Textos de Chuva
Um final de tarde cinza...
Ossos gelando, é isso
Ameaça de chuva lá fora
No peito um coração relutante
Enfrento o frio e a chuva
Ou me encolho no medo ?
Obedecer as pernas nem querem
Dão um nó só de pensar
Tantas cobertas na cama
Meu alter ego quer se deitar
Porém no meio do cinza,
Há espaço de sobra pra beleza
Abro a porta, a janela, a vida
E já estou ali fora
Percebo então, decidida
Que em meu mundo há espaço
Pro Sol, pra Lua, pra chuva...
Pra poça d'água na calçada...
Eu acordo e ouvindo o barulho da chuva
E me trás lembranças suas
Pois foi assim que eu o conheci
Em um dia chuvoso
E o vento me trouxe um cheiro gostoso
O cheiro do seu perfume
A lembrança dos seus beijos e carícias
Meus dedos entrelaçam em seus cabelos
E uma onda de desejos
Tomou conta dos meus pensamentos
Então fiz um pedido
Queria sentir seus beijos
Para matar meu desejo
Então eu adormeço
E te guardo em meus pensamentos.
É a chuva derramando-se como cascata prateada
Saltam os pingos que despertam a criança adormecida
A sonhadora entorpecida de amores
Que insiste em enxergar magias onde todos vêem dor
Hipnotizante ping ping da calha ...
Me dá asas para nadar até onde a realidade termina
Em um mar de água turquesa e céu de prata
Ping, ping... lá vou eu
Corpo relaxado nas cobertas
Alma alada de fada voando para casa...
Despertou com a chuva que caía,
lembrou - se do sonho e sorriu.
Olhou pela janela, já era primavera.
Olhou para si, estava despenteada e feliz.
Não havia mais dor, permitiu ser amor.
Lembrou - se do sonho, do abraço acolhedor.
Sorriu.
É primavera, o sonho não é uma quimera, e tu estás aqui.
Não vais mais partir.
Meu coração é paz e quer você junto a mim.
É primavera, tempo de FloreSer
os meus dias para colher amor dentro de mim.
Mas não importa qual seja a estação, basta a mim acreditar que eu posso florir o meu existir.
A chuva parou.
Me acompanha nessa caminhada?
Segure as minhas mãos e
vem comigo transcender amor.
Vamos juntos FloreSer.
Vamos viver o amor,
a cura para toda a dor.
Que cheirinho de alegria!
Ah! Vem do meu bem.
Que cheirinho de paz,
de chuva fresca, café na mesa.
Ah! Vem do amor
que estou à abraçar.
Esse amor que me enlaçou,
faz - me só por ele suspirar.
Que cheirinho de alegria!
Ah! Vem do meu bem,
que trouxe o perfume
das flores, as cores,
faz os meus dias
serem como
uma doce poesia.
Meu bem trouxe o sol eterno.
Pode até cinza o céu estar,
mas quando ele vem,
faz tudo se iluminar.
Que cheirinho de alegria!
Ah! Vem do meu bem,
que faz sorrisos
em mim nascer, faz
o amor em nós
resplandecer.
" Reencontro "
Tarde chuvosa,
resolvi sair.
Meu guarda - chuva
vermelho, meus
cabelos ao vento,
liberdade pude sentir.
A chuva foi refresco
para meu coração
voltar a sorrir.
Te vi parado
naquela esquina,
acenando para mim...
Reencontro de um
amor inesquecível,
mãos dadas,
nossa vidas
juntos, iremos seguir.
Ao olhar pra você,
a certeza veio como
a chuva que
teimava em cair.
Nosso amor adormecido,
despertou com gemidos...
Sussurros ao pé
do ouvido, beijos
que saciam a sede,
nossos corpos unidos.
Como um só ser...
Ali...
Em nosso mundo,
apenas eu e você...
Guarda - Chuva Vermelho
" Na ponta dos pés,
ela se põe a divagar.
Será que é amor
esse leve palpitar?
Ah, como é bom
ter alguém
que faça seu coração pulsar....
Se é amor, o tempo lhe dirá.
Com seu guarda - chuva vermelho,
ela se põe à caminhar.
Um sorriso à faz suspirar.
Sim! É amor!
E já vem lhe encontrar.
Tem espaço debaixo do guarda- chuva,
vem! Do sol e da chuva
hei de lhe abrigar.
Ah! Como é bom amar...
Ela se põe a dançar..."
