Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
A Cigarra e a Formiga
Num belo dia inverno as formigas estavam tendo o maior trabalho para secar suas reservas de comidas. Depois de uma chuvarada, os grãos tinham ficado molhados. De repente aparece uma cigarra:
– Por favor, formiguinhas, me deem um pouco de comida!
As formigas pararam de trabalhar, coisas que era contra seus princípios, e perguntaram:
– Mas por quê? O que você fez durante o verão? Por acaso não se lembrou de guardar comida para o inverno?
Falou a cigarra:
– Para falar a verdade, não tive tempo. Passei o verão todo cantando!
Falaram as formigas:
– Bom... Se você passou o verão todo cantando, que tal passar o inverno dançando?
E voltaram para o trabalho dando risadas.
Moral da história:
Os preguiçosos colhem o que merecem.
Não importa o que é o mundo, o importante, são seus sonhos...
Não importa o que é você, o importante é o que você quer ser...
Não importa onde você está, importa para onde você quer ir...
Não importa o porque, o importante é o querer...
Não importa suas mágoas, o importante mesmo, são suas alegrias...
Não importa o que já passou...
O passado?
Guarde na sua lembrança...
Nunca pense em julgar. Não veja, apenas olhe.
Não escute, apenas ouça...
Não toque... sinta!
Acredite naquilo que quiser. E, não adianta sonhar, se você não lutar.
O mundo é um espelho... Não seja só o seu reflexo!
Afinal, o que importa?
Você importa!
Na manhã em que me levantei para começar este livro tossi. Algo estava a sair-me da garganta, a estrangular-me. Rasguei o cordão que o retinha e arranquei-o. Voltei para a cama e disse: Acabo de cuspir o coração.
Existe um instrumento chamado quena que é feito de ossos humanos. Tem origem no culto que um índio dedicou à sua amante. Quando ela morreu ele fez dos seus ossos uma flauta. A quena tem um som mais penetrante, mais persistente do que a flauta vulgar.
Aqueles que escrevem sabem o processo. Pensei nisto enquanto cuspia o coração. Só que eu não estou à espera da morte do meu amor.
A lenda do Monge e do Escorpião
Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi então a margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
"Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!"
O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu:
"Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha."
Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você.
Sou carinhosa, mas não estou apaixonada por você, sou chameguenta, mas não sou lésbica, sou generosa, mas não quero te pedir emprego, sou vaidosa, mas não estou a fim do teu marido, sou prestativa, mas não quero meu nome no teu testamento, sou falante, mas não quero ser o centro das atenções, sou de elogiar, mas não quero que faça o mesmo por causa disso, ENTÃO, ANTES DE CONCLUÍRES ALGUMA COISA AO MEU RESPEITO, CONHEÇA MINHA HISTÓRIA, MEUS AMIGOS E MINHA FAMÍLIA, sempre fui assim, não vão ser conceitos alheios mal interpretados que farão eu mudar, me gosto assim, conquisto meus melhores afetos assim e ponto! Ou aceite-me do jeito que sou ou morra sem saber lidar com diferenças.
Sim-ples-assim mubem!
O homem, quando perfeito, é o melhor dos animais, mas é também o pior de todos, quando afastado da lei e da justiça, pois a injustiça é mais perniciosa quando armada, e o homem nasce dotado de armas para serem usadas pela inteligência e pelo talento, mas pode sê-lo em sentido inteiramente oposto.
Logo, quando destituído de qualidades morais, o homem é o mais impiedoso e selvagem dos animais.
Sou descendente zulu
Sou um soldado de ogum
Um devoto dessa imensa legião de Jorge
Eu sincretizado na fé
Sou carregado de axé
E protegido por um cavaleiro nobre
Sim vou na igreja festejar meu protetor
E agradecer por eu ser mais um vencedor
Nas lutas nas batalhas
Sim vou no terreiro pra bater o meu tambor
Bato cabeça firmo ponto sim senhor
Eu canto pra Ogum
Ogum
Ogum
Um guerreiro valente que cuida da gente que sofre demais
Ogum
Ele vem de aruanda ele vence demanda de gente que faz
Ogum
Cavaleiro do céu escudeiro fiel mensageiro da paz
Ogum
Ele nunca balança ele pega na lança ele mata o dragão
Ogum
É quem da confiança pra uma criança virar um leão
Ogum
É um mar de esperança que traz abonança pro meu coração
Ogum
Ooogum
Deus adiante paz e guia
Encomendo-me a Deus e a virgem Maria minha mãe ..
