Textos Arte
Minha arte influenciada pela inquietação do meu imaginário, permite tirar inspiração de um tudo para depois proporcionar em versos alguma reflexão, dar até ressignificados, a minha impressão aprofundada, inclusive, eu aproveito para usá-la frequentemente como uma das minhas melhores formas de desabafo que se transforma na minha mente.
As minhas lágrimas viram chuva, o meu sorriso, um belo dia ensolarado, a minha insônia que perturba o meu sono, passa a ser cativante, admirável, uma linda dama da noite, a angústia inconveniente que deixa o meu coração aflito é transformada na emoção e no sentido de uma poesia que consegue ir além das palavras com parágrafos vivos
Os meus momentos de felicidade são exaltados, a tristeza indesejada que eu venha a sentir logo se torna em belas frases, capazes de fazer alguém sorrir, imaginar, refletir através deste meu jeito de desabafar depois de encontrar alguma afinidade, reações diferentes, cada uma particular e com a sua finalidade.
Você não sabe: o boi é cheio de arte
O Boi tem raça, é o dono da festa
O Boi é forte, é o boi da promessa;
O Boi é ameríndio, porta estandarte.
Você não sabe: o boi é educado,
Até o coração do apresentador:
Vive sempre por ele apaixonado.
Ele tem cor da paixão e do pecado,
Da sinhazinha, ele é o enamorado.
Você não sabe: o boi é cheio de paixão
O Boi tem graça, é o dono da ginga.
Quem não sabe que ele é do coração?
O Boi é o Senhor, dono do seu coração.
A festa não tem hora, não tem lugar,
A festa é assim: ela nunca vai acabar.
Chegou o Boi Garantido, sim senhor!
Para o povo do Amazonas levantar...
A batucada como sempre dá o tom,
Com a benção do pajé será tudo de bom.
Você não sabe: o boi é do povão.
O Boi é o Soberano do seu coração,
Das alegorias, ele é a inspiração.
O Boi é o senhor da tua emoção!
O Boi é o Rei da Festa, que bom!
Agora que você já sabe:
Festejar em Parintins, é tudo de bom!
Veja a figura típica, que é o resultado
Da gostosa miscigenação do amor.
O Boi Garantido é filho desse calor,
E assim anunciou o levantador...
Quem não sabe a cor?
A cor do boi é vermelho,
E a outra cor e branca,
Que é a cor de Nosso Senhor.
Despontando a vaqueirada não é lenda,
Riscando bem a estrada da fazenda,
Brilhando o Boi Garantido, meu amor,
O amo do boi é o dono da fazenda,
Do boi ele pensa que é o senhor,
O amo canta os versos mais belos
As estrelas iluminando a noite,
O boi obedece sem nenhum coice.
O Boi com o pajé vai fazendo o ritual,
Seduzindo a sinhazinha de jeito especial,
O vai e vem do boi no passo da evolução,
O Boi mais bonito é o Garantido, ele é sem igual;
Só ele levanta de verdade a nossa emoção,
Não adianta só um bom toador cantar,
Se não tiver o boi, nada vai adiantar...
As tribos indígenas e o tuxauas,
Aqui estão para a galera vibrar,
Chegou a Rainha do Folclore,
Para o Brasil inteiro se encantar..,
A galera se agita, o boi se sacode,
A noite é uma menina que tudo pode.
Nenhuma das mulheres se compara à ela,
Está para nascer alguém que de mim discorde:
A Cunhaporanga sempre será a mais bela!
Com fascinação própria,
- arte e luz
Fui agraciada ao ver,
A Lua cor-de-rosa,
- maravilhosa
Beijando o mar.
Aos passos, tateando,
- experimentando -
E exortando a delícia
De contemplar a cena,
Que talvez não se repita,
O mar se deixando beijar.
A Lua ao beijar o mar,
- acabou beijando-me
E seduzindo-me,
Acabou enfeitiçando-me,
E completamente doce:
acabei entregando-me.
