Textos de Dignidade
Que nobre missão Deus tem convocado a você para exercer.
Missão que requer coragem, dignidade e muita determinação.
Missão em que se luta pelo bem coletivo e que põe a sua vida em risco pelo bem de uma nação.
Nesta "batalha" diária tenha certeza de que você não é apenas uma andorinha, mas sim! Você foi escolhido a dedo, vocacionado (por Deus) e tem sido preparado para exercer este bem a nossa sociedade, a nossa nação.. e por que não dizer, ao mundo?
Loucura é abrir mão da minha dignidade, indiferença?
É simples me valorizo.
Orgulho? Não, é mais que isso !
É autodefesa, aprendizado, cuidado com os meus sentimentos.
A Vida ensina, e de tanto repetir a lição a gente a prende a se amar como nunca.
Abro meu coração ao que têm verdade, porém dribo o que me faz sombra de falsidade.
Não gaste seu tempo com palavras, eu leio atitudes.
Sou a paz e posso ser a Guerra, você decide quem quer abraçar.
Minha intuição é felina, o instinto me assopra quando algo vai errado.
Não comece a brincadeira se não aguenta a diversão.
Aqui não tem meio termo é sim, ou não.
Dúvidas, enganos, historinhas da carochinha não cola comigo não.
-------Lanna Borges.
Há circunstâncias na vida em que a dignidade humana pode exigir grandes sacrifícios, isto é, heroísmo. Ninguém tem autoridade moral para exigir de outro um comportamento heróico. Cada um de nós tem essa obrigação, não porque outros lho peçam ou censurem se o não fizer, mas porque as próprias coisas lho pedem; pede-o sobretudo a dignidade humana.
A história de todas as culturas está cheia de gestos exemplares deste tipo, fora do "normal estatístico". Mas estas escolhas podem surgir na vida de todos os homens, em circunstâncias "normais".
Parte integral da existência coletiva, o homem sente sua própria dignidade a um tempo em si mesmo e nos outros, e, por isso, traz no coração o princípio de uma ética que está acima dele. Esse princípio não tem origem no mundo exterior, mas surge dentro dele, é inerente a ele, constituindo sua essência, a essência da própria sociedade.
[...]
"O anarquista imagina uma sociedade na qual as relações mútuas seriam regidas não por leis ou por autoridades auto-impostas ou eleitas, mas por mútua concordância de todos os seus interesses e pela soma de usos e costumes sociais - não mobilizados por leis, pela rotina ou por supertições - mas em contínuo desenvolvimento, sofrendo reajustes para que pudessem satisfazer as exigências sempre crescentes de uma vida livre, estimulada pelos progressos da ciência, por novos inventos e pela evolução ininterrupta de ideias cada vez mais elevados. Não haveria, portanto, autoridades para governá-la. Nenhum homem governaria outro homem[...]
Nunca perca o seu brilho e a sua dignidade, mesmo que passe por momentos críticos e conturbados.
Deseje para sua vida somente aquilo que possa carregar com orgulho através do seu próprio esforço e dedicação.
O seu mérito não é calculado por aquilo que você sabe ou faz, mas por tudo aquilo que você é, pois ninguém vence uma luta sem sequer ter lutado.
Não faça com que sua felicidade dependa de ninguém que não seja você mesmo, porque você é o único capaz de proporcionar sua própria felicidade.
A felicidade é individual e está dentro de cada um de nós e não nos braços de outro alguém.
Jamais permita que sua paz interior seja abalada, a paciência é a estrada capaz de conduzir a sensatez e a concretização de grandes feitos.
Não envenene sua alma e o seu ser com sentimentos negativos como ódio, rancor ou mágoa, pois estes o consumirão por inteiro.
Deixe que as pessoas conheçam o melhor que há em ti, mesmo que não seja o bastante para elas.
O mais importante é que sua essência e o seu caráter estejam sempre em constante harmonia.
Não ao Feminicídio.
Respeitem, aceitem e vivam suas vidas com dignidade e superação nos momentos difíceis.