Brisa Solta
O tempo passou
E eu vi ela voltar
Dona de si
Calmaria depois da chuva
Poesia da rua
Sorriso na alma
Na vida ela é rima pronta
É brisa solta
Perfume bom no ar
Felicidade que fascina
Corre pro meu lado quando apronta
Me faz querer ficar
Bem mais de boa
Me faz querer ficar
Na cama até a hora de almoçar
O LADO OPOSTO
A chuva molha a terra,
A paz, o coração.
Da terra brotam flores,
Do coração, um mundo irmão.
Mãos amigas doam flores,
Inimigas, destruição.
A paz vem das flores,
O ódio talvez de um não.
O mel é um doce desejo
De paz, vida e união.
Só colhe mel quem é abelha;
Escorpião, a própria destruição.
1986.
O u t o n a l 🍃
Vento sopra manso,
folhas bailam no ar.
Gotas de chuva quando
caem ao chão,
parece música
que alegra o coração.
Encontra - se o
amor apenas no olhar,
encontra - se o
amor no abraço,
no beijo esperado.
A esperança
faz o sol brilhar,
há tanta beleza
para se admirar.
Ainda há flores
para os caminhos perfumar,
mesmo o cinza
querendo no céu despontar.
Vento sopra manso,
ainda há cores
pra se encantar.
Há amor pra se aconchegar.
Há sonhos pra florir,
no outono que chega
trazendo os
sorrisos que
na alma acolhi.
Num dia de chuva como hoje, um sonho. Sonho de ser, existir, renascer. Nos projetos colocados no papel uma esperança de chegar ao céu. As asas ainda curtas não permitem sair do chão, mas o coração pulsante parecia dar rasantes em rumo daquele sonho emocionante. Mas a chuva molha as asas, as lágrimas o coração, pesados não conseguem voar, resta apenas parar. Os rasantes se cessaram, o emocionante se findou, estatelado ao chão, o sonho acabou. Mas o vivido não é esquecido, vira marca, ferida, num anjo caído. A ferida escorre sangue, o líquido vital desenha o final, o céu sonhado, agora nublado, pois a chuva passou, deu as costas para o que devastou, anjo caído grita sua dor, sente que o fim chegou. O sangue marca o chão, como tinta num cordel, resta só a sombra num pedaço de papel. A morte de um anjo caído que ousou chegar ao céu.
D.L.
O FIO DE ARIADNE
para Ivan Junqueira
Mesmo que a chuva destrua
a rua, o muro, a rede elétrica,
olhe a casa que a água não levou
e veja que você está dentro dela.
Mesmo que o sol não volte a
abrir o sorriso da primavera,
olhe no interior daquela flor
e veja que você está dentro dela.
Mesmo que a luz se dilua
e os cegos se espalhem pela Terra,
olhe a voz que ninguém apagou
e veja que você está dentro dela.
Mesmo que os dias não mudem
— mesmo filme na mesma tela —
olhe a criança que ficou na plateia
e veja que você está dentro dela.
Mesmo que o mundo todo desabe
e não sobre pedra sobre pedra,
olhe suas mãos, o chão que ficou
e a vida ainda viva além da janela.
CHUVA DE OURO
Se não ela, quem?
Ouviu o chamado e foi preparada
Com seu olhar leve e profundo
E esse nome que é chuva de ouro
Que antes usava brilhos e couro
Agora sua veste é leve e fluida
De aparência enfeitada
Anda hoje encantada
Abrindo caminho para a gente passar
A descobrir os grandes mistérios do mundo
Num giro contínuo que faz levitar
Caminho para emoções mais doídas
Trabalhando o que ficou para trás
Honrando e vivendo por seus ancestrais
Convocando a uma grande oração
Transposição do interior que grita e agita
De um exterior que pondera e comporta-se
Conveniente ao meio em que está
Dos mistérios da existência terrena
Guiados pela chama interior
E assim ir rodando e sentindo o chamado do sim entoar
Buscando uma razão para erros explicar
Por que existimos? Sabes dizer?
Um diálogo amoroso, trajeto precioso
Mestre em ensinar pelos caminhos do amor
Os fundamentos da nossa existência
Descoberta que altera os rumos da vida
E reverbera na roda a dançar
Rumo à consciência do propósito da alma
Que pela família viemos para cá
Salve, salve mãe natureza
Nos tornamos canais do amor
Expansão da consciência divina
Vestidos de almas humanas
A nos deixar envolver pela beleza da vida
Te agradecemos irmã mais querida
Chuva de ouro, Cássia mais linda.
Debruçar sobre a janela
é observar o tempo
para sentir saudade.
Um canto de pássaro,
a chuva fina que cai.
O dia fresquinho,
o sol já se despedindo.
O cheirinho do bolo,
do café, da mãe, do pai.
Na memória do meu coração,
guardei esse tempo.
As brincadeiras, as incertezas,
as tristezas, as risadas também.
