Textos de Amizade árvore da Amizade

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A velha árvore
Tombou a velha árvore.

A Mãe Natureza preparou a grama macia para recebê-la.

O tempo não ceifou seus galhos. Deixou que tombasse com seu orgulho de nascença.

Tombou a velha árvore na madrugada.
Silenciosa. Não fez barulho algum.

Comportou-se orgulhosa, com todas as suas lembranças, e foi deslizando devagar.

Levou consigo as memórias de suas sementes, que agora levarão seu cerne para sempre.

Tombou a velha árvore.

Mas suas sementes ficaram.

O Lado Indiferente do Tempo

O fruto, ainda na árvore, não amadurece antes do tempo; o primeiro voo de uma borboleta não pode ser adiantado; o tempo não sofre o impacto da pressa; os primeiros passos são dados no momento certo; cada fato dura o tempo suficiente e tudo que é para acontecer, acontece num tempo determinado.

O tempo não se adianta e nem se atrasa; pode ou não ser favorável, não se importa com o que pensam. Logo, não gosta de ser apressado mesmo que aparente passar bem depressa, pois, na verdade, geralmente, não temos paciência e somos lentos se formos comparados à sua notável persistência, ao seu jeito incansável.

Então, participamos de certas experiências; somos inseridos em determinados acontecimentos; todos participantes de um ciclo temporal que sempre recomeça quando o Futuro se faz Presente e passa a ser Passado — isso acontecerá novamente com outros personagens; tudo se repete e está conectado.

Debaixo da árvore da saudade, sentei-me um dia...


Chegou uma ventania sem dó, e foi arrancando todas as lembranças.
Uma a uma...


Algumas até se ajoelharam a pedir perdão...
Perdão do quê?
Se eu não me arrependo de nem uma!


As mais loucas queriam viver tudo de novo.
Esqueceram que a vida é um rio...
Aquelas águas passaram e não mais retornarão!


Lembranças, velhas amigas...
O samba enredo de tudo que eu já vivi!


E o sonho não acabou...
O destino, ainda tem muita tinta para escrever neste coração de desejos vivos.
Haredita Angel
15.12.16

A árvore e o homem.


