Textos de Amor Eterno
Olho a lua cheia sempre que ela pousa linda e bela no céu sobre nossos olhos para que você não esqueça que assim como ela foi testemunha do nosso encontro, ela também seja testemunha da força que fazemos para não nos reencontrarmos.
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Um horizonte sempre distante
que não se comunica com o presente,
mas jura estar presente no futuro.
Jura estar ao lado e assim se acredita que esteja.
Assim se pretende ser mais humilde e normal,
ou simplesmente mais humano.
Meus próprios sonhos enxergam
o mesmo horizonte da minha realidade
e se expressam da mesma maneira que desejo.
Dizem que as borboletas na barriga aparecem sempre acompanhadas de uma paixão
Se for isso, estou apaixonada!
Desde o primeiro sorriso, olhar e beijo!
Ele é aquele cara que eu pensava sempre antes de dormir,
Que sempre fiz planos sem mesmo ele existir
Mas que agora está aqui, comigo e para mim!
Sorriso brilhante, barba por fazer e um olhar penetrante
Mãos inquietas mas que sabem como tocar
Leveza do beijo com lábios macios e sedutores
Embora a solidão sempre tenha sido minha amiga
Estou deixando minha vida em suas mãos
As pessoas dizem que sou louco e cego
Arriscando tudo num piscar de olhos
Como você me cegou ainda é um mistério
Eu não consigo tirar você da minha cabeça
Não me importa o que está escrito na sua história
Cada pequena coisa que você tenha dito e feito
Parece ter ficado dentro de mim
Realmente não importa se você está só de passagem
Não me importa quem você é
De onde você veio
O que você fez
Desde que você esteja aqui comigo.
O TEMPO...
É preciso ouvir, sentir, entender o tempo... Ele está sempre nos ensinando que errar é humano. Todos nós erramos e pedimos desculpas. Tropeçando, caindo, aprendemos os jogos da vida. E nos levantamos mais rápido após cada tombo. O tempo prova que nem todos os dias amanhecem ensolarados e que as nuvens cinzentas são passageiras, assim como os ventos. É a lição da valorização de cada segundo, pois tudo pode mudar no instante seguinte. Com o tempo conhecemos mais pessoas, em algumas descobrimos afinidades, despertamos para novos sentimentos. O tempo mostra que amigos de verdade nunca se afastam, mesmo estando muito distantes. É preciso muito tempo para entender e aceitar as pessoas como elas são. Aprendemos a ouvir mais, a reclamar menos e a compreender que ninguém é melhor do que ninguém. Aprendemos a controlar nossas expectativas e descobrimos que o amor pode ser como a brisa, como as ondas do mar. E que o amor é eterno, sim. Enquanto durar. Afinal, apenas o tempo é infinito...
(Juares de Marcos Jardim)
"Eu sempre quis muito
Eu sempre quis vencer
Sempre quis você
Sei como é difícil perder
Mas a vida não é só feita de vitória
A com isso aprendo cada dia viver
Com muita luta, sempre foi difícil.
É claro que sei nasci para vencer
Por isso a cada dia renovo minhas forças
Para enfrentar as barreiras, e com sorriso no rosto poder dizer.
Obrigado Senhor por me conceder o sabor de viver."
- Lavando roupas -
___ Era sempre manhã na Fazenda São José do Arrudas - localizada no interior de Minas Gerais.
Adorávamos aquela paisagem bucólica do Rio São José do Arrudas, que deu o nome à fazenda. Era calmo e manso e podíamos atravessá-lo à pé, em tempos de seca...
A fazenda tinha lindos Currais em braúnas e plantação de arroz na várzea, onde piavam saracuras... Outras plantações e grandes pastos para o gado ladeavam a sua entrada.
Amava a fazenda porque era tudo que gostávamos de curtir em nossas temporadas por lá. A casa ficava a uns 300 metros da estrada entre as cidades de Serro e Conceição do Mato Dentro e, para chegar nela, uma grande porteira fechava aquele lado do acesso à fazenda.
