Textos de Amizade árvore da Amizade
A Árvore Invisível
No meio da floresta, onde o verde se espalha em incontáveis tons de vida, há uma árvore morta. Seu tronco retorcido e seco ergue-se como um esqueleto, desprovido de folhas, de seiva, de movimento. Os pássaros não pousam em seus galhos; os insetos não a rodeiam; até o vento parece desviar-se dela, como se sua presença fosse um incômodo.
Ela já foi grande, já sustentou ninhos, já balançou sob o peso de frutos. Agora, é apenas um vulto silencioso, uma sombra esquecida no meio do esplendor alheio. Os olhos dos passantes deslizam sobre ela, sem fixar-se, sem reconhecer sua existência. Afinal, quem se importa com o que já não floresce?
Assim também é a velhice humana. Há um momento em que as folhas caem — a vitalidade, o vigor, a utilidade aparente — e, de repente, o mundo parece desviar o olhar. O idoso, outrora centro de histórias e sustento, torna-se uma figura quieta nos cantos da casa, nos bancos das praças, nos quartos de asilos. Suas rugas são como as rachaduras no tronco da árvore seca: marcas de tempestades sobrevividas, de anos que não foram gentis, mas que ninguém mais se dá ao trabalho de ler.
A floresta segue verde, impiedosamente bela. A vida dos outros segue, impiedosamente alegre. E a árvore morta permanece, invisível, até o dia em que o vento mais forte a derrubar, e então, talvez, alguém note sua ausência — mas não sua existência.
Assim como tantos velhos, que só são lembrados quando já se foram.
“Hoje sonhei com uma árvore florida.
E me lembrei da voz do meu pai, da sua expressão feliz, do seu sorriso e do seu jeito todo brincalhão. Me dizendo que haveria muitos frutos naquele ano.
Acordei chorando de saudade… por algo que nunca mais escutarei dele novamente,
mas talvez algumas pessoas nunca vão embora por completo.
Elas continuam florescendo dentro da gente."
Fruta Caída
Aquela fruta que cresce na árvore
mas o vento forte a derruba
antes de amadurecer.
Enquanto as outras, firmes no galho,
amadurecem no seu tempo.
Ela se rompe.
Interrompida.
Começa a apodrecer.
Dispensada pelos pássaros
que se deliciam nas que ficaram,
só os fungos a comem
Mas fruta caída vira adubo.
O que apodrece no chão
alimenta a raiz da árvore.
Talvez o interrompido
não seja lixo.
Talvez seja o que faz
a próxima safra crescer mais forte.
A vida não desperdiça o que caiu.
Ela recolhe, transforma,
e faz do que apodreceu
motivo de vida nova.
Marcio Melo
Um lenhador ergueu seu machado contra a árvore.
Ao se dar conta do que iria fazer,
soltou o machado no chão.
Diante de tantos anos e de tanta beleza,
o lenhador abraçou a árvore centenária.
E se desculpando, jurou:
Nunca mais destruir o planeta.
Mas daquele dia em diante,
iria apenas preservar a natureza...
Marcio melo
Até Distante Da Praia,Tem As Suas Raízes.
Uma árvore bonita e esverdeada pode ser vista em muitos lugares.
Nas calçadas das cidades ou em alguma esquina.
Em meio a outras árvores elegantes assim como ela.
Uma árvore com folhas verdes respira bons ares.
Em cada balançar dos seus galhos fortes e atravessados.
Uma árvore com folhas verdes cresce perto de estradas,muros e em tantos jardins.
Com um nome que lembra um lugar para repousar.
Que distrai e se deixar acreditar.
Que pode acontecer em mais de um lugar com o nome que essa árvore tem.
Desde a sua semente a sua vida de árvore foi destinada a viver imersa em grãos amarelados.
Bonita e com folhas verdes que fazem sombras para a sua vida e para as vidas de quem passa sob os seus galhos.
Muitas delas são vistas próximas.
Como se tantos galhos indicassem um mesmo caminho.
