Textos de Boca

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⁠Se os pilantras não divergissem, não se traíssem nem se digladiassem, os de bem da boca para dentro só fariam para pagar a conta.

Há um detalhe curioso na engrenagem da corrupção humana: raramente ela cai por virtude coletiva.

Quase sempre desmorona pelo ego dos próprios corruptos.

O silêncio, a fidelidade e a cumplicidade entre os desonestos duram apenas enquanto os interesses caminham lado a lado.

Basta faltar espaço na mesa, poder no bolso ou protagonismo no palco para que a fraternidade do oportunismo se transforme em guerra aberta.

É por isso que tantos esquemas vêm à tona, não pela força moral de quem combate, mas pela vaidade de quem participa.

O pilantra suporta dividir o lucro; o que ele não suporta é dividir o comando.

E quando a ambição entra em conflito com a cumplicidade, surgem os vazamentos, as delações, os arquivos esquecidos, os aliados transformados em inimigos históricos da noite para o dia.

Enquanto isso, existe também o “homem de bem” performático — aquele honesto da boca para fora que condena a sujeira em público, mas a tolera em privado, desde que seu lado continue vencendo.

É o moralista de conveniência, cheio de valores da boca para fora, indignado seletivo, que chama de princípio aquilo que, no fundo, é apenas preferência política, ideológica ou tribal.

Esse tipo não combate o sistema; apenas deseja ocupar uma cadeira melhor dentro dele.

Se os desonestos fossem minimamente disciplinados entre si, talvez a sociedade jamais enxergasse as rachaduras do teatro.

Porque muita verdade não aparece pela busca sincera de justiça, mas pelo colapso inevitável da confiança entre aqueles que jamais souberam ser leais a nada além de si próprios.

No fim, parte da esperança social repousa numa ironia desconfortável: a ganância dos maus frequentemente faz muito mais para expor a podridão do que a coragem dos bons acomodados.

⁠A fila da empatia da boca para fora é tão grande ao ponto de facilitar a escolha em ter empatia da boca para dentro.


Vivemos um tempo em que a empatia se tornou um discurso popular.


Ela aparece em legendas, palestras, campanhas e conversas cotidianas.


Todos parecem saber o que dizer diante da dor alheia.


As palavras certas estão quase sempre prontas, organizadas e acessíveis.


Há sempre uma frase de apoio, uma mensagem de incentivo ou uma manifestação pública de compreensão.


No entanto, entre o dizer e o sentir existe uma distância que nem sempre é percorrida.


A fila da empatia da boca para fora cresce justamente porque falar é muito mais simples do que se envolver.


É possível demonstrar solidariedade sem abrir espaço para a escuta verdadeira.


Assim como é possível concordar com causas sem carregar o peso das consequências que elas impõem à vida de alguém.


Em muitos casos, a empatia se transforma em uma aparência socialmente aceitável, um gesto rápido que tranquiliza a consciência, mas não alcança o coração.


Diante disso, surge uma escolha bastante silenciosa: cultivar a empatia da boca para dentro.


Aquela que não precisa de plateia, reconhecimento ou aplausos.


A empatia que se manifesta primeiro na reflexão, quando tentamos compreender dores que não vivemos, histórias que não conhecemos e batalhas que nunca enfrentamos.


É uma empatia menos visível, porém mais profunda.


Ela exige humildade para admitir que não sabemos tudo sobre o sofrimento do outro e coragem para abandonar julgamentos precipitados.


Ter empatia da boca para dentro não significa permanecer em silêncio diante das necessidades alheias.


Significa que as palavras passam a ser consequência de uma compreensão genuína, e não apenas uma reação automática.


É quando o discurso encontra coerência nas atitudes.


Quando a ajuda não é oferecida somente para fingir preocupação, agradar ou ser vista, mas porque alguém realmente se importa com o seu próximo.


Talvez o mundo precise de menos demonstrações instantâneas e mais sensibilidades cultivadas em silêncio.


Porque a verdadeira empatia não nasce na necessidade de parecer humano; ela nasce na disposição de reconhecer a humanidade que existe no outro.


E, quando isso acontece, as palavras deixam de ser protagonistas para serem coadjuvantes das ações.


Elas se tornam apenas a extensão natural de um sentimento que já encontrou morada em nosso interior.

" 'Em boca fechada não entra mosca’, dizem. Mas... Também não entra lagosta, uai! Então, mantenho, sim, minha boca bem aberta. Duas ou três moscas são nada se comparadas a uma bela e rosada lagosta, Hum!"
Frase Minha 0652, Criada no Ano 2013

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Com a boca dei os melhores beijos!
Tolice em forma de FRASE é isso. E outras desse tipo."

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Esta Série é NADA-SÉRIA



Texto Meu 0942, Criado em 2019


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

VENENO

Tem uma gota de veneno
em minha boca
que lhe rouba
os sentidos
quando está comigo...

Me faço de santa
e sem a culpa que me condena
traço meu plano
bandido!

Desavisado
se entrega a satisfazer
os meus desejos...

E entre
o torpor que lhe percorre o corpo
se embriaga
na malícia de meus beijos!

