Textos sobre o destino
A DESGRAÇA REAL: A VISÃO ESPÍRITA SOBRE O SOFRIMENTO, A FELICIDADE E O DESTINO ETERNO DA ALMA.
O ser humano, desde os primórdios da civilização, procura evitar a dor e alcançar a felicidade. Entretanto, aquilo que normalmente chamamos de "desgraça" nem sempre o é diante das leis divinas. Em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo V – Bem-aventurados os aflitos, item 24, a mensagem do Espírito Delfina de Girardin apresenta uma das mais profundas reflexões sobre a natureza do sofrimento e do verdadeiro destino da alma.
Sob a ótica espírita, os acontecimentos terrenos não podem ser avaliados apenas pelas aparências imediatas. A vida corporal representa apenas um breve instante da existência imortal. Aquilo que hoje parece uma calamidade pode transformar-se na maior bênção espiritual, enquanto aquilo que aparenta ser felicidade pode esconder os germes da mais profunda infelicidade futura.
A falsa ideia humana de desgraça.
Segundo a linguagem comum, a desgraça é identificada com a pobreza, a doença, o abandono, a morte de um ente querido, a traição, a humilhação, a perda de bens materiais ou qualquer circunstância que provoque sofrimento imediato.
Essas dores são reais e profundamente sentidas. O Espiritismo, porém, convida-nos a ampliar o horizonte da compreensão.
Nossa visão costuma limitar-se ao presente, enquanto Deus contempla simultaneamente o passado, o presente e o futuro do Espírito. Dessa forma, acontecimentos aparentemente dolorosos podem representar oportunidades indispensáveis de regeneração, aprendizado, reparação de débitos e crescimento moral.
A verdadeira medida dos acontecimentos não está no instante em que ocorrem, mas nas consequências espirituais que produzem.
As consequências valem mais do que os acontecimentos.
Delfina de Girardin utiliza uma comparação extremamente significativa.
A tempestade arranca árvores, destrói plantações e assusta os homens. Todavia, ao mesmo tempo, purifica a atmosfera, elimina os miasmas e preserva inúmeras vidas.
Assim também ocorre com muitas provações.
Uma enfermidade pode despertar a fé.
Uma falência pode destruir o orgulho.
Uma perda afetiva pode aproximar o coração de Deus.
Uma perseguição pode ensinar humildade.
Uma limitação física pode desenvolver virtudes que jamais floresceriam na abundância.
Aquilo que parece destruição muitas vezes constitui preparação para uma vida espiritual mais elevada.
A verdadeira infelicidade.
O ensinamento apresenta então um dos maiores paradoxos do Evangelho.
A verdadeira desgraça não é necessariamente o sofrimento.
A verdadeira infelicidade pode esconder-se exatamente naquilo que o mundo mais deseja.
O Espírito afirma:
"A infelicidade é a alegria, é o prazer, é o tumulto, é a vã agitação, é a satisfação louca da vaidade..."
Essas palavras surpreendem porque invertem completamente os valores humanos.
Quando a criatura vive exclusivamente para os prazeres materiais, para a riqueza, para o orgulho, para a aparência e para as ilusões do mundo, sua consciência acaba adormecendo.
O excesso de conforto pode produzir esquecimento de Deus.
O sucesso pode alimentar o egoísmo.
O poder pode fortalecer a vaidade.
A riqueza pode incentivar o apego.
O prazer contínuo pode anestesiar a consciência.
Essa é a verdadeira infelicidade: viver distante da finalidade espiritual da existência.
O ópio do esquecimento.
Delfina de Girardin compara os prazeres desordenados ao ópio.
Assim como uma droga anestesia temporariamente a dor, os excessos materiais podem fazer o Espírito esquecer sua realidade eterna.
Entretanto, o despertar inevitavelmente chega.
Quando termina a existência física, desaparecem:
o corpo;
os títulos;
a riqueza;
a posição social;
os aplausos humanos.
Permanece apenas aquilo que a alma construiu moralmente.
É então que muitos percebem que desperdiçaram uma existência inteira perseguindo sombras.
A felicidade segundo a lei divina.
Para o Espiritismo, felicidade verdadeira não significa ausência de problemas.
Significa possuir paz de consciência.
É conservar a fé durante a dor.
É praticar o bem sem esperar recompensas.