Ou com tantas folhas levando os dias com suavidade nos seus sorrisos gentis.
Uma árvore que cresce com o mesmo motivo das outras.
Com um nome que a faz querer ir para mais perto da praia.
Ou onde tenha grãos que escrevam o seu nome.
Das suas raízes até as suas folhas.
Amendoeira é como se chama.
Desde a praia ou até o mar.
E mesmo que esteja distante as suas raízes jamais deixarão de sentir os grãos de areia nas suas forças.
Nem mesmo os dos ventos.
Porque mesmo em outros dias o aroma da praia estará sobre a sua vida.
Nos seus frutos também existe um sabor.
Que se deixa tocar e apreciar.
Como as praias e os mares nas suas sombras.
Indo e voltando nas folhas que os grãos de areia podem tocar.
Como as águas fazem e até as gramas que ficam sobre as suas raízes.
Mesmo que estejam em outros lugares ainda serão o semear de uma bonita Amendoeira-da-praia.
Que percorrem as areias dos maravilhosos destinos.
E mesmo as que nasceram distantes das areias,permanecem com as suas raízes no ir e vir de cada grão da praia.
Ou de algum lugar que repouse nas suas folhas,nos seus dias ou onde quer que alguma bonita Amendoeira queira estar.
Porque os seus frutos de alguns lugares voltarão para mais perto das praias ou do mar.
Em algum dia quando novamente for preciso.
Para que outras vezes sejam semeadas com grãos de areia.
E que cresçam tendo o aroma das praias nas suas vidas enraizadas em cada grão de areia ou de um lugar que repouse nas suas raízes mesmo distante dos seus sonhados refúgios.
"É melhor ser um pé de madacaru, do que uma árvore que dá sombra . Sabe por quê? Porque sendo um mandacaru, ninguém ousará a mexer contigo e muito menos aproveitar-se de você. Mas,se preferir ser uma árvore que dá sombra,fique na certeza, de que todos a sua volta,irão aproveitar-se de você e de sua boa vontade,como se não houvesse amanhã."
---Olívia Profeta---
Ele nunca teve uma árvore para chamar de sua.
Enquanto as outras crianças aprendiam a subir nos galhos, ele aprendia a amarrar cordas. Enquanto aprendiam a cair e serem apanhadas, ele aprendia a cair e se levantar sozinho.
Não havia braços esperando por ele no fim da queda.
Então ele fez das mãos a sua casa.
Ele descobriu cedo que o amor não é uma palavra que se diz. É um nó que se faz. E ele se tornou um artista dos nós — dos nós que seguram, dos nós que protegem, dos nós que salvam.
Mas há um nó que ele nunca aprendeu a dar: o nó que prende uma pessoa à outra sem corda.
Ele olha para Ela e vê uma mulher que ele ama com a força de quem nunca teve certeza de que o amor fica. Cada vez que Ela se aproxima, Ele sente o cheiro do que poderia perder. E ele aperta os punhos, como quem segura uma corda que pode se romper.
Ele cresceu aprendendo que o mundo é um lugar onde as pessoas somem. Não por maldade — por gravidade. Elas se vão como a neblina que ele vê das montanhas: estão ali, e de repente não estão mais.
Então ele segura.
Segura o trabalho, segura os projetos, segura o corpo dela na cama, segura a mão dela na rua. Segura como quem segura a própria existência.
Mas ele não segura as palavras.
As palavras, para ele, são como pássaros que ele não aprendeu a domesticar. Elas voam para longe antes que ele possa nomear o que sente. Porque nomear o que sente, para ele, é abrir a porta do quarto onde a vida já morreu. É lembrar que o colo que teve foi tirado dele.
Ele não fala sobre a ausência que o formou.
Não fala sobre a infância sem porta, sem quintal, sem o som de uma voz chamando pelo seu nome à noite. Não fala sobre o instante em que descobriu que o mundo não tem dívida com ninguém — que o amor não é um direito, é uma aposta.
