Textos de Coragem
A CORAGEM DO AMOR QUE ACEITOU O CÁLICE.
Capítulo: XVIII
Livro: Migalhas Da Grande Mesa.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quando contemplamos a oração de Jesus no Getsêmani, percebemos uma das mais profundas demonstrações de grandeza moral registradas pela História. Aquele instante não representa a fraqueza de um Espírito diante da dor, mas a fortaleza incomparável de quem conhecia plenamente as consequências da missão que viera cumprir e, ainda assim, escolheu permanecer fiel ao Bem.
Muitas vezes, a leitura apressada dessa passagem conduz à ideia de que Jesus teria pedido apenas para ser poupado do sofrimento físico. Entretanto, uma análise psicológica, filosófica e moral permite enxergar um horizonte muito mais vasto. O cálice simboliza, igualmente, o peso da incompreensão humana, da violência moral, da ingratidão, do orgulho e da recusa deliberada da verdade por parte daqueles que preferiram silenciar o amor em vez de ouvi-lo.
É admirável a coragem do amor de Jesus. Observemos que Ele não abandona sua missão, tampouco se revolta contra a vontade do Pai. Ao contrário, submete-se integralmente à Lei Divina, demonstrando que a verdadeira liberdade espiritual consiste em harmonizar a própria vontade com a vontade de Deus.
Sob uma perspectiva filosófica, é possível compreender que a súplica de Jesus não revela o desejo de escapar ao dever. Antes, convida-nos a refletir sobre a gravidade moral dos atos humanos. A consumação daquela injustiça representaria um comprometimento ainda maior daqueles que, movidos pela inconsequência, pelo fanatismo, pela vaidade e pelo orgulho, escolheriam condenar justamente aquele que lhes oferecia apenas amor, esperança e renovação.
A tragédia maior não residia na cruz, mas na consciência daqueles que, podendo acolher a luz, preferiram as sombras. O sofrimento físico terminaria em poucas horas; entretanto, as consequências morais das escolhas permaneceriam gravadas na intimidade dos Espíritos, reclamando, ao longo das existências sucessivas, o aprendizado que somente a experiência e o arrependimento sincero poderiam proporcionar.
Sob o aspecto psicológico, o Getsêmani revela uma das maiores lições sobre a natureza humana. O orgulho possui extraordinária capacidade de cegar a inteligência. A vaidade convence o indivíduo de que está sempre certo. A ausência de empatia transforma pessoas em instrumentos da própria violência. Quando essas imperfeições se unem, o ser humano passa a justificar o injustificável, convencendo-se de que pratica o bem enquanto produz sofrimento.
Essa realidade permanece profundamente atual. Mudaram-se os séculos, modificaram-se as vestimentas, evoluíram as tecnologias, mas os conflitos íntimos continuam essencialmente os mesmos. Ainda hoje, quantos julgamentos precipitados destroem reputações? Quantas palavras ferem mais profundamente do que qualquer espada? Quantas vezes o orgulho impede o perdão, e a vaidade impede o reconhecimento do próprio erro?
Continuamos, muitas vezes, repetindo os mesmos equívocos daqueles dias. Ainda existem consciências que preferem a aparência à verdade, o interesse pessoal à justiça, a intolerância ao diálogo e a condenação à compreensão. A cruz, em muitos momentos, deixou de ser feita de madeira para ser construída com a calúnia, a indiferença, a humilhação pública e a ausência de fraternidade.
Jesus, porém, permanece como o exemplo absoluto da maturidade espiritual. Não responde ao ódio com ódio. Não combate a violência com violência. Não permite que a maldade alheia altere a pureza de seus sentimentos. Sua maior vitória não consistiu em evitar o sofrimento, mas em impedir que o sofrimento modificasse a excelência de seu caráter.
Essa é uma das maiores lições morais do Evangelho. O verdadeiro homem de bem não é aquele que jamais enfrenta dificuldades, mas aquele que conserva a serenidade, a dignidade e o amor mesmo quando cercado pela incompreensão.
À luz da Doutrina Espírita, compreendemos que Deus não deseja o sofrimento de seus filhos, mas permite que cada Espírito colha as consequências naturais de suas escolhas, encontrando nelas os instrumentos de sua própria educação moral. O cálice de Jesus, portanto, transforma-se em um convite silencioso para examinarmos o nosso próprio coração.