É desenvolver virtudes que sobreviverão à morte.
É aproximar-se continuamente de Deus.
Sob essa perspectiva, um pobre resignado pode ser infinitamente mais feliz que um rico dominado pela ambição.
Um doente paciente pode estar espiritualmente muito acima daquele que desfruta perfeita saúde, mas vive escravizado pelos vícios.
As provações como instrumentos de progresso.
Nada ocorre por acaso.
As dificuldades da existência possuem finalidade educativa.
Segundo a Doutrina Espírita, muitas provas foram escolhidas pelo próprio Espírito antes da reencarnação, visando acelerar seu progresso moral.
Outras decorrem do uso equivocado do livre-arbítrio durante a vida presente.
Em ambos os casos, Deus jamais pune por vingança.
As provações constituem oportunidades de crescimento, reparação e aperfeiçoamento.
A dor, quando compreendida e bem vivida, transforma-se em poderoso instrumento de libertação espiritual.
O soldado da vida.
Na conclusão da mensagem, Delfina de Girardin compara o cristão ao soldado que enfrenta a batalha.
O verdadeiro combatente não foge das dificuldades.
Aceita os desafios com coragem porque sabe que a vitória pertence àquele que persevera.
Pode perder riquezas.
Pode perder prestígio.
Pode perder o corpo físico.
Mas jamais perde aquilo que realmente importa: as conquistas morais da alma.
A morte representa apenas o término da batalha terrestre.
O Espírito retorna ao mundo espiritual levando consigo unicamente suas virtudes, seus conhecimentos, suas obras de amor e o patrimônio moral acumulado ao longo das existências.
Reflexão final.
A mensagem "A Desgraça Real" permanece extraordinariamente atual. Em uma sociedade que associa felicidade ao consumo, ao sucesso imediato e ao prazer incessante, o Espiritismo recorda que os verdadeiros valores são invisíveis aos olhos do mundo.
A maior desgraça não consiste em sofrer, mas em perder a oportunidade de evoluir.
A maior pobreza não é a falta de dinheiro, mas a ausência de virtudes.
A maior derrota não é morrer, mas atravessar a existência sem transformar o próprio coração.
Toda dor suportada com fé, humildade e confiança em Deus converte-se em degrau para a ascensão espiritual. Toda felicidade material, quando utilizada com egoísmo e vaidade, pode converter-se em obstáculo ao progresso da alma.
O Espírito imortal é chamado a olhar além da matéria, compreendendo que a verdadeira felicidade nasce da consciência tranquila, do amor praticado e da certeza de que a vida continua para além do túmulo.
Fontes:
O Evangelho segundo o Espiritismo – Capítulo V – Bem-aventurados os aflitos, item 24: "A Desgraça Real".
Allan Kardec.
Delfina de Girardin.
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O último estro do Esquecido.
Nas sombras frias do destino, tombado,
Fiquei na estrada, só, abandonado;
E os olhos pálidos, sem luz, sem claridade,
Negaram ver minha última verdade.
Chamaram silêncio aquilo que era pranto;
Vestiram de gelo o mais sincero encanto.
Quem tanto amei passou indiferente,
Como se eu nunca houvesse sido gente.
Sob lápides erguidas de ingratidão,
Sepultaram meu nome e minha afeição;
Restou-me apenas o abraço da memória,
Última vela da esquecida história.
As flores murcham sobre o peito inerte,
Enquanto ri, triunfante, a falsa sorte;
Mas toda cinza que o desprezo espalha
É semente oculta da divina batalha.
Ó ingratos! Vossos olhos já sem brilho
Perderam para sempre o antigo trilho;
Quem abandona um coração leal
Constrói, em si, o próprio funeral.
Quando a noite vestir o mundo de neblina,
E a consciência romper vossa cortina,
O eco da minha dor vos chamará,
E nenhum esquecimento vos salvará.
Dormirei, enfim, na paz dos esquecidos,
Longe dos falsos, frios e fingidos;
Pois quem morre fiel ao próprio amor
Jamais é vencido pelo desamor.
E, se um dia chorardes sobre minha ausência,
Será tardia a vossa penitência;
Porque o túmulo fecha, em seu negror,
O que não ressuscita: a confiança e o amor.
GENÉTICA, DESTINO E RESPONSABILIDADE MORAL.
