Textos de Coração
—
Ser pai é acima de tudo
oferecer um coração incondicional,
adaptar-se às mudanças;
a certeza de um colo amigo
Responsabilidade e cuidado
entender linguagens em olhares,
perceber palavras em silêncio,
compreender choros e sorrisos.
Ser pai é ser imagem e semelhança de filho.
NADA SABEMOS SOBRE...
Que alma não almeja
Conhecer a alma?
Quem ao menos sonhará?
O coração de outrem é outro orbe
A quem não se vê, nem comunica-se,
Com quem não se há entendimento.
Nada sabemos sobre...
Quando de nossa própria
Aquelas que são alheias
Veem, gesticulam, e falam apenas,
No mais supomos alguma semelhança,
Ou mera coincidência.
METAFISICA HUMANA:
(Nicola Vital)
Meu coração bate!
Porque bate às ondas do mar,
Minha liberdade é transparente
E confluente.
Mas às vezes, é preciso sofrer
Para ser natural,
Em outras, é preciso fingir
Para ser real.
Todo dia, toda hora, a todo instante,
Deixamos cair cada máscara! ...
E o sonho de ser feliz
Flui, quão nossos intrínsecos
Personagens cotidianos,
Esta é a metafisica humana!
SONHO AZUL:
Meus olhos te veem
Como o sol a brilhar.
Meu coração te absorve
Como o pulsar do sangue...
Meus ouvidos te ouvem
Como a praia escuta o mar.
Meu olfato te sente
Como a abelha poliniza o ar.
Minhas mãos? Ah, minhas mãos!
Te afagam como o vento ao mar.
E tua pele a transluzir
Me reluz teu âmago.
No meu sonho azul
De te amar.
FARSA:
Não me apraz
O ouro ou a prata
Eu nasci sob a casta
Que mata...
Meu coração?
Um misero palhaço
Não me impunha raça...
Não me faculta graça...
A construção poética, uma carcaça
Uma medonha farsa!
É flor sem perfume
Sonho que se sonha sem sonhar.
Não me apraz
O riso vulpino do poeta
Sobre a dor que tingida
De certo é dor fingida...
REI TORTO:
Enclausura-se
Meu ancho coração libertário
Aos tiranos ditames
De um rei secundário
Sobre a égide
Dessa plebe ordenada
Refletida sobre a média
Ordinária...
Oh! Minha doce Pátria
Não gentil...
Não, não indultes
Teu passado tão sombrio
Sobre as margens
Flácidas
De um Ipiranga
Vil.
Nicola Vital 13Fev2017.
NINGUÉM DE MIM SABERÁ
Ninguém me ver...
Ninguém me sabe!
Meu coração um perfeito
- Pretérito...
Nada do que fui tornará
Nada do que sou sobreviverá!
E minha alma em algures
- Preterida está.
Só a morte me resta como única
Essa pantera, conclusão me fará.
Ninguém me ver
Ninguém de mim saberá.
ENTRE AS MOSCAS
Toda vez que o telefone toca meu coração dispara como cancioneiro errante.
Testando o cheiro hediondo da gasolina.
Antes do sorriso, da flor e do “amor”.
Existe o morro, a fome e pessoas pobres.
E o sonho de ser feliz que permeia-se no gemido calado do filho mal nascido da madona que nutre os filhos de uma realidade perenal fundada na tônica que embala o discurso formal.
Não devemos romantizar essa realidade que sangra!
Meu Brasil...
De onde veio meus destinos.
Tantas almas espichadas no curtume sob o negacionismo estrutural.
Funde minha cuca...
Essa noite eu deixei uma luz acessa todo o tempo.
E sob seus poucos lumes, me transportei a um passado presente.
A morte não é cessação da vida!
abraçar, beijar, amar, sorrir, chorar, sonhar. Por que guardar isso?
Eram poucos os fios prateados do vovô.
Seus parcos sonhos divergentes aos da criança que queria ser grande.
Mas ele nunca contou nem me deixou saber que a vida depois de crescido
Rala o peito.
SOLIDÃO.
Meu coração se fez plumas.
Percorreu os caminhos da razão, solidão.
Eu nunca ansiei afastar-me dessa pantera austera.
Nunca tive medo de me sentir sozinho, porque sempre estive ao lado dos meus demônios e guardiões.
Antagônicamente, a solitude é dor que sara!
Condição sine qua non do ser humano.
Paradoxalmente carente de afetividade
À medida certa
VERSOS MARGINAIS
Meus versos não servem para você
Sujeito seco
Para olhos mudos
E coração sem júbilo
Se não és maleável
Não leia meus pensamentos
Porque meus versos derretem.
Porque a vida não é apenas viver
Eu não preciso métrica nem rima
Ou notas retilíneas
Para compor meu poema
Porque andar sempre em linha reta
Se perde nas curvaturas da vida.
(A linda de fios castanhos)
Desde a primeira vez que a vir de cara sentir o meu coração sorrir.
