Textos sobre Dor

Cerca de 11143 textos sobre Dor

"Sua vitória sobre a dor de alguém é, na verdade, a sua maior derrota como ser humano.
Pode tentar convencer o mundo de que você está certo, mas o travesseiro sabe a verdade.
A vida é um espelho: quem usa a força para devastar, acaba sendo consumido pelo vazio que criou ao redor."


SerLucia Reflexoes

RECOMEÇO


Eu cansei de escrever poemas e rimas falando de dor, de sofrimento e de tudo aquilo que me machuca, que fere.
Eu cansei, eu cansei, eu cansei de falar daquilo que dói.
Fui aprendendo que é preciso escrever e falar sobre a alegria da vida, sobre o silêncio que habita a minha casa neste momento e que também habita a minha mente, e sobre a possibilidade de pensar em tudo e, ao mesmo tempo, em nada.
Eu cansei de escrever sobre o que ficou para trás, para trás na minha estrada.
É melhor olhar o horizonte, escrever sobre o dia e sobre a hora exata que está em minhas mãos. Olhar para a frente, sabe? E dizer que eu nasci para falar das coisas que fazem vibrar de alegria o coração e das coisas que me fazem ser quem sou: poeta.
Nildinha Freitas

DEPRESSÃO

Ah essa dor que no vai e vem
Se esconde como convém
Uma tristeza que corrói devagar
Faz até o tempo parar
Pois o relógio do vento
Gira um grande sofrimento
Ah essa dor que não cessa
Parece que nada impeça
Pois o vazio invade o peito
E nada parece ter jeito
Pra levar embora essa dor
Que faz virar um horror
Cada momento é sem sorte
Um pulsar assim tão forte
Que parece não valer a pena
Que nada nada engrena
E nem existem lágrimas
Não existe mais forças
Nenhum canto pra querer
E até bate vontade de morrer...
Dessa forma sofre alguém
Que não sente falta de ninguém
Uma força negativa
E caso não haja tentativa
Onde alguém insista ajudar
Pra que a vida volte a brilhar
Caso não haja compreensão
De quem entenda a depressão
E poder segurar pela mão
Esse alguém perdendo o coração
Possa recuperar a estima
E compor uma nova rima
Pois somente entende tal dor
Sabe que a única cura é através do amor !

João Batista Barbosa
Poesias e pensamentos

Riso de Rosa

Nasceu no galho, entre espinhos,
mas não guardou nenhuma dor —
pelo contrário: fez caminhos
para o perfume e para a cor.

É como um riso que não cansa,
um beijo dado ao vento sul;
toda a sua doce bonança
faz o dia ficar mais azul.

Se tocar com carinho,
ela retribui em calor:
a rosa é flor de caminho,
é flor de vida e de amor.

“Há um momento em que a dor não vem da falta de amor, mas da sensação de que tudo o que foi dado jamais encontrou abrigo no outro coração.
Porque quem ama sozinho começa, aos poucos, a se calar. E não é por sentir menos, mas por se cansar de oferecer o que nunca volta na mesma intensidade.”

SAUDADE PAI


Te perder, pai, em uma data tão carregada de significado, deixa um vazio, uma dor difícil de explicar. E a saudade aparece nos detalhes mais simples: na lembrança, na frase tão nossa — “não tenho dinheiro!”
E, na vontade repentina de contar algo que aconteceu no meu dia.
A verdade é que, quando a gente perde alguém que ama profundamente, não sente apenas falta da pessoa. A gente sente falta da versão de nós mesmos que existia quando ela estava aqui.


Pai, sei que você ainda permanece vivo em mim de muitas maneiras: no jeito de sentir, de agir, nas brincadeiras, nas piadas e em memórias que ninguém pode apagar. Agora eu entendo por que a saudade dói — ela dói porque o amor foi real.
E amor de verdade não desaparece; ele só aprende a existir de outra forma dentro da gente.
Na forma de lembranças que continuam aquecendo, mesmo em dias difíceis.
No jeito que alguma frase ainda aparece na minha cabeça quando eu preciso.
Nos hábitos, nos conselhos, nas datas especiais, nas músicas e nos momentos em que percebo que carrego algo dele sem nem notar.