Os doze apóstolos meus irmãos
Andarei neste dia nesta noite
Com meu corpo cercado vigiado e protegido
Pelas as armas de são Jorge
São Jorge sentou praça na cavalaria
Eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem
Tendo mãos não me peguem não me toquem
Tendo olhos não me enxerguem
E nem em pensamento eles possam ter para me fazerem mal
Armas de fogo o meu corpo não alcançará
Facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar
Cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Jorge é da Capadócia.
Salve Jorge!
Trecho – Ressurreição
Em vão milhares e milhares de homens, aglomerados em um pequeno espaço, procuravam maltratar a terra em que viviam, esmagando de pedras o solo, para que nada germinasse; em vão arrancavam impiedosamente o arbusto que crescia e derribavam as arvores; em vão escureciam o ar com fumaça e petróleo; em vão enxotavam aves e animais: a primavera, mesmo na cidade, era ainda e sempre, a primavera. O sol brilhava com esplendor; a vegetação, reverdecida, voltava a crescer, tanto nos gramados como entre as lajes do calçamento, de onde tinha sido arrancada; as bétulas, os alamos, as cerejeiras espalmavam suas folhas úmidas e perfumadas, os botões das tílias, já intumescidos, estavam quase a florescer; pardais, pombas e gralhas, trabalhavam alegremente na construção dos ninhos; acima dos muros, zumbiam as moscas e as abelhas, radiantes de gozar novamente o calor do sol. Tudo era alegria: plantas, animais, insetos e crianças, em esplêndido concerto. Os homens, somente os homens, continuavam a enganar-se e a torturar a si próprios, e aos outros. Somente os homens desprezavam aquilo que era sagrado e supremo: não viam aquela manhã de primavera, nem a beleza divina do mundo, criado para a alegria de todos os seres vivos, e para a todos dispor à união e a paz e ao amor. Para eles só era importante e sagrado aquilo que haviam inventado para instrumento de mútuo engano e tortura.
Feliz aniversário, prima
Desejo a você mais um ano recheado de amor e alegrias.
Parabéns por ser tão especial na vida das pessoas que
te amam. Parabéns por suportar as dores e sempre vencer
novos desafios. Hoje está mais madura, mais feliz, mais
realizada. Hoje não preciso de rimar ou fazer versos, pois
você já é pura poesia. Te amamos, prima...
Isabella
Ela é o tipo menina mulher, daquelas companheiras e delicadas.
Delicada, mesmo quando finge não ser,
Companheira, naqueles dias em que tudo faz doer,
Sem você eu não sei como minha vida iria ser.
Ela é o tipo menina mulher, daquelas intensas e sábias.
Seu lema é amar incondicionamente,
Sábia, mesmo que seja gradualmente,
Sem seu auto astral me entediaria facilmente.
Isabella é minha flor, minha floresta de amor.
Preciso do seu aconchego para acabar com esse desassossego.
Isabella é meu anjo protetor, minha fortaleza de calor.
E quando me concede esse amparo sinto-me remansado.
Ela é o tipo menina mulher, daquelas encantadoras e essenciais.
Seu jeito é cativante e apreciado,
Sua presença é indispensável, preciso de você sempre aqui, ao meu lado.
Sem seu pleno equilíbrio meus dias seriam escaldados.
“Que você possa ter forças para vencer todos os medos...
Que no final possa alcançar todos os seus objetivos...
Porque parte de nós é cansaço...
Mas a outra parte é vontade...
Que você possa aprender sem se sentir derrotado...
Que isso possa fazer você mais guerreiro...
Porque parte de nós é o que temos...
Mas a outra parte é sonho, mas se do seu tamanho, lutando você realizará...
Que durante sua vida você possa construir sentimentos verdadeiros..
Que você possa aceitar que só quem sabe da sombra, pode saber da luz...
Porque parte de nós é angústia...
Mas a outra parte é conforto...”
Acreditar em você e ter fé Nele é o caminho para a elevação e o crescimento.
- Então Charlie Brow, o que é amor pra você?
- Em 1987 meu pai tinha um carro azul.
- Mas o que isso tem a ver com amor?
