Textos de Amizade árvore da Amizade

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Nove em cada dez pessoas conhecem o atalho que lhes convém: sacodem a árvore, apanham os frutos que caem e seguem adiante com a sensação de vitória imediata. Esse gesto é prático, rápido e recompensador no curto prazo. Mas o atalho não cria raízes, e o que nasce de atalhos costuma murchar quando o vento muda.
Plantar é um compromisso silencioso com o futuro. Exige terra preparada, sementes escolhidas, rega constante e a paciência de quem aceita que o tempo tem ritmo próprio. Enquanto o sacudir da árvore celebra a pressa, o plantio honra o processo: cultivar é investir em algo que ainda não existe, é aceitar a incerteza e trabalhar mesmo sem garantia de colheita imediata.
Quem vive apenas de atalhos paga um preço invisível. Frutos colhidos sem preparo são passageiros, relações superficiais, resultados frágeis. A pressa transforma oportunidades em miragens e cria uma cultura de consumo instantâneo onde o valor real do esforço se perde. A longo prazo, a falta de preparo corrói confiança, esgota recursos e impede a construção de legados.
Escolher plantar é escolher responsabilidade. É preferir o trabalho que não aparece nas manchetes, as horas que não viram curtidas, o suor que não rende aplausos imediatos. É entender que o verdadeiro poder está em semear com intenção e em esperar com disciplina. Quem planta hoje garante frutos amanhã; quem só sacode a árvore vive sempre à mercê do que já caiu.
Não se trata de demonizar a eficiência, mas de reconhecer que eficiência sem fundamento é ilusão. Cultive o hábito de plantar: prepare o solo, escolha bem as sementes, cuide com constância. O tempo fará o resto, e a colheita será sólida, digna e sua.

Embaixo de uma árvore, um menino acariciava um cachorro,
cachorro de pelos dourados com o sol que esverdeava folhas
folhas amassadas e quebradas pela bola arremessada que atingiu a árvore,
árvore que continha folhas, e ao redor do menino
um adulto que, obeso, reluta em levantar
o menino observa o adulto, homem que toca, que acaricia a própria barriga
o menino, em veloz movimento, toca o braço do homem
o homem, em espanto, escuta do menino: "Por que não está feliz nesse belo dia? Se levante."
o homem, com uma lágrima tímida, recita: "Não posso, não sou belo."
o menino acaricia o seu cachorro e diz: "Sabia que tem dias que é difícil acariciá-lo assim? Pois, se não remove o excesso de pelo, torna-se espesso e sufocante."
o homem mais uma vez acaricia a própria barriga, apertando como se quisesse arrancá-la, e recita: "Não é a mesma coisa, jovem menino."
o menino, em um belo sorriso, recita: "Eu nunca pude fazer sozinho, mas hoje cortei um pouco, somente um pouco. Você também consegue."
o menino se levanta, ao segurar o braço do senhor, o cachorro o auxilia e o senhor se levanta
a árvore que confrontava, agora brincava com a sombra, o homem que acariciava a barriga surgia magro, estendendo a mão ao menino, que em sombra era um belo rapaz.