Antes de condenarmos os personagens daquela época, convém perguntar: quantas vezes também recusamos o amor por orgulho? Quantas oportunidades de reconciliação deixamos escapar por vaidade? Quantas vezes permanecemos indiferentes diante da dor do próximo porque estávamos excessivamente ocupados conosco mesmos?
O Evangelho não foi escrito para julgarmos os homens do passado, mas para reconhecermos, em nós mesmos, aquilo que ainda necessita ser transformado. O Getsêmani continua existindo dentro da consciência humana, sempre que somos chamados a escolher entre o egoísmo e a caridade, entre o orgulho e a humildade, entre a intolerância e o amor.
Fontes:• Bíblia Sagrada - Mateus 26:39.• O Evangelho Segundo o Espiritismo.• O Livro dos Espíritos, especialmente as questões relativas ao progresso moral e à Lei Divina.• A Gênese.
Frase:
" Que o exemplo de Jesus nos inspire a vencer o orgulho pela humildade, a vaidade pela simplicidade e a indiferença pela caridade, pois toda consciência que aprende a amar aproxima-se, um pouco mais, da verdadeira paz. "
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A Autoridade do Ser
A verdadeira coragem reside naquilo que não se vê.
Minha trajetória é moldada por experiências que se tornaram sabedoria e por desafios que transformei em alicerces. O valor de uma mulher não é um troféu a ser exibido, mas a profundidade da sua essência e a integridade da sua história.
Honro cada passo do meu caminho, pois sei que a força que me conduz é fruto da minha própria jornada e da autenticidade
que me pertence por direito.
Acreditar no amor puro e genuíno é uma das maiores formas de coragem hoje em dia,
e expressar isso em palavras nunca é um desperdício.
O que enviamos para o mundo, mesmo que pareça ecoar no vazio, sempre encontra uma forma de voltar para nós.
Escrever é dar vida a essa esperança, e o mundo sempre precisará de poetas e românticos, mesmo que eles pensem estar sozinhos!
Que nunca percamos a sensibilidade de reconhecer nossos desvios, nem a coragem de voltar à casa do Pai. O filho pródigo voltou arrependido — e encontrou não julgamento, mas reconciliação e restauração.
Pois, em Cristo, o arrependimento é o portal para a transformação que glorifica a Deus.
“Só é possível enxergar longe um problema quando se tem a coragem de atravessar o mar desta tua luta no momento que se é dado a ordem do Criador para ser livre desta tempestade. Obedeça e verá o mar da sua vida se abrir para você atravessar e deixar de ser escravo deste problema.“
—By Coelhinha
"Senhor meu Deus, agradeço pela coragem que colocaste em meu coração para reconhecer o que já não me serve. Ajuda-me a compreender que evoluir não é me perder, mas sim me reencontrar na minha versão mais verdadeira. Dá-me discernimento para deixar para trás os pesos, as dores e os ciclos que já cumpriram seu propósito. Que a cada despedida do que não me agrega, eu renove o meu propósito e fortaleça a minha essência. Que o medo do desconhecido não me paralise, mas que a Tua luz guie os meus passos rumo a um caminho de paz, luz e crescimento. Amém."
—By Coelhinha
Reino do Desalento
Já percebi a tática dos predadores,
Mas não vejo a coragem dos caçadores.
Os contrutores não fortalecem a muralha, ela está cheia de buracos e falhas.
Os cadetes estão cheios de vaidade e orgulho, mas com atitudes fracas.
Os predadores sempre tomam algo, e os soldados e o povo se culpam entre si.
Matam e fazem escárnio daqueles se levantam, os rebeldes, os líderes de espírito elevado, os revolucionários.
Os inimigos sempre dominam e os aliados só levam esse título sem prática.
Divididos, vaidosos e orgulhosos no povoado de ruínas.
Um povo que se comporta e tem instintos de fera canina.
Que tem orgulho da glória e inteligência dos outros povos.
Mas odeia o seu próprio povo e fica inerte na destruição.
Nação que veste as túnicas da contradição,
Aquela que diz venerar a entidade divina da criação, mas adora a destruição.