É triste ver alguns destruindo vidas, sonhos, famílias, por não aceitarem um término de um relacionamento. Se mostre homem de verdade pelo menos nesta hora; deseje que a pessoa seja feliz independente de sua escolha.
Ergam-se com dignidade e consciência! Já basta — basta de maldade, de indiferença, de egoísmo!
O mundo jaz sob o peso de almas corrompidas, onde impera a crítica destrutiva, a maledicência gratuita, a ausência de compaixão entre os semelhantes!
Conclamo você, cidadão de bem, a ser diferente!
Ajude! Não critique.
Abrace! Não julgue.
Construa! Não destrua.
Eleve-se à sua melhor versão!
Pois, num planeta em que a perversidade se alastra como praga, a verdadeira revolução começa em cada um de nós!
Aprendi a me amar no limite exato da dignidade,
onde o silêncio vira resposta
e a ausência, proteção.
Não me curvo à arrogância disfarçada de poder,
nem alimento egos que se nutrem da minha luz.
Amor próprio é escolher ficar inteiro,
mesmo que isso signifique partir.
Quem é narcisista exige palco;
eu escolho a paz.
É pela vida das mulheres!
É pela dignidade das mulheres!
É pela humanidade!
É pela justiça!
É sobre um melhor para todas as pessoas!
É um passo muito importante de uma longa luta que ainda temos pela frente!
MISOGINIA É CRIME!
NENHUMA MULHER A MENOS!
NENHUM ABUSO A MAIS!
- Marcela Lobato
A dignidade humana
O mundo fala de amor, mas isso não basta. Amor sem dignidade é palavra vazia. O que falta ao nosso tempo não é afeto — é caráter.
Vivemos cercados por homens que desejam poder, mas não responsabilidade. Homens que preferem a aparência à verdade, o aplauso à consciência, o privilégio à justiça. Homens que se alimentam da boa-fé alheia e constroem sua força sobre a ignorância que eles mesmos cultivam.
Devemos destruir essa lógica. Recusar a normalização da mentira. Rejeitar amanipulação que transforma cidadãos em massa de manobra.
A dignidade não é luxo: é fundamento. A honra não é ornamento: é dever. A honestidade não é virtude rara: é obrigação mínima.
Defender ideais que não excluem, não dividem, não exploram. Ideais que eduquem, que libertem, que ampliem horizontes. Ideais que tratem a informação como direito, não como moeda de controle.
Porque a ignorância não é acidente — é estratégia. E quem deseja dominar alimenta pouco, para manter dependência. Quem teme a liberdade alheia oferece migalhas, para que a fome nunca acabe.
Não podemos aceitar migalhas e a manipulação como destino e o poder sem moral, como regra.
Vamos conclamar a quem ainda acredita na força da verdade. A quem sabe que igualdade não é utopia, mas projeto. A quem entende que informação é libertação. A quem não se curva ao cinismo dos que lucram com a miséria intelectual e moral.
O mundo precisa de amor, sim. Mas precisa, sobretudo, de homens e mulheres dignos, que escolham a honra antes do benefício, a justiça antes da conveniência, a verdade antes do conforto.
Que seja nosso compromisso. E que ele se cumpra até que a dignidade deixe de ser exceção e volte a ser regra.
JÁ ESQUECEMOS QUEM SOMOS
Vivemos tempos estranhos e fora da dignidade. E digo isto com peso, medo e insegurança. A cada dia, torna-se ainda mais duro.
Está tudo misturado.
Hoje és acusado, amanhã, já estás condenado, sem provas, sem defesa, sem voz. Há quem seja agredido e há quem nem sobreviva para contar a sua versão. Tudo por causa de um boato. Tudo por causa do medo. Tudo por causa da ignorância.
Criou-se, nas mentes de muitos, a ideia perigosa de que fazer justiça com as próprias mãos é aceitável. E isso é um erro grave. É muito perigoso.
As escolas, as igrejas e os mais velhos já não ensinam como deviam ou não são vistos como antes. Não orientam como antes. E os valores que mantinham a ordem, foram sendo esquecidos lentamente até chegarmos onde estamos.
