Textos de Chuva
Ela ama a liberdade dos céus,
a grandeza do mar,
a pureza dos animais
que de uma maneira inconsciente
ensinam o que é amar,
tem amor também por sorrisos sinceros,
principalmente, se ela for a causa,
por abraçados apertados
de quem a faz sentir-se segura
e a brandura dos momentos simples
como um fim de tarde ao som da chuva.
Tem chovido ultimamente e, durante estes períodos chuvosos, fico mais reflexivo do que de costume e refletindo, pensei que, possivelmente, os dias de chuva sejam mágicos já que conseguem transformar momentos e lugares, gerando diferentes impactos.
Quando chove num cenário de angústia, ocorre uma conexão entre as lágrimas que escorrem pela face e as gotas de chuva que tocam o chão como se o céu estivesse demostrando a sua compaixão sinceramente, então, após um grande desabafo, talvez, seja alcançado um alívio de gratidão pertinente.
O som dos seus movimentos calmos ou agressivos ecoa semelhante a uma melodia agradavelmente incisiva nos ouvidos daqueles que possuem um coração intenso, muitas vezes emotivo, grato, sendo assim, chovendo, avivam a mente, ficam tranquilos com seus ânimos renovados.
Portanto, a ocorrência da chuva é tão notável, encantadora que mesmo se for passageira, causará resultados transformadores, ocasiões emocionantes, lindos pormenores banhados por suas águas que caem durante o dia ou à noite.
Vejo um pouco de romantismo através de lindas flores vermelhas que aquecem facilmente o espírito numa manhã tranquila com a chuva caindo, uma riqueza simplesmente divina que consegue encantar olhares e acender sorrisos.
Algo simples e naturalmente amável está sempre acessível e assim que é notado, pode gerar um frescor muito aprazível, inspiração pra uma belo quadro, versos expressivos ou uma porção de entusiasmo com um necessário equilíbrio.
Então, mesmo durante um clima frio, é possível desfrutar de um momento caloroso apenas com um olhar atento pra os detalhes graciosos que estiverem por perto pra que o ânimo seja restaurado num divino avivamento.
Com sua natureza elegante
e uma presença doce e romântica,
ela abrilhanta os momentos simples
até mesmo nos dias de chuva,
trazendo mais cores sob um céu cinza, demonstrandouma beleza sublime e delicada,
fruto da soma de seus pormenores lindos, uma vida profusamente rara.
Na sua companhia, o tempo chega
a parar ainda que seja temporariamente,
mas, certamente, ficará marcado
e quando já não estiver mais nesta terra, permanecerá presente
pelo bem que ela representa,
então, ficará guardada na mente
como uma valiosa recompensa.
Por ser desta maneira, o seu florescer faz o amor germinar com um vívido esplendor e uma essência serena,
um primor de muita vivacidade
que faz valer à pena tê-la por perto
e valorizá-lade verdade.
A arte floresce de várias formas
e pode florescer com uma viveza cativante em cada uma delas, até mesmo um simples pedaço de papel pode ser transformado em uma rosa tão perfeita que se assemelha a uma de verdade, exalando uma sobriedade que renova.
Uma flor que não morre, mas artiscamente viva e o som da chuva que cai lá fora resultam em uma combinação encantadora que ricamente inspira, conforta e vivifica
numa manhã chuvosa com uma simplicidade linda.
Sendo assim, se houver um olhar sabiamente atento, um pequeno primor artístico já será suficiente para surtir efeito, trazendo equilíbrio à mente, melhorando o dia, um bem muito evidente que agradavelmente influencia.
Livre, agradecido, trilhando por uma mata fechada, uma trilha aprazível, iluminada por alguns raios de sol, regada por alumas gostas de chuva,
ouvindo o som de pássaros, das águas, do farfalhar das folhas, conduzido pelos ventos, restaurando minhas forças, alegrando o meu espírito aventureiro,
cercado por uma natureza calorosa, bem receptiva, permitindo um momento naturalmente marcante, o qual revivo por intermédio de uma memória viva.