A saída pela porta da cozinha para o terreiro era uma paisagem especial, pois, abria uma cancela para as áreas dos afazeres cotidianos da casa: fornalhas com um panelão para cozinhar bananas para os porcos e um tacho para ferver as roupas muito sujas e encardidas (a prática era virá-las e revirá-las com uma longa pá de madeira, para maior efeito do calor e das folhas verdes de mamão). Ao lado, o pilão para socar e limpar arroz e pilar café, forno à lenha para assar quitandas, uma engenhoca pequena para moer uma ou duas canas para a garapa do café e,
caminhando em direção ao moinho, tínhamos a bica d'água bem ali, ao lado do quarador de tela de galinheiro e a grama verdinha onde as roupas eram estendidas para quararem ao sol.
Como a gente gostava da rotina naquele retângulo mágico: paiol, galinheiro, serraria, caixa d'água e, ladeado pelo engenho e pelo moinho de pedra, do lado de cá do rego d'água, ficava o chiqueiro.
Os varais de secar roupas, espalhados pelo terreiro, eram nossos labirintos onde bombavam o pude, o pique esconde, quando cheios de lençóis e colchas secando...
E o que mais me encantava, desde pequena, era a bica que nunca se fechava - a água batia, espirrava e brilhava aos raios do sol - o dia inteiro! Ali ficavam o estaleiro para secar vasilhas e as bacias para a lavação de roupas. Adorava ver as lavadeiras se movimentando por lá, ensaboando roupas, esfregando lençóis brancos,batendo-os nas pedras para clareá-los antes de seguirem para
os quaradores. Era um ritual solene, porque em cada etapa tinha-se uma sequência de movimentos dinâmicos e experimentados - lavadeiras são profissionais especialistas em lavação.
Horita, uma moça madura e muito generosa conosco, era também a lavadeira oficial das roupas da fazenda. Mamãe gostava muito dela e a convidou para ser a minha Madrinha de Consagração.
Mamãe faleceu, quando eu tinha apenas 4 anos e éramos uma patota de oito irmãos - de 2 a 14 anos. 'A casa das sete mulheres' e dois homens, meu irmão e nosso pai. Assim, vivemos uns cuidando dos outros e um adulto cuidando da vida da família.
Então, vivia agarrada às barras da saia da Dindinha Horita. Não só eu, pois, ela cuidava da casa e de todos nós, quando estávamos passando os dias na fazenda. Depois que mamãe se foi, todos fomos morar na cidade. E Horita cuidava da roça e das coisas da casa, porque sendo um fazendeiro meu pai não pode se mudar da fazenda.
A rotina da casa era como em todas as fazendas... Um dia, contarei as particularidades que vivemos naquela casa - tempos idos mas lembrados com amor e muito carinho.Viver os acontecimentos diários era prazeroso e fazer gangorras, andar a cavalo, procurar ninhos de galinhas pelo mato, catar pedras às margens do rio e pescar foram lindas aventuras que vivemos naquele paraíso do qual jamais me esquecerei.
Na minha infância, conviver com as lavações de roupas fizeram parte de inúmeros eventos em minha vida. A cultura, hábitos e estilos daquelas rotinas dos trabalhos domésticos faziam parte do regionalismo local. Muitas vezes, eram rituais coletivos, quando as lavadeiras ocupavam os espaços nos cursos dos rios próximos à cidade, onde as pedras, estrategicamente, estavam localizadas e
compunham um ambiente ideal para aquela tarefa tão secular. Como era lindo ouvi-las cantar no batido das roupas! Às vezes, eram festivas e noutras situações eram até melancólicas... Sempre me pegava observando-as absorta e admirando a cadência daquela prática, há anos presente na vida das lavadeiras das bicas d'água e em beiradas de rios. Dias nublados eram diferentes dos dias ensolarados. E os dias não eram iguais. E a vida não não era fácil. Mas elas eram felizes, a gente sentia! Lavar roupas é algo tão sublime que, para mim, sempre fez parte de uma etapa de crescimento e emancipação da vida.
Os dias de lavação de roupas no rio, lá na fazenda, eram dias muito especiais. Levantávamos cedo para não perdermos a agitação - as brincadeiras pelo campo, correr atrás das borboletas que sobrevoavam as roupas quarando sobre a grama, fazer represinhas com pedras para prender girinos - era tanta pintação que os dias passavam sem percebermos - livres e soltas na natureza!