Do valor que se dá
E lá estava ela, no alto, no topo da frondosa e imponente árvore. Seu ninho parecia o mais belo visto daquela distância na ponta do penhasco que se erguia acima da floresta.
Naquele ninho teria encontrado o que procurava. Não era um ninho qualquer, mas sim um amontoado de gravetos torcidos e entrelaçados com pitadas de paixão, amor, prazer, esforço e dedicação.
No começo aquele lindo ninho supria as necessidades plenamente. Mesmo que estas fossem aumentando, e se tornando descabidas, até que em um momento, um segundo, um instante, tornou-se pouco relevante.
Desde então o ninho foi deixando de suprir as necessidades, em um primeiro momento puramente por se sentir pouco valorizado e solitário. Ela mal percebeu o que acontecia, pois passava o tempo a voar. Parecia ter se cansado ou se desinteressado daquilo que conquistou arduamente.
Lá fora tudo parecia mais lindo, mais intenso, mais gostoso, melhor. E a cada voo, mais parecia perceber que a felicidade estava lá, lá do outro lado, em outro lugar naquela floresta, linda, quente, úmida e cheia de possibilidades de novas descobertas.
O ninho ali permaneceu e se entregou. Já não tinha mais o valor que outrora tivera. Desistiu de qualquer esforço uma vez que logo percebeu do que se tratava. Uma ilusão comum, gerada por aves comuns que se faziam parecer diferentes, especiais, mas apenas estavam travestidas de penas compradas que lhes encobriam as verdadeiras. Compradas nas pedras, nos galhos altos, nos galhos baixos, nos cantos e recantos da floresta.
Ela voando avistou outros ninhos, cada um mais belo e interessante que o outro. Uma libélula amiga do ninho, pousada em prosa com ele, passou um tempo a observar o que ele observava e se manifestou. “Olha meu amigo, o que vejo é o simples vazio. Um mimo ao ser ganhado e conquistado deixa de ter valor para dar lugar a outro mimo mesmo que este seja o mesmo mimo.” O ninho suspirou e sorriu. Estava pronto para receber nova visita, novas penas que não se soltassem com facilidade.
Ela pousou em um destes ninhos e foi feliz, logo depois noutro e feliz foi novamente e noutro e noutro e noutro. O problema é que entre um e outro momento de felicidade dava-se o seu contrário. A infelicidade. Ora, dizia ela, sempre culpa destes ninhos.
Num destes momentos de insatisfação avistou o ninho no alto, no topo da imponente árvore e sentiu-se como sempre. Que ninho belo e interessante. Pensou logo que poderia dar umas rodopiadas por lá para ver como estava. Mas ele estava diferente. Mas era o mesmo, igual. Ficou intrigada.
Ela, num dia alisando as penas nas pedras para embeleza-las encontrou outra. Outra que contava garbosa como era seu ninho. Ela então se deu conta de que aquela conversa trazia saudades. Saudades do mesmo ninho, mas que agora aninhava outra.
Restou-lhe voar e encontrar outros ninhos, um aqui outro acola. Ou talvez o contrário pudesse se dar e esta história seria outra.

Passei pelo deserto. Lá encontrei uma árvore que me acolhia e me dava sombra e frutos. Mas o sol implacável do deserto a matou. Então tive de encarar o próprio sol queimando dentro de mim. Enfrentei o drama, atravessei a dor.
Mais adiante, encontrei um oásis. Nesse oásis havia outra árvore: oferecia sombra, frutos, água fresca e ventos suaves. Parecia abrigo, parecia salvação. Mas também ele ruiu. A árvore secou, as folhas caíram, a água se turvou e os ventos se tornaram tempestade.
Foi então que tomei consciência: o oásis só existia porque eu o havia criado. Era fruto de uma ilusão, uma repetição inventada para confortar a minha mente. Eu precisava acreditar que havia sempre um refúgio à minha espera.
Compreendi, enfim, que o que tornava aquele lugar especial não era o lugar era eu. Pois o deserto continuava inóspito. E, ainda assim, era dentro de mim que nasciam as sombras, os frutos e a esperança.

​"A árvore foi o instrumento da nossa queda, e do madeiro Deus fez o instrumento da Cruz. O espinho, que brotou da terra como fruto da maldição, Jesus tomou para Si e transformou em coroa. Ele usou a matéria-prima da nossa desobediência para selar a nossa redenção."




​— Leonardo Campos

Não procure ser o melhor, mas sim o mais humilde. Porque até a maior árvore da floresta começa do chão.
Seja simples porque o maior homem do mundo e dono de tudo morreu de braços aberto por ti.
Amigos são pessoas especiais que trazem vida e cores aos nossos momentos, sejam quais forem.
São eles que multiplicam as nossas alegrias e diminuem as nossas dores, tornando os nossos dias cheio sonhos e repletos de magia.

A árvore morta

Num inverno, quando eu ainda era criança, meu pai estava precisando de lenha. Procurou uma árvore morta e a cortou.

Mas, quando chegou a primavera, viu que no tronco daquela árvore que tinha cortado, nasciam novos brotos. Meu pai ficou desolado.

Então ele disse:

- Tinha certeza de que aquela árvore estava morta. Perdera todas as folhas no inverno e fazia tanto frio que os galhos quebraram e caíram no chão, como se o velho tronco tivesse ficado sem vida. Mas agora percebo que ainda existia vida naquele tronco.