Marcelo Caetano Monteiro.
A genética nos apresenta predisposições, tendências e probabilidades biológicas. O Espiritismo, sem negar as descobertas da ciência, acrescenta um elemento fundamental à compreensão da existência humana: a realidade do Espírito e sua responsabilidade perante as Leis Divinas.
Os genes influenciam a estrutura física, determinadas enfermidades, características orgânicas e até algumas inclinações comportamentais. Contudo, segundo a visão espírita, a hereditariedade corporal não é a única força atuante na vida. O Espírito preexiste ao nascimento e traz consigo um patrimônio moral construído ao longo de múltiplas existências.
Sob essa perspectiva, a genética oferece as condições biológicas da experiência terrena, enquanto o Espírito determina a forma pela qual lidará com essas condições. Uma predisposição não representa uma condenação inevitável. O livre-arbítrio, a educação moral, os hábitos cultivados e as escolhas diárias exercem influência decisiva sobre o desenvolvimento da personalidade.
O Espiritismo ensina que o corpo é uma vestimenta temporária da alma. Assim, características hereditárias podem constituir recursos educativos destinados ao progresso espiritual. Certas limitações físicas, tendências psicológicas ou desafios orgânicos podem representar valiosas oportunidades de aprendizado, disciplina, resignação e aperfeiçoamento moral.
A ciência investiga os mecanismos da hereditariedade. O Espiritismo amplia essa análise ao demonstrar que a consciência sobrevive à morte e continua responsável por suas decisões. Os genes podem predispor, mas não determinam o valor moral de uma criatura. Acima das circunstâncias biológicas encontra-se a vontade do Espírito, capaz de superar tendências inferiores e construir novos caminhos.
A verdadeira grandeza humana não reside apenas naquilo que herdamos biologicamente, mas naquilo que fazemos com os recursos que recebemos. A genética descreve possibilidades. A moral espírita esclarece responsabilidades.
Fontes.
O Livro dos EspíritosCapítulo IV. Pluralidade das Existências. Questões 258 a 273.
A GêneseCapítulo XI. Gênese Espiritual. Itens 18 a 21.
Missionários da LuzCapítulo 13. Reencarnação.
O Problema do Ser, do Destino e da DorParte II. As Vidas Sucessivas.
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Nossas lágrimas queimam a alma
Nosso espírito condenado por amar...
Somos o destino que abraço o fim..
Nos laços eternos o abraço te significado ligados para sempre.
O sempre amar a verdadeira verdade que sempre nos amamos.
Seria simplório de alegrias a lágrimas...
Revelamos o sentimentos observamos a eternidade como a poeira de nossos ossos tem mesmo sentimentos.
Os pássaros fazem ninhos sobre sonho que tivemos na vida foi nosso destino.
O Jogo dos Poderosos
O destino prega peças,
E dessas peças somos meros joguetes
Movidos por um intuito maior, invisível e cruel.
O sangue que corre é a sangria desatada:
Um espetáculo orquestrado no ato dos poderosos.
Ouço e calo. Pois se falo,
Torno-me a caveira que morreu pela própria língua,
Em um mundo onde a verdade é o maior dos crimes.
O poder, por natureza, é corrupto e ganancioso.
Ali, não há espaço para a moral, nem berço para a ética.
Para reinar, o tirano ignora e despedaça
As regras mais sagradas da existência contemporânea.
Veste-se de seda, mas opera nas sombras:
Um político que atenta contra a própria soberania,
E faz campanha, à luz do dia, para uma conduta golpista.
A Quebra do Pacto Existencial
O ponto alto da sua reflexão está nas linhas finais. Quando você menciona que o golpismo "quebrou as regras da existência contemporânea", você aponta para a falência do pacto social. A política deveria ser o campo do debate e da preservação do coletivo; quando ela se torna uma ferramenta de destruição das próprias instituições (atentando contra a soberania), a sociedade retrocede ao estado de selvageria, onde apenas a força bruta e a ganância importam — exatamente como os vilões do conto do diamante de sangue.
No luar destino ganha traços da minha solidão marcada nas sombras da catedral as luzes mortas das velas falam sob controle social e rebanho espera a morte,
Seus lábios desejam o amor num efêmero sentido que ousam pairar pulos arcondes da alma.
