Textos de Dignidade
OLEGÁRIO RAMOS E A DIGNIDADE DO ESPÍRITO NA HISTÓRIA BRASILEIRA.
A trajetória de Olegário Ramos inscreve-se, com singular elevação moral e vigor histórico, no contexto das transformações sociais do Brasil pós abolição, constituindo um testemunho eloquente da força do espírito humano diante das adversidades impostas pela herança escravocrata. Filho de escravos e beneficiado pela Lei do Ventre Livre, medida promulgada em 1871 que visava mitigar gradativamente o regime servil, Olegário emerge como figura paradigmática na consolidação do Espiritismo no interior paulista, notadamente na cidade de Garça.
Sua formação inicial, marcada por circunstâncias atípicas, revela um itinerário de rara complexidade. Criado sob a tutela de um sacerdote em Rio Claro, interior de São Paulo, teve acesso a elementos de instrução e espiritualidade que lhe permitiram, desde a juventude, entrar em contato com os princípios da doutrina espírita. Tal aproximação precoce não apenas moldou sua cosmovisão, mas também delineou sua vocação para o trabalho espiritual, que mais tarde se manifestaria de forma concreta e perseverante.
Olegário Ramos iniciou suas atividades doutrinárias em sua própria residência, transformando o espaço doméstico em núcleo de irradiação espiritual. Esse gesto, simples em aparência, denota profunda coragem moral e compromisso com a difusão de uma filosofia que, à época, ainda enfrentava resistências significativas. Em 1943, esse esforço culminou na fundação do Centro Espírita Paz, Amor e Caridade, instituição que se tornaria referência na região de Garça, tanto pelo trabalho assistencial quanto pela prática doutrinária.
Entretanto, sua caminhada não se fez sem provações. Em um cenário social ainda impregnado de preconceitos raciais e incompreensões religiosas, Olegário enfrentou discriminação tanto por sua origem quanto por sua atuação no campo espiritual. O centro por ele fundado foi alvo de atos de depredação, expressão material de uma intolerância que buscava silenciar iniciativas de elevação moral e fraternidade. Ainda assim, sua perseverança não se deixou abater, evidenciando uma fortaleza íntima que transcende as contingências históricas.
Sua atuação contínua na região de Garça consolidou não apenas um espaço físico de estudo e prática espírita, mas sobretudo um legado ético. Olegário Ramos representa, nesse sentido, a confluência entre resistência social e missão espiritual, demonstrando que a verdadeira grandeza não reside nas condições de origem, mas na capacidade de edificar, servir e persistir.
Assim, sua figura projeta-se como um dos expoentes da contribuição negra para o desenvolvimento do Espiritismo no interior paulista, rompendo barreiras sociais e raciais com a autoridade silenciosa de quem compreendeu, em profundidade, a dignidade essencial do espírito humano.
Que sua memória permaneça como um marco de elevação moral e como um chamado permanente à coragem de servir, mesmo quando o mundo insiste em negar reconhecimento àqueles que mais dignificam a vida.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
SAL DA TERRA: A DIGNIDADE INVISÍVEL QUE SUSTENTA O MUNDO.
" Mateus 5:13. “Vós sois o sal da terra. ”
A comparação não é apenas poética. É uma advertência moral de densidade elevada e um chamado à responsabilidade espiritual.
Convém começar pelo eixo proposto. Em Evangelho de Mateus 11:28, quando Jesus declara “Vinde a mim todos vós que estais em aflição e eu vos aliviarei”, estabelece o primeiro movimento da alma humana. Trata-se do convite ao alívio, à regeneração íntima, ao reequilíbrio das forças morais. O discípulo, antes de agir no mundo, precisa ser curado em sua interioridade.
Após esse acolhimento, segue-se um segundo momento. O ensino, a disciplina e a autoridade espiritual. Ao longo do mesmo Evangelho de Mateus, especialmente nos capítulos 5 a 7, conhecidos como Sermão do Monte, Jesus não apenas consola, mas forma consciências. Ele redefine valores, eleva o padrão ético e desloca o foco da exterioridade para a essência moral.
