Textos de Coragem
O Despiste do Porto
Ontem, finalmente, abri as mãos,
Não por coragem ou por desamor,
Mas pelo peso dos vãos e dos nãos,
Pelo cansaço de carregar o que é dor.
Soltei-te sem a leveza da brisa,
Com o tremor de quem se improvisa.
Doeu a ausência do que não nasceu,
A herança de um plano que mal floresceu;
Pois em meu peito havia um altar,
Erguido ao hábito de te esperar,
Um vício mudo de ler teus sinais,
Em ventos que já não sopram mais.
O abismo que hoje em mim se faz
Não é teu vulto, nem tua paz,
É o naufrágio do que imaginei,
Da ponte de vidro que eu mesmo tracei.
Fiz o que é justo, o que o tempo ordena,
Mas a retitude também me condena.
Soltar não é o fim do sentimento,
É apenas cessar o próprio tormento;
É decidir, em um gesto profundo,
Não mais se perder no erro do mundo.
Se amanhã a dor se fizer pequena,
Hoje a lição ainda é severa e plena:
Aprendo a existir, em silêncio e lugar,
Sem os meus olhos terem que te procurar.
Que a gente tenha coragem de arrancar algo bom até dos dias mais fodidos.
A vida bate… e não bate fraco!!!
Mas não importa quantas pancadas eu leve hoje, nem o tamanho da dor que tentem me impor, eu não fico no chão. No outro dia eu levanto. Sempre levantei.
Porque tem algo maior que me sustenta, me protege e nunca falhou comigo.
E enquanto eu tiver de pé, ninguém me derruba de verdade.
O Som da Luta
Uma história sobre coragem, esperança e propósito em Angola
O sol ainda dormia, mas o bairro já acordava.
O cheiro do carvão aceso misturava-se com o barulho dos chapas lotados e das vozes que se perdiam nas ruas estreitas.
Era mais um dia em Angola — onde o relógio da sobrevivência nunca para, e a esperança é o último bem que o povo se permite perder.
No meio daquela correria, Manuel ajeitava o seu pequeno carrinho de madeira, carregado de garrafas de sumo natural que ele mesmo preparava à noite.
Enquanto o resto da cidade ainda sonhava, ele já estava em movimento.
O seu lema era simples:
> “Quem quer mudar de vida, começa antes do sol nascer.”
Manuel não nasceu com oportunidades.
Cresceu num bairro onde a poeira é mais constante do que a eletricidade, onde o trabalho é pesado e o reconhecimento é raro.
Mas, desde cedo, ele aprendeu com a mãe que “trabalhar com dignidade é melhor do que mendigar respeito.”
Durante anos, procurou emprego.
Fez cursos, entregou currículos, e ouviu promessas vazias.
Cada “vamos te ligar” soava como uma esperança que morria devagar.
Até que um dia, cansado de esperar, ele decidiu criar o próprio caminho.
Pegou um carrinho velho, juntou umas frutas emprestadas e começou a vender sumos na rua.
No início, foi alvo de risos e comentários:
“Um formado a vender sumo? Isso é vergonha!”
Mas Manuel respondia com um sorriso e dizia calmamente:
> “Vergonha é roubar. Trabalhar nunca foi.”
O tempo passou.
O carrinho que parecia um fracasso virou uma barraca simples, mas movimentada.
As pessoas começaram a reconhecer o sabor dos seus sumos — e, mais ainda, o brilho da sua determinação.
O que era sobrevivência começou a virar sustento.
E o sustento, aos poucos, virou inspiração.
Manuel passou a ajudar outros jovens do bairro a começarem pequenos negócios.
“Não temos muito”, ele dizia, “mas temos mãos, mente e vontade. Isso já é capital.”
Hoje, quem passa pela sua barraca vê mais do que produtos — vê uma história viva de resistência.
Ele ainda enfrenta dias difíceis, ainda há contas que não fecham, ainda há lágrimas escondidas.
Mas, em cada amanhecer, Manuel prova a si mesmo que o sucesso não é sobre ter tudo — é sobre fazer algo com o pouco que se tem.
Quando alguém lhe perguntou o que o manteve firme em tempos de desespero, ele respondeu sem hesitar:
> “Foi a fé. Eu acreditei que Deus não me fez para desistir.”
O som da luta continua ecoando nas ruas do bairro.
O mesmo som que vem dos vendedores, das zungueiras, dos mototaxistas, dos estudantes que andam quilômetros para aprender.