- Bom, acontece que todos os dias ele dava carona pra uma moça. Ele saía do carro, abria a porta pra ela, quando ela entrava ele fechava a porta, dava a volta pelo carro e quando ele ia abrir a porta pra entrar, ela apertava a tranca. Ela ficava fazendo caretas e os dois morriam de rir. Acho que isso é amor...
Eu...
Já ri até chorar e a barriga doer;
Já chorei até dormir e acordei com a cara deformada no dia seguinte;
Já dormi até as seis horas da noite depois de uma night daquelas;
Já dancei até perder as forças;
Já bebi até perder a noção de tudo;
Já dormi sentado na boate;
Já fui almoçar enquanto me procuravam no pique esconde;
Já rolei na grama num dia de sol;
Já tomei um banho de chuva, de braços abertos olhando pro céu;
Já chorei de alegria;
Já chorei de tristeza;
Já chorei por amor;
Já chorei pelo que eu achava ser amor;
Já passei noites em claro conversando com amigos;
Já vi o nascer do sol, depois de uma noite maravilhosa;
Já matei aula;
Já colei na prova;
Já flertei com quem não podia;
Já perdi pessoas queridas;
já achei que era o rambo e quis pular do meu predio;
Já tomei ovada;
Já fiquei vermelho de sol, de não poder encostar em mim;
Já viajei com amigos;
Já chorei no ombro deles;
Já ouvi o choro deles;
Já virei noite na net e tive que trabalhar no dia seguinte
Já caí no meio da rua;
Já ri das minhas próprias desgraças;
Já enrolei no trabalho;
Já fiz coisas proibidas;
Já magoei alguém;
Já fui magoado também;
Já aprendi com meus erros;
Já sofri por erros alheios;
Já gritei muito em parque de diversão;
Já toquei a campainha e corri;
Já acreditei em Papai Noel e tive medo do homem do saco;
Já descobri quanto a vida era boa enquanto eu acreditava em alguém;
Já brinquei de Pogobol;
Já senti saudades daquele tempo;
Já vivi muitos momentos de nostalgia;
Já fui viciado em bala juquinha;
Já sonhei mudar de cidade;
Já sonhei mudar de país;
Já briguei com meus pais;
Já me apaixonei;
Já escrevi músicas pra alguém;
Já briguei e fiz as pazes minutos depois;
Já nadei em piscina de 1000 litros;
Já desejei uma vida perfeita e vi que era pura utopia;
Já recebi declarações de amor;
Já engasguei com bala soft;
Já virei a noite pensando em alguém;
Já brindei ocasiões especiais;
E até as que seriam “normais”, mas se tornaram especiais por estar junto de pessoas especiais;
Já brindei até sem motivo, mas tinha birita, fazer o que?
Já ouvi mil vezes a mesma música;
Já dormi no ônibus e acordei no ponto final;
Já andei descalço e cortei o pé;
Já dormi no sofá vendo tv;
Já passei a noite olhando o mar;
Já fiz programa de índio e não me arrependi;
Já carreguei amigos bêbados;
Já fui carregado tb;
Já comi brigadeiro na panela com mais vários amigos, comendo na mesma colher;
Já recomecei do zero;
Já aprendi que a vida é uma escolha constante e que não posso ter tudo ao mesmo tempo;
E que escolher só por uma coisa não significa que vou ser infeliz;
Já cantei desafinado, mas me achei a Madona;
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora;
Já subi em árvore pra roubar frutas;
Já chorei sentado no chão do banheiro;
Já escrevi meu nome numa árvore;
Já saí pra caminhar sem rumo;
Já fugi de casa pra sempre e voltei horas depois;
Já tentei esquecer pessoas inesquecíveis;
Já fiz coisas por impulso;
Já abracei pra proteger;
Já dei risada quando não podia;
Já ri quando a vontade era chorar;
Já fiz amigos eternos;
Já amei e fui amado;
Mas também já fui rejeitado;
Já gritei e pulei de tanta felicidade;
Já vivi de amor e fiz juras eternas;
E também já "quebrei a cara";
Já chorei ouvindo música e vendo fotos;
Já liguei só pra escutar uma voz;
Já me apaixonei por um sorriso;
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade;
Já tive medo de perder alguém especial e acabei perdendo;
Mas vivi! E ainda vivo! Não "passo" pela vida...
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que o AMOR existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu MUITO a pena!
Retrato Ardente
Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.
No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.
Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.
Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.
Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.
NESTE NOVO DIA...
