Textos de Coração

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A linha de chegada
O coração ofegante a cada passo.
A estrada cada vez mais pequena aos meus olhos, foscos.
Tanto para frente quanto para trás.
Não importa a direção que se olha
Quando tem que se medir a distância.
Um centímetro do meu nariz.
Ouço o canto do pássaro e imagino um lindo chafariz.
Estou correndo contra o tempo
Nem contra, nem a favor.
Usando as ferramentas que tenho
Eu apenas vou.
Ainda não cheguei.
Estou aqui agora.
E logo estarei lá.
Outrola.....

É o meu coração que está falando, ele na verdade está ditando e eu escrevo, estou sinceramente cansada! Cansada de relacionamentos ociosos, cansada de tentar me relacionar, esse meu último relacionamento parece que quebrou a última peça e não tem mais nenhum encaixe. Eu já estou numa idade que não me permite mais me doar, eu quero tudo o que eu mereço, eu sem dúvidas nenhuma quero o meu melhor, eu escrevo para mim, eu sou a minha melhor motivação diária! Eu me coloco de pé todos os dias! Até aparecem pessoas bacanas querendo entrar na minha vida e parece que criei uma barreira de proteção, fora os que saíram e ficam querendo uma nova oportunidade, eu acho que sou egoísta nesse ponto! Não tenho mais interesse em ninguém que passou e teve a oportunidade de me fazer feliz e fez o contrário, não consigo dar uma nova tentativa de me magoar novamente e brincar com meus sentimentos, vai brincar com outra! Continuar com os contatinhos e pronto! Após um certo tempo, volta com aquele repertório. Você está fazendo falta, hahaha, eu estou bem viva, graças a Deus! E pode ter certeza de que quem passou pela minha vida e teve a oportunidade de me fazer bem e me fez mal, eu não sinto falta nenhuma, há ela prega mensagens de paz e otimismo e não me perdoa por quê? Essa pergunta clichê me dá até preguiça de responder, mas vamos lá; é exatamente isso que eu escrevo, eu não tenho mágoa, rancor, saudades, não tenho nada disso não, inclusive a vontade de abrir acesso a águas passadas! Vontade nenhuma!
Eu sou a protagonista da minha história e sou a única pessoa que pode definir os critérios para quem pode ou não fazer parte dela. Foco nas minhas vontades e no meu crescimento pessoal. A plenitude que eu busco virá da minha própria capacidade de me fazer feliz. Quando sentires saudades do passado, meu bem, vá a um museu, por favor...🫡😏

Acordei com a alma décadas mais velha,
Mas o coração estranhamente leve.
O mundo lá fora ainda é injusto,
O lobo ainda espreita o cordeiro,
Mas aqui dentro, a madrugada trouxe a paz.
Não tenho mais sede de vingança,
Apenas uma fome incurável de esperança.
Entre o silêncio e a oração,
Peço ao Espírito que guie o que devo calar e o que devo agir.
Faço em prece a oração de Agostinho
Ser minha própria Igreja é o meu abandono.
Aceito os planos, tomo posse dos sonhos.
Levanto-me com o peso do cansaço,
Mas com a força invencível da fé.
E parto para mais um dia lindo de lutas e vitórias....❀❀❀☕︎ྀི˚