No grande Reino da Utopia, havia uma árvore que nascera no meio de um deserto e que, apesar de todas as adversidades, crescera até se tornar, magicamente, falante e sábia. A árvore atraía a admiração de muitas pessoas, e várias delas iam ouvi-la em busca de conselhos.
A árvore tornou-se um fenômeno: era cultuada, protegida, consultada e admirada. Amada por todos os cidadãos do Reino da Utopia, exceto por um. Havia um homem que não suportava mais ouvir falar dela e que, em seus pensamentos mais sombrios, desejava vê-la destruída. Afinal, considerava-se superior à árvore; para ele, era inadmissível que um vegetal compreendesse as questões humanas. Contudo, como ela era extremamente protegida, entendeu que a única forma de acabar com a sua fama seria destruindo as suas ideias. Como não adiantaria jogar palavras ao vento, pois ninguém lhe daria ouvidos, resolveu marcar uma audiência com a árvore para, enfim, debater com ela.
O homem preparou-se para o debate. Leu, pesquisou e instruiu-se de todas as formas. Em seu íntimo, já se julgava possuidor de todo o conhecimento necessário para superar a árvore. Então, o encontro aconteceu.
Diante dela, o homem pôde finalmente contemplá-la ao vivo. Era frondosa, com raízes firmes e folhagens de uma coloração tão viva que se destacavam naquela paisagem árida. Pássaros faziam ninhos em seus galhos, e animais, por vezes, descansavam à sua sombra.
Embora tivesse ficado admirado, o homem não permitiu que a contemplação lhe tirasse o foco: destruir as ideias daquela árvore.
De modo educado, com uma voz que parecia um assovio passando por entre as folhas, a árvore cumprimentou o homem.
- Bom dia!
- Não tão bom, mas espero que melhore até o entardecer! — respondeu o homem.
- Mas o dia já está bom — replicou a árvore.
Fez-se um breve silêncio. Então, o homem encheu o peito de coragem e perguntou:
Como você pode afirmar que o dia já está bom, se, em todas as partes do reino, há pessoas sofrendo as piores dores e existem mazelas por toda parte? Essa afirmação de que o dia já está bom não seria desumana para com aqueles que sofrem?
A árvore ouviu o comentário do homem e, após alguns segundos, respondeu:
Homem! O dia sempre está, e sempre estará, bom. Todos os dias, este universo produz, dentro de sua maravilhosa engenharia, o dia e a noite, presenteando-nos com ambos. Esse é o bem maior. As mazelas e os sofrimentos pelos quais afirmas que os homens passam são apenas condições humanas que, surgidas no presente ou no passado, refletem-se e, quiçá, ecoarão no futuro. Independentemente de as mazelas serem causa ou consequência, evitáveis ou inevitáveis, contraídas ou desenvolvidas, aos olhos do universo o dia e a noite permanecerão impassíveis. O homem pode, apesar das suas dores, sorrir e agradecer, assim como pode sofrer e maldizer; mas o dia continuará sendo dia, e a noite continuará sendo noite. Diante da grandiosidade com que o universo se apresenta aos nossos olhos, as demais situações, sejam de fortuna ou de infortúnio, tornam-se pequenas. É por isso, e por tudo que está além disso, que devemos ser gratos.
O homem pensou e respondeu:
Você misturou a engenharia universal à engenharia humana e usou a grandiosidade da criação para fazer o homem se prostrar. Colocou-nos como seres que devem ser gratos pelas ingratidões recebidas, e não como parte desse universo. Apresentou-nos como meros “abrigados” que precisam agradecer pelo teto sobre a cabeça, e não como seres criados pelo próprio universo, capazes de desfrutar de toda a criação. Mas você é apenas uma árvore. Como pode conhecer os sentimentos humanos? Como pode, ao mesmo tempo, equiparar e diminuir a criação universal?
Homem! As respostas às tuas indagações estão nas tuas próprias afirmações. Pensa. Dizes que somos criados pelo mesmo universo e que fazemos parte da mesma criação, e não estás errado. Mas, ao dizer que somos parte de um todo, reconheces que uma parcela desse universo está em nós; não podes, porém, afirmar que o possuímos por completo. O universo nos contém e, em parte, também está contido em nós. Somos parte dessa matéria universal que dá forma e vida a tudo. Assim, embora nossas formações sejam classificadas de maneiras diferentes — afinal, tu pertences ao reino animal, e eu, ao vegetal —, ao final, nossa matéria será absorvida por este planeta, que também está contido no universo.
Quanto aos sentimentos que colocas em discussão, seria pequeno dizer que, assim como não posso compreender plenamente os sentimentos humanos, tu também não serias capaz de compreender o sentimento de uma árvore. Para que minha resposta não seja pequena nem vulgar, afirmo-te que os sentimentos pertencem aos animais e, de modo semelhante, a todas as coisas vivas. São formas diferentes de sentir, mas ainda assim existentes. Se o humano precisa sentir-se vivo para perceber e desenvolver sentimentos, entenda que todas as coisas vivas passam por algum processo semelhante. As formas, os resultados e as expressões são diferentes, mas o processo permanece. Posso não compreender nem decifrar a complexidade dos sentimentos humanos, mas garanto que também não consegues decifrar a simplicidade dos meus.
O homem refletiu e disse:
Então afirmas que os seres humanos são superiores em sentimentos e, consequentemente, mais complexos do que um vegetal? Se assim afirmas, hás de concordar que somos superiores. E, se somos superiores, não precisamos nos curvar diante de qualquer ser menos evoluído. Se discordares da minha visão, irás contra tua própria afirmação, pois disseste que, embora sejamos parte deste universo, nós, os seres animais, somos mais desenvolvidos e complexos.
Homem! Há verdade no que dizes, dentro da tua própria verdade. Os homens possuem verdades que ultrapassam a própria razão. Suas vontades e crenças, seus desejos e paixões, sacrificam qualquer lógica que possa ser adotada em favor das próprias convicções. A verdade nem sempre importa ao homem; o que importa é estar certo. E essa é uma das correntes que aprisionam um homem ao outro. Afinal, o homem é senhor do homem.
Sentindo-se ofendido, o homem elevou a voz:
Árvore! Afirmas que o homem é escravo do homem? Dizes que não temos liberdade nem livre-arbítrio? E tu, enraizada, não podes contemplar a beleza deste mundo; presa ao solo, viverás nessa condição até o fim. Quando chegares ao teu fim, quem sabe serás transformada em um móvel ou até em lenha para a fogueira! Quem és tu, limitada como és, para nos julgar?
A árvore permaneceu em silêncio, e o silêncio incomodou o homem. Passados alguns minutos, ela respondeu em tom quase melancólico:
Tu disseste mal aquilo que interpretaste bem. Sim, em minha condição de árvore, estou presa a este solo, mas essa é minha condição natural, e eu a aceito. Desenvolvi raízes profundas e firmei-me nesta terra, de onde retiro os nutrientes necessários à sobrevivência. Essa é minha condição como vegetal; outra condição não seria natural. Contudo, condição e imposição não se confundem. É minha condição ser árvore, mas pode ser-me imposto tornar-me móvel ou lenha para a fogueira, como disseste. Ainda assim, não deixarei de ser a árvore que sou; será algo imposto a mim. Serei, quem sabe, um belo móvel que um dia foi árvore, mas nunca o contrário.
No entanto, observo que tu, homem, como indivíduo, crês ser livre, mas vives em uma sociedade de rótulos e regras, na qual predomina um superficialismo barato, sustentando uma estrutura frágil como um castelo de cartas. Vives sob regras impostas desde o nascimento e ainda dizes ser livre. Foste doutrinado e ensinado sobre o que comer, beber, vestir, falar e acreditar, enquanto afirmas aos quatro ventos que és dono de ti mesmo.
És livre para fazer tuas escolhas, mas escravo das próprias escolhas que te fazem livre. Tuas raízes são diferentes das minhas e talvez sejam ainda mais profundas. Se o homem é livre dentro de uma liberdade determinada por outro homem, então escravo és. És escravo da própria vida. Em minha condição de árvore, só posso ver até onde meus olhos alcançam; o homem, embora consiga enxergar além das estrelas, muitas vezes não consegue ver sequer os próprios semelhantes. Humanos classificando humanos, humanos rotulando humanos. Pergunto: isso é humanidade? Se me disseres que não, onde se encontram os homens que não agem assim? Eu estou presa ao solo, e o homem, preso aos próprios conceitos. O solo é o meu carcereiro. E qual é o carcereiro do homem?
Naquele momento, o homem silenciou.