Inserida por MellGlitter

o amor esquece de recomeçar


Calei-te a boca com meu olhar
Entreguei a ti o que sou ,
nada adiantou
Te dou dois segundos para ir embora e nunca mais voltar
Meu sentimento é a sua pacatez
Sei bem o que venho sentido , e isso me assusta
Estou sendo obrigada a viver nesta ressaca, nesta opressão que me apaixona
descobri o que você tem feito comigo,
entenda que de tudo eu fui capaz de fazer
mas o ápice absoluto do seu eu
me fez desmoronar

Inserida por MaMigliato

Me criei, assim, baldoso.
Meu pêlo, nunca viu tôso.
Meu lombo, não prova de arreio...
Na boca, sem gosto de freio;
Trago por recordação:
Relinchos do meu rincão
Que quase parto no meio!
Ecoados pelo vento...
Andarengo e pacholento
Que mistura o cabelo da china
E faz chorar a retina
Empoeirado e cinzento
Não me enganas com teu pranto!
O vento, nunca foi santo
Sempre espalhou pelos canto
Agouros e maldições
Histórias velhas e canções
Que eram parte de segredo
E me fez desde cedo
Valorizar um estouro;
Endurecer bem o couro
E da vida não ter medo.
Andei recorrendo a pampa
Sem rumo e sem parador
Como abelha sem achar flor
Como sarna que não tem cusco
E de tanto pialo e susto
Hoje, já falquejado das voltas
Anseio um pago repouso
Não há de faltar... a mim, um poso
Mas que fique salientado
Que mesmo cansado e maduro
Sou o mesmo queixo duro!
Sou o mesmo APORREADO!!!...

Inserida por chiobatto

Ao sentir sua presença, fechei os olhos e a minha boca calei,
Para não te ver e também a verdade não dizer...
E dos meus olhos fechados veio à imaginação,
E da minha boca nasceram sussurros
E palavras quase mudas que a ti dediquei...

Quero te ter, para não precisar fantasiar e fingir que não vi.
Olhar em seus olhos, descrever-lhe em palavras,
E com carinhos o infinito de prazer descobrir.

Se for com você, não quero sonhar,
Quero materializar meus sonhos em você,
E principalmente, com você.

Inserida por vitinhorj

Toda mancha que esvaeceu da minha boca
Toda a prosa colorida que adquiriram de mim
A realidade é em preto e branco
As coisas sentimentais que escrevi
Nunca significaram muito pra mim
Toda relevância impregnada de momentos vividos
Como tais mortos na limiaridade deles
O sonar dissipado num piscar de olhos
submersos em mentes frias
O sangue lacrimejado róseo era só pra segurar sua mão
E nesse desprendimento em busca do vão
Eu cacei por tanto tempo sua ternura
que acabei perdendo a minha.

Inserida por fenrriolos74

"Quando choro,é amor que corre pelos meus olhos,
quando sorrio,é amor que brilha em minha boca,
quando Evangelizo,é amor que sai do meu coração,
quando nego a mim mesmo é amor,pelo proximo.
Cada lagrima,cada sorriso,cada palavra,cada gota de Sangue
Derramada por Jesus,foi por amor.
Deus é Amor.!"

Inserida por denisnunes

O Rosto
É curioso ver elementos como sobrancelhas; olhos, nariz e boca possam expressar tantas coisas, dar a vida a muitos caracteres e identificar os sentimentos.
Observe os olhos a boca e o nariz, de frente e de perfil, instrumento de comunicação. Isso é o fruto de um longo processo de evolução humana e da educação através do tempos e tempos.
Expressões faciais:
Olhos: fechados, arregalados, com lagrimas e normais;
Olhar: de espanto, de compaixão, de surpresa, de admiração e de alegria;
Fronte: enrugada, serena, carrancuda, nariz aquilino, arrebitado ou simplesmente podemos dizer o rosto a melhor de todas as expressões a expressão humana.

Inserida por FernandoDeOliveira

Un beso...
Um beso nada mas...
Besame com el beso de tu boca,cariñosa,donde yo sinta la mitada del alma mia em ti...
Um solo beso el corazón invoca,que La dicha de dos me matarias...
Um beso nada mas! Ya podria sentir tu perfume em mi alma derramandose, me embriaga...
Y mi alma por tu beso se consume y por mis lábios impaciente vaga...
Por La esperanza de estar contigo em tus brazos, hablandodote em tu oido q soy solo tuya y nada mas,oh sosteme em La vida de tus brazos fuertes,para que no me mates com tu beso que tanto anseo...

Inserida por Drea-Oliveira

A vontade de te beijar é tanta
que até pareço uma anta
olhando pra tua boca se mexendo comigo a falar
me dizendo pra cerveja eu te alcançar
E depois me vem a latinha com o gosto dos teus lábios na borda
Me desculpe se discorda, mas aquela cerveja ficou muito mais gostosa
Sei que ficou nervosa, eu preferia calorosa, mas pra encurtar a proza
Estou até mais ansioso
Pra te abraçar
Te beijar gostoso.