Uma sociedade dominada pelo pânico torna-se cega. E quando a razão desaparece, qualquer mentira ganha força de verdade. O que está a acontecer certamente é um teste à nossa consciência como seres humanos.
Já esquecemos quem somos. Precisamos parar e pensar. Olhar para o passado, entender onde falhámos. Analisar o presente, com coragem.
E proteger o futuro, antes que seja tarde demais.
Nem toda história que se ouve é verdade. E nem toda suspeita justifica violência. Se continuarmos assim, não estaremos apenas a destruir inocentes…
estaremos a destruir-nos a nós próprios.
Agora, a verdadeira luta não deve ser contra fantasmas, deve ser contra a ignorância que carregamos dentro de nós, para que possamos lembrar quem somos. Porque já esquecemos quem somos.
De Trabalho e Dignidade
Demétrio Sena - Magé
Antes do meu ingresso no emprego público, perdi muitos empregos. E nunca foi fácil conseguir outro. Então eu trabalhava como ambulante, camelô, vendedor de livros e o que mais viesse à mente, até ingressar em um novo emprego formal que me parecesse digno.
Insatisfeito com patrões, por não ter direitos atendidos e por me sentir desrespeitado como trabalhador e ser humano, eu não pedia demissão; fazia os patrões ficarem insatisfeitos comigo e me demitirem. Se eu já era surrupiado por eles em tantos direitos, por que lhes daria esse prazer de me retirar sem receber todos os direitos de quem é dispensado sem justa causa? Jamais aceitei premiar uma empresa onde sofri injustiças, assédio moral, salário abaixo do piso, registro em carteira inferior ao meu ofício e jornadas análogas à escravidão.
Nem precisava fazer "armações": era só começar a cobrar meus direitos, cuidar da minha saúde, não trabalhar passando mal, me negar a fazer o que não era minha obrigação e ainda excedia os meus horários. No mais, era só agir cuidadosamente para colher provas do assédio moral, das exigências descabidas acompanhadas de coações e ameaças (evidentes ou veladas) e da sonegação dos meus direitos, para ingressar na justiça trabalhista sem chance de ser desmentido, pois a justiça sempre reluta em fazer justiça pelo trabalhador.
Eu tinha medo de perder meus empregos, mas perder a dignidade sempre me apavorou muito mais. Recuso qualquer ideia de servidão, no trabalho e na vida secular em um todo. Sou capaz de suportar muita coisa, mas não consigo abrir mão de me sentir gente.
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Respeite autorias. É lei
Trabalho e Dignidade
Demétrio Sena - Magé
Se no seu trabalho você exerce uma função comandada, nunca se avilte por isso. Nem se for para manter o próprio emprego. No primeiro momento, é possível que seja fácil para quem diz e difícil para quem ouve. Mas tente pensar em uma vida inteira dentro de uma empresa que não respeita seus direitos: impõe carga horária desumana, tarefas além de suas atribuições, paga salário indigno e trata os funcionários, pior ainda os mais simples, como bichos. Uma empresa cuja hierarquia mais parece de casa grande com senzala; de senhores e capatazes com escravos... ou análogos.
Cobre sempre os seus direitos; não aceite quaisquer tipos de maus tratos; considere sempre o caminho da justiça trabalhista (e de todas as outras, quando for caso de assédio moral entre outros abusos pessoais). Em nenhuma hipótese premie seu patrão! Explico: jamais peça demissão, por ser levado ao seu limite. Aliás, não se deixe levar ao limite. Responda sempre à altura (evidentemente, com respeito e civilidade), não aceite exigências ilegais, abusivas, e faça questão do salário e do registro em carteira justos para o ofício que você exerce.