Pensa. Reflete!
Paz e bem!
Graça, graça, graça!


Massako

A história do Diabo e do Cavalo:
Um cavalo estava amarrado a uma árvore.
O diabo veio e o soltou.
O cavalo entrou na horta de camponeses vizinhos e começou a comer tudo.
A mulher do dono da horta, quando viu aquilo, pegou o rifle e matou o cavalo.
O dono do cavalo viu o cavalo morto, ficou enraivecido e também pegou seu rifle e atirou contra a mulher.
Ao voltar para casa, o camponês encontrou a mulher morta e matou o dono do cavalo.
Os filhos do dono do cavalo, ao ver o pai morto, queimaram a fazenda do camponês.
O camponês, em represália, os matou.
Aí perguntaram ao diabo o que ele havia feito e ele respondeu:
– “Não fiz nada, só soltei o cavalo”.


O diabo faz coisas simples...
Porque sabe que se o nosso coração está sujo, a nossa maldade faz o resto.

Gabiroba resolveu estudar para se tornar uma árvore frondosa, com muitas folhas, e galhos, e uma grande e exuberante copa, e quem sabe poder proporcionar mais sombra e melhores frutos. Afinal, a grandeza está em servir e não em desfrutar. Ele era muito concentrado e dedicado aos estudos, professor Abacate sempre dizia, e de fato depois das aulas ele passava quase a noite todinha revisando as matérias. Até que conheceu Maria Pretinha e agora no silêncio noturno seus pensamentos insistiam em desenhar a imagem dela, Ah! Como era bela.


