Textos sobre o destino
De tudo o que é mais
íntimo e genuíno,
Que há alguma
surpresa no destino,
não mais duvido.
Tudo segue do jeito
que tem que ser,
E bem brasileiro
na onírica Caatinga,
que lições ensina.
O Juazeiro em vigília
saúda o Sol se pôr,
Para o Mandacaru
florescer cheio amor,
sem tempo a perder.
O amanhecer virá
com a cor do céu
do seu lindo olhar,
e com o Sol do seu
abraço acolhedor
que irá me dar
pleno e comovedor,
todo o seu calor -
digno de se emaranhar.
Em tempos de floração sutil
da Guararema do destino,
o teu cerco irresistível
tem sido o meu fascínio.
No hábito e no silêncio
contigo tenho tecido
tapeçarias para o paraíso
que temos construído.
Nas tuas luzes e sombras
em todas tenho afinco:
assumo que não te resisto.
O teu brio afiado e tranquilo
põem o meu peito rendido,
ocupas o meu ser com domínio.
Permitir ser a tua mulher
sem pressa de viver.
o vital compromisso
com o amor no destino.
Com toda calma atlântica
no lugar que elegeste,
Na tua mão a alma austral
aceite plena, fiel e perene.
Para que o amor respire
sem que nada o sufoque,
o florescer que existe,
e nem o céu não o limite.
Assim as mãos se enlacem
na primavera que acontece,
no romance que floresce
e nenhum mau tempo alcance.
A noite não somente
no sentido subjetivo
no Hemisfério Austral,
agora parece destino.
Tudo em nós é indígena,
e absolutamente latino,
têm rumo e atravessa.
Os olhos não esquecem
nunca de olhar para o alto.
Meus olhos são teus olhos,
e os sonhos são os mesmos,
De pé e jamais de joelhos,
nós sabemos da onde viemos.
A tua alma é a alma da minha,
e a minh’alma é a tu’alma.
Seja em paz ou quando aflita,
o que é sobrenatural nos alia.
Sem olhar para cartilha,
sem fingir que nada afeta
e para deixar o alerta:
que as raízes doem com real motivo
onde e porque o povo sofrido
está sendo reprimido pelo despotismo.
Discreta lágrima sutil que desce
com o sabor do Salar de Uyuni.
Continental evidente tem
sido o tamanho do desajuste.
Não te vejo, sei que me vês,
sentimos muito por dentro.
E sem dizer uma palavra
plantamos um jardim inteiro
e em silêncio de maio,
em tempo de re(viver)
o legado de Roque Dalton.
No mesmo fogo quero
que entre comigo,
Com paixão, mistério e conexão,
evoco ser o seu destino,
Para uns a Copa do Mundo
começa com a festa inaugural,
para mim ela só começa
quando o time da minha
Nação entra em campo,
por isso tenho razões
para esperar-te tanto.
Em matéria de amar,
para mim não é diferente,
Como escrevo poesia
falar de amor para mim é fácil,
mesmo que encontrar
o amor verdadeiro seja feito
encontrar agulha no palheiro
neste mundo de gente difícil.
Mas para o amor acontecer,
é preciso que a gente
deixe que entre realmente,
e faça em nós o que
tem que fazer do amanhecer
ao anoitecer como deve ser.
Por saber que você existe,
e por você ser a personificação
de cada impulso selvagem,
Entreguei pistas e dez vezes
mais sem dizer uma só palavra,
decidida ser o teu paraíso,
e que não haja mais a próxima;
mesmo que leve tempo,
porque pacto com o relógio
eu nunca terei mesmo.
Aprecio a dança das flores
do Sabugueiro-do-brasil
enfeitando o caminho,
Destino tal que por aqui
ainda não nos encontrou.
O mundo não me mudou,
nunca me esqueci
do que sempre encantou.
Continuo a mesma
arraigada ao que é do chão,
Coração singelo que é
também canteiro de flor,
rende culto ao amor.