Horita amarrava a trouxa de roupa, punha-a dentro da bacia grande e, na sequência, era juntar o sabugo e as palhas de milho, folhas de mamão, ramas de Melão de São Caetano, Anil Colman e as bolas de sabão preto, feito lá mesmo com a diquadra (água decantada das cinzas de madeiras da fornalha + soda cáustica). O sabão espumava branquinho e botava os lençóis alvos e doendo as vistas. Coisa que nunca entendi...
Chegando ao rio, descansava o pesado fardo perto das pedras - uma para a lavação e outra para se sentar enquanto trabalhava.
As margens do rio eram rasas e ela se enfiava na correnteza com a água batendo no meio das canelas.
Ágil e calma ia separando as roupas brancas das coloridas; as roupas das crianças e dos adultos - roupas mais usadas, mais frágeis e desgastadas - tudo que era do uso cotidiano. As roupas para as missas de domingo e de festas eram lavadas com sabões mais finos e com capricho que não
carecia de quaração ou bateção nas pedras...
Horita ensaboava as roupas já molhadas, esfregava-as e as deixava emboladas sobre as pedras, quarando nas gramas às margens do rio, até porque a bacia era grande, mas era uma só... O revezamento era todo programado, para que a água de sabão já usada, a barrela, pudesse ser reaproveitada também nas roupas mais sujas e que demandavam maior trabalho na lavação. Enquanto catávamos girinos em águas rasas e os encantoava nas margens de areia e do lodo, ouvíamos o bate-bate das roupas. Pá... e pá... e pá de novo. Depois de recolhidas da quaração, ela repetia o processo de bateção nas pedras - pá... e pá... e pá... e com as mãos grudadas nas roupas, o braço subia e elevava-se ao alto - um giro espetaculoso que, num movimento certeiro, descia bem no centro da pedra do rio! E, de novo, pá... pá... e pá! Pronto. Hora de investir nas etapas seguintes. Para as roupas brancas, nunca se esquecia do Anil Colman.
Ali, a liberdade e o entrosamento com a natureza acontecia em perfeita sintonia - seguíamos os movimentos tão cheios de energia da dindinha Horita, que não se esquecia de espichar os olhos e, de quando em vez, parava para ver se estávamos por perto e o que estávamos aprontando - todo cuidado era pouco. _ Meninas? Sempre gritava. Olho no peixe, olho no gato e mãos nas roupas... Ver a dindinha Horita se entregar concentrada na lavação, perder-se em pensamentos quando, entre uma esfregação e outra, parava para descansar e levava o olhar para longe, perdida entre a paisagem e o firmamento, era emocionante! Um momento que me paralisava. Um fascínio por aquela visão que muitos
nem se tocavam. Era fantástico vê-la soltando os lençóis pela calma correnteza das águas do rio, para ajudar na remoção do sabão - sabedoria pura! E a gente até batia palmas!
Num dia daqueles, ela ela me deitou sobre uma trouxa de roupas e disse: - pequena afilhada, suas orelhinhas estão sem brincos, os furos já se fecharam. Pobre bondosa Carmélia (era o nome da minha mãe) deixou vocês ainda precisando de tantos cuidados! Decidida e sem pensar duas vezes, puxou a agulha com linha, que carregava pregada na gola da blusa, para cerzir roupas
rasgadas, fazer os remendos de costuras soltas e para pregar botões que se soltavam mesmo. E já foi dando um nó nas pontas da linha... Mandou-me fechar os olhos e perguntou: - você quer furar as suas orelhinhas, ter lindos brincos e ser a menina mais linda lá da escola? Então, disse-me ela: - não chora... fica quietinha, com os olhinhos fechados, que não vai doer e vai ser como fazem as fadas... uma mágica! Não vai doer, repetiu. Claro que doeu, que chorei e que ela me acariciou e me consolou. Fez dois aneizinhos de linhas em minhas orelhas e não me lembro se sangraram. Quando chegamos em casa, ela passou cachaça pura ... Foi o primeiro furo que tive em minhas orelhas e que estão aqui até hoje.
Com ela aprendi a lavar as minhas roupinhas. Primeiro as calcinhas, as meias e, a cada férias, à medida que eu crescia, aprendia a lavar e cuidar de minhas roupas maiores...Gravei bem muitas lições - cuidar para lavar bem as roupas e nunca me esquecer daqueles gestos tão naturais, espontâneos e perfeitos. Dona de casa, trabalhadora e estudante, às vezes, fora o dia inteiro e criando duas filhas, ainda assim, mesmo na correria diária, sempre me dediquei a lavar roupas à mão; aquelas que avaliava serem especiais, e que precisavam ser lavadas separadamente das peças gerais da casa. Tive lavadeiras muito dedicadas, depois da didinha Horita.
