Textos de Boca
MINHA AMADA
Desejo namorar-te a vida inteira
Beijar-te a boca em busca do amor gostoso
Encontrar no seu calor maravilhoso a felicidade
E nunca mais nem pensar você distante.
Venho em letras dizer amo você
Meu jeito de ser pode não dizer o que sinto
Você não vê meus sentimentos nem desejos
Mas é sincero que te quero muito...
Dirigido por mim, e guiado por você
Meu coração é seu, amor
Pois sinto falta dos seus carinhos
Meu ideal é você!
E por ti dedicarei-me sempre a melhorar
E se quiser será a mãe dos filhos meus.
(Nelson Locatelli, escritor)
Dor
Quando dizia que te amava
não era brincadeira
nem da boca pra fora
te amei de verdade isso eu sei
em voce me apeguei
pra vc me entreguei
mas você não queria nada comigo
só curtição brincou comigo
e com meu coração
Não sabia oque fazer
Pois sem você não saberia viver
Não tinha vontade de fazer nada
Não tinha vontade de comer
Fiquei muito tempo trancada no quarto
esperando a morte vim me pegar
só que por um instante
parei para pensar
e abri o olho
ainda me doi muito
mais estou feliz sozinha
sem voce na minha história
sem você na minha vida.
O tempo tem uma boca imensa. Com sua boca do tamanho da eternidade
ele vai devorando tudo, sem piedade. O tempo não tem pena. Mastiga rios, árvores, crepúsculos. Tritura os dias, as noites, o sol, a lua, e as estrelas. Ele é o dono de tudo. Pacientemente ele engole todas as coisas, degustando nuvens, chuvas, terras lavouras. Ele consome as histórias e saboreia os amores. Nada fica para depois do tempo. As madrugadas, os sonhos, as decisões, duram pouco na boca do tempo.
Sua garganta traga as estações, os milênios, o ocidente, o oriente, tudo sem
retorno. E nós meu neto, marchamos em direção a boca do tempo.
Gosto do teu sussurro firme ao meu pé do ouvido.
Da tua língua cor de cereja me invadindo a boca.
Do teu respirar difícil e quente sufocando o meu, fébril.
Gosto do teu perfume doce impregnando a minha roupa lentamente.
Do teu sorriso manso cheio de pretensões.
Do teu decote firme e infinito.
Gosto do teu sabor de puro e todas as tuas más intensões.
Ter e ao mesmo tempo não ter
Abro os meus olhos,
Porém, não enxergo.
Abro minha boca,
Mas a voz não sai.
Toco em tudo,
Não consigo sentir nada.
De orelhas em pé,
Não ouço ninguém.
Provo de tudo,
Não sinto gosto de nada.
Às vezes a vida é assim,
Você pode ter tudo
E ao mesmo tempo nada.
É tudo artificial,
Nada é seu,
Tudo lhe pertence.
Afinal de contas,
Estou vivo ou morto?
Será que sou um zumbi?
PRESO
Como eu poderia ter-me em minha boca
Para o beijo e para o verbo,
Se o sabor de tudo isso sentido
Continua a ser detrás,
Daquele tempo que não se parte.
E para atender estes teus olhos
Cor da clara noite, lanternas acesas.
Como posso? Dos meus olhos
Deixei lá atrás nas encostas de orvalho
No vidro límpido que debaixo dele
Viajam peixinhos graçapés
Que por minhas mãos nunca consegui prender.
Um só sequer. Apenas um para tê-lo em casa
Já numa arca de embalagem
Transparente pressenti-lo de perto
Em carícias por ele pelo lado de fora.
A minha boca ficou no desejo da manga rosa
Dos cajus no seu tempo, onde experimento
Qual o mais doce ou qual o mais acre.
Salvo meu beijo, que não o dei,
Na forma de toda a ansiedade
Na menininha irrequieta e tímida
Por minha vontade que não se expressava.
E até o beijo da minha boca
Ficou solidificado, nos lastros das árvores.
Nas mãos dos meus pais, dos meus avós
E de meus padrinhos, na santa devoção
De estar beijando também outro pai.
De onde tirarei de mim para te ofertar
Por este amor sentindo em mim
E que há em mim somado
Ao que deixei do que eu era todo
Retidos no azedume das frutas ruins
De ternuras que foram desta maneira
Tocados pelos meus olhos,
Entretidos nos corpos de seda
Das afeições, caminhos, não resolvidas
Mas que em mim, detidos
Repassam a mim as fragrâncias e o desejo
Que preteri, em vez de fazê-lo.
Pegar minha baladeira e sair
Depois de uma chuva de inverno.