Quando o Coração Aprende a Escrever

Escrevemos porque, às vezes, o coração já não consegue guardar tudo aquilo que sentimos. Escrevemos e entregamos ao papel nossas imaginações, nossos sonhos, nossas lembranças e até aqueles sentimentos que nunca tivemos coragem de dizer em voz alta. Transformamos tudo em palavras, e as palavras, silenciosamente, começam a contar aquilo que durante tanto tempo viveu escondido dentro de nós. Talvez esta seja uma das obras mais bonitas que podemos criar: olhar para um pedaço de papel e descobrir que ali existe um pouco da nossa própria vida. Uma folha que antes estava vazia passa a carregar amores, saudades, encontros, despedidas, desejos e sonhos. E aquilo que estava preso dentro do peito ganha liberdade. Há algo profundamente romântico nisso. Quando escrevemos sobre o que sentimos, não estamos simplesmente contando uma história. Estamos permitindo que um instante sobreviva ao tempo. Um beijo que terminou continua existindo nas palavras. Um abraço que ficou no passado pode novamente aquecer o coração. Um olhar que durou apenas alguns segundos pode permanecer por anos entre duas linhas. E até uma saudade, quando escrita, encontra uma maneira delicada de continuar amando. Talvez por isso eu goste tanto de reencontrar meus sentimentos no papel. É como encontrar uma parte de mim que pensei ter ficado para trás. Leio aquilo que escrevi e, de repente, escuto novamente minha própria voz, reconheço minhas emoções e percebo que tudo aquilo que um dia esteve dentro do meu peito continua vivo. Algumas palavras me fazem sorrir. Outras me levam de volta a lugares onde somente a memória consegue chegar. E existem aquelas que fazem os olhos demorarem um pouco mais sobre a página, porque sabemos que não estamos apenas lendo: estamos sentindo outra vez. Mas existe algo ainda mais bonito. Quando aquilo que nasceu dentro de nós consegue tocar outra pessoa, nossos sentimentos deixam de pertencer somente à nossa história. Alguém lê nossas palavras e encontra nelas uma lembrança sua, um amor seu, uma saudade sua. É nesse momento que descobrimos que os sentimentos humanos, apesar de tão particulares, possuem caminhos secretos que ligam um coração ao outro. Talvez escrever seja exatamente isso: retirar delicadamente do peito aquilo que não queremos perder e confiar ao papel a missão de guardá-lo. Porque a memória pode esquecer detalhes, o tempo pode mudar paisagens e a vida pode nos levar para muito longe, mas aquilo que foi escrito permanece esperando por nós. E quando voltamos para lê-lo, encontramos novamente quem fomos, quem amamos, aquilo que sonhamos e tudo o que tivemos coragem de sentir. Então compreendo que nunca escrevemos apenas com as mãos. Escrevemos com aquilo que vivemos. Escrevemos com nossas lágrimas, nossos sorrisos, nossas ausências, nossos encontros e nossos amores. A caneta apenas acompanha. Quem realmente escreve é o coração. E talvez seja essa a maior beleza de transformar sentimentos em palavras: um dia, depois que o momento tiver passado, podemos abrir uma página e descobrir que aquilo que estava dentro do nosso peito ainda respira. Ainda emociona. Ainda encontra outros corações. Ainda está vivo.

Cuide do Seu Coração
Deus nos aprova pela motivação do nosso coração e não por nossa aparência. As Escrituras usam expressões como “coração puro” (Sl 51.10), “de todo o teu coração” (Mt 22.37), “integridade do coração” (Sl 78.72) e “santidade ao Senhor” (Ex 29.6), “amar de todo coração” (Mt 22.37) para nos fazer entender que “o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem olha para o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração” (1º Sm 16.7).
John Wesley certa vez disse: “É o homem, por natureza, cheio de toda forma de mal? Ele está vazio de todo o bem? Ele é totalmente caído? Sua alma está totalmente corrompida? Ou, para voltar ao texto, é "toda a imaginação dos pensamentos de seu coração só má continuamente”? Admita isso e você é, de longe, cristão. Negue isso, e você não é nada mais que um infiel”. E mais uma vez Wesley diz: “No coração de todo filho do homem há um fundo inexaurível de maldade e injustiça, enraizado de forma tão profunda e firme na alma que nada, a não ser a Graça todo-poderosa pode curar isso”.
É no ambiente do nosso coração que as maiores batalhas são travadas. É ali que sairemos vitoriosos em Cristo ou derrotados pela carne. A vida cristã não é moldada apenas pela inteligência, conhecimento ou saber teológico; mas de santidade, intimidade com Deus, disciplina e resiliência. Que Deus nos livre dos aplausos recebidos na terra, mas que são reprovados no céu!
Cuide do seu coração; porque dele procedem às fontes da vida (Pv 4.23; Mt 15.10-20).
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.