Cada um à sua maneira, todos gritam a mesma verdade:
“Enquanto houver esperança, há motivo para continuar.”
E assim, no coração de Angola, entre poeira e calor, entre lágrimas e sorrisos, nasce uma geração que aprendeu a lutar com o que tem — e a acreditar que o amanhã pode, sim, ser melhor.
> Porque em cada angolano há um guerreiro.
E enquanto o coração bater, nunca vamos desistir.
"A arte de narrar a existência transcende a captura do visível; ela exige a coragem de mergulhar nas sombras onde a alma sussurra suas verdades mais cruas. Cada cena, cada palavra e cada silêncio são pinceladas em uma tela de mistério, onde a luz só ganha sentido pelo contraste da escuridão. O mestre não é aquele que oferece todas as respostas, mas o que instiga a dúvida necessária para que o espectador se encontre no labirinto da própria percepção. Criar é dar vida à imortalidade."
— Anderson Del Duque
Desistir de você e ir embora foi um ato de coragem. Ou fui covarde?
Doeu...
É triste deixar quem se ama, mas ficar séria não me amar
Seria cruel comigo e com você.
Essa é a parte dolorosa., sentir e ter que sufocar, tentar esquecer, fingir que não dói. E como está doendo.
Queria que você fosse o último, que nossa estrada fosse longa, que estivéssemos sempre juntos, ainda que fisicamente longe. Que toda mágoa fosse breve. Que fosse leve a nossa caminhada, ainda que pesasse a gente não desistiria do nós...
Que nossa vontade fosse livre.
Queria que pudesse me escolher sempre. E mesmo que eu seja minha, eu sempre seria tua. Mas, não foi assim..
Ainda há vida em mim?!
Assim sigo, ora ousada, ora com coragem, ora triste e desanimada. Por que a necessidade de pertencer a qualquer outro ser que não seja eu?!
Vem a pergunta
Eu não me tenho? Não sou minha?
Mas, pq ainda me sinto, e ainda não deixo alguém entrar e permanecer. Entendi que a solidão não me apavora, e medo da entrega sim, medo da escolha errada. Bem no fundo ainda tenho amor em mim.
Lutar por si mesmo é um ato de coragem; por isso, desistir de lutar talvez nunca seja uma opção digna.
Ou, quem sabe.
É um gesto de amor-próprio, e desistir dessa luta jamais deveria ser uma opção.
Quando se trata de lutar por si mesmo, desistir não é uma escolha à altura da sua própria história.
CAVALOS SELVAGENS
(Quando o relógio corre mais rápido que a coragem)
O problema é que sempre esperamos que o outro dê o primeiro passo para que possamos dar o nosso; assim, vamos tropeçando em nossas próprias pernas enquanto o relógio voa, com seus ponteiros derradeiros num galopar de cavalos selvagens e misteriosamente imponentes, aguardando o apito para a corrida do nosso tempo.
Lu Lena / 2026
A vida é uma jornada de constantes transformações e aprendizados. É preciso ter coragem para desistir do que já não nos serve mais, para buscar novos horizontes e encontrar a verdadeira realização.
Desista daquilo que te prende, te machuca e não te faz feliz. Abra-se para as oportunidades que a vida lhe oferece e permita-se viver com plenitude e amor no coração.
E, acima de tudo, confie em Deus, pois Ele conhece o seu caminho e estará sempre ao seu lado, te guiando e te amparando em cada passo dessa jornada incrível que é a vida.
- Edna Andrade
Eu desejo que você se liberte desse peso que tem carregado, que encontre coragem para seguir um novo caminho, um caminho que te faça verdadeiramente feliz. É doloroso assistir enquanto se machuca, mas entendo que o processo de autoconhecimento e superação é único para cada indivíduo.
Lembre-se de que você merece sentir-se bem e plena em todos os aspectos da sua vida. Não aceite menos do que isso. Escute a sua voz interior e permita-se trilhar um novo caminho, onde a felicidade genuína possa finalmente florescer.
Eu estarei aqui, acompanhando a sua evolução e vibrando positivamente para que esse despertar chegue logo. Você é capaz, e acredito que encontrará a paz que tanto almeja...
-Edna Andrade
Orar por coisas que parecem impossíveis é um ato de coragem. É colocar sua confiança nas mãos divinas e entregar-se à fé sem olhar para as circunstâncias. É entender que nem sempre temos o controle de tudo, mas podemos contar com uma força maior que nos auxilia em nosso caminho.
