Textos Amorosos
De perto sou romântico, mas de longe te enganaram com um desabafo de alguém carente;
Diga-me onde esse amor vai parar, pois meu coração continua seguindo a sós;
De olhos em olhos continuo tentando me firmar entre as pálpebras encharcadas de emoção;
Se entre a caça a escolha vai se construindo, entre um coração virado do avesso se tem a certeza do quê quer;
Tentar amar duas pessoas no mesmo sopro romântico é como tentar ouvir, ao mesmo tempo, duas melodias complexas: talvez se perceba as notas, mas a canção se desfaz.
O coração até pode se dividir em afetos, mas o amor que se reconhece como paixão de alma — aquele que nos move a transcender o ego e nos lança na vulnerabilidade — esse, por sua própria natureza, pede a unidade de quem o sente.
Tem gente vivendo como uma comédia romântica. Hora, anjo metódico, sussurrando: "Vai dar certo!". , ou um demônio com roupas de couro, oferecendo pizza e preguiça. A diversão está no conflito! Não leve a sério demais nenhum dos dois. O anjo é um chato, o demônio, um folgado. O truque é rir da confusão. Escolha a ousadia do demônio com o coração do anjo. A vida é muito curta para dramas. Você é o diretor dessa bagunça e divirta-se, porque o maior presente de D'us é a vida. Cada novo amanhecer é uma oportunidade única de renascer, amar, aprender e evoluir. Celebre isso tudo com gratidão!
É a minha opinião....
Alexandre Sefardi
Esqueça as flores com laços de fita e toda essa bobagem romântica que vendem nas vitrines.
O amor de verdade não amarra nada, ele chuta a porta.
É como abrir a última garrafa de uísque barato às três da manhã, quando você achava que a noite já tinha acabado e o fígado implorava por trégua.
Ele chega sem pedir licença. Não quer saber do seu passado caprichado ou dos seus sapatos limpos.
O amor que liberta te joga no chão da cozinha, arranca a sua camisa velha e rasgada, e te faz rir da própria desgraça.
É um gole forte.
Daqueles que queimam a garganta, limpam as feridas e te deixam cru, sem as máscaras que você usa para caminhar entre os idiotas na rua.
Ele não te prende em uma gaiola de promessas falsas; ele escancara a janela e diz: "O mundo lá fora é um hospício, mas aqui dentro a gente pode ser louco em paz".
Você acorda com dor de cabeça, o cinzeiro cheio e o gosto de fumaça na boca.
Mas olha para o lado e vê que as amarras sumiram.
Você está livre. Livre para falhar, livre para beber mais um copo, livre para ser o poço de defeitos que sempre foi, mas agora sem carregar o peso do mundo nas costas.
O amor não é um nó de marinheiro na garganta.
O amor é o saca-rolhas.
ESSÊNCIA
A loucura é um privilégio
dos românticos dos poetas...
o meu juízo cuida de um arado,
a minha essência pega o firmamento,
empacota com papel presente
e guarda na gaveta...
eu me alimento
do que o meu juÍzo rima,
as minhas palavras fabricam sereias...
o que aprendi com a noite
é o que me ensina
a desfazer-me sob a lua cheia...
Sei que pode se dizer que a vida é bela
literalmente bela, romanticamente bela, fantasticamente, fantasiosamente...
um dia nasceu sob o céu de Santo Amaro,
alguém que falaria da beleza
e a Bahia virou baía pras sereias...
alguém que inventaria palavras, palavras tão doces
que a dureza de São Paulo,
seus olhares frios, seus desvios, suas desnaturezas... nasceria Sampa, música e poesia do concreto reto e vertical que esconde horizontes
e a deselegância, a antipatia se perderiam nas estrofes
e esse povo forte aprendeu com o nordestino
o tino, o destino das coisas profundas que habitam a alma e ampliam os horizontes.
Eu sou uma alma profundamente
poética e romântica.
Não daquelas feitas de palavras ensaiadas
ou de gestos moldados por circunstâncias,
presas à conveniência de datas comemorativas.
O meu lirismo e o meu romantismo
se impõem de forma natural,
quase instintiva,
sem regras, sem horários,
sem datas marcadas no calendário.
Como quando, pela manhã,
olho pela janela
e encontro o céu cinéreo,
com uma chuva fina anunciando,
tímida, quase sem querer "incomodar",
a chegada do outono.
E então me aproximo do vidro,
suspirando versos,
tomada por uma imensa gratidão
pela beleza de ser e existir,
em comunhão com as estações do mundo
e com os ponteiros secretos do relógio
do meu próprio âmago.
✍©️@MiriamDaCosta
O meu coração romântico
com raízes bem fincadas
na Mata de Terra Firme,
Desejo perpétuo e sublime
envolvido pelo capuz ebúrneo
íntimo que guarda secreto
o sonho de ver de perto
o seu semblante decidido.