Talvez Ele aposta n'Ela. Mas aposta com o medo de quem já perdeu a aposta mais importante da vida.
Ele não sabe que o amor não é uma corda. Que não precisa ser segurado com tanta força. Que o amor é como o vento: a gente não segura, a gente sente. E, sentindo, a gente não precisa ter medo de que ele vá embora — porque, mesmo quando vai, ele deixou marcas.
Ele tem marcas.
Cada gesto de cuidado que ele tem por Ela é uma marca da vida que ele perdeu. Cada vez que ele estende a mão para ajudar alguém, ele está repetindo o gesto que a vida não repetiu por ele.
Ele é um homem que aprendeu a ser pai e mãe de si mesmo.
E isso, meu amigo, isso é a coisa mais solitária que um ser humano pode ser.
Então ele não sabe como responder a perguntas. Quando Ela pergunta o que aconteceu, ele responde com o que acontece. Não com o que se sente.
Ela quer o sentimento. Ele oferece o fato.
Ela quer a presença. Ele oferece o corpo.
Ela quer a alma. Ele oferece o que tem: a corda, a proteção, o café quente, a carona, o abraço firme.
Mas não é suficiente. E ele sabe que não é suficiente. E isso, isso o faz sentir-se como um menino novamente: pequeno, incapaz, com as mãos vazias diante de uma mulher que merece mais do que ele sabe dar.
O que ele não entende é que ela não quer mais. Ela quer diferente.
Ela quer que ele se sente no chão com ela. Que ele não tente consertar. Que ele apenas fique. Que ele confie que ficar é suficiente.
Ele nunca aprendeu que ficar é suficiente.
Porque, na vida dele, ficar sempre foi o prelúdio da partida.
Mas agora, com Ela, ele pode aprender. Se ele tiver coragem de desaprender o que a sobrevivência ensinou. Se ele conseguir soltar a corda por um instante e sentir que o vazio não vai engoli-lo. Se ele conseguir acreditar que o amor não é uma coisa que se constrói para não cair — mas uma coisa em que se cai, e se é apanhado.
Ele já foi apanhado por Ela.
Agora, ele precisa aprender a se deixar cair.
... coisa sobre Ele
A maior árvore do mundo, em termos de altura, é uma sequóia chamada Hyperion, que chega a impressionantes 115,61 metros de altura. Incrível, não? Ela foi descoberta em 2006 na Califórnia. Essa árvore levou séculos para crescer e alcançar esse tamanho extraordinário. O que eu quero te mostrar com isso é o seguinte: se você deseja construir algo duradouro, se quer plantar algo que tenha valor na humanidade, saiba que você precisará dedicar sua vida inteira ao processo. Isso significa viver com intenção, seguindo seus sentimentos e convicções, porque é esse caminho que dá sentido à vida.
E, é importante que você entenda: ao plantar, talvez você não colha os frutos imediatamente. Talvez nunca veja o crescimento inteiro daquilo que semeou. Mas, o que você plantou estará ali, pronto para ser regado e nutrido por aqueles que vierem depois de você. Alguém, algum dia, descobrirá o sentido dessa árvore e a cuidará até que ela cresça, se fortaleça e se torne útil para todos que passarem por ela.
Veja, Jesus fez algo semelhante. Sua árvore foi plantada há mais de 2 mil anos, e não se trata de "nome", de "história" ou de "obrigação". O que ele fez foi viver de maneira verdadeira, seguir suas próprias vontades, sem medo de ser quem realmente era. Essa foi sua maneira de plantar algo que ainda cresce e dá frutos, mesmo depois de tanto tempo.
Então, assim como essa grande árvore ou como Jesus fez, o que realmente importa é viver com propósito, em harmonia com o que você acredita. Isso é plantar. Viver é, de certa forma, uma maneira de viver e deixar algo que transcende o nosso tempo.
A árvore da vida
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O passado constitui, me eleva, me transforma, me destrói, me mata, me tortura.