Tive infância de tosse
curada por xarope de mel
com assa-peixe porque
cresci no meio do nada,
Ali, a poesia de hoje,
convicta já acompanhava.
Conheço a Mata Atlântica
que é Pátria da minha Pátria,
fazendo-a sempre relembrada.
Com inspiração emocionada,
mostro flores e frutos de tudo
o que foi, é e entre nós será,
Porque todos os dias nasce
uma razão que nos apaixonará.
Você é a parte mais bonita do meu destino.
Quando seu nome toca meu pensamento, tudo ao redor parece silenciar, como se o universo entendesse que naquele instante só você importa.
Seu amor é vento leve que acalma, mas também é chama que acende cada pedaço de mim.
Há algo em você que não se explica — apenas se sente, se vive, se guarda.
E eu guardo. Guardo cada gesto, cada palavra, cada detalhe seu como quem protege um tesouro raro.
Porque, no fim, tudo o que meu coração aprende todos os dias é simples:
amar você é a forma mais pura de felicidade que já conheci.”
E se houver outras vidas,
que o destino continue escrevendo o teu nome no caminho do meu coração.
Que eu te encontre nos mesmos olhares calmos, nos abraços que aquecem a alma e nos silêncios que só o amor entende.
E se o tempo mudar nossos rostos, nossas histórias e até nossos mundos,
que ainda assim exista algo em mim capaz de reconhecer você.
Porque há amores que não começam aqui… apenas continuam.
E se houver outras vidas;
que eu te encontre e te ame em cada uma delas.
Gire com força a roda do destino,
Vire a página com determinação,
Segue com coragem e valentia,
Admire o horizonte e a paisagem;
Torna o teu peito mansa paragem.
Cuide bem do teu coração,
Ele nasceu doce e perfeito...,
O outro amor não teve jeito,
O novo virá sem nenhum freio.
Dizer que amor menor existe:
- É uma enorme (covardia)!
Sorria se o amor se deu por findado,
Nenhum amor é (errado),
Só porque não foi correspondido;
Ele te deu é uma nova chance
Para que venha o amor infinito.
Trace um trajeto para o amor,
Ele precisa conhecer o teu candor.
Tire o passado do teu peito,
Assim o novo amor ganhará jeito.
Cemitério de Sonhos
Não gostaria de ter uma vida ao estilo de Epicteto. Porém, o destino não me deu opções. Sou escravo do conhecimento e da sabedoria, mas já fui do amor e da tolice.
Gostaria de ter uma boa história para contar, e tenho! Entretanto, gostaria que tivesse sido mais épica: mais feitos, mais paixões, mais lutas, mais gentilezas.
Queria ter tido a oportunidade de viajar. Aqui no Norte, minhas condições nunca foram muito favoráveis. Queria conhecer o mar; meus pais também gostariam.
Nunca me deram armas em mãos, e o pouco de prestígio que eu tinha, perdi. Espero que a morte seja mais gentil comigo do que a vida foi. Não sou vaidoso, claro, porém tenho fascínio por alguns assuntos.
Nunca fui flor que se cheire; porém, poucas foram as flores que tive a oportunidade de cativar.
Será que Deus ainda tem algum feito para mim? Eu aposto que sim, mas tenho que pagar para ver esse show!
Assinado: KANGAL — Cemitério de Sonhos.
O Destino de Todo Ditador
Texto-base: Daniel 4:30-37; Atos 12:21-23; Êxodo 14; Daniel 5; Salmo 2.
Nabucodonosor se elevou em soberba e parecia invencível… até que Deus, o justo juiz, o condenou e o reduziu a pastar como animal do campo.
Herodes exibia-se em pomposa divindade; a santidade de Deus, contudo, o entregou aos vermes!
Faraó endureceu o coração e desafiou o Altíssimo… até que a mão de Deus o esmagou e o mar engoliu o seu exército.
