Textos de Amizade árvore da Amizade

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“Hoje sonhei com uma árvore florida.
E me lembrei da voz do meu pai, da sua expressão feliz, do seu sorriso e do seu jeito todo brincalhão. Me dizendo que haveria muitos frutos naquele ano.
Acordei chorando de saudade… por algo que nunca mais escutarei dele novamente,
mas talvez algumas pessoas nunca vão embora por completo.
Elas continuam florescendo dentro da gente."

Fruta Caída


Aquela fruta que cresce na árvore
mas o vento forte a derruba
antes de amadurecer.


Enquanto as outras, firmes no galho,
amadurecem no seu tempo.


Ela se rompe.
Interrompida.
Começa a apodrecer.


Dispensada pelos pássaros
que se deliciam nas que ficaram,
só os fungos a comem


Mas fruta caída vira adubo.
O que apodrece no chão
alimenta a raiz da árvore.


Talvez o interrompido
não seja lixo.
Talvez seja o que faz
a próxima safra crescer mais forte.


A vida não desperdiça o que caiu.
Ela recolhe, transforma,
e faz do que apodreceu
motivo de vida nova.


Marcio Melo

Um lenhador ergueu seu machado contra a árvore.
Ao se dar conta do que iria fazer,
soltou o machado no chão.


Diante de tantos anos e de tanta beleza,
o lenhador abraçou a árvore centenária.


E se desculpando, jurou:
Nunca mais destruir o planeta.


Mas daquele dia em diante,
iria apenas preservar a natureza...


Marcio melo

O Lado Indiferente do Tempo

O fruto, ainda na árvore, não amadurece antes do tempo; o primeiro voo de uma borboleta não pode ser adiantado; o tempo não sofre o impacto da pressa; os primeiros passos são dados no momento certo; cada fato dura o tempo suficiente e tudo que é para acontecer, acontece num tempo determinado.

O tempo não se adianta e nem se atrasa; pode ou não ser favorável, não se importa com o que pensam. Logo, não gosta de ser apressado mesmo que aparente passar bem depressa, pois, na verdade, geralmente, não temos paciência e somos lentos se formos comparados à sua notável persistência, ao seu jeito incansável.

Então, participamos de certas experiências; somos inseridos em determinados acontecimentos; todos participantes de um ciclo temporal que sempre recomeça quando o Futuro se faz Presente e passa a ser Passado — isso acontecerá novamente com outros personagens; tudo se repete e está conectado.

Até Distante Da Praia,Tem As Suas Raízes.












Uma árvore bonita e esverdeada pode ser vista em muitos lugares.
Nas calçadas das cidades ou em alguma esquina.
Em meio a outras árvores elegantes assim como ela.
Uma árvore com folhas verdes respira bons ares.
Em cada balançar dos seus galhos fortes e atravessados.
Uma árvore com folhas verdes cresce perto de estradas,muros e em tantos jardins.
Com um nome que lembra um lugar para repousar.
Que distrai e se deixar acreditar.
Que pode acontecer em mais de um lugar com o nome que essa árvore tem.
Desde a sua semente a sua vida de árvore foi destinada a viver imersa em grãos amarelados.
Bonita e com folhas verdes que fazem sombras para a sua vida e para as vidas de quem passa sob os seus galhos.
Muitas delas são vistas próximas.
Como se tantos galhos indicassem um mesmo caminho.
Ou com tantas folhas levando os dias com suavidade nos seus sorrisos gentis.
Uma árvore que cresce com o mesmo motivo das outras.
Com um nome que a faz querer ir para mais perto da praia.
Ou onde tenha grãos que escrevam o seu nome.
Das suas raízes até as suas folhas.
Amendoeira é como se chama.
Desde a praia ou até o mar.
E mesmo que esteja distante as suas raízes jamais deixarão de sentir os grãos de areia nas suas forças.
Nem mesmo os dos ventos.
Porque mesmo em outros dias o aroma da praia estará sobre a sua vida.
Nos seus frutos também existe um sabor.
Que se deixa tocar e apreciar.
Como as praias e os mares nas suas sombras.
Indo e voltando nas folhas que os grãos de areia podem tocar.
Como as águas fazem e até as gramas que ficam sobre as suas raízes.
Mesmo que estejam em outros lugares ainda serão o semear de uma bonita Amendoeira-da-praia.
Que percorrem as areias dos maravilhosos destinos.
E mesmo as que nasceram distantes das areias,permanecem com as suas raízes no ir e vir de cada grão da praia.
Ou de algum lugar que repouse nas suas folhas,nos seus dias ou onde quer que alguma bonita Amendoeira queira estar.
Porque os seus frutos de alguns lugares voltarão para mais perto das praias ou do mar.
Em algum dia quando novamente for preciso.
Para que outras vezes sejam semeadas com grãos de areia.
E que cresçam tendo o aroma das praias nas suas vidas enraizadas em cada grão de areia ou de um lugar que repouse nas suas raízes mesmo distante dos seus sonhados refúgios.

