Textos de Dignidade
SAL DA TERRA: A DIGNIDADE INVISÍVEL QUE SUSTENTA O MUNDO.
" Mateus 5:13. “Vós sois o sal da terra. ”
A comparação não é apenas poética. É uma advertência moral de densidade elevada e um chamado à responsabilidade espiritual.
Convém começar pelo eixo proposto. Em Evangelho de Mateus 11:28, quando Jesus declara “Vinde a mim todos vós que estais em aflição e eu vos aliviarei”, estabelece o primeiro movimento da alma humana. Trata-se do convite ao alívio, à regeneração íntima, ao reequilíbrio das forças morais. O discípulo, antes de agir no mundo, precisa ser curado em sua interioridade.
Após esse acolhimento, segue-se um segundo momento. O ensino, a disciplina e a autoridade espiritual. Ao longo do mesmo Evangelho de Mateus, especialmente nos capítulos 5 a 7, conhecidos como Sermão do Monte, Jesus não apenas consola, mas forma consciências. Ele redefine valores, eleva o padrão ético e desloca o foco da exterioridade para a essência moral.
É exatamente nesse contexto que surge a afirmação decisiva em Evangelho de Mateus 5:13. “Vós sois o sal da terra.” Não é uma sugestão. É uma atribuição de identidade.
O sal, no mundo antigo, possuía três funções fundamentais.
Primeiro, preservar. Num tempo sem refrigeração, o sal impedia a decomposição. Espiritualmente, o discípulo é chamado a conter a degradação moral, não por imposição, mas por influência silenciosa.
Segundo, dar sabor. O sal não altera a natureza do alimento, mas revela seu gosto. Assim, o verdadeiro seguidor não cria uma realidade artificial, mas evidencia a verdade e a beleza já inscritas na criação divina.
Terceiro, purificar. Em diversas tradições antigas, o sal era associado à pureza e à aliança. Ele simboliza fidelidade e integridade.
Entretanto, há um quarto aspecto, frequentemente negligenciado, mas de capital importância. O sal conserva não apenas matérias, mas significados. Ele impede que aquilo que é essencial se deteriore com o tempo. Sob essa perspectiva, os discípulos são incumbidos de uma missão mais elevada. Conservar a mensagem de Jesus em sua integridade moral, protegendo-a das distorções, dos acréscimos indevidos e das diluições que o espírito do mundo tenta impor.
A mensagem do Cristo, se não for guardada na pureza de sua essência, corre o risco de tornar-se mera tradição esvaziada. Por isso, o discípulo não é apenas propagador. É guardião. Ele preserva o conteúdo e, ao mesmo tempo, o testemunha com a própria vida, impedindo que o ensino se corrompa no tempo.
Quando Jesus fala do sal que se torna insípido, introduz um conceito severo. Não se trata de perda parcial. Trata-se de inutilidade total. Historicamente, o sal extraído de regiões como o Mar Morto podia conter impurezas. Uma vez dissolvido o componente salino, restava apenas resíduo sem valor.
Daí a imagem de ser “pisado pelos homens”. Não é um castigo arbitrário. É a consequência natural da perda de essência. Aquilo que não cumpre sua finalidade perde sua dignidade funcional.
Se o discípulo deixa de conservar a mensagem, adaptando-a aos interesses, suavizando suas exigências ou corrompendo seu conteúdo, ele não apenas perde sua própria identidade. Ele contribui para a deterioração daquilo que deveria proteger.
A ligação com a missão torna-se então ainda mais profunda. Após serem instruídos e transformados, os discípulos não permanecem em recolhimento. Em Evangelho de Marcos 16:15, Jesus ordena. “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.”
Há uma progressão lógica. Primeiro, o chamado ao alívio. Depois, a formação moral. Em seguida, a definição de identidade. E então, duas responsabilidades inseparáveis. Conservar e anunciar.
Não se pode anunciar com fidelidade aquilo que não se preserva com rigor. Nem se pode preservar com verdade aquilo que não se vive.
Ser “sal da terra” é, portanto, uma condição para a missão. Sem essa qualidade interior, a pregação torna-se vazia, meramente retórica, e a mensagem, deformada pelo tempo e pelas conveniências humanas.