Belsazar festejava em blasfêmia na mesma noite em que o dedo de Deus escreveu a sentença e seu reino foi dividido.
TODO TIRANO BRINCA DE SER ETERNO NA VÉSPERA DE SE ENCONTRAR COM O JUSTO JUIZ!
Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. O que Ele decreta, Ele cumpre. E nenhum tirano, por mais poderoso que pareça, escapará do juízo do Santo de Israel.
Há uma tendência profunda e pecaminosa no coração humano: olhar para o poder, a riqueza, a influência e a aparente estabilidade dos ímpios e concluir que eles são intocáveis. Nabucodonosor caminhava sobre os terraços de Babilônia e dizia: “Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei?” Herodes ouvia o povo gritar: “Voz de Deus, e não de homem!” Faraó perguntava com arrogância: “Quem é o Senhor, para que eu ouça a sua voz?” Belsazar bebia nos vasos sagrados do templo enquanto os deuses de ouro e prata eram louvados.
Em todos esses casos, o homem se elevou. Em todos esses casos, o homem parecia seguro. E em todos esses casos, o Deus que habita na eternidade desceu e os abateu em sua arrogância. Não com delicadeza. Não com hesitação. Ele os tocou com a mesma soberania com que criou o universo e com a mesma justiça com que julgará o mundo.
Precisamos nos lembrar que Deus não negocia com o orgulho humano. Ele não está impressionado com impérios, tronos, exércitos ou redes sociais. Ele não precisa da permissão de nenhum governante para executar o Seu conselho. A Sua justiça estabelecida na eternidade, Ele a cumprirá no tempo. E o dia da queda do ímpio frequentemente chega na noite em que ele menos espera — enquanto ainda está festejando, ainda está se gabando, ainda está confiante de que o amanhã lhe pertence.
Isso não é apenas história antiga. É a realidade presente. Todo tirano, todo opressor, todo homem que se levanta em soberba para oprimir o povo e contra a lei de Deus parece eterno… até o momento em que deixa de parecer. E esse momento está marcado no calendário de Deus.
Portanto, não tema o homem cujo fôlego está nas narinas. Não se impressione com a aparente estabilidade dos ímpios. Porque o mesmo Deus que abateu Nabucodonosor, Herodes, Faraó e Belsazar ainda vive. E Ele ainda julga e soberanamente age.
Pense nisso e ótimo início de semana!
Marcelo Rissma
Noite fria sobre o Guapuruvu
florido neste mês de Agosto,
No meu destino com toda
a poesia tenho escrito
Versos Intimistas com afinco,
Para quem sabe conhecer
o teu amor em pleno gozo,
e contigo tocar o infinito,
De nós já é tudo ou nada,
é coração, corpo e espírito,
No nosso caminho o amor
por si só já tem sido escrito.
27/10
Não interfira
no destino
de quem você
não têm condições
de seguir pelo
mesmo caminho.
...
27/11
Conheça a realidade
antes de querer
fazer para dela,
e depois não ter
argumentos
para se justificar.
..
27/12
Se a sua mensagem
não for de paz,
Calar é o melhor
que você faz.
As auroras da vida
e as linhas do destino
em águas atlânticas
trouxeram o povo trentino,
no Brasil construíram
o legado e o caminho.
Ali na Árvore de Natal
toda feita de Crochê fino,
há amor muito envolvido
todo em puro carinho
pela herança ancestral.
Ao redor da Árvore de Natal
baila o grupo Folk Trentino
com alegria monumental,
não faltou nem mesmo
o Corpo Bandistico Di Albiano.
Ah! Este Médio Vale do Itajaí
que exalto e amo tanto,
se for demais pedir ao bom Deus,
peço que abençoe o meu plano
de tudo o quê por amor insisto,
de ter você em Rodeio comigo.
Caminhos do destino
como os do interior
da Sarang Semut,
É algo muito superior
que guardo silenciosa
com todo o meu amor.