Saudades

Saudade é uma distância
que o coração se recusa a medir.
É olhar para o caminho percorrido
e descobrir que alguma parte de nós
ainda mora onde tudo começou.
Saudade é a voz de quem amamos
atravessando os anos em silêncio,
é um olhar guardado na memória,
um portão, uma despedida,
um “Deus te abençoe”
que o tempo nunca conseguiu apagar.
Partimos porque tínhamos sonhos,
mas ninguém nos contou
que alguns sonhos carregam ausências.
E seguimos…
entre conquistas e lembranças,
aprendendo que vencer também dói
quando não podemos abraçar
quem nos ensinou a sonhar.
Hoje compreendo:
quem parte não deixa tudo para trás.
Leva consigo os afetos, as raízes,
os gestos e as vozes.
Porque saudade talvez seja isso:
o amor quando já não cabe no presente
e decide morar para sempre
dentro de nós.

​No coração, vejo a ostentação de estruturas envelhecidas pelo tempo.
​Percorro pensamentos pelas linhas das veias e canais que as ligam ao corpo, e deflagro o mistério: como cabe tanto sentimento em tão pouco espaço? Afinal, uma bomba ventricular nada mais é do que a sede de emoções traduzidas em impulsos elétricos pelo ser que habita atrás dos olhos.
​Tudo ouço por trás desses olhos — abertos ou fechados. Somos apenas um ego ecoando informações num emaranhado quântico de ligações sinápticas. Guardamos significados na escuridão, e essa busca tem vida... até pousarmos na eternidade.
​Vejo o mesmo nas fotos das estrelas que picam o céu reluzente: uma dança cósmica que transcende o tempo. Uma eternidade para nós, mas um suspiro para os astros que alimentam nossos sonhos em meio à alienação intelectual. O tempo é lento, ou talvez nunca tenha existido — as linhas que nos ligam são apenas ilustrações no pano de fundo da Matrix onde vivemos.
​A mente tem suas leis e limitações. A simulação corre no escuro da nossa consciência para mantermos a dormência do tempo. Lá fora, a existência é clara. A gravidade é implacável. Em outros planetas, ela é tão esmagadora que a própria vida se torna impossível, dobrando a luz ao seu desmande. A visão, em sua limitação, diz que a luz se curva ou é sugada pelo buraco negro — afinal, a visão enxerga apenas o que a mente quer ver.
​Dentro da funcionalidade cerebral, as imagens são configuradas para traduzir o tempo e a luz. No fato lógico, são matérias em movimento para que haja forma, seja de maneira apocalíptica, passiva ou massiva. Olhamos através das linhas da estrutura, mas o que importa isso? O tempo passado mostra que o seu tempo acabou. Diante do relógio, ouvimos tik, tik, tik... o tok nunca existiu, foi apenas embutido para nos dar conforto diante do inevitável.
​O alinhamento mental se propõe a adivinhar o amanhã enquanto a evolução existencial reluta contra a gravidade e o tempo. Olhamos para dimensões que balançam em mundos paralelos perfeitos, infinitamente sobrepostos. Um universo programado para ser infinito, onde o Coelho toma seu chá e a velha senhora nos lembra: o espaço é uma piada para a sua mente viva, até que você volte a ser poeira cósmica e suas experiências sejam trancadas no esquecimento.
​Tik-tok.
​Imagens de vídeos rápidos passam na tela para conter a solidão, tornando o insustentável aceitável. Na linha de raciocínio, estamos todos na estação, à espera do trem. Olhos fixos no celular, aguardando a composição ficar pronta para receber mais gente no vazio do espaço. O trem chega. A multidão entra e se comprime como matéria num buraco negro — uma força massiva puxando tudo para dentro de si.
​O TikTok rola. A estrela vermelha cresce, apaga-se e se torna uma anã branca. O tik-tok continua lá, nos fragmentos emitidos pelos fótons de luz da assimilação.
​A estrutura ganha páginas em dimensões mais densas. Uma cadeira, um olhar fixo na tela. Seu tempo acabou: insira mais créditos, Game Over.
​Esta realidade dentro da realidade é um espelho diante de outro espelho, refletindo infinitos pontos até que tudo virar um borrão — ou até que se atravesse para o outro lado, numa dimensão paralela.
​Tudo o que temos é irrelevante. Na riqueza ou na pobreza, a dor é a mesma, a solidão é a mesma, o olhar perdido é o mesmo. Nada importa, pois a simulação continua rodando sem parar. A mente é apenas a equivalência da nossa própria irrelevância.
​Ainda assim, a resiliência da vida em continuar — mesmo crescendo sobre o asfalto quente — é a maior prova da realidade ambígua que toca nossas mentes enquanto encaramos o vazio do espaço.
​— Celso Roberto Nadilo