Mas sempre fui adepta da lavação de roupas à mão. Porque as lavadeiras sempre me encantaram neste trabalho tão cansativo, mas também muito prazeroso.
Nunca conheci uma lavadeira que não gostasse de lavar roupas. Isso me tranquilizava porque sempre avaliei ser um trabalho pesado. Até hoje, entregar-me fielmente aos movimentos da lavação e me perder em pensamentos, enquanto esfrego algumas poucas peças de roupas, é uma viagem que acontece comigo. Quando criei as minhas filhas, adorava deixar as fraldas branquinhas e com cara de higienicamente limpas. Eu mesma as embainhava com bordados à maquina,
em linha azul marinho e as lavava à mão, enxaguando-as com Anil Colman, para que ficassem alvas de doer as vistas - como fazia dindinha Horita. Quanta saudade - que Deus a tenha!
Também gosto de fazer sabões - hoje com mais tempo, acesso à variedade de opções no mercado e com a tecnologia, posso pintar e bordar, criar sabões para usá-los em várias cores e essências que trazem energias holísticas e mais naturais, são coisas que posso escolher.
É uma ocupação meio estilo bruxaria - a gente vai adicionando ervas, cores e essências -uma arte muito especial! Assim, entrego-me a esta tarefa de lavação de roupas com amor, disciplina e prazer. Vou me envolvendo, com jeito e energia, revirando as roupas e me perdendo em pensamentos, enquanto vou girando o tecido e buscando ser eficiente na sequência dos movimentos - sempre é um momento novo - cada roupa me cobra uma atitude particular e diferente. Porque lavar roupas é uma arte e uma particular terapia.
Acho que muitas pessoas deveriam experimentar - é uma grande relação com o antes e o depois, sensível e visível, num piscar de olhos. Nunca tive dificuldade em dominar a lavação de roupas, porque aprendi esta atividade quando ainda criança.
Muitos projetos da minha vida eu os formatei quando, na beirada do tanque,
me dedicava, incondicionalmente, à arte de ensaboar, esfregar e enxaguar roupas.
Muito prazeroso perfumar e torcer cada peça com cuidado, enquanto os pensamentos torcem músculos e neurônios, espremendo a mente para que a criatividade e a inspiração possam apontar novos caminhos, saídas estratégicas, decifrar sonhos e transformar desejos em investimentos, até então nunca experimentados... Quantas vezes, em momentos de aflição, me aliviei apalpando os tecidos na espuma, ou, esfregando-os, freneticamente, para fugir das tensões e das situações conflitantes... Já chorei muito com o olhar perdido na espuma e as lágrimas caindo sobre as roupas...
Não obstante, lavar roupas pode ser um exercício de relaxamento e reflexão sobre atitudes, instantes em que o mundo gira a mil pela cabeça, para depois retomar o passo-a-passo das coisas, botar limites e interromper o ritmo desenfreado das ideias. É um tempo propício para a gente esfriar a cabeça ou se entregar a mirabolantes pensamentos, delírios - esquecer as preocupações e até praticar a meditação.
Depois, vem uma calmaria,uma paz e uma tranquilidade inesperadas. Lavar roupas é cuidar da higiene material, física e mental - roupas limpas trazem momentos agradáveis e prazerosos. E mais, ato contínuo - todo cuidado é pouco na hora de pendurá-las para secar, pois, isso facilita passá-las, embora nunca gostei de passar roupas. Eu as sacudo bem para estendê-las e, ao
recolhê-las eu apenas as estico com as duas mãos, dobrando-as à medida em que se desfazem as dobras, marcas de pregadores e amarrotados de quando foram torcidas e dependuradas.
Somos assim também... Quem dera pudéssemos passar e esticar as rugas e cicatrizes adquiridas com a idade e vivências cotidianas - são as marcas externas que mostram muito de nós.
E as internas, que pensamos não enxergar, são as que mais doem e sufocam - são estas que devemos percebê-las para tentarmos desfazê-las. Estas sim, podemos minimizá-las, ou,com vontade e coragem, aboli-las de nossas vidas com corajoso enfrentamento e amor próprio.