PRESO
Como eu poderia ter-e em minha boca
Para o beijo e para o verbo,
Se o sabor de tudo isso sentido
Continua a ser detrás,
Daquele tempo que não se parte.
E para atender estes teus olhos
Cor da clara noite, lanternas acesas.
Como posso? Dos meus olhos
Deixados lá, nas encostas de orvalho
No vidro límpido que debaixo dele
Viajam peixinhos graçapés.
A minha boca ficou no desejo
Das frutas doces de eterno gosto.
Salvo meu beijo, que não o dei,
Na menininha irrequieta e tímida
Na forma de nuita ansiedade,
Por minha vontade que não se expressava.
E até o beijo da minha boca
Ficou solidificado, nos lastros das árvores.
Nas mãos dos meus pais, dos meus avós
E de meus padrinhos, na santa devoção
De estar beijando também outro pai.
De onde tirarei de mim para te entregar
Por este amor sentindo em mim
E que há em mim somado
Ao que deixei do que eu era todo
Retidos de ternuras
Que foram desta maneiras
Tocados pelos meus olhos,
Entretidos nos corpos de seda
Das afeições, caminhos, não resolvidas
Mas que em mim, detidos
Repassam a mim as fragrâncias e o desejo
Que preteri, em vez de fazê-lo.
Pegar minha baladeira e sair
Depois de uma chuva de inverno.
Efeito Colateral...
O teu gosto permanece em minha boca alimentando a fome dos teus beijos, Mas não consegue saciar minhas vontades... sonhar é pouco pra suprir tanto desejo.
Desejo grande de ficar em teu abraço como se nada mais fosse preciso, sonhar, dormir, esquecer todo cansaço... parar o tempo, bem na paz do teu sorriso...
Esse desejo que arrepia a minha pele, que me incendeia e me faz enrubescer, Há! quem me dera poder controlar o tempo... e assim usá-lo para o meu bel-prazer...
E desejei ardentemente por segundos ser o “senhor do tempo” aquele instante poder parar, pausar, passar, retrocede... qualquer momento, ter em minhas mãos esse controle absoluto...
Faria muito, eu confesso se assim fosse... parava o tempo em momentos bem precisos, essencialmente no aconchego dos teus braços, onde me perco e encontro o paraíso...
Passava o tempo o mais rápido possível pra não sentir as garras frias da saudade... todo momento em que não estou contigo, onde teu beijo não me aquece e não me invade...
Com esse controle poderoso em minhas mãos retrocederia o tempo sem hesitação... pra usufruir o maior tempo que possível desse sorriso que chamou minha atenção...
Uma cachaça de mulher
E se eu falar que tem uma dona
que causa nos olhos brilho ,
na boca causa sorriso,
e no coração apaixona.
Há quem diga que seu coração não tem companheiro
alguns dizem que ela não sabe amar,
outros apenas desejam seu corpo inteiro,
eu só quero com ela está.
E será seu coração tão mesquinho?
Por que o amor ele não compartilha?
Será desejar seu amor armadilha?
Então que eu caia bem devagarzinho.
Se ela quiser ser somente minha
Eu tentarei infinitamente fazer
Que ninguém mais podesse ela ter
e que fosse toda minha aquela coisinha.
Há uma Verdade que ninguém vê
sua presença sempre traz a paz.
Quem dera se todos fossem disso capaz,
Se todos fossem no mundo iguais a você.
Ela enfeitiça com seu jeito
com seu sorriso e olhar matador,
com sua autonomia no amor,
desconserta todo e qualquer sujeito.
Só precisava saber se ela a mim quer
para ela eu poder acariciar
em sua boca poder me embriagar
naquela cachaça de mulher.
Quando penso em você, não penso em mais nada.
Quando beijo tua boca meu coração dispara.
Bate tão forte até parece que fala.
Com certo brilho no olhar vejo tua beleza rara.
Não só aparência e sim sua alma transparente e pura como manhãs de primavera.
Primavera que lembra muito seus lençóis floridos.
Sim seus lençóis, que me vem em mente nossos.
Corpos quentes que nos faz ferver como água ardente.
Você não só entrou no meu coração
E sim também na minha mente quero só você gata daqui para sempre.
"Feche os seus olhos, os seus ouvidos, a sua boca...
Deixe que somente o seu coração fale por você.
Pense, ao menos desta vez, nos seus acertos,
Nos seus alcances, nos seus gestos de gratidão.
Pense nos auxílios que prestou, nos perdões que concedeu, nas suas orações...
Pense, agora, no abraço que não deu, na mão que não apertou, na declaração que guardou.
Pense na música que não dedicou, nos sorrisos que escondeu, nos bons desejos que vieram e deixou que fossem, sem nem tentar alcançá-los.
Pense... ao menos por hoje.