Depois voltou-se para mim e aconselhou-me:

- Não esqueça esta lição. Nunca corte uma árvore no inverno. Não tome uma decisão negativa no tempo adverso. Nunca tome decisões importantes quando se sentir desanimado, deprimido e com o espírito abatido. Espere. Seja paciente. A tormenta passará. Lembre-se: a primavera voltará!

A história do Diabo e do Cavalo:
Um cavalo estava amarrado a uma árvore.
O diabo veio e o soltou.
O cavalo entrou na horta de camponeses vizinhos e começou a comer tudo.
A mulher do dono da horta, quando viu aquilo, pegou o rifle e matou o cavalo.
O dono do cavalo viu o cavalo morto, ficou enraivecido e também pegou seu rifle e atirou contra a mulher.
Ao voltar para casa, o camponês encontrou a mulher morta e matou o dono do cavalo.
Os filhos do dono do cavalo, ao ver o pai morto, queimaram a fazenda do camponês.
O camponês, em represália, os matou.
Aí perguntaram ao diabo o que ele havia feito e ele respondeu:
– “Não fiz nada, só soltei o cavalo”.


O diabo faz coisas simples...
Porque sabe que se o nosso coração está sujo, a nossa maldade faz o resto.

Havia um burro amarrado a uma árvore.

O demônio passou por ali e o soltou.
Livre, o animal invadiu a horta dos camponeses vizinhos e devorou tudo o que encontrou.


A mulher do dono da horta, ao ver a destruição, tomou o rifle e disparou. O dono do burro, ao ouvir o tiro, correu até o local, encontrou o animal morto e, tomado pela fúria, revidou contra a mulher.


Quando o camponês regressou, encontrou sua esposa caída e, em vingança, matou o dono do burro. Os filhos do homem, ao verem o pai morto, incendiaram a fazenda do camponês.

Este, em represália, ceifou-lhes a vida à bala.

Então perguntaram ao demônio o que havia feito para causar tamanha desgraça.

Ele respondeu com frieza:
— “Não fiz nada… apenas soltei o burro.

Filho, algumas pessoas avistam uma árvore com interesse.
Aproximam-se buscando sombra para o cansaço, alimentam-se do fruto, recuperam as forças…
e, assim que se sentem bem, atiram o caroço contra ela.

Observe a vida dessas pessoas.
Elas não avançam, apenas transitam.
Vivem de árvore em árvore, de ajuda em ajuda, de relacionamento em relacionamento.
São incapazes de reconhecer a própria inutilidade, porque fogem do confronto.
Preferem culpar pessoas, culpar contextos, culpar circunstâncias.

Agora, observe a árvore.
Ela permanece firme, mesmo ferida.
Continua frutífera, mesmo rejeitada.
E segue grata, porque sabe quem é
independente de quem se alimenta dela.

Quando uma semente plantada em terreno fértil, germinará uma frondosa árvore que fará sempre o elo entre o plantador e o colheiteiro.

Se você induz uma pessoa a fazer o bem, certamente estará plantando essa semente, e a outra pessoa sabendo aproveitar as oportunidades de seguir aquele caminho que lhe foi apontado, estará colhendo os louros que foram mostrados.

Vamos plantar sempre o bem para que o próximo faça uma colheita farta, porque assim, estaremos também nos beneficiando desses frutos colhidos através de nossas ações.

⁠Sarcasmo e Arvore

Com dificuldade
Ergo-me

Na saudade do amigo
Que
Se perdeu na eterna saudade

Daquele espelho
Me olhando
Tomo o café da manhã

À minha e à sua vontade
O gigantesco abismo
Goza a delícia de ser

Lábios roxos
Assim passeio por ele
Sem sua infantilidade

Onde a cobra fuma
Seu moderado cigarro
Admirando seu ventre

Trazendo o sol batido de vento
Enquanto o mar tece a trama
Imóveis na solidão

Juntos a novos anjos cativos
Na luta de classes

Honorárias prisioneiras
Mulheres
Que o simples toque pode romper

Por um momento
Todos e infinitos talentos em seu seio
Maior que a força contida no ato
Na móvel linha do horizonte

ECONTECE


A Terra oferece,
o sol resplandece,
o rio obedece,
e a árvore floresce;


o homem apodrece,
mas ninguém esclarece
tudo que Econtece.


O homem enriquece,
mas não reconhece,
nega e esquece
que o mundo padece.