Romã, fl.2

Quem ama o fruto
não atira pedras na árvore.
Sabe que o doce que colhe
vem da raiz que sofreu,
do tronco que resistiu,
do tempo que não tem pressa.

Não fere a fonte
de onde nasce o que ama.
Acolhe seus galhos tortos,
suas folhas que caem,
e a cuida, em silêncio,
pois sabe:
se a árvore morrer,
o fruto não volta mais.

Amar de verdade
é amar a árvore inteira
não só o que ela nos dá.

💚 21 de Setembro — Dia da Árvore 🌳


Há, entre tantas lembranças da infância,
uma que permanece viva nos versos
da minha memória.


No alto de uma colina, erguia-se uma árvore frondosa, imensa e silenciosa,
como se estivesse ali desde antes de mim, testemunhando o tempo passar.


No caminho de ida e volta da escola,
meus olhos buscavam aquela copa verde
lá no alto.
E, por alguns instantes, eu me perdia
nesse encontro.


Não sei dizer se era a árvore
que me chamava ou se era alguma coisa dentro de mim que, diante dela,
encontrava morada.


Meu olhar se deitava
sobre aquela paisagem e,
à sua sombra, mesmo de longe,
alguma coisa em minha alma respirava.


Talvez, também,
tenha sido ali que meus primeiros versos começaram a se oxigenar.


Era uma mangueira de dimensões quase ancestrais, dessas árvores que parecem guardar, entre raízes profundas e galhos generosos, segredos que o tempo não consegue decifrar.


Havia nela uma sabedoria silenciosa,
uma generosidade sem palavras,
uma espécie de eternidade verde
que somente a natureza sabe oferecer.


Hoje, aquela mangueira já não existe.


Foi vencida pela paisagem que se transforma, pelo concreto que avança,
pela ganância imobiliária que tantas vezes derruba árvores sem perceber que,
junto com elas, também derruba pedaços
da memória de alguém.


Mas há árvores que o machado não alcança.
Aquela mangueira continua de pé dentro de mim.
Continua frondosa.
Continua oferecendo sombra.
Continua balançando suas folhas
ao vento da lembrança.


E, de sua copa imaginária,
ainda caem versos sobre a paisagem
da minha memória.


Porque algumas árvores
não morrem quando são derrubadas.


Elas criam raízes dentro da alma. 💚🌳🍃
✍@MiriamDaCosta

O colorido faz falta para mim

No galho mais alto da árvore, algumas sementes ainda resistiam, tremulas com a brisa do inverno e persistentes a chegada da primavera. O sol aquece cada brotinho que começa a surgir, o ruído do vento muda a melodia e dá a vez para os pássaros e sua maestria. Os frutos temiam o silêncio quando a noite caía. De manhã era uma festa e a noite calmaria, alguns morcegos rondavam o território, mas sem sincronia, não se pode comparar com a dança das andorinhas, em suas curvas acentuadas perfeitas, emitindo sons de alegria, morcegos são tristes e me dão medo.
Os galhos secos caíram e em volta das árvores e algumas folhagens secas serviram de adubo para o solo. Sei que ali, onde a paisagem está cinza, logo surgirão flores vermelhas, como as do ano passado, mas apesar deste inverno não ter sido tão intenso, parece que demorou mais a passar, senti muita falta do colorido das árvores que rodeiam meu jardim. Seja bem vinda primavera, traga de volta todas as cores para mim.