É exatamente nesse contexto que surge a afirmação decisiva em Evangelho de Mateus 5:13. “Vós sois o sal da terra.” Não é uma sugestão. É uma atribuição de identidade.
O sal, no mundo antigo, possuía três funções fundamentais.
Primeiro, preservar. Num tempo sem refrigeração, o sal impedia a decomposição. Espiritualmente, o discípulo é chamado a conter a degradação moral, não por imposição, mas por influência silenciosa.
Segundo, dar sabor. O sal não altera a natureza do alimento, mas revela seu gosto. Assim, o verdadeiro seguidor não cria uma realidade artificial, mas evidencia a verdade e a beleza já inscritas na criação divina.
Terceiro, purificar. Em diversas tradições antigas, o sal era associado à pureza e à aliança. Ele simboliza fidelidade e integridade.
Entretanto, há um quarto aspecto, frequentemente negligenciado, mas de capital importância. O sal conserva não apenas matérias, mas significados. Ele impede que aquilo que é essencial se deteriore com o tempo. Sob essa perspectiva, os discípulos são incumbidos de uma missão mais elevada. Conservar a mensagem de Jesus em sua integridade moral, protegendo-a das distorções, dos acréscimos indevidos e das diluições que o espírito do mundo tenta impor.
A mensagem do Cristo, se não for guardada na pureza de sua essência, corre o risco de tornar-se mera tradição esvaziada. Por isso, o discípulo não é apenas propagador. É guardião. Ele preserva o conteúdo e, ao mesmo tempo, o testemunha com a própria vida, impedindo que o ensino se corrompa no tempo.
Quando Jesus fala do sal que se torna insípido, introduz um conceito severo. Não se trata de perda parcial. Trata-se de inutilidade total. Historicamente, o sal extraído de regiões como o Mar Morto podia conter impurezas. Uma vez dissolvido o componente salino, restava apenas resíduo sem valor.
Daí a imagem de ser “pisado pelos homens”. Não é um castigo arbitrário. É a consequência natural da perda de essência. Aquilo que não cumpre sua finalidade perde sua dignidade funcional.
Se o discípulo deixa de conservar a mensagem, adaptando-a aos interesses, suavizando suas exigências ou corrompendo seu conteúdo, ele não apenas perde sua própria identidade. Ele contribui para a deterioração daquilo que deveria proteger.
A ligação com a missão torna-se então ainda mais profunda. Após serem instruídos e transformados, os discípulos não permanecem em recolhimento. Em Evangelho de Marcos 16:15, Jesus ordena. “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.”
Há uma progressão lógica. Primeiro, o chamado ao alívio. Depois, a formação moral. Em seguida, a definição de identidade. E então, duas responsabilidades inseparáveis. Conservar e anunciar.
Não se pode anunciar com fidelidade aquilo que não se preserva com rigor. Nem se pode preservar com verdade aquilo que não se vive.
Ser “sal da terra” é, portanto, uma condição para a missão. Sem essa qualidade interior, a pregação torna-se vazia, meramente retórica, e a mensagem, deformada pelo tempo e pelas conveniências humanas.
O ensinamento central é rigoroso. O discípulo não é avaliado pelo discurso, mas pela capacidade de influenciar sem corromper-se, de preservar sem endurecer-se, de dar sentido sem perder a própria essência, e de guardar intacta a mensagem que lhe foi confiada.
Se essa essência se dissolve, resta apenas a aparência religiosa, que, como o sal impuro, não serve nem para nutrir nem para conservar.
E é nesse ponto que a advertência de Jesus alcança sua profundidade mais inquietante. Não basta aproximar-se dEle. É necessário assimilar Sua natureza moral a tal ponto que a própria presença do discípulo se torne fator de elevação no mundo e salvaguarda viva da verdade.
Caso contrário, a fé reduz-se a forma sem substância, a mensagem perde sua força originária, e a missão degenera em gesto sem eficácia.
E assim permanece o imperativo silencioso que atravessa os séculos. Não apenas ouvir o chamado, mas tornar-se guardião fiel daquilo que se recebeu, para que a verdade não se perca, e para que o mundo, ainda em processo de transformação, encontre na vida do discípulo o sabor incorruptível daquilo que não se deixa corromper.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
É pela vida das mulheres!