A sombras da almas
Resquícios do coração.
Espírito irriqueito...
Paira nas mortalhas do espírito clama o frio...
Anestesia dos sentimentos
Seja maravilhoso a sepultura.
O corvo consome a alma e leva espírito.
No fogo da vela jas a vida... um dia foste viva..
Olhares profundos em seres enigmáticos.
Voz fria no ador da noite calida...
As asas batem o ar sombrio e temeros abita nossos pensamentos...
Fragmentos da madrugada serena a brumas do sereno clamam o frio...
Angústia das almas que berram seus pecados numa tumba qualquer...
Meros arficios tocam sinos da capela e a fumaça branca denúncia o dia dos mortos.

O valor ser humano e o que valemos para o poder publico.


Prato é fino mais o coração é simplicidade abandonado.
As camas são quentes no albergue
Mas é contado as vagas e quem esta la , ninguém saberá.
Pessoas dormem nas pracas a prefeitura passa caminhões de jato de agua frio. Não noticia apenas o retrato dos vulneráveis...
Nas barracas seres passam frio e morrem o unico destino geladeiro do MIL ... aonde esta a dignidade.
Imporar para viver....
Roubar para viver.
Aonde chega o ser humano.

Espinhos da madrugada
Ecos do coração embriagado.
Flores que sangram
memórias tais lembranças.
Fogo arde queima a paixão...
Vultos na parede do quarto
Devido devido a fumaça do cigarro.
Delírio da bebida vangloriar
Os espinhos da madrugada...
Flores que sangram nas sombras dos quarto.
Vago meus pensamentos perdidos
No transe profundo torna navegante.

Palavras que ferem !!

Como um punhal que finca na mente,
Com o poder de magoar o coração,
Sem medir consequências, destroi,
Não tem amor, necessidade em ferir,

Não consegue mensurar o poder,
Em dizer o que poderia ser evitado,
A necessidade da razão sem ética,
Dizer o que pensa, sem desapego,

Palavras têm lâminas invisíveis,
Não rasgam a pele, mas o silêncio,
A digninidade guardada no peito,
De quem escuta, no tom de um toque,

Não ecoam somente no ouvido,
Ficam andando pela memória,
Sem gritos, sem ofensas claras,
Mas que ferem no fundo d'alma,

Chegam em frases quase comuns,
Carregam os espinhos na intenção,
Como pedras atiradas na consciência,
Lacerando a mente, em consideração,

Entre justificativas e conselhos,
Há sempre um peso escondido,
Um julgamento que vem vestido,
De uma pseudo preocupação,

E quem a recebe,
Fica perplexo,
Entre duas dores:
A de responder,
Ou a de guardar.