Encanto perene e mútuo
de entrega o tempo atravessa,
Castanheira-do-pará em flor
confiante do seu amor celebra
por antecipação a entrega
que haverá de acontecer:
nas tuas mãos pacientes
sem nada deixar arrefecer.
Nem brasa e nem fumaça,
em nós há um fogo que
queima, arde e não se apaga,
Há em nós permissão ampla,
fina, incontida e deliberada,
É questão de tempo aberto
para a rota encaminhada
para encontrar a Via Láctea.
As expectativas românticas
seguem intocadas mesmo
que digam que sejam tardias
ou transformadas em ilhas.
Florescem na Mata Atlântica
com as orquídeas de Outono
na bela Santa Catarina,
assim mantém-se a poesia.
Cultivar tudo o que faz sorrir,
inspirar, não desistir e sonhar,
é imperativo para caminhar.
Não importa a estação,
o importante é manter vivo
o que faz bem ao coração.
Cultivar com constância romântica
tudo o que une e é de elegância;
aprender a lidar, lado a lado,
com as senhas da pele e do charme;
ser laço e nó que ninguém desate.
Nas tuas mãos ser fogo para brincar,
aquecer o chá de mulungu
e o necessário o tempo nunca apagar;
nas tuas mãos entregar o poder
e deste gesto profundo me orgulhar.
Possuir a tua existência por dentro,
ser a existência cativa sem regresso
e sem pressa por reconhecimento,
do sussurro à mútua leitura ótica,
como falantes do idioma do encantamento.
Sem hora para começar e sem pensar,
todo o lugar será sempre o lugar,
porque pertencer foi escolhido como lar,
e nele encontrar razões para voar,
pousar, descansar e jamais pensar dele ir.
Do Hemisfério Celestial Sul,
sou, talvez, a mais romântica,
habitante nascida sob medida
para a tu'alma feita de tambor;
pela primeira vez descobriste,
na vida, o que é o verdadeiro amor.
Da América do Sul, sou a favorita,
que, na madrugada íntima, a tua
imaginação procura recorrente;
sei que o teu coração me pertence
com amor, paixão e desejo quente.
Sou aquela tal latina exuberante
que o teu olhar fascina e invade,
falando e sendo a própria poesia,
falando que, nas Ilhas, quem nasceu
primeiro foi o Daniel, filho da Francisca.
A sul-americana cheia de memória,
sem lapidar a própria retórica,
conta que foi Rosendo Mendizábal
que fez, para o Tango, a primeira partitura,
e te ama sob o sol e até sob a chuva.
Sou aquela que, em estado de rebeldia,
conheceu e, hipnotizado, se rendeu,
e que não permite que ninguém ouse
falar que não houve feitos afro-argentinos
a cada momento profundo da História;
e não há um só dia que não queira como glória.
O Bicudinho-do-brejo
é um passarinho romântico
de uma parte do meu Sul
magnífico e poético
em dias com ou sem Céu azul.
Com igual alegria de passarinho
no meu coração resolvi
construir para nós um ninho
feito com amor, carinho
e enfeitado por beijinhos.
O Bicudinho-do-brejo com
a sua persistência inspira
vivendo nos mangues, alagados,
pântanos e capins altos,
segue ensinando que os caminhos
não é e nem nunca serão
o do desânimo e da desistência.
Com o Bicudinho-do-brejo
e seu voo baixinho é possível
se movimentar, ir longe
viver o quê se pode hoje
e seguir amando sempre.
Observando a rota mística
do Bicudinho-do-brejo
aprendi que nem mesmo
o mau tempo pode fazer
com que queiramos menos
e que percamos a fé na vida.
Não romantize o quê não é para ser,
a nossa ânsia romântica mal administrada pode ser o nosso próprio cálice cheio de veneno.
Quem realmente quer algo sério com você estuda a sua personalidade para agir com tato redobrado ao seu respeito porque quem ama não machuca a alma e não fere o teu corpo e em hipótese alguma.
Quem ama você se preocupa que numa conversa não haja danos, não te desrespeita quando vocês estão a sós ou em público.
Quem ama sempre se esforça em dar respostas imediatas, não te deixa de molho e faz um esforço para manter
o diálogo vivo.
Quem ama não te deixa perceber que está olhando ao redor porque de fato não está olhando ao redor; e se for excessivamente uma pessoa de atitudes pouco espontâneas cedo
ou tarde se tiveres calma perceberá
os sinais que a pessoa é hipócrita.
Não romantize o quê não é para ser porque a nossa energia romântica desperdiçada pode afetar o nosso amor próprio e até a chance de você encontrar um relacionamento saudável com uma pessoa que tenha os mesmos objetivos que os teus.