Não tenho palavras para descrever a perfeição que enchergo em ti.
Seu rosto redondo que visualmente sentir uma das mais lindas que vir.
Ainda não a vir pessoalmente mas irá morar no coração até sempre.
Teus fios de castanhos loiros toma atenção dos meus olhos e vários outros.
Seu sorriso magnífico e perfeito cria em min um enorme e grande apego.
Você não imagina que é a sua personalidade e não corpo que me domina.
Tudo que te enchergo em você é bonito isso é uma verdade verdadeira e não um mito.
Faz meu coração bombear mais rápido oxigênio que pelos pulmões rapto.
Me faz eu não querer morrer rápido pra não ter que te perder fácil.
É uma mulher incrivelmente bonita bela que totalmente idolatro.
E que nunca vou esquecer pois no meu coração quente você guardo.
(Minha melhor amiga)
Você é o vaso sanguíneo mais importante do meu coração.
É a amiga mais especial que me faz feliz muitão.
Simplesmente é o melhor presente mais melhor que Deus me deu.
Que faz eu querer viver muito pra ter você a todo tempo com eu.
Nem mais imagino a minha vida sem você aqui nela.
Você pra min é tipo o pão e eu sou a mortadela.
Sua presença me faz feliz de qualquer jeito e forma desta.
Porque na minha vida você é toda a felicidade que compõe ela.
Não vai entender o tamanho da minha afeição por você.
Mesmo que passe vários anos tenho certeza que nunca vai compreender.
Se reencarnação existir em todas vidas vou amar você em todas elas.
Você é a amiga que eu sempre pedia de desejo pra as estrelas.
Você é uma perfeição que Deus mandou pra terra.
Em forma de uma linda mulher que clareia-rá minha vida como uma lâmpada branca.
Assim como aquele que morreu na cruz iluminou a Galileia.
Eu sempre vou amar você minha amiga e melhor companhia Geovana.
"Samba de um Coração Silencioso"
Naquela manhã de fevereiro, o Rio acordou coberto de purpurina. O vento carregava restos de serpentinas e risos embriagados, enquanto Clara caminhava pela orla de Ipanema, os pés ainda marcados pelo salto que abandonara na noite anterior. Tinha vindo à cidade para escrever sobre o Carnaval, mas o Carnaval escrevera nela uma história que não saberia terminar.
Foi no Arpoador, enquanto o sol nascia tingindo o mar de mel, que ela o viu pela primeira vez. Rafael estava sentado na pedra, dedilhando um cavaquinho como quem conversa com o vento. A música era doce e triste, um chorinho que se misturava ao barulho das ondas. Ele usava uma camisa aberta, a pele dourada como se fosse feita da própria luz do Rio. Quando sorriu, Clara sentiu algo desabar dentro de si, como aqueles prédios antigos de Santa Teresa que se deixam engolir pelo mato.
— Você é estrangeira? — perguntou ele, em um português arrastado que a fez rir.
— Metade. Minha mãe é carioca — respondeu, mentindo sobre o frio que sentira no peito ao ouvir sua voz.
Nos dias seguintes, o Carnaval os engoliu. Dançaram na Lapa debaixo de arcos iluminados, onde o suor e o cheiro de cerveja se misturavam ao aroma de pastéis fritos. Rafael ensinou-a a sambar, as mãos dele firmes em sua cintura, os olhos brilhando mais que as lantejoulas de seu cocar. Clara vestiu-se de baiana, rodopiou até perder o fôlego, e em cada esquina ele aparecia com um sorriso e um copo de caipirinha gelada.
— Você é minha estrela — dizia ele, enquanto subiam os degraus de Santa Teresa, vermelhos como um coração aberto.
Ela não perguntou quantas outras "estrelas" haviam brilhado para ele naquela semana.
As noites eram quentes, mas havia algo frio nas pausas entre um samba e outro. Rafael falava de Salvador, de um amor que deixara lá, com a mesma voz suave com que falava do mar. Clara ouvia, fingindo que as palavras não doíam. Escrevia em seu caderno: *"O Rio é uma cidade que ri até de dor. Talvez por isso eu me sinta em casa."*
Na terça-feira gorda, enquanto o Cristo Redentor se cobria de névoa, ele a levou a uma rua deserta de Santa Teresa. As máscaras de Carnaval penduradas nas janelas pareciam rir deles.
— Clara... — começou ele, segurando suas mãos como se fossem de porcelana.
Ela interrompeu-o com um beijo, doce e apressado, como quem tampa um vulcão com um dedo.
— Não — ele sussurrou, afastando-se. — Minha alma ainda dança com outra música.
O bloco "Cordão da Mentira" passou naquele momento, com seus tambores abafando o silêncio. Clara riu, porque no Rio até a tristeza tem que ser disfarçada de folia.