"É melhor ser um pé de madacaru, do que uma árvore que dá sombra . Sabe por quê? Porque sendo um mandacaru, ninguém ousará a mexer contigo e muito menos aproveitar-se de você. Mas,se preferir ser uma árvore que dá sombra,fique na certeza, de que todos a sua volta,irão aproveitar-se de você e de sua boa vontade,como se não houvesse amanhã."

---Olívia Profeta---

Ele nunca teve uma árvore para chamar de sua.


Enquanto as outras crianças aprendiam a subir nos galhos, ele aprendia a amarrar cordas. Enquanto aprendiam a cair e serem apanhadas, ele aprendia a cair e se levantar sozinho.


Não havia braços esperando por ele no fim da queda.


Então ele fez das mãos a sua casa.


Ele descobriu cedo que o amor não é uma palavra que se diz. É um nó que se faz. E ele se tornou um artista dos nós — dos nós que seguram, dos nós que protegem, dos nós que salvam.


Mas há um nó que ele nunca aprendeu a dar: o nó que prende uma pessoa à outra sem corda.


Ele olha para Ela e vê uma mulher que ele ama com a força de quem nunca teve certeza de que o amor fica. Cada vez que Ela se aproxima, Ele sente o cheiro do que poderia perder. E ele aperta os punhos, como quem segura uma corda que pode se romper.


Ele cresceu aprendendo que o mundo é um lugar onde as pessoas somem. Não por maldade — por gravidade. Elas se vão como a neblina que ele vê das montanhas: estão ali, e de repente não estão mais.


Então ele segura.


Segura o trabalho, segura os projetos, segura o corpo dela na cama, segura a mão dela na rua. Segura como quem segura a própria existência.


Mas ele não segura as palavras.


As palavras, para ele, são como pássaros que ele não aprendeu a domesticar. Elas voam para longe antes que ele possa nomear o que sente. Porque nomear o que sente, para ele, é abrir a porta do quarto onde a vida já morreu. É lembrar que o colo que teve foi tirado dele.


Ele não fala sobre a ausência que o formou.


Não fala sobre a infância sem porta, sem quintal, sem o som de uma voz chamando pelo seu nome à noite. Não fala sobre o instante em que descobriu que o mundo não tem dívida com ninguém — que o amor não é um direito, é uma aposta.


Talvez Ele aposta n'Ela. Mas aposta com o medo de quem já perdeu a aposta mais importante da vida.


Ele não sabe que o amor não é uma corda. Que não precisa ser segurado com tanta força. Que o amor é como o vento: a gente não segura, a gente sente. E, sentindo, a gente não precisa ter medo de que ele vá embora — porque, mesmo quando vai, ele deixou marcas.


Ele tem marcas.


Cada gesto de cuidado que ele tem por Ela é uma marca da vida que ele perdeu. Cada vez que ele estende a mão para ajudar alguém, ele está repetindo o gesto que a vida não repetiu por ele.