Inserida por zinngre

Quero estar na sua vida
Quero estar na sua mente
E beijar tua boca
Te amar loucamente

Meu amor, minha linda
Você é um presente
É a coisa mais fofa
Mulher evolvente

Me seduz, me anima
É alegre e contente
Você é especial
Você é diferente
E foi feita pra mim
No futuro e presente

Inserida por zinngre

MINHA AMADA

Desejo namorar-te a vida inteira
Beijar-te a boca em busca do amor gostoso
Encontrar no seu calor maravilhoso a felicidade
E nunca mais nem pensar você distante.

Venho em letras dizer amo você
Meu jeito de ser pode não dizer o que sinto
Você não vê meus sentimentos nem desejos
Mas é sincero que te quero muito...

Dirigido por mim, e guiado por você
Meu coração é seu, amor
Pois sinto falta dos seus carinhos

Meu ideal é você!
E por ti dedicarei-me sempre a melhorar
E se quiser será a mãe dos filhos meus.
(Nelson Locatelli, escritor)

Inserida por NelsonLocatelli

Dor
Quando dizia que te amava
não era brincadeira
nem da boca pra fora
te amei de verdade isso eu sei
em voce me apeguei
pra vc me entreguei
mas você não queria nada comigo
só curtição brincou comigo
e com meu coração
Não sabia oque fazer
Pois sem você não saberia viver
Não tinha vontade de fazer nada
Não tinha vontade de comer
Fiquei muito tempo trancada no quarto
esperando a morte vim me pegar
só que por um instante
parei para pensar
e abri o olho
ainda me doi muito
mais estou feliz sozinha
sem voce na minha história
sem você na minha vida.

Inserida por Gaby-poemas

O tempo tem uma boca imensa. Com sua boca do tamanho da eternidade
ele vai devorando tudo, sem piedade. O tempo não tem pena. Mastiga rios, árvores, crepúsculos. Tritura os dias, as noites, o sol, a lua, e as estrelas. Ele é o dono de tudo. Pacientemente ele engole todas as coisas, degustando nuvens, chuvas, terras lavouras. Ele consome as histórias e saboreia os amores. Nada fica para depois do tempo. As madrugadas, os sonhos, as decisões, duram pouco na boca do tempo.
Sua garganta traga as estações, os milênios, o ocidente, o oriente, tudo sem
retorno. E nós meu neto, marchamos em direção a boca do tempo.

Inserida por lobothais

Gosto do teu sussurro firme ao meu pé do ouvido.
Da tua língua cor de cereja me invadindo a boca.
Do teu respirar difícil e quente sufocando o meu, fébril.
Gosto do teu perfume doce impregnando a minha roupa lentamente.
Do teu sorriso manso cheio de pretensões.
Do teu decote firme e infinito.
Gosto do teu sabor de puro e todas as tuas más intensões.

Inserida por RebecaMelo

Ter e ao mesmo tempo não ter

Abro os meus olhos,
Porém, não enxergo.
Abro minha boca,
Mas a voz não sai.
Toco em tudo,
Não consigo sentir nada.
De orelhas em pé,
Não ouço ninguém.
Provo de tudo,
Não sinto gosto de nada.
Às vezes a vida é assim,
Você pode ter tudo
E ao mesmo tempo nada.
É tudo artificial,
Nada é seu,
Tudo lhe pertence.
Afinal de contas,
Estou vivo ou morto?
Será que sou um zumbi?

Inserida por Henry34

PRESO

Como eu poderia ter-me em minha boca
Para o beijo e para o verbo,
Se o sabor de tudo isso sentido
Continua a ser detrás,
Daquele tempo que não se parte.
E para atender estes teus olhos
Cor da clara noite, lanternas acesas.
Como posso? Dos meus olhos
Deixei lá atrás nas encostas de orvalho
No vidro límpido que debaixo dele
Viajam peixinhos graçapés
Que por minhas mãos nunca consegui prender.
Um só sequer. Apenas um para tê-lo em casa
Já numa arca de embalagem
Transparente pressenti-lo de perto
Em carícias por ele pelo lado de fora.
A minha boca ficou no desejo da manga rosa
Dos cajus no seu tempo, onde experimento
Qual o mais doce ou qual o mais acre.
Salvo meu beijo, que não o dei,
Na forma de toda a ansiedade
Na menininha irrequieta e tímida
Por minha vontade que não se expressava.
E até o beijo da minha boca
Ficou solidificado, nos lastros das árvores.
Nas mãos dos meus pais, dos meus avós
E de meus padrinhos, na santa devoção
De estar beijando também outro pai.
De onde tirarei de mim para te ofertar
Por este amor sentindo em mim
E que há em mim somado
Ao que deixei do que eu era todo
Retidos no azedume das frutas ruins
De ternuras que foram desta maneira
Tocados pelos meus olhos,
Entretidos nos corpos de seda
Das afeições, caminhos, não resolvidas
Mas que em mim, detidos
Repassam a mim as fragrâncias e o desejo
Que preteri, em vez de fazê-lo.
Pegar minha baladeira e sair
Depois de uma chuva de inverno.

Inserida por naenorocha