...
Se encantar com a poesia
escondida da Bunga Hantu,
É celebrar o dom da vida
que Deus nos concedeu,
Na nossa fragilidade está
a nossa maior fortaleza
porque cultivamos a fé
que nos mantém de pé.
Carregar algo de extrema beleza
como o aricá enfeitando o destino,
Criando jardins com terra preta
sendo convencida que é poema.
Buscar preservar a tranquilidade
da época a inocência era intocada,
Mantendo alguma parte preservada
para que o que é indomável liberdade.
Capturar o subtexto que se desfere
para não deixar entrar o que fere,
Deixando por conta da nossa liberdade
indomável para que o melhor se preserve.
Não se deixar levar pelas correntes,
caminhando com todas as coragens.
Não sei se o destino escreveu nossos nomes
na mesma página,
ou se o universo apenas cruzou
duas almas cansadas de procurar.
Só sei que, desde você,
o impossível deixou de ser lenda.
As bruxas passaram a existir,
as sereias deixaram de ser mitos,
e os feitiços ganharam o teu nome.
Porque há pessoas
que chegam como passagem.
Você chegou como permanência.
E, se um dia me perguntarem
qual foi o maior risco que corri,
não direi que foi amar.
Direi que foi encontrar alguém
capaz de transformar
o meu coração
na morada da própria alma.
Pois você continua sendo
o meu pensamento mais perigoso...
Não porque me destrói,
mas porque me faz acreditar
que existem encontros
que nenhuma explicação alcança.
Para: Bruxinha.
Duas almas.
Chamam de acaso, eu prefiro chamar de destino,
duas almas cansadas cruzando o mesmo caminho.
Feridas pelo tempo, marcadas pela solidão,
descobriram descanso no abraço da conexão.
Não precisam viver lado a lado a todo instante,
pois o laço verdadeiro permanece constante.
A distância não desfaz o que o coração construiu;
quem nasceu para ser porto jamais se diluiu.
Eram intensas demais para viver pela metade,
escolheram a coragem no lugar da vaidade.
Romperam as correntes, recusaram a prisão,
e fizeram da liberdade a sua própria direção.
Sobre os muros caminharam, sem medo de tropeçar,
porque quem encontra a alma certa aprende também a voar.
Não é o tempo que aproxima, nem a presença, afinal;
é o silêncio que responde aquilo que é essencial.
Se existe um nome para isso, talvez ninguém possa dizer.
Alguns chamam de encontro...
eu chamo de duas almas que nasceram para se reconhecer.
A DESGRAÇA REAL: A VISÃO ESPÍRITA SOBRE O SOFRIMENTO, A FELICIDADE E O DESTINO ETERNO DA ALMA.
O ser humano, desde os primórdios da civilização, procura evitar a dor e alcançar a felicidade. Entretanto, aquilo que normalmente chamamos de "desgraça" nem sempre o é diante das leis divinas. Em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo V – Bem-aventurados os aflitos, item 24, a mensagem do Espírito Delfina de Girardin apresenta uma das mais profundas reflexões sobre a natureza do sofrimento e do verdadeiro destino da alma.
Sob a ótica espírita, os acontecimentos terrenos não podem ser avaliados apenas pelas aparências imediatas. A vida corporal representa apenas um breve instante da existência imortal. Aquilo que hoje parece uma calamidade pode transformar-se na maior bênção espiritual, enquanto aquilo que aparenta ser felicidade pode esconder os germes da mais profunda infelicidade futura.
A falsa ideia humana de desgraça.
Segundo a linguagem comum, a desgraça é identificada com a pobreza, a doença, o abandono, a morte de um ente querido, a traição, a humilhação, a perda de bens materiais ou qualquer circunstância que provoque sofrimento imediato.
Essas dores são reais e profundamente sentidas. O Espiritismo, porém, convida-nos a ampliar o horizonte da compreensão.