Não há como não pensar
em nós dois sem arte
A saudade é tripulante do coração
A noite surge cintilante
Singrando em mim
Não há como não pensar
em nós dois sem sorte
A vontade amante não passa
Desejos constantes
Insistindo sem fim
Não há como não pensar
em nós dois sem norte
Destarte vivemos de amor
Celebrando todos os dias esse fator
Nascemos com sorte
A janela do quarto
com ares de poesia
e arte do espaço:
noite de Superlua
nublada, hipertensa
gelada e impulsiva,
Diz muito mais
do que infinitas
páginas de jornais.
É a tal insônia que
surgiu para pensar
no curso da vida,
E escrever com
o orvalho da manhã
um poema que fale
como oceanografia
e não falhe contra
a desgraça que por
anomia foi espargida.
O amparo poético de
não parar de acreditar
que no final da história
tudo haverá de voltar
ao seu devido lugar
tem sido como uma ilha,
Onde nós dois somos
os ilustres refugiados
deste humano barco
que pelos poderosos
foi naufragado de propósito.
Quem dera dominar
a arte da música,
para me salvar
de um mundo
que só se sabe gritar.
Sei, a poesia salva
mesmo silenciosa,
mas não é a todos
que de fato ela toca.
Ah, se eu soubesse
tocar no meio desta
humana tempestade,
onde uns depreciam
a própria liberdade.
Sei, a poesia me leva
para onde talvez
nunca vou estar:
lá nos raios de luar.
As minhas veias
são as ondas do mar,
e estão as sereias
que fazem você
o tempo todo pelo
meu nome clamar.
Ah, nesta onda ruim
não vou mergulhar!
O tempo vai melhorar
e o céu se abrirá
ao nosso amor que virá.
Que eu possa enxergar a esperança
No sorriso de um velho
Na arte de uma criança.
Que o amanhecer chegue devagar
Para que eu não tenha medo
De viver, de sorrir, de sonhar
Mesmo não tendo lágrimas, eu choro
Com força e coragem sigo em frente
Duvidando da minha fé, eu oro
Deus me forjou focado, resliente
As obras de arte em pequenos formatos são muito mais a síntese da objetividade, a expressividade da complexidade compacta encontrada para estigmatizar uma ideia como um todo do que espontâneos trabalhos de menos valor por diminuição da plataforma como se fosse uma brevidade de um menor processo criativo.
Particularmente gosto muito dos pequenos formatos, pequenos frascos, pequenas pétalas, pequenas poesias com poucas palavras. Parece me que toda grande ideia, magistralmente surge automaticamente de um breve rabisco. Como se a divina inventividade perfeita não tivesse muito tempo ocioso para muitas elucubrações,tentativas e experimentos.O que é, mesmo de forma simples geralmente já nasce feito.
Existem dois principais tipos de consumo de arte O primeiro, o mais saudável e de longo prazo,é o ato de adquirimos uma obra de arte por que gostamos, fazemos por consumo direto por que nos identificamos com a temática, forma de criação, e escolhemos para fazer parte de nosso cotidiano imóvel. O segundo é o menos saudável, é a opção de investimento de risco a médio prazo sem tanta liquidez mas com uma possível e provável oscilação de valores que resultem em ganhos e perdas comparado ao preço do bem adquirido.
Nunca existe, qualquer garantias sobre o retorno dos valores investidos.Esta modalidade de consumo traz as mesmas chances de uma roleta de cassinos, opções de bolsa de valores ou dos jogos de azar.
PLÁGIO
.
O artista que cria
Música, arte, poesia
Ilumina a escuridão
Mas aquele que copia
Segue a lanterna que alumia
Mas que está em outra mão.
.
Quem copia não inova
Apenas aguarda coisas novas
Vindas dos artistas criativos
Para furtá-las sem escrúpulos
E assim mantém minúsculos
Os seus neurônios inativos.
.