O povo adoece,
o lucro só cresce,
e a poucos favorece.


O homem envelhece,
mas o que parece
é que não agradece
nem amadurece.


Promete, endurece,
não se compadece
com quem empobrece.


A Terra falece,
e o homem aquece;
o dinheiro enlouquece
e isso me aborrece.


O homem enaltece,
o que o fortalece,
mas quem manda se esquece
de quem sofre e perece.


O discurso aparece,
e desaparece —
Na verdade, esmorece.


Quem tem, endurece
e nada merece,
no altar que engrandece.


Façamos uma prece:
— Se um anjo viesse
flechar quem fizesse
o Nobel do ECOntence?


Se ele soubesse
de onde estivesse,
falaria — Se apressem!!!


— Ah, se eu pudesse!!!! "

Quando o cuidado vem de dentro.

Às vezes, a semente não percebe que já virou árvore,
porque vive olhando apenas para o céu que ainda deseja alcançar.
Esquece das raízes que se aprofundaram em silêncio,
do tronco que resistiu aos ventos,
das folhas que nasceram mesmo depois das tempestades.
Se cobrando para tocar as nuvens,
ela não vê que já oferece sombra, abrigo e vida.
Por isso, seja como a chuva mansa sobre si mesmo:
em vez de tempestade que castiga,
seja água que nutre,
voz que encoraja,
mão que acolhe o próprio crescer.
Porque quem aprende a cuidar do próprio jardim
descobre que floresce muito antes de perceber.

Simone Cruvinel

Olhem bem que interessante a descrição dessa árvore que resistiu à ressaca em Itaipuaçu. Deus é tão perfeito e certeiro em todos os sentidos que, embora tenha permitido que a ressaca acontecesse onde esta árvore de aparência tão frágil se fixa, a ressaca passou e ela continuou ali, firme e forte, onde Deus a plantou! Contrariando sua aparência e a expectativa de todos que não conhecem as suas características radiculares, resistiu às turbulências e permaneceu ali: Forte e importante para o meio ambiente em que está inserida.

Conclusão: Não importa se você se sente frágil ou não parece resistir às tempestades que todos passarão em algum momento, se Deus te plantou neste lugar neste momento, é porque você reúne todas as qualidades necessárias para sair vitorioso (a) disso! A natureza nos prova isso o tempo todo, basta tirar a venda dos olhos, olhar ao redor e sentir com o coração!

O impossível de Deus se torna possível para nós mediante nossa relação íntima com Ele, assim como nossa entrega ao que Ele espera de nós: obediência, missões cumpridas, fé destemida, amor por Jesus Cristo e fiel cumprimento de todas as lições passadas por Ele! Milagres acontecem todos os dias mediante a nossa fé em um Deus tão justo e misericordioso! Basta acreditarmos e observarmos mais! 🙏🏻

Que Deus nos plante somente onde possamos ser fortes e resistentes! Que nenhuma tempestade seja capaz de nos fazer desistir ou arrancar o que temos de melhor! E que nossas raízes estejam sempre fincadas na palavra de Deus! E que delas, brotem somente o que Deus espera de nós! Que nossos frutos, além do (s) nosso (s) filho(s) propriamente dito (s), sejam também as pessoas que, através do Espírito Santo, foram e serão alcançadas por nós para continuarem e alastrarem a obra de Deus! 🙏🏻❤️

Uma ressaca, uma árvore e muitas lições! Deus é mesmo perfeito!

(Aline M. Abdalah)

A família é como uma grande árvore.
As raízes são os princípios, o respeito, a união e aquilo que sustenta todos nos momentos difíceis. O tronco representa a força que mantém a família em pé. Os galhos são os caminhos que cada pessoa segue. As folhas são os gestos do dia a dia, o cuidado, o carinho e a presença. As flores simbolizam esperança, amor e novos começos. E os frutos são as conquistas, os ensinamentos e o legado deixado para as próximas gerações.


Quando as folhas secam e caem, algo precisa de atenção.
Quando as flores deixam de florescer, talvez a alegria esteja faltando.
Quando os frutos não aparecem, pode ser sinal de que a árvore está sofrendo em silêncio.


Uma árvore não morre de repente. Primeiro suas raízes enfraquecem. Depois perde o brilho, as folhas secam, os galhos ficam frágeis… até que tudo começa a desaparecer.