Se ultimamente os seus dias estão chuvosos, bastante nublado, não perca seu tempo reclamando, seja o seu próprio raio de sol, mantenha o seu ânimo, enquanto chove, aprenda logo a dançar na chuva e não se prenda ao que está fora do seu controle
Mude sua a postura se assim achar necessário, dê boas risadas, quantas quiser, valorize desde os pequenos refrigérios, alegre a sua alma, seja alguém grato, tire o mínimo de proveito, o máximo que você puder para que a sua fé imprescindível em Deus não se torne fraca,
E durante determinadas situações, em nada adianta ficar se culpando ou procurar um culpado, não sinta a culpa amarga que não é sua, não carregue esse grande fardo, nem coloque a sua nos outros, uma loucura destrutiva contra a si mesmo, algo bem desagradável.
Até consigo ver beleza num dia chuvoso, tirar algum aprendizado, mas estou longe de ser um bom dançarino, talvez esteja exatamente aí a graça, alguns passos expressivos ainda que atrapalhados já são suficientes para fazerem uma diferença demasiada para depois relaxar a mente.
Depois de chover intensamente, foi possível observar que um linda rosa havia acabado de ganhar algumas pérolas, feitas das gostas da chuva,
exaltando as suas pétalas vermelhas numa aparência intensa e cheia de elegância durante uma ocasião amável, singela, simplesmente, emocionante,
colorindo ricamente um dia nublado através da vida de uma natureza elegante que por alguns instantes deixou os meus olhos fascinados.
O encanto profundo do azul em demasia em um mundo criado pela arte, o cenário de uma cena muito emocionante, agora representado modestamente pela minha preciosa poesia
Harmonia de um céu chuvoso, azulado com uma chuva branda, durante à noite, iluminada pelo esplendor do luar, uma grande superfície banhada pelas muitas gotas formando uma espécie de mar
Com um casal peculiar sendo o centro das atenções, um amor, dois corações, olhos se entreolhando, vivenciando um sentimento raro, um aparentando confiar no outro em um encontro mágico
Apaixonados iniciando uma linda dança, mãos dadas, olhares conversando, a beleza de uma mútua confiança, juntos amando com leveza, refletindo nos seus movimentos, reciprocidade e elegância.
"Chovia, chovia, chovia, como nunca antes chovera, chovia.
O céu, com sua face escura, fitava-me os olhos e rugia.
Os raios que rasgavam o céu, era como sua ida, que rasgara a minha alegria.
Cada relâmpago que eu vejo, me traz um lampejo do meu eu, embebido no seu beijo, ébrio de suas carícias.
Chovia, e aquela chuva me causava arrepios, e como a sua, deixava-me a pele fria.
Nem um raio de luz, o Sol, inspirado em ti, do meu eu se escondia.
A mim, não sorria.
As lágrimas do céu, por minha face, escorriam.
Ou eram as águas minhas?
De fato, eu não sabia.
Mas chovia.
E aquela enxurrada, que tudo arrastava, não levou você da minha vida.
Enquanto o céu, as nuvens, quiçá o próprio Deus, choravam a sua ida.
Eu, em um todo de prantos, de ti se despedia.
Um clarão no céu se abrira.
O Sol, ao meu eu, sorria.
Mas quem me lera, quem me ouvira, sabia.
Que em meu âmago, chovia, chovia, chovia, como nunca antes chovera, chovia..."
"Era mais uma daquelas chuvas de verão.
Eu sabia que viria.
Eu sabia que a veria.
Eu sabia que ainda residia em meu coração.
Eu sabia que tinha sua indiferença, mas precisava era do seu perdão.
Eu sabia, que não sabia nada e quem nada sou eu, no seu mar de paixão.
Afoguei-me nas águas das lembranças e não existem palavras capazes de dar a esse sentimento, uma vazão.
Por vezes, a distância que nos separou, levou pra longe minha felicidade, sem porquê, sem razão.
Como uma enxurrada de amarguras, descontentamentos, solidão.
Hoje, o céu em um completo de trevas, me aterroriza com sua escuridão.
Me traz o medo em cada relampejar, em cada trovão.