Oh Deus! até quando esse bendito e significativo tormento prevalecerá?
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**Escrito em 26/05/2026 em Curitiba, Paraná, Brasil**
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Autor: Gustavo Biazotti
O banco a árvore e a lua,
O cansaço, a companhia e o silêncio,
A chuva cai, as lágrimas se misturam,
A luz do poste em frente acende e apaga initerruptamente, a árvore é meu apoio é meu consolo,
Já é madrugada, a chuva parou, as lágrimas também, o luz do poste já não acende mais, a lua ilumina, a sombra da árvore me acalma,
O banco agora virou cama, talvez ao amanhecer eu não esteja mais aqui.
A ÁRVORE DA MONTANHA
Tudo que tira a paz é invisível aos olhos.
Está ali porque os sentimentos alimentam.
Navegar pela alma é encontrar despojos das batalhas diáriase fazer deles troféus na estante da vida!
A mão invisível que protege e toca
é a mesma que sacode a árvore.
Faz das ações um caminho denso, calcado em pedregulhos.
Quero solo sólido na solitude do eu,
afastar-me da solidão, alicerçar o trilho...
Tento ser eu.
Ouvir dizer: "Nenhum homem é uma ilha;
cada partícula do continente, uma parte da terra.
Se um punhado some ao mar — como monturo,casa de estranhos ou além da minha própria —,a morte de qualquer homem diminui-me,porque sou parte do Ser. Não perguntes por quem os sinos dobram:
eles dobram por ti." Eu me dobro por ti...
A arte está no olhar. O êxito de contemplar-see projetar ilusões ou realidades no que aprazé nosso triunfo diário.
Eu, daqui, observo minha árvore em jardim sem pomar.
Minhas sacudidelas falham. Isso convence:todos os dias, a mão invisível a testa,vê-la imperturbável, raízes firmes.
Então, danço com ela, entoando canção ao vento,desvencilhando folhas mortas do chão...
Se quisesse abalá-la com mãos próprias, fracassaria.
Sou grão de mostarda, germinando em terra árida,na estação errada... O vento invisível a perturba,dobra-a como quer.
Quem nos salvará da ira vindoura?
Quem nas trincheiras ao teu lado?
— E isso importa?
— Mais que a própria guerra.
Estamos curvados, atados por mãos invisíveis...
Eis o grande Leviatã.
A ÁRVORE DA VIDA – UM POEMA
Eis que, antes das emanações serem emanadas
e das criaturas serem criadas,
a Luz Superior Simples preenchia toda a existência.
Não havia vazio,
nem ar vazio, nem vácuo.
Tudo estava preenchido
por essa Luz Simples, ilimitada.
Não havia cabeça nem fim,
mas tudo era Um:
Luz simples,
equilibrada, igual e uniforme.
E esta foi chamada
a Luz de Ein Sóf.
Quando, por Sua simples vontade,
surgiu o desejo de criar os mundos
e emanar as emanações,
para revelar a perfeição de Suas ações,
Seus nomes e Suas denominações,
— causa da criação dos mundos —
Então, Ein Sóf restringiu-Se a Si mesmo
em Seu ponto médio,
precisamente no centro.
A Luz foi contraída,
afastando-se para os lados
que circundam esse ponto.
E ali permaneceu
um espaço vazio:
ar vazio, vácuo,
no exato centro.
Essa restrição ocorreu igualmente ao redor,
de modo que o vazio
ficasse circundado de forma uniforme.
Após a contração, restou
um espaço oco e silencioso
no meio da Luz de Ein Sóf:
um lugar onde
Emanação, Criação, Formação e Ação
pudessem existir.
Então, da Luz de Ein Sóf,
uma única linha desceu do Alto
até esse espaço.
E por meio dessa linha,
Ele emanou, criou, formou e fez
todos os mundos.
Antes desses quatro mundos,
em Ein Sóf,
Ele e Seu Nome eram Um,
em união oculta e maravilhosa.