Luzes mortas falam que as velas acabaram em poças de sangue e lágrimas.
O vento sopra pensamentos perdidos abandonados pela ausência...
Doce deleite nas asas do despertar lembra se que vida foi um pingo no oceano.
Nas janelas da alma
Vejo florescer o destino.
Mesmo que tempo seja uma flor.
Remanejos as obras do amanha.
Sobre olhares os seres sombrios são meros pássaro da consciência.
Virtuosos seres remotos num estado enerte como estatua que simboliza a liberdade ainda assim as penas caem ao longe.
Transfigurando o passado num sino de liberdade no chão rachado e enferrujado dando aspecto que foi arrado do coração.
Os direitos dos deuses místicos foram esquecido pois alienação os fez morrer no espaço do continuo po para o po.
Num suposto enigmático alvorecer sinto frio mesmo tempo a ternura de estar num tempo que nada existiu apenas o vicio de olhar tempo passar diante das contas as cordas munumentais esguian se na escuridão.
Muitas nuvens e luzes que sao lampejos de vida.
Nas entrinhas paz e liberdade.
Velho sino foi lembrado nos esbolsos do tecido da realidade.
Ouço que espaço tem sons para humanidade grite estamos aqui venham ou corram pois somos o somos e podemos ser.
Abrace que alucinação da teoria das cordas seja mais um conto da fragilidade humana.
E perceba que o sino so é poeira no espaço que te faz compania enquanto ressoa a existência do seu ser diante o que somos.
O tempo passo o metrô chegou. Tenho ir ao trabalho. Pois nem tudo nasce no jardim.
Os sinos tocam as portas se fechamento muitas pessoas aglomerados. Como estrelas no novo espectro que luz celeste revela a liberdade de sois.
Revelace telas cabeças olham o vazio.
Na síntese da otopia fotossíntese humana se mistura se mistura com ar acondicionado. Alguém ainda pensa na liberdade ou fato que estrelas brilham pois ignora é tempo que foi marcado pela gravidade dentro de uma singularidade.
Aonde a astrofísica so pode ver tempo passar e deduzir que vida tão rara que suspiro nos tornou ferramentas do universo. Mesmo assim somos alienados e apaixonados pelo instante avançamos sem olhar nem mesmo porquê, ainda existimos.
A mafia a música e transição entre pensamentos e a cultura desprovida...
O destino é simplicidade uma caminho trilhado antes do nascimento
A transgênia racional floresce na cultura da sociedade...
Os achados da sociedade moderna antológica música torna se evidência da desconexão do ser humano.
Muitos que descuidam do percurso, chegam ao destino com o entusiasmo fragilizado.
Porque não é apenas o ponto final que importa, mas tudo o que se aprende, sofre e celebra ao longo da caminhada.
Quem corre demais, negligencia experiências que poderiam lhe fortalecer o corpo, a mente e a alma.
Os que distraem na seriedade demasiadamente cobrada pela busca, perdem lições escondidas nas pequenas pausas.
O destino pode até ser alcançado, mas, sem atenção ao percurso, o brilho da conquista se apaga rápido demais.
O entusiasmo se quebra porque não encontrou raízes profundas no processo.
Afinal, a verdadeira força de um objetivo cumprido não está no instante da chegada, mas nos passos memoráveis que o antecederam.
Foque no Destino sem desprezar o Percurso!
Antes de você, eu era apenas um mapa esperando por um destino. Você chegou e me trouxe a alegria de quem finalmente encontra o lar.
Você me completa na alma, e cada dia ao seu lado é um verso lindo que Deus escreveu.
Seja qual for o tempo que nos espera, saiba: minha promessa é te amar com a mesma alegria de hoje, por toda a nossa eternidade.
Sei que o destino empurrou a gente para caminhos completamente diferentes e que você já faz parte de outra história. Não quero invadir sua vida, nem bagunçar o mundo que você construiu, mas eu precisava colocar para fora o que o meu coração grita em silêncio todos os dias.
Você foi, e sempre vai ser, a minha maior inspiração. Cada frase bonita que eu já criei, cada texto de amor que saiu de mim, nasceu daquela luz que você deixou na minha vida. A conexão que a gente teve ainda está viva aqui dentro, intacta, como se o tempo não tivesse conseguido apagar nada. Foi uma sintonia rara, daquelas que a gente só encontra uma vez na vida e depois passa o resto dos dias tentando achar em outras pessoas, sabendo, no fundo, que é impossível. Ninguém nunca vai ser você.