Mas o meu maior temor é o porvir ser mais uma daquelas suas chuvas, de verão..."
"Eu me perdia nos seus olhos e na tentação do seu corpo.
Me queimava, cada beijo, e eu desejava outro.
Cada toque da sua boca, me deixava louco.
A sua voz serena acalmava todo pensamento tempestuoso.
Uma mistura de sentimentos, tudo novo.
A chuva leve, era a música de um amor fervoroso.
Quanto mais, à ti, me prendia, mais eu me sentia solto.
O nosso jogo é perigoso.
Mas o cheiro e o negro dos cabelos, me faz querer o perigo o tempo todo.
No escuro do meu quarto, quero adorar-te de novo.
Sua companhia se tornou meu berço, meu vício, meu conforto..."
"Eis aqui, o que dizia, a carta da desvairada:
'E..., meu amado, peço que me perdoe, mas já não podemos mais, ser um só.
Perdão, meu amor, te deixo no nosso templo de amor, mas continuarei te amando, jamais estará só.
Perdão, amado, perdão, perdão, mas minha vida tornou-se um eterno choro, não sou capaz de desatar, em minha garganta, o nó.
Te amo E..., como o céu ama as estrelas; como o Sol ama o amar, e como ele, devo ser só.
Meu amor, peço que não me odeie, mas seus escritos, os seus livros, lhe farão uma companhia, demasiado melhor.
Doravante, amor meu, vá, seja feliz, encontre alguém, que não faça seu castelo de felicidade, tornar-se pó.
De mim, de nós, amor, eu tenho dó.
Sei que vou, sei que sofreremos, mas contigo, vivendo com indiferença, será pior.
Rogo, para que o nosso ipê floresça, que cada pétala, seja uma eternidade de felicidade em sua vida, que ele lhe faça companhia, que não se sinta só.
Peço que não me odeie, meu amor, meu coração ainda bate por ti, mas se ele parasse, agora, nesse instante, seria melhor.
Não te esquecerei nunca, amado meu, pois o sonho da eternidade contigo, é uma estaca cravada em meu peito e o sonho de nós dois, ainda sei de cor.
No momento em que lhe escrevo essa carta, o céu parece prever o nosso fim, parece furioso comigo, por deixar transbordar a minha dor.
Amado meu, vou-me, mas lhe deixo, meu eterno amor.
Espero que a chuva, que sobre nós já se avizinha, possa lavar-te de mim e que não guardes rancor.
Amado meu, peço que não me odeie, por favor.
Lembre-se E..., depois da mais intensa das tempestades, o céu, sempre ganha cor.
Não morra, mas mate em seu âmago, nosso amor.
Daquela que te ama, daqui à eternidade.
D...'
Infelizmente, não houve cor para o meu amigo, após aquela forte trovoada.
Que a alma dele descanse, e não se recorde das palavras vazias, da de alma vazia, desvairada..." - EDSON, Wikney - Memórias de Um Pescador, A Carta Que O Matara
"Hoje, vai chover, eu sei; pois o vento, me lembrou seu cheiro.
Hoje, vai chover, eu sei; pois o gelado do vento, arrepiou-me a pele e me fez lembrar seu beijo.
Hoje, vai chover, eu sei; pois roguei aos céus que chovesse, para mascarar as águas do meu rosto.
Hoje, vai chover, eu sei; pois mesmo quando as lágrimas do céu, não recaem sobre mim, em sua ausência, será tempestade em meu eu, nada de novo.
Hoje, vai chover, eu sei; pois o rugir do trovão, não foi capaz de tirar da minha mente, o seu choro.
Erro, erro, erro sim, de amarguras, meu peito roto.
Avido, escritor, vívido, parvo, o tolo.
Penso em ti, o relâmpago acende o escuro do meu quarto e em um súbito luzir, vejo seu rosto.
O brilho do castanho dos olhos, me paralisa o corpo.
Sinto que estou morto.
Novamente, perdi jogando o seu jogo.
Odeio a chuva, por fazer-me lembrar de quem, destruira o meu todo.