- Ramile Godon
Há uma majestade silenciosa no esforço de Sísifo que poucos têm coragem de contemplar, ele não é vítima da pedra, é senhor do seu próprio peso. Cada ruga em seu rosto é um testemunho vivo de uma vontade que aprendeu a não se curvar, mesmo diante do inevitável. O sucesso não está no topo inalcançável, mas na paz que nasce durante a subida, como quem entende que há propósito até no cansaço. A verdadeira glória não repousa no fim, mas na firmeza de quem continua, como se cada passo fosse visto por algo maior que o próprio mundo.
- Tiago Scheimann
Existe uma coragem que o mundo não vê, que reside no ato de levantar todos os dias sem saber se o sol brilhará para nós, mas indo ao encontro dele de qualquer maneira. O progresso, muitas vezes, é invisível aos olhos apressados, ele se manifesta nas pequenas decisões de não se render à apatia. Não sou feito apenas de acertos, sou um mosaico de tentativas frustradas e recomeços audazes que me tornam alguém real em meio a tantas máscaras de gesso.
- Tiago Scheimann
O homem não sobrevive por causa da esperança. Sobrevive porque ainda não encontrou coragem suficiente para abandoná-la. Toda manhã renova um pacto silencioso com uma promessa que nunca se cumpre por inteiro. Chama esse adiamento de futuro. Talvez a esperança seja apenas a forma mais elegante que a consciência encontrou para prolongar a própria agonia, convencendo-se de que o próximo dia conterá aquilo que todos os anteriores lhe recusaram.
- Tiago Scheimann
NETOS
Meu bisavô começou
Com coragem e tradição,
Plantou nome e deu exemplo
No terreiro do sertão.
Fez da honra uma bandeira,
Do trabalho uma lição.
Meu Bisavô começou,
meu Pai continuou,
minha parte Eu fiz.
Agora é você Filho que diz.
Meu avô pegou a chama
Que o tempo não apagou,
Guardou cada ensinamento
Que a família lhe deixou.
Foi ponte entre as gerações,
Nunca o rumo abandonou.
Meu Bisavô começou,
meu Pai continuou,
minha parte Eu fiz.
Agora é você Filho que diz.
Meu pai seguiu a jornada
Com firmeza e devoção,
Carregando o sobrenome
Com respeito e gratidão.
Mostrou que a verdadeira herança
Mora no bom coração.
Meu Bisavô começou,
meu Pai continuou,
minha parte Eu fiz.
Agora é você Filho que diz.
Chegou a vez deste Neto
Assumir a construção,
Erguer sonhos, criar filhos,
Cultivar a tradição.
Pois o sangue que nos une
É mais forte que o sertão.
Meu Bisavô começou,
meu Pai continuou,
minha parte Eu fiz.
Agora é você Filho que diz.
Quando nasce um Bisneto
A esperança faz morada,
É a história caminhando
Pela estrada iluminada.
Cada nome é uma semente
Na família semeada.
Meu Bisavô começou,
meu Pai continuou,
minha parte Eu fiz.
Agora é você Filho que diz.
E se vier um Trineto
Num futuro abençoado,
Vai ouvir dos mais antigos
O legado preservado.
Que um nome vale pouco
Sem caráter ao seu lado.
Meu Bisavô começou,
meu Pai continuou,
minha parte Eu fiz.
Agora é você Filho que diz.
Assim segue a corrente
Que o tempo nunca desfez,
De Bisavô para Neto,
De filho para outra vez.
Pois quem honra suas raízes
Multiplica sua altivez.
Meu Bisavô começou,
meu Pai continuou,
minha parte Eu fiz.
Agora é você Filho que diz.
PELEJA SERTANEJA
No sertão nasce o guerreiro
Com coragem por bandeira,
Aprendendo desde cedo
A vencer a vida inteira.
Faz da luta seu caminho,
Da esperança, companheira.
Quando o sol castiga a terra
E a chuva tarda a chegar,
O sertanejo não desiste,
Segue firme a caminhar.
Pois conhece que a vitória
Também sabe esperar.
O mandacaru florescendo
É lição de resistência,
Mesmo em solo castigado
Não abandona a existência.
Mostra ao povo nordestino
O valor da persistência.
O vaqueiro rompe a mata
Enfrentando espinho e chão,
Conduzindo o seu rebanho
Com firmeza na missão.
Leva a fé como armadura
Protegendo o coração.
Cada enxada abre sulcos
Na esperança do plantar,
Mesmo vendo a terra seca
Nunca deixa de sonhar.