Na manhã seguinte, ele partiu sem avisar. Deixou apenas um bilhete no café da pousada: *"Até mais, estrelinha."* Ela rasgou-o, misturando os pedaços às pétalas murchas que cobriam a rua.
Na despedida, enquanto seu avião sobrevoava o Pão de Açúcar, Clara abriu o caderno. Escreveu: *"O Carnaval é um amor não correspondido. A cidade te abraça, te beija, te faz sentir única... e no dia seguinte, te esquece. Mas talvez seja assim mesmo: o Rio não é de ninguém. E alguns amores são como o samba-enredo — brilham por uma noite, e depois viram cinza."*
O avião virou, e ela jurou ver, lá embaixo, um vulto de camisa aberta tocando cavaquinho na praia. Mas era só a imaginação, ou o jeito que o Rio tem de nunca deixar ninguém partir inteiro.
Existem lágrimas que não saem dos olhos, mas que encharcam o coração.
Silêncios que soam mais do que um grito.
Palavras que cortam mais do que faca.
Sorrisos mais tristes do que um pranto.
Dores que não dói no corpo mais esfacelam a alma.
Amizades mais covardes do que um inimigo.
Nós precisamos de um Coraçionador
(Concertador de coração)❣️
As vezes nosso coraçãozinho fica tão engavetado,espremido,que doí tanto,doí tanto que como ele não pode chorar, os teus olhos choram por ele.
As vezes ele bate tão forte de medo que ele quer parar, as vezes ele dança a meios azabumbado que teu peito faz festa de
alegria...às vezes ele se perde quando decide acreditar no que sente ...
ele é deserto que ninguém anda.
Somente Deus sonda nosso ♥️ ele é o Coraçionador que precisamos.
Ele cura,liberta,troca,restaura corações.
Prometi que não choraria mais
Mas, mais uma vez me encontro em grande solidão
Com o coração nas mãos, sem saber oque fazer
Diante desse terror que é o amor, diante dessa dúvida.
Porque tu me faz chorar? Será que um dia pode me amar?
Estou me desmontando pouco a pouco, pedaços a pedaços.
Você não percebe que o meu melhor estou te dando?
Sinto um pesar em te desapontar, mas já sinto que não sou do seu agrado.
Que não agradas mais do meu amor, me fazendo sentir se um grande tolo.
Pois amar é um erro, será que errei em ama la? Ou tu errou na escolha e eu só fui um erro?
Diante desse abandono ainda a amo por completo, mesmo sabendo que pode ser tolice.
Mesmo sabendo que irá me fazer chorar.
Meu coração diz "que sim"
Minha mente racional diz "depende dela"
O tempo diz "talvez"
Ela diz "não saber"
Você apenas torce pra dar certo
Os amigos dizem "que pode dar certo"
E no fim apenas meu coração diz sim
E a Bíblia fala que o coração é traiçoeiro.
A consequência é eu no meu quarto sozinho chorando e escrevendo sobre a solidão e sobre o amor que já não sei mas se consigo entender.
Às vezes eu canso...
Os meus olhos cansam
O meu corpo cansa
A minha mente cansa
Mas o meu coração não...
O meu coração sempre têm esperança
E a fé mantêm dentro de mim uma chama
que está sempre acesa
E que me me faz querer lutar
Pois eu sei que Aquele que começou a boa obra em mim, é fiel para completar.*
Então descanso os olhos, o corpo e a mente
E volto renovada até completar a minha jornada.
Fl 1:6
Dias tristes
Coração apertado, ando meio de saco cheio do mundo, das pessoas, dos sorrisos plastificados.
Nem a vontade de falar com amigos me surge em mente.
Fiz da solidão nestes últimos dias, minha melhor companhia.
Conversei com minhas insanidades, fiz um resumo das vitórias e derrotas e reconheço quantas falhas cometi.
Hoje duvido até da existência do amor.
Consigo compartilhar um link, uma mensagem, mas não sei mais como e que é compartilhar de verdade os sentimentos, os afetos.
Gosto de pessoas que estão distantes e quero distância de muitas pessoas que estão perto.
Sim !
Gente do coração bom ainda existe. Essa gente doida que muitos rotulam como sem noção mas que coloca amor em tudo que faz.
Que se joga com vontade, que vive intensidade.
Que fala de amor com os olhos.
Que tem gestos de amor em cada ato. Ainda existe.
* Eu sei que existe…
Essa gente anda por aí fazendo amizade e provando que ser leal vale a pena.
Que ser gentil vale a pena e que de nada adianta viver sem sentir.
Essa gente anda por aí e existe aos montes, perdoando por não conseguir carregar mágoas no coração.
Cheia de cicatriz, mas com a cabeça erguida pela dignidade da bondade. Gente do coração bom. Eu tenho muito orgulho de conhecer gente assim.
Gente que é simples, é criticada leva várias porradas mas escolhe seguir enfrente. Não por covardia, mas porque aprendeu que o tempo é muito curto para não amar fazer o bem e sorrir dos detalhes dos instantes.
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