É pela dignidade das mulheres!
É pela humanidade!
É pela justiça!
É sobre um melhor para todas as pessoas!
É um passo muito importante de uma longa luta que ainda temos pela frente!
MISOGINIA É CRIME!
NENHUMA MULHER A MENOS!
NENHUM ABUSO A MAIS!
- Marcela Lobato
Civilidade: a expressão do respeito e da dignidade humana
Civilidade é a prática das regras de boa convivência, um conjunto de princípios e atitudes que nos ensinam a agir com respeito, educação e consideração pelas outras pessoas, levando em conta as circunstâncias, os diferentes contextos sociais e as particularidades de cada ambiente.
Ser civilizado não significa apenas conhecer as regras da etiqueta ou dominar as convenções sociais. Significa compreender que nossas palavras, nossos gestos e nossas atitudes têm consequências na vida daqueles com quem convivemos.
A civilidade é tão necessária à vida em sociedade que sua ausência compromete relacionamentos, provoca conflitos e enfraquece os laços de respeito e confiança que deveriam unir as pessoas.
Entretanto, o que torna a verdadeira civilidade especialmente valiosa é sua afinidade com os princípios do cristianismo, fundamentados no amor ao próximo, na humildade, na compaixão e na caridade.
Afinal, de pouco vale uma pessoa conhecer todas as regras de etiqueta se lhe faltam respeito, empatia e consideração pelo próximo. A verdadeira educação não se revela apenas na maneira como tratamos aqueles que admiramos ou de quem esperamos algum benefício, mas, sobretudo, na forma como tratamos aqueles que nada podem nos oferecer em troca.
A civilidade vai além das boas maneiras: é a manifestação exterior de valores que cultivamos no coração. Ser verdadeiramente civilizado é reconhecer a dignidade do outro, agir com humildade e compreender que o respeito não deve ser um privilégio concedido a alguns, mas um princípio estendido a todos.
Porque a educação pode impressionar, mas é o caráter que revela quem realmente somos.
Decepção
É quando você faz tudo,
se perde de si, abre mão da identidade e da dignidade,
vira-se do avesso…
e nada.
Então vem o óbvio:
não era amor.
Amor é cuidado que volta,
é zelo que encontra abrigo.
Quando isso não é recíproco,
a balança está desigual.
Ela apenas entende que o amor é algo para ser vivido,
não encenado —
e, por isso, a conta não fecha.
Dá-se por inteiro e acaba se humilhando por migalhas.
Quando o véu da ilusão cai,
não há como colocá-lo de volta.
Não dá para fingir uma felicidade que nunca existiu.
Já o outro, dentro da sua bolha de cristal, acredita ser dono
e não percebe que ninguém é de ninguém — como bem disse Zíbia Gasparetto.
Às vezes você acha que é luz para alguém,
mas é o contrário.
Ela é livre e, muitas vezes, permanece ali apenas por pena.
— SaMarSi
A como eu queria que meu país fosse governado por pessoas dignas, que desse dignidade ao seu povo, onde as pessoas não fossem escravas de uma democracia fajuta, onde os partidos políticos fossem criados e seus criadores visassem de fato a busca por melhorias para seu povo e não como forma de manutenção no poder dos caciques que os criam e os utilizam em benefícios próprios, muitos viram partidos de aluguel.
A como eu queria que meu País fosse respeitado por outras Nações, como o País do bom exemplo, onde a arrecadação com impostos e taxas retiradas do povo voltasse para o povo como forma de serviço de qualidade.
A como eu queria que comida na mesa não fosse coisa de luxo só pra elite, mas que fosse repartida de igual modo para as pessoas e que não precisássemos viver com as migalhas sociais que o governo nos dá de acordo com sua conveniência, e olham só, chegam no poder através do povo e acham que estão nos fazendo favor .
Ou mudamos nosso jeito de pensar e agir, ou, continuaremos escravos dessa ditadura branca que domina nosso país nas três esferas(Nacional, Estaduais e Municipais)
Ae, ninguém precisa da sua dó, o povo precisa mesmo é de dignidade e oportunidade para trabalhar e vencer na vida. Tijolos não compram caráter, favores não corrompem quem tem pensamento forte.