O Ipê-amarelo romântico
beija o céu de setembro
e o olhar com ele floresce,
Para dizer que sou o teu
amor que não se esquece.
...
O Ipê-amarelo-da-serra
efloresce e beija o céu,
Nunca deixei de ser poeta
para dizer com mel
que nasceste para ser meu.
...
Quaresmeira-roxa
unida com o céu
parece uma colcha,
Com o meu charme
amaciarei o seu
coração feito de rocha.
...
Quaresmeira-branca
efloração tão rara,
parece até com o meu
coração que dispara
quando vê por perto o teu.
...
Araucária em florada
é declaração de amor
em setembro de desejos,
Assumo que sonho o dia
todo com os seu beijos.
...
Ingá-feijão em flor
traz toda uma poesia
de setembro e amor.
...
Ingá-cipó em floração
balançado pelo vento
na poética madrugada
plena em setembro,
Toca a percussão
para o sentimento.
...
Corticeira-da-serra
sob a Lua poética
que não se encena,
No coração há uma
vontade de amar
que nada encerra.
...
Açoita-cavalo em flor
na Mata Atlântica sob
estrelas de setembro,
Não existe poesia maior
declamada para o olhar
diante da vida ao redor.
...
Canafistula bailarina
embalada pela ventania,
Floração setembrina
que ao coração brinda,
Da vida só peço agora
alguém que me traga
inspiração e toda a poesia.
Amore in Venezia.
Manhã romântica de primavera, eu estava sozinha na linda Praça São Marcos, esperando a minha irmã. Eu deveria ter ido com ela, mas, meus pés já estavam cansados demais. Naquele instante eu pensei que Veneza é mais atraente para passarmos uma lua de mel e não para fazermos pesquisa de trabalho. Sei que muitos gostariam de está no meu lugar e ver os pombos voando, os casais apaixonados fazendo juras eternas, o sol pairando no azul das águas que se confundem com o brilho do céu. Mas, tudo o que desejava naquele momento era estar na minha casa no Rio de Janeiro.
Depois de quase uma hora, eu fui surpreendida por um belo jovem veneziano, de olhos verdes, com sorriso e olhar um tanto conquistador. Ele se aproximou lentamente e lançou algumas palavras:
- Oi senhorita, como está? – Confesso que o achei um pouco atrevido e ao mesmo tempo atraente e educado. Por isso fui bastante educada.
- Estou bem, só um pouco cansada.
Nesse dia conversamos pouco. Apenas nos apresentamos, ele disse se chamar Luigi, e quando eu disse que me chamava Carolina, ele achou lindo.
Passaram-se alguns dias sem que nos víssemos, até que houve um romântico baile para comemorar a primavera. Foi nesta noite mágica que o reencontrei. Ele estava lindo, com um sorriso inebriante, seus olhos pareciam um lago banhado de amor. Depois do baile saímos para passear sobre a nevoar daquela noite quase irreal. Tive sorte, pois, minha irmã voltou cedo para o hotel e eu fiquei na doce companhia do jovem veneziano.
Caminhamos silenciosamente pelas ruas enfeitadas de flores, com cheiro de jasmins cobrindo toda a cidade. Parecíamos sem destino algum, como se não houvesse o futuro e logo eu tivesse que retornar para a realidade do meu lar. Fomos guiados pelas batidas dos nossos corações.
Quando a madrugada deu lugar a uma luminosa e preguiçosa manhã, pois, a cidade inteira ainda dormia. Abraçamo-nos sobre a Ponte de Rialto, ele me presenteou com um beijo apaixonado, típico de um veneziano e me fez juras de amor. Namoramos ao balanço das gôndolas naqueles canais apaixonantes. Mas, eu sabia que na tarde daquele mesmo dia eu teria que partir.
Por alguns instantes senti vontade de largar tudo no Brasil e viver aquele sonho de amor. Comprar uma casinha com flores na janela, de frente para as águas solitárias, que já viram amores nascer e depois partir. Infelizmente, eu precisava voltar para o meu mundo real, menos colorido, mas, que me fazia sentir com os pés firmes no chão.
No fim da tarde, eu me despedi daquele que foi o meu amor por uma única noite e permanecerá dentro de mim a vida inteira. Talvez na próxima primavera, ou, quem sabe em um dia qualquer eu torne a encontra-lo. Afinal, a vida sempre pode nos surpreender.
A dois meses ela conheceu um rapaz de olhos coloridos, sonhador e romântico, daqueles raros, tachado de careta por não beber, tão pouco fumar. Um rapaz que valoriza os pequenos gestos, que está pronto para fazer uma mulher feliz. Mas ela não quer. Diz por aí que agora quer alguém mais velho, mais maduro, mais experiente, sem ao menos se dar conta que não importa quantas velas se colocam sobre o bolo ano após ano, sim, de que forma suas experiências o moldaram.