Às vezes, quem parte deixa de existir ao nosso lado fisicamente, mas continua existindo dentro de nós, através da forma como amamos, cuidamos, sentimos e enxergamos o mundo.
O amor não acaba quando a presença termina.
Ele muda de lugar e de forma.
Porque vínculos profundos não ocupam só espaço na rotina; ocupam espaço dentro da nossa identidade emocional.


Pai é referência de amor, proteção, memória, história e pertencimento. Quando alguém assim parte, não é apenas a ausência física que dói; é o silêncio que fica onde antes existia presença.


O problema é que o cérebro entende que a pessoa morreu, mas o coração continua procurando por ela nos lugares de sempre: numa ligação que não virá, numa conversa imaginada, numa vontade de contar algo importante, de comemorar, de abraçar e de sentir o calor do amor e da torcida real e sincera.
E existe uma outra parte difícil: o amor continua existindo, mas já não tem onde pousar da mesma forma. Por isso a saudade parece tão intensa — é amor sem poder voltar ao lugar de antes.

Eu e a minha dor



Eu, intensa, ela também.

Eu, temerosa, ela, tenebrosa.

Eu, pensativa, ela, ofensiva.

Ela é invisível, mas existe, e vem potente.

Ela é traiçoeira, não avisa, apenas surge e me derruba.

Sim, é uma dor minha, uma dor que eu não escolhi.

Se você me olha e me vê aparentemente feliz, não faz ideia de quanto dói aqui por dentro.

E mesmo que você se mostre solidário, jamais entenderá o que eu sinto.

Às vezes sou Frida: “A dor é parte da vida e pode se tornar a própria vida”, outras vezes sou Fiona: “À noite de um jeito, de dia de outro”.

Mas a vida segue e eu escolho ser feliz.





Nota:

Eu faço parte de 3% da população brasileira que é afetada pela fibromialgia, uma condição em que a dor é minha companhia.

No começo eu até pensava: “Tem gente que sente muita dor, pra mim é mais tranquilo.” Acontece que hoje eu passei a fazer parte daquele grupo também e isso me assusta.

É preciso viver um dia de cada vez, mas cada dia vem cheio de dor e angústia.

02/10/25

Adeus


Vamos deixar
Seguir em frente
Indiferente a dor que se sente


Te ver partir
Deixou marcas em mim


Não foi fácil dizer adeus
Me neguei a te deixar


Não conseguia suportar
A dor de o luto abraçar


Mas pela última vez
Decidi para trás olhar
E naquele momento
Vi o seu sorriso se eternizar

FORJADO PELA DOR, GUIADO PELA FÉ.


Não sei como a minha história vai terminar, mas se alguém ousar ler as páginas da minha vida, não encontrará a palavra 'desistir'.


Porque quando o chão desapareceu sob os meus pés, eu não gritei.
Eu resisti em silêncio.


Caminhei sozinho por estradas que ninguém viu.
Sangrei em batalhas onde a única recompensa foi continuar de pé.
Caí onde não havia mãos para levantar.
E ainda assim, segui...


Aprendi que o tempo não apaga a dor.
O tempo transforma.
Ensina a levantar com dignidade, a continuar mesmo com o coração em pedaços, a acreditar quando tudo dentro de você pede para parar.


Cada dor me moldou.
Cada queda arrancou uma versão mais forte de mim.


Eu descobri que sou maior do que os meus medos e mais resistente que as minhas cicatrizes.


Seguirei escrevendo capítulos de luta, fé e superação.
E quando alguém folhear a minha história, vai entender que não foi sorte.
Foi resiliência, foi alma.
Foi coragem e foi uma vontade imensa de continuar.
Mesmo quando a esperança parecia pequena demais para caber dentro de mim.

AS 4 PONTES DA ALMA: DA DOR À EVOLUÇÃO


Quando o cansaço bate e a tristeza aperta, o mundo parece se limitar ao tamanho dos nossos problemas. Mas a nossa mente guarda o poder de construir caminhos onde antes só existiam muros. Para sair da estagnação e alcançar a vitória, precisamos atravessar quatro pontes reflexivas:


1. A Ponte do Acolhimento: É a porta aberta para aceitar que o cansaço não é fracasso. É o momento de recolher as forças e validar a própria dor sem julgamentos. O alívio nasce aqui.




2. A PONTE DO LEMBRETE: É o despertar da imaginação. O cenário atual pode ser difícil, mas ele é limitado. A sua capacidade de projetar um amanhã diferente é infinita. A esperança se renova.