Hoje, olho para trás e agradeço por todos os momentos de dificuldade. Cada desafio superado me tornou mais resiliente e confiante. Compreendi que a vida é feita de altos e baixos, e que em cada queda posso me levantar ainda mais forte...
- Edna Andrade
Não foi sorte… Foi coragem.
Não foi por acaso… Foi escolha.
Teve lágrima engolida, medo escondido e noites em claro.
Mas teve também fé teimosa, joelhos no chão e um coração que nunca deixou de sonhar.
Eu lutei.
Acreditei.
Me levantei cada vez que caí — e fui em frente.
Porque quando a gente confia em Deus e não desiste de si,
até o impossível muda de direção.
A fé reescreveu a minha história.
E pode reescrever a sua também.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Hoje me olhei no espelho com coragem.
Reconheci tropeços, escolhas apressadas
e o peso de viver pelos olhos dos outros.
Peço perdão a mim mesma
por ter silenciado minha voz,
por ter deixado o medo decidir por mim.
Prometo ser mais leve, mais firme,
mais minha.
Cuidar do corpo, do sentir,
e caminhar com amor-próprio.
Me perdoo por não ter compreendido antes
que a autocompaixão também é uma forma de recomeço.
— Edna Andrade
BOM DIA
Tem dia que a gente acorda com o coração apertado…
mas mesmo assim, veste a coragem e dá o primeiro passo.
Porque viver é isso:
seguir adiante mesmo quando as certezas ainda não chegaram,
é confiar que o caminho se revela enquanto caminhamos.
Vai com o que você tem hoje.
Mesmo que seja só vontade e um pouquinho de fé.
A vida entende os nossos silêncios
e abraça quem escolhe continuar.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
A cada novo dia, a vida nos entrega um presente —
e a gente precisa ter coragem de desembrulhar.
Não dá pra esperar demais,
porque o tempo não espera.
Ele passa, silencioso…
e quando a gente vê, virou saudade do que não foi.
Coloque seus planos pra viver,
não só no papel, mas no mundo.
Diga o que sente, agora.
Não guarde amor pra depois —
porque depois pode ser nunca.
Perdoe, se puder.
Não por quem te feriu,
mas por você, que merece leveza.
Não deixe o essencial para amanhã.
Tem coisa que, se a gente adia demais,
vira silêncio que machuca.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Bom dia
Comece por dentro.
Antes do passo, a fé.
Antes do plano, a coragem de sentir que algo bonito pode — sim — acontecer.
Comece acreditando…
que é possível recomeçar com mais leveza,
que há respostas na calma,
e que o que hoje ainda é semente…
amanhã pode florir.
A vida gosta de quem confia devagarzinho,
mas confia.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Tem dias em que o coração acorda apertado...
e ainda assim, a gente veste coragem e segue.
Porque viver é confiar que o caminho se mostra
enquanto caminhamos.
Vai com o que você tem —
mesmo que seja só vontade e um fio de fé.
A vida entende silêncios
e abraça quem não desiste de continuar.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Há momentos em que a vida pede coragem.
Coragem para sair do lugar onde a gente se acostumou a caber.
Coragem para parar de se diminuir.
Coragem para ocupar, com verdade, o espaço que Deus nos deu.
Talvez o sinal que você tanto esperava não venha de fora.
Talvez ele já esteja aí, no seu peito, inquietando, chamando, lembrando que ainda há muita vida para ser vivida.
Que você tenha coragem de se escolher.
E de florescer na direção daquilo que Deus sonhou para você.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Tem caminhos que assustam antes mesmo do começo.
Mas Deus costuma fazer nascer coragem
justamente nos lugares
onde a gente só conseguia enxergar medo.
Então eu deixo a fé respirar mais alto que as preocupações
e sigo.
Porque até o que feriu a alma
pode se transformar em força no tempo certo.
Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Recomeçar é um ato de coragem.
É olhar para as próprias cicatrizes
e escolher não parar nelas.
É dar um passo de cada vez
mesmo quando o chão parece novo demais.
É permitir que a alma se renove
e que o coração volte a acreditar.
Recomeço é lembrar que a vida
é generosa com quem insiste em florescer
mesmo depois do inverno.
E, no fundo, é confiar que Deus
sempre sabe por onde nos guiar.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