Seu voto pode decidir o rumo que seu povo irá seguir. Pense nisso e seja coerente com a responsabilidade que está em suas mãos.
Dondon Feitosa - dignidade a toda prova!
Sempre relativizei muito aquela máxima que diz: " contra fatos nao há argumentos!" Partindo de tal premissa, levo sempre em consideração que toda história tem, no mínimo, duas versões.
Pois bem. O engraçado eh que as pessoas, quando lhe convém, acabam se arvorando donos da prer
rogativa que nao consideram serem devidas a outra parte. Dizendo sentirem-se aviltados pelo comportamento que assumimos em defesa do que consideramos justo e correto, diante de uma postura que lhes desagrada de algum modo, tomam isso como pessoal, adotam imediatamente a versão dos fatos que lhes parece mais conveniente e, a despeito de respeito e consideração ser uma via de mão dupla, utilizam o pretexto de estarem 'apenas revidando' ou até mesmo 'desabafando', para atravessarem a linha tênue que separa o respeito e a falta dele.
Hoje, mais do que nunca, também me sinto na obrigação se desabafar. Esta talvez nem seja a palavra tecnicamente mais apropriada, pois o que pretendo eh apenas rememorar ou trazer a lume alguns fatos sobre a vida de minha Avo, Dondon Feitosa, que encontram-se gravados de forma indelével na vida da Família Feitosa e da Cidade de Campos Sales.
Dondon Feitosa sempre foi uma mulher digna, correta, afetuosa, porém forte e aguerrida, que lutou pelos seus ideais e trabalhou de forma incansável por sua família e amigos. Possui em sua biografia feitos notáveis, mas, para citar apenas um, foi a primeira mulher casada a concluir um curso superior.
Com a sua postura digna, e a maneira com a qual pautou a sua vida, foi sempre cogitada para participar da cena política de Campos Sales; Ocupou durante 28 anos vários cargos eletivos, sempre obtendo votações expressivas. Foi vereadora, presidente da casa legislativa por alguns mandatos e vice prefeita, tendo ocupado a cadeira de prefeita e muitas oportunidades.
Privou da amizade particular e desinteressada de nomes de maior expressão política de nosso Estado, citando, apenas como exemplo, o Senador Vigilio Távora, que a escrevia particularmente em muitas oportunidades para aconselhar-se, ou apenas para parabeniza-lá por seus feitos politicos.
No pleito municipal findo na data de ontem, 07.10.2012, os candidatos que ela apoiava, infelizmente, nao conseguiram lograr êxito. Fazer o que?! Política eh isso mesmo e, em se tratando de eleições majoritárias, apenas uma chapa pode vencer! No ensejo, relembro uma frase dita ontem por uma pessoa muita querida: " nao voto por cabresto, faço minhas escolhas com convicção e por isso, posso sair derrotada nas urnas, mas nunca serei derrotada como cidadã!"
Se eu já admirava minha Avo nos momentos de vitoria-que nao foram poucas, sinto-me muito mais orgulhosa pela maneira honrosa e humilde com que ela aceita suas derrotas. Para mim, maior sabedoria nao há! Saber vencer sem deixar que a soberba a faca tripudiar sobre seus opositores eventuais, sem virar 'carrasca' de seus semelhantes, e perder de cabeça erguida sem se deixar abater, afinal, ela sabe mais do que ninguem que os acontecimentos da vida sao cíclicos e por isso mesmo, quando nos consideramos 'por cima', devemos sempre cultivar o respeito extremo, pois eh o retorno dele que nos servira nas descidas da vida.
Foi através da minha Vovó Dondon que aprendi que as amizades verdadeiras sao raras e preciosas e que por isso mesmo devemos honra-las e respeita-lãs, isso se chama lealdade!