O ensinamento central é rigoroso. O discípulo não é avaliado pelo discurso, mas pela capacidade de influenciar sem corromper-se, de preservar sem endurecer-se, de dar sentido sem perder a própria essência, e de guardar intacta a mensagem que lhe foi confiada.
Se essa essência se dissolve, resta apenas a aparência religiosa, que, como o sal impuro, não serve nem para nutrir nem para conservar.
E é nesse ponto que a advertência de Jesus alcança sua profundidade mais inquietante. Não basta aproximar-se dEle. É necessário assimilar Sua natureza moral a tal ponto que a própria presença do discípulo se torne fator de elevação no mundo e salvaguarda viva da verdade.
Caso contrário, a fé reduz-se a forma sem substância, a mensagem perde sua força originária, e a missão degenera em gesto sem eficácia.
E assim permanece o imperativo silencioso que atravessa os séculos. Não apenas ouvir o chamado, mas tornar-se guardião fiel daquilo que se recebeu, para que a verdade não se perca, e para que o mundo, ainda em processo de transformação, encontre na vida do discípulo o sabor incorruptível daquilo que não se deixa corromper.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
CLADISSA -
ROMANCE DE:
Marcelo Caetano Monteiro.
CAPÍTULO XXI
A DIGNIDADE DO PENSAMENTO.
O entardecer descia lentamente sobre as colinas da Úmbria. As muralhas do mosteiro, erguidas em pedra austera, recebiam a luz crepuscular que lhes dava uma aparência grave e solene. No interior da antiga sala capitular, onde tantas decisões haviam sido tomadas ao longo das décadas, uma atmosfera de tensão espiritual parecia suspensa no ar.
Ali estava Cladissa.
A jovem mantinha postura serena, embora soubesse que sua presença naquele recinto não era um simples chamado disciplinar. Diante dela encontrava se o superior da ordem, homem de idade avançada, cuja autoridade era reconhecida tanto pela hierarquia religiosa quanto pelos senhores feudais da região.
Entre ambos havia silêncio.
Não era um silêncio vazio. Era o silêncio das épocas em que ideias novas ameaçam tocar os alicerces do costume.
O superior observava Cladissa com uma mistura de inquietação e severidade.
Filha, começaram a chegar relatos perturbadores sobre tuas palavras. Dizem que tens falado de liberdade entre os irmãos, de consciência livre diante de Deus, de pensamento que não se curva diante da tradição.
Cladissa não abaixou os olhos.
Sei do que falam, respondeu ela com serenidade. Mas nada disse que não esteja já gravado no espírito humano desde sua origem.
O velho religioso inclinou levemente a cabeça.
Explique se.
A jovem respirou profundamente, como quem recolhe as próprias convicções na região mais íntima da alma.
Deus concedeu ao ser humano algo que nenhuma instituição pode possuir em seu lugar. A consciência. E onde existe consciência, existe também o direito de pensar. Se a fé não puder atravessar o crivo da razão, então ela não passa de temor disfarçado.
O superior franziu o semblante.
Cuidado com tuas palavras. A liberdade que defendes pode dissolver a ordem que protege a fé.
Cladissa respondeu com voz firme, porém respeitosa.
Não é a liberdade que destrói a fé. É o medo que a enfraquece. Quando a verdade é autêntica, ela não teme o pensamento. Pelo contrário, ela o convida.
O religioso levantou se lentamente.
Durante séculos, a Igreja preservou a unidade da crença. Sem autoridade, o mundo mergulha no caos das opiniões.
Cladissa ergueu o olhar para a janela estreita por onde a última luz do dia penetrava.
A unidade que nasce do medo é apenas silêncio imposto. A verdadeira unidade nasce da compreensão. Cada espírito caminha por sua própria jornada interior. Nenhuma alma cresce sob o peso da imposição.
O superior caminhou alguns passos pela sala.
Tua linguagem é perigosa. Ela semeia inquietação. As pessoas simples não compreendem essas sutilezas. Precisam de orientação, não de questionamentos.
Cladissa voltou a fitá lo.
A orientação não deve apagar a luz interior do homem. Quando a autoridade impede o pensamento, ela transforma a fé em servidão.
O silêncio tornou se mais pesado.
Por alguns instantes, o superior pareceu lutar internamente entre a admiração e o dever institucional.
Sabes que muitos já te acusam de heresia.
Cladissa respondeu sem hesitação.