Com a família também é assim.
Quando falta paz, diálogo, respeito e união, a estrutura enfraquece. Sem harmonia, a família deixa de prosperar. E aquilo que deveria gerar frutos — amor, apoio, crescimento — começa a se perder.


Mas até uma árvore quase seca pode voltar a viver quando suas raízes recebem cuidado.
Assim também acontece com a família: enquanto houver amor, perdão, compreensão e vontade de permanecer unidos, sempre existe a chance de florescer outra vez.


Porque família em paz cria raízes fortes.
Raízes fortes sustentam árvores saudáveis.
E árvores saudáveis dão sombra, florescem e produzem frutos que permanecem por gerações. 🌳🙏🏼

⁠O Legado


A árvore toca o céu
Porque suas raízes são profundas;
Assim também somos nós
Filhos de histórias fecundas.


Honrar os velhos ancestrais
É cuidar da própria origem;
Pois quem conhece suas raízes
Encontra força para seguir.


Autor: Sandro Sansão da Silva Costa

Na jornada da vida, aprendemos que apenas a árvore que se destaca e oferece bons frutos é alvo constante das pedradas. Esse fenômeno não é um acaso, mas a prova irrefutável de que a sua essência irradia uma luz que incomoda aqueles que habitam as sombras.

Ser essa árvore é carregar dentro de si a centelha do Grande Arquiteto do Universo. É ser um pilar de retidão que, ao buscar o aperfeiçoamento constante, projeta uma claridade que expõe a mediocridade alheia. As pedras que lhe atiram não são nada mais do que o desespero das trevas; são o gesto daqueles que, incapazes de produzir luz, tentam, em vão, derrubar quem floresce.

Não desanime diante da aridez daqueles que arremessam o ódio. Lembre-se de que cada pedra é, na verdade, um reconhecimento do seu valor. Mantenha a sua seiva firme, as suas raízes profundas na virtude e o seu olhar voltado para o Oriente. Continue a dar frutos, pois a sua luz é o que guia o caminho dos justos e o que, inevitavelmente, dissipará qualquer tentativa de obscurantismo.

Siga sendo o exemplo que floresce, pois, na arquitetura da vida, a obra de quem busca a Luz jamais será abalada pela ignorância de quem prefere a escuridão.

A árvore

Sua semente, é a que floreia o seu redor. Cada gesto é uma flor, cada palavra é uma ferramenta, alguns preferem regar com lagrimas, outros com suor, desde que tenha amor. A beleza define a primavera, regada com o choro de Deus. Podemos fazer da nossa vida um belo jardim, desde que haja o cuidado e o manuseio com lagrimas e suor do coração. A se transformar num jardim de árvores enormes.

⁠A Árvore Invisível

No meio da floresta, onde o verde se espalha em incontáveis tons de vida, há uma árvore morta. Seu tronco retorcido e seco ergue-se como um esqueleto, desprovido de folhas, de seiva, de movimento. Os pássaros não pousam em seus galhos; os insetos não a rodeiam; até o vento parece desviar-se dela, como se sua presença fosse um incômodo.
Ela já foi grande, já sustentou ninhos, já balançou sob o peso de frutos. Agora, é apenas um vulto silencioso, uma sombra esquecida no meio do esplendor alheio. Os olhos dos passantes deslizam sobre ela, sem fixar-se, sem reconhecer sua existência. Afinal, quem se importa com o que já não floresce?
Assim também é a velhice humana. Há um momento em que as folhas caem — a vitalidade, o vigor, a utilidade aparente — e, de repente, o mundo parece desviar o olhar. O idoso, outrora centro de histórias e sustento, torna-se uma figura quieta nos cantos da casa, nos bancos das praças, nos quartos de asilos. Suas rugas são como as rachaduras no tronco da árvore seca: marcas de tempestades sobrevividas, de anos que não foram gentis, mas que ninguém mais se dá ao trabalho de ler.
A floresta segue verde, impiedosamente bela. A vida dos outros segue, impiedosamente alegre. E a árvore morta permanece, invisível, até o dia em que o vento mais forte a derrubar, e então, talvez, alguém note sua ausência — mas não sua existência.

Assim como tantos velhos, que só são lembrados quando já se foram.