Foi também ela que me ensinou a ter um senso critico sobre a política, ensinou-me que devo considerar o interesse coletivo acima dos particulares, a nossa família nunca precisou de 'politica' para sobreviver, pois cada um de nos, com as suas particularidades, somos sim, bem sucedidos, nao na acepção puramente material da palavra, pois nos nunca valorizamos bem materiais, tanto eh que quando os tínhamos soubemos sempre ser generosos com aqueles que nao tiveram, naquele momento, as mesmas oportunidades! Hoje, de fato, sua família nuclear nao dispõe de bens materiais em abundância, mas isso nao nos torna mal sucedidos, pois temos o principal, temos valores que nunca nos permitiram humilhar, trair ou passar por cima de quem quer que seja para nos sentimos 'bem sucedidos.'
Vovó, devo a Senhora muito do que sou, sempre a considerei um dos meus maiores exemplos. Para alguns, a senhora pode até nao ser perfeita, mas para mim as suas falhas humanas sao comuns a quase todos nos, mas as suas qualidades, essas sim, sao cada vez mais difíceis de serem encontradas nos dias de hoje.
Tenho profunda e inabalável admiração pela Senhora. Seu maior testemunho eh a própria população de Campos Sales, do mais abastado ao mais humilde, que, mesmo estando tanto tempo afastada da política, ainda a reverencia e a reconhece que um dos grandes nomes de toda a História de Campos Sales.
A sua história de vida, a sua conduta e o seu legado, esses sim sao fatos incontroversos.
Tem amo!
Se atentarem contra sua dignidade, ofereça a outra face. Não revide, surpreenda seu agressor.
Se lhe fizerem vítima do abuso de autoridade, ande a segunda milha, vença o abuso com voluntariedade.
Se lhe quiserem tomar o que você tem, dê mais do que lhe é pedido. Querem sua túnica, dê também a capa. Vença a exploração com a generosidade.
Tudo que conquistamos com amor, com dignidade, com sinceridade e respeito, será nosso para toda vida.
E tudo o que tentamos conquistar com coisas ruins, negativas ou maldade, além de não ser nosso, voltará de alguma forma para nós. Pois tudo aquilo que desejamos ou fazemos para alguém volta para nós mesmos.
Portanto pense bem antes de desejar algo aos outros.
O bom mesmo é você vencer com dignidade, por mérito seu. E com caráter.
Sem interesses, sem ter que vender o seu corpo, sem vulgaridades, promiscuidades... Enfim: conquistando tudo com pessoas te respeitando e te admirando em sua volta. Tudo por conta da sua postura, aqueles que sabem se posicionar. E isso, meus amigos, não tem preço.
Eu sempre digo:
Só se compra o que tem preço. E valores, quando vem de berço, não há riqueza que pague.
Acredito que o que escrevo é uma forma de exaltar e defender a dignidade e a cidadania, que nos estão roubado
dia-a-dia, sorrateiramente, impiedosamente.
Sem elas, o que nos restará?
Shakespeare nos responde:
'Dignidade, dignidade, dignidade, roubaram a minha dignidade, a parte imortal de mim mesmo, e o que resta é bestial.'
QUEM SABERÁ
O destino do homem
Se dignidade terá e bom nome
Se passará fome
Errante pelas ruas
Ao relento
Sem saber por onde dorme
Quem saberá
O que vai no coração do homem
Que fala de paz
Mas o ódio o consome
Desfilam sorrisos lindos nos lábios
E por inveja quase que não dorme
Quem saberá
A realidade de uma verdadeira dignidade!
Analisando o tempo que ja se foi, vemos o futuro onde a incerteza e insegurança são inevitáveis! Pois os arrependimentos são contínuos, mas nunca escassos, é onde vem a pergunta - Qual a necessidade de errar e aprender tanto? - Talvez essa conclusão não deve ser desvendada jamais, ou previlegiadas a poucos, talvez é isso que ainda nos mantem as expectativas para evoluir, melhorar. Vivemos em um mundo incompreensível em alguns aspectos, onde buscamos tanto a resposta, mas por alguma razão não somos aptos a recebê-la. As pessoas não deviam usar isso a seu favor próprio, tentando buscar domínio por todos, procurando acabar com a liberdade, a ambição do poder, é a pior Guerra que ja existiu há séculos na historia! Aos que conquistaram esse poder, eu pergunto - O que adianta obter tanta fartura, se a imagem verdadeira julgada por todos não é aquela imagem digna e aperfeiçoada? - Todos os conflitos deviam ser criados pela sabedoria de uma luta pela conquista de uma imagem que realmente destaque, que tenha valor sentimental, acho que posso definir isso como ser um amigo verdadeiro. A maior riqueza que podemos oferecer se encontra dentro de nós, o coração purificado onde é reconhecido verdadeiramente. É uma sensação maravilhosa, sentir-se amado por uma pessoa, e conseguir retribuir isto. Em questão do tempo, vivemos em um curto período, a gente so realmente entra na história, quando conseguimos ser fiel, assim seremos lembrados e elogiados.
