Textos de Esquecimento
O Resgate de Si Mesmo
No ritmo acelerado dos dias, muitas vezes esquecemos de nos dar a permissão mais importante de todas: o direito de ser humano.
Ser humano é aceitar as próprias fragilidades, compreender que os caminhos tortuosos também ensinam e que a perfeição é apenas uma ilusão que nos afasta de quem realmente somos.
Quando decidimos desacelerar e olhar para dentro, descobrimos que o melhor caminho a seguir é, e sempre será, a nossa própria verdade. Não a verdade moldada pelas expectativas alheias, mas aquela que vibra silenciosamente no fundo do peito. É nessa autenticidade que encontramos a verdadeira paz.
Que possamos caminhar com menos pesos e mais certezas internas. Que a leveza da vida nos abrace e nos envolva de tal forma que nos conecte infinitamente com o que há de mais sagrado em nós e no outro. Afinal, viver plenamente é aprender a devolver-se a si mesmo todos os dias.
No fim das contas, a gente passa tanto tempo tentando parecer forte que esquece o básico, quase infantil, quase óbvio, mas ainda assim tão difícil: abrir a boca e dizer. Dizer o que incomoda, o que pesa, o que lateja baixinho no peito como quem pede socorro sem fazer barulho. Porque tem dores que não gritam, elas sussurram. E são justamente essas que mais machucam quando a gente decide ignorar.
Eu fico pensando que amar, de verdade, não tem nada a ver com esse teatro bonito onde ninguém erra, ninguém sente, ninguém reclama. Amar é meio bagunçado mesmo, meio torto, meio cheio de pausas estranhas no meio de uma conversa que deveria fluir melhor. Amar é ter coragem de olhar pra quem está do nosso lado e dizer com uma sinceridade quase constrangedora: olha, isso aqui me doeu. Não foi grande coisa pra você, eu sei. Mas aqui dentro fez barulho.
Porque quando a gente não fala, a gente cria. E a mente, ah, ela é uma roteirista dramática. Ela inventa histórias, aumenta detalhes, distorce intenções. O que era só um incômodo pequeno vira uma novela inteira dentro da cabeça. E aí a gente começa a se corroer por dentro, como se estivesse sendo consumida por algo que poderia ter sido resolvido em uma conversa simples, dessas de fim de tarde, com um café morno e um pouco de coragem.
Tem gente que acha que amar é aguentar calada. Que é nobre engolir o choro, fingir que não viu, que não sentiu, que não doeu. Mas isso não é amor, isso é acúmulo. E tudo que acumula uma hora transborda. Não como uma poesia bonita, mas como uma ferida aberta, daquelas que já poderiam ter sido tratadas lá no começo, quando ainda era só um arranhão.
Amar, no fim, é quase um exercício diário de manutenção emocional. É perceber o pequeno antes que ele vire gigante. É ajustar o que está fora do lugar antes que a casa inteira desmorone. É escolher conversar mesmo quando dá vontade de se fechar. Porque se fechar parece proteção, mas muitas vezes é só isolamento disfarçado.
E eu digo isso como quem já ficou em silêncio quando deveria ter falado. Como quem já criou mil histórias na cabeça por falta de uma frase dita no tempo certo. A verdade é que não existe amor que sobreviva bem ao silêncio constante. O silêncio até acolhe, às vezes, mas quando vira regra, ele distancia.
Então, talvez o que realmente importe seja isso mesmo: sentar, respirar e dizer. Sem ataque, sem defesa, sem roteiro pronto. Só dizer. Porque amar não é fingir que nada dói. É ter coragem de mostrar onde dói, enquanto ainda é possível cuidar.
E se tem uma coisa que a vida ensina, meio sem pedir licença, é que sentimentos ignorados não desaparecem. Eles só mudam de forma. E nem sempre a nova forma é gentil.
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No dia 28 de julho de 2024, vivi uma situação que jamais vou esquecer.
Eu estava em casa, muito doente, sem imaginar que meu corpo estava entrando em colapso. O que mais tarde descobri era que eu estava com septicemia, uma infecção generalizada gravíssima, que já estava levando meus órgãos à falência.
Procurei atendimento na UPA de Barra do Corda, Maranhão. Mostrei os exames que tinha em mãos, expliquei o que estava sentindo e deixei claro que havia uma suspeita séria do meu quadro. Mesmo assim, recebi uma injeção e fui mandada de volta para casa. Disseram que o que eu tinha era ansiedade.
Mas não era ansiedade.
Enquanto eu tentava sobreviver, meu organismo estava travando uma batalha silenciosa contra uma infecção que avançava rapidamente.
Voltei para casa sem a cirurgia que precisava e sem a urgência que a situação exigia. Passei aquela noite em uma condição extremamente grave, sem saber se veria o dia seguinte.