O plágio é recurso do incapaz
Que se esmera sempre mais
Em tomar o que não lhe pertence
Mas para quem é plagiado
Não vale a pena ficar indignado
Porque só se copia quem está à frente.
.
Deixe que os que plagiam
E que assim se saciam
Sigam copiando tudo
Porque chegará o momento
Em que olharão para dentro
E não encontrarão conteúdo.
.
Quando a arte não for mais importante
e o amor em versos não ser cantado,
quando a morena não quiser ao seu lado
seu amor,seu amigo,seu amante...
Quando não mais existir algo tocante
inspirando o coração do humano,
quando não mais existir o desengano,
quando não mais existir matéria-prima...
Aí talvez alguém vença Everton Lima,
nos dez pés de martelo alagoano.
Sou poeta raiz do meu nordeste,
uma lenda na arte do improviso.
O meu verso pesado corre liso,
desbravando esse rincão agreste.
Rima pesada de um caba da peste,
que defende a cultura sem descarte.
Sempre há alguém que em alguma parte
ignora a minha rima, então.
São alguns colegas de profissão,
que, por inveja, ignoram minha arte.
“Viva e conviva com as pessoas como o jardineiro que não esquece de regar e adubar cada planta. Deixe a luz do sol aquecer seus dias, não viva na escuridão! A melhor maneira para ter iluminação é viver bem com todas as pessoas, aprecie a arte de viver e conviver com o seu semelhante. Somos todos da família de Deus. Pertença à família divina!”
A MISSÃO DA ARTE
Todas as coisas criadas por Deus visam ao bem da humanidade. Exercem, por isso, uma missão celestial. Naturalmente, a arte não constitui exceção. Daí que o artista deveria tomar consciência de seu papel e desempenhá-lo com perfeição, contribuindo, dessa forma, para o estabelecimento de uma sociedade justa.
Não é, porém, o que acontece, Fico atônito ao observar a atitude dos artistas em geral. Há, é certo, muitos entre eles que são bons; a maioria, contudo, se esquece de sua verdadeira missão, ou não a leva em conta. Considerando-se criaturas especiais, julgam que a vivência de sua sensibilidade seja expressão de individualismo, ou de gênio. Assim pensando, agem como bem entendem, sem o menor discernimento. A sociedade, por sua vez, os trata como seres especiais e tolera neles quase tudo, o que os torna cada vez mais vaidosos. Esse comportamento social os impedem de terem as mais elevadas qualidades espirituais, o que deveria ser uma característica normal da personalidade do verdadeiro artista.
Observem que, desde os primórdios, o homem vem modificando a sua maneira de viver e, passo a passo, está chegando a um mundo mais civilizado. Nesse sentido, o progresso representa a eliminação da bestialidade dos tempos bárbaros, marca obsessiva do comportamento humano. Essa brutalidade sem limites é, inclusive, uma das causas que mantém a humanidade exposta a ameaças incessantes de guerras.
Nesse contexto, o artista tem uma importante missão a cumprir. A sua arte deve ser incentivo à eliminação da bestialidade humana, bem como um recurso pelo qual todos possam conquistar sentimentos mais nobres. Assim então, a literatura, o teatro, o canto, a dança, a pintura deverão ser o caminho pelo qual os valores espirituais do artista, expressos através de sua sensibilidade, tocarão a alma do povo, estabelecendo-se entre ambos, um elo de sentimentos e emoções altamente elevados.
Cabe, pois, ao artista o papel de orientador do verdadeiros comportamento a ser seguido pelos demais membros da sociedade. Daí se conclui que, se a sua vida espiritual não for muito aprimorada, também os sentimentos do povo não poderão tornar-se melhores. É neste ponto que reside a dignidade da arte, ou a sua vulgaridade.