E então, faça!".
Eu Te Amo vira piada na boca do incrédulo;
Sentimentos impuros, promessas mentirosas, relações vazias;
Não vê que está enganando a sí mesmo tentando ser mais esperto;
A solidão se tornará recompensa da maldade exercida;
Corações lançados ao vento;
Entregues a qualquer sorte de ilusão;
Pra que se sujeitar a tal tormento?;
Cuide melhor do seu coração;
Aguarde em Deus o amor verdadeiro;
Tudo tem seu momento de acontecer;
Não se entregue a corações interesseiros;
Um sentimento bom há de florescer.
Desculpe-me por eu não ter:
O belo rosto que você quer ver.
Não ter a boca que queres beijar.
Não ter o corpo que você deseja.
Não ser o tipo de “Homem” que te atrai...
Desculpe-me, pois eu não tenho a menor culpa de ser:
Só uma unha tua encravada, quando te lembras de mim é com raiva
...Por que não te deixo usar sapatos.
Mas a ferida um dia cicatriza por mais profundo que seja o corte
Como a água que no frio congela o mais forte aço ao fogo se derrete
Desculpe-me por quem não sou...
Desculpe-me também por quem eu sou...
Um eterno solitário... Um sonhador.
( By This Is James)
Dentro da gente
Tem certas palavras
que saem da boca da gente
que não sabemos
de onde vem
só quem sabe
é a musica que toca,
...que dança,
dentro da gente.
Tem vezes que a gente
Parece um poema, fica doendo,
De repente explode, lá de dentro.
Se desmancha
numa folha de papel
e depois revela o que existe,
...que pulsa,
dentro da gente.
Tem pessoas que entram
na vida da gente,
E não entendem por que,
Nem sabem o que fazem lá dentro,
só quem sabe é quem sente
a alegria que preenche,
...que fica,
dentro da gente.
As palavras estão em meu olhar
Mas minha boca relutante não as deixa sair
As pessoas vêem, mas não entendem
Meu medo em forma de insanidade
De onde eu vim as pessoas sorriem para esconder a dor
O amor é uma lenda, uma crença de tolos
Uns vivem com medo de errar
Outros sofrem por não ter vivido
Ah! Quando eu beija-la... A beijá-la-ei com toda intensidade, não só com a boca, mas com todo o meu corpo.
Irei percorrer o teu corpo, como que se eu quisesse invadi-lo bem devagarzinho e desvendar todos os seus medos e mistérios, como que se única barreira para esse momento fosse o tempo.
Ultrapassarei todas as fronteiras do teu corpo e da minha paixão, onde o medo e os limites não existem. Serei pra ela sua maior realidade e ela será pra mim o meu maior sonho.
Quando as lágrimas dos meus olhos percorrerem por meu rosto, passar por minha boca e cair em meu coração, ele se partirá e cairá e aos prantos cairei. Sem ter o seu calor simplesmente empetrificarei. Os seus olhos iluminam minha imensa escuridão, o seu rosto me alivia dessa grande ilusão. Na tua boca me perco como no mar de solidão, eu me esqueço que tenho para amar. Se a vida para ti é como doce, para mim é só amarguras, se vês claridade, eu só guardo em meu coração uma saudade dos teus olhos e da tua boca. Enfim de você!
Sem teu ser não sei viver! Voltei! Mas terei de morrer para acabar com todo esse sofrimento!
(K.G.X.S.)
Olhos frios
Pele macia...
Poço de lírios
O perfume caia!
Boca carnuda
Vontade absurda,
De me afogar em beijos
Fonte dos desejos!
Mordeu os lábios,
Pecado predileto...
Olhei para trás
Em um instante vago
Já não estava mais
Porém, o que hoje carrego,
É algo cego...
Que enxergo, fora do meu ego!
A gente escreve o que sente e sente o que escreve.
Ninguém fala “da boca para fora” .
Antes de serem ditas as palavras foram processadas pelo cérebro, ordenadas pela memória e censuradas pelos critérios de educação, moral e civilidade que cada um de nós tem ou deixa de ter.
Escrever é como qualquer coisa. Quanto mais e pratica melhor a gente se expressa.
Se você ainda não está acostumado(a) a escrever vai uma dica.
Escrever é um prazer parecido com os prazeres que você já conhece. Escreva!
Anamnese
O corpo declara o que a boca não reclama
Expõe sua selvageria em gélida chama
A língua tremula entra lábios turbulentos
Nestes covardes atos falos, hipocrisias e tormentos
E eu aqui prostrado mendigando suas verdades
Cuspindo ilusões me rasgando em vaidade
Num último suspiro diabólico, gélido e calejante
Contentando-me com suas falácias num átimo