Foi então que Deus usou outras pessoas para mudar o rumo da minha história.
No dia seguinte, meu sogro entrou em ação. Através de um contato que ele possuía, conseguiu mobilizar ajuda para que eu finalmente recebesse a atenção necessária. Graças a essa intervenção, fui encaminhada para uma cirurgia de emergência.
A cirurgia aconteceu a tempo.
Os médicos constataram a gravidade do meu estado. Eu estava com septicemia e falência de órgãos. Quando penso em tudo o que aconteceu, não consigo deixar de refletir sobre o quanto estive perto da morte naquele período.
O mais impressionante é que, algum tempo depois, retornei à mesma unidade de saúde. Durante o atendimento, me perguntaram quais eram minhas alergias. Respondi normalmente e informei tudo com clareza.
Ao receber a receita médica, resolvi ler antes de sair.
E ali estava prescrito justamente um medicamento ao qual eu havia informado ser alérgica.
Naquele instante, um filme passou pela minha cabeça.
Se eu não tivesse lido a receita, o que poderia ter acontecido?
Esses acontecimentos me ensinaram que ninguém deve abrir mão de acompanhar o próprio tratamento. Ler receitas, conferir exames, fazer perguntas e buscar esclarecimentos não é desconfiança. É cuidado com a própria vida.
Hoje, olhando para trás, sinto gratidão por estar viva. Gratidão a Deus, ao meu sogro e às pessoas que cruzaram o meu caminho naquele momento tão crítico. Porque a verdade é que, sem essa ajuda, talvez eu não tivesse a oportunidade de contar esta história.
E isso é algo que nunca esquecerei.
Olinda no coração
Como poderia esquecer
tuas ruas rumo ao céu,
tua brisa em carrossel,
patrimônio em cordel.
Fostes caminho para holandeses,
abrigo para os portugueses,
e para todos, muitas vezes,
lugar de belos prazeres.
Com palavras te lembrar:
praia, orla, sol e mar,
praças, casas, se hospedar,
ladeiras, igrejas, passear.
Bonecos gigantes de montão
no carnaval de tradição,
Olinda tu és o meu pendão,
também estás no meu coração.
Dizia-se amar as flores, mas esquecia de regá-las e cultivá-las.
Amar é mais do que o plantio de uma semente, é mais do que mostrar que tens um jardim e regá-las apenas na primavera.
Amar é proteger sem pose, é cultivar sem medo de perdê-las.
Amar é oferecer aos outros o jardim que gostaria de receber delas.
O AMOR DE UMA MÃE COMEÇA ANTES DA PRIMEIRA LEMBRANÇA
“Um filho pode esquecer o colo que o protegeu, a voz que o acalmou e até as mãos que o ensinaram a caminhar. Ainda assim, haverá nele pedaços de um amor que começou antes que pudesse se lembrar.”
— Primeira Mãe
Obra: The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc
A maior comprovação de que as qualidades são imorríveis é a impossibilidade de esquecer os que
já se foram.
Não é o corpo que permanece, nem a voz que ainda ecoa nos corredores da casa, nem o hábito de sentar na mesma cadeira à mesa.
O que insiste em sobreviver é algo menos visível e mais poderoso: aquilo que a pessoa conseguiu semear em nós.
As qualidades verdadeiras não se comportam como objetos que se perdem com o tempo.
Elas se comportam como sementes que escolhem outros corações para continuar existindo.
Um gesto de generosidade vira referência silenciosa, uma palavra justa vira bússola moral, uma coragem discreta vira exemplo que atravessa anos sem ao menos pedir licença.
Por isso, alguns mortos continuam interferindo na vida dos que ainda vivem.
Não como fantasmas, mas como presença ética.
Como memória que orienta.
Como uma espécie de tribunal íntimo diante do qual ainda perguntamos: “o que ele faria?” ou “o que ela diria disso?”.
A morte pode até recolher os corpos com a eficiência implacável do tempo, mas fracassa miseravelmente quando tenta apagar aquilo que eles deixaram pulsando em nós.
Porque as qualidades raras têm um estranho talento para se hospedar na memória coletiva — e ali passam a viver sem prazo de validade.
Talvez seja por isso que esquecer completamente alguém bom seja tão difícil.
Não porque fomos incapazes de seguir em frente, mas porque certas pessoas, depois de partirem, deixam de pertencer apenas ao passado e passam a fazer parte daquilo que ainda somos.
Ninguém precisa estar bem todos os dias; o que ninguém pode é se esquecer das suas origens em nenhum deles.
Há dias em que a força parece faltar, em que o sorriso custa mais, os planos perdem o brilho e até aquilo que antes fazia sentido parece distante.
E tudo bem…
Somos humanos, não máquinas programadas para funcionar perfeitamente o tempo inteiro.