Nossa visão costuma limitar-se ao presente, enquanto Deus contempla simultaneamente o passado, o presente e o futuro do Espírito. Dessa forma, acontecimentos aparentemente dolorosos podem representar oportunidades indispensáveis de regeneração, aprendizado, reparação de débitos e crescimento moral.
A verdadeira medida dos acontecimentos não está no instante em que ocorrem, mas nas consequências espirituais que produzem.
As consequências valem mais do que os acontecimentos.
Delfina de Girardin utiliza uma comparação extremamente significativa.
A tempestade arranca árvores, destrói plantações e assusta os homens. Todavia, ao mesmo tempo, purifica a atmosfera, elimina os miasmas e preserva inúmeras vidas.
Assim também ocorre com muitas provações.
Uma enfermidade pode despertar a fé.
Uma falência pode destruir o orgulho.
Uma perda afetiva pode aproximar o coração de Deus.
Uma perseguição pode ensinar humildade.
Uma limitação física pode desenvolver virtudes que jamais floresceriam na abundância.
Aquilo que parece destruição muitas vezes constitui preparação para uma vida espiritual mais elevada.
A verdadeira infelicidade.
O ensinamento apresenta então um dos maiores paradoxos do Evangelho.
A verdadeira desgraça não é necessariamente o sofrimento.
A verdadeira infelicidade pode esconder-se exatamente naquilo que o mundo mais deseja.
O Espírito afirma:
"A infelicidade é a alegria, é o prazer, é o tumulto, é a vã agitação, é a satisfação louca da vaidade..."
Essas palavras surpreendem porque invertem completamente os valores humanos.
Quando a criatura vive exclusivamente para os prazeres materiais, para a riqueza, para o orgulho, para a aparência e para as ilusões do mundo, sua consciência acaba adormecendo.
O excesso de conforto pode produzir esquecimento de Deus.
O sucesso pode alimentar o egoísmo.
O poder pode fortalecer a vaidade.
A riqueza pode incentivar o apego.
O prazer contínuo pode anestesiar a consciência.
Essa é a verdadeira infelicidade: viver distante da finalidade espiritual da existência.
O ópio do esquecimento.
Delfina de Girardin compara os prazeres desordenados ao ópio.
Assim como uma droga anestesia temporariamente a dor, os excessos materiais podem fazer o Espírito esquecer sua realidade eterna.
Entretanto, o despertar inevitavelmente chega.
Quando termina a existência física, desaparecem:
o corpo;
os títulos;
a riqueza;
a posição social;
os aplausos humanos.
Permanece apenas aquilo que a alma construiu moralmente.
É então que muitos percebem que desperdiçaram uma existência inteira perseguindo sombras.
A felicidade segundo a lei divina.
Para o Espiritismo, felicidade verdadeira não significa ausência de problemas.
Significa possuir paz de consciência.
É conservar a fé durante a dor.
É praticar o bem sem esperar recompensas.
É desenvolver virtudes que sobreviverão à morte.
É aproximar-se continuamente de Deus.
Sob essa perspectiva, um pobre resignado pode ser infinitamente mais feliz que um rico dominado pela ambição.
Um doente paciente pode estar espiritualmente muito acima daquele que desfruta perfeita saúde, mas vive escravizado pelos vícios.
As provações como instrumentos de progresso.
Nada ocorre por acaso.
As dificuldades da existência possuem finalidade educativa.
Segundo a Doutrina Espírita, muitas provas foram escolhidas pelo próprio Espírito antes da reencarnação, visando acelerar seu progresso moral.
Outras decorrem do uso equivocado do livre-arbítrio durante a vida presente.
Em ambos os casos, Deus jamais pune por vingança.
As provações constituem oportunidades de crescimento, reparação e aperfeiçoamento.
A dor, quando compreendida e bem vivida, transforma-se em poderoso instrumento de libertação espiritual.