Ele é um homem que aprendeu a ser pai e mãe de si mesmo.


E isso, meu amigo, isso é a coisa mais solitária que um ser humano pode ser.


Então ele não sabe como responder a perguntas. Quando Ela pergunta o que aconteceu, ele responde com o que acontece. Não com o que se sente.


Ela quer o sentimento. Ele oferece o fato.


Ela quer a presença. Ele oferece o corpo.


Ela quer a alma. Ele oferece o que tem: a corda, a proteção, o café quente, a carona, o abraço firme.


Mas não é suficiente. E ele sabe que não é suficiente. E isso, isso o faz sentir-se como um menino novamente: pequeno, incapaz, com as mãos vazias diante de uma mulher que merece mais do que ele sabe dar.


O que ele não entende é que ela não quer mais. Ela quer diferente.


Ela quer que ele se sente no chão com ela. Que ele não tente consertar. Que ele apenas fique. Que ele confie que ficar é suficiente.


Ele nunca aprendeu que ficar é suficiente.


Porque, na vida dele, ficar sempre foi o prelúdio da partida.


Mas agora, com Ela, ele pode aprender. Se ele tiver coragem de desaprender o que a sobrevivência ensinou. Se ele conseguir soltar a corda por um instante e sentir que o vazio não vai engoli-lo. Se ele conseguir acreditar que o amor não é uma coisa que se constrói para não cair — mas uma coisa em que se cai, e se é apanhado.


Ele já foi apanhado por Ela.


Agora, ele precisa aprender a se deixar cair.


... coisa sobre Ele

A maior árvore do mundo, em termos de altura, é uma sequóia chamada Hyperion, que chega a impressionantes 115,61 metros de altura. Incrível, não? Ela foi descoberta em 2006 na Califórnia. Essa árvore levou séculos para crescer e alcançar esse tamanho extraordinário. O que eu quero te mostrar com isso é o seguinte: se você deseja construir algo duradouro, se quer plantar algo que tenha valor na humanidade, saiba que você precisará dedicar sua vida inteira ao processo. Isso significa viver com intenção, seguindo seus sentimentos e convicções, porque é esse caminho que dá sentido à vida.


E, é importante que você entenda: ao plantar, talvez você não colha os frutos imediatamente. Talvez nunca veja o crescimento inteiro daquilo que semeou. Mas, o que você plantou estará ali, pronto para ser regado e nutrido por aqueles que vierem depois de você. Alguém, algum dia, descobrirá o sentido dessa árvore e a cuidará até que ela cresça, se fortaleça e se torne útil para todos que passarem por ela.


Veja, Jesus fez algo semelhante. Sua árvore foi plantada há mais de 2 mil anos, e não se trata de "nome", de "história" ou de "obrigação". O que ele fez foi viver de maneira verdadeira, seguir suas próprias vontades, sem medo de ser quem realmente era. Essa foi sua maneira de plantar algo que ainda cresce e dá frutos, mesmo depois de tanto tempo.


Então, assim como essa grande árvore ou como Jesus fez, o que realmente importa é viver com propósito, em harmonia com o que você acredita. Isso é plantar. Viver é, de certa forma, uma maneira de viver e deixar algo que transcende o nosso tempo.

Gabiroba resolveu estudar para se tornar uma árvore frondosa, com muitas folhas, e galhos, e uma grande e exuberante copa, e quem sabe poder proporcionar mais sombra e melhores frutos. Afinal, a grandeza está em servir e não em desfrutar. Ele era muito concentrado e dedicado aos estudos, professor Abacate sempre dizia, e de fato depois das aulas ele passava quase a noite todinha revisando as matérias. Até que conheceu Maria Pretinha e agora no silêncio noturno seus pensamentos insistiam em desenhar a imagem dela, Ah! Como era bela.


