Textos Arte
Segundo o pensamento de Espinoza, o museu é uma instituição a serviço da sociedade, logo o museu e o colecionismo maçônico também o é. Não deve ficar circunscrito como local físico ou virtual de saberes universais, já que formam uma parte inseparável da verdadeira historia social, politica e cultural de toda sociedade e, por sua vez a sua própria natureza remonta dos caminhos da própria filosofia, pois contém artigos, objetos e elementos pelos quais permitem auxiliar na moldagem da consciência, moral e ética das comunidades filosóficas dos vários ritos praticados os quais ele serve, através do que ele pode estimular as comunidades "iniciaticas" ou profanas e a vários outros grupos de vários lugares e orientes a agir progredirem suas atividades históricas fraternas de modo que culminem com a apresentação de soluções e de problemas para melhor bem estar contemporâneos; isto significa dizer que deve-se ligar o lúdico e o mitológico, o histórico passado e presente, identificando a si mesmo dentro da pratica da Arte Real, da museologia e do colecionismo da cultura maçônica apresentando todo o material simbólico e filosófico dos vários ritos, que foi suprimido, modificado, abandonado, simplificado ou caiu em desuso com as mudanças estruturais indispensáveis para evolução social da filosofia ate os dias de hoje e suscitando outras questões apropriadas paraseu aprimoramento no contexto universal e particular dos que fazem parte e de todos aqueles que por vocações particulares querem estudar e adentrarem neste especifico saber sobre o tema ou mesmo fortificar suas opções de escolhas ao se candidatarem para fazerem parte de forma mais consciente, como novos irmãos dedicados desta tradicional filosofia.
Pelo menos as sociedades do Brasil Educacional e Cultural devem a tempo promoverem o resgate resistente da cultura indígena brasileira em suas diversas etnias. O Brasil soberano e civilizado contemporâneo inclusivo tem a qualquer tempo uma divida imensurável e impagável pelo triste abandono das politicas indigenistas por parte da sociedade e do governo federal. Desde a criação do Parque Nacional do Xingu, inaugurado pelo mestre Darcy Ribeiro a 50 anos atrás, nada mais de significativo foi feito para o índio brasileiro. Nenhum representante eleito da nova geração de políticos até hoje, pleiteou a criação de um Centro de Estudos Sanitários em prol das comunidades e mesmo um Hospital Indígena de Referencia, pela simples justificativa de não ter popularidade junto a causa e mesmo o não retorno de votos. Na velha máxima corrupta politica equivocada do toma lá e da cá.
O verdadeiro ativismo cultural vive na zona sul e na periferias, em busca de novas historias, vidas e personagens mágicos que lutam a seus jeito para as superações, muitas vezes indo contra a toda uma falência das politicas publicas institucionais, que punem, flagelam e abandonam injustamente os invisíveis que sobrevivem esquecidos na parte mais baixa da pirâmide social e cultural. A verdadeira arte contemporânea tem um importante papel de linguagem quanto a isto e cada artista deve ser um ativo interlocutor.
Entre as gravuras a xilo é a expressão mais antiga e ao mesmo tempo mais contemporânea. Por que o artista gravador tem que ter a habilidade de um mestre artesão ao arrancar da madeira sem volta toda a sua expressividade. O taco original e a xilogravura em papel de arroz são partes invertidas da obra inseparáveis.
o artista Moacir Andrade foi o meu maior mestre sobre as cores da Amazônia. Tudo de um jeito simples, como é típico de quem sabe, entre os igarapés, igapós e balneários da Grande Floresta. Suas palavras embebidas de magia do dia a dia, das que se encontra por esperança nas populações ribeirinhas ecoam no meu imaginário nas noites de lua cheia.
Vem pelas artes a verdadeira cultura resistente indígena brasileira. Vitoriosa e impar, tão rica de uma mitologia nativa, simples e sagrada, lembranças vivas e educativas de quem são. Guerreiros fortes e sobreviventes em comunidade, que hoje ressurgem mais vivos do que nunca das narrativas originais das ancestralidades.
Haverá um tempo que a Igreja Apostólica no Brasil encontrará uma grande mãe indígena de bondade, para ser beata. Não em algum processo de canonização pois a cultura indígena tem espiritualidade mas distante de qualquer santidade humana. Sendo assim será reconhecida pelo amor e a vida de bondade a todos os filhos da vida, indiscriminadamente, pois a separação e a diferença sempre partiu da religiosa cultura européia na cultura indígena brasileira, todos são iguais.
O crescimento da escassez de novos talentos nas artes plásticas brasileira deriva para uma releitura, uma nova critica e uma super valorização pelo mercado de alguns bons artistas que viveram quase esquecidos, anônimos e abandonados das mídias em um passado próximo. Com isto a revisão histórica nas artes no Brasil é uma pratica constante.