O soldado da vida.
Na conclusão da mensagem, Delfina de Girardin compara o cristão ao soldado que enfrenta a batalha.
O verdadeiro combatente não foge das dificuldades.
Aceita os desafios com coragem porque sabe que a vitória pertence àquele que persevera.
Pode perder riquezas.
Pode perder prestígio.
Pode perder o corpo físico.
Mas jamais perde aquilo que realmente importa: as conquistas morais da alma.
A morte representa apenas o término da batalha terrestre.
O Espírito retorna ao mundo espiritual levando consigo unicamente suas virtudes, seus conhecimentos, suas obras de amor e o patrimônio moral acumulado ao longo das existências.
Reflexão final.
A mensagem "A Desgraça Real" permanece extraordinariamente atual. Em uma sociedade que associa felicidade ao consumo, ao sucesso imediato e ao prazer incessante, o Espiritismo recorda que os verdadeiros valores são invisíveis aos olhos do mundo.
A maior desgraça não consiste em sofrer, mas em perder a oportunidade de evoluir.
A maior pobreza não é a falta de dinheiro, mas a ausência de virtudes.
A maior derrota não é morrer, mas atravessar a existência sem transformar o próprio coração.
Toda dor suportada com fé, humildade e confiança em Deus converte-se em degrau para a ascensão espiritual. Toda felicidade material, quando utilizada com egoísmo e vaidade, pode converter-se em obstáculo ao progresso da alma.
O Espírito imortal é chamado a olhar além da matéria, compreendendo que a verdadeira felicidade nasce da consciência tranquila, do amor praticado e da certeza de que a vida continua para além do túmulo.
Fontes:
O Evangelho segundo o Espiritismo – Capítulo V – Bem-aventurados os aflitos, item 24: "A Desgraça Real".
Allan Kardec.
Delfina de Girardin.
#Espiritismo #AllanKardec #OEvangelhoSegundoOEspiritismo #BemAventuradosOsAflitos #ADesgraçaReal #DelfinaDeGirardin #VidaFutura #ImortalidadeDaAlma #Reencarnação #LeiDeCausaEEfeito #Provações #Expiações #Sofrimento #FelicidadeVerdadeira #EvoluçãoEspiritual #ReformaÍntima #Consciência #Fé #Esperança #Amor #Caridade #VidaEspiritual #DoutrinaEspírita #CristianismoRedivivo #Evangelho #ProgressoMoral #DestinoDaAlma #ReinoCeleste
O último estro do Esquecido.
Nas sombras frias do destino, tombado,
Fiquei na estrada, só, abandonado;
E os olhos pálidos, sem luz, sem claridade,
Negaram ver minha última verdade.
Chamaram silêncio aquilo que era pranto;
Vestiram de gelo o mais sincero encanto.
Quem tanto amei passou indiferente,
Como se eu nunca houvesse sido gente.
Sob lápides erguidas de ingratidão,
Sepultaram meu nome e minha afeição;
Restou-me apenas o abraço da memória,
Última vela da esquecida história.
As flores murcham sobre o peito inerte,
Enquanto ri, triunfante, a falsa sorte;
Mas toda cinza que o desprezo espalha
É semente oculta da divina batalha.
Ó ingratos! Vossos olhos já sem brilho
Perderam para sempre o antigo trilho;
Quem abandona um coração leal
Constrói, em si, o próprio funeral.
Quando a noite vestir o mundo de neblina,
E a consciência romper vossa cortina,
O eco da minha dor vos chamará,
E nenhum esquecimento vos salvará.
Dormirei, enfim, na paz dos esquecidos,
Longe dos falsos, frios e fingidos;
Pois quem morre fiel ao próprio amor
Jamais é vencido pelo desamor.
E, se um dia chorardes sobre minha ausência,
Será tardia a vossa penitência;
Porque o túmulo fecha, em seu negror,
O que não ressuscita: a confiança e o amor.