E se a empresa não gostar de sua dignidade, a cobrança do que lhe é devido, ou de sua consciência social, trabalhista, o problema já não é seu. Que ela então lhe demita com todos os seus direitos, incluindo aquelas longas horas extras "esquecidas", aqueles excessos ignorados e as promoções postergadas, talvez por anos e anos... funções exercidas sem registros e salários correspondentes. Sabemos todos, que não é tão fácil conseguir outro emprego... mas também sabemos que, muitas vezes, recuperar a dignidade roubada por uma empresa injusta e arbitrária pode beirar o impossível.
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Respeite autorias. É lei
Dia 6 — Como posso reconhecer a minha dignidade hoje?
• Eu mereço amor e respeito.
• A minha presença tem valor.
• A minha existência é digna.
• Eu reconheço a minha força interior.
• A minha essência irradia verdade.
• Eu caminho com autoestima e serenidade.
• Eu honro a minha própria existência.
Não é a força da idade
que faz alguém florescer;
é viver com dignidade
e nunca deixar de crer.
Não é o rosto sem marcas,
nem a juventude fugaz;
são as lutas que embarcas,
e a paz que a alma refaz.
Os cabelos prateados
não anunciam o fim;
são capítulos dourados
que Deus escreveu em mim.
Há beleza na experiência,
há nobreza em prosseguir;
quem cultiva a consciência
sempre encontra um porvir.
Pois o tempo não destrói
quem aprendeu a amar;
quanto mais a vida corrói,
mais ensina a recomeçar.
E assim segue a caminhada,
entre a esperança e a luz;
uma existência honrada
é a mais bela que reluz.
Não se mede a mocidade
pela idade a aparecer;
vale mais a dignidade
e a vontade de viver.
Sandro Paschoal Nogueira
A Dignidade do Próprio Esforço
Conquistar um objetivo material através do próprio trabalho, da honestidade e do suor da alma traz uma alegria que dinheiro nenhum pode comprar. A espiritualidade valoriza o esforço digno, pois é no labor do dia a dia que exercitamos as nossas capacidades de criação e perseverança. Não subestime as suas pequenas vitórias cotidianas. O teto que você sustenta, o alimento na mesa e as metas alcançadas são o reflexo direto da sua dedicação. Vencer na matéria com dignidade é uma das formas mais bonitas de honrar as ferramentas que a vida nos deu.
Decepção
É quando você faz tudo,
se perde de si, abre mão da identidade e da dignidade,
vira-se do avesso…
e nada.
Então vem o óbvio:
não era amor.
Amor é cuidado que volta,
é zelo que encontra abrigo.
Quando isso não é recíproco,
a balança está desigual.
Ela apenas entende que o amor é algo para ser vivido,
não encenado —
e, por isso, a conta não fecha.
Dá-se por inteiro e acaba se humilhando por migalhas.
Quando o véu da ilusão cai,
não há como colocá-lo de volta.
Não dá para fingir uma felicidade que nunca existiu.
Já o outro, dentro da sua bolha de cristal, acredita ser dono
e não percebe que ninguém é de ninguém — como bem disse Zíbia Gasparetto.
Às vezes você acha que é luz para alguém,
mas é o contrário.
Ela é livre e, muitas vezes, permanece ali apenas por pena.
— SaMarSi
A como eu queria que meu país fosse governado por pessoas dignas, que desse dignidade ao seu povo, onde as pessoas não fossem escravas de uma democracia fajuta, onde os partidos políticos fossem criados e seus criadores visassem de fato a busca por melhorias para seu povo e não como forma de manutenção no poder dos caciques que os criam e os utilizam em benefícios próprios, muitos viram partidos de aluguel.
A como eu queria que meu País fosse respeitado por outras Nações, como o País do bom exemplo, onde a arrecadação com impostos e taxas retiradas do povo voltasse para o povo como forma de serviço de qualidade.
A como eu queria que comida na mesa não fosse coisa de luxo só pra elite, mas que fosse repartida de igual modo para as pessoas e que não precisássemos viver com as migalhas sociais que o governo nos dá de acordo com sua conveniência, e olham só, chegam no poder através do povo e acham que estão nos fazendo favor .