E mesmo nas proximidades mais íntimas,
não há força nem compreensão em Ein Sóf,
pois nenhuma mente criada pode alcançá-Lo.
Ele não possui lugar,
limite
ou nome.
-Isaac Luria
*ASAS*
Houve um tempo
em que eu acreditava
que o destino de uma árvore
era morrer no inverno.
Porque eu ainda não conhecia
a primavera.
Então você chegou.
Não como chegam as tempestades,
que arrancam galhos
e deixam lembranças violentas.
Você chegou como chega a manhã.
Sem pedir licença.
Sem fazer barulho.
E, de repente, descobri
que dentro de mim havia janelas
que nunca tinham sido abertas.
Foi estranho.
Passei tantos anos
aprendendo a ser muralha,
que esqueci
que algumas casas
foram feitas para ter varanda.
Você não me ensinou a amar.
Seria injusto dizer isso.
O amor já morava aqui.
Apenas dormia.
Você só acendeu a luz.
E eu vi.
Vi um homem
que escrevia versos escondido da própria voz.
Vi mãos fortes
capazes de tocar o mundo
sem precisar apertá-lo.
Vi que coragem
também podia ser delicadeza.
E que firmeza
não precisava vestir armadura.
Depois...
A vida fez aquilo que a vida faz.
Mudou os caminhos
sem pedir nossa opinião.
Por muito tempo
achei que a dor era você indo embora.
Hoje sei.
A dor era acreditar
que você tinha levado comigo
a parte mais bonita de mim.
Mas ela ficou.
Quietinha.
Esperando que eu percebesse.
Levei anos.
Anos para entender
que ninguém leva embora
aquilo que ajudou a revelar.
As asas
não pertenciam ao vento.
Pertenciam ao pássaro.
Você apenas apontou para elas.
Hoje ainda penso em você.
Há dias em que seu sorriso
atravessa minha memória
como um raio de sol
atravessa uma casa antiga.
Não para machucar.
Mas para iluminar
a poeira que o tempo deixou.
E eu sorrio.
Não porque deixou de doer.
Mas porque finalmente compreendi
que algumas pessoas
não entram em nossa vida
para permanecer.
Entram
para nos apresentar
a alguém.
No meu caso...
A mim.
Agora sigo.
Não correndo.
Não fugindo.
Não esperando.
Sigo como quem conhece a estrada.
Porque aprendi
que o amor nunca foi um lugar.
Era a forma
como eu caminhava
quando me sentia inteiro.
E hoje...
Mesmo sem sua mão na minha,
continuo andando.
Não para longe de você.
Mas para perto
de quem eu descobri ser.
Obrigado por não ter sido o fim da minha história.
Obrigado por ter sido o capítulo em que descobri que eu também sabia escrever.
Na sombra...
Sol escaldante, ventos uivantes,
na sombra da árvore gotas de paz caem juntamente com as folhas secas,
um pensamento empoderado controla a respiração deixando a vista turva e os lábios secos,
no açoite da paixão o orgulho foi ferido, mas na lapidação das decisões sobre o valor do caráter o sofrimento torna o homem sábio,
na sombra da árvore gotas de paz caem dando sentido e direção ao novo rio que nasce.
Eu + Eu
Eu, a árvore e o espelho,
Agarrei-me a árvore e nela vi uma releitura da minha vida,
Decisões e seus resultados,
Sonhos e quantos foram realizados,
Perdas e enganos, quanto tempo me tomaram,
Aventuras e amores quais trouxeram mais equilíbrio na balança,
Eu na vida de todos e como foram todos na minha vida,
Agarrei-me a árvore e segurando um espelho perdi horas conversando comigo mesmo olho no olho, e por um momento tive medo, em outro momento fiquei triste, mas pousado as sombras da árvore e debatendo apenas com os meus eu + eu, obtive o entendimento de uma vida e agora consigo ver como direcionar os meus caminhos na direção certa.
Tombou a velha árvore.
A natureza-mãe preparou a grama macia para recebê-la.