Por outro lado, não é exagero afirmar que são os artistas os responsáveis pelo agravamento do males sociais, tendo em vista a falta de autenticidade expressa através das obras por eles criadas. Reafirmando meu ponto de vista, recomendo a vocês todos que analisem e percebam quão grande é a falta de expressividade da voz e da música da maioria dos nossos cantores. Quantas cenas eróticas presentes em textos literários, no teatro e no cinema! Tamanha monstruosidade nas pinturas e esculturas!... Portanto em nada do que disse, exagerei.
Peço, em especial, aos artistas para meditarem profundamente em tudo o que eu lhes acabei de falar.
O autor aos seus versos
Chorosos versos meus desentoados,
Sem arte, sem beleza e sem brandura,
Urdidos pela mão da Desventura,
Pela baça Tristeza envenenados:
Vede a luz, não busqueis, desesperados,
No mudo esquecimento a sepultura;
Se os ditosos vos lerem sem ternura,
Ler-vos-ão com ternura os desgraçados:
Não vos inspire, ó versos, cobardia
Da sátira mordaz o furor louco,
Da maldizente voz e tirania:
Desculpa tendes, se valeis tão pouco,
Que não pode cantar com melodia
Um peito de gemer cansado e rouco.
O FIO GUARDA A MEMÓRIA
O fio criando conversas
a gente sem pressa se põe a lembrar
Alinhava um afeto noutro
e nem sente o tempo passar.
As linhas que bordam o tecido
se encontram e se espalham,
criando aquela disposição genuína
para amar.
Almas se entregam ao tecer,
universos inteiros de saudade e saber.
Bordado é encontro,
onde alinhavo meus dias entre nós…
Uma bordadura de avesso, passados e presente.
Mãos que produzem efeitos,
decifram enigmas
Feitos de um fio encantado
para gente acreditar:
Bordado é oração.
Aos encantos vindos de ti me apego
Embebido à sombra de teu carinho
Certo de não mais estar sozinho
E se for preciso do mundo abnego
De súbito na vida me acho cego
Ao ver surgir a ti novo caminho
Restando-me a tristeza que carrego
Assim o jasmim se exibe espinho
É o destino agindo fora de hora
Um alerta agudo no peito que arde
E de repente te vejo ir embora
Dar valor ao que se tem é pura arte
Ante o adeus que surge cedo ou tarde
Porque na vida toda pessoa parte
Forasteiro coração
Forasteiro coração sombrio
que vaga por estradas procurando mergulhar os seus pés em algum rio,
ou então despertar em si, um sentimento que ainda não sentiu,
Mas talvez ele não seja tão forte e viril,
pra enfrentar no amor tudo que ele ainda não viu,
ou então pra entender, que a humanidade com tudo destruiu,
Foi tanto egoismo, tanto amor próprio
que o amor ao próximo sumiu...
É coração, acho melhor continuar procurando por um rio.
Mulher feito estações
Tu mulher que me seduz à varias estações,
Com olhar de primavera,
Abraço de verão
E beijo de outono com sabores silvestres.
Mulher de fases,
Difícil de surpreender,
Que se destaca entre as demais
Pelo simples jeito complicado de ser.
Cara mulher que sobe no salto
E mostra do que é capaz.
Dona de si mesmo,
Turista em caminhos que nenhum outro ousa trilar.
Tu me faz sonhar, acordar, iludir e desejar.
Mulher que me fez escravo de sua beleza,
Voluntário pra te conquistar,
E ainda na liberdade de desistir, sabe que uma única troca de olhar é suficiente pra nunca mais partir.
Se você depende de coisas para ser feliz você nunca será feliz
a felicidade que as coisas lhe proporciona é felicidade falsa
você sempre vai querer coisas novas, coisas melhores
um celular novo, um carro novo, uma roupa nova.
Felicidade está em momentos com pessoas ou animais
felicidade é aquele momento que você queria que acontecesse
outra vez, é querer reviver ou desejar que não acabasse
isso é felicidade e só depende de você!
Se sua felicidade é nas coisas materiais, ela é falsa
você sempre irá buscar por algo novo e sempre irá
desejar coisas novas por isso nunca alcançará.