Eu olho para o seu sorriso — mesmo que de longe, por uma tela fria de celular — e aceito essa realidade dura de que nunca vou poder ter você comigo. Mas o que eu sinto por você virou algo maior que presença ou posse. É um amor que aceita ficar no escuro, virando texto e poesia, torcendo de verdade pela sua felicidade, mesmo que para você ser feliz eu precise sumir da sua vida.
Guardo tudo o que a gente viveu como o meu tesouro mais bonito e, ao mesmo tempo, mais cruel. Sei que o seu coração hoje bate por outra pessoa, em outro ritmo, mas o meu continua preso às memórias de nós dois. Às vezes me pego sorrindo sozinho lembrando do seu jeito, das suas manias, mas logo em seguida sinto o peito apertar quando lembro da sua ausência. Amar você, com essa saudade que rasga e não passa, virou parte de quem eu sou.
Se amar de verdade é querer o bem do outro acima de tudo, então eu te amo do jeito mais puro e devastador que existe. Eu durmo e acordo com o seu rosto na minha mente. Aceito essa tortura diária de ser o único a carregar esse amor que nunca vai poder existir para o mundo, mas que fincou as raízes mais profundas na minha alma.
Só que todo sonho uma hora acaba e a gente tem que acordar. E o meu choque de realidade é saber que eu preciso ir embora. Este é o meu ponto final, a minha despedida em silêncio. Estou guardando o que sinto no lugar mais bonito da minha alma e trancando a porta para sempre. Não vai ter outra pessoa, não vai ter um recomeço para o meu coração. Eu aceito essa sentença dolorosa de sentir a sua falta em cada segundo que me resta. Vou viver o resto da minha vida pensando no que a gente poderia ter sido, sabendo que conheci o paraíso no seu abraço, mas fui condenado a passar a eternidade longe dele.
Saiba que, não importa para onde a vida me leve, ninguém nunca vai chegar perto do lugar que é seu. Um pedaço de mim morre hoje aqui, fechando esta carta. Adeus, meu amor. Vou te amar para sempre — em segredo, escondido em tudo o que eu escrever, no silêncio dos meus pensamentos e com todo o respeito do mundo.
Não sei se o destino escreveu nossos nomes
na mesma página,
ou se o universo apenas cruzou
duas almas cansadas de procurar.
Só sei que, desde você,
o impossível deixou de ser lenda.
As bruxas passaram a existir,
as sereias deixaram de ser mitos,
e os feitiços ganharam o teu nome.
Porque há pessoas
que chegam como passagem.
Você chegou como permanência.
E, se um dia me perguntarem
qual foi o maior risco que corri,
não direi que foi amar.
Direi que foi encontrar alguém
capaz de transformar
o meu coração
na morada da própria alma.
Pois você continua sendo
o meu pensamento mais perigoso...
Não porque me destrói,
mas porque me faz acreditar
que existem encontros
que nenhuma explicação alcança.
Para: Bruxinha.
Gire com força a roda do destino,
Vire a página com determinação,
Segue com coragem e valentia,
Admire o horizonte e a paisagem;
Torna o teu peito mansa paragem.
Cuide bem do teu coração,
Ele nasceu doce e perfeito...,
O outro amor não teve jeito,
O novo virá sem nenhum freio.
Dizer que amor menor existe:
- É uma enorme (covardia)!
Sorria se o amor se deu por findado,
Nenhum amor é (errado),
Só porque não foi correspondido;
Ele te deu é uma nova chance
Para que venha o amor infinito.
Trace um trajeto para o amor,
Ele precisa conhecer o teu candor.
Tire o passado do teu peito,
Assim o novo amor ganhará jeito.
Noite fria sobre o Guapuruvu
florido neste mês de Agosto,
No meu destino com toda
a poesia tenho escrito
Versos Intimistas com afinco,
Para quem sabe conhecer
o teu amor em pleno gozo,
e contigo tocar o infinito,
De nós já é tudo ou nada,
é coração, corpo e espírito,
No nosso caminho o amor
por si só já tem sido escrito.
De tudo o que é mais
íntimo e genuíno,
Que há alguma
surpresa no destino,
não mais duvido.