Uma roupa mais sensível ao toque pede a delicadeza de mãos se alternando ao redor das sujidades, em leves movimentos de esfregação - uma celebração de respeito para com o tecido, suas fibras, suas cores e as histórias registradas naquele pedaço de pano, que alguém deu formatos tão especiais... Ou, não. Mas, de qualquer forma, enquanto fizerem parte de nossas vidas, serão também registros de lembranças e recordações. Por isso, nunca devemos guardar as roupas sujas ou estragadas, porque, com certeza, elas são parte de um presente e, mais tarde, capítulos vividos, experimentados e avaliados - lembranças caras e especiais. Tenho uma ideia aqui comigo que, enquanto souber lavar minhas calcinhas, cuidar da melhor higiene do meu corpo e das minhas roupas, serei capaz de prosseguir vivendo com independência e auto suficiência.
Coisas que sempre confidenciei com a minha sogra.
Gosto de orientar as pessoas como se lava uma roupa leve, ou, de um tecido mais velho e que seja necessário proteger suas fibras para mantê-las íntegras, em bom estado de firmeza e conservação das cores, ou, ainda que brancas, possam ser protegidas e evitar de manchá-las, quando é o caso.
Não é ensinar, mesmo porque aprendi mais com as lavadeiras do que inventei métodos, mas tenho meu jeito particular de lavar roupas.
Assim, depois de escolher e separar a(s) peça(s), toma-se a bacia ou o balde e coloca-se água suficiente para cobrir todo tecido. Calcula-se o sabão a ser usado sem economizar, mas sem exagero. A seguir, bate-se bem o sabão na água (em pó ou em barra - adoro lavar com sabonetes brancos e cheirosos , ou de coco, ou com os delicados sabões para roupas de bebês). E, enquanto o sabão vai se derretendo, vira-se as roupas para o lado direito, e localiza-se as sujeiras que deverão ser removidas, classificando-se quais serão os cuidados que o estado das peças demandam.
Mergulha-se a roupa na espuma, não se esquecendo dos pontos que sugerem maior esfregação, retirada de manchas ou um molho especial. Daí, pega-se o tecido com cuidado e, com movimentos circulares e definidos, esfrega-se cada peça, todinha, sempre fiscalizando se as sujidades foram removidas com sucesso...Ohummm... Se necessário usar alvejantes e removedores de manchas...
Na sequência, passa-se para as etapas seguintes, enxaguando-as em água suficiente, para retirar todo o sabão, evitando-se que as roupas fiquem encardidas ou impregnadas de resíduos químicos dos produtos utilizados - água sanitária, alvejantes e/ou amaciantes.Assim, a água do enxague deve, ao finalizar o processo, apresentar-se límpida, transparente, levemente perfumada e sem cheiro forte de sabão ou enxaguante.
Da mesma forma é lavar o corpo por fora e a alma por dentro - o nosso interior carece de cuidados especiais, atenção redobrada, leveza da higiene da mente muita dedicação - imprescindível na remoção de sentimentos que nos intoxicam, lembranças que nos deprimem e recordações que despertem tristezas, sofrimentos e negatividades. Roupas bem lavadas e devidamente secas
(se for ao sol, o cheiro é mais gostoso e a aparência é outra), depois de passadas ou bem esticadas nos dão um inexplicável prazer ao tocá-las, usá-las, vesti-las ou, simplesmente, dobrá-las para serem guardadas...
Mentes leves, generosas, livres de ressentimentos, prontas para compartilhar amor, perdão e gratidão pela vida são recheadas de ingredientes para promoverem um corpo são, um coração aberto para as coisas boas e alegres da vida - a felicidade que tanto sonhamos!
____ @DelzaMarques - 2001/2007 - atualizado em 2020.
_______________(Dica de lavagem: A cinza possui uma importante propriedade que é a de branquear, purificar. O sabão de cinzas é ecológico e não polui o ambiente. Sendo assim, se quiser clarear tecidos rústicos é só colocá-los ensaboados de molho e com uma trouxinha de cinza, no dia seguinte é só enxaguar.)
Líquido
Sempre havia
Numa leve brisa fria, faziam...
