Peguei um livro na estante envernizada,... Anderson do Nascimento Costa
Peguei um livro na estante envernizada,
mas olhei o relógio no fundo do salão.
Esqueci do tempo ao ler os títulos,
mas sabendo que estavam divididos por classificações.
Por um instante me veio um pensamento,
mas não fazia sentido no momento.
Dúvida sobre o surgimento daquele enredo,
no qual não satisfazia o próprio tempo.
Mas resolvi mudar as páginas daquele livro,
cuja a textura de veludo,
me íntrigava profundamente.
Só que o ambiente não proporcionava,
um entendimento sobre o fato.
A cada página visualizada,
uma história se conectava com um tempo muito antigo.
Nisso surge uma memória,
de forma saudosista.
E chegando na página 56,
és que encontro um rascunho,
em um papel meio amassado e amarelado.
Onde estava escrito:
"Na esperança de um tempo adiante, espero despertar o meu amor irradiante, naquele cujo o passado esteve ligado ao meu..."
Momento de verdadeira emoção,
e resolvi levar o livro para a bibliotecária.
Ao conversar com a mesma, lhe pergunto sobre a procedência da obra literária.
E para a minha surpresa,
o livro não era lido a exatos 100 anos...