Tudo segue do jeito
que tem que ser,
E bem brasileiro
na onírica Caatinga,
que lições ensina.
O Juazeiro em vigília
saúda o Sol se pôr,
Para o Mandacaru
florescer cheio amor,
sem tempo a perder.
O amanhecer virá
com a cor do céu
do seu lindo olhar,
e com o Sol do seu
abraço acolhedor
que irá me dar
pleno e comovedor,
todo o seu calor -
digno de se emaranhar.
Em tempos de floração sutil
da Guararema do destino,
o teu cerco irresistível
tem sido o meu fascínio.
No hábito e no silêncio
contigo tenho tecido
tapeçarias para o paraíso
que temos construído.
Nas tuas luzes e sombras
em todas tenho afinco:
assumo que não te resisto.
O teu brio afiado e tranquilo
põem o meu peito rendido,
ocupas o meu ser com domínio.
Permitir ser a tua mulher
sem pressa de viver.
o vital compromisso
com o amor no destino.
Com toda calma atlântica
no lugar que elegeste,
Na tua mão a alma austral
aceite plena, fiel e perene.
Para que o amor respire
sem que nada o sufoque,
o florescer que existe,
e nem o céu não o limite.
Assim as mãos se enlacem
na primavera que acontece,
no romance que floresce
e nenhum mau tempo alcance.
A noite não somente
no sentido subjetivo
no Hemisfério Austral,
agora parece destino.
Tudo em nós é indígena,
e absolutamente latino,
têm rumo e atravessa.
Os olhos não esquecem
nunca de olhar para o alto.
Meus olhos são teus olhos,
e os sonhos são os mesmos,
De pé e jamais de joelhos,
nós sabemos da onde viemos.
A tua alma é a alma da minha,
e a minh’alma é a tu’alma.
Seja em paz ou quando aflita,
o que é sobrenatural nos alia.
Sem olhar para cartilha,
sem fingir que nada afeta
e para deixar o alerta:
que as raízes doem com real motivo
onde e porque o povo sofrido
está sendo reprimido pelo despotismo.
Discreta lágrima sutil que desce
com o sabor do Salar de Uyuni.
Continental evidente tem
sido o tamanho do desajuste.
Não te vejo, sei que me vês,
sentimos muito por dentro.
E sem dizer uma palavra
plantamos um jardim inteiro
e em silêncio de maio,
em tempo de re(viver)
o legado de Roque Dalton.
No mesmo fogo quero
que entre comigo,
Com paixão, mistério e conexão,
evoco ser o seu destino,
Para uns a Copa do Mundo
começa com a festa inaugural,
para mim ela só começa
quando o time da minha
Nação entra em campo,
por isso tenho razões
para esperar-te tanto.
Em matéria de amar,
para mim não é diferente,
Como escrevo poesia
falar de amor para mim é fácil,
mesmo que encontrar
o amor verdadeiro seja feito
encontrar agulha no palheiro
neste mundo de gente difícil.
Mas para o amor acontecer,
é preciso que a gente
deixe que entre realmente,
e faça em nós o que
tem que fazer do amanhecer
ao anoitecer como deve ser.
Por saber que você existe,
e por você ser a personificação
de cada impulso selvagem,
Entreguei pistas e dez vezes
mais sem dizer uma só palavra,
decidida ser o teu paraíso,
e que não haja mais a próxima;
mesmo que leve tempo,
porque pacto com o relógio
eu nunca terei mesmo.
Aprecio a dança das flores
do Sabugueiro-do-brasil
enfeitando o caminho,
Destino tal que por aqui
ainda não nos encontrou.
O mundo não me mudou,
nunca me esqueci
do que sempre encantou.
Continuo a mesma
arraigada ao que é do chão,
Coração singelo que é
também canteiro de flor,
rende culto ao amor.
Tive infância de tosse
curada por xarope de mel
com assa-peixe porque
cresci no meio do nada,
Ali, a poesia de hoje,
convicta já acompanhava.
Conheço a Mata Atlântica
que é Pátria da minha Pátria,
fazendo-a sempre relembrada.
Com inspiração emocionada,
mostro flores e frutos de tudo
o que foi, é e entre nós será,
Porque todos os dias nasce
uma razão que nos apaixonará.