Romã, fl.2

A árvore da vida
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O passado constitui, me eleva, me transforma, me destrói, me mata, me tortura.

Oh Deus! até quando esse bendito e significativo tormento prevalecerá?

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**Escrito em 26/05/2026 em Curitiba, Paraná, Brasil**
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Autor: Gustavo Biazotti

Muita Heresia na Liderança
Lideres hipócritas gera povo hipócrita.
conhecera a Arvore pelo seus frutos ..
"Se vocês fossem cegos, não seriam culpados de pecado; mas agora que dizem que podem ver, a culpa de vocês permanece".
João 9:41
Origem e Aliança = são determinante do seu compromisso Real com a Promessa ..!

Quem ama o fruto
não atira pedras na árvore.
Sabe que o doce que colhe
vem da raiz que sofreu,
do tronco que resistiu,
do tempo que não tem pressa.

Não fere a fonte
de onde nasce o que ama.
Acolhe seus galhos tortos,
suas folhas que caem,
e a cuida, em silêncio,
pois sabe:
se a árvore morrer,
o fruto não volta mais.

Amar de verdade
é amar a árvore inteira
não só o que ela nos dá.

​"Na nebulosa existe uma árvore para aquele que acredita no futuro e vive no presente, abraçando o passado, sendo esse instante que o deixou apaixonado.
​Denso instante, pois o movimento de ação corresponde ao término da velocidade, sendo esse instante um ponto superficial da existência. Sendo assim, é natural a teoria de que as cordas do universo tocaram seu coração no momento em que nos encontramos, e o espaço se tornou dilatado no instante em que o universo começou; sendo que cada célula veio da nebulosa que era uma estrela que brilhou no instante em que nasceu."
Amor é a equilíbrio entre linhas do criador o que somos diante a criação.

A ÁRVORE DA VIDA – UM POEMA
Eis que, antes das emanações serem emanadas
e das criaturas serem criadas,
a Luz Superior Simples preenchia toda a existência.
Não havia vazio,
nem ar vazio, nem vácuo.
Tudo estava preenchido
por essa Luz Simples, ilimitada.
Não havia cabeça nem fim,
mas tudo era Um:
Luz simples,
equilibrada, igual e uniforme.
E esta foi chamada
a Luz de Ein Sóf.
Quando, por Sua simples vontade,
surgiu o desejo de criar os mundos
e emanar as emanações,
para revelar a perfeição de Suas ações,
Seus nomes e Suas denominações,
— causa da criação dos mundos —
Então, Ein Sóf restringiu-Se a Si mesmo
em Seu ponto médio,
precisamente no centro.
A Luz foi contraída,
afastando-se para os lados
que circundam esse ponto.
E ali permaneceu
um espaço vazio:
ar vazio, vácuo,
no exato centro.
Essa restrição ocorreu igualmente ao redor,
de modo que o vazio
ficasse circundado de forma uniforme.
Após a contração, restou
um espaço oco e silencioso
no meio da Luz de Ein Sóf:
um lugar onde
Emanação, Criação, Formação e Ação
pudessem existir.
Então, da Luz de Ein Sóf,
uma única linha desceu do Alto
até esse espaço.
E por meio dessa linha,
Ele emanou, criou, formou e fez
todos os mundos.
Antes desses quatro mundos,
em Ein Sóf,
Ele e Seu Nome eram Um,
em união oculta e maravilhosa.
E mesmo nas proximidades mais íntimas,
não há força nem compreensão em Ein Sóf,
pois nenhuma mente criada pode alcançá-Lo.
Ele não possui lugar,
limite
ou nome.


-Isaac Luria

Homem é uma árvore que desvata sua própria natureza.
O paradoxo do ciclo infinito ate que o amanhã não exista mais. (...)