3. A PONTE DA AÇÃO: O caminho rumo ao topo. Não se vence com saltos gigantes, mas subindo um degrau por vez. "Sempre é hora de aprender". Cada passo pequeno é uma vitória real sobre a estagnação.


4. A PONTE DA EVOLUÇÃO: A verdadeira libertação. É olhar para trás e perceber que a tempestade não te destruiu, mas te deu sabedoria. Você se alinha com o universo e assume o papel de mestre da sua própria história.


Que hoje você encontre forças para cruzar a sua ponte atual e abrir a próxima porta.


🚪 4 Passos para se erguer nos dias difíceis:
🔄 Acolha: Aceite o seu cansaço, ele faz parte da cura.
💡 Imagine: A realidade atual é limitada; sua mente é infinita.
👣 Ame o processo: Cada micro-passo já é uma vitória.
✨ Evolua: Use a tempestade antiga como sabedoria para o amanhã.Repita com convicção o seu mantra de hoje:"Eu acolho o meu momento e descanso o meu cansaço. Lembro que a minha mente é livre para imaginar um novo amanhecer. Cada passo que dou hoje constrói a minha vitória. Eu liberto o meu passado, abraço o universo e evoluo." 🙏🏼❤️🤍🖤🇾🇪✨




John Rabello de Carvalho

Doe por amor.




O espírito não precisa de um rim, mas o gesto de doar pode aliviar a dor e prolongar a permanência no plano físico de quem ainda tem uma caminhada a cumprir.


Doe por amor. Faça o bem hoje, sem esperar nada em troca.


Cada ato de solidariedade ilumina o caminho de quem recebe,


e fortalece a luz de quem doa.




Bezerra de Menezes.

Amor da Despedida


A felicidade é passageira;
A dor é eterna.
O amor existe por meio da dor,
Assim como a dor existe pelo amor. Eles se completam.
Pois são os sentimentos que carregamos até os confins do nosso ser,
Até o apagar de nossa vida.


Um último suspiro.
Um último olhar.
Uma última lágrima que escorre pelo nosso rosto... descendo pela face até tocar o chão.


Os olhares nos dizem muita coisa; revelam até mesmo a dura verdade
Que tentamos, em vão, esconder de nós mesmos.


Uma última despedida.
Um último "Eu te amo".


Um último movimento das minhas mãos...
O lápis escorrega e cai no chão.
O grafite se quebra, exatamente como o meu coração um dia já se quebrou.


E, por fim, o fim chega.
Chega até mim.
Para pôr a mim mesmo, um fim.

Há Muita Dor, Mas Há Mais Amor


Sorrateiramente, memórias da infância me invadem e me fazem romper com o cotidiano.
Na lembrança, apresenta-se uma figura aterrorizante, um clichê de tirano.
Do meu quarto, sinto o odor do cachimbo, enquanto o desprezo em seus olhos exala ódio.
Mas ainda posso ouvir, da janela, apesar da tarde taciturna, as vozes das outras crianças brincando.


Do terceiro andar, fantasio-me brincando com elas no térreo, pois nem concebo a ideia de descer.
Por instinto, aguardo o déspota adormecer ou sair de casa, para que eu possa me divertir.
De repente, o interfone toca. Ele atende e, após alguns berros, sai depressa pelas escadas, entra no carro e me liberta.
Faço meus afazeres escolares; minhas irmãs dormem, minha mãe está no trabalho — e agora desobedecer é o mesmo que viver.


Viver é muito melhor que sonhar, e entrego-me de corpo e alma às brincadeiras, com minha pipa e meu pião.
Já estou sujo de terra como os amigos; ganhei pipas, perdi o pião, e acendi a chama do meu coração.
Minha alma é invadida pela alegria de ser criança — sinto que venci o mal.
Porém, subitamente, escuto a cavalaria do inferno através do escape velho e barulhento.


Corro mais rápido que no pega-pega, subo as escadas para que não perceba que estive brincando.
Entro direto no banheiro, tomo banho e começo a chorar, pois sei o que está por vir.
Você entra, espera que eu termine o banho e me surra com a mangueira que usou para lavar o automóvel.
E sofro mais uma das infinitas violências daquele a quem um dia chamei de pai.


Por esses episódios, passei a vida acreditando que não deveria ser pai, pois às vezes me via reagindo de forma igualmente inclemente.
Entre tantas escolhas, esse pensamento sempre permaneceu, por temer que um dia eu me tornasse como ele.
Arrependo-me profundamente, porque as decisões que tomei castigaram minha alma e me amaldiçoaram até recentemente.


