamanho que queremos!
Eu convido você a rever quais são as coisas que realmente fazem VALER À PENA nosso estresse, nossa saúde prejudicada, enfim, nossa falta de "Qualidade de Vida, cada dia e momento!"
“ADULTOS / CRIANÇAS”
Responsáveis! A mistura perfeita!
Não ansiosos ou estressados.
Encontrar esse equilíbrio, perceber os movimentos da natureza.
O correr das águas, a paisagem das nuvens e ainda sentir vontade de comer algodão doce.
Observar o brincar das crianças reaprendendo como se brinca.
ESSA É A MUSICA DE DEUS.
Jesus disse: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o Reino dos Céus... (Mateus 19:13-14)
Não importa tamanho ou idade.
LIBERE A CRIANÇA QUE EXISTE EM VOCÊ!
Feliz é aquele que consegue manter a alegria e a pureza da alma, mesmo em um mundo tão impuro.
Pule, brinque e cante uma canção com o coração!
DESEJO VER VOCÊ SORRIR SEMPRE, DE CARA LIMPA E CORAÇÃO ABERTO.
Quando tu se irrita profundamente com alguma coisa ou com alguma pessoa, não estoure, respire fundo, pense em outra coisa, mas não faça nada na hora e de repente nem outra hora, às vezes não vale a pena se estressar com pessoas ou com coisas atoas...
Saia de perto, tome seu tempo, vai correr, nadar, caminhar, vá à sauna, troque o ambiente... não faça nada de cabeça quente, apesar de tu saber que tá com a razão, a vida é linda demais pra ser gasta com coisas ou pessoas que não sabem vivê-la e aproveitá-la adequadamente...
Então aproveite a vida e não gaste tempo com coisas q não vão te acrescentar nada."
A cada dia que passa eu gosto muito mais de você.
Estar ao seu lado é maravilhoso, estamos construindo nossa história e o nosso relacionamento tem me dado muita alegria.
Você é uma pessoa que demonstra seu sentimento de uma maneira pura, e isso realmente me encanta e muito.
Cada sorriso, cada beijo, cada toque seu me faz a cada dia mais envolvido no seu universo.
Gostaria de te dizer mais e mais o quanto estou feliz por ter você, te dizer de tudo que está guardado e tem acontecido dentro de mim.
Mas nessa hora demonstrar com atitude é muito melhor.
Essa conquista diária é o que me fascina o tempo todo.
Espero que passemos muito tempo juntos e que o nosso futuro seja tão belo quanto o nosso presente.
Um beijo de quem a cada dia aprende a gostar mais e mais de você.
AUTORRETRATO
Meu nome é Cristiane, mas pode me chamar de Cris! Nasci no dia 10 de setembro de anos passados. Sou de virgem ascendente Escorpião. Ou seja, uma chorona com temperamento explosivo. Não sou uma pessoa fácil, confesso! mas já quis ser diferente.
Vivo com os sentimentos a flor da pele...
Morro de saudade dos tempos do colegial, das farras da faculdade, dos amigos de infância e de alguém especial. Choro de saudades do meu querido pai que se foi! Sinto saudades também de um tempo que não vivi. Adoraria ter vivido na década de 50, e ter conhecido Elvis. Diria a ele que Aways of My Mind foi feita para mim.
Não posso viver sem música. Acredito que meus 257 músicos prediletos me dão o melhor gosto musical do mundo. Adoraria cantar como a Marisa Monte. Queria muito ter ido a um show do Legião Urbana.
Para mim, escrever é uma terapia. Gostaria de escrever como o Renato Russo, ou a Clarice Lispector. Amo as poesias de Vinicius de Moraes e o romantismo negro de Edgar Alan Poe.
Sou apaixonada por Pearl Jam. Nunca comprei um disco do Pearl Jam.
Tenho medo do escuro, mas, não tenho medo da morte. Amo viajar, mas muito raramente viajo! Gosto de dormir tarde e acordar cedo.
Me apaixono com certa facilidade mas tenho medo de compromissos!
Meu primeiro beijo foi aos 13, me apaixonei a primeira vez aos 19, me apaixonei pela última vez aos 26. Já gostei muito e fui rejeitada, já magoei um coração e me arrependi. Não tenho sorte no amor e tão pouco no jogo. Não ligo para dinheiro! Queria ter muito dinheiro para dar muitos presentes!
Sou muito desastrada, já perdi a conta de quantos tombos levei na vida. Nunca quebrei um osso.
Agradeço a Deus pelo céu estrelado, e por minha linda e numerosa família. Tenho inúmeros Conhecidos, alguns colegas, pouquíssimos amigos, e nenhum inimigo. Não odeio nada e nem ninguém, mas pouquíssimas pessoas me encantam.
Amo as tarde de outono, céu nublado, cheiro de grama molhada. Amo a natureza. Não gosto muito de natal, mas gosto de ver a cidade enfeitada.
Adoro tirar fotos, e tenho um medo inexplicável por fotos antigas em preto e branco.
Tomei dois porres na vida; O primeiro foi no réveillon de 99, quando mudei de cidade, e o segundo em 2002 no 1 ano da faculdade. Tirando isso, bebo com certa moderação. Para mim, coca cola é a melhor bebida do mundo. Cerveja gelada combina com Boteco e Amigos. Vinho tinto combina com jantar a luz de velas, e chocolate quente combina com frio. Bebo café demais e água de menos.
Tenho manias extremamente estranhas como estalar todos os dedos das mãos a cada 15 minutos, guardar coisas debaixo da cama, cheirar tudo o que ponho a mão e ir ao cinema sozinha. Amo cinema!!! Devo ter assistido uns 1000 filmes na vida, mas posso fazer uma lista dos que realmente valeram a pena.