Guardei com carinho, cada jeitinho
daqueles que me fizeram tão bem.
Debruçar sobre a janela
é absorver o amor,
esquecer a dor.
Ser paz.
Ser o sorriso que faz serenar o olhar
de quem ao nosso lado sempre estará.
Podem as estações passar, o amor em mim sempre florescerá.
Debruçada sobre a janela,
observo o tempo passar
colhendo as rosas que hoje
começaram a desabrochar.
SOZINHO
Eu distante de você,
O coração grita
A chuva agita lá fora
E dentro em mim um vento frio
Um vazio esperando por ti
Então deixo tudo e ainda o medo,
Vou para o chuveiro me energizar.
Procurando me libertar da solidão.
E a sensação da noite é esta na contra mão.
No bosque embaraçado escrevo teu nome,
Sem saber se existo dentro de você.
As lágrimas dessem quentes dos meus olhos sem porquês,
É como a chuva que caem do telhado lavando as janelas de ipês amarelo.
Um relâmpago o coração dispara
De dentro da alma sai o seu nome,
É o som e o grito
A fome que me consome...
É a saudade sentida e o sentimento ofegante.
Ainda existe muitas horas de noite,
Agora pergunto aos anjos da corte celestial.
Onde você esta que não ouso tua voz.
O gemido mais bonito que sempre enraizar,
Esse pobre infinito de minha alma.
Será que está fazendo o mesmo?
Assistindo a chuva cair sem poder fazer nada.
Porque esse estrada de destino por mais sagrada.
Há de ter uma parada para as duas almas se amar e se dar a eternidade.
Sem medo Sorrir
Quero andar na chuva
Sem me preocupar
Cantar, dançar e me encantar
Sorrir da minha própria roupa molhada.
Do correr sem medo de cair e escorregar
Pular nas poças que a tempestade criou e me alegrar
dos rios que se formou.
Somente me encantar
Do amar da vida, amar com a perfeição do perdão.
Se dedicar sempre amar com o coração ❤️
Adriana C. Benedito
'Chuvas de bênçãos'.
Sempre vejo está frase e penso; o que e uma chuva de bênçãos? Respondo-me: é o que vemos todos os instantes, em cada respiração, cada imagem de vemos, cada gosto, barulho que ouvimos, cada batida dos nossos corações cada emoção, choro, riso. Enfim bençãos de estarmos 'VIVOS'. Obrigada Deus pelas chuvas que tem nos enviados, cubra com a sua chuva, os nossos irmãos, as nossas famílias e amigos. Amém!
Noite fria
Ouço a chuva lá fora
O vento toca a janela do meu quarto querendo entrar; me envolver num abraço, talvez.
Fecho os olhos
Num instante, minha mente me transporta àquela noite...
À beira do lago
A brisa suave tocava nossos corpos e seguia enrugando as águas
Sob o olhar tímido da lua, você repousava em meu abraço...
Adoro a moça linda que você é e mais ainda a que se torna, quando se mostra forte e segura.
Acho incrível essa maneira sua de mesclar força e delicadeza, de alternar mulher e menina sem perder a leveza.
Admiro a facilidade com que você transmite sua essência no sorriso, esse sorriso que salta à sua frente e abraça a gente com ternura.
Amo sua preocupação em ser melhor a cada dia
A sua consciência e a maneira humana de pensar nas pessoas até quando fala sobre si e sobre seus planos.
Adoro esse seu jeito investigativo e amável de olhar, esse olhar que mesmo sem voz fala com eloquência...
A intensidade e fluidez marcantes daquela noite fizeram parecer que o amanhecer chegou mais cedo.
Abro meus olhos e te sinto...
CHUVARADA
O cheiro único, acre, tão saboroso
De terra molhada, na chuva dada
No cerrado. É uma oração rezada
Num inconfundível feito saudoso
No terreiro, ventania e chuvarada
O quintal com o seu aroma aquoso
É de um espírito tão maravilhoso
Faz a alma da gente... enxarcada
A infância pisa junto na enxurrada
De chão batido, escorre no meio fio
Aguaça, diversão e risada ensopada
Camarada, chove chuva de motão
Mais desejada, doce e leve no feitio
Aroma tão, da chuvarada no sertão!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07 janeiro, 2022, 07’30” – Araguari, MG
Depois de um período de chuva, sempre vem dias melhores.
Assim é a vida em alguns momentos, a diferença está em saber valorizar também a chuva e aproveitar. Para que quando chegue os dias ensolarados e bons, entender que independente do tempo ou do momento; foi verdadeiro por não haver diferença no que foi demonstrado.
Ricardo Baeta.