Se pensar é heresia, então a própria razão humana seria uma falha na criação divina. Mas eu não creio que Deus tenha criado o espírito humano para que ele viva acorrentado.
O velho religioso fixou nela um olhar profundo.
Estás consciente das consequências de tuas ideias.
Sim.
E ainda assim as defendes.
Sim.
A serenidade da resposta parecia mais poderosa que qualquer desafio.
Cladissa continuou.
A verdade não pertence às instituições. Ela pertence ao espírito que busca compreender. Se o homem não puder perguntar, também não poderá aprender. E se não puder aprender, permanecerá sempre infantil diante do universo.
A noite começava a cair.
Lá fora, passos ecoavam no pátio de pedra.
O superior voltou lentamente à cadeira.
Filha, talvez não percebas que tuas palavras abrem portas que muitos temem atravessar.
Cladissa respondeu com doçura grave.
Toda época teme o primeiro passo em direção à liberdade. Mas o pensamento é como o vento. Pode ser contido por algum tempo, porém jamais aprisionado para sempre.
Naquele instante, a porta da sala capitular abriu se com brusquidão.
Dois guardas do senhor feudal entraram.
O superior não se moveu. Seu olhar permaneceu fixo em Cladissa.
Ela compreendeu.
A jovem ergueu se com dignidade tranquila, como alguém que já esperava aquele momento.
Antes de sair, voltou se uma última vez para o superior.
A liberdade de pensar não nasce da rebeldia. Nasce da própria estrutura da alma humana. E um dia, mesmo aqueles que hoje a temem compreenderão que nenhuma verdade pode florescer sob correntes.
Cladissa foi conduzida para fora.
A porta fechou se lentamente.
E na sala silenciosa permaneceu apenas a inquietação de uma ideia que, uma vez pronunciada, jamais poderia ser completamente silenciada.
Porque quando uma consciência ousa afirmar a dignidade do pensamento, ela inaugura no mundo uma chama que nem mesmo as sombras da história conseguem apagar.
O LIVRE-PENSAMENTO SEGUNDO ALLAN KARDEC: A DIGNIDADE DO ESPÍRITO QUE APRENDE A PENSAR.
A EMANCIPAÇÃO DA CONSCIÊNCIA HUMANA.
Marcelo Caetano Monteiro.
Allan Kardec ao afirmar que “o livre-pensamento eleva a dignidade do homem, dele fazendo um ser ativo, inteligente, em vez de uma máquina de crer”, Allan Kardec apresenta uma das mais profundas reflexões filosóficas do Espiritismo acerca da liberdade intelectual e do desenvolvimento moral da criatura humana.
A frase, publicada na Revista Espírita de fevereiro de 1867, não representa uma defesa da dúvida sistemática ou da negação de toda espiritualidade, mas uma exaltação da capacidade racional do ser humano. Para Kardec, Deus concedeu ao homem a inteligência justamente para que ele pudesse investigar, compreender e progredir.
O Espírito humano não foi criado para permanecer aprisionado ao pensamento alheio, repetindo ideias sem compreensão. A verdadeira evolução exige participação consciente, porque o progresso espiritual não ocorre pela imposição exterior, mas pela transformação íntima que nasce do entendimento.
FÉ CEGA E FÉ RACIOCINADA.
Durante séculos, muitas pessoas receberam crenças através da tradição, da autoridade ou do medo. Kardec reconhece que a fé possui um papel essencial na vida moral, porém estabelece uma diferença fundamental: existe uma fé passiva, que apenas aceita, e uma fé iluminada pela razão, que compreende.
No pensamento espírita, a fé raciocinada não destrói a espiritualidade; ao contrário, fortalece-a. A razão torna-se instrumento de discernimento, permitindo separar o verdadeiro do falso, o essencial do secundário, o conhecimento elevado das interpretações humanas.
Por isso, Kardec define o livre-pensamento como livre exame, liberdade de consciência e fé raciocinada, elementos que representam a emancipação intelectual e a independência moral do indivíduo.
O HOMEM COMO SER ATIVO E INTELIGENTE.
A expressão “máquina de crer” utilizada por Kardec possui grande força simbólica. Uma máquina executa movimentos determinados sem consciência própria. Transportada para o campo espiritual, a comparação demonstra o perigo de uma existência guiada apenas por opiniões herdadas, sem reflexão pessoal.