O tempo não ceifou seus galhos; deixou que tombasse com o orgulho de sua existência.
Tombou a velha árvore na madrugada,
silenciosa.
Não fez barulho algum.
Comportou-se orgulhosa, carregando todas as suas lembranças, e foi deslizando suavemente até repousar sobre a terra.
Mas ficaram suas sementes,
carregando consigo suas memórias,
levando seu cerne para sempre.
Homem é uma árvore que desvata sua própria natureza.
O paradoxo do ciclo infinito ate que o amanhã não exista mais. (...)
A árvore é ser gigante, com suas folhas que fazem a troca do gas carbônico para oxigênio que é vital para existência! ( correto)
As folhas desta árvore chega a saturação da existência e cai no solo...
Trazendo a cobertura e a umidade. Depois da decomposição trás nutrientes a árvore ( tido auto da sustentabilidade)
O fruto da árvore gigante é responsável pela sustentabilidade da cadeia do eco sistema. E o ecossistema é descrito em teias de desvolvimento da vida. A teia ambientais são ponto crucial do mundo.
A degradação é simplicidade abandonado do intelecto humano.
O impacto da casa de madeira seus utensílios são pontos responsável pelo aquecimento global seus efeitos, ( curto e a longo prazos sofremos essa devastação pela futilidade humana.)
Homem e a Tecnologia dão partido do destino da árvore no profundo do ser alienado o homem é simplicidade a árvore sendo cortada... para ser carvão no churrasco do final de semana.
O Processo Seletivo do Progresso
No desfrute da árvore, sua sombra reluzindo sobre a terra emana vida — e isso é bom.
No calor sufocante, a água congelada dos Alpes da montanha refresca o corpo.
Os peixes nadam, parecendo flutuar nos céus; isso é maravilhoso.
As frutas da árvore caem, mostrando que a gravidade está longe da nossa compreensão. Como as folhas secas, o fruto se decompõe ou gera outra árvore; e isso foi bom de se ver.
O vento surge juntamente com as nuvens carregadas de chuva. Mas o calor escaldante afasta as águas... Vejo o sopro levar as nuvens para as camadas superiores. É lindo ver a natureza. Os pássaros dançam nos céus, desenhando um novo início.
O calor aperta. Um sorvete é bom, delicioso, mas o vento frio denuncia o que vem adiante.
Nas fronteiras dos sonhos, reside a devastação humana e o descaso com o lixo. O desrespeito à vida.
Os desejos de futuro tornam-se profundos demais enquanto os animais somem e os pássaros abandonam os céus.
O denso ar poluído ganha contorno: carros barulhentos, pessoas sem noção... Música alta que se autointitula arte. Até os ratos correm por onde antes voavam pássaros. Agora, voam apenas moscas e baratas.
Nesse caos ambiental, bolsões de vida resistem, mas cobra-se entrada — pois tornaram-se parques do Estado, reservas nacionais, praças e corredores controlados. As árvores carregam poeira nas folhas; os pássaros estão restritos a um meio ambiente sitiado. Onde antes caminhávamos sobre águas límpidas e reluzentes, agora impera o mau cheiro.
Modinhas são desenvolvidas e resumidas nos likes do algoritmo: alienação intelectual pura.
Dizem que a vida tem urgência, mas tudo passa rápido demais. A alienação faz todos engolirem o processo seletivo do progresso, enquanto as infames manobras políticas revelam-se máquinas de enriquecimento ilícito.
A legalidade tornou-se peça de museu, como bichos empalhados. É pão e circo que o povo quer? Pois que venham com a palhaçada. Enquanto isso, animais marcham pelas estradas vazias, pedindo carona.
As aves observam o horizonte sob luzes de um céu anômalo, enquanto a maré vermelha bate à porta. Os reservatórios pluviais secam; suas nascentes foram destruídas pela indústria que busca espaço onde outrora era mata.