Duetos ao outono
Para assuntos, contos, sonhos do doce encontro
Solenemente suplico aos memoráveis encontros
Na sutileza prospera do amar.
Versos feitos de mosaicos, surpreendo em cantorias românticas
Em tantos porquês, haverá sensatez
Onde só fez, hoje só faz
Como sempre, foi capaz.
Relatos das Margaridas
Ah! Tenho meu temperamento
Nem sempre sou fácil
Mas sou mãe, amo minhas filhas!
Tem dias, que basta uma careta
Falo mesmo, digo o que penso.
Mas sou mãe, amo minhas filhas.
E se mexer nas minhas panelas!
Pense numa confusão.
Mas sou mãe, amo minhas filhas.
A vida é que as vezes é dura com a gente.
E a gente revida como pode.
Mas sou mãe, amo minhas filhas.
Ser Margarida, nem sempre é ser flor.
As vezes, rola uns espinhos, fazer o quê?
Mas sou mãe, amo minhas filhas.
E sendo mãe, e amando minhas filhas
Vejo nelas um pouco de mim
A flor, o espinho, o sorriso, o olhar.
Sigo sendo mãe e amando minhas filhas!
A vida deve andar somente e sempre para frente... NUNCA aceite reviver situações que lhe provocaram dor...
Não aceite menos daquilo que você oferece, bem como, não se diminua para caber no coração e quem quer que seja.
Se precisa forçar para calçar, não é seu numero, então, procure um maior!!
Relacionamentos sempre são conturbados eu sei,
Mas, logo ela,
Que me dizia que eu nunca soube o que é ter um relacionamento normal, me fazer o tal...
Não sei,
Não sei o que esperar da vida,
Rasga,
Feito feridas,
Abertas,
Nunca há cicatrização,
Nem vitimismo,
Incidem,
Revivem,
Em outras histórias,
Os mesmos lamentos,
Do dia em que te pedi em casamento,
E você não aceitou ser amada.
Conversa com a Lua
Lua, sempre bela
A iluminar o lado mais escuro do céu
Ilumina os pensamentos dela
Estou aqui pensando lá
como é que está?
Lua, leva toda essa agonia
entrega nas mãos de Deus pra mim
E eu estou te encarando, lua
neste céu onde Deus te guarda
Lua, não ria de mim
sei que a vida é curta
e até estrelas tem suas constelações
Eu só quero um abraço dela
Até a madrugada é sua companhia
menos eu
Lua, não me olha assim
como se eu tivesse culpa
Só por que o olhar dela irradia mais que o seu brilho
À luz da lua,
estou a vagar,
Procurando quem sabe,
O amor reencontrar
A lua foi minha guia
Obrigado lua, pela inspiração
Então vou declarar
E enquanto os dias forem meus, serei esta eterna espera...
lua que vê o sol distante, na esperança constante do encaixe perfeito.
Glória, quando eu olho pra você é tudo que importa!
Elder Black
SOBRE CAMILA
Camila sempre foi incrédula quanto ao futuro que teria, na verdade ela nunca se imaginou além dos 26 anos, sempre teve em mente que dos 26 não passaria.
A verdade é que nunca ela teve um lar, sempre fugiu, tanto de locais quanto dela mesma. O refúgio era entre as palavras e a música.
Aos 29, beirando os 30 percebeu que sua trajetória era dolorosa, mas que poderia viver tudo novamente, da mesma forma.
Está em um posto que não se sente feliz.
Mergulhando nas palavras para tentar se reencontrar, Camila.
Quando olho ao infinito compreendo a razão de tudo ! Deus sabe de todas as coisas e sempre nos direciona por onde muitas vezes não sabemos caminhar, para que no caminho dificil aprendemos que o caminho pode mudar de direção a qualquer momento!
De nada vale saber a direção que deseja seguir, pois ela pode ter obstaculos que te obrigam a mudar a direção, e la frente você descobre que os obstaculos eram luz de Deus te guiando para sua felicidade !
Pois realmente a felicidade é simplesmente uma questão de Luz interior ! !
ALGUÉM PARA SEMPRE
Não quero ao meu lado alguém especial...
Seria exigir demais!
Não quero alguém dos sonhos...
nem das promessas...
Personagens dos contos de fadas,
criações das minhas fantasias
que inspiram perfeição, pois tal pessoa não existe
e nego-me amar de ficção.