Ou mudamos nosso jeito de pensar e agir, ou, continuaremos escravos dessa ditadura branca que domina nosso país nas três esferas(Nacional, Estaduais e Municipais)
A Dignidade da Alma e o Valor do Esforço
Na grande escola da vida, a nossa verdadeira essência não é medida por privilégios ou concessões externas, mas pela nossa capacidade de edificar o próprio caminho. Nós, mulheres, enfrentamos desafios diários em nosso convívio social e profissional, mas o nosso real valor se manifesta quando reconhecemos que somos perfeitamente capazes.
A espiritualidade nos ensina que cada alma colhe os frutos do seu próprio trabalho e da sua dedicação. Buscar o nosso espaço no mundo não significa esperar caminhos facilitados, mas sim avançar com a certeza de que trazemos na bagagem eterna todas as ferramentas necessárias para vencer. Quando confiamos no nosso potencial e agimos com integridade, paciência e competência, transformamos as dificuldades em degraus de evolução. O respeito que desejamos do mundo começa na nossa consciência, quando escolhemos ser as arquitetas da nossa própria história.
OLEGÁRIO RAMOS E A DIGNIDADE DO ESPÍRITO NA HISTÓRIA BRASILEIRA.
A trajetória de Olegário Ramos inscreve-se, com singular elevação moral e vigor histórico, no contexto das transformações sociais do Brasil pós abolição, constituindo um testemunho eloquente da força do espírito humano diante das adversidades impostas pela herança escravocrata. Filho de escravos e beneficiado pela Lei do Ventre Livre, medida promulgada em 1871 que visava mitigar gradativamente o regime servil, Olegário emerge como figura paradigmática na consolidação do Espiritismo no interior paulista, notadamente na cidade de Garça.
Sua formação inicial, marcada por circunstâncias atípicas, revela um itinerário de rara complexidade. Criado sob a tutela de um sacerdote em Rio Claro, interior de São Paulo, teve acesso a elementos de instrução e espiritualidade que lhe permitiram, desde a juventude, entrar em contato com os princípios da doutrina espírita. Tal aproximação precoce não apenas moldou sua cosmovisão, mas também delineou sua vocação para o trabalho espiritual, que mais tarde se manifestaria de forma concreta e perseverante.
Olegário Ramos iniciou suas atividades doutrinárias em sua própria residência, transformando o espaço doméstico em núcleo de irradiação espiritual. Esse gesto, simples em aparência, denota profunda coragem moral e compromisso com a difusão de uma filosofia que, à época, ainda enfrentava resistências significativas. Em 1943, esse esforço culminou na fundação do Centro Espírita Paz, Amor e Caridade, instituição que se tornaria referência na região de Garça, tanto pelo trabalho assistencial quanto pela prática doutrinária.
Entretanto, sua caminhada não se fez sem provações. Em um cenário social ainda impregnado de preconceitos raciais e incompreensões religiosas, Olegário enfrentou discriminação tanto por sua origem quanto por sua atuação no campo espiritual. O centro por ele fundado foi alvo de atos de depredação, expressão material de uma intolerância que buscava silenciar iniciativas de elevação moral e fraternidade. Ainda assim, sua perseverança não se deixou abater, evidenciando uma fortaleza íntima que transcende as contingências históricas.
Sua atuação contínua na região de Garça consolidou não apenas um espaço físico de estudo e prática espírita, mas sobretudo um legado ético. Olegário Ramos representa, nesse sentido, a confluência entre resistência social e missão espiritual, demonstrando que a verdadeira grandeza não reside nas condições de origem, mas na capacidade de edificar, servir e persistir.
Assim, sua figura projeta-se como um dos expoentes da contribuição negra para o desenvolvimento do Espiritismo no interior paulista, rompendo barreiras sociais e raciais com a autoridade silenciosa de quem compreendeu, em profundidade, a dignidade essencial do espírito humano.
Que sua memória permaneça como um marco de elevação moral e como um chamado permanente à coragem de servir, mesmo quando o mundo insiste em negar reconhecimento àqueles que mais dignificam a vida.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