O homem, segundo a visão espírita, é um Espírito em evolução. Sua inteligência é uma faculdade concedida para que ele participe conscientemente da obra divina. A evolução espiritual pressupõe aprendizado, experiência, escolha e responsabilidade.
O indivíduo que pensa, analisa e compreende torna-se colaborador consciente do próprio progresso. Ele deixa de ser conduzido exclusivamente pelas circunstâncias externas e passa a construir sua caminhada moral através do livre-arbítrio.
O VERDADEIRO SIGNIFICADO DO LIVRE-PENSAMENTO.
Kardec esclarece que o livre-pensamento não significa simplesmente rejeitar crenças ou assumir uma posição de incredulidade. O livre-pensador é aquele que possui liberdade para examinar ideias e formar sua própria convicção.
Segundo a análise apresentada na Revista Espírita, tanto uma pessoa religiosa quanto uma pessoa sem crença podem exercer o livre pensamento, desde que suas opiniões sejam fruto de reflexão pessoal e não de submissão cega.
A liberdade verdadeira não está em negar ou aceitar determinada ideia previamente, mas em possuir autonomia para investigar e escolher conscientemente.
Assim, o Espiritismo apresenta uma proposta de equilíbrio: nem a servidão intelectual do dogmatismo, nem a limitação de considerar impossível tudo aquilo que ultrapassa os sentidos físicos.
O PAPEL DA RAZÃO NA LEI DO PROGRESSO.
Dentro da perspectiva espírita, o progresso intelectual prepara o progresso moral. Uma inteligência desenvolvida, quando orientada pelo amor e pela responsabilidade, torna-se instrumento de elevação.
Jesus, ao ensinar que a verdade liberta, apresenta uma profunda relação entre conhecimento e transformação interior. A libertação espiritual não ocorre apenas pela posse de informações, mas pela compreensão que modifica sentimentos e atitudes.
O livre-pensamento, portanto, não é apenas um exercício intelectual; é também um compromisso moral. Quem pensa livremente deve buscar a verdade com humildade, pois a inteligência sem amor pode transformar-se em orgulho, enquanto a fé sem reflexão pode transformar-se em fanatismo.
CONCLUSÃO: O EFEITO MORAL DO LIVRE-PENSAMENTO.
A grande lição de Allan Kardec é que Deus não deseja criaturas submissas pela ignorância, mas Espíritos conscientes pela compreensão.
O homem digno não é aquele que simplesmente acredita porque outros acreditam, nem aquele que rejeita tudo sem investigação. O homem digno é aquele que utiliza a razão, ilumina o sentimento e busca compreender as leis divinas através do estudo e da experiência.
O livre-pensamento, quando unido à humildade e à caridade, transforma-se em caminho de libertação espiritual. Ele retira o ser humano da condição de repetidor inconsciente e o coloca como participante ativo da própria evolução.
A maior homenagem que o homem pode oferecer ao Criador é desenvolver os talentos que recebeu: pensar, compreender, amar e progredir.
FONTE.
KARDEC, Allan. Revista Espírita — Jornal de Estudos Psicológicos. Fevereiro de 1867. Artigo: “Livre pensamento e livre consciência”.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo XIX — A fé transporta montanhas.
O nosso valor floresce quando tratamos todas as pessoas com Respeito, Amor, Dignidade e Humildade. ❤️
Cada pessoa possui um Valor único e precioso diante de Deus. ✨
Nós reconhecemos a beleza de cada coração, acolhemos cada pessoa com carinho e cultivamos relações de Paz, Harmonia, Bondade e Respeito.
Em cada escolha, nós escolhemos o Bem, praticamos o Amor e espalhamos a Paz. 🕊️🌟
Juntos, construímos uma comunidade onde cada pessoa é valorizada, respeitada e acolhida com Amor. ❤️🕊️
Ae, ninguém precisa da sua dó, o povo precisa mesmo é de dignidade e oportunidade para trabalhar e vencer na vida. Tijolos não compram caráter, favores não corrompem quem tem pensamento forte.
Seu voto pode decidir o rumo que seu povo irá seguir. Pense nisso e seja coerente com a responsabilidade que está em suas mãos.
Dondon Feitosa - dignidade a toda prova!
Sempre relativizei muito aquela máxima que diz: " contra fatos nao há argumentos!" Partindo de tal premissa, levo sempre em consideração que toda história tem, no mínimo, duas versões.