A árvore é ser gigante, com suas folhas que fazem a troca do gas carbônico para oxigênio que é vital para existência! ( correto)
As folhas desta árvore chega a saturação da existência e cai no solo...
Trazendo a cobertura e a umidade. Depois da decomposição trás nutrientes a árvore ( tido auto da sustentabilidade)
O fruto da árvore gigante é responsável pela sustentabilidade da cadeia do eco sistema. E o ecossistema é descrito em teias de desvolvimento da vida. A teia ambientais são ponto crucial do mundo.
A degradação é simplicidade abandonado do intelecto humano.
O impacto da casa de madeira seus utensílios são pontos responsável pelo aquecimento global seus efeitos, ( curto e a longo prazos sofremos essa devastação pela futilidade humana.)
Homem e a Tecnologia dão partido do destino da árvore no profundo do ser alienado o homem é simplicidade a árvore sendo cortada... para ser carvão no churrasco do final de semana.

O Processo Seletivo do Progresso
​No desfrute da árvore, sua sombra reluzindo sobre a terra emana vida — e isso é bom.
No calor sufocante, a água congelada dos Alpes da montanha refresca o corpo.
Os peixes nadam, parecendo flutuar nos céus; isso é maravilhoso.
​As frutas da árvore caem, mostrando que a gravidade está longe da nossa compreensão. Como as folhas secas, o fruto se decompõe ou gera outra árvore; e isso foi bom de se ver.
​O vento surge juntamente com as nuvens carregadas de chuva. Mas o calor escaldante afasta as águas... Vejo o sopro levar as nuvens para as camadas superiores. É lindo ver a natureza. Os pássaros dançam nos céus, desenhando um novo início.
​O calor aperta. Um sorvete é bom, delicioso, mas o vento frio denuncia o que vem adiante.
Nas fronteiras dos sonhos, reside a devastação humana e o descaso com o lixo. O desrespeito à vida.
Os desejos de futuro tornam-se profundos demais enquanto os animais somem e os pássaros abandonam os céus.
​O denso ar poluído ganha contorno: carros barulhentos, pessoas sem noção... Música alta que se autointitula arte. Até os ratos correm por onde antes voavam pássaros. Agora, voam apenas moscas e baratas.
​Nesse caos ambiental, bolsões de vida resistem, mas cobra-se entrada — pois tornaram-se parques do Estado, reservas nacionais, praças e corredores controlados. As árvores carregam poeira nas folhas; os pássaros estão restritos a um meio ambiente sitiado. Onde antes caminhávamos sobre águas límpidas e reluzentes, agora impera o mau cheiro.
​Modinhas são desenvolvidas e resumidas nos likes do algoritmo: alienação intelectual pura.
Dizem que a vida tem urgência, mas tudo passa rápido demais. A alienação faz todos engolirem o processo seletivo do progresso, enquanto as infames manobras políticas revelam-se máquinas de enriquecimento ilícito.
​A legalidade tornou-se peça de museu, como bichos empalhados. É pão e circo que o povo quer? Pois que venham com a palhaçada. Enquanto isso, animais marcham pelas estradas vazias, pedindo carona.
​As aves observam o horizonte sob luzes de um céu anômalo, enquanto a maré vermelha bate à porta. Os reservatórios pluviais secam; suas nascentes foram destruídas pela indústria que busca espaço onde outrora era mata.
​As folhas secas dão origem ao deserto árido. O sopro do vento leva embalagens plásticas de refrigerante, como em um velho oeste americano feito de lixo. A água que caía dos céus, limpa e cristalina, agora cai ácida, negra de fuligem.
​Inundações e secas extremas ditam o novo cenário ambiental. O fogo que sai da terra demonstra que o mundo, finalmente, acompanha a natureza autodestrutiva do ser humano.

*ASAS*



Houve um tempo
em que eu acreditava
que o destino de uma árvore
era morrer no inverno.


Porque eu ainda não conhecia
a primavera.


Então você chegou.


Não como chegam as tempestades,
que arrancam galhos
e deixam lembranças violentas.


Você chegou como chega a manhã.


Sem pedir licença.


Sem fazer barulho.