Salvador Faria

Precisa-se de um bom mecânico, que ajuste as peças essenciais. Ajuste o coração, dê um aperto na bochecha, desenrrosque os apertos do peito e faça a inclinação de pelo menos 90 graus de sorriso.
Dito isso, é preciso que ele dê a partida de arranque quando a gente não estiver com ânimo para acionar o motor da vida, e acima de tudo: faça a lubrificação adequada da engrenagem mental, afinal, a máquina tem estar em boas condições de uso e apreciação⁠

Noite do dia 20.


Eu dormi com a consciência pesada.


Você não dormiu, com o coração partido.


Eu a conquistei e a deixei.


Eu machuquei você, te furei com agulhas; te queimei com fósforos; fiz cortes em sua pele e joguei álcool por cima de cada uma dessas feridas.


Elas doiam tanto, sangravam tanto e você chorava mais um tanto.


Dor que não se esquece, saudade não desaparece.


Nas noites geladas; noites caladas, esse sentimento se fazia mais presente. As lágrimas mais realistas e os cortes mais ardentes.


Te feri com a minha confusão e indecisão.


Perdão.


Seu quarto era bagunçado, escuro e gelado. A porta sempre trancada e as janelas sempre escancaradas.


Bitucas de cigarro em sua escrivaninha, eram várias. Várias como as garrafas de bebida quebradas; vazias e espalhadas, como suas roupas todas jogadas.


Os olhos inchados; olheiras escuras; descabelada; roupa amarrotada; amassada; toda suada; lágrimas obviamente molhadas.


As janelas permanecem sempre abertas.


A ventania lá fora que agora bagunça tudo, só não tão bagunçada quanto sua mente e o asfalto, definitivamente não tão rachado quanto seu coração.


Tarde do dia 20, meses depois.


"Me ligue quando puder, se quiser. Saudades."

O nosso pensamento é uma cachoeira, um dos tesouros que sai do nosso coração. Um convite para quem busca silêncio. Deságua em linhas cristalinas, cercado por amizades, perfeito para quem quer se refrescar longe das preocupações lá fora. As linhas até essa Cachoeira são ótimas opções para relaxar, sentir o seu fluxo e tomar banho em suas palavras. Mergulhe em uma Ótima Semana.
Alexandre Sefardi

🌷 A Verdade de Andriele

Sou uma menina amorosa, carinhosa,
de coração bom, que não tem malícia.
Mas às vezes acabo sendo machucada,
pela malícia que existe nos outros.

Sou Andriele, mulher de fé e guerreira,
mas quando ninguém está vendo,
também tenho os meus sentimentos...
É cansativo ser forte o tempo todo, né?

Mas acho que são essas palavras que me definem:
sou mãe, sou filha, com toda a verdade.
Assim é o meu jeito, simples e sincero,
cheio de vida, amor e felicidade.

Escritor: Samuel Taietti
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Minha força
Ser mãe atípica é carregar no coração preocupações que ninguém vê e travar batalhas que quase ninguém conhece.
É acordar cansada e, mesmo assim, encontrar forças para continuar. É aprender a comemorar cada pequena conquista, porque sabemos que por trás dela existem lágrimas, terapias, dificuldades, medo e muita persistência.
Muitas vezes as pessoas enxergam apenas o diagnóstico, mas eu enxergo meu filho. Enxergo seus sonhos, seu sorriso, sua personalidade, suas capacidades e tudo aquilo que ele ainda pode conquistar.
Eu não quero pena. Quero respeito, inclusão, oportunidades e compreensão.
Porque ser mãe atípica não significa ser uma mãe de menos. Significa ser uma mãe que precisou aprender a lutar um pouco mais.
E se um dia eu parecer forte demais, lembre-se: talvez você nunca tenha visto quantas vezes eu precisei juntar meus próprios pedaços para continuar de pé pelo meu filho. ❤️‍🩹

Foram dias difíceis
em que segurei o coração
pra não ir parar num hospício.