Inserida por KARINAGERA

Em noites frias o vento tocou em um pedaço de folha que estava presa em uma arvore, tudo o que se passava era uma nuvem que escondia os pedaços da lua
Debruçada em minha sacada perguntava me sobre aquela brisa, que batia naquela folha, porque deixaste esta folha cair, e separar de sua arvore
Mais assim que perguntava a lua, ela me respondia, esta folha pediu para cair sobre um lindo lago que havia em baixo de sua sacada
Como pode humilde folha cair em águas frias, e não reclamar, como pode ser separada de sua arvore, e não se sentir sozinha
A lua modesta em suas respostas me disse: Essa folha se apaixonaste por uma imagem que viu nesse lago e me pediu em uma noite, quando minha dama voltar na água quero cair para meu coração apaixonado viver de novo, e aquela dama eu seduzir

Inserida por Evadanoite

Você está , você está
vindo para a árvore
onde eles penduraram o homem que dizem ter matado três
coisas estranhas aconteceram aqui
não seria estranho
se nos encontrassemos a meia-noite
na árvore de enforcamento
você está ,você está
vindo para a árvore
onde o homem ,morto gritou a seu amor para fugir
coisas estranhas aconteceram aqui
não seria estranho
se nos encontrassemos a meia-noite
na árvore de enforcamento
você está, você está
vindo para a árvore
quando eu lhe disse para correr
assim nos dois estaríamos livres
coisas estranhas aconteceram aqui
não seria estranho
se nos encontrassemos a meia-noite
na árvore de enforcamento
você está, você está
vindo para a árvore
usando um colar de corda, lado a lado comigo
coisas estranhas aconteceram aqui
não seria estranho
se nos encontrassemos a meia-noite
na árvore de enforcamentos.

Inserida por Monalita

Um forte tronco não cresce sob a brisa; quanto maior o vento, mais forte será a árvore. J. Willard Marriott

Todos nós enfrentamos situações em que nos sentimos paralisados, sem condições de iniciar absolutamente nada. Uma força nos impulsiona a permanecer na mesma posição estática - imobilizados, ineficientes, mantendo apenas a situação da forma em que ela se encontra. Estabelecemos alvos, visualizamos resultados, mas permanecemos com os braços estendidos para o chão, e tudo o que vemos são barreiras.

Uma barreira semelhante foi encontrada pela primeira tentativa de um vôo supersônico. A barreira do som jamais havia sido quebrada antes de Chuck Yeager pilotar o X-1, em 1947. Foram muitos que disseram que aquela seria uma tarefa impossível de realizar; mas a barreira foi quebrada, abrindo-se assim um novo caminho para maiores e grandiosas realizações da aviação. A “impenetrável” barreira se tornou naquele dia “penetrável”.

Talvez você esteja diante de uma enorme barreira, algo aos seus olhos totalmente impenetrável. Quero encorajá-lo a confiar no Deus dos impossíveis. Talvez, apenas talvez, tudo o que você precisa fazer é tomar uma pequena, mas corajosa atitude. Essa ação pode ser muito pequena, mas uma pequena ação edificada em cima de outra pequena ação leva a uma ação ainda maior. Em pouco tempo a barreira será quebrada e uma nova área de experiência será inaugurada em sua vida, a qual irá lhe trazer uma nobre gratificação e preciosos benefícios. Não desista!

Jesus fitando neles o olhar disse-lhes: Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível. Mateus, 19:26

Andréa Cosenza

Quando passares pelas águas, Eu serei contigo; quando passares pelos rios, eles não te submergirão;quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. Porque Eu Sou o SENHOR, teu DEUS, o Santo de Israel, o Teu Salvador... Isaías 43:2,3

Inserida por cacarica

JOÃO DE BARRO

O pássaro pousou na árvore, observou atentamente o local e levantou voo. Depois, retornou várias vezes.

Voava longe.
Voltava rápido.
Trazia barro.
Punha no galho.
Utilizava o bico.
Moldava a argila.
Levantava paredes.

Após algum tempo, engenhosa casinha surgiu na árvore. O pássaro não amassou o barro, que já existia em local próprio, mas trabalhou intensamente para construir seu teto.

Não é diferente nossa situação.

Deus nos favorece na vida com a inteligência e os recursos da Natureza, mas à semelhança do joão-de-barro, espera que trabalhemos.