Prometa a si mesmo:
ser tão forte que nada perturbe
a paz de sua mente.
Falar de felicidade, saúde e
prosperidade a cada pessoa
que conhecer.
Fazer sentir aos seus amigos
que há algo de valor neles.
Ver o lado brilhante de cada
coisa e conseguir otimismo
por meio dele.
Pensar somente o melhor,
trabalhar somente pelo melhor.
Ser tão entusiasta, pelo êxito dos
demais como por seu próprio.
Esquecer os erros do passado e insistir
para conseguir grandes realizações no futuro.
Exibir um aspecto atraente em todo o tempo.
Obsequiar cada pessoa conhecida com um sorriso.
Dar tanto tempo ao seu melhoramento pessoal
que não sobre tempo para criticar os outros.
Ser demasiado grande para preocupar-se,
demasiado nobre para irar-se,
demasiado feliz para permitir a presença
de problemas que perturbem a SUA FÉ.
Tenho guardado na memória e no coração:
Cada olhar brilhante que trocamos,
Cada sorriso feliz que sorrimos...
Cada aperto de mão que nós demos ...
Cada mensagem enviada,
Cada palavra dita...
Cada lágrima de alegria chorada
E cada música ouvida
E cada conversa que tivemos
Dentro da amizade, cumplicidade
e afinidade tão grandes...
Seria uma emoção de invadir o coração..
Saber que você guarda sempre em sua memória:
Que eu te amei, te amo e te amarei...
Pois não há distância que afaste um grande amor...
Nem tempo que faça esquecê-la ...
Nem barreiras que não sejam vencidas por Deus...
Mesmo que hoje você não consiga ver que é especial...
Você é muito especial prá mim
Te Amo...
Tenho saudades...
Tenho saudades de ti. Saudades dos nossos momentos... Saudades dos nossos momentos bons e dos maus também. Tenho saudades das nossas conversas sem pé nem cabeça, saudades das nossas discussões. Tenho saudades dos nossos passeios, da nossa vida nada parecida, do teu sorriso quando falavas algo engraçado, da tua cara de ódio, quando mesmo sem querer eu te irritava.
Saudades do nosso amor intenso, único e todo errado, das nossas manhãs, tardes, noites e madrugadas. Tenho saudades do teu ciúme com fundamento e dos sem fundamento também. Saudades dos teus medos e da maneira que eu cuidava deles. Saudades da maneira como tu te preocupavas comigo, saudades da tua fraqueza, que me dava força para ser forte. Saudades do nosso primeiro beijo e do último também.
Saudades da nossa vida tão igual e tão desigual. Tenho saudades de quando tu aparecias do nada e me fazias sorrir pelo simples facto de estar ali. Tenho saudades do teu amor intenso, da maneira que tu dizias “eu amo-te” deixando um brilho nos meus olhos. Saudades das tuas mãos nas minhas, a minha boca na tua. Saudades dos meus braços à procura dos teus e dos teus braços procurando os meus.
Tenho saudades dos planos que fizemos, dos nossos sonhos impossíveis que na nossa vida tentamos juntos construir. Tenho saudades de tudo que se realizou e de tudo que não se realizou. Os nossos telefonemas antes de dormir, as nossas palavras doces, nossas palavras duras e a nossa vontade de ser o outro de ser do outro. Tenho saudades da nossa música que até hoje toca para me fazer sentir mais saudades. Saudades dos nossos presentes no Natal e aniversários, da tua vontade encantadora de me surpreender.
Tenho saudades de ti ao meu lado, tenho saudades da tua presença em mim mesmo na tua ausência. Tenho saudades de ti fazendo-me chorar e eu fazendo-te sofrer. Tenho saudades de tudo o que vivemos e do que não conseguimos viver. Tenho saudades da tua maneira de não saber me amar que me fazia sentir o homem mais amado do mundo. Tenho saudades da nossa dependência um do outro, da nossa forma de esquecer o mundo quando estávamos juntos. Da nossa maneira simples de ver a vida. Vida que não foi nada simples.
Tenho saudades de ser teu, só teu. De te pertencer inteiramente, fazendo parte da tua vida, saber o que estavas a fazer e com quem estavas a fazer. Tenho saudades da nossa história, a mais estranha que alguém já escreveu. Tenho saudades do que contamos um para o outro, dos segredos que temos, que escondemos. Saudades do meu aniversário, do teu aniversário. Saudades do nosso “tempo”, de cantar mas estar a cantar só para ti. Tenho saudades do nosso namoro escondido, onde só éramos eu e tu. Tenho saudades do nosso amor, nossas juras, nossas promessas, nossos encontros e dos nossos desencontros.