Quem cultiva com coragem
Sempre aprende a esperar.
A mulher do velho sertão
É exemplo de bravura,
Transformando pouca água
Em riqueza que perdura.
Com amor sustenta o lar
E enfrenta toda agrura.
O poeta faz do verso
Uma espada de valor,
Cantando a vida sofrida
Misturada com amor.
Cada rima é resistência,
Cada estrofe, um louvor.
O sanfoneiro anuncia
Que a tristeza vai passar;
Quando o fole solta o canto,
Faz o povo se alegrar.
Mesmo em tempos de peleja
Sempre existe um festejar.
Quem conhece o sertanejo
Sabe bem de sua fé;
Nunca baixa a sua fronte,
Nunca perde o rumo em pé.
Tem em Deus sua fortaleza,
Sua rocha, sua mercê.
A peleja do sertão
É batalha sem igual;
Mas quem luta com esperança
Nunca encontra o ponto final.
Pois o povo nordestino
Tem coragem ancestral.
Enquanto houver sol queimando,
E um vaqueiro a cavalgar,
Haverá no velho sertão
Uma história pra contar.
Da peleja nasce a glória,
Da coragem, o triunfar.
O MEDO E A CORAGEM
O medo bate à porta,
Querendo entrar sem demora,
Dizendo: “Pare, desista,
Não enfrente a luta agora!”
Mas a coragem responde:
“Levante e lute sem demora!”
O medo gosta da sombra,
Da dúvida e da incerteza,
Faz o homem enxergar
A derrota como tristeza;
Mas quem enfrenta seus medos
Descobre a própria grandeza.
Quem tem medo da derrota,
Não é digno da vitória.
A coragem não é ausência
De medo no coração,
É seguir mesmo tremendo,
Sem perder a direção;
É transformar cada queda
Em degrau de superação.
Quem já caiu nesta vida
Sabe o preço de levantar,
Pois nem sempre quem tropeça
Está condenado a parar;
Às vezes, a própria queda
Ensina a gente a caminhar.
Se a estrada estiver difícil,
Não abandone a caminhada;
Toda subida cansativa
Pode terminar na chegada,
E a força de quem persiste
Faz nascer uma nova estrada.
Quem tem medo da derrota,
Não é digno da vitória.
Resiliência é ter força
Para outra vez começar,
Mesmo quando a tempestade
Parece nunca passar;
É juntar os próprios pedaços
E novamente se aprumar.
Determinação é seguir
Quando falta inspiração,
É carregar nos próprios ombros
O peso da obrigação;
É fazer do sonho uma meta
E da meta uma missão.
A vida testa os valentes
Com problemas e provações,
Mas ninguém vence uma batalha
Vivendo só de ilusões;
É preciso enfrentar o medo
E vencer as limitações.
Não existe grande vitória
Sem batalha para enfrentar,
Nem existe grande sonho
Sem alguém para acreditar;
Quem deseja chegar ao topo
Tem que aprender a escalar.
O medo diz: “Você não pode!”
A coragem diz: “Vou tentar!”
A dúvida diz: “É impossível!”
A fé manda continuar;
E a persistência responde:
“Eu nasci para lutar!”
Quem tem medo da derrota,
Não é digno da vitória.
Se hoje a vida lhe impõe
Uma barreira no caminho,
Não pense que está sozinho,
Nem que nasceu para o espinho;
Até o mais forte guerreiro
Já caminhou devagarinho.
O importante é não deixar
A esperança se apagar;
Pois enquanto houver vontade,
Sempre é possível recomeçar.
Quem persiste diante da vida
Uma hora consegue triunfar.
Medo pode ser aviso,
Mas jamais deve ser prisão;
Coragem é abrir a porta
E enfrentar a situação.
É fazer do impossível
Uma nova inspiração.
Portanto, amigo, prossiga,
Não deixe o medo mandar;
Se a derrota vier primeiro,
Não pare de batalhar.
Pois muitas vezes a vitória
Só precisa de quem não vai parar!
Quem tem medo da derrota,
Não é digno da vitória.
F.C.PORTO
No peito, um dragão desperto.
No relvado, a coragem nas veias.
No grito, a alma inteira a pulsar.
Ser Portista é nunca baixar a cabeça,
é vencer mesmo quando o vento é contra.