As folhas secas dão origem ao deserto árido. O sopro do vento leva embalagens plásticas de refrigerante, como em um velho oeste americano feito de lixo. A água que caía dos céus, limpa e cristalina, agora cai ácida, negra de fuligem.
Inundações e secas extremas ditam o novo cenário ambiental. O fogo que sai da terra demonstra que o mundo, finalmente, acompanha a natureza autodestrutiva do ser humano.
"Na nebulosa existe uma árvore para aquele que acredita no futuro e vive no presente, abraçando o passado, sendo esse instante que o deixou apaixonado.
Denso instante, pois o movimento de ação corresponde ao término da velocidade, sendo esse instante um ponto superficial da existência. Sendo assim, é natural a teoria de que as cordas do universo tocaram seu coração no momento em que nos encontramos, e o espaço se tornou dilatado no instante em que o universo começou; sendo que cada célula veio da nebulosa que era uma estrela que brilhou no instante em que nasceu."
Amor é a equilíbrio entre linhas do criador o que somos diante a criação.
A Ancestralidade do ensino: Como você construiu a sua árvore?
Quem te regou ? Quem você rega?
Toda árvore tem uma história. Nenhuma nasce forte por acaso. Antes de exibir uma copa exuberante, flores perfumadas e frutos generosos, ela precisou fincar raízes profundas. Assim também acontece conosco. Somos resultado das pessoas que nos ensinaram, dos lugares por onde passamos, dos afetos que recebemos e dos valores que escolhemos cultivar.
Quem ajudou na fixação das suas raízes?*
As raízes são invisíveis, mas sustentam toda a árvore. São elas que buscam a água e os sais minerais escondidos no solo, o alimento essencial para a vida. Na educação, as raízes representam nossa ancestralidade, nossos primeiros vínculos, a família, a fé, os valores, os exemplos e os ensinamentos que permanecem mesmo quando ninguém os vê.
Uma árvore com raízes frágeis dificilmente suporta as tempestades da vida.
E a sua? Foi plantada com firmeza?
Depois das raízes vem o *caule*, que cresce até se transformar em um tronco forte. O caule é o caminho. É ele quem conduz a água retirada das raízes até as folhas. Na vida, ele representa as experiências que conectam aquilo que aprendemos com aquilo que ensinamos.
Se o nosso caule educacional é fortalecido pelo conhecimento, pela ética e pela sensibilidade, ele consegue levar aos seus descendentes o melhor alimento: valores, princípios, esperança, humanidade e sabedoria.
O caule não guarda nada para si.
Ele distribui.
Assim também faz um educador.
Depois surgem os *galhos*.
À primeira vista, alguns parecem frágeis. São finos, delicados e, muitas vezes, crescem em lugares difíceis. Alguns quebram facilmente; outros resistem ao vento.
Assim somos nós.
Cada galho representa uma escolha, uma profissão, uma oportunidade, uma dificuldade superada, uma especialização, um novo caminho. Uns crescem mais rapidamente, outros precisam de mais tempo. Há galhos que florescem cedo; outros passam anos aparentemente secos até descobrirem seu verdadeiro propósito.
Nossas diferenças também moram nos galhos.
Cada um cresce em uma direção, mas todos pertencem à mesma árvore.
Então chegam as *folhas*.
Elas realizam um dos processos mais extraordinários da natureza: a fotossíntese. Recebem a luz do sol e a transformam em alimento para toda a árvore.
Na educação, as folhas simbolizam nossos propósitos.
São elas que transformam conhecimento em esperança, dificuldades em oportunidades, experiências em aprendizagem. A luz do sol representa nossos sonhos, nossos ideais, nossa energia, nossa fé, nossa clareza de propósito.
Quem vive sem propósito perde a capacidade de produzir alimento para sua própria existência.
Depois surgem as *flores*.
As flores anunciam novos tempos.
São elas que possibilitam o nascimento dos frutos.
Quais flores marcaram a sua trajetória educacional?
Quem apareceu em sua caminhada para impedir que os frutos fossem danificados antes mesmo de amadurecer?