Tenho saudades de dizer “amo-te para sempre”, 4ever. Tenho saudades de ouvir “amo-te para sempre”, 4ever. Tenho saudades de estar contigo, simplesmente por estar. Tenho saudades de tua amizade, da tua força e de tua confiança em mim, em nós. Tenho saudades da tua voz, do teu carinho, da tua paixão, do teu desejo, das tuas loucuras, da tua inteligência, do teu talento. Saudades de ti quando estavas comigo. Saudades de mim quando estava contigo. Saudades do nosso casamento que não aconteceu. Saudades dos filhos que não tivemos. Saudades da cama que não dividimos. Saudades do futuro que não vivemos. Saudades de ti.
Mas o que mais dói de toda esta saudade é saber que de tudo que eu sinto saudades está destinado para outro alguém. Outro alguém que já odeio antes de existir, outro alguém que não terá a mesma saudade que eu sinto, porque não serei eu. Como dizia o poeta “em algum lugar deve existir, uma espécie de bazar, onde os sonhos extraviados vão parar”. Acho que os nossos sonhos e planos se extraviaram e foram parar nenhum lugar, mas na minha mente, nela pararam e não me deixam seguir em frente nem viver, não me deixam sentir saudades de outro alguém. E é por isso que vivo sentindo saudades. Saudades de mim, de ti, saudades de nós..
Adotarei o Amor
Adotarei o amor por companheiro
e o escutarei cantando,
e o beberei como vinho,
e o usarei como vestimenta.
Na aurora o amor me acordará e me conduzirá aos prados distantes.
Ao meio dia conduzir-me-á à sombra das árvores onde me protegerei do sol como os pássaros.
Ao entardecer conduzir-me-á ao poente, onde ouvirei a melodia da natureza despedindo-se da luz, e contemplarei as sombras da quietude adejando no espaço.
À noite o amor abraçar-me-á, e sonharei com os mundos superiores onde moram as almas dos enamorados e dos poetas.
Na Primavera andarei com o amor lado a lado!
E cantaremos juntos entre as colinas!
E seguiremos as pegadas da vida, que são as violetas e as margaridas!
E beberemos a água da chuva, acumulada nos poços, em taças feitas de narciso e lírios.
No Verão deitar-me-ei ao lado do amor sobre camas feitas com feixes de espigas, tendo o firmamento por cobertor e a lua e as estrelas por companheiras.
No Outono irei com o amor aos vinhedos e nos sentaremos no lagar!
E contemplaremos as árvores se despindo das suas vestimentas douradas e os bandos de aves migratórias voando para as costas do mar.
No Inverno sentar-me-ei com o amor diante da lareira!
E conversaremos sobre os acontecimentos dos séculos e as histórias das nações e dos povos.
O amor será...
Meu tutor na juventude!
Meu apoio na maturidade!
Meu consolo na velhice!
O amor permanecerá comigo até o fim da vida!
Até que a morte chegue, e a mão de Deus nos reúna de novo!
Poema do Menino Jesus
Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
(...)
Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o Sol
E desceu no primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
(...)
Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
(...)
A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.
A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontado.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.
Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.
Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.
Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do Sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos dos muros caiados.
Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.
Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.
Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.
Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam ?
Viver o SONHO!
Num rasgo de saudade
Viajei no tempo
Perdi o sono
Revi os planos
Num rasgo de saudade
Viajei com o vento
Acompanhei seu canto
Revi momentos
Cantei cantigas
Dos tempos idos
Que repetiam
Não para agora
Que o tempo urge
Não para agora
Revive o sonho
Que te fez ressurgir no tempo
Abraça o tempo
Refaz o amor
Constrói castelos
E pontes e luas
Que afugentem a dor
Nos sonhos do teu castelo
A vida se faz com ardor
Não para agora
Não para agora
Espera o amor
Momentos idos
Momentos findos
São tão só os teus momentos
As linhas de tua vida
Em que viveste com tanto amor
Aprendeste o canto
Da alma pura
Que ri e chora
Que pede e implora
Não para agora
Teu canto é vida
Teu sonho é luz
Não para agora
Que o amor é vida
E te conduz
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