Pois bem. O engraçado eh que as pessoas, quando lhe convém, acabam se arvorando donos da prer
rogativa que nao consideram serem devidas a outra parte. Dizendo sentirem-se aviltados pelo comportamento que assumimos em defesa do que consideramos justo e correto, diante de uma postura que lhes desagrada de algum modo, tomam isso como pessoal, adotam imediatamente a versão dos fatos que lhes parece mais conveniente e, a despeito de respeito e consideração ser uma via de mão dupla, utilizam o pretexto de estarem 'apenas revidando' ou até mesmo 'desabafando', para atravessarem a linha tênue que separa o respeito e a falta dele.
Hoje, mais do que nunca, também me sinto na obrigação se desabafar. Esta talvez nem seja a palavra tecnicamente mais apropriada, pois o que pretendo eh apenas rememorar ou trazer a lume alguns fatos sobre a vida de minha Avo, Dondon Feitosa, que encontram-se gravados de forma indelével na vida da Família Feitosa e da Cidade de Campos Sales.
Dondon Feitosa sempre foi uma mulher digna, correta, afetuosa, porém forte e aguerrida, que lutou pelos seus ideais e trabalhou de forma incansável por sua família e amigos. Possui em sua biografia feitos notáveis, mas, para citar apenas um, foi a primeira mulher casada a concluir um curso superior.
Com a sua postura digna, e a maneira com a qual pautou a sua vida, foi sempre cogitada para participar da cena política de Campos Sales; Ocupou durante 28 anos vários cargos eletivos, sempre obtendo votações expressivas. Foi vereadora, presidente da casa legislativa por alguns mandatos e vice prefeita, tendo ocupado a cadeira de prefeita e muitas oportunidades.
Privou da amizade particular e desinteressada de nomes de maior expressão política de nosso Estado, citando, apenas como exemplo, o Senador Vigilio Távora, que a escrevia particularmente em muitas oportunidades para aconselhar-se, ou apenas para parabeniza-lá por seus feitos politicos.
No pleito municipal findo na data de ontem, 07.10.2012, os candidatos que ela apoiava, infelizmente, nao conseguiram lograr êxito. Fazer o que?! Política eh isso mesmo e, em se tratando de eleições majoritárias, apenas uma chapa pode vencer! No ensejo, relembro uma frase dita ontem por uma pessoa muita querida: " nao voto por cabresto, faço minhas escolhas com convicção e por isso, posso sair derrotada nas urnas, mas nunca serei derrotada como cidadã!"
Se eu já admirava minha Avo nos momentos de vitoria-que nao foram poucas, sinto-me muito mais orgulhosa pela maneira honrosa e humilde com que ela aceita suas derrotas. Para mim, maior sabedoria nao há! Saber vencer sem deixar que a soberba a faca tripudiar sobre seus opositores eventuais, sem virar 'carrasca' de seus semelhantes, e perder de cabeça erguida sem se deixar abater, afinal, ela sabe mais do que ninguem que os acontecimentos da vida sao cíclicos e por isso mesmo, quando nos consideramos 'por cima', devemos sempre cultivar o respeito extremo, pois eh o retorno dele que nos servira nas descidas da vida.
Foi através da minha Vovó Dondon que aprendi que as amizades verdadeiras sao raras e preciosas e que por isso mesmo devemos honra-las e respeita-lãs, isso se chama lealdade!
Foi também ela que me ensinou a ter um senso critico sobre a política, ensinou-me que devo considerar o interesse coletivo acima dos particulares, a nossa família nunca precisou de 'politica' para sobreviver, pois cada um de nos, com as suas particularidades, somos sim, bem sucedidos, nao na acepção puramente material da palavra, pois nos nunca valorizamos bem materiais, tanto eh que quando os tínhamos soubemos sempre ser generosos com aqueles que nao tiveram, naquele momento, as mesmas oportunidades! Hoje, de fato, sua família nuclear nao dispõe de bens materiais em abundância, mas isso nao nos torna mal sucedidos, pois temos o principal, temos valores que nunca nos permitiram humilhar, trair ou passar por cima de quem quer que seja para nos sentimos 'bem sucedidos.'