Foram dias impossíveis
de choros e sacrifícios.
Sozinha em minha solidão.

Não temo a morte,
temo as avarias do tempo.
Sozinha a escrever
por estes caminhos,
destilando o próprio coração.

Nem consegui tirar
estes espinhos
que feriram-me a razão.
Letras num poema com um ferrão.

CORAÇÃO


Coração? O que é isso?
Que bombeia sangue
Sangue o suficiente, não?
Que sobe para o cérebro, o centro!
Onde vem todos sentimentos, os que voam
E os que doem e rasgam por dentro
Como um soco na costela


Porquê um jovem tão brilhante
Mas com um peito, tão, mas tão vazio?
Sofrimento.
Somos condenados a nascer sofrendo
Sendo deixado de lado por nossas pais
Traído por amigo e quem amamos
E a própria vida que acaba ferrando com a gente
Dia após após dia


Eu não sei mais o que significa lutar
Depois de tanto tempo, tantas batalhas
Tantas feridas e tentativas falhas de cicatrizar
Hoje vejo que perdi.
É que aquele luz no fim do túnel
Na verdade nunca se moveu um milímetro na minha direção

ALMA E CORAÇÃO
Em busca da vida presente
Milhões disputam fecundar
Uma corrida na sua maioria
Faz realizar uma só semente !
O verdadeiro milagre: nascer
Faz tanta história acontecer
O tempo provém cada momento
Eterno se torna tal sentimento
Assim estamos cada alma
Desfrutando dessa jornada
Na vertente que nos acalma
Ciclos de uma nova estrada
No calor do sol ardente
Chuva refrescando a mente
Frio e calor e dias tão menos
Até o fim da caminhada
Onde pensam ser fim de tudo
Mas a minha certeza da Verdade
Que é um plano de eternidade
Onde todo amor se refaz
Passo a passo da evolução
Onde encontramos vida
Na luz de alma e coração!
João Batista Barbosa

Acredita-se que o amor mais verdadeiro e profundo mora no coração de uma mãe. Esse sentimento começa muito antes do nascimento, ainda durante a gestação, quando a vida começa a se formar em seu ventre sagrado. A cada toque na barriga, ela sonha e imagina o futuro, pensando no mundo que deseja preparar com carinho para seu filho.
Ser mãe é viver um sentimento eterno, nascido do amor mais puro. Mesmo enfrentando os incômodos da gestação, como enjoos e desejos, ela continua sonhando, fazendo planos e acariciando com carinho cada pequeno movimento do bebê, que já bate em harmonia com seu coração.
Os filhos nascem, crescem e, um dia, formam suas próprias famílias, num ciclo onde os sentimentos renascem, marcados pelos laços de um amor que nunca se desfaz. O tempo pode passar, a vida pode seguir outros caminhos, mas, no íntimo de uma mãe, um filho será sempre sua criança — alguém que precisa do seu colo, do seu cuidado, do seu amor incondicional.
Uma vez mãe, sempre mãe. O amor que nasce ali é eterno.
Acredito que Deus, em Sua infinita sabedoria, escolheu as mães como a forma mais pura de expressar o Seu amor. Em cada abraço, em cada gesto de carinho, revela-se a fonte divina da vida. Nos olhos de uma mãe, encontramos a essência mais verdadeira do que é amar sem limites.
Podemos afirmar com certeza que mãe é um anjo, que cuida, protege e, à medida que os filhos crescem, seu amor permanece imutável. O que ela sente vai além de qualquer imaginação, ultrapassa todas as fronteiras. Os instintos de uma mãe nos dão fé em sua direção, pois ela sempre deseja o melhor para seus filhos e luta para que não faltem felicidade e paz em suas vidas.
Mãe é o nome mais doce de se pronunciar. Ela é a base segura de nossos sentimentos, a certeza de que, mesmo quando crescemos, continuamos sendo para ela, eternamente, crianças..