E, de repente, descobri
que dentro de mim havia janelas
que nunca tinham sido abertas.


Foi estranho.


Passei tantos anos
aprendendo a ser muralha,
que esqueci
que algumas casas
foram feitas para ter varanda.


Você não me ensinou a amar.


Seria injusto dizer isso.


O amor já morava aqui.


Apenas dormia.


Você só acendeu a luz.


E eu vi.


Vi um homem
que escrevia versos escondido da própria voz.


Vi mãos fortes
capazes de tocar o mundo
sem precisar apertá-lo.


Vi que coragem
também podia ser delicadeza.


E que firmeza
não precisava vestir armadura.


Depois...


A vida fez aquilo que a vida faz.


Mudou os caminhos
sem pedir nossa opinião.


Por muito tempo
achei que a dor era você indo embora.


Hoje sei.


A dor era acreditar
que você tinha levado comigo
a parte mais bonita de mim.


Mas ela ficou.


Quietinha.


Esperando que eu percebesse.


Levei anos.


Anos para entender
que ninguém leva embora
aquilo que ajudou a revelar.


As asas
não pertenciam ao vento.


Pertenciam ao pássaro.


Você apenas apontou para elas.


Hoje ainda penso em você.


Há dias em que seu sorriso
atravessa minha memória
como um raio de sol
atravessa uma casa antiga.


Não para machucar.


Mas para iluminar
a poeira que o tempo deixou.


E eu sorrio.


Não porque deixou de doer.


Mas porque finalmente compreendi
que algumas pessoas
não entram em nossa vida
para permanecer.


Entram
para nos apresentar
a alguém.


No meu caso...


A mim.


Agora sigo.


Não correndo.


Não fugindo.


Não esperando.


Sigo como quem conhece a estrada.


Porque aprendi
que o amor nunca foi um lugar.


Era a forma
como eu caminhava
quando me sentia inteiro.


E hoje...


Mesmo sem sua mão na minha,


continuo andando.


Não para longe de você.


Mas para perto
de quem eu descobri ser.


Obrigado por não ter sido o fim da minha história.


Obrigado por ter sido o capítulo em que descobri que eu também sabia escrever.

Na sombra...




Sol escaldante, ventos uivantes,


na sombra da árvore gotas de paz caem juntamente com as folhas secas,


um pensamento empoderado controla a respiração deixando a vista turva e os lábios secos,


no açoite da paixão o orgulho foi ferido, mas na lapidação das decisões sobre o valor do caráter o sofrimento torna o homem sábio,


na sombra da árvore gotas de paz caem dando sentido e direção ao novo rio que nasce.

Eu + Eu




Eu, a árvore e o espelho,


Agarrei-me a árvore e nela vi uma releitura da minha vida,


Decisões e seus resultados,


Sonhos e quantos foram realizados,


Perdas e enganos, quanto tempo me tomaram,


Aventuras e amores quais trouxeram mais equilíbrio na balança,


Eu na vida de todos e como foram todos na minha vida,


Agarrei-me a árvore e segurando um espelho perdi horas conversando comigo mesmo olho no olho, e por um momento tive medo, em outro momento fiquei triste, mas pousado as sombras da árvore e debatendo apenas com os meus eu + eu, obtive o entendimento de uma vida e agora consigo ver como direcionar os meus caminhos na direção certa.

Debaixo da árvore da saudade, sentei-me um dia...


Chegou uma ventania sem dó, e foi arrancando todas as lembranças.
Uma a uma...


Algumas até se ajoelharam a pedir perdão...
Perdão do quê?
Se eu não me arrependo de nem uma!


As mais loucas queriam viver tudo de novo.
Esqueceram que a vida é um rio...
Aquelas águas passaram e não mais retornarão!


Lembranças, velhas amigas...
O samba enredo de tudo que eu já vivi!


E o sonho não acabou...
O destino, ainda tem muita tinta para escrever neste coração de desejos vivos.
Haredita Angel
15.12.16