Vovó, devo a Senhora muito do que sou, sempre a considerei um dos meus maiores exemplos. Para alguns, a senhora pode até nao ser perfeita, mas para mim as suas falhas humanas sao comuns a quase todos nos, mas as suas qualidades, essas sim, sao cada vez mais difíceis de serem encontradas nos dias de hoje.
Tenho profunda e inabalável admiração pela Senhora. Seu maior testemunho eh a própria população de Campos Sales, do mais abastado ao mais humilde, que, mesmo estando tanto tempo afastada da política, ainda a reverencia e a reconhece que um dos grandes nomes de toda a História de Campos Sales.
A sua história de vida, a sua conduta e o seu legado, esses sim sao fatos incontroversos.
Tem amo!
Se atentarem contra sua dignidade, ofereça a outra face. Não revide, surpreenda seu agressor.
Se lhe fizerem vítima do abuso de autoridade, ande a segunda milha, vença o abuso com voluntariedade.
Se lhe quiserem tomar o que você tem, dê mais do que lhe é pedido. Querem sua túnica, dê também a capa. Vença a exploração com a generosidade.
Tudo que conquistamos com amor, com dignidade, com sinceridade e respeito, será nosso para toda vida.
E tudo o que tentamos conquistar com coisas ruins, negativas ou maldade, além de não ser nosso, voltará de alguma forma para nós. Pois tudo aquilo que desejamos ou fazemos para alguém volta para nós mesmos.
Portanto pense bem antes de desejar algo aos outros.
O bom mesmo é você vencer com dignidade, por mérito seu. E com caráter.
Sem interesses, sem ter que vender o seu corpo, sem vulgaridades, promiscuidades... Enfim: conquistando tudo com pessoas te respeitando e te admirando em sua volta. Tudo por conta da sua postura, aqueles que sabem se posicionar. E isso, meus amigos, não tem preço.
Eu sempre digo:
Só se compra o que tem preço. E valores, quando vem de berço, não há riqueza que pague.
Acredito que o que escrevo é uma forma de exaltar e defender a dignidade e a cidadania, que nos estão roubado
dia-a-dia, sorrateiramente, impiedosamente.
Sem elas, o que nos restará?
Shakespeare nos responde:
'Dignidade, dignidade, dignidade, roubaram a minha dignidade, a parte imortal de mim mesmo, e o que resta é bestial.'
QUEM SABERÁ
O destino do homem
Se dignidade terá e bom nome
Se passará fome
Errante pelas ruas
Ao relento
Sem saber por onde dorme
Quem saberá
O que vai no coração do homem
Que fala de paz
Mas o ódio o consome
Desfilam sorrisos lindos nos lábios
E por inveja quase que não dorme
Quem saberá
A realidade de uma verdadeira dignidade!
Analisando o tempo que ja se foi, vemos o futuro onde a incerteza e insegurança são inevitáveis! Pois os arrependimentos são contínuos, mas nunca escassos, é onde vem a pergunta - Qual a necessidade de errar e aprender tanto? - Talvez essa conclusão não deve ser desvendada jamais, ou previlegiadas a poucos, talvez é isso que ainda nos mantem as expectativas para evoluir, melhorar. Vivemos em um mundo incompreensível em alguns aspectos, onde buscamos tanto a resposta, mas por alguma razão não somos aptos a recebê-la. As pessoas não deviam usar isso a seu favor próprio, tentando buscar domínio por todos, procurando acabar com a liberdade, a ambição do poder, é a pior Guerra que ja existiu há séculos na historia! Aos que conquistaram esse poder, eu pergunto - O que adianta obter tanta fartura, se a imagem verdadeira julgada por todos não é aquela imagem digna e aperfeiçoada? - Todos os conflitos deviam ser criados pela sabedoria de uma luta pela conquista de uma imagem que realmente destaque, que tenha valor sentimental, acho que posso definir isso como ser um amigo verdadeiro. A maior riqueza que podemos oferecer se encontra dentro de nós, o coração purificado onde é reconhecido verdadeiramente. É uma sensação maravilhosa, sentir-se amado por uma pessoa, e conseguir retribuir isto. Em questão do tempo, vivemos em um curto período, a gente so realmente entra na história, quando conseguimos ser fiel, assim seremos lembrados e elogiados.