Ainda que tardiamente, ser pai foi a melhor ventura que me aconteceu.
A importância de sê-lo é reconhecer a mudança e lançar esperança ao futuro.
Mas o mais especial para mim foi descobrir que, apesar de toda a dor que carrego, ainda sou capaz de dar e receber amor.


DRAL

Com os erros, aprendemos e nos tornamos mais sábios.
Com a dor, criamos raízes mais profundas e crescemos além do que imaginávamos.
Nada é por acaso — cada queda carrega uma lição, cada cicatriz guarda um propósito.


A vida não nos quebra, ela nos lapida. E no fim, tudo que doeu também construiu quem estamos nos tornando.

Enfrentar o Medo

Passei a vida atrás de uma cortina de cetim,
acreditando que fugir da dor era viver.

Preenchi vazios com presenças,
confundi amor com abrigo,
e fiz da prioridade dos outros
a medida do meu valor.

Até que a vida abriu a cortina.

E lá estava ele:
o medo da solidão.

Hoje caminho sem amuletos,
sem esconderijos,
sem alguém para preencher os silêncios.

Dói.

Mas entre o medo e a coragem,
descobri uma verdade:

os vazios que tentei preencher com pessoas
foram feitos para serem habitados por mim.

E, pela primeira vez,
em vez de fugir,
eu fico. 🌿

A gente chora quando a dor vem
Chora quando é abandonado
Chora quando descobre que passou pela vida e não viveu..


A gente chora quando perde um amor que parecia ser pra sempre..
Chora quando perde uma amizade tão importante..
Chora ainda mais quando descobre que o amigo era só você ..


A gente chora quando cai e se machuca
Chora sem cair mas tá machucado
Chora quando a noite tá longa e o dia demora a amanhecer
Acreditando que será tudo diferente, mas é tudo igual..


A gente chora..


- A tal da Anne Karla

Depressão não é fraqueza.
É uma dor silenciosa que esmaga por dentro.
Uma prisão invisível… onde a alma grita, mas ninguém ouve.
Não se vê no espelho, mas corrói por dentro.
É doença. É séria. E precisa de cuidado.
Falar é o primeiro passo.
Buscar ajuda é coragem.
Viver em liberdade emocional é possível.
Depressão tem tratamento. Tem saída.
Você não está só.

Quem vai me julgar?
Quem se tornou meu juiz?
Alguém que não estava ao meu lado quando a dor doía
Alguém que não ouviu meus gritos
Alguém que nunca enxugou minhas lágrimas
Alguém que não conhece a intensidade do meu sofrimento
Essa pessoa me julga?
Essa pessoa se tornou meu juiz?


Marcio H.melo

Febril
Marcio Melo


Enquanto a febre queima
e a dor inflama,
a solidão espreme a alma
até ela pedir licença pra ir.


Fechado no meio da multidão,
numa cidade que não para.
Nada é fixo, tudo gira
no furor de quem trabalha até morrer.


Onde está o fio da vida?
Escapa entre as dores,
entre o vazio cansado
de quem não tem tempo pra existir.


Aqui na cama, debaixo do cobertor,
derreto fritando na febre.
O quarto cheio de objetos inúteis,
empoeirados, mortos como eu.


O corpo na cama doente
sepulta o último desejo de viver.

' DOR DE SAUDADE '


Sem você a noite é fria
A saudade é uma dor que dilacera
No meu peito arde e espera
Quem sabe, um dia você voltará.
Só conhece a dor da saudade
O coração que chora em silêncio
De tanto tanto amar !


Contemplo a lua, as estrelas...
E cada vez tenho mais certeza
Desse grande amor sem fim
O tanto que te desejo,
Aqui pertinho de mim.
É Então que minh'alma voa
Voa longe pensando em ti.


Seja noite, seja dia
Estás sempre em minha mente
Mesmo que não esteja presente
Logo meus lábios sente
O gosto de seus beijos
Impregnando-me de amor
Como uma abelha que beija a flor !


Então me dou conta de como a
Saudade doi sem você aqui,
Nesse anseio chego a sentir seu calor,
Mas nada é tão difícil
ou impossível
Que não possa viver novamente
Contigo esse nosso amor!


Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98