Brasil um país sem história
Perdeu a memória
Junto com ela a dignidade
Brasil
Racista
Fascista
Homofóbico
Xenofóbico
Brasil que se mostra como é
Hipócrita por natureza
Mas que beleza
Se apresenta enfim com é
Caiu a máscara
Querem pegar, mas já era
Agora já se viu
O que se descobriu
Esse Brasil
Da ignorância
Do medo
Do céu nublado
Até quando?
Voltem para as senzalas
Voltem para os armários
Eles gritam e se irritam
Estado laico? Claro que não
Aqui é cristão
E aí nesse avião tem diversidade?
Claro que não!
Aqui só há soldadinhos de chumbo.
CUIDADO
#11;"Com a falta de sensibilidade,#11;A indiferença da sua enchente, #11;Afoga a dignidade, #11;E quando a gente deixa de ser gente, #11;Tenha em mente,#11;O que mata? Não é o inverno das pessoas,#11;É a falta do verão da sua integridade,#11;É o frio que corrói por dentro,#11;Afinal, quem é o estranho? #11;É o ser, retrocesso na humanidade!"
Que isso moço?
Para que tanta dignidade no peito?
Está se achando o tal sem ter o brasão do respeito!
Não tem a mínima decência.
Não usa a consciência.
Esquece a inteligência e faz besteira.
Besteira essa angustiante, que rasga, mata e sufoca, que muitas vezes fecha às portas.
Para que isso moço?
Se coloca no lugar, talvez assim um dia!
Você possa mudar.
Realmente a dignidade é, um por um,
e por si só!
Mente humana jamais será desenvolvida enquanto as pessoas estão apontando o dedo, generalizado e confirmando, seja machista ou feminista!..
Não aprenderam ainda, que o mal está no masculino como no feminismo?
Não aprenderam que não existe raça cor nem gênero para o mal?
Como generalizar algo que não conheço?
Amadurecimento são para poucos, e não existe idade para isso!..
É Natal: Festa de muito Amor
(Osmar Sampaio de Almeida)
Na dignidade contida nos nossos lares, no NATAL, lembramos, pelo menos neste momento, para quem estamos promovendo as Boas Festas. Afinal, se estamos com saúde. alegria, esperança, prosperidade, paz e harmonia em nossos lares e em condições de festejarmos esse Evento de grande significação para nós, devemos agradecer tudo isto àquele que, na sua humildade infinita e na grandeza do seu amor pelo próximo, permite comunhão existente nos corações daqueles que, neste momento de Fraternidade Universal, se avizinharem e rememorarem o nascimento do Salvador.
É Natal, vamos louvar ao Menino Deus e presenteá-lo com as nossas orações; o dono da festa, o pequeno príncipe é o filho de Deus. Então, posteriormente, dentro das nossas possibilidades, vamos presentear àqueles nossos entes queridos e irmãos, evidentemente, relembrando os Reis Magros que presentearam ouro, mirra e incenso, num gesto de amor, respeito, confiança, e, acima de tudo, de perseverança no seu porvir.
Sim, amigos, é Natal; mais que agora, precisamos de paz, união e prosperidade entre os povos; e Jesus, neste momento, renasce e só nos pede AMOR.
[miséria diz]
Aflora, dignidade,
pois quanta maldade eu vejo aflorar
a noite afora
no frio, no vácuo
morre na ponte
cai do telhado
queimado, sem teto
Aflora, dignidade,
pois toda a miséria é indigna
em casa, a forra
no seco, coberto
digno de gestos
cai da boca migalhas,
todo o pão