Brasil um país sem história
Perdeu a memória
Junto com ela a dignidade
Brasil
Racista
Fascista
Homofóbico
Xenofóbico
Brasil que se mostra como é
Hipócrita por natureza
Mas que beleza
Se apresenta enfim com é
Caiu a máscara
Querem pegar, mas já era
Agora já se viu
O que se descobriu
Esse Brasil
Da ignorância
Do medo
Do céu nublado
Até quando?
Voltem para as senzalas
Voltem para os armários
Eles gritam e se irritam
Estado laico? Claro que não
Aqui é cristão
E aí nesse avião tem diversidade?
Claro que não!
Aqui só há soldadinhos de chumbo.
CUIDADO
#11;"Com a falta de sensibilidade,#11;A indiferença da sua enchente, #11;Afoga a dignidade, #11;E quando a gente deixa de ser gente, #11;Tenha em mente,#11;O que mata? Não é o inverno das pessoas,#11;É a falta do verão da sua integridade,#11;É o frio que corrói por dentro,#11;Afinal, quem é o estranho? #11;É o ser, retrocesso na humanidade!"
Que isso moço?
Para que tanta dignidade no peito?
Está se achando o tal sem ter o brasão do respeito!
Não tem a mínima decência.
Não usa a consciência.
Esquece a inteligência e faz besteira.
Besteira essa angustiante, que rasga, mata e sufoca, que muitas vezes fecha às portas.
Para que isso moço?
Se coloca no lugar, talvez assim um dia!
Você possa mudar.
Realmente a dignidade é, um por um,
e por si só!
Mente humana jamais será desenvolvida enquanto as pessoas estão apontando o dedo, generalizado e confirmando, seja machista ou feminista!..
Não aprenderam ainda, que o mal está no masculino como no feminismo?
Não aprenderam que não existe raça cor nem gênero para o mal?
Como generalizar algo que não conheço?
Amadurecimento são para poucos, e não existe idade para isso!..
É Natal: Festa de muito Amor
(Osmar Sampaio de Almeida)
Na dignidade contida nos nossos lares, no NATAL, lembramos, pelo menos neste momento, para quem estamos promovendo as Boas Festas. Afinal, se estamos com saúde. alegria, esperança, prosperidade, paz e harmonia em nossos lares e em condições de festejarmos esse Evento de grande significação para nós, devemos agradecer tudo isto àquele que, na sua humildade infinita e na grandeza do seu amor pelo próximo, permite comunhão existente nos corações daqueles que, neste momento de Fraternidade Universal, se avizinharem e rememorarem o nascimento do Salvador.
É Natal, vamos louvar ao Menino Deus e presenteá-lo com as nossas orações; o dono da festa, o pequeno príncipe é o filho de Deus. Então, posteriormente, dentro das nossas possibilidades, vamos presentear àqueles nossos entes queridos e irmãos, evidentemente, relembrando os Reis Magros que presentearam ouro, mirra e incenso, num gesto de amor, respeito, confiança, e, acima de tudo, de perseverança no seu porvir.
Sim, amigos, é Natal; mais que agora, precisamos de paz, união e prosperidade entre os povos; e Jesus, neste momento, renasce e só nos pede AMOR.
[miséria diz]
Aflora, dignidade,
pois quanta maldade eu vejo aflorar
a noite afora
no frio, no vácuo
morre na ponte
cai do telhado
queimado, sem teto
Aflora, dignidade,
pois toda a miséria é indigna
em casa, a forra
no seco, coberto
digno de gestos
cai da boca migalhas,
todo o pão
O que é certo para você?
Para mim, certo é o respeito em sua totalidade.
é a dignidade de ser e sentir,
é o olho no olho,
é o sorriso espontâneo,
é o silêncio que fala,
é a voz que cala,
é a intensidade de viver o que é certo para você...
Seja no escrever, seja no falar, seja no sentir e seja no amar.
Todos os meios de comunicação são manipuláveis
São oferecidas propinas para manter sua dignidade
Pureza e lealdade são palavras são palavras indispensáveis para se manterem agradáveis
Protestar e lutar são lindos pensamentos
Demorou-se muito para a liberdade
Ficamos calados durante muito tempo
1964 acabou e ficaram as marcas
Porém nunca se perderam as esperanças
De liberdade de expressão
O melhor presente que Deus nos deu é a voz
Através dela conseguimos o brado
que ecoará como um chamado
A todos que se sentirem prejudicados