Eu já sabia, hoje choveu; para o meu desalento, amanhã, eu sei; vai chover, de novo..."
"Quando o amor não mata, a lembrança do amar, o faz.
É a lembrança do nosso quase amor, que me faz querer-te, cada dia mais.
Eu já tentei de tudo, mas mesmo o tudo, parece ineficaz.
Cada gota de chuva, cada brisa do vento, até mesmo das folhas, cada farfalhar, me trazem as memórias de dias atrás.
Sou criminoso por tentar matar esse amor, mas o sou ainda mais, por te amar demais.
Cada pouco desse amor, que morre em mim, um pouco do meu eu, com ele jaz.
Infelizmente ele é capaz de renascer, o que o meu é incapaz.
Meu coração tornou-se um campo de batalha, agora só existe guerra, onde eu mataria pra existir paz.
São as recordações, que incendeiam a alma e o peito deste jovem rapaz.
Morrendo a cada dia, eu percebi que; Quando o amor não mata, a ausência do amar, o faz..."
O cheiro da noite só me causa dor.
Me lembra teu perfume, relembro o seu ardor.
Era intensidade de alma, intensidade de corpo, intensidade de amor.
Eu sei o que sou.
Posso ser louco, demônio, sua divindade, herege, pecador.
Olho o céu, quando chuva, sou gris; quando Sol, sem cor.
O peito, que um dia fora só paixão, hoje parece-me, ser só rancor.
Lembro-me que cada toque, cada beijo, trazia à sua face, aquele belo rubor.
Ébrio de paixão, o meu ser era só furor.
És a mais bela das flores, mulher, hoje eu invejo cada beija-flor.
Fui escravo de um coração, o qual acreditei ser o senhor.
Nem do império, que fantasio contigo, posso ser o imperador.
Só me restaram as vazias palavras, acabou-se meu pundonor.
Das minhas falácias, eu mesmo sou o trovador.
Vislumbro o horizonte e vejo o Sol se pôr.
Ali eu sei que vai se iniciar o meu torpor.
Pois quando a noite vem, o cheiro dela só me causa dor…
Uma senhora, da Bahia, disse, hj, 28/12/2021, no JN, que nunca existiu esse tipo de enchente na vila onde ela mora, que ela nunca viu tal coisa lá, que ela só via esse tipo de coisa na tevê.
Mas se essa vila nunca foi afetada por enchentes, então o que aconteceu pra encher daquele jeito?
Não duvido nada que isso não tenha sido obra da política.
"Adorei as aguas do céu, naquela tarde fria, de quinta feira.
Você, um tanto azarada, parece-me, não contava com a chuva e esquecera o guarda-chuva, em casa.
Eu também, azarado, não contava com a súbita torrente, que nos abraçava.
Sorte a minha, agradeço, novamente, pelas aguas.
Lembro de ti, enxarcada.
O cheiro do cabelo, exalava.
Cada cacho, se realçava.
Sua tez, pelo vento frio, arrepiada.
Tão próxima de mim, mas tão distante, pareceu-me um conto de fadas.
O castanho escuro dos olhos, me lembravam uma fera; outras vezes, uma criança, amedrontada.
E eu nem sei o nome da desgraçada.
Mas me recordo dos cachos, do cheiro e da gratidão, às do céu, as aguas..."
Todo dia é dia, e estão valendo.Todos eles...
Você aprende,trabalha, ama, perde e ganha.Nos dias frios, nos ensolarados,nos chuvosos nos felizes,nos enfadonhos.
Você passamomentos especiais na chuvae momentos tristes vendo o sol
brilhar. Todo dia acontece.Com ou sem sol brilhando comou sem chuva caindo. Tudo o queimporta é viver.
O que adianta fazer todo o bem, com zelo, carinho e amor, e no final por um bocado e trocadilho...
...a ignorância vim a tona, sobre o amado ou amada, ou pessoa querida...
É na verdade o mesmo que fazer a casa de alvenaria, e não colocar o teto...
e mesmo assim querer passar a noite chuvosa em paz e tranquilidade.