Dragão de asas abertas,
rasga o céu como quem reclama destino. Onde outros hesitam, ele avança: fogo azul a iluminar o caminho. No retângulo, cada passo é um decreto, cada ataque, uma lenda em construção.
O Porto não joga futebol ,
escreve epopeias em relva viva.
Porque o Futebol Clube do Porto
não é um clube, nem um símbolo:
é um reino de coragem pura,
guardado por um Dragão que nunca dorme.
CORAGEM NÃO É CHEGAR SEM MEDO
“Eu nunca quis ser lembrado como alguém que não teve medo. Só quero que, quando tudo terminar, possam dizer que o medo não decidiu por mim.”
— Dorian, personagem
Obra: The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc
Gire com força a roda do destino,
Vire a página com determinação,
Segue com coragem e valentia,
Admire o horizonte e a paisagem;
Torna o teu peito mansa paragem.
Cuide bem do teu coração,
Ele nasceu doce e perfeito...,
O outro amor não teve jeito,
O novo virá sem nenhum freio.
Dizer que amor menor existe:
- É uma enorme (covardia)!
Sorria se o amor se deu por findado,
Nenhum amor é (errado),
Só porque não foi correspondido;
Ele te deu é uma nova chance
Para que venha o amor infinito.
Trace um trajeto para o amor,
Ele precisa conhecer o teu candor.
Tire o passado do teu peito,
Assim o novo amor ganhará jeito.
Quando as armas sempre se erguem,
a poesia se ergue muito mais acima
de toda a coragem que nem a morte,
com sua brutal censura, extermina.
Poesia não é sobre o que se escreve,
e sim sobre o que se vive e morre
sem medo e sem nenhum limite;
é tudo, menos sobre o que se fere.
É renascer em meio à destruição,
o florescer sobre os túmulos de Gaza
para consolar o coração de quem fica.
É ter a coragem de dizer não à guerra
contra qualquer nação e ao que encerra,
e, por fim, é o que se escreve ou sente.
Coragem...
... é uma palavra (e sentimento) forte. Não é qualquer um que a tenha.
Coragem para pular de para-quedas, coragem para falar em público, para dirigir, pilotar avião, coragem para enfrentar a vida. Mas se tem um tipo de coragem, que precise de todas as 'colagens' juntas é a para decepcionar alguém que amamos.
Como alguém tem coragem de fazer alguma coisa já sabendo que vai decepcionar um amor? Como?
Essa é uma daquelas perguntas sem sentido para chegar em um valor que você não faz nem ideia na prova de física. Um tipo de pergunta que você não sabe nem por onde começá-la resolver. Ou quem sabe, não se deva resolver e simplesmente abandonar.
Mas o abandono, também exige coragem.
Às vezes nos achamos tão autossuficientes e cheios de coragem, e não nos damos conta que é o amor, o cuidado, o carinho das pessoas ao nosso redor que nos mantem de pé.
É por eles que ainda estamos aqui cheios de vida. Então... a todos meus familiares e amigos um "Eu te amo" muito grande de todo meu coração. nunca vou esquecer o que fizeram por mim, se hoje sou o que sou, devo a vocês. E quando eu me for tenha certeza que vou olhar por todos, lembrando com carinho de cada um que fez minha longa caminhada valer a pena.
É preciso coragem para amar num banco da frente, se o suficiente já está decidido a viver seus atos com velocidade assustadoramente debandada. Quando a segurança tem maturidade, a vida toma de conta do volante das grandes certezas que encontramos no caminho. Pedaço de uma saudade vive com o motor ligado, e tento amenizar estacionando lembranças no colo do reencontro. A realidade tem cheiro torrado de café, onde os grãos, muídos na hora, aquecem nosso primeiro sabor do dia. Moer uma falta tritura a ausência de um cheiro, onde o hálito amanhecido foi o meu tempero. Ah, cadê você, hein? É desafiador demais passar esses dias longe da sua voz macia. É cortar os retalhos de momentos que só sabemos viver inteiros. Próxima semana está chegando e já estou rearrumando cômodos que ficaram tristes sem seus passos.
Ouço lá longe o barulho da sua chegada...
... e a sensação é cercada de estardalhaço violento de emoção.
[Sua lôra com saudade nem pensa... pense!]
~*Rebeca*~
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