Quero na vida perambular,
Com alguém que se faça especial.
Sincera nas atitudes negativas;
Séria nas atitudes positivas;
Que sorrir incrédula enquanto não encontra opção;
Que não finja viver no céu enquanto estiver na terra;
Que não me faça fazer promessas impossíveis de cumprir;
Que não exija mudanças que não proponha as empreender...
E que não espere de mim mais do que em minhas forças posso fa-zer.
Quero viver ao lado de alguém que não me abra feridas
Que não compare-me com outros a caminho;
Que não me faça refém de sua vontade;
Que respeite o meu direito de ver;
Que entenda o meu modo de entender...
Pois, tenho as cicatrizes dos dias
e os traumas das palmadas.
Na memória trago os tapas da incompreensão
pelas tentativas de querer acertar...
Nos modos de sempre querer agradar
a quem jurei eternamente me amar.
Que me dera encontrar alguém que não me abandone:
Na insanidade diante das incertezas;
Nas minhas alienações em dores;
Na minha morosidade na cautela para não errar.
Na impetuosidade, pela decepção da oportunidade perdida...
Esse alguém será o amor da minha vida.
Bem, esse alguém poderia ser você!
Pequenos gestos, algumas lembranças, uma música, coisas que fazem tanta falta.
A gente sempre tem tempo pro amigo, pro grupo, pra discussão, mas pra renovar os votos, falar da importância, demonstrar a importância, nunca se tem tempo, nem criatividade, nem o mesmo ânimo pra se escrever que se tem pra humilhar, pra discutir, pra brigar, achamos que já fazemos demais, que já demonstramos demais e aí vem o mundo e nos mostra que o tempo somos nós quem fazemos e que o que deixamos de fazer outro sempre estará disposto.
É difícil constatar isso, mas é isso que a vida se torna quando não ligamos pra quem está ao nosso lado.
Que bom que nem todo mundo é assim, e para os que são só lamento, estão desperdiçando o bem mais valioso que alguém pode te dar, o seu tempo.
Vai e vêm
Nas ondas o vai e vêm
O mar lhe faz refém
O desgosto da areia de sempre ver ir embora
Aquele que tanto lhe faz se sentir bem por fora
E em um simples vai e vem da vida
Onde amores e horrores saem e entram
Onde se calam e põe a falar
De quando quebram já fazem se reformar
E de um poema confuso de entender
As palavras se ajeitando vão
E se organizando da forma
Que lhe faz chamar atenção
Como nas ondas de vai e vêm
O mar lhe fazem refém
E com um poema que parece confuso
Faço você se sentir bem
Noite trás noite tenho sempre o mesmo sonho.
Vejo uma donzela caminhando em minha direção.
Com o semblante sereno e de olhar fixo no horizonte.
Só penso o quão bela ela é, tão bela desde a última vez que a vi.
Nossos caminhos se cruzam mas só há silêncio entre nós.
Mais vez te vejo partir e nem um oi consigo te dar.
Bela e magnifica, aquela que faz meu coração palpitar, a única que me faz sorrir mesmo sabendo que te perdi.
Mesmo sendo um sonho... Não penso no tempo que me resta para despertar.
A vida não deseja que a maturidade passe a te consumir. Sua mente terá sempre um campo magnético de fertilização, com aprendizados em todas as estações.
O fluxo é livre e os acontecimentos escapam qualquer projeção. Seja um ser humano mentalmente saudável, sabiamente maduro, digno e consciente, uma doce alma na vida de alguém.
Construa um mundo melhor, contribua com estímulo para evolução (sua e do próximo) Afaste a negatividade com ações afirmativas e pensamentos frequentemente positivos.
Busque as boas energias, contemple o bem, viva o amor. Faça isso todos os dias, dia e noite, noite e dia.
Decisões
Em nossa vida temos a cada segundo que tomar inúmeras decisões. Nem sempre a correta, tem aquelas que nos machucam, as que nos causa angústia e também as que nos tiram um sorriso, um sorriso bobo, pode ser por algo, por alguém ou até mesmo pelo simples fato de estar vivo.
Então escolha sempre a que vá lhe fazer bem, não exatamente a certa, escolha aquela que lhe trará paz, paz consigo mesmo e verás quanto sua vida irá mudar.
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