Inserida por Epena

Considere sua vida uma árvore.
Mas com o passar do tempo tudo se acaba, tudo se perde se você não cuidar.
Corra atrás dos seus sonhos.... busque um futuro bom.
Estude, saia, trabalhe (mto), aproveite e principalmente VIVA!
Mas nenhuma árvore pode crescer se ela não for molhada..
Procure ser uma das gotas da árvore de alguém.
Pois ela pode ser uma macieira no seu jardim e lhe proporcionar muitos frutos
( Bruno Carneiro )



............vida..vida..vida..vida..vida..
....vida..vida..vida..vida..vida..vida..vida....
....vida..vida..vida..vida..vida..vida..vida....
....vida..vida..vida..vida..vida..vida..vida....
....vida...vida..vida..vida..vida..vida..vida....
....vida...vida..vida..vida..vida..vida..vida....
..........a.............tempo........e...........
..............m........tempo......s.............
.............i...........tempo...........t........
..t.......g.............tempo.........u.........
.....e.......o..........tempo......d.............
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........................amigos....m..............
........................estudo.........p..........
........................tempo.......o............
.....Pai......................................mae

Inserida por BrunoCarneiroQueiroz

PLANTANDO A ÁRVORE

"Onde haja uma árvore para plantar, planta-a tu. Onde haja um erro para emendar, emenda-o tu. Sê aquele que afasta a pedra do caminho, O ódio dos corações e as dificuldades do caminho."
(Gabriela Mistral)

As metáforas da autora são preciosas para nós, educadores. Plantar a árvore, ideia sonante da trilogia clássica, que se soma a ter um filho e a escrever um livro, tem a limpidez perifrástica do despertar de consciência. Plantar a árvore tem toda a simbologia da construção do bem, de deitar semente à terra ou de aninhar uma ideia num cérebro, oferecendo terra tépida, água fresca, sopros de candura e diálogo constante. Envolve acompanhamento da germinação, proteção contra os ventos e contra as intempéries, o aconchego da tateante criatura. Significa desvelar-se em conduzir a solidificação do tronco, para que cresça ereto e justo, rumo ao céu, mas com a flexibilidade da fábula, para que resista à tormenta vergando- se apenas o necessário para não quebrar. Significa podar as folhas que o mau tempo secou, pensar as feridas causadas pelas pedras dos meninos desavisados e travessos, espantar os passarinhos danosos, ervas parasitas e outros intrusos. E significa enfim ensinar que a sombra não lhe pertence, mas pertence aos outros, que dela podem e devem fruir, como quem recebe bênçãos. Emendar erros não é das tarefas a mais fácil. A primeira exigência é que se reconheça exatamente o que é erro. Erro e acerto não são pilares cimentados, pintados de uma só cor. Há nuances na avaliação. Por isso, há que primeiro avaliar as circunstâncias em que ocorreu o erro. Como dizia Bertold Brecht: "Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem". Em segundo lugar, há que se avaliar a intenção que produziu o erro. Um menino que praticou uma ofensa involuntária, movido pelo mais nobre desejo de ajudar, não pode ser condenado sem que se conheça o que passava pelo seu pensamento e pelo seu coração. E afastar pedras do caminho não quer dizer poupar de todas as dificuldades, mas poupar das dificuldades desnecessárias, que não acrescentam à pessoa qualquer soma pedagógica. Afastar pedras do caminho também não significa eliminar dificuldades, mas tomá-las menos desproporcionais à força, ao tamanho e ao preparo da pessoa que estamos ensinando. Talvez, mesmo depois de afastada a pedra, o aluno precise saltar uma outra, ou bater nela com a marreta até que se esboroe e ceda passagem. Talvez o aluno precise retroceder, esperar que chova e que o terreno ceda, que a pedra se acomode no fundo do lodo e assim seja possível seguir avante, apenas usando a pedra como tapete. Neste dia 15 de outubro, a verve de Gabriela Mistral nos clama a afastar o ódio dos corações e as dificuldades do caminho. Ela sabia, ao compor o poema, como é difícil - e ao mesmo tempo belo! - educar. Fê-lo por toda a vida, inclusive entre nós, brasileiros, quando viveu em Petrópolis, na serra fluminense, atuando como cônsul do Chile. A educadora Gabriela Mistral conhecia todos os desafios. Por isso mesmo sua mensagem não é banal. Ao contrário, é profunda em sua simplicidade. Assim gostaríamos de cumprimentar os educadores paulistas, na data de hoje. Com simplicidade. E com muita ternura. Parabéns!