Mal sabe ela que aquele menino de olhos coloridos cresceu sem pai, sempre teve que batalhar pelo que quis, é justo e até excluído pelos demais por ser tão maduro e raro, pois, ainda sabe apreciar o luar e contemplar o brilho das estrelas. Mal sabe ela que ele tem um amor tão puro, guardado para ela.
É ela tem tudo para ser feliz outra vez, agora com quem a valorize, pena que ela ainda não tenha limpado seu coração de um amor que não lhe fez bem, que ela esteja deixando a felicidade passar, não esteja vendo ela parada na sua porta sem ao menos ser convidada a entrar.
Eu poderia tentar ser romântico e descrever tudo, do seu sorriso ao toque da sua pele fria, poderia detalhar cada um dos seus trejeitos, recitar seus bordões que nunca me fazem parar de rir, sério, eu conheço tanto esse seu quebra-cabeça que eu até posso sentir o que você sente. Algumas vezes, confesso, doeu, umas palavras ali, outras ausências mais a frente, mas toda a dor é sufocada pelo fato de que pude te conhecer, alguém incrível.
[…] e foi assim, você fugiu de perto de mim e preferiu buscar segurança nos braços de outro alguém. Só espero que daqui em diante, você não sinta a minha falta, pois quando vier a me procurar já não estarei mais aqui, estarei em outro lugar difícil de se encontrar. Mas também espero que você seja feliz, muito feliz, já que não conseguiu ser feliz ao meu lado.Mas te juro que tentei sempre te ter por perto, fiz o meu máximo, fiz sempre o que pude. Fiz ao máximo para sempre não te magoar; o máximo pra te ver sempre feliz; o máximo pra você ter se sentindo seguro ao meu lado. Mas vejo que hoje de nada adiantou tal esforço, de nada adiantou eu ter sempre o zelo de te ter comigo. Mas agora que você se foi, não sei se ainda me escuta, mas se ainda me escutas te digo: - Vá para um lugar bem distante, um lugar que lá você nunca mais vai ouvir ninguém citar sequer a primeira letra do meu nome. Assim como não quero mais tuas lembranças, sei que você também não quer as minhas - Mas como dizem: “Do que adianta tirar das lembranças, aquilo que não tiramos do coração?”.
Eu assumo para o mundo que sou romântico e sensível. Assumo que sou dotado de algo que tende a desaparecer...
Assumo, que sou dos homens que chora ao ler uma bela mensagem em um postal. Ao assistir um belo filme, ao receber abraços sinceros, na pequena ou grande mesa de natal... Sou do género que se emociona facilmente, que não esconde a sua sensibilidade. NUNCA, não enfrento a fúria das minhas lágrimas, não desafio a fertilidade que o meu coração possui.
Entrego-me facilmente às emoções, que muitas vezes são inéditas. E ao desvendá-las, ficam tatudas em meu ser. Meu nobre ser, que vive cada momento como se fosse o último, sem omitir palavras ou gestos... expressando-me sem receios, apenas lutando para que a lógica e a humildade das minhas reflexões, se façam presente!
Eu assumo, sou daquele tipo de homens que muitas escolhem para ser um grande amigo, que alguns apunhalam quando se vira, por ser portador de uma certa "ingenuidade" que outrora foi transparência...
Pois eh, o mundo de hoje criou camuflagens em tesouros que o formaram...
O amor, a paz, a sinceridade e solidariedade ... Hoje são encarados de outro jeito, apenas mantêm-se os nomes, e somente um assumido como Eu os pode ver e sentir!
Então me orgulho do meu ser, ciente de que não sou dotado da perfeição.
Vou me aperfeicoando com tempo, na serenidade das minhas observações e acima de tudo, demasiada reflexão!
Levando comigo a esperança de um dia observar, no horizonte, um outro alguém tão assumido quanto EU.
E ai a gente conhece alguém incrível. Sensível, romântico, carinhoso, disponível e fiel... dai a gente percebe que ele não existe e que essas qualidades eram apenas fruto de nossa mania insuportável de idealizar as pessoas.
E então a gente descobre que pessoas reais e não tão "perfeitamente incríveis" são capazes de nos fazer muito mais feliz do que imaginávamos.
Ser romantico
É muito mais que querer impressionar alguém,
É ser livre de toda e qualquer timidez,
É ser espontâneo, verdadeiro, original
É estar sensível as batidas de um coração,
É sentir paz, amor, alegria e emoção,
É ser sublime e ao mesmo tempo real
É estar atento aos sinais que a vida lhe dá,
É andar na terra e mesmo assim flutuar,
É arrancar sorrisos tímidos, por onde quer que se vá