Quem acreditou em você quando ainda era apenas um pequeno broto?
E, finalmente, chegam os *frutos*.
Os frutos carregam sementes.
São eles que perpetuam novas árvores.
Na educação, os frutos são os alunos, os filhos, os projetos, os livros, as pesquisas, os gestos de amor, as vidas transformadas.
Mas uma pergunta permanece:
*Você soube guardar bem os ensinamentos que recebeu para produzir novas árvores?*
Minha árvore começou a ser plantada na catequese.
Foi ali, em minha cidade natal, que Dona Jozina ajudou a firmar minhas primeiras raízes. Durante as aulas de catequese, ela plantou em mim a semente da fé, da esperança e do compromisso com o outro.
Em casa, minhas raízes continuaram sendo fortalecidas.
Meu pai foi um dos maiores jardineiros da minha vida. Desde cedo, ensinou-me o valor da resiliência. Lembro-me de sua á árvore, que enfrentava dias de seca, perdia o vigor, parecia sem vida... Mas bastava a chuva chegar para que ela ressurgisse completamente verde, renovada e cheia de força.
Foi com ela que aprendi que a vida também floresce depois da seca.
Na escola, encontrei muitos outros jardineiros.
Minha primeira professora, Gizeuda, ajudou a fortalecer minhas raízes com carinho e dedicação.
Meus colegas ensinaram o valor da convivência.
A cozinheira da escola mostrava, todos os dias, que alimentar também é um ato de amor. Sua merenda tinha o sabor do cuidado.
A diretora, Dona Bezinha, ensinou-me algo que nunca esqueci.
Todos os dias ela tocava o sino da escola.
Ninguém tocava aquele sino por ela.
Naquela época eu não compreendia totalmente seu significado. Hoje entendo.
Há funções que pertencem ao gestor. Há responsabilidades que não podem ser delegadas. O sino não representava autoritarismo. Representava autoridade construída pelo compromisso, pelo exemplo e pela responsabilidade de conduzir uma comunidade educativa.
Minhas raízes continuaram crescendo no Magistério.
Ali conheci grandes pensadores da educação: Piaget, Vygotsky, Wallon...
Mas foi Paulo Freire quem fortaleceu definitivamente minhas convicções pedagógicas. Com ele aprendi que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua construção. Aprendi que ninguém educa ninguém sozinho; educamo-nos em comunhão, mediados pelo mundo.
Vieram então a universidade, as especializações, os cursos, os mestres, os pesquisadores e tantos outros jardineiros que ajudaram a formar novos galhos em minha árvore.
Hoje, meus frutos florescem nas escolas por onde passo.
Eles estão em cada professora que reencontra o sentido da profissão.
Em cada estudante que acredita em seu potencial.
Em cada criança que descobre que aprender pode ser prazeroso.
Em cada oficina, palestra, formação, livro, atendimento psicopedagógico e abraço compartilhado.
São minhas meninas e meus meninos.
São professores que continuam semeando aquilo que um dia receberam.
É assim que a educação perpetua sua ancestralidade.
Por isso, nunca se esqueça de onde você veio.
Nunca abandone suas raízes.
Nunca negocie sua essência.
Eu comparo minha árvore a um *umbuzeiro*, árvore símbolo do Sertão.
Ela enfrenta o solo seco, o calor intenso, a escassez da chuva e as adversidades da vida. Mas guarda, em silêncio, reservas para resistir. Espera o tempo certo. E quando a chuva chega, sua copa se cobre de folhas verdes, flores delicadas e frutos doces, capazes de alimentar gerações.
Assim desejo ser.
Uma árvore que resiste sem endurecer.
Que ensina sem impor.
Que acolhe sem julgar.
Que floresce mesmo depois da seca.
Que transforma o pouco em abundância.
E que deixa sementes para que outras árvores continuem fazendo da educação um lugar onde vidas possam criar raízes, crescer com dignidade e oferecer frutos de esperança ao mundo.