Inserida por fraseschalita

Hoje

Desperto-me
como uma árvore seca,
cujo o limo do barro
- meu sangue –
torna-se sujeira
que as chuvas de janeiro
hão de lavar.
É o tempo dentro de mim
matando-me,
como fizeras tu
quando partistes
sem me avisar.
Ao tempo,
ao próprio, recorro
- socorro -
dê-me mais um tempo,
por quê?
...Não sei!
sofrer...Talvez.

Inserida por ZeReys

Confraternização

Árvore pronta e cheia de bolinhas
Crianças maravilhadas
Aguardando com as cestinhas
Esperam os seus presentes
Enquanto quebram os seus coquinhos
Seus pais não estão ausentes
Todos lindos nos seus ninhos.

É natal, momento de confraternização
Famílias inteiras reunidas
Brincando de amigos ocultos no salão
Noite bela e de grande festa
Momento de amor e reconciliação
As tristezas ficaram no passado
Tornaram-se meras reflexões.

Ninguém no mundo deve esquecer
A razão de toda essa comunhão
Jesus Cristo nasceu neste dia pra valer
Depois transformou-se objeto da salvação.
O orgulho neste espaço não pode se estabelecer
Jesus sempre foi humilde de coração
E ensinou a todos nós como viver.

Inserida por 81024673

A árvore:-
Semente inocente e pequenina quando germinada se transforma em uma árvore linda e gigantesca, dividindo tua beleza entre galhos folhas e frutos...enfim, me peguei imaginando na linda trajetória da árvore após me sentar em um confortável banco de igreja, matéria prima decorrente do final de uma vida, de flores e frutos...é triste observar no outro lado da extremidade do mesmo acento uma pessoa que nem se quer te diga Bom dia

Inserida por AdemirMachado

Entregue-se a carne
vivencie os pecados de fora;
Pendure seus olhos em uma árvore
longe das mentiras do mundo,
deixe pra trás os sobrenomes...
Prove do vinho ao veneno,
esperimente, saborei todos;
Dos armargos aos doces
da nostálgia à utopia.
Da sanidade até as coisas mais loucas;
Das cáricias aos puxões de cabelo.
Mergulhe no inferno,
renegue o paraiso.
Dance sem medo a beira do abismo

Inserida por MagaiverW

Carta ao meu Pai...
Neste Natal, pai, tu és aquela estrela que fica lá no alto, no topo da árvore! Amo você como te amei todos os dias da sua vida.
Podes ficar tranquilo que eu estarei aprontando como sempre, fazendo as pessoas rirem ao meu redor, pois isto era uma das coisas que você mais gostava em mim, dizendo sempre: Quando ela vai chegar Zica? Gosto dela porque ela é pândega (alegre, brincalhona), mas isso tudo eu herdei de você como muitas coisas que eu faço no dia a dia e vejo um espelho seu em cada atitude, no trato com as pessoas, a arte, a cantoria, a cultura brasileira enfim...
Não se preocupes com presentes neste Natal rsrsrsrs, pois este, você já me deu em vida e quando permitiu que eu o acolhesse em meus braços para estar contigo até onde pudéssemos ir, durante os seus últimos suspiros aqui nesta dimensão.
Não se preocupes com a mamãe também, viu? Dentro da realidade que ela vive ela está muito bem, apesar da sua partida, com dificuldades por causa da idade, mas isso é um processo natural em todos os seres vivos.
Não tenho dúvidas de que, quando elevo meus pensamentos para ti, estás ao meu lado.
Se puderes, olhe por nós aqui na Terra.
Meu coração é teu eternamente!

Inserida por Lilithy