Há dias bons, dias difíceis e dias em que simplesmente precisamos respirar fundo e continuar.
Mas existe algo que não deveríamos perder nem nos dias de maior cansaço: a memória de quem fomos, de onde viemos e de tudo aquilo que nos trouxe até aqui.
Porque as origens são muito mais importantes do que qualquer lugar no passado.
São as marcas das mãos que nos ajudaram, as dificuldades que nos ensinaram, os sonhos que nasceram pequenos e as batalhas que ninguém viu.
São as pessoas que acreditaram quando ainda não tínhamos motivos para acreditar em nós mesmos.
Não há problema em mudar, crescer, conquistar novos espaços e até deixar para trás algumas versões de nós mesmos.
O perigo está em subir tão alto que já não consigamos reconhecer o chão que um dia sustentou nossos primeiros passos.
Que a prosperidade nunca nos roube a humildade.
Que as conquistas não apaguem a gratidão.
Que a distância não transforme em estranhos aqueles que fizeram parte da nossa caminhada.
E que, mesmo quando a vida nos levar para lugares que um dia pareciam impossíveis, ainda saibamos olhar para trás com respeito e dizer: eu não esqueci de onde vim.
Porque estar bem todos os dias é impossível.
Permanecer inteiro, apesar dos dias ruins, é uma escolha.
E talvez uma das maiores demonstrações de grandeza seja justamente esta: crescer sem perder a essência, vencer sem esquecer quem caminhou ao nosso lado e chegar longe sem jamais sentir vergonha do lugar de onde partimos.
"Chamam-me velha, parecem esquecer que eu .continuo sendo Eu!
Meu cabelos brancos, minhas rugas, minhas cicatrizes são medalhas que o tempo me conferiu.
Não preciso esconder nem disfarçar os meus anos, eles são meus, vividos um a um sem saltar nenhuma fase!"
Haredita Angel
11.09.25
O perigo de contemplarmos a cruz vazia é desejarmos descer da nossa, esquecendo que Jesus não desceu da dEle. Ele foi retirado da cruz por Deus, não para escapar da morte, mas porque havia vencido a morte.
A cruz vazia de Jesus não é um convite para abandonarmos a nossa, mas uma revelação de que a dor não é o fim da história.
Só por uma noite
Só por uma noite
eu queria parar o tempo,
fazer o mundo esquecer
que a manhã existe,
e viver no silêncio do teu abraço
como quem encontra o lugar onde sempre pertenceu.
Só por uma noite
eu queria teus olhos nos meus,
sem pressa, sem despedidas,
sem medo do depois,
como se o universo tivesse decidido
escrever nossa história entre as estrelas.
Só por uma noite
eu queria ouvir tua voz baixinha,
contando sonhos,
segredos e coisas sem sentido,
porque até o som mais simples
vindo de você
parece música tocando dentro do peito.
Só por uma noite
eu queria que fosse eterno,
porque algumas pessoas chegam
tão de repente
que uma única noite ao lado delas
vale mais que mil dias longe. ✨
Perfeito amor,
mas com o peito em silêncio,
como um céu bonito que esqueceu de chover, carrego teu nome em cada batida escondida, mesmo quando finjo que já deixei de te querer.
Teu toque ainda vive nos espaços vazios, nos cantos da alma onde ninguém mais entrou,
e esse coração,
que por fora parece inteiro,
por dentro só sabe amar
o que já se foi.
É estranho sentir tanto e ainda faltar tudo, como se o amor fosse chama sem calor, um abraço que existe só na memória, um “pra sempre”
que não sobreviveu à dor.
Mas ainda assim,
se me pedissem de novo,
eu te escolheria sem pensar em fugir, porque até no vazio que você deixou em mim, existe um amor que nunca aprendeu a partir.
Você é um amor de pessoa
Você é um amor de pessoa, a pureza que o mundo às vezes esquece de guardar. Seu sorriso tem a delicadeza de quem acalma tempestades, e seu jeito transforma dias comuns em lembranças que aquecem o coração.
Há em você uma luz rara, dessas que iluminam sem perceber.
E eu, já cansada da vida e de tudo
o que vivi, caminhava sem tantos motivos para sorrir. Carregava silêncios, saudades e cicatrizes que o tempo insistia em não apagar. Mas, sem fazer alarde, você chegou e mostrou que ainda existem pessoas capazes de devolver esperança a um coração quase desacreditado.
Se hoje meus olhos voltam a enxergar beleza no amanhã, é porque você me fez lembrar que o amor também mora nos pequenos gestos, nas palavras sinceras e na presença de quem cuida sem pedir nada em troca. Você é a prova de que, mesmo depois de tantas dores, ainda vale a pena acreditar no amor.
Ah.. tempo de emoções esquecidas,
na correria de uma passada sofrida.
Memórias de um passado não vivido,
onde as mitomanias refletiram vossas almas.
Conversas guiadas,
por entidades que fundaram estranhos pilares.
Poeira levantada nas misérias,
de uma natureza espetacular.
Mas os pensamentos se sufocam,
nas escolhas de uma manipulação histórica.
Hipnose que altera as personificações,
dando ênfases à falsas memórias.
Porém seguimos os dogmas espirituais,
onde as reencarnações são oportunidades de renovações mentais.
Ensinamentos difundidos por uma sociedade, da qual constelam vossas vaidades.
Peguei um livro na estante envernizada,
mas olhei o relógio no fundo do salão.
Esqueci do tempo ao ler os títulos,
mas sabendo que estavam divididos por classificações.
Por um instante me veio um pensamento,
mas não fazia sentido no momento.
Dúvida sobre o surgimento daquele enredo,
no qual não satisfazia o próprio tempo.
Mas resolvi mudar as páginas daquele livro,
cuja a textura de veludo,
me íntrigava profundamente.
Só que o ambiente não proporcionava,
um entendimento sobre o fato.
A cada página visualizada,
uma história se conectava com um tempo muito antigo.
Nisso surge uma memória,
de forma saudosista.
E chegando na página 56,
és que encontro um rascunho,
em um papel meio amassado e amarelado.
Onde estava escrito:
"Na esperança de um tempo adiante, espero despertar o meu amor irradiante, naquele cujo o passado esteve ligado ao meu..."
Momento de verdadeira emoção,
e resolvi levar o livro para a bibliotecária.
Ao conversar com a mesma, lhe pergunto sobre a procedência da obra literária.
E para a minha surpresa,
o livro não era lido a exatos 100 anos...
Esquecem das tentações superadas, mas acreditam nas ofertas inesperadas.
Críticas que julgam erroneamente os semelhantes, demonstrando as incapacidades das verdades de uma Bíblia primitiva.
Porém as almas não foram ensinadas a perceberem os tempos atuais, e passam a destruir à vida dos próximos.
Abusos e manipulações espirituais descritos na literatura específica, mas vivem na cegueira emotiva.
E assim repetem os atos espirituais, demonstrando uma incapacidade racional. Limite que influência as cabras, na infinita junção de um rebanho de Hades.
"Elogios momentâneos,
mas esquecem dos espelhos.
Incentivos que elevam a autoestima,
mas não acreditam nas próprias vidas.
Dificuldades sensoriais,
onde as percepções se perdem com o tempo.
Horizonte estremecido,
nas voltas de um instinto.
Lágrimas que brotam,
nos olhos de quem tem história.
Transformações corporais,
nos campos floridos de um ideal.
Pensamentos entrelaçados,
onde buscam os potenciais.
Cronômetro ativado,
e seguimos com os fatos."
*DESCASO*
A rotina engole a podridão do chão,
O cinzento esconde o que a gente esquece,
Ninguém para, ninguém estende a mão,
E a cidade, exausta, finge que adormece.
A rotina continua igual.
Seguem os carros, o comércio, o ganho,
Entre bueiros cegos e o rio que estanca,
A indiferença é o manto do rebanho,
Que aceita o caos e a própria vida estanca.
Lá fora o fogo consome as vitrines,
Em fúria Paris quebra o vidro e o metal,
Mas aqui o silêncio absolve os crimes,
Na paz anestesiada ,na graça do tudo igual.
Pelo menosno nosso centro comercial
Amanhã as portas abrem-se intactas e seguras,
Sob o teto artificial que o gesso sustenta,
Pois o nosso vandalismo é feito às escuras,
No esgoto que cala e na lama que aumenta.
Enfim, a lona será tirada
Acabou o circo, acabou a graça.
A chuva diminui e o bueiro encheu.
A culpa é tua, do meu ou do seu! ?
*contrato com o tempo*
se o tempo quer que eu te esqueça,
diz pra ele arrumar o que fazer,
porque eu não assino esse contrato,
não vou bater ponto pra te esquecer.
não vou ajudar relógio nenhum
a enferrujar tua lembrança,
vou estar pensando em você
com a mesma teimosia de criança.
(Saul Beleza)
janela fechada.
Como esquecer,
se toda janela que abro
dá pro mesmo lugar?
Eu fecho a cortina,
mudo de casa,
mudo de cidade,
mas o vidro me entrega.
não é o passado que me persegue,
sou eu que o plantei no futuro.
cada plano meu
tinha o teu rosto.
Eu mesmo escrevi
que te veria em todo amanhã.
agora o amanhã chegou,
e você não está,
mas o que eu criei sobre você
ainda está.
Abro a janela pra respirar,
e respiro você. Não faz mal, feche as janelas.
(Saul Beleza)