Pelos mares e as marés todos os dias, das injustiças sociais, da miséria e da fome, temos alguns sonhos. Sonhos estes que são sonhados acordados, gerados pelo nosso inconformismo natural diante do que de fato acontece. Quero crer que alguns destes sonhos inspiradores, aos poucos tornem se projetos para equilíbrio, da vida digna e menos violenta, para um numero cada vez mais crescente de invisíveis.
Por mais que o mundo inteiro pinte o coração de vermelho, o meu coração sempre é azul. Vermelho é o sangue que pulsa dentro dele mas o meu na cor do mar e do céu, ele compactua com a imensidão e o infinito, assim como devem ser nossas emoções, amores, carinhos e escolhas perante a vida.
Privilegiar um novo artista pobre que reside dentro de uma comunidade, não é correção social alguma, muito pelo contrario é demagógico oportunismo em tirar vantagem da pobreza alheia. Agora levar o ensino da arte gratuitamente, fomentar círculos de ensino da arte e da cultura dentro das comunidades órfãs de baixa renda e mesmo colorir o ambiente com novas formas e cores, aguardando o despontar de uma nova vocação que existe, é sim o caminho mais prospero, verdadeiro e social.
A palavra diamante vem do grego " adamas ", que significa indomável, pois durante muitos séculos, foi uma gema não lapidável mas descobriram que ele só se dobrava a si mesmo. Seguindo isto, assim devem ser nossos sonhos, indomáveis só permitindo a serem realizados e adaptados por nos mesmo.
Sou apolítico partidário, as únicas politicas que tenho interesse são as publicas referentes a educação, arte e cultura. No entanto me entristece ver o nosso continente nacional brasileiro tão dividido, polarizado meio a meio, parece me que uma metade do Brasil vive em uma atmosfera e a outra vive na outra, com valores, aspirações e nacionalismo bem diferentes. A unidade histórica sempre nos manteve livres e soberanos, diante do resultado do ultimo pleito eleitoral presidencial, tenho medo.
A educação no mundo contemporâneo terá que passar por severas transformações, pois o individuo passa a ser mais integral e cada qual com aptidões personalíssimas e diferenciadas. Logo a didática deverá encontrar o meio e a melhor maneira de suscitar a evolução nas diferenças, avaliar de forma diferente e ao mesmo tempo integrar cada um, como peça fundamental e insubstituível na comunidade e no meio.
Desde o principio do ciclo econômico bastardo da venda e comercio de escravos no Brasil, cerceavam a liberdade mas a resistência sempre foi pautada pela fé, cultura e musica. Muito por está razão o " lundu" seja a primeira dança e canto brasileiro de origem e raiz africana, introduzida no Brasil, pelos escravos de origem de Angola.
A maior parte da Amazônia é brasileira e dela depende milhares de famílias locais originais e de baixa renda. Sendo assim, não deve ser vista e nem concebida para o mundo, dos países poluentes excessivos mais ricos do planeta, como uma promissória em branco, irretocável de créditos carbono.
As duas maiores e piores armas legais de destruição em massa de qualquer cultura, de que se tem noticia no nosso mundo contemporâneo, são elas, a telefonia móvel e a internet. Ambas ferramentas tecnológicas de comunicação, quando usadas covardemente, sem moral e criminalmente, por anonimato, passam a fazer parte do retrocesso universal humanitário. E quando usadas aleatoriamente sem os devidos protocolos de responsabilidades e sem qualquer legislação pertinente impondo limites civilizados, aniquilam a vida comum, impedem a verdade e todos os conceitos de liberdade.
Acredito em conexões e sintonias com freqüências de conhecimentos, que são captadas por canais humanos especiais, por meio de um cordão de prata, quando imergem num intenso estado de sonambulismo involuntário e vigília profunda. A maioria destas freqüências são imantadas de muitos sons, energias e cores mas o verdadeiro conhecimento aparece quando o canal chega a despertar, muitas das vezes de forma complexa simbólica e intuitiva preenchida.
As pessoas querem falar, mesmo não sabendo do que falam. As pessoas querem discordar, mesmo não entendendo do que se trata. As pessoas querem criticar, mesmo não sabendo das justificativas para que alguém precisou fazer. Em suma, a maioria das pessoas por leviandade, opina pelo que não sabe e ignorantemente, acha que a sua falsa verdade é a única que existe.
Toda a vida sempre foi mais vibracional do que parece. As formas, as cores e as dimensões tem embutido em cada DNA seu próprio sistema vibracional complexo, que encontram se alinhados a mesma freqüência do planeta e do universo. O silencio abstrato como entendemos, só existe nos vácuos e nos buracos de minhoca. A própria rotação e gravidade de cada planeta no universo, é sonora.