Sou idiota às vezes, mas na maioria das vezes me faço de idiota. Detesto regras sociais e falso moralismo. Não suporto crueldade. Amo todos os animais do mundo. Amo todas as crianças do mundo! Amo tudo, muito mais que deveria!
Às vezes preciso ficar só, e algumas vezes me sinto muito só. Para mim noite chuvosa num quanto escuro ao som de Beethoven é o ideal de descanso. Sou meio estressada por natureza, e também muito radical. Sou também critica e, em geral muito observadora, me empolgo com facilidade e às vezes falo rápido demais. Estou sempre correndo!
Já quis parar o tempo, já quis avançar o tempo. Já quis esquecer o tempo!
Já quis ser medica atriz, diplomata. Nunca quis ser Presidente da república. Não gosto do senso comum. Mas tenho bom gosto! O dia mais triste de minha vida, foi quando perdi meu pai. O dia mais feliz, ainda não aconteceu. Choro por qualquer motivo! Nunca chorei de felicidade. Gosto de ouvir a verdade, mas acho que verdade demais às vezes machuca. Não sei ser meio amiga, ou quase amor. Sou tudo ou nada. Gosto de ajudar os outros, mas dificilmente peço ajuda. Não gosto de quem me faz sofrer, não suporto ver alguém sofrer. Gosto de ser assim como sou, mas meus amigos dizem que eu mudo demais.
Meu nome é Cristiane. Mas pode me chamar de Cris.
Breve me mudo.
Estou de partida. Breve me mudarei para a curva do teu braço. Busco a terra sem vento, a mansa terra do teu peito. E a batida surda e quente do magma mais profundo para embalar o meu sono. Busco a tranquilidade da enseada. Já conheci as águas que eu preciso saber. Fui bem além das colunas de Hércules, e há muito descobri que, por mais longe o mar, jamais despenco.
Desbravei os mares, lancei-me por entre espumas. Naveguei seguindo as estrelas do céu, contando as estrelas do mar, até chegar a portos dos quais nem suspeitava a existência.
Agora é tempo de lançar meus braços'a água, deixando que enlacem nos rochedos ancorando - me ao meu destino. Escolho o teu lado esquerdo , onde me beija o sol poente. E espero que tua mão direita amaine minhas velas.
Assim, acima do teu coração, encosto a cabeça. E pequena como um grão, deito raízes. Aprenderei a conhecer-te através da planta dos meus pés, como o cego sabe onde pisa, como o índio que conhece a trilha.
Se for mansa a maré das colinas, terei certeza de que dormes, ou pensas em silêncio.Se de repente meu solo se encrespar tangido por um vento só seu, será o frio que te toca. O medo, saberei no tremor subterrâneo. E quando o suor correr farto enchendo rios sem peixes, ameaçando me levar, será tempo de calor, será o verão cantando na tua pele.
Aprenderei a tatear-te com as mãos, procurar meus caminhos nos vales dos músculos. Fluirei devagar, dormirei nas axilas. Não preciso de casa. Não preciso de abrigo. A terra de tua carne é quente, e nada me ameaça. Posso deitar-me nua, tranquila, ou ficar acordada olhando para o alto. O céu é calmo, as nuvens passam indo a outros lugares. Nenhuma traz a chuva ou a tempestade.
Não preciso de pente, não preciso de panos. O orvalho da tua pele me banha de manhã, e a tua respiração arruma os meus cabelos. Só quero um cavalo. Galoparei com ele as dunas do teu corpo, descerei pelos braços, avançarei pelas mãos, arriscando-me a queda nos penhascos dos seus dedos.
Explorarei teu ventre, matarei minha sede no poço do teu umbigo. E armada de desejo, penetrarei na selva de teus pêlos, emaranhada e perfumada noite, delta dos sumos, labirinto que imperioso me chama e suave me perde.
Só depois, percorridas as pernas, visitado os pés, voltarei corpo acima ; ventre, peito, subindo em peregrinação até o pescoço, repousando no vale da omoplata. Talvez leve um cantil, para a dura escalada do teu queixo. Subirei com cuidado, procurando a caverna das orelhas para repouso e abrigo. Barulho não farei, prometo. Nada que te perturbe.
Talvez no dia seguinte, ou mais ainda, passando-se outro dia na difícil subida , eu procure chegar até os teus olhos. Se estiverem fechados , sentarei com paciência esperando o milagre da íris descoberta, o nascer dos olhos que se renova a cada despertar, o astro de luz surgindo sob o horizonte da pálpebra . Se estiverem abertos, sentarei a beira deste lago, fonte, olho d'água, encantada com a dança dos reflexos ilusórios, peixes deslizando suas sombras sobre um fundo sem algas. E haverá um momento em que vencendo o medo, mergulharei na transparência para nadar em direção ao redemoinho negro da pupila.
A aresta do nariz é perigosa. Eu bem conheço sua linha sinuosa , sua falsa maciez sobre o duro arcabouço. Não convém que a acompanhe. Seguirei pelo lado, encostando -me as
ventas, esgueirando-me para não ser tragada. Não tentarei desvendar o mistério do sopro.
A boca chegarei com respeito. Irei pelo canto, para descer ao lábio inferior, o mais carnudo. Avançarei deitada, rastejando de leve na pele úmida, até chegar a borda. E me debruçarei sobre suas palavras...
Breve me mudo para a curva do teu braço. Não saberei mais de você do que já sei. Nem você saberá mais de mim. Mas talvez assim tão perto , encostada na raiz do teu ser, eu possa me esquecer de onde começo, e me esquecer em ti na minha entrega...
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.
Nota: Trecho adaptado do poema "A dor que dói mais", de Martha